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Biota Neotropica

On-line version ISSN 1676-0611

Biota Neotrop. vol.10 no.4 Campinas Oct./Dec. 2010

https://doi.org/10.1590/S1676-06032010000400030 

INVENTÁRIOS

 

Morcegos de Paraíso do Tobias, Miracema, Rio de Janeiro

 

Bats from Paraíso do Tobias, Northwest of Rio de Janeiro, Brazil

 

 

Carlos Eduardo Lustosa Esbérard*; Márcia Baptista; Luciana de Moraes Costