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Biota Neotropica

versão On-line ISSN 1676-0611

Biota Neotrop. vol.10 no.3 Campinas jul./set. 2010

http://dx.doi.org/10.1590/S1676-06032010000300035 

INVENTÁRIOS

 

Diatomáceas perifíticas da represa Itaqui, São José dos Pinhais, Paraná: Fragilariales, Eunotiales, Achnanthales e Gomphonema Ehrenberg

 

Periphytic diatoms from Itaqui reservoir, São José dos Pinhais, Paraná: Fragilariales, Eunotiales, Achnanthales and Gomphonema Ehrenberg

 

 

Denise Matias de FariaI, II, *; Priscila Izabel TremarinI, III; Thelma Alvim Veiga LudwigI

IDepartamento de Botânica, Setor de Ciências Biológicas, Universidade Federal do Paraná - UFPR, CP 19031, CEP 81531-990, Curitiba, PR, Brasil
IIPrograma de Pós-graduação em Botânica, Universidade Federal do Paraná - UFPR
IIIPrograma de Pós-graduação em Botânica, Departamento de Botânica, Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS, Av. Bento Gonçalves, 9500, prédio 43433, CEP 91501-970, Porto Alegre, RS, Brasil

 

 


RESUMO

Realizou-se o levantamento florístico das espécies de diatomáceas perifíticas incluídas em Fragilariales, Eunotiales, Achnanthales e Gomphonema Ehrenberg, em uma represa do Rio Itaqui, localizada no município de São José dos Pinhais, PR. Lâminas de vidro foram utilizadas como substrato, as quais permaneceram submersas durante 30 dias no ambiente. Quatro coletas trimestrais, de maio de 2008 a fevereiro de 2009, foram realizadas para análise qualitativa. Amostras foram coletadas para estimar o estado trófico da represa, a qual foi classificada como hipereutrófica. Determinaram-se 49 táxons, sendo 44 em nível infragenérico. Doze novos registros foram adicionados à diatomoflórula paranaense: Fragilaria socia, Eunotia rabenhorstiana var. elongata, E. soleirolii, E. ventricosa var. brevis, Gomphonema parvulum f. saprophilum, G. pumilum, Achnanthes minuscula, Nupela wellneri, Planothidium frequentissimum, Ulnaria sp., Eunotia sp.2 e Gomphonema sp.2. Os táxons determinados em nível genérico, Ulnaria sp., Eunotia sp.1, Eunotia sp.2, Gomphonema sp.1 e Gomphonema sp.2 devem ser alvo de estudos posteriores, pois nenhuma forma semelhante foi registrada na literatura consultada.

Palavras-chave: perifíton, diatomoflórula, substrato artificial, taxonomia.


ABSTRACT

Periphytic diatoms from Fragilariales, Eunotiales, Achnanthales and Gomphonema Ehrenberg taxa were studied from a reservoir of the Itaqui River, in São José dos Pinhais, PR. Glass slides were used as artificial substrate that was collected after 30 days of incubation. Sampling occurred quarterly from March 2008 to February 2009 for qualitative analysis. Samples were collected to estimate the trophic state of the reservoir, which was classified as hypereutrophic. Forty-nine taxa were identified, being 44 at infrageneric level. Twelve species were first recorded in the State of Paraná: Fragilaria socia, Eunotia rabenhorstiana var. elongata, E. soleirolii, E. ventricosa var. brevis, Gomphonema parvulum f. saprophilum, G. pumilum, Achnanthes minuscula, Nupela wellneri, Planothidium frequentissimum, Ulnaria sp., Eunotia sp.2 and Gomphonema sp.2. Ulnaria sp., Eunotia sp.1, Eunotia sp.2, Gomphonema sp.1 and Gomphonema sp.2, must be so far investigated because no similar form was catalogued on literature.

Keywords: periphyton, diatom flora, artificial substrate, taxonomy.


