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Biota Neotropica

On-line version ISSN 1676-0611

Biota Neotrop. vol.7 no.2 Campinas  2007

http://dx.doi.org/10.1590/S1676-06032007000200029 

CHAVE DE INDENTIFICAÇÃO

 

Mutucas (Diptera: Tabanidae) do estado do Paraná, Brasil: chave de identificação pictórica para subfamílias, tribos e gêneros

 

Horse flies (Diptera: Tabanidae) of Paraná State, Brazil: pictorial identification key for subfamilies, tribes and genera

 

 

Mauren TurcatelI, 1; Claudio José Barros de CarvalhoI; José Albertino RafaelII

IDepartamento de Zoologia, Universidade Federal do Paraná, CP 19020, CEP 81531-980, Curitiba, PR, Brasil, e-mail: cjbcarva@ufpr.br
IIInstituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, CP 478, CEP 69011-970, Manaus, AM, Brasil, e-mail: jarafael@inpa.gov.br, http://www.inpa.gov.br

 

 


RESUMO

Foi realizado um levantamento das espécies de Tabanidae ocorrentes em todo o Estado do Paraná, com base em dados da literatura, registros da Coleção de Entomologia Pe. Jesus Santiago Moure depositada no Departamento de Zoologia da Universidade Federal do Paraná (DZUP), registros do Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo (MZUSP) e em coletas realizadas durante o primeiro ano do Projeto "Levantamento da fauna entomológica no Estado do Paraná" (PROFAUPAR). Foi elaborada uma chave de identificação pictórica para subfamílias, tribos e gêneros ocorrentes no Paraná. Foram confeccionados desenhos esquemáticos dos caracteres diagnósticos dos gêneros, correspondendo à morfologia da cabeça, asa, abdômen e pernas. São registradas 68 espécies, distribuídas em 23 gêneros, seis tribos e três subfamílias; 28 espécies foram registradas pela primeira vez no estado.

Palavras-chave: mutuca, botuca, taxonomia, chave pictórica.


ABSTRACT

A survey of Tabanid species with occurrence in Paraná State was done in this paper, based on literature, records of the Collection of Entomology Padre Jesus Santiago Moure deposited in the Department of Zoology of the Federal University of Paraná (DZUP), records of the Museum of Zoology of the University of São Paulo (MZUSP) and on samplings done during the first year of the Project "Survey of the entomological fauna in Paraná State" (PROFAUPAR). A pictorial identification key for subfamilies, tribes and genera from Paraná was elaborated. Schematic drawings to illustrate the characters of genera have been done, corresponding to the morphology of head, wing, abdomen and legs. There are 68 species registered, distributed in 23 genera, six tribes and three subfamilies; 28 species are newly recorded for this State.

Keywords: horse fly, deer fly, taxonomy, pictorial key.


 

 

Introdução

Os Tabanidae são moscas cosmopolitas, conhecidos vulgarmente no Brasil como mutucas ou botucas. Os machos adultos alimentam-se de néctar (Roberts 1967, Magnarelli et al. 1979) e as fêmeas da maioria das espécies necessitam de proteína animal presente no sangue para a maturação dos folículos embrionários e oviposição. Devido ao comportamento hematófago das fêmeas, constituem um grupo de grande importância na transmissão mecânica de agentes patogênicos para animais silvestres e domésticos (Krinsky 1976), podendo afetar também ao homem. Bactérias, vírus, rickettsia, protozoários e vermes filarióideos podem ser transmitidos por tabanídeos, causando doenças como antraz, tularemia, anaplasmose, febre q, várias formas de tripanossomíases e filarioses (Pechuman & Teskey 1981).

Tabanídeos adultos variam de 6 a 30 mm de comprimento; possuem a cabeça mais larga que o tórax, aparelho bucal tipo picador-sugador e antenas relativamente longas. A oviposição ocorre em ambientes aquáticos ou semi-aquáticos, propícios ao desenvolvimento das larvas que, geralmente carnívoras, alimentam-se de pequenos invertebrados de água doce. O tempo de desenvolvimento larval pode variar de quase um ano até mais de dois anos, enquanto o período de pupação dura de uma a duas semanas (Pechuman & Teskey 1981). O adulto vive pouco tempo, dificilmente completando o terceiro e mais raramente o quarto ciclo gonotrófico, portanto, dificilmente ultrapassa dois meses (Rafael & Charlwood 1980).

A família Tabanidae possui 4.300 espécies descritas, distribuídas em 137 gêneros. Atualmente, são listadas 1.172 espécies em 65 gêneros na região Neotropical, representando 27,3% das espécies válidas em todo o mundo (Fairchild & Burger 1994).

No Brasil, estudos sobre tabanídeos têm sido realizados freqüentemente no âmbito taxonômico, mas há poucos estudos sobre a biologia do grupo. No Paraná, França (1975) apresentou observações feitas quanto ao comportamento dos tabanídeos do Litoral e Primeiro Planalto paranaenses, abrangendo estudos sobre as épocas de maior atividade dos insetos, espécies que ocorrem em cada área do Leste paranaense, atividade diária das mutucas e preferências por cores das pelagens de eqüinos e muares (iscas usadas para a captura). Dutra (1993) fez uma comparação da entomofauna da Ilha do Mel e das oito localidades de coleta do Projeto "Levantamento da Fauna Entomológica no Estado do Paraná" (PROFAUPAR) (Marinoni & Dutra 1993). O autor comparou as áreas a partir de capturas com armadilha Malaise no período de um ano.

 

Material e métodos

Foi realizado o levantamento dos gêneros e das espécies de tabanídeos com registros no Estado do Paraná, a partir de dados dos trabalhos de França (1975) e Dutra (1993). Como parte deste levantamento inicial, os dados taxonômicos obtidos foram comparados com as espécies depositadas na Coleção de Entomologia Pe. Jesus Santiago Moure no Departamento de Zoologia da Universidade Federal do Paraná (DZUP).

Feita a comparação, foi realizado um estudo com o material do PROFAUPAR referente ao primeiro ano de coletas (agosto de 1986 a julho de 1987), em oito pontos do Estado do Paraná (Figura 1). Este material, conservado em álcool, foi então trazido para laboratório e triado. Os exemplares foram montados e identificados até gênero. O material foi depositado na Coleção de Entomologia Pe. Jesus Santiago Moure. Foi realizado, também, um levantamento das espécies coletadas no Estado do Paraná e depositadas no Museu de Zoologia de São Paulo (MZSP).

