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Biota Neotropica

On-line version ISSN 1676-0603

Biota Neotrop. vol.10 no.1 Campinas Jan./Mar. 2010

http://dx.doi.org/10.1590/S1676-06032010000100008 

ARTIGOS

 

Duas novas espécies de Lopesia Rübsaamen (Diptera, Cecidomyiidae) do Brasil, com chave para as espécies

 

Two new species of Lopesia Rübsaamen (Diptera, Cecidomyiidae) from Brazil, with an identification key of species

 

 

Alene Ramos Rodrigues*; Valéria Cid Maia

Departamento de Entomologia, Museu Nacional, Quinta da Boa Vista, São Cristóvão, CEP 20940-040 Rio de Janeiro, RJ, Brasil

 

 


RESUMO

Lopesia erythroxyli Rodrigues & Maia e Lopesia maricaensis Rodrigues & Maia, duas novas espécies de Cecidomyiidae que induzem galhas cônicas em gemas de Erythroxylum ovalifolium Peyr (Erythroxylaceae) e enrolamentos da borda da folha de Protium brasiliense (Spr.) Engl. (Burseraceae), são descritas e ilustradas (larva, pupa, macho, e fêmea) baseado em material do Rio de Janeiro, Brasil. Uma chave de segregação para as espécies conhecidas de Lopesia é dada.

Palavras-chave: Lopesia, Burseraceae, Erythroxylaceae, inseto galhador, restinga, taxonomia.


ABSTRACT

Lopesia erythroxyli Rodrigues & Maia and Lopesia maricaensis Rodrigues & Maia, two new species of Cecidomyiidae that induce conical galls on bud of Erythroxylum ovalifolium Peyr (Erythroxylaceae) and on marginal leaf roll of Protium brasiliense (Spr.) Engl. (Burseraceae), are described and ilustrated (larva, pupa, male, and female) based on material from Rio de Janeiro, Brazil. A key to the known species of Lopesia is given.

Keywords: Lopesia, Burseraceae, Erythroxylaceae, galling insect, restinga, taxonomy.


 

 

Introdução

Lopesia Rübsaamen, 1908 inclui 20 espécies descritas no mundo, uma neártica – L. licaniae Gagné, 1996; uma australasiana - L.quadrata Kolesik & Peacock, 1999; três afrotropicais – L. armata Gagné, 1993, L. niloticae Gagné, 1993 e L. parinarii Tavares, 1908; e 14 neotropicais – L. aldinae Fernandes & Maia, prelo, L.bilobata Maia, 2004, L. brasiliensis Rübsaamen, 1908, L.caulinaris Maia, 2003, L. conspicua Maia, 2003, L. elliptica Maia, 2003, L. grandis Maia, 2003, L. linearis Maia, 2003, L. marginalis Maia, 2001, L.mimosae Maia, 2009, L. pernambucensis Maia, 2009, L.similis Maia, 2004, L. simplex Maia, 2002, L. singularis Maia, 2001, L.spinosa Maia, 2004 e L. tibouchinae Maia, 2004. O gênero está associado a onze famílias de plantas. As espécies neotropicais (todas assinaladas para o Brasil) ocorrem principalmente em Clusiaceae (cerca de 45%), e as demais em Burseraceae, Chrysobalanaceae, Euphorbiaceae, Fabaceae, Melastomataceae, Mimosaceae, Myrtaceae, Nyctaginaceae, Rosaceae e Sapotaceae (Gagné 2004, Maia 2004, Fernandes & Maia, prelo).

Erythroxylum ovalifolium Peyr (Erythroxylaceae) tem ocorrência somente assinalada no Brasil, nos estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro (Maia, 2001). Quatro morfotipos de galhas (todos induzidos por Cecidomyiidae) foram previamente registrados nessa planta, na restinga da Barra de Maricá (Maricá, RJ) e do Grumari (Maia 2001, Oliveira & Maia, 2005): 1) galha triangular na folha (Maia 2001, Figura 30, p. 599); 2) galha do botão floral (Maia 2001, Figura 31, p. 599); 3) folha jovem enrolada, (Maia 2001, Figura 32, p. 599); e 4) galha cônica da gema (Maia 2001, Figura 33, p. 599). Os indutores foram identificados, respectivamente, em nível de supertribo (Lasiopteridi); gênero (Asphondylia sp. e Clinodiplosis sp.) e subfamília (Cecidomyiinae). O indutor desse último morfotipo é uma espécie nova de Lopesia, que é descrita e ilustrada nesse artigo.

Protium brasiliense (Spr.) Engl. (Burseraceae) tem ocorrência assinalada no Brasil, sendo comum em florestas e com alguns registros em restingas. Dois morfotipos de galhas foram previamente registrados nessa planta: 1) galha cônica em folha (Maia 2001, Figure 14, p. 593) e 2) enrolamento da borda foliar (Maia 2001, Figura 15, p. 593). Os indutores dessas galhas foram identificados, respectivamente, a nível de tribo (Cecidomyiidi) e subfamília (Cecidomyiinae). O indutor desse último morfotipo é uma espécie nova de Lopesia, que é descrita e ilustrada nesse artigo.

O gênero Lopesia é caracterizado pela combinação dos seguintes caracteres: adultos grandes; machos geralmente com flagelômeros binodais e tricircunfilares; asa com 3,0-4,5 mm de comprimento, veia R5 curva na junção com Rs, Rs situada próximo à metade do comprimento de R1; garras tarsais geralmente com dente extra; fêmeas com pós-abdômen curto e cercos com muitas cerdas curtas; larva com papilas terminais com cerda curta, a maioria corniforme e cada uma em uma projeção terminal (Gagné & Marohasy 1993 Gagné, 1994).

Esse trabalho tem como objetivo geral ampliar o conhecimento da fauna neotropical e da diversidade das espécies de Cecidomyiidae no Brasil. E como objetivos específicos: caracterizar morfologicamente as diferentes fases do ciclo de vida (adulto de ambos os sexos, pupa e larva) das duas espécies novas de Lopesia, ilustrar os caracteres relevantes para identificação das mesmas, e dar uma chave de segregação das espécies do gênero estudado.

 

Material e Métodos

O material examinado faz parte da coleção de Diptera do Museu Nacional e foi obtido por meio de coletas de galhas realizadas por VCM, Maria Antonieta Pereira de Azevedo, Estéfano G. Alves e Jussara C. Oliveira, em vários anos (ver material examinado), em áreas de restinga do estado do Rio de Janeiro, com subseqüente criação dos adultos. As galhas das gemas em Erythroxylum ovalifolium foram coletadas na restinga da Barra de Maricá (Maricá), do Grumari (Rio de Janeiro) e de Carapebus; as galhas foliares em Protium brasiliense, na restinga da Barra de Maricá e de Itaipuaçu (Maricá). O material encontra-se montado em lâminas permanentes de microscopia, em bálsamo do Canadá. O gênero foi determinado utilizando-se a chave genérica de Gagné (1994).

Foi preparada uma matriz com caracteres morfológicos de adultos, imaturos e galhas para elaboração de chaves para segregação das espécies de Lopesia (Tabela 1). Os pontos de interrogação correspondem a informações não conhecidas e os traços a dados não comparáveis. Os estados dos caracteres estão representados entre parêntesis. Os números à esquerda da matriz correspondem aos caracteres morfológicos. Para caracteres de medida, foram estabelecidos alguns intervalos de proporções e de comprimento como critérios para definir diferentes estados.

Proporções:

1) Comprimento do gonocoxito / comprimento do gonóstilo:
Gonocoxitos aproximadamente com o mesmo comprimento que os gonóstilos: 0,80-1,20; e gonocoxitos mais longos que os gonóstilos: 1,40-2,45.

2) Comprimento do gonocoxito / largura na linha média do gonocoxito:
Largo: 1,25-2,15; estreito: 2,31-3,70; e muito estreito: 8,40.

3) Comprimento do gonóstilo / largura na linha média do gonóstilo:
Largo: 1,05-6,40; médio: 7,50-8,89; e estreito: 9,30-10,71.
Medidas (obtidas por meio de lâmina com escala de 0,1 e 0,01mm):

1) Comprimento da cerda apical (pupa):
Curta: 0,042-0,053 mm; média a longa: 0,06-0,08 mm; e muito longa: 0,12-0,13 mm.

Na elaboração das chaves, os caracteres morfológicos foram priorizados, evitando-se, na medida do possível, a utilização de informações sobre a galha e a planta hospedeira. As ilustrações foram realizadas com auxílio de câmara clara acoplada a microscópio óptico.

 

Resultados

Os resultados constam da descrição de duas novas espécies de Lopesia, da elaboração de uma matriz com 43 caracteres para todas as espécies do gênero já conhecidas e de chaves para segregação de machos, pupas e larvas dessas espécies. Não foi possível elaborar uma chave para segregação de fêmeas, em função da semelhança morfológica entre elas.

Descrições:

Lopesia erythroxyli sp. nov. (Figuras 1-17)

 




 

 


 

Adulto – Comprimento do corpo: 4,01 mm nos machos (n = 1); 4,35-5,28 mm nas fêmeas (n = 4).

Cabeça – (Figuras 1-2). Processo occipital presente em ambos os sexos. Olhos com facetas circulares, intimamente aproximadas entre si. Antena com escapo obcônico, pedicelo globoso; machos com flagelômeros binodais e tricircunfilares, arcos dos circunfilos distal e basal subiguais em comprimento e arcos do circunfilo mediano mais curtos (Figura 3); fêmeas com flagelômeros cilíndricos com circunfilos sinuosos (Figura 4); hastes dos flagelômeros pilosas em ambos os sexos; 12º flagelômero com processo apical em ambos os sexos; flagelômeros 1 e 2 separados. Palpos com quatro segmentos com cerdas, primeiro segmento bem mais curto que os demais, segmentos dois e três subiguais em comprimento, e o quarto mais longo.