 

 

Introdução

Diatomáceas são encontradas em abundância no perifíton (Round et al. 1990). Representantes das ordens Fragilariales, Eunotiales e do gênero Gomphonema possuem estratégias vantajosas na ocupação de substratos submersos e são eficientes colonizadores destas superfícies (Panitz 1980). Frequentemente é documentada a formação de almofadas de mucilagem por espécies de Eunotia Ehrenberg (Patrick & Reimer 1966, Round et al. 1990) e de pedúnculos de mucilagem por indivíduos do gênero Gomphonema Ehrenberg, e a fixação pela rafe por representantes de Achnanthes Bory, Cocconeis Ehrenberg e Achnanthidium Kützing (Round et al. 1990). Baseados neste fato, a utilização da comunidade diatomológica como indicadora de distúrbios ambientais vêm crescendo mundialmente (Wetzel 1993, Stevenson 1997, Stoermer & Smol 1999). Entretanto, pouco se conhece sobre a tolerância de espécies de diatomáceas em sistemas subtropicais, principalmente nos hipereutróficos.

No Estado do Paraná, poucos estudos sobre diatomáceas perifíticas em ambientes lênticos foram realizados. Trabalhos mais recentes são os de Ludwig et al. (2005), que identificaram diatomáceas planctônicas e perifíticas dos lagos do Jardim Botânico, em Curitiba, e o de Cetto et al. (2004), com uma abordagem taxonômica e ecológica sobre algas perifíticas do reservatório do Iraí. Trabalhos anteriores, com cunho florístico, foram desenvolvidos por Fürstenberger & Valente-Moreira (2000a, b), Tavares & Valente-Moreira (2000), Ludwig & Valente-Moreira (1990), Shirata & Valente-Moreira (1989), Moreira-Filho et al. (1976). Salientam-se ainda, estudos realizados em ambientes lóticos (Contin 1990, Ludwig & Flôres 1995, 1997, Brassac et al. 1999, Leandrini et al. 2002, Brassac & Ludwig 2003, 2006, Ferrari & Ludwig 2007, Tremarin et al. 2008a, b, 2009) e as informações relevantes sobre a flora perifítica paranaense em teses e dissertações com dados não publicados.

Portanto, realizou-se um estudo taxonômico pioneiro no Paraná, ao utilizar lâminas de vidro como substrato para colonização de diatomáceas, visando o conhecimento da diatomoflórula de um ambiente fortemente eutrofizado.

 

Material e Métodos

A bacia hidrográfica do Rio Itaqui abrange os municípios de Piraquara e São José dos Pinhais, drenando uma área de 39,80 km2 e se estendendo no sentido Sudeste da cidade de Curitiba, PR. A represa do Itaqui localiza-se em São José dos Pinhais, Paraná (25° 29' 49,9" S e 49° 07' 44,3" O), apresenta em média de 13 a 20 ha e é utilizada para pesca e recreação. O aporte elevado de despejos industriais e domésticos da região, além daqueles oriundos de propriedades particulares destinadas ao lazer e à agricultura do entorno (Companhia de Saneamento do Estado do Paraná, SANEPAR 2006 - dados não publicados) refletem a condição de eutrofização do local.

Para estimar o estado trófico da represa, utilizou-se o Índice do Estado Trófico (IET) modificado por Lamparelli (2004), que considerou concentrações de fósforo total e clorofila-a separadamente. Amostras pontuais de água foram coletadas na represa em novembro de 2008 e fevereiro de 2009 para um diagnóstico destas variáveis nos dias de coleta. Amostras de água foram coletadas em frascos e filtradas em filtro de fibra de vidro 47 mm de diâmetro para extração da clorofila-a com acetona alcalina 90%. A clorofila-a foi estimada por espectrofotometria e sua concentração calculada pela expressão de Jeffrey & Humphrey (1975). A determinação do fósforo total (AMERICAN... 1995) foi realizada pelo Laboratório de Pesquisas Hidrogeológicas (LPH) da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Para o estudo florístico, coletas trimestrais foram realizadas entre maio/08 e fevereiro/09, de modo a caracterizar uma coleta sazonal. Lâminas de vidro foram depositadas em suportes de madeira, permanecendo submersas por 30 dias a uma profundidade de cerca de 40 cm, nas proximidades da margem, região litorânea do reservatório. As amostras foram extraídas pela raspagem do biofilme que se desenvolveu sobre os substratos de vidro (n = 10), sendo então fixadas em solução Transeau (Lobo & Buselato-Toniolli 1985, Panitz 1980, Ho 1979). O material removido foi lavado e oxidado com permanganato de potássio (KMnO4) e ácido clorídrico (HCl) segundo a técnica descrita por Simonsen (1974) e modificada por Moreira-Filho & Valente-Moreira (1981). Para a confecção das lâminas permanentes utilizou-se Nafrax® (I.R. = 1,74) como meio de inclusão. As amostras analisadas foram depositadas no Herbário da Universidade Federal do Paraná (UPCB) (Tabela 1).