 

 

O material do DZUP e do MZSP possibilitou a elaboração da chave de identificação e a confecção das ilustrações, utilizando microscópio estereoscópico e microscópio óptico, ambos com câmara clara embutida. As ilustrações foram digitalizadas e editadas com a utilização de programas de computador. Foram confeccionados desenhos dos caracteres diagnósticos dos gêneros, correspondendo à morfologia externa da cabeça, asa, abdômen e pernas.

A terminologia utilizada segue aquela proposta por McAlpine (1981) e Pechuman & Teskey (1981). A classificação segue Fairchild & Burger (1994). A identificação de subfamílias, tribos e gêneros foi feita seguindo Fairchild (1969) e Coscarón & Papavero (1993). Para as diagnoses específicas, foram utilizadas as descrições originais, redescrições e revisões de gênero, além de comparações diretas com espécimes de referência do DZUP, MZSP e do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA). A chave de identificação pictórica foi feita seguindo o modelo de Couri & Pont (1999).

 

Resultados

Os resultados consistem no levantamento de 68 espécies com registros no Paraná; 28 novos registros de espécies para o estado; uma chave de identificação pictórica para as três subfamílias, seis tribos e 23 gêneros de tabanídeos com 43 ilustrações no total; diagnoses para subfamílias, tribos e gêneros; dados sobre distribuição das espécies, de acordo com Fairchild & Burger (1994); e dados sobre o material examinado.

 

Chave de identificação para subfamílias, tribos e gêneros de Tabanidae do estado do Paraná, Brasil

1. Flagelo com placa basal (fusão dos primeiros flagelômeros) com (Figura 2a) ou sem (Figura 2b) espinho dorsal, e quatro ou menos flagelômeros distintos ......... 2
1´. Flagelo geralmente com sete ou oito flagelômeros, raramente com placa basal (Figura 3) Subfamília Pangoniinae .......................................................... 3

2 (1). Ocelos conspícuos (Figura 4) ............... Subfamília Chrysopsinae – Tribo Chrysopsini – Gênero Chrysops
2´. Ocelos inconspícuos ou ausentes (Figura 5) ............................. Subfamília Tabaninae .......................................................................................... 7

3 (1'). Face inflada, cônica, fortemente projetada para frente; probóscide geralmente excedendo o comprimento da cabeça (Figura 6) ............................. Tribo Scionini ...................................................................................... 4
3´. Face não como o descrito acima, probóscide não excedendo o comprimento da cabeça (Figura 7) .................................................................................. 5

4 (3). Célula R5 fechada (Figura 8) ................................................... Fidena
4´. Célula R5 aberta (Figura 9) ......................................................... Scaptia

5 (3'). Peças bucais vestigiais (Figura 10) ................................Tribo Scepsidini – Gênero Scepsis
5´. Peças bucais bem desenvolvidas (Figura 11) Tribo Pangoniini .................... 6

6 (5'). Flagelo com oito flagelômeros (Figura 12) ............................ Esenbeckia
6´. Flagelo com sete flagelômeros (Figura 13) ................................ Protosilvius

7 (2'). Basicosta sem cerdas, se presentes, estas menos densas que nas adjacências da veia costal (Figura 14) Tribo Diachlorini .............................. 8
7´. Basicosta com cerdas densas, tão densas quanto nas adjacências da veia costal (Figura 15) Tribo Tabanini ............................................................ 22

8 (7). Labela não membranosa, totalmente ou parcialmente esclerotinizada (Figura 16) ..................................................................................................... 9
8´. Labela membranosa (Figura 17)............................................................ 15

9 (8). Base do flagelo sem espinho (Figura 18a), no máximo com angulação obtusa dorsal (Figura 18b) ................................................................................ 10
9´. Base do flagelo com espinho agudo ou prolongamento dorsal (Figura 19) ..... 12

10 (9). Calo frontal ausente (Figura 20) .................................Chlorotabanus
10´. Calo frontal presente (exemplo: Figura 25) ........................................... 11

11 (10'). Tibia posterior inflada (Figura 21) ........................... Pachyschelomyia
11´. Tíbia posterior delgada (Figura 22) .................................... Phaeotabanus

12 (9'). Abdômen com constrição entre os segmentos 2 e 3; espécimes com aspecto semelhante a vespa (Figura 23) ..................................... Acanthocera
12´. Abdômen sem constrição na base (Figura 24) ....................................... 13

13 (12'). Calo frontal usualmente clavado ou espiniforme (Figura 25) ...................................................................................... Catachlorops
13´. Calo frontal nunca clavado ou espiniforme ............................................ 14

14 (13'). Palpos filiformes (Figura 26) ......................................,... Dichelacera
14´. Palpos não filiformes (Figura 27) ............................................. Stibasoma

15 (8'). Célula discal estreitada medianamente pela curvatura da veia M3 (Figura 28) ........................................................................................ Lepiselaga
15´. Célula discal normal (Figura 29) .......................................................... 16

16 (15'). Asa com manchas circulares marrons em todas as intersecções das veias (Figura 30) .......................................................................... Anaerythrops
16´. Asa não como descrito acima ............................................................. 17

17 (16'). Base do flagelo com espinho agudo ou prolongamento dorsal (Figura 31) ...................................................................................................... 18
17´. Base do flagelo sem espinho (Figura 32a), no máximo com angulação obtusa dorsal (Figura 32b).................................................................................. 19

18 (17). Asa hialina, com intersecções das veias enfuscadas (Figura 33) ...................................................................................... Stypommisa
18´. Asa não hialina, com manchas escuras (Figura 34) ................... Dicladocera

19 (17'). Palpos castanho-escuros, inflados e brilhantes (Figura 35) ............................................................................. Pseudacanthocera
19´. Palpos não como descritos acima ....................................................... 20

20 (19). Asa hialina com pterostigma e veia costal castanho-escuros (Figura 36) .................................................................................... Leucotabanus
20´. Asa hialina com pterostigma amarelo ou castanho-claro (Figura 37) ........... 21

21 (20'). Face lisa e brilhante, inflada, bem distinta da parafaciália (Figura 38) ......................................................................................... Diachlorus
21´. Face pruinosa, pouco distinta da parafaciália (Figura 39) ........ Stenotabanus

22 (7'). Tubérculo ocelar pequeno e arredondado (Figura 40) ........... Poeciloderas
22´. Tubérculo ocelar ausente (Figura 41) ......................................... Tabanus

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Lista de reconhecimento de subfamílias, tribos e gêneros, com dados sobre distribuição das espécies Subfamília Pangoniinae

Flagelo geralmente com sete ou oito flagelômeros, raramente com placa basal; ocelos e espinhos apicais na tíbia ausentes; olhos sem padrão de colorido em vida.

