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Neotropical Entomology

versão impressa ISSN 1519-566X

Neotrop. entomol. vol.39 no.5 Londrina set./out. 2010

https://doi.org/10.1590/S1519-566X2010000500018 

PEST MANAGEMENT

 

Efeito de genótipos de tomateiro e de extratos aquosos de folhas de Melia azedarach e de sementes de Azadirachta indica sobre Tuta absoluta (Meyrick) (Lepidoptera: Gelechiidae)

 

Effects of tomato genotypes and aqueous extracts of Melia azedarach leaves and Azadirachta indica seeds on Tuta absoluta (Meyrick) (Lepidoptera: Gelechiidae)

 

 

Rogério BrunherottoI; José D VendramimII; Maria A de G OrianiII

IFESB, Av Francisco S. Lucchesi Filho 770, CP 183, 12900-000 Bragança Paulista, SP, Brasil
IIDepto de Entomologia e Acarologia, ESALQ/USP, CP 9, 13418-900 Piracicaba, SP, Brasil

 

 


ABSTRACT

Insecticide plants are an important tool among the new alternatives for pest control in IPM systems because they reduce the use of synthetic insecticides, preserving human health and the environment. We investigated the effects of aqueous extracts of Melia azedarach leaves and Azadirachta indica seeds and three tomato genotypes, 'Santa Clara', 'IPA-5' - Solanum lycopersicum (= Lycopersicon esculentum Mill), and LA444-1 - S. peruvianum (= L. peruvianum), on the development, reproduction and longevity of the tomato pinworm Tuta absoluta (Meyrick), under laboratory conditions. The trials were set up in a completely randomized design, with nine treatments [three genotypes x two extracts (M. azedarach and A. indica) and control]. The replication consisted on five tubes, each with three newly hatched larvae, totalizing 90 individuals per treatment. The larvae were fed with tomato leaves treated with aqueous extracts at 0.1% concentration or distilled water (control) and daily observed until adults' emergence. Larval and pupal development and mortality, pupal weight, longevity and fecundity were evaluated. The accession LA444-1 negatively affected the development and reproduction of T. absoluta; the tomato pinworm had similar development and reproduction on 'IPA-5' and 'Santa Clara' (the susceptible control). The association of resistant tomato genotypes and extracts of M. azedarach leaves and neem seeds did not result in synergistic or antagonistic effects on T. absoluta.

Key words: Botanical insecticide, Meliaceae, tomato pinworm


 

 

A traça-do-tomateiro, Tuta absoluta (Meyrick), é uma das principais pragas da cultura do tomateiro Solanum lycopersicum (= Lycopersicon esculentum Mill) (Peralta et al 2006), podendo ocasionar perdas de até 100% na produção. Ocorre durante todo o ciclo da cultura, independente do período em que o tomate seja cultivado (França & Castelo Branco 1992), porém com maior intensidade no período mais seco do ano (EMBRAPA 2006). Os danos são causados pelas larvas, que formam minas nas folhas e alimentam-se em seu interior. Podem destruir completamente as folhas do tomateiro, tornando os frutos imprestáveis, além de facilitar a contaminação por patógenos (EMBRAPA 2006).

Tradicionalmente, seu controle é feito com aplicações sucessivas de inseticidas sintéticos, chegando, em alguns casos, a 36 pulverizações por cultivo (Picanço et al 1995). Tal prática tem contribuído para a seleção de populações resistentes aos princípios ativos empregados e também para a eliminação de populações de inimigos naturais da traça. Além disso, devem ser considerados os problemas de intoxicações de produtores e de consumidores pelos resíduos dos agrotóxicos utilizados, a contaminação do ambiente e a elevação do custo de produção (Picanço et al 1995, Kogan 1998, Siqueira et al 2000).