 

 

O sistema de classificação taxonômica seguiu principalmente Round et al. (1990) e a determinação baseou-se em Hustedt (1930), Patrick & Reimer (1966, 1975), Krammer & Lange-Bertalot (1986, 1988, 1991a, b), Metzeltin & Lange-Bertalot (1998, 2007), Rumrich et al. (2000), Metzeltin et al. (2005) entre outros. A terminologia utilizada nas descrições das frústulas seguiu Barber & Haworth (1981) e Round et al. (1990). Dados morfométricos, merísticos e ecológicos dos táxons determinados foram disponibilizados na Tabela 2. Para registro fotográfico das diatomáceas, as imagens foram obtidas através de microscópio fotônico binocular Olympus BX40 com câmera de captura de imagem DP71 acoplada. Para os táxons registrados pela primeira vez para o Estado do Paraná e para os determinados em nível genérico, providenciaram-se descrições e comentários. Táxons que apresentaram problemática taxonômica foram abordados em comentários taxonômicos.

 

Resultados e Discussão

Os valores calculados para IET demonstraram os elevados índices tróficos da represa Itaqui em novembro de 2008 e fevereiro de 2009, permitindo classificá-la como ambiente hipereutrófico (Tabela 3).

Baseando-se na análise qualitativa das amostras, foram determinados 49 táxons, sendo 44 em nível infragenérico e cinco em nível gênero (Tabela 2). Doze novos registros foram adicionados à diatomoflórula paranaense: Fragilaria socia (Wallace) Lange-Bertalot, Eunotia rabenhorstiana var. elongata (Patrick) Metzeltin & Lange-Bertalot, Eunotia soleirolii (Kutzing) Rabenhorst, Eunotia ventricosa var. brevis (Patrick) Metzeltin & Lange-Bertalot, Gomphonema parvulum f. saprophilum Lange-Bertalot & Reichardt, Gomphonema pumilum (Grunow) Reichardt & Lange-Bertalot, Achnanthes minuscula Hustedt, Nupela wellneri (Lange-Bertalot) Lange-Bertalot e Planothidium frequentissimum (Lange-Bertalot) Lange-Bertalot. Ulnaria sp., Eunotia sp2 e Gomphonema sp2, com identidade ainda desconhecida após vasta literatura consultada, também constaram como novos registros para o Estado do Paraná.

FRAGILARIOPHYCEAE

FAMÍLIA FRAGILARIACEAE

Fragilaria socia (Wallace) Lange-Bertalot, Nova Hedwigia 33: 723-787, 1980.

Basiônimo: Synedra socia Wallace, Not. Nat., p.1, pl., fig. 1A-E, 1955 (Figura 8).

Valvas lineares a linear-lanceoladas, intumescidas bilateralmente. Extremidades rostradas a subcapitadas. Área central bilateralmente expandida até as margens. Estrias paralelas entre si, intercaladas com as da margem oposta. Compr.: 19 µm; larg.: 3,2 µm; 18 estrias em 10 µm.