Tribo Pangoniini

Olhos glabros; forte apêndice na forquilha da veia R4; face não produzida conicamente e probóscide dificilmente ultrapassando o comprimento da cabeça.

Gênero Esenbeckia Rondani, 1863

Espécies médias a grandes, delgadas a robustas; olhos com cerdas muito curtas, claras e esparsas; antena com flagelo estreitado distalmente; corpo recoberto por cerdas curtas; asa geralmente com padrão de colorido; labela geralmente compacta; fronte geralmente estreita.

1. Esenbeckia esenbeckii esenbeckii (Wiedemann, 1830)

Distribuição geográfica: Brasil (Minas Gerais, Paraná); Paraguai; Argentina; Uruguai.

Material examinado: Paraná: Ponta Grossa, Lageado, 22/II/1946, sem coletor (1 fêmea, DZUP).

Nota: Primeiro registro no estado do Paraná.

2. Esenbeckia esenbeckii biscutellata Lutz, 1909

Distribuição geográfica: Brasil (Paraná); Paraguai.

Material examinado: Paraná: Guarapuava, sem data, U. M. Kurowski leg. (1 fêmea, DZUP); idem, sem data, O. Rodrigues leg. (1 fêmea, DZUP). Palmeira, 20/I/1968, Moure & Giacomel leg. (4 fêmeas, DZUP); idem, 08/II/1976, Moure leg. (1 fêmea, DZUP).

Nota: Primeiro registro no estado do Paraná.

3. Esenbeckia fenestrata Lutz, 1909

Distribuição geográfica: Brasil (Minas Gerais à Santa Catarina).

Material examinado: Paraná: Curitiba, sem data, U. M. Kurowski leg. (1 macho, DZUP).

4. Esenbeckia fuscipennis (Wiedemann, 1828)

Distribuição geográfica: Brasil (Minas Gerais à Santa Catarina).

Material examinado: Paraná: Ponta Grossa, 23/II/1945, F. A. Justus leg. (1 fêmea, DZUP).

5. Esenbeckia lugubris (Macquart, 1838)

Distribuição geográfica: Brasil (São Paulo, Paraná); Bolívia; Paraguai; Argentina (Chaco, Misiones).

Material examinado: Paraná: Foz do Iguaçu, 5/XII/1966, Exc. Dept. ZOO (1 fêmea, DZUP).

Nota: Primeiro registro no estado do Paraná.

6. Esenbeckia tristis Kröber, 1931

Distribuição geográfica: Brasil (Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul); Paraguai.

Material examinado: Paraná: Foz do Iguaçu, 5/XII/1966, Exc. Dept. ZOO (1 fêmea, DZUP).

Nota: Primeiro registro no estado do Paraná.

Gênero Protosilvius Enderlein, 1922

Espécies pequenas; asas longas; labela membranosa; fronte estreita; calo frontal ausente; tubérculo ocelar proeminente, com três ocelos bem desenvolvidos; olhos glabros; flagelo com 4 a 7 flagelômeros.

1. Protosilvius termitiformis Enderlein, 1922

Distribuição geográfica: Brasil (Minas Gerais, Paraná).

Material examinado: Paraná: Foz do Iguaçu, sem data, S. Laroca leg. (2 fêmeas, DZUP).

Nota: Primeiro registro no estado do Paraná.

Tribo Scepsidini

Tribo com um único gênero, Scepsis, monotípico para S. nivalis Walker, 1850.

Gênero Scepsis Walker, 1850

Moscas brancas e delgadas; asas claras; peças bucais vestigiais; ambos os sexos com fronte larga e sem calo frontal. Únicos tabanídeos cujas fêmeas não possuem hábito hematófago, sendo exclusivamente fitófagas.

1. Scepsis nivalis Walker, 1850

Distribuição geográfica: Brasil (Rio de Janeiro à Santa Catarina); Argentina; Uruguai.

Material examinado: Paraná: Guarapuava, sem data, U. M. Kurowski leg. (1 fêmea, DZUP).

Nota: O gênero Scepsis Walker possui apenas uma espécie descrita, Scepsis nivalis, que ocorre nas areias de praia do sul do Rio de Janeiro até, provavelmente, o Norte da Argentina (Fairchild, 1969). Os dados presentes na etiqueta do espécime de Scepsis nivalis depositado no DZUP indicam como local de coleta a cidade de Guarapuava, no interior do Estado do Paraná; não é possível inferir se a espécie realmente ocorre no interior do estado ou se os dados de etiqueta estão errados.

Tribo Scionini

Olhos usualmente pilosos; face geralmente inflada e cônica; probóscide muito longa, excedendo o comprimento da cabeça.

Gênero Fidena Walker, 1850

Antena estreitada distalmente, fronte paralela; face protuberante; probóscide longa; olhos com cerdas longas e densas; célula R5 fechada ou estreitada, raramente aberta.

1. Fidena adnaticornis Castro, 1945

Distribuição geográfica: Brasil (Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná).

Material examinado: Paraná: Deodoro, Banhado, X/1944, Hatschbach leg. (1 fêmea, MZSP).

Nota: Primeiro registro no estado do Paraná.

2. Fidena brachycephala Kröber, 1931

Distribuição geográfica: Brasil (Goiás ao Rio de Janeiro; Paraná).

Material examinado: Paraná: Campo Largo, 18/XII/1992, R. Bassi leg. (1 fêmea, DZUP); idem, 09/I/1993. (2 fêmeas, DZUP); idem, 08/VIII/1993 (4 fêmeas, DZUP).

Nota: Primeiro registro no estado do Paraná.

3. Fidena campolarguensis Bassi, 1995

Distribuição geográfica: Brasil (Paraná).

Nota: A espécie foi descrita com base em um espécime coletado em Campo Largo, Paraná (Bassi 1995), porém o material-tipo não foi encontrado na coleção Pe. Jesus Santiago Moure (DZUP) para análise.

4. Fidena nigripes (von Röder, 1886)

Distribuição geográfica: Brasil (Goiás à Santa Catarina, Minas Gerais e Rio Grande do Sul).

Material examinado: Paraná: Deodoro, Banhado, XI/1944, Hatschbach leg. (1 fêmea, MZSP).

5. Fidena rufopilosus mirabilis Lutz, 1911

Distribuição geográfica: Brasil (Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná).