Tórax – Asa (Figura 5) comprimento: 3,05 mm nos machos (n=1); 4,12-5,05 mm nas fêmeas (n = 4); R5 unindo-se a C após o ápice da asa; Rs completa, Sc e M3 presentes, CuA bifurcada. Primeiro tarsômero sem projeção apical espiniforme (Figura 6). Garras tarsais curvas após 2/3 basais, denteadas; empódio rudimentar (Figura 7).

Abdômen – Macho (Figura 8): tergitos 1-6 retangulares com margens arredondadas, uma fileira de cerdas caudais e um par de sensilas tricóides basais. Tergito 7 pouco esclerotizado. Tergito 8 não esclerotizado. Esternitos 2-6 retangulares com uma fileira completa de cerdas caudais, diversas cerdas distribuídas irregularmente, principalmente na parte mesal e um par de sensilas tricóides basais. Esternito 7 pouco esclerotizado. Esternito 8 pouco esclerotizado com uma fileira completa de cerdas caudais, diversas cerdas distribuídas irregularmente, principalmente na parte mesal e um par de sensilas tricóides basais. Fêmea (Figura 9): tergitos 1-7 retangulares com uma fileira completa de cerdas caudais e um par de sensilas tricóides basais. Tergito 8 não esclerotizado com um par de sensilas tricóides basais. Esternitos 2-7 retangulares com linha completa de cerdas caudais e diversas cerdas distribuídas irregularmente, principalmente na parte mesal e um par de sensilas tricóides basais. Esternito 8 não esclerotizado. Terminália (Figura 10): gonocoxitos bem desenvolvidos, apresentando lobo mesobasal com cerdas curtas; gonóstilos alongados; lobos cercais divergentes, com cerdas e margem distal arredondada; hipoprocto bilobado com cerdas, pouco mais curto que o cerco; parâmeros ausentes; edeago afilado e alongado. Fêmea: ovipositor (Figura 11) pouco protráctil; cercos ovóides não fusionados, com muitas cerdas concentradas ápico ventralmente; hipoprocto curto e com cerdas.

Pupa – Comprimento do corpo: 3,08-4,15 mm (n = 4). Região cefálica (Figura 12): cerda apical curta com 0,06-0,08 mm de comprimento (n = 3); chifres antenais reduzidos; dois pares de papilas frontais (um par nu e outro com cerda); três pares de papilas faciais laterais (um par com cerda e dois pares nus). Tórax: espiráculo protorácico alongado, curvo, digitiforme, com 0,20-0,25 mm de comprimento (n = 4) (Figura 13). Abdômen: segmentos abdominais 2-8 com uma fileira de espinhos conspícuos serrilhados na região discal, próxima à margem anterior de cada tergito (Figura 14). Segmento terminal sem reentrância.

Larva – Comprimento do corpo: 2,05-3,84 mm (n = 3). Corpo alongado e cilíndrico, tegumento rugoso (Figura 15). Espátula com 0,34-0,37 mm (n = 2) de comprimento e dois dentes apicais triangulares bem desenvolvidos (Figura 16). Um par de papilas esternais; dois grupos de três papilas laterais de cada lado (um par nu maior e os outros dois com cerdas menores) (Figura 16). Segmento terminal com quatro pares de papilas terminais corniformes (Figura 17).

Material Tipo – Holótipo Macho. Brasil, Rio de Janeiro: Maricá, Restinga da Barra de Maricá, 20.IX.2003, V. Maia col. Parátipos: mesma localidade e coletor, 1 exúvia, 20.IX.1987; 1 pupa, 21.IX.1987; 1 fêmea, 22.IX.1987; 1 fêmea, 29.IX.1987; 2 pupas, 01.IX.1997; 1exúvia, 21.VII.1998; 1 exúvia e 1 larva, 05.X.1998; mesma localidade: 1 fêmea, 15.VI.2000, Maia & Azevedo col.; 1 exúvia, 18.VI.2002, Maia & Azevedo col.; 1 fêmea e 1 exúvia, 11.VII.2003, V. Maia col.; 1 fêmea e 1 exúvia, 20.IX.2003, E. G. Alves col.; 1 larva, 16.IX.2005, Guedes & Maia col.. Carapebus: 1 pupa, 31.X.1998, V.Maia col.; 1larva, 19.XII.1998, V. Maia col. Rio de Janeiro, Restinga do Grumari: 6 exúvias, 27.VI.2003, Oliveira & Maia col.

Etimologia – O epíteto específico refere-se ao gênero da planta hospedeira.