Entre as alternativas ao controle químico, a utilização de cultivares resistentes e o uso de plantas inseticidas são ferramentas importantes no manejo integrado da traça-do-tomateiro, destacando-se entre as plantas inseticidas as da família Meliaceae (Brunherotto & Vendramim 2001, Vendramim & Thomazini 2001, Gonçalves-Gervásio & Vendramim 2004, Cunha et al 2005).

Entre as meliáceas com propriedade inseticida, destacam-se Azadirachta indica, comumente conhecida por nim, e Melia azedarach, conhecida por cinamomo, santa-bárbara, jasmim-de-soldado e para-raios (Vendramim 1997). Azadirachta indica, de origem asiática, é considerada atualmente a mais importante planta inseticida em todo o mundo (Martinez 2002), sendo que sua atividade já foi avaliada para mais de 400 espécies de insetos, das quais mais de 100 ocorrem no Brasil (Penteado 1999). Embora menos estudada, M. azedarach também tem atividade inseticida (Rodríguez & Vendramim 1997, 1998, Vendramim & Scampini 1997, Brunherotto & Vendramim 2001), tendo a vantagem de já estar perfeitamente adaptada às diferentes regiões do Brasil e ter ampla distribuição geográfica, o que favorece sua utilização como inseticida botânico.

Quanto ao emprego de plantas resistentes, fontes de resistência têm sido encontradas em alguns genótipos do tomateiro cultivado (Fornazier et al 1986, Estay et al 1987) mas, principalmente, em espécies selvagens, destacando-se S. habrochaites f. glabratum (= L. hirsutum f. glabratum), como por exemplo PI134417 (Lourenção et al 1985) e S. peruvianum (= L. peruvianum) (Lourenção et al 1984, 1985, Barona et al 1989, Picanço et al 1995). A linhagem PI134417 provoca alongamento das fases larval e pupal, redução da sobrevivência larval, do peso de pupas e da fecundidade de T. absoluta quando comparada com 'Santa Cruz Kada AG-373' (Giustolin & Vendramim 1994), fato também observado para a linhagem LA444-1 (S. peruvianum) quando comparada com 'Santa Clara' (Thomazini et al 2001). As linhagens PI134417 e LA444-1 também são menos preferidas para oviposição por T. absoluta que 'Ângela' (Leite et al 1995). Comparando 'Santa Clara', 'Stevens' e 'IPA-5', Thomazini et al (2001) observaram que 'IPA-5' alongou as fases larval e pupal, reduziu a sobrevivência larval e o peso de pupas machos, apesar de a mesma ser considerada suscetível à traça-do-tomateiro (Suinaga et al 1999).

Assim, dentro de um programa de manejo integrado de pragas, a busca por táticas ecologicamente corretas e economicamente viáveis tem sido um consenso no agronegócio. A fim de contribuir com a sustentabilidade da cadeia produtiva do tomate, este trabalho teve por objetivo avaliar o efeito de extratos aquosos de folhas de M. azedarach (cinamomo) e de sementes de A. indica (nim) sobre o desenvolvimento, reprodução e longevidade de T. absoluta em três genótipos de tomateiro.

 

Material e Métodos

Preparo dos extratos. Folhas de M. azedarach e sementes de A. indica foram secas em estufa com circulação de ar, a 40ºC, por 48h, trituradas em moinho e armazenadas em recipientes hermeticamente fechados. Os extratos foram obtidos pela adição de água destilada aos pós vegetais, na proporção de 5 g pó/100 ml, e as misturas mantidas em geladeira por 24h para extração de compostos hidrossolúveis. Após esse período, os materiais foram filtrados em tecido fino (voil), obtendo-se os extratos aquosos a 5% de cada espécie vegetal. Os testes de bioatividade foram conduzidos com extratos a 0,1%, por ser esta concentração considerada a mais adequada para estudos de bioatividade de M. azedarach sobre T. absoluta (Brunherotto & Vendramim 2001). Água destilada foi utilizada como testemunha.