Nota: A ocorrência da espécie no estado foi registrada por Carrera & Lane (1945), porém o material não foi encontrado na coleção Pe. Jesus Santiago Moure (DZUP) para análise.

6. Fidena sorbens (Wiedemann, 1828)

Distribuição geográfica: Brasil (Mato Grosso, São Paulo ao Rio Grande do Sul); Bolívia; Paraguai; Argentina (Entre Rios, Misiones); Uruguai.

Material examinado: São Paulo: Rio Paraná, Porto Cabral, 20-31/III/1944, Travassos Filho, Carrera & Dante leg. (1 fêmea, MZSP).

7. Fidena venosa (Wiedemann, 1821)

Distribuição geográfica: Brasil (Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná).

Material examinado: Paraná: Engenheiro Lange, III/1942, Hatschbach leg. (1 fêmea, MZSP).

Nota: Primeiro registro no estado do Paraná.

Gênero Scaptia Walker, 1850

Probóscide curta e larga; fronte divergente abaixo; face não inflada, pilosa.

1. Scaptia longipennis (Ricardo, 1902)

Distribuição geográfica: Brasil (Minas Gerais à Santa Catarina); Argentina (Mendoza à Misiones).

Material examinado: Paraná: Ponta Grossa, XII/1948, sem coletor (1 fêmea, DZUP).

2. Scaptia seminigra (Ricardo, 1902)

Distribuição geográfica: Brasil (Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Paraná,).

Material examinado: Paraná: Morretes, V/1944, sem coletor (1 fêmea, MZSP).

Nota: Primeiro registro no estado do Paraná.

Subfamília Chrysopsinae

Espinhos apicais na tíbia e ocelos usualmente presentes, olhos freqüentemente com padrões de faixas ou manchas de cores contrastantes em vida.

Tribo Chrysopsini

Primeiro artículo antenal geralmente duas vezes mais longo do que largo; calo frontal tão ou mais largo do que alto; olhos salpicados, ou com um padrão específico de pontos e listras.

Gênero Chrysops Meigen, 1800

Espécies pequenas, comprimento entre 5,1 a 8,5 mm; em vida, olhos com padrão de colorido complexo; fronte larga; três ocelos distintos; calo frontal geralmente inflado e largo; antena longa e cilíndrica; face geralmente brilhante; palpos inflados; labela geralmente parcialmente esclerotinizada; basicosta sem cerdas; asas com padrão de colorido complexo.

1. Chrysops bulbicornis Lutz, 1911

Distribuição geográfica: Colômbia (Antioquia, Choco); Brasil (São Paulo, Paraná); Peru; Bolívia; Paraguai.

Material examinado: Paraná: Foz do Iguaçu, 5/XII/1966, Exc. Dep. ZOO (2 fêmeas, DZUP).

Nota: Primeiro registro no estado do Paraná.

2. Chrysops crucians Wiedemann, 1828

Distribuição geográfica: Brasil (Bahia, Goiás, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná).

Material examinado: Paraná: Foz do Iguaçu, 10/XII1966, Exc. Dep. ZOO (13 fêmeas, DZUP).

Nota: Primeiro registro no estado do Paraná.

3. Chrysops laetus Fabricius, 1805

Distribuição geográfica: Suriname; Colômbia (Vaupes); Brasil (Rondônia, Paraná); Paraguai; Argentina (Misiones).

Material examinado: Paraná: Antonina, Res. Sapitanduva, 22/XII/1986, Lev. Ent. PROFAUPAR, Malaise (1 fêmea, DZUP). Curitiba, Represa de Piraquara II, 19/I/2000, C. J. B. de Carvalho leg. (4 fêmeas, DZUP).

Nota: Primeiro registro no estado do Paraná.

4. Chrysops leucospilus Wiedemann, 1828

Distribuição geográfica: Panamá; Brasil; Paraguai.

Material examinado: Paraná: Antonina, Reserva Sapitanduva, 24/XI/1986, Lev. Ent. PROFAUPAR, Malaise (1 fêmea, DZUP). Campo Largo, 21/II/1992, R. Bassi leg. (2 fêmeas, DZUP). Fênix, Reserva Est. I.T.C.F., 17/XI/1986, Lev. Ent. PROFAUPAR, Malaise (1 fêmea, DZUP). Foz do Iguaçu, 10/XII/1966, Exc. Dept. ZOO leg. (1 fêmea, DZUP). Ponta Grossa, Vila Velha, Reserva IAPAR, BR 376, 16/III/1987, Lev. Ent. PROFAUPAR, Malaise (1 fêmea, DZUP).

5. Chrysops peruvianus Kröber, 1925

Distribuição geográfica: Peru; Brasil (Paraná).

Material examinado: Paraná: Foz do Iguaçu, 5/XII/1966, Exc. Dept. ZOO leg. (8 fêmeas, DZUP). Jundiaí do Sul, Fazenda Monte Verde, 12/I/1987, Lev. Ent. PROFAUPAR, Malaise (1 fêmea, DZUP).

Nota: Primeiro registro no estado do Paraná.

6. Chrysops varians Wiedemann, 1828

Distribuição geográfica: Venezuela; Colômbia; Brasil (Amapá ao Rio de Janeiro, Paraná); Argentina (Chaco, Entre Rios, Misiones).

Material examinado: Paraná: Campo Largo, 08/II/1992, R. Bassi leg. (1 fêmea, DZUP); idem, 12/II/1992 (5 fêmeas, DZUP). Curitiba, XII/1946, M. Linsing leg. (1 fêmea, DZUP).

Nota: Primeiro registro no estado do Paraná.

7. Chrysops variegatus (DeGeer, 1776)

Distribuição geográfica: Índia Ocidental; México; Cuba; Porto Rico; Brasil; Peru; Argentina.

Material examinado: Paraná: Fênix, Res. Est. I.T.C.F., 20/II/1987, Lev. Ent. PROFAUPAR, Lâmpada (1 fêmea, DZUP). Foz do Iguaçu, 3/XII/1966, Exc. Dept. ZOO leg. (3 fêmeas, DZUP). Telêmaco Borba, Res. Samuel Klabin, 20/X/1986, Lev. Ent. PROFAUPAR, Malaise (2 fêmeas, DZUP).

Subfamília Tabaninae

Ocelos funcionais ausentes, porém, ocelos vestigiais freqüentemente presentes. Espinho apical na tíbia ausente.

Tribo Diachlorini

Basicosta sem cerdas; antena raramente com menos de quatro flagelômeros, freqüentemente com espinho dorsal; vestígios de ocelos usualmente presentes; labela totalmente ou parcialmente esclerotinizada.

Gênero Acanthocera Macquart, 1834

Abdômen delgado e geralmente com constrição no extremo proximal, semelhantes a vespas (Hymenoptera); antena relativamente longa, flagelo maior que o escapo e o pedicelo juntos; papos delgados; labela parcialmente esclerotinizada; pernas geralmente bicoloridas; asas com basicosta nua e padrão de colorido complexo.

1. Acanthocera aureoscutellata Henriques & Rafael, 1992

Distribuição geográfica: Brasil (Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná); Paraguai; Argentina (Corrientes).

Material examinado: Paraná: Guarapuava, sem data, G. Kurowski leg. (1 fêmea, DZUP). Ponta Grossa, Vila Velha, Reserva IAPAR – BR 376, 24/XI/1986, Lev. Ent. PROFAUPAR, Malaise (1 fêmea, DZUP).

2. Acanthocera apicalis (Fairchild, 1939)

Distribuição geográfica: Brasil (São Paulo, Paraná).

Material examinado: Paraná: Antonina, 28/II/1965, D. Urban leg. (1 fêmea, DZUP). S. José dos Pinhais, BR 277 km 54, 08/III/1985, C.I.I.F., Luminosa (1 fêmea, DZUP); idem, 13/III/1985 (1 fêmea, DZUP).

Nota: Primeiro registro no estado do Paraná.

3. Acanthocera longicornis (Fabricius, 1755)

Distribuição geográfica: Brasil (Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina).

Material examinado: Paraná: Pontal do Sul, 05/XII/1992, R. Bassi leg. (12 fêmeas, DZUP).

Nota: Primeiro registro no estado do Paraná.

4. Acanthocera steleiothorax (Barretto, 1947)

Distribuição geográfica: Brasil (Paraná: Rio Papagaios).

Material examinado: Paraná: Campo Largo, III/1945, sem coletor (1 fêmea, MZSP).

5. Acanthocera tenuicornis (Lutz, 1915)

Distribuição geográfica: Brasil (Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina).

Material examinado: Paraná: Quatro Barras, 06/II/1966, Pe. J. Moure leg. (1 fêmea, DZUP).

Nota: Primeiro registro no estado do Paraná.

Gênero Anaerythrops Barretto, 1948

Espécies semelhantes a Stenotabanus, mas com olhos bicoloridos e com áreas glabras na face; asas com manchas circulares marrons em torno de todas as intersecções das veias.

1. Anaerythrops lanei Barretto, 1948

Distribuição geográfica: Brasil (Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná).

Material examinado: Paraná: Morretes (IAPAR), 18/I/1985, C.I.I.F. (Luminosa) (1 fêmea, DZUP). São José dos Pinhais, BR 277 km 54, 23/III/1985, C.I.I.F. (Luminosa) (10 fêmeas, DZUP).

Nota: Primeiro registro no Estado do Paraná.

Gênero Catachlorops Lutz, 1911

Fronte estreita; calo frontal usualmente espiniforme; primeiro flagelômero com espinho dorsal longo; palpo delgado a filiforme; tíbias delgadas; asas quase sempre com padrão de colorido, nunca totalmente hialina.

1. Catachlorops fonsecai Barretto, 1946

Distribuição geográfica: Brasil (Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná).

Material examinado: São Paulo: Boracéia, I/1948, Travassos Filho leg. (1 fêmea, MZSP).

2. Catachlorops furcatus (Wiedemann, 1828)

Distribuição geográfica: Brasil (Paraná, Santa Catarina).

Material examinado: Paraná: Ilha do Mel, Praia Grande, 21/X/1989, R. Dutra leg. (2 fêmeas, DZUP). Pontal do Sul, 07/III/1991, R. Bassi leg. (9 fêmeas, DZUP).

3. Catachlorops fuscinevris (Macquart, 1838)

Distribuição geográfica: Brasil (Minas Gerais, Espírito Santo ao Rio Grande do Sul).

Material examinado: Paraná: Ilha do Mel, Fortaleza, 20/XI/1989, R. Dutra leg. (1 fêmea, DZUP).

4. Catachlorops muscosus (Enderlein, 1925).

Distribuição geográfica: Brasil (Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul); Argentina (Mendoza).

Nota: A ocorrência da espécie no estado foi registrada por Carrera & Lane (1945), porém o material não foi encontrado na coleção Pe. Jesus Santiago Moure (DZUP) para análise.

5. Catachlorops potator (Wiedemann, 1828)

Distribuição geográfica: Brasil (São Paulo à Santa Catarina); Argentina (Misiones).

Material examinado: Paraná: Piraquara, XII/1944, Hatschbach leg. (1 fêmea, MZSP).

6. Catachlorops psolopterus (Wiedemann, 1828)

Distribuição geográfica: Brasil (Minas Gerais à Santa Catarina); Uruguai.

Material examinado: Paraná: Guaratuba, 1972, isca viva, França leg. (28 fêmeas, DZUP). Marumbi, II/1943, sem coletor (1 fêmea, DZUP).

Gênero Chlorotabanus Lutz, 1913

Espécies esverdeadas ou amarelas; olhos unicoloridos; hábitos crepusculares; fronte relativamente larga e calo frontal ausente.

1. Chlorotabanus inanis (Fabricius, 1787)

Distribuição geográfica: Sul do México ao Peru e Brasil (São Paulo, Paraná).

Material examinado: Paraná: Ilha do Mel, Praia Grande, 04/XII/1988, R. Dutra leg. (1 fêmea, DZUP). Pontal do Sul, 05/XII/1992, R. Bassi leg. (1 fêmea, DZUP).

Nota: Primeiro registro no estado do Paraná.

2. Chlorotabanus parviceps (Kröber, 1934)

Distribuição geográfica: Guiana; Brasil (Rondônia, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina); Peru.

Material examinado: Paraná: Morretes, IAPAR, 26/III/1985, C.I.I.F., Luminosa (1 fêmea, DZUP).

Gênero Diachlorus Osten Sacken, 1876

Face lisa e brilhante; antena com placa basal achatada lateralmente; labela membranosa; ocelos indistintos; escleritos pleurais com pruína acinzentada; corpo amarelo ou preto; asa com mancha escura distal.

1. Diachlorus bivittatus (Wiedemann, 1828)

Distribuição geográfica: Brasil (Amazonas (?), Bahia (?), Mato Grosso (?), São Paulo; Paraná; Santa Catarina).

Material examinado: Paraná: Matinhos, 11/XI/1990, R. Dutra leg. (13 fêmeas, DZUP). Pontal do Sul, 06/I/1993, R. Bassi leg. (28 fêmeas, DZUP).

2. Diachlorus distinctus Lutz, 1913

Distribuição geográfica: Brasil (Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina).

Material examinado: Paraná: Pontal do Sul, 11/XI/1992, R. Bassi leg. (11 fêmeas, DZUP).

Nota: Primeiro registro no estado do Paraná.

3. Diachlorus flavitaenia Lutz, 1913

Distribuição geográfica: Brasil (Mato Grosso, São Paulo à Santa Catarina); Paraguai; Argentina (Corrientes).

Material examinado: Paraná: Guaratuba, 7/II/1965, C. Dipterologia (1 fêmea, DZUP). Vila Velha, 18/II/1965, Mitchell & Moure leg. (1 fêmea, DZUP).

Gênero Dichelacera Macquart, 1838

Calo frontal quase sempre tão largo quanto a fronte, nunca espiniforme; olhos com pelo menos uma faixa transversal; labela largamente esclerotinizada.

1. Dichelacera alcicornis (Wiedemann, 1828)

Distribuição geográfica: Brasil (Minas Gerais à Santa Catarina); Bolívia; Argentina (Chaco, Corrientes, Misiones).

Material examinado: Paraná: Antonina, 8/III/1983, H. Z. Fischer leg. (1 fêmea, DZUP). Caiobá, 2/II/1975, Pe. Moure & G. Vogt leg. (1 fêmea, DZUP). Campo Largo, 08/II/1992, R. Bassi leg. (19 fêmeas, DZUP). Ilha do Mel, 05/XI/1989, R. Dutra leg. (5 fêmeas, DZUP). Fênix, Reserva Est. I.T.C.F., 08/XII/1986, Lev. Ent. PROFAUPAR, Malaise (1 fêmea, DZUP); idem, 29/XII/1986 (1 fêmea, DZUP). Foz do Iguaçu, 7/XII/1966, Exc. Dept. ZOO leg. (2 fêmeas, DZUP). Jundiaí do Sul, Fazenda Monte Verde, 27/X/1986, Lev. Ent. PROFAUPAR, Malaise (2 fêmeas, DZUP); idem, 15/XII/1986 (2 fêmeas, DZUP). Pinhais, 20/II/1992, R. Bassi leg. (23 fêmeas, DZUP). Pontal do Sul, 22/I/1993, R. Bassi leg. (2 fêmeas, DZUP).

2. Dichelacera intermedia Lutz, 1915

Distribuição geográfica: Brasil (Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina).

Material examinado: Santa Catarina: Florianópolis, XII/1957, B. Tavares & J. Lane leg. (2 fêmeas, MZSP).

Nota: Primeiro registro no estado do Paraná.

3. Dichelacera januarii (Wiedemann, 1819)

Distribuição geográfica: Brasil (Minas Gerais; Espírito Santo; São Paulo; Paraná; Santa Catarina; Rio Grande do Sul); Paraguai; Argentina (Misiones).

Material examinado: Paraná: Guaratuba, 7/II/1965, C. Dipterologia leg. (2 fêmeas, DZUP). Jundiaí do Sul, Fazenda Monte Verde, 15/XII/1986, Lev. Ent, PROFAUPAR, Malaise (2 fêmeas, DZUP). Morretes, 2/XI/1965, F. Giacomel leg. (5 fêmeas, DZUP).

4. Dichelacera unifasciata Macquart, 1838

Distribuição geográfica: Brasil (São Paulo, Paraná); Bolívia; Paraguai; Argentina (Buenos Aires); Uruguai.

Material examinado: Paraná: Vila Velha, 1944, sem coletor (1 fêmea, MZSP).

Gênero Dicladocera Lutz, 1913

Dente antenal longo, probóscide curta com labela membranosa; geralmente com algumas cerdas na basicosta; olhos frequentemente pilosos; asas com padrão de colorido escuro.

1. Dicladocera gutipennis (Wiedemann, 1828)

Distribuição geográfica: Brasil (Mato Grosso, Minas Gerais à Santa Catarina).

Material examinado: Paraná: Morretes, Marumbi (500m), 15/VIII/1966, Laroca & O. Mielke leg. (3 fêmeas, DZUP). Ponta Grossa, VIII/1942, sem coletor (1 fêmea, DZUP); idem, VIII/1944 (1 fêmea, DZUP).

Gênero Lepiselaga Macquart, 1838

Espécies pequenas e predominantemente escuras; palpos curtos, largos, brilhantes e achatados; tíbias acentuadamente infladas; célula discal estreitada medianamente.

1. Lepiselaga albitarsis Barretto, 1949

Distribuição geográfica: Brasil (Paraná); Paraguai; Argentina (Entre Rios, Chaco, Santa Fé); Uruguai.

Nota: A ocorrência da espécie no estado foi registrada por Bassi (1995), porém o material não foi encontrado na coleção Pe. Jesus Santiago Moure (DZUP) para análise.

2. Lepiselaga crassipes (Fabricius, 1805)

Distribuição geográfica: México; Cuba; Porto Rico; Jamaica; Colômbia; Brasil; Argentina.

Material examinado: Paraná: Rio Paracai, I/1954, Dante & Dionis leg. (1 fêmea, DZUP). Curitiba, IX/1961, S. Laroca leg. (1 macho, DZUP).

Gênero Leucotabanus Lutz, 1913

Fronte estreita (índice frontal geralmente maior que 4); tubérculo ocelar e ocelos vestigiais presentes; labela membranosa; basicosta com cerdas geralmente mais claras ou menos numerosas que nas adjacências da veia costa; escutelo quase sempre com pruína e cerdas claras.

1. Leucotabanus albibasis (Brèthes, 1910)

Distribuição geográfica: Brasil (Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná); Argentina.

Material examinado: Paraná: Foz do Iguaçu, 7/XII/1966, D. Zoo. U.F.P. leg., lâmpada (1 fêmea, DZUP).

Nota: Primeiro registro no estado do Paraná.

2. Leucotabanus exaestuans (Linnaeus, 1758)

Distribuição geográfica: México; Colômbia; Trinidad; Brasil; Argentina (Salta, Chaco, Misiones).

Material examinado: Paraná: Fênix, Res. Est. I.T.C.F., 29/XI/1986, Lev. Ent. PROFAUPAR, Lâmpada (1 fêmea, DZUP). Foz do Iguaçu, 5/XII/1966, Exc. Dept. ZOO (1 fêmea, DZUP); idem, 7/XII/1966 (1 macho, DZUP). Guaratuba, 7/II/1965, C. Dipterologia (1 fêmea, DZUP).