Considerações – L. erythroxyli aproxima-se morfologicamente à L.caulinaris. Dos 43 caracteres utilizados na matriz, 33 apresentam-se da mesma maneira em ambas as espécies. Dentre esses, destacamos os seguintes: nos adultos – haste dos flagelômeros masculinos com pilosidade, palpo com quatro segmentos, empódio curto, lobo mesobasal do gonocoxito bem desenvolvido, gonóstilo com largura média; na pupa – chifre antenal simples, espiráculo protorácico fracamente esclerotizado, espinhos dorsais abdominais complexos dispostos em uma única fileira; na larva – espátula bidenteada e extremidade posterior do corpo arredondada.

Essas duas espécies se distinguem no número de dentes das garras tarsais (dois dentes em L. caulinaris e um na espécie nova), localização da curvatura nas garras (antes do terço basal em L.caulinaris e depois da metade na espécie nova), largura e constrição dos gonocoxitos (largo, com constrição acentuada em L. caulinaris e estreito, com constrição superficial na espécie nova), comprimento relativo dos gonóstilos (mais longo que o gonocoxito em L. caulinaris e tão longo quanto o gonocoxito na espécie nova), forma do tergito 8 feminino (dividido em duas faixas verticais em L. caulinaris e não esclerotizado na nova espécie), comprimento do chifre antenal (desenvolvido em L. caulinaris e reduzido na nova espécie) e comprimento relativo da papila terminal (similar em L. caulinaris e não similar na nova espécie).

Essa é a primeira espécie de Lopesia descrita associada a Erythroxylaceae.

Lopesia maricaensis sp. nov. (Figuras 18-34)

 




 

 


 

Adulto – Comprimento do corpo: 1,85-2,86 mm nos machos (n=2); 3,1-4,26 mm nas fêmeas (n = 5).

Cabeça (Figuras 18-19). Processo occipital presente em ambos os sexos. Olhos com facetas circulares, intimamente aproximadas entre si. Antena com escapo curto e pedicelo globoso; machos com flagelômeros binodais e tricircunfilares, circunfilos lineares (Figura 20); fêmeas com flagelômeros cilíndricos, circunfilos em formato de x (dois anéis horizontais conectados entre si) (Figura 21); hastes pilosas em ambos os sexos, pêlos das hastes e internodos menores que os dos nodos; 12º flagelômero com processo apical em ambos os sexos; flagelômeros 1 e 2 unidos. Palpos com quatro segmentos com cerdas, primeiro segmento bem mais curto que os demais, e segmentos dois e quatro mais longos que o terceiro.

Tórax – Asa (Figura 22) comprimento: 2,12-2,25 mm nos machos (n = 2); 2,45-2,67 mm nas fêmeas (n = 5); R5 unindo-se a C após o ápice da asa; Rs completa; Sc, M3 e CuA1 presentes. Primeiro tarsômero sem projeção apical espiniforme (Figura 23). Garras tarsais curvas antes do 1/3 basal e com um único dente; empódio rudimentar (Figura 24).

Abdômen. Macho (Figura 25): tergitos 1-6 retangulares com uma fileira de cerdas caudais e um par de sensilas tricóides basais. Tergito 7 pouco esclerotizado. Tergito 8 linear e pouco esclerotizado. Esternitos 2-7 retangulares com uma fileira completa de cerdas caudais, diversas cerdas distribuídas irregularmente e um par de sensilas tricóides basais. Esternito 8 pouco esclerotizado com uma fileira completa de cerdas caudais, diversas cerdas mesais irregularmente distribuídas. Fêmea (Figura 26): tergitos 1-7 retangulares com uma fileira completa de cerdas caudais e um par de sensilas tricóides basais. Tergito 8 não esclerotizado com um par de sensilas tricóides basais. Esternitos 2-7 retangulares com linha completa de cerdas caudais e diversas cerdas mesais distribuídas irregularmente e com um par de sensilas tricóides basais. Esternito 8 não esclerotizado. Terminália (Figura 27): gonocoxitos bem desenvolvidos e alongados, com lobos mesobasais com cerdas curtas; gonóstilos alongados, tão longos quanto os gonocoxitos, com cerdas concentradas na margem interna; lobos cercais paralelos, com cerdas e margem distal arredondada; hipoprocto quase do mesmo comprimento que o cerco, bilobado, com cerdas; parâmeros ausentes; edeago alongado e afilando para a extremidade. Fêmea: ovipositor curto pouco protráctil; cercos alongados não fusionados, com muitas cerdas concentradas ápico-ventralmente (Figura 28).

Pupa – Comprimento do corpo: 3,18-3,3 mm (n = 2). Região cefálica (Figura 29): cerda apical com 0,08 mm de comprimento (n=2) (Figura 30); chifres antenais pouco desenvolvidos, pontiagudos; chifres cefálicos laterais presentes; dois pares de papilas frontais (um par nu e outro com cerda); três pares de papilas faciais laterais (um par com cerda e dois pares nus). Tórax: espiráculo protorácico alongado, digitiforme fortemente esclerotizado e quase reto, com 0,29-0,33 mm de comprimento (n = 3) (Figura 31). Abdômen: espinhos dorsais ausentes; segmento terminal sem reentrância.

Larva – Comprimento do corpo: 2,25-3,18 mm (n = 5). Corpo alongado e cilíndrico, afilando para a extremidade posterior (Figura 32). Espátula com 0,11-0,32 mm (n = 5) de comprimento e dois dentes apicais triangulares bem desenvolvidos (Figura 33). Um par de papilas esternais; dois grupos de três papilas laterais de cada lado (um par nu maior e os outros dois com cerdas menores) (Figura 33). Segmento terminal com reentrância superficial e dois lobos laterais na extremidade posterior com quatro papilas terminais corniformes cada um (Figura 34).

Material Tipo – Holótipo macho. Brasil, Rio de Janeiro: Maricá, Restinga de Itaipuaçu, 25.V.2000, Maia & Azevedo col. Parátipos: mesma procedência e data do holótipo, 1 macho, 2 fêmeas e 2 larvas. Restinga da Barra de Maricá: 1 fêmea, 08.IX.1998, V. Maia col.; 1 exúvia, 07.IV.2000, V. Maia col.; 2 fêmeas, 1 exúvia, 14 larvas, 15.VI.2000, Maia & Azevedo col.; 15 larvas, 27.VII.2000, Maia & Azevedo col.; 1 fêmea, 13.XII.2000, Maia & Azevedo col.; 1 fêmea, 1 exúvia, 13.III.2001, Maia & Azevedo col.; 1 larva, 16.V.2001, Maia & Azevedo col.

Etimologia – O epíteto específico refere-se ao município onde a espécie foi coletada.

Considerações – L. maricaensis assemelha-se morfologicamente à L. similis. As espécies compartilham 34 caracteres morfológicos, dos 43 existentes na matriz utilizada. Entre esses se destacam: flagelômeros masculinos com circunfilo mesal reduzido; espiráculo protorácico da pupa curvo e fortemente esclerotizado; espinhos abdominais dorsais da pupa ausentes; espátula da larva com processo lateral da presente; e as papilas terminais da larva com comprimento similar entre si. Além disso, ambas espécies induzem galhas do mesmo morfotipo (enrolamentos da borda foliar), e em plantas do mesmo gênero, Protium (Burseraceae).

A nova espécie apresenta dois caracteres exclusivos em relação às outras espécies congenéricas: os flagelômeros 1 e 2 unidos, e Rs unida à R1 antes da metade do comprimento dessa última.

Matriz (Tabela 1): caracteres utilizados

Adulto:

0) Processo occipital

(0) presente; (1) ausente

1) Haste do flagelômero masculino

(0) nu; (1) setuloso

2) Processo do último flagelômero (fêmea)

(0) ausente; (1) presente

3) Forma do circunfilo mesal

(0) com arcos; (1) reduzido

4) Número de segmentos de palpo

(0) 2 segmentos; (1) 3 segmentos; (2) 4 segmentos

5) Forma de R5

(0) reta; (1) curvada na junção com Rs

6) Comprimento relativo de R5

(0) R5 mais curta que a asa, unindo-se a C antes do ápice da asa; (1) R5 mais longa que a asa, unindo-se a C depois do ápice da asa

7) Localização de Rs

(0) ausente; (1) une-se a R1 depois da metade; (2) une-se a R1 antes da metade

8) M3

(0) ausente; (1) presente

9) CuA1

(0) ausente; (1) presente

10) Número de dentes das garras tarsais

(0) 0 dente; (1) 1 dente; (2) 2 dentes

11) Localização da curvatura nas garras

(0) antes do terço basal; (1) depois da metade

12) Comprimento do empódio

(0) curto; (1) longo

13) Largura dos gonocoxitos

(0) largo; (1) estreito; (2) muito estreito

14) Constrição dos gonocoxitos

(0) superficial; (1) acentuada

15) Lobo mesobasal dos gonocoxitos

(0) curto; (1) bem desenvolvido

16) Comprimento relativo dos gonocoxitos

(0) mais longos que os gonóstilos; (1) aproximadamente com o mesmo comprimento que os gonóstilos

17) Largura dos gonóstilos

(0) largo; (1) médio; (2) estreito

18) Forma do hipoprocto masculino

(0) levemente bilobado; (1) bilobado

19) Forma do tergito 8 feminino

(0) dividido em duas faixas longitudinais; (1) retangular; (2) ovóide; (3) elíptico; (4) dividido em duas faixas verticais; (5) não esclerotizado; (6) retangular com reentrância lateral na margem distal

20) Comprimento do ovipositor

(0) curto; (1) longo

Pupa:

21) Forma dos chifres antenais

(0) simples; (1) bífido; (2) simples com margem basal serreada

22) Comprimento dos chifres antenais

(0) reduzido; (1) desenvolvido

23) Comprimento da cerda apical

(0) curta; (1) média a longa; (2) muito longa

24) Tegumento da cabeça da pupa

(0) granuloso somente lateralmente; (1) granuloso lateralmente e mesalmente

25) Espinhos cefálicos laterais

(0) ausentes; (1) presentes

26) Esclerotização do espiráculo protorácico

(0) fracamente esclerotizado; (1) fortemente esclerotizado

27) Curvatura do espiráculo protorácico

(0) curvado; (1) quase reto

28) Complemento dos espinhos dorsais

(0) ausente; (1) 1 linha

29) Forma dos espinhos dorsais

(0) simples; (1) complexos

30) Espinhos abdominais

(0) separados; (1) conectados

31) Espinhos do segmento abdominal 2

(0) presente; (1) ausente

32) Espinhos do segmento abdominal 8

(0) presente; (1) ausente

33) Forma do segmento terminal da pupa

(0) arredondado; (1) bilobado

Larva:

34) Espátula protorácica

(0) presente; (1) ausente

35) Número de dentes da espátula

(0) 1 dente; (1) 2 dentes; (2) 4 dentes

36) Forma da haste da espátula

(0) abruptamente consternada; (1) gradualmente consternada

37) Processo lateral da espátula

(0) ausente; (1) presente

38) Número de papilas laterais

(0) 6 pares; (1) 4 pares

39) Comprimento relativo das papilas terminais

(0) similares; (1) não similares

40) Forma da extremidade posterior da larva

(0) arredondada; (1) com reentrância

Galha:

41) Parte da planta

(0) folha; (1) gema ou caule

42) Ornamentação da galha

(0) pilosa; (1) nua

43) Número de câmaras internas

(0) multicâmaras; (1) uma câmara

Chaves para segregação das espécies de Lopesia:

Chave para segregação dos machos das espécies de Lopesia

1. Haste dos flagelômeros setulosa (Figura 3) ..........................................................2
1'. Haste dos flagelômeros nua (Figura 35) ............................................................12

 



 

2. Gonocoxitos largos ..........................................................................................3
2'. Gonocoxitos estreitos .....................................................................................7
3. Flagelômeros do macho ginecóides (Figura 36) e gonocoxito com lobo mesobasal bem desenvolvido (Figura 37) .......................................................................L. caulinaris
3'. Flagelômeros do macho não ginecóides (Figura 38) e gonocoxito com lobo mesobasal curto (Figura 39) ...............................................................................................4
4. Palpos com 3 segmentos ................................................................L. tibouchinae
4'. Palpos com 4 segmentos .................................................................................5
5. Gonocoxitos com constrição superficial (Figura 39) ...............................L. marginalis
5'. Gonocoxitos com constrição acentuada (Figura 40) ..............................................6
6. Gonóstilos estreitos .............................................................................L. simplex
6'. Gonóstilos de largura mediana ...............................................................L. linearis
7. Flagelômeros do macho ginecóides .....................................................................8
7'. Flagelômeros do macho não ginecóides ..............................................................9
8. Asa com Rs unindo-se a R1 depois da metade dessa última (Figura 41) e garras tarsais com dois dentes (Figura 42) .....................................................................L. elliptica
8'. Asa com Rs unindo-se a R1 antes da metade dessa última (Figura 22) e garras tarsais com um único dente (Figura 24) ..........................................................L. maricaensis
9. Flagelômeros do macho com circunfilo mesal com arcos bem desenvolvidos (Figura 3) ..................................................................................................................10
9'. Flagelômeros do macho com circunfilo mesal com arcos reduzidos (Figura 43)...........11
10. Garras tarsais curvas depois da metade de seu comprimento, com um único dente e empódio curto (Figura 7) ....................................................................L. erythroxyli
10'. Garras tarsais curvas antes do terço basal do seu comprimento, com dois dentes e empódio bem desenvolvido (Figura 44) ...................................................L.brasiliensis
11. Gonocoxitos com constrição acentuada e com lobo mesobasal bem desenvolvido, gonóstilo estreito ................................................................................L. conspicua
11'. Gonocoxito com constrição superficial e com lobo mesobasal curto, gonóstilo de largura mediana .......................................................................................L. similis
12. Gonocoxitos largos ......................................................................................13
12'. Gonocoxitos estreitos ..................................................................................19
13. Flagelômeros do macho com circunfilos mesais com arcos reduzidos (Figura 35) ......14
13'. Flagelômeros do macho com circunfilos mesais com arcos bem desenvolvidos (Figura 3) .................................................................................................................15
14. Palpos com quatro segmentos, garras tarsais com dois dentes e empódio curto ...................................................................................................L. grandis
14'. Palpos com dois segmentos, garras tarsais com um único dente e empódio bem desenvolvido .......................................................................................L. quadrata
15. Gonocoxitos com constrição acentuada ..............................................L. mimosae
15'. Gonocoxitos com constrição superficial ...........................................................16
16. Gonóstilos largos ...................................................................L. pernambucensis
16'. Gonóstilos de largura mediana .......................................................................17
17. Em Euphorbiaceae .............................................................................L. spinosa
17'. Em Fabaceae .............................................................................................18
18. Em Acacia tortilis (Fabaceae) ..............................................................L. armata
18'. Em Acacia nilotica (Fabaceae) ...........................................................L. niloticae
19. Flagelômeros do macho com circunfilo mesal ausente (Figura 45) ................L. aldinae
19'. Flagelômeros do macho com circunfilo mesal presente (Figura 46) ........................20
20. Flagelômeros do macho com circunfilo mesal reduzido e palpos com três segmentos ..........................................................................................L. singularis
20'. Flagelômeros do macho com circunfilo mesal bem desenvolvido e palpos com quatro segmentos ......................................................................................................21
21. Gonocoxitos com constrição acentuada .................................................L. licaniae
21'. Gonocoxitos com constrição superficial ...........................................................22
22. Gonocoxitos mais longos que os gonóstilos e com lobo mesobasal curto ......L. bilobata
22'. Gonocoxitos aproximadamente com o mesmo comprimento que os gonóstilos e com lobo mesobasal bem desenvolvido .............................................................L. parinarii