Comentário: este táxon concorda com Patrick & Reimer (1966) quanto às extremidades rostradas, presença de duas contrições na valva além de concordar quanto à variação métrica. Material semelhante foi registrado como Fragilaria capucina var. fragilarioides Grunow por Ludwig & Flôres (1997), contudo essa variedade apresenta extremidades capitadas, constrição não tão proeminente na região mediana da valva, medidas mais amplas e menor número de estrias (compr.: 24,4-66,4 µm, larg.: 3,4-4,92 µm, 9-14 estrias 10 µm).

Registro para o Estado do Paraná: primeira citação.

Ulnaria sp. (Figura 16)

Valvas lineares com margens paralelas, levemente côncavas. Área central retangular alcançando as margens. Valvas próximas as extremidades pouco mais largas que a área central formando ápices atenuado-rostrados. Estrias paralelas, convergindo com a da margem oposta. Compr.: 140 µm; larg.: 10 µm; 10 estrias em 10 µm.

Comentário: o material encontrado assemelha-se a S. ulna var. contracta Østrup sensu Patrick & Reimer (1966) quanto ao contorno valvar, morfologia da área central e dos ápices, apresentando dimensões pouco maiores que as registradas pelos autores (compr.: 100-120 µm, larg.:7-8 µm). Porém, difere dos exemplares apresentados por Morales & Vis (2007), no estudo em que transferem esta espécie para o gênero Ulnaria (Kützing) Compère. Ulnaria contracta (Østrup) Morales & Vis apresenta contorno valvar que se estreita em direção às extremidades e a concavidade é evidente na região mediana da valva.

Registro para o Estado do Paraná: primeira citação.

BACILLARIOPHYCEAE

FAMÍLIA EUNOTIACEAE

Eunotia rabenhorstiana var. elongata (Patrick) Metzeltin & Lange-Bertalot, Iconogr. Diatomol. 5: 76, pl.64, fig. 1-13, pl.65, fig. 17-19, 1998.

Basiônimo: Desmogonium rabenhorstianum var. elongatum Patrick, Not. Nat., p.3, fig. 1-3, 1940 (Figura 41).

Valvas lineares levemente intumescidas na região mediana, extremidades arredondadas. Nódulo terminal delicado, na extremidade. Estrias equidistantes, paralelas. Aréolas inconspícuas. Compr.: 116-145 µm; larg.: 6-8 µm; 14 estrias em 10 µm.

Comentário: diferencia-se da variedade típica, que apresenta valvas maiores, mais largas e com ápices arredondados (compr.: 140-240 µm, larg.: 7-9 µm, 16-19 estrias em 10 µm) (Patrick & Reimer 1966). Apesar de a população analisada ter apresentado alguns indivíduos com comprimento pouco menor que o citado na literatura, optou-se por enquadrá-los na var. elongata por terem o mesmo contorno valvar e extremidades.

Registro para o Estado do Paraná: primeira citação.

Eunotia soleirolii (Kützing) Rabenhorst, Fl. Europ. Alg., p.74, 1864.

Basiônimo: Himantidium soleirolii Kützing, Bacill., p. 39, pl. 16, fig. 9, 1844 (Figura 30).

Valvas lineares, arqueadas. Margem dorsal convexa e margem ventral reta a levemente côncava. Extremidades não muito diferenciadas do corpo valvar, levemente arredondadas. Nódulos terminais nas extremidades, distintos. Estrias paralelas, mais próximas entre si em direção às extremidades. Aréolas inconspícuas. Compr.: 17 µm; larg. 5 µm; 15 estrias em 10 µm.

Comentário: segundo Patrick & Reimer (1966), E. soleirolii apresenta como característica distintiva a presença de septo, idêntico ao observado no material paranaense analisado. Este táxon concorda morfologicamente com os exemplares propostos por Krammer & Lange Bertalot (1991a), principalmente com a Figura 5, prancha 142.

Registro para o Estado do Paraná: primeira citação.

Eunotia ventricosa var. brevis (Patrick) Metzeltin & Lange-Bertalot, Iconogr. Diatomol. 5: 86, pl. 28, fig. 1-13, pl. 27, fig.3, pl. 32, fig.6, 1998.