Nos ensaios, lagartas de T. absoluta provenientes de criação estoque, mantida de acordo com Pratissoli & Parra (2001), foram alimentadas, desde a eclosão, com folhas de tomateiro 'Santa Clara' tratadas com os referidos extratos. Para isso, as folhas foram submersas por dez segundos nos extratos, sendo utilizadas como testemunha, folhas submersas em água destilada. A eliminação do excesso de umidade das folhas foi feita por ventilação, com auxílio de um circulador de ar. Para manutenção da turgidez, as folhas tiveram seus pecíolos envolvidos por algodão umedecido, sendo posteriormente colocadas em tubos de vidro (8,5 x 2,5 cm) contendo três lagartas recém-eclodidas. As folhas eram substituídas assim que se mostravam inadequadas (após dois ou três dias). Os testes foram conduzidos em condições controladas (25 ± 1ºC; 70 ± 10% UR; fotofase de 14h).

Atividade sobre o desenvolvimento. O desenvolvimento do inseto foi acompanhado diariamente, anotando-se a ocorrência de pupas que, após 24h, foram pesadas, separadas por sexo e individualizadas. Foram avaliados os seguintes parâmetros biológicos: duração e sobrevivência das fases larval e pupal, e peso de pupas (machos e fêmeas). O delineamento experimental foi inteiramente casualizado, com três tratamentos (dois extratos vegetais e testemunha), e oito repetições. Cada repetição foi composta por cinco tubos, cada qual com três lagartas recém-eclodidas, totalizando inicialmente, 120 indivíduos por tratamento.

Atividade sobre a oviposição. Os ensaios de não-preferência para oviposição, com chance de escolha, foram realizados em gaiolas de acrílico (30 cm de diâmetro e 36 cm de altura). Na base de cada gaiola, foram dispostas ao acaso e em círculo, três folhas recém-coletadas de tomateiro 'Santa Clara', tratadas com os dois extratos e com água destilada (testemunha). No interior de cada gaiola, foram liberados 40 adultos de T. absoluta, os quais foram alimentados com solução de mel a 10%. Após 48h, foram contados os ovos presentes em cada folha, com o auxílio de microscópio estereoscópico. O delineamento experimental foi em blocos casualizados, constituindo três tratamentos e dez repetições (gaiolas).

Nos ensaios sem chance de escolha, foram utilizadas gaiolas plásticas (13 cm de diâmetro e 15 cm de altura) com abertura lateral revestida por tecido fino para permitir ventilação. Em cada gaiola, foram dispostos dois frascos de vidro contendo folhas de tomateiro e liberados 20 adultos, os quais foram alimentados com solução de mel a 10%. Após 48h, foi registrado o número de ovos em cada gaiola. O delineamento experimental foi inteiramente casualizado com três tratamentos e 20 repetições (gaiolas) de cada tratamento.

Atividade ovicida. Neste ensaio, 50 ovos (com idade de até 24h) de T. absoluta, oriundos da criação estoque, foram colocados em cada folha de tomateiro 'Santa Clara'. As folhas foram colocadas no interior de placas de vidro e pulverizadas manualmente com um dos extratos ou com água destilada (testemunha). Após cinco dias (período suficiente para a incubação dos ovos), foi registrado o número de lagartas eclodidas em cada folha. O delineamento experimental foi inteiramente casualizado, com três tratamentos e dez repetições (folha com 50 ovos) por tratamento.

Associação de extratos vegetais com genótipos de tomateiro. Neste ensaio, foram utilizados dois genótipos de tomateiro (cultivar IPA-5 e a linhagem LA444-1) resistentes à traça-do-tomateiro e a cultivar suscetível Santa Clara. Além dos parâmetros utilizados nos ensaios para determinação do efeito sobre o desenvolvimento, foram avaliadas a longevidade de adultos não-acasalados e a fecundidade (número de ovos/fêmea). Para isso, foram separados aleatoriamente dez casais por tratamento, os quais foram individualizados em gaiolas de plástico (15 cm de altura x 13 cm de diâmetro) contendo uma folha de tomateiro 'Santa Clara'. O número total de ovos por gaiola foi registrado diariamente até a morte da fêmea. Dez adultos foram mantidos individualizados nos frascos de emergência, sem alimentação, para avaliação da longevidade. O delineamento experimental foi inteiramente casualizado, com nove tratamentos [três genótipos x dois extratos e testemunha], com seis repetições por tratamento. Cada unidade experimental (repetição) foi composta por cinco tubos, cada um com três lagartas recém-eclodidas, totalizando, inicialmente, 90 indivíduos por tratamento.