3. Leucotabanus sebastianus Fairchild, 1941

Distribuição geográfica: Brasil (Minas Gerais à Santa Catarina).

Material examinado: Paraná: Foz do Iguaçu, 7/XII/1966, D. Zoo. U.F.P. leg., lâmpada (1 fêmea, DZUP).

Gênero Pachyschelomyia Barretto, 1950

Espécies parecidas com Phaeotabanus, mas com tíbias anteriores infladas; asas escuras; calo frontal delgado.

1. Pachyschelomyia notopleuralis Barretto, 1950

Distribuição geográfica: Brasil (São Paulo, Paraná); Argentina (Corrientes, Misiones).

Material examinado: Paraná: Vila Velha, 06/II/1948, sem coletor (1 fêmea, DZUP).

Nota: Primeiro registro no estado do Paraná.

Gênero Phaeotabanus Lutz, 1913

Espécimes geralmente amarelados em vida; fronte geralmente estreita; calo frontal pequeno, mais ou menos arredondado na base, com projeção dorsal longa; labela parcialmente esclerotinizada; asas com padrão de colorido escuro.

1. Phaeotabanus aphanopterus (Wiedemann, 1828)

Distribuição geográfica: Brasil (Mato Grosso, Paraná).

Material examinado: Paraná: Foz do Iguaçu, 7/XII/1966, D. Zoo, U.F.P. leg., Lâmpada (5 fêmeas, DZUP).

2. Phaeotabanus cajennensis (Fabricius, 1787)

Distribuição geográfica: Colômbia; Trinidad; Guiana Francesa; Brasil (São Paulo, Paraná); Bolívia.

Material examinado: Paraná: sem localidade, 1972, França leg., isca viva (5 fêmeas).

Nota: Primeiro registro no estado do Paraná.

3. Phaeotabanus litigiosus (Walker, 1850)

Distribuição geográfica: Brasil (Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná).

Material examinado: Paraná: Ilha do Mel, 18/XII/1988, R. Dutra leg. (1 fêmea, DZUP). Pontal do Sul, 06/XII/1990, R. Bassi leg. (1 fêmea, DZUP); idem, 11/XII/1990 (2 fêmeas, DZUP).

Nota: Primeiro registro no estado do Paraná.

Gênero Pseudacanthocera Lutz, 1913

Espécies semelhantes a Leucotabanus, mas com palpos inflados e brilhantes; antenas delgadas; tubérculo no vértice bem visível, com vestígios de ocelos; asas hialinas, geralmente com veia costa escura, distinta; corpo alongado.

1. Pseudacanthocera sylveirii (Macquart, 1838)

Distribuição geográfica: Brasil (Goiás ao Rio de Janeiro, Paraná).

Material examinado: Paraná: Ilha do Mel, Praia Grande, 01/I/1989, R. Dutra leg. (1 fêmea, DZUP).

Nota: Primeiro registro no estado do Paraná.

Gênero Stenotabanus Lutz, 1913

Fronte larga; calo frontal não espiniforme, geralmente tão largo quanto a fronte. Olhos com pelo menos duas faixas em vida.

1. Stenotabanus littoralis Coscarón, 1975

Distribuição geográfica: Sul do Brasil; Leste da Argentina.

Material examinado: Paraná: Pontal do Sul, 21/I/1993, R. Bassi leg. (1 fêmea, DZUP).

2. Stenotabanus taeniotes (Wiedemann, 1828)

Distribuição geográfica: Brasil (Mato Grosso, São Paulo; Paraná; Santa Catarina).

Material examinado: Paraná: Campo Largo, 25/III/1992, R. Bassi leg. (2 fêmeas, DZUP). Guaratuba, 7/II/1965, C. Dipterologia leg. (2 fêmeas). Ilha do Mel, 25/XI/1990, R. Bassi leg. (10 fêmeas, DZUP). Pinhais, 20/II/1992, R. Bassi leg. (1 fêmea, DZUP). Pontal do Sul, 15/XI/1991, R. Bassi leg. (2 fêmeas, DZUP).

Gênero Stibasoma Schiner, 1867

Espécies semelhantes a abelhas. Fronte relativamente larga; antena curta, flagelo com espinho dorsal longo; palpos inflados; tíbias infladas com franjas de cerdas longas.

1. Stibasoma planiventre (Wiedemann, 1828)

Distribuição geográfica: Brasil (São Paulo; Paraná; Santa Catarina).

Material examinado: Paraná: Pontal do Sul, 13/X/1992, R. Bassi leg. (1 fêmea, DZUP). Pontal do Sul, 28/X/1992, R. Bassi leg. (7 fêmeas, DZUP); idem 11/XI/1992, R. Bassi leg. (3 fêmeas, DZUP); idem 22/XII/1992 (4 fêmeas, DZUP).

2. Stibasoma viridiventre (Macquart, 1838)

Distribuição geográfica: Venezuela; Brasil (Minas Gerais à Santa Catarina).

Material examinado: Paraná: Caiobá, XII/1942, Hatschbach leg. (1 fêmea, MZSP).

Gênero Stypommisa Enderlein, 1923

Fronte paralela ou convergente abaixo, estreita; tubérculo e ocelos geralmente presentes; calo frontal normalmente mais estreito do que a fronte e espiniforme; na maioria das espécies, as asas apresentam manchas escuras nas veias transversais e na forquilha da veia R4+5.

1. Stypommisa philipi (Barretto, 1948)

Distribuição geográfica: Brasil (Paraná)

Material examinado: Paraná: Deodoro, Banhado, XI/1944, Hatschbach leg. (1 macho, MZSP).

2. Stypommisa rubrithorax (Macquart, 1838)

Distribuição geográfica: Brasil (Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais, São Paulo, Paraná); Bolívia; Paraguai; Argentina.

Material examinado: Paraná: Pontal do Sul, 11/XI/1992, R. Bassi leg. (5 fêmeas, DZUP).

Nota: Primeiro registro no estado do Paraná.

Tribo Tabanini

Basicosta com cerdas tão densas quanto nas adjacências da veia costa; às vezes com tubérculo no vértice, mas sem vestígios de ocelos; labela sem partes esclerotinizadas.

Gênero Poeciloderas Lutz, 1921

Escapo inflado e protuso dorsalmente; asa com manchas escuras nas intersecções das veias; célula R5 estreitada ou fechada no extremo distal.