Basiônimo: Eunotia brevis Patrick, Not. Nat. 59: 4, fig. 8, 1940 (Figura 36).

Valvas com margem dorsal convexa e margem ventral côncava, formando duas ondulações (corcovas). Concavidade entre as corcovas não muito acentuada. Extremidades apiculadas. Nódulos terminais nas extremidades. Estrias paralelas a radiadas nos ápices. Aréolas conspícuas. Compr.: 25-26 µm; larg.: 7,5 µm; 16-17 estrias em 10 µm; 26 aréolas em 10 µm.

Comentário: os exemplares encontrados apresentaram maior densidade de estrias do que descrito para a espécie por Patrick (1940) (11-15 estrias em 10 µm). Entretanto, concorda com as demais descrições propostas para este táxon (Patrick 1940).

Registro para o Estado do Paraná: primeira citação.

Eunotia sp. 1 (Figuras 37,38)

Valvas com margem dorsal levemente convexa apresentando sutil concavidade na região mediana da valva; margem ventral reta. Extremidades levemente truncadas. Nódulos terminais distintos, afastados das extremidades. Estrias paralelas, tornando-se próximas entre si nas extremidades. Compr.: 38-57 µm; larg.: 3,5-5 µm; 13 estrias em 10 µm na porção mediana da valva e 16 estrias em 10 µm nas extremidades.

Comentário: assemelha-se a Eunotia pectinalis (Kutzing) Rabenhorst sensu Hustedt (1930), Patrick & Reimer (1966) e Cleve-Euler (1953). Porém, o material tipo apresenta extremidades evidentemente truncadas, margem ventral reta a levemente côncava com intumescência mediana, margem dorsal convexa podendo apresentar ondulações (Tuji & Williams 2005). Com base nisso, optou-se por manter esta espécie como Eunotia sp.1. Exemplares similares foram encontrados por Metzeltin & Lange-Bertalot (1998) citando-os como Eunotia sp., não realizando a proposição da nova espécie.

Registros para o Estado do Paraná: citado como Eunotia sp. por Tremarin et al. (2008a) no litoral Paranaense e como E. sudetica por Ludwig & Flôres (1995) em Manguerinha, Palmas e Pinhão, e Tavares & Valente-Moreira (2000) em Cascavel.

Eunotia sp. 2 (Figuras 39, 40)

Valvas com margem dorsal fortemente convexa, margem ventral reta podendo apresentar irregularidades ou intumescência. Valvas ligeiramente heteropolares, extremidades atenuado-arredondada a atenuadas, pouco diferenciadas do corpo valvar, sutilmente voltadas para a margem ventral. Nódulos terminais mais afastados das extremidades, ventrais. Estrias transapicais delicadas, paralelas a radiadas nas extremidades. Presença de estrias irregularmente encurtadas na região mediana da valva. Aréolas inconspícuas. Compr.: 20-24 µm; larg.: 5-6,4 µm; 12-15 estrias em 10 µm na porção mediana da valva e 18 estrias em 10 µm nas extremidades.

Comentário: não foi encontrado nenhum registro na literatura semelhante aos exemplares deste estudo. O material examinado apresenta semelhança com E. siolii Hustedt e E. parasiolli Metzeltin & Lange-Bertalot (1998), em relação às estrias afastadas na região mediana tornando-se mais densas nas extremidades e aos ápices levemente voltados para a margem ventral. Porém, ambas as espécies apresentam estriação menos densa (5-10 e 6,5-11 em 10 µm, respectivamente).

Registro para o Estado do Paraná: primeira citação.

FAMÍLIA GOMPHONEMATACEAE

Gomphonema Ehrenberg

Gomphonema parvulum f. saprophilum Lange-Bertalot & Reichardt in Lange-Bertalot, Biblioth. Diatomol. 27(2/4): 69-70, 1993, Bacill. 2/4, pl.76, figs 8-13, pl.77, figs 5-9, 1991 (Figura 57-58).