Análise estatística. Para a análise estatística, antes de realizar as análises de variância (F < 0,05), os dados de cada parâmetro foram analisados quanto à homocedasticidade, adotando-se as transformações que apresentassem maior probabilidade de ter distribuição amostral normal. As comparações entre as médias foram feitas pelo teste de Tukey (P < 0,05).

 

Resultados e Discussão

Atividade sobre o desenvolvimento. A duração da fase larval de T. absoluta foi prolongada quando as folhas de tomateiro utilizadas para sua alimentação foram tratadas com os extratos a 0,1%, das duas plantas inseticidas testadas. O extrato de sementes de A. indica proporcionou o maior alongamento (17,9 dias), superando tanto a testemunha (14,9 dias), como o tratamento com extrato de folhas de M. azedarach (16,9 dias). A sobrevivência larval também foi afetada pelos dois extratos, ocorrendo novamente um efeito diferenciado entre eles. Assim, com extrato de A. indica, apenas 34,3% das lagartas atingiram a fase de pupa, valor inferior ao registrado no tratamento com extrato de M. azedarach e na testemunha (Tabela 1).

Quanto à duração da fase pupal, apenas o extrato de sementes de A. indica provocou um alongamento em relação à registrada na testemunha, sendo a duração em folhas tratadas com M. azedarach similar aos demais tratamentos. Analogamente ao constatado na fase larval, também na fase pupal, a sobrevivência foi reduzida pelo tratamento com os extratos de plantas inseticidas testados (Tabela 1).

Quanto ao peso de pupas, não houve diferença para os machos, enquanto que as fêmeas criadas em folhas tratadas com extrato de A. indica apresentaram peso inferior àquelas da testemunha (Tabela 1).

Atividade sobre a oviposição. Nos ensaios com chance de escolha, o número de ovos depositados por T. absoluta foi reduzido pelos extratos de folhas de M. azedarach e de sementes de A. indica em cerca de 40% em relação à testemunha (Tabela 2). Não houve diferença entre as duas plantas inseticidas testadas, mostrando que ambas apresentaram atividade semelhante como deterrente de oviposição para a traça-da-tomateiro, em testes com livre chance de escolha.

Nos ensaios sem chance de escolha, a inibição da oviposição da traça pelos extratos de sementes de A. indica e de folhas de M. azedarach também foi mantida. Entretanto, diferentemente do que ocorreu no ensaio com chance de escolha, a oviposição em folhas tratadas com extrato de A. indica foi menor que em M. azedarach, correspondendo a reduções de 45% e 26%, respectivamente, em relação à oviposição verificada na testemunha (Tabela 2).

Os extratos das duas plantas estudadas (principalmente o de A. indica) podem ser considerados promissores como deterrentes de oviposição da traça-do-tomateiro, uma vez que esses efeitos foram constatados em concentração relativamente baixa (0,1%), tanto em condições de livre escolha como de confinamento. O menor número de ovos colocados por T. absoluta nas superfícies tratadas com os extratos avaliados pode ser decorrente da ação repelente dos compostos voláteis ou, mais provavelmente, ocasionado pela irritabilidade das fêmeas no momento da oviposição, quando em contato com as folhas tratadas, visto que a seleção do substrato para oviposição por lepidópteros é feita pela percepção de estímulos capturados por estruturas sensilares, quimiorreceptores, abundantemente distribuídos no tarso e probóscis desses insetos (Mordue & Blackwell 1993).

Redução na oviposição de T. absoluta também foi constatada por Thomazini et al (2000), utilizando extrato de folhas de T. pallida, na concentração de 5%. Quanto aos extratos de M. azedarach, Chen et al (1996) e Torres et al (2006) afirmam existir relação direta entre o aumento nas concentrações e a deterrência para oviposição de Plutella xylostella (L.) em brássicas. A deterrência na oviposição também foi observada com A. indica em relação a diversos lepidópteros, incluindo Helicoverpa armigera (Hübner) (Jeyakumar & Gupta 1999), Phthorimaea operculella (Zeller) (Sharma et al 1998), Spodoptera litura (F.) (Ayyangar & Rao 1990, Patel & Patel 1998) e P. xylostella (Medeiros et al 2005).

Atividade ovicida. Não foi constatado efeito dos extratos de sementes de A. indica e de folhas de M. azedarach sobre ovos de T. absoluta, sendo a viabilidade de ovos variável de 84,2% a 91,8%, assim como relatado para outros insetos e extratos vegetais (Thomazini et al 2000, Trindade et al 2000). Torres et al (2006), entretanto, observaram ação ovicida de extratos de frutos de M. azedarach e da amêndoa de A. indica, quando usados em concentrações letais e sub-letais para lagartas de primeiro ínstar de P. xylostella.

Associação de extratos vegetais com genótipos de tomateiro. A duração da fase larval de T. absoluta foi afetada tanto pelos extratos como pelos genótipos, ocorrendo interação significativa entre os fatores (Tabela 3). O extrato de sementes de A. indica alongou a fase larval em relação à testemunha (folhas não-tratadas), independente do genótipo em que as lagartas foram criadas. Por outro lado, embora o extrato de folhas de M. azedarach tenha sido menos eficiente que o de A. indica, houve variação no seu efeito de acordo com o genótipo (em comparação ao tratamento sem extrato). Assim, em 'Santa Clara', o referido extrato alongou a fase larval, enquanto em 'IPA-5' acelerou o desenvolvimento dessa fase, sendo que na linhagem LA444-1 não houve diferença entre parcelas tratadas e não-tratadas (Tabela 3).

A linhagem LA444-1, incluída no experimento juntamente com 'IPA-5' como material resistente (Thomazini et al 2001), retardou o desenvolvimento larval em relação a 'Santa Clara', confirmando essa característica. Houve um atraso no desenvolvimento larval em cerca de 20% na ausência dos extratos e de 9% na presença dos mesmos (Tabela 3). Por outro lado, não se confirmou a resistência de 'IPA-5' à traça, já que apenas na ausência do extrato os insetos criados nessa cultivar apresentaram fase larval mais longa que os criados em 'Santa Clara'. Com o uso dos extratos, ocorreu o inverso, com valores menores em 'IPA-5' que em 'Santa Clara'. Em todos os tratamentos, porém, a duração da fase larval foi maior na linhagem LA444-1 (Tabela 3).

Tanto os genótipos como os extratos afetaram a sobrevivência larval de T. absoluta, não havendo, entretanto, interação entre os referidos fatores (Tabela 3). Considerando-se a média entre os três genótipos, a menor sobrevivência larval (28,5%) foi registrada no tratamento com extrato de A. indica, seguido pelos valores obtidos com o extrato de M. azedarach (44,4%) e na testemunha (54,8%), constatando-se diferença entre os tratamentos. No que se refere ao efeito dos genótipos, novamente a linhagem LA444-1 teve sua resistência confirmada, já que reduziu a sobrevivência larval independente de suas folhas estarem ou não tratadas com extrato. Considerando-se a média entre parcelas tratadas e não-tratadas, a sobrevivência em LA444-1 foi inferior àquelas registradas em 'IPA-5' e 'Santa Clara', tratamentos que não diferiram entre si. Esses dados confirmam que, em relação à sobrevivência larval, 'IPA-5' também não apresentou resistência à traça.