Chave para segregação das pupas das espécies de Lopesia

1. Chifre antenal desenvolvido (Figura 47) ....................................................2

 



 

1'. Chifre antenal reduzido (Figura 48) ........................................................11
2. Cerda apical conspícua ..........................................................................3
2'. Cerda apical inconspícua ............................................................L. aldinae
3. Cerda apical muito longa (0,12-0,13 mm) .......................................L. linearis
3'. Cerda apical de curta a longa (0,042-0,08mm) ...........................................4
4. Espinhos dorsais abdominais ausentes .......................................................5
4'. Espinhos dorsais abdominais presentes .....................................................6
5. Espinhos cefálicos laterais presentes (Figura 29) .......................L. maricaensis
5'. Espinhos cefálicos laterais ausentes ...............................................L. similis
6. Espinhos dorsais abdominais simples (sem dentes) (Figura 49) ............L. spinosa
6'. Espinhos dorsais abdominais complexos (com um dente ou mais) (Figura 50) ....7
7. Espinhos dorsais abdominais conectados (Figura 51) ...................L. tibouchinae
7'. Espinhos dorsais abdominais separados (Figura 52) .....................................8
8. Espiráculo protorácico quase reto (Figura 53) ..................................L. grandis
8'. Espiráculo protorácico curvo (Figura 54) ...................................................9
9. Espiráculo protorácico fortemente esclerotizado ............................L. caulinaris
9'. Espiráculo protorácico fracamente esclerotizado .......................................10
10. Chifre antenal bífido (Figura 55), segmento terminal bilobado (na pupa feminina) .............................................................................................L. brasiliensis
10'. Chifre antenal simples (Figura 56), segmento terminal arredondado (na pupa feminina) .................................................................................L. conspicua
11. Em Acacia tortili (Fabaceae) ......................................................L. armata
11'. Em outras espécies de planta ..............................................................12
12. Chifre antenal bífido ................................................................L. parinarii
12'. Chifre antenal simples ........................................................................13
13. Espinhos cefálicos laterais presentes .....................................................14
13'. Espinhos cefálicos laterais ausentes .....................................................15
14. Em galhas glabras ..................................................................L. mimosae
14'. Em galhas pilosas ........................................................L. pernambucensis
15. Cerda apical curta (0,042-0,053 mm) ....................................................16
15'. Cerda apical média a longa (0,06-0,13 mm) ............................................19
16. Em Melaleuca lanceolata (Myrtaceae) ........................................L. quadrata
16'. Em outras espécies de planta ..............................................................17
17. Em Licania michauxxi (Chrysobalanaceae) .....................................L. licaniae
17'. Em outras espécies de planta ..............................................................18
18. Em Guapira sp. (Nyctaginaceae) ................................................L. bilobata
18'. Em Acacia nilotica (Fabaceae) ..................................................L. niloticae
19. Espiráculo protorácico quase reto ...............................................L. simplex
19'. Espiráculo protorácico curvo ...............................................................20
20. Espinhos dorsais abdominais ausentes .......................................L. singularis
20'. Espinhos dorsais abdominais presentes ..................................................21
21. Espinhos dorsais do segmento 2 ausentes ................................L. marginalis
21. Espinhos dorsais do segmento 2 presentes .............................................22
22. Espiráculo protorácico fortemente esclerotizado ........................L. erythroxyli
22'. Espiráculo protorácico fracamente esclerotizado ...........................L. elliptica

Chave para segregação das larvas de Lopesia

(larvas de L. parinarii, L. pernambucensis, L. spinosa e L.tibouchinae desconhecidas)

1. Espátula protorácica presente ............................................................................2
1'. Espátula protorácica ausente ...........................................................................16
2. Espátula com um único dente apical (Figura 57) .........................................L. aldinae

 




 