1. Poeciloderas quadripunctatus (Fabricius, 1805)

Distribuição geográfica: México; Costa Rica; Panamá; Brasil; Argentina.

Material examinado: Paraná: Campo Largo, 12/II/1992, R. Bassi leg. (2 fêmeas, DZUP). Colombo, EMBRAPA, BR 476 Km 20, 22/XII/1986, Lev. Ent. PROFAUPAR, Malaise (1 fêmea, DZUP). Foz do Iguaçu, 10/XII/1966, Exc. Dept. ZOO leg. (5 fêmeas, DZUP). Guarapuava, sem data, G. Kurowski leg. (7 fêmeas, DZUP). Jundiaí do Sul, Faz. Monte Verde, 27/X/1986, Lev. Ent. PROFAUPAR, Malaise (1 fêmea, DZUP). Ponta Grossa, XII/1939, sem coletor (1 fêmea, DZUP).

Gênero Tabanus Linnaeus, 1758

Coloração, fronte e calo frontal variáveis; ocelos quase sempre indistintos; labela membranosa; basicosta densamente recoberta de cerdas, tão densamente quanto nas adjacências da veia costa; pernas delgadas.

1. Tabanus corpulentus Brèthes, 1910

Distribuição geográfica: Brasil (Mato Grosso, São Paulo, Paraná); Paraguai; Argentina.

Material examinado: Paraná: Foz do Iguaçu, 3/XII/1966, Exc. Dep. ZOO (1 fêmea, DZUP); idem, 7/XII/1966 (2 fêmeas, DZUP).

2. Tabanus fuscus Wiedemann, 1819

Distribuição geográfica: Brasil (Bahia ao Rio Grande do Sul e Mato Grosso); Argentina (Misiones); Uruguai.

Material examinado: Paraná: Foz do Iguaçu, 15/XII/1965, L. Azevedo leg. (1 fêmea, DZUP). Morretes, 9/I/1966, Mitchell - Graf leg. (1 fêmea, DZUP). Sem localidade, 1972, França leg., isca viva (9 fêmeas, DZUP).

3. Tabanus johannesi Fairchild, 1942

Distribuição geográfica: Brasil (Mato Grosso, São Paulo, Paraná); Paraguai.

Material examinado: Paraná: Curitiba, XI/1959, P. D. Hurd leg. (1 macho, DZUP).

Nota: Primeiro registro no estado do Paraná.

4. Tabanus lineola Fabricius, 1794

Distribuição geográfica: Região Neártica; Ilhas Bahamas; Brasil (Paraná).

Material examinado: Paraná: Curitiba, XI/1929, sem coletor (1 fêmea, MZSP).

Nota: Primeiro registro no estado do Paraná.

5. Tabanus occidentalis Linnaeus, 1758

Distribuição geográfica: México; Cuba; Jamaica; Guatemala; Honduras; Panamá; Venezuela; Trinidad; Brasil; Argentina.

Material examinado: Paraná: Campo Largo, 09/I/1993, R. Bassi leg. (2 fêmeas, DZUP). Fênix, Res. Est. I.T.C.F., 17/XI/1986, Lev. Ent. PROFAUPAR, Malaise (1 fêmea, DZUP); idem, Res. Est. I.T.C.F., 06/IX/1986, Lev. Ent. PROFAUPAR, Lâmpada (1 fêmea, DZUP); idem, 01/X/1986 (1 macho, DZUP); idem, 05/X/1986 (1 macho, DZUP); idem, 27/III/1987 (1 macho, DZUP); idem, 28/III/1986 (1 macho, DZUP). Foz do Iguaçu, 7/XII/1966, Exc. Dept. ZOO (1 fêmea, DZUP). Jundiaí do Sul, Faz. Monte Verde, 15/XII/1986, Lev. Ent. PROFAUPAR, Malaise (1 fêmea, DZUP). Pinhais, 20/II/1992, R. Bassi leg. (5 fêmeas, DZUP). Pontal do Sul, 15/XII/1991, R. Bassi leg. (13 fêmeas, DZUP).

6. Tabanus triangulum Wiedemann, 1828

Distribuição geográfica: Brasil; Bolívia; Paraguai; Argentina (Buenos Aires a Salta); Uruguai.

Material examinado: Paraná: Campo Largo, 12/I/1992, R. Bassi leg. (2 fêmeas, DZUP). Foz do Iguaçu, 3/XII/1966, Exc. Dept. ZOO leg. (2 fêmeas, DZUP). Ilha do Mel, 05/X/1991, R. Bassi leg. (1 fêmea, DZUP); idem, 12/I/1992, (2 fêmeas, DZUP). Matinhos, 4/X/1967, A. B. Hanke leg. (1 fêmea, DZUP). Ponta Grossa, 14/IX/1946, sem coletor (1 fêmea, DZUP).

 

Discussão

Dados anteriores a este trabalho indicavam a ocorrência de 40 espécies de tabanídeos no Paraná, distribuídos em 19 gêneros (Carrera & Lane 1945; França 1975; Fairchild & Burger 1994; Dutra e Marinoni 1994; Bassi 1995); neste trabalho, são indicados 28 novos registros, totalizando 68 espécies e 23 gêneros ocorrentes no estado, incluindo duas subespécies. Variedades de espécies foram omitidas neste trabalho, por não representarem categorias taxonômicas válidas. No material coletado no Projeto PROFAUPAR (Marinoni & Dutra, 1993) foram identificados sete gêneros. Este resultado pode ser atribuído ao método de coleta, utilizando armadilhas Malaise "light-weight" seguindo o modelo de Townes (1972). A armadilha Malaise é um dos melhores métodos para a coleta de tabanídeos, porém, armadilhas pequenas e leves como as utilizadas no PROFAUPAR diminuem a eficiência da coleta; armadilhas maiores, como as descritas por Gressit & Gressit (1962) são mais eficientes para a coleta de tabanídeos. França (1975), utilizando isca viva, coletou espécies de 12 gêneros, em localidades situadas no litoral e no primeiro planalto paranaense.

 

Agradecimentos

Aos Professores Doutores Augusto Loureiro Henriques do INPA, Luciane Marinoni e Sionei Ricardo Bonatto da UFPR pela leitura, análise crítica e sugestões na versão anterior deste trabalho.

 

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Recebido em 27/03/07
Versão reformulada recebida em 29/06/07
Publicado em 31/07/07

 

 

ISSN 1676-0603.
1 Autor para correspondência: Mauren Turcatel, e-mail: biomaureen@gmail.com

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