A exemplo da duração da fase larval, também na duração da fase pupal houve efeito dos extratos, dos genótipos e da interação desses fatores (Tabela 4), porém bastante variáveis. Assim, enquanto em 'Santa Clara' o extrato de A. indica alongou a fase pupal em relação aos tratamentos com extrato de M. azedarach e sem extrato, em 'IPA-5' os valores não diferiram entre si. Na linhagem LA444-1 ocorreu o inverso, com maior duração da fase pupal na ausência dos extratos que no tratamento com extrato de A. indica. A duração dessa fase em nenhum dos genótipos tratados com o extrato de M. azedarach diferiu da registrada na testemunha. Na ausência de extrato, a duração da fase pupal na linhagem LA444-1 foi maior que em 'Santa Clara', ocorrendo o inverso com extrato de A. indica; com extrato de M. azedarach, por outro lado, não houve diferença entre as médias. Em nenhum dos tratamentos houve diferença entre os dados obtidos com a linhagem LA444-1 e 'IPA-5'.

A redução do período pupal (genótipos resistentes x extrato de A. indica), justamente nos tratamentos em que houve baixa sobrevivência larval, pode estar relacionada a uma possível seleção natural de lagartas mais vigorosas, que levariam menor tempo para concluir o referido período.

A sobrevivência da fase pupal foi afetada pelos extratos e pelos genótipos, sem interação desses fatores (Tabela 4). Assim, independente do genótipo em que foi criado o inseto, a sobrevivência da fase pupal no tratamento com extrato de A. indica foi menor que as registradas com extrato de M. azedarach e na ausência de extrato (Tabela 4). A redução na sobrevivência pupal provocada pelo extrato de M. azedarach também foi significativa em comparação com a testemunha. O efeito do controle resistente LA444-1 manteve-se em todos os tratamentos. Considerando-se a média entre parcelas tratadas e não-tratadas, o valor registrado nessa linhagem foi menor que os verificados em 'IPA-5' e 'Santa Clara', não sendo constatada diferença entre os dois últimos tratamentos.

Tanto os genótipos como os extratos afetaram o peso de pupas machos, além de ocorrer interação entre os referidos fatores (Tabela 5). Ambos os extratos afetaram o peso de pupas em 'Santa Clara', enquanto em 'IPA-5' nenhum efeito foi observado. Na linhagem LA444-1 ocorreram diferenças apenas entre os pesos de pupas machos obtidos em folhas tratadas com M. azedarach em relação a A. indica. Quanto ao fator genótipo, o efeito negativo da linhagem LA444-1 só não foi constatado em folhas tratadas com extrato de A. indica, não sendo encontradas diferenças entre IPA-5 e Santa Clara em nenhum dos tratamentos utilizados (Tabela 5).

No que se refere ao peso das pupas fêmeas, apenas o fator genótipo foi significativo, sendo o peso registrado na linhagem LA444-1 inferior ao observado em 'IPA-5', não diferindo, no entanto, daquele obtido em 'Santa Clara'. Não houve diferença no peso de pupas fêmeas em relação aos diferentes extratos testados (Tabela 5).

A longevidade dos adultos não-alimentados da traça não foi afetada nem pelos genótipos, nem pelos extratos utilizados (Tabela 6). Em relação à fecundidade, houve efeito dos extratos e dos genótipos, porém sem interação desses fatores. Considerando-se a média entre os genótipos, adultos provenientes de folhas tratadas com extrato de A. indica apresentaram menor fecundidade que aqueles oriundos de folhas não-tratadas. Mais uma vez, a resistência da linhagem LA444-1 foi confirmada, já que a média entre parcelas tratadas e não-tratadas foi inferior àquelas verificadas nas cultivares suscetíveis IPA-5 e Santa Clara (Tabela 6).