2'. Espátula com mais de um dente apical .................................................................3
3. Espátula com 2 dentes apicais (Figura 16) ............................................................4
3'. Espátula com 4 dentes apicais (Figura 58) ................................................L. grandis
4. Extremidade posterior da larva com reentrância acentuada (Figura 59) ..........L. bilobata
4'. Extremidade posterior da larva com reentrância superficial ou ausente (Figura 17) .......5
5. Papilas terminais desiguais em comprimento (Figura 17) ...........................................6
5'. Papilas terminais similares em comprimento (Figura 60) ...........................................7
6. Dentes da espátula protorácica pouco afastados entre si (Figura 16) ........L. erythroxyli
6'. Dentes da espátula protorácica mais afastados entre si (Figura 61) ..............L. licaniae
7. Espátula com extremidade posterior afilada (Figura 62) ............................L. marginalis
7'. Espátula com extremidade posterior dilatada (em forma de âncora) (Figura 63) ...........8
8. Espátula protorácica com dentes apicais intimamente aproximados e sem processo lateral (Figura 63) .............................................................................................L. elliptica
8'. Espátula protorácica com dentes mais afastados entre si e com processo lateral (Figura 64) ...................................................................................................................9
9. Dentes da espátula protorácica arredondados no ápice (Figura 64) .................L. linearis
9'. Dentes da espátula protorácica agudos no ápice (Figura 65) ..................................10
10. Segmento terminal com dois lobos laterais na extremidade posterior (Figura 34) ........11
10'. Segmento terminal sem lobos na extremidade posterior (Figura 66) ........................13
11. Espátula larga e longa, com dentes apicais mais afastados entre si (Figura 65) .....................................................................................................L. caulinaris
11'. Espátula delgada e curta, com dentes apicais mais aproximados entre si (Figura 33) ..................................................................................................................12
12. Em galha pilosa de Melastomataceae ..................................................L. brasiliensis
12'. Em galha nua de Burseraceae .........................................................L. maricaensis
13. Segmento terminal com um par de papilas terminais na região mediana e três pares situados mais lateralmente (Figura 67) .....................................................L. conspicua
13'. Segmento terminal com quatro pares de papilas terminais situados lateralmente (Figura 66) ..................................................................................................................14
14. Em Mimosa tenuiflora (Mimosaceae) .....................................................L. mimosae
14'. Em Fabaceae ...............................................................................................15
15. Em Protium heptaphylum (Burseraceae) ....................................................L. similis
15'. Em Protium icicariba (Burseraceae) ........................................................L. simplex
16. Segmento terminal com extremidade posterior arredondado (Figura 68) .....................................................................................................L. singularis
16'. Segmento terminal com extremidade posterior com reentrância (Figura 69) .............17
17. Segmento terminal com papilas terminais desiguais em comprimento (Figura 69) ......................................................................................................L. niloticae
17'. Segmento terminal com papilas terminais similares em comprimento (Figura 70) ..................................................................................................................18
18. Em Acacia tortilis (Fabaceae) ................................................................L. armata
18'. Em Melaleuca lanceolata (Myrtaceae) ...................................................L. quadrata

 

Agradecimentos

À Dra. Maria Antonieta Pereira de Azevedo, Estéfano G. Alves e Jussara C. Oliveira (Museu Nacional, UFRJ) pelo auxílio na coleta das galhas e ao CNPq pelo suporte financeiro (Proc. 301197/2007-5).

 

Referências

FERNANDES, S.P.C. & MAIA, V.C. Gall midges (Diptera, Cecidomyiidae) associated with Aldina heterophylla Spr. ex Benth. (Fabaceae) from Brazil. Biota Neotropica. (no prelo)        [ Links ]

GAGNÉ, R.J. & MAROHASY, J. 1993. The gall midges (Diptera: Cecidomyiidae) of Acacia spp. (Mimosaceae) in Kenya. Insecta Mundi. 7(1-2):77-124.         [ Links ]

GAGNÉ, R.J. 1994. The gall midges of the Neotropical region. Cornell University Press, Ithaca, 352 p.         [ Links ]

GAGNÉ, R.J. 2004. A Catalog of the Cecidomyiidae (Diptera) of the world. Entomological Society of Washington, Washington, 408 p. (Memoirs n. 25)        [ Links ]

MAIA, V.C. 2001. The gall midges (Diptera, Cecidomyiidae) from three restingas of Rio de Janeiro State, Brazil. RBZ. 18(2):305-656.         [ Links ]

MAIA, V.C. 2004. A new genus and six new species of gall midges (Diptera, Cecidomyiidae) from Serra de São José (Minas Gerais State, Brazil). AMN. 62(1):69-82.         [ Links ]

OLIVEIRA, J.C. & MAIA, V.C. 2005. Ocorrência e caracterização de galhas de insetos na Restinga de Grumari (Rio de Janeiro, RJ, Brasil). AMN. 63(4):669-675.         [ Links ]

 

 

Recebido em 27/10/09
Versão reformulada recebida em 28/01/10
Publicado em 8/02/10

 

 

* Autor para correspondência: Alene Ramos Rodrigues, e-mail: alenerodrigues@yahoo.com.br