Valvas lanceoladas a obovadas. Ápices e bases sub-rostradas. Esterno da rafe linear, estreito. Área central unilateral irregular, delimitada pelo encurtamento de uma estria mediana. Presença de estigma. Rafe reta, extremidades expandidas em poro, levemente fletidas para o lado do estigma. Estrias paralelas a radiadas, mais espaçadas ente si na região mediana. Compr.: 10-13 µm; larg.: 6 µm;17-19 estrias em 10 µm.

Comentário: este táxon diferencia-se da variedade típica por apresentar contorno valvar acentuadamente mais largo (Krammer & Lange-Bertalot 1991b).

Registros para o Estado do Paraná: primeira citação.

Gomphonema pumilum (Grunow) Reichardt & Lange-Bertalot, Nova Hedwigia 53(3-4): 528, pl. 6, fig.4-11, 1991.

Basiônimo: Gomphonema intrincatum Kützing var. pumila Grunow in Van Heurck, Syn. Diat. Belg., pl.24, figs 35-36, 1880 (Figura 61).

Valvas claviformes, ápices arredondados e bases atenuadas. Esterno da rafe linear a lanceolado. Área central arredondada. Presença de estigma. Rafe filiforme, extremidades proximais dilatadas em poro, fletidas para o lado do estigma. Estrias paralelas a radiadas, aréolas inconspícuas. Compr.: 21 µm; larg.: 4-4,5 µm; 15-17 estrias em 10 µm.

Comentário: a identificação deste táxon baseou-se nos indivíduos ilustrados por Cleve-Euler (1955), onde há grande variação métrica, e no formato do esterno da rafe, de linear a lanceolado.

Registro para o Estado do Paraná: primeira citação.

Gomphonema sp.1 (Figuras 6263).

Valvas clavado-lanceoladas a rômbo-lanceoladas. Ápices atenuado-arredondados. Área central indistinta. Esterno da rafe amplamente lanceolado, delimitado pelo encurtamento regular das estrias. Ausência de estigma. Rafe sinuosa com extremidades proximais expandidas em poro, fletidas. Estrias paralelas a radiadas. Aréolas inconspícuas. Compr.: 18,5-29,5 µm; larg.: 4,5-5 µm; 12-15 estrias em 10 µm.

Comentário: este táxon é semelhante a G. brasiliensoides Metzeltin, Lange-Bertalot & García-Rodrigues quanto ao contorno valvar e formato dos ápices, porém faz-se necessária observação da valva em microscopia eletrônica para confirmar a determinação da espécie, uma vez que apresenta estrias bisseriadas com aréolas lineares (Metzeltin et al. 2005).

Registro para o Estado do Paraná: citado como Gomphonema sp.4 para o Rio Maurício, Paraná por Tremarin et al. (2009).

Gomphonema sp.2 (Figura 64, 65)

Valvas lanceoladas. Ápices e bases arredondados. Esterno da rafe levemente lanceolado. Área central unilateral delimitada pelo encurtamento de uma estria mediana. Presença de estigma. Rafe sinuosa, extremidades proximais expandida em poro e fletidas para o lado do estigma. Estrias paralelas a radiadas. Aréolas inconspícuas. Compr.: 30-60,6 µm; larg.: 8-10,5 µm; 14 estrias em 10 µm.

Comentário: apenas dois exemplares foram encontrados, o que dificultou a identificação deste táxon. Assemelha-se a G. stonei Reichardt quanto às extremidades, contorno valvar e medidas, diferindo por este apresentar areolação mais grosseira (21-24 aréolas em 10 µm) (Reichardt 1999). Também foi constatada semelhança com G. affine Kützing em relação ao formato da valva, porém esta espécie apresenta contorno valvar levemente mais rombo-lanceolado e areolação conspícua (18-23 aréolas em 10 µm) (Reichardt 1999).

Registro para o Estado do Paraná: primeira citação.

FAMÍLIA ACHNANTHACEAE

Achnanthes Bory

Achnanthes minuscula Hustedt, Arch. Hydrobiol. 40(4): 907, pl. 29, figs 8-12, 1945 (Figura 72).

Valvas linear-elípticas. Extremidades rostradas. Área central retangular, delimitada pelo encurtamento das estrias medianas. Esterno da rafe linear, estreito. Rafe reta. Estrias radiadas para o centro da valva. Aréolas inconspícuas. Compr.: 7-8 µm; larg.: 3,8 µm; 18-19 estrias em 10 µm. Valva sem rafe não observada.

Registro para o Estado do Paraná: primeira citação.

FAMÍLIA ACHNANTHIDIACEAE

Nupela Vyverman & Compère

Nupela wellneri (Lange-Bertalot) Lange-Bertalot, Iconogr. Diatomol. 9: 196, pl. 35, figs 1-4, 2000.

Basiônimo: Navicula wellneri Lange-Bertalot, Biblioth. Diatomol. 15: 123-124, pl. 40, figs 28-31, 1987 (Figuras 7576).

Valvas lanceoladas, extremidades capitadas ou subcapitadas. Área central larga, rombóide. Extremidades proximais da rafe ligeiramente afastadas entre si. Estrias inconspícuas. Compr.: 13,7-17,6 µm; larg.: 4-4,3 µm.

Comentário: este táxon diferencia-se de N. paludigena (Scherer) Lange-Bertalot por apresentar área central mais reduzida e ramos da rafe mais alongados e próximos entre si do que N. wellneri (Siver et al. 2007). Diferencia-se também de N. giluwensis Vyverman & Compère pelas valvas mais estreitas, ápices capitados e ramos da rafe alongados (Vyverman & Compère 1991).

Registro para o Estado do Paraná: primeira citação.

Planothidium Round & Bukhtiyarova

Planothidium frequentissimum (Lange-Bertalot) Lange-Bertalot, Iconogr. Diatomol. 6: 282, 1998.

Basiônimo: Achnanthes lanceolata ssp. frequentissima Lange-Bertalot, Biblioth. Diatomol. 27(2/1-4): 4, 1993, Bacill. 2/4, pl. 44, figs. 1-3, 15-233; pl. 45, fig. 18, 1991 (Figura 77).

Valvas elípticas, extremidades amplamente arredondadas. Área central da valva sem rafe apresentando estrutura característica em forma de ferradura. Esterno linear, estreito. Estrias paralelas a levemente radiadas nas extremidades. Compr.: 7,2 µm; larg.: 3,4 µm; 22 estrias em 10 µm. Valva com rafe não observada.

Registro para o Estado do Paraná: primeira citação.

1. Comentários taxonômicos

Atualmente existem inúmeros problemas taxonômicos e nomenclaturais envolvendo os gêneros Fragilaria Lyngbye e Synedra Ehrenberg. Alguns destes conflitos advêm da necessidade de estudo dos materiais tipo pela dificuldade de circunscrição das espécies e variedades, outros da sinonimização realizada por Lange-Bertalot (1980) de Synedra rumpens Kützing e seus táxons infra-específicos com Fragilaria capucina Desmazières. Especificamente, a nova combinação Fragilaria parva (Grunow) Tuji & Williams baseou-se na observação do lectotipo de Synedra familiaris f. parva Grunow por Tuji & Williams (2008). Os autores afirmaram que este material corresponde ao identificado por Patrick & Reimer (1966) como Synedra rumpens var. familiaris (Kützing) Hustedt e que as ilustrações apresentadas por Kützing (1844) carecem de detalhes para designar um táxon que corresponda exatamente à S. familiaris. Material similar ao encontrado na represa Itaqui foi registrado como Synedra rumpens var. familiaris por Cecy (1986), Lozovei & Shirata (1990) e Contin (1990) para a região de Curitiba, Paraná. Ludwig & Flôres (1997) e Landucci & Ludwig (2005) também registraram exemplares semelhantes como F. capucina var. gracilis, entretanto Tuji (2007) constatou que F. capucina var. gracilis não possui formas constritas na região mediana ao analisar o material tipo.