De modo geral, em todos os experimentos envolvendo o extrato de M. azedarach, isoladamente ou em comparação com o extrato de A. indica, insetos alimentados em folhas tratadas com extratos e que sobreviveram ao final da fase larval necessitaram de mais tempo para atingir a fase pupal que os criados em folhas não-tratadas. Esse atraso pode resultar da menor eficiência de conversão do alimento ingerido e digerido, causada pelo desvio de parte do alimento para degradação de substâncias tóxicas presentes no substrato alimentar (Tanzubil & McCaffery 1990). O alongamento da fase larval do inseto é interessante do ponto de vista dos danos causados por ele, já que haverá tendência de um número menor de gerações da praga no período de suscetibilidade da cultura. Além disso, o inseto ficaria exposto por mais tempo ao ataque de inimigos naturais.

Para a maioria dos parâmetros estudados, o extrato de sementes de A. indica mostrou alta atividade inseticida sobre T. absoluta em relação à testemunha. Em concentração relativamente baixa (0,1%), o referido extrato provocou alongamento da fase larval, menor sobrevivência das fases larval e pupal e menor fecundidade em comparação à testemunha. O efeito deletério mais expressivo foi a alta mortalidade larval, variando de cerca de 65% a 85%, de acordo com o genótipo em que o inseto foi criado, semelhante ao obtido por Trindade et al (2000). A atividade inseticida do extrato de folhas de M. azedarach também foi constatada, com alongamento da fase larval e menor sobrevivência larval.

Assim, comparando-se os resultados obtidos com extratos das duas meliáceas, pode-se concluir que, embora A. indica tenha apresentado maior bioatividade que M. azedarach, ainda assim, esta última deve ser considerada uma planta inseticida promissora. Em todos os experimentos que o inseto foi alimentado com folhas de 'Santa Clara' tratadas com extrato de folhas de M. azedarach, a mortalidade larval foi maior que nas folhas não-tratadas, mesmo utilizando-se concentração relativamente baixa (0,1%).

Trabalhos comparando M. azedarach e A. indica têm evidenciado a ação inseticida de ambas as meliáceas (na maioria das vezes com efeito mais pronunciado de A. indica) sobre lepidópteros, como H. armigera (Anwar 1992), Plecoptera reflexa (Guen.) (Chaudhry 1992), Spodoptera frugiperda (J.E. Smith) (Rodríguez & Vendramim 1997, 1998, Oliveira et al 2007), Spodoptera littoralis (Boisd.) (Hashem et al 1998), Thaumetopoea processionea L. (Breuer & Devkota 1990) e P. xylostella (Torres et al 2001, 2006).

Em relação ao efeito dos genótipos, por outro lado, apenas a linhagem LA444-1 afetou negativamente o desenvolvimento de T. absoluta, provocando alongamento das fases larval e pupal e redução nas sobrevivências larval e pupal, no peso de pupas machos e fêmeas e na fecundidade das fêmeas, quando comparada com 'Santa Clara'. Esses efeitos caracterizam provável antibiose dessa linhagem sobre a traça, confirmando os resultados obtidos por Thomazini et al (2001).

'IPA-5', incluída no experimento como genótipo com resistência moderada, conforme observado por Thomazini et al (2001), não teve essa característica confirmada, o que está coerente com os trabalhos de Suinaga et al (1999) e Ecole et al (2000), que relacionaram essa cultivar como suscetível à traça.

Embora tanto o genótipo resistente LA444-1 como os extratos de M. azedarach e de sementes de A. indica tenham afetado adversamente o desenvolvimento de T. absoluta, não foi constatado sinergismo ou antagonismo com a utilização associada de planta resistente e extrato de plantas inseticidas, observando-se apenas efeito aditivo. É possível que a elevada mortalidade larval nos tratamentos com esse genótipo tenha mascarado a ação do extrato nesse material, impossibilitando a ocorrência de efeito associado desses fatores.

 

Agradecimentos

À Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), pela concessão de bolsa de estudo ao primeiro autor.

 

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Received 01/VII/09.
Accepted 03/II/10.

 

 

Edited by André L Lourenção

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