Os exemplares de Eunotia pseudosudetica Metzeltin, Lange-Bertalot & García-Rodriguez foram semelhantes às formas menores registradas por Metzeltin et al. (2005) para material do Uruguai, Chile, Brasil e Guiana, concordando com a variação métrica citada pelos autores. Alguns indivíduos de Eunotia faba (Ehrenberg) Grunow apresentaram dimensões pouco maiores do que as descritas por Hustedt (1930), e por Krammer & Lange-Bertalot (1991a), que descrevem de 26-60 µm e 16-60 µm de comprimento, respectivamente. Ambos registraram intervalo entre 13-15 estrias em 10 µm. As demais características da valva enquadraram-se na circunscrição da espécie.

Alguns táxons determinados já foram citados anteriormente para o Estado do Paraná com outras denominações. Eunotia bilunaris var. linearis já foi registrada como E. bilunaris (Ehrenberg) Mills em Curitiba por Ludwig & Flôres (1995) e Eunotia tridentula como E. pyramidata Hustedt em Curitiba (Contin 1990, Ludwig et al. 2005), Manguerinha, Palmas e Pinhão (Ludwig & Flores 1995) e litoral Paranaense (Tremarin et al. 2008a).

As valvas de Desmogonium transfugum (Metzeltin & Lange-Bertalot) Metzeltin & Lange-Bertalot apresentaram medidas maiores (10 µm de largura na porção mediana da valva e 10,5 µm nos ápices) do que as registradas para este táxon por Metzeltin & Lange-Bertalot (1998) (entre 6-8 µm de largura na porção mediana da valva e 7-8 µm nos ápices). Porém, o exemplar apresentou o contorno valvar e o formato cuneado das extremidades característicos deste táxon, diferindo da espécie próxima D. ossiculum Metzeltin & Lange-Bertalot por este apresentar extremidades triangulares bem demarcadas (Metzeltin & Lange-Bertalot 2007).

Os exemplares de Gomphonema cf. intrincatum var. vibrio (Ehrenberg) Cleve encontrados diferem dos apresentados por Cleve-Euler (1953) e Hustedt (1930) que apresentam ápices mais amplos e arredondados. Assemelham-se a Gomphonema cf. intrincatum var. vibrio morfotipo 1 identificado por Morales (2002), com comprimento de até 100 µm e extremidades agudas e arredondadas. Neste estudo, o autor propõe três morfotipos e sugere estudos para avaliar a verdadeira relação entre os mesmos. Material semelhante foi encontrado e citado como Gomphonema sp.5 por Tremarin et al. (2009) quando analisaram amostras perifíticas do Rio Maurício, Paraná.

Gomphonema sphaerophorum Ehrenberg distingue-se de G. augur Ehrenberg que apresenta ápices rostrados e as bases atenuado-arredondadas (Metzeltin & Lange-Bertalot 1998, Krammer & Lange-Bertalot 1986, Patrick & Reimer 1975). Gomphonema apicatum Ehrenberg (Figuras 44, 45) foi determinado baseando-se na população do Uruguai estudada por Metzeltin et al. (2005) e em exemplares apresentados por Cleve-Euler (1955, fig.1266), estes com ápices mais apiculados. Gomphonema lagenula, comum nas águas paranaenses, era citado até então como G. parvulum var. lagenula e como morfotipo integrante das populações de G. parvulum.

 

Agradecimentos

À Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), pela concessão de bolsa de mestrado à Denise Matias de Faria e de doutorado à Priscila Tremarin. Ao CNPq pelo auxílio financeiro (MCT/CNPq/CT-Hidro) e pela bolsa de produtividade científica à Dra. Thelma Ludwig.

 

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Recebido em 29/03/2010
Versão reformulada recebida em 23/08/2010
Publicado em 24/09/2010

 

 

* Autor para correspondência: Denise Matias de Faria, e-mail: denisemfaria@hotmail.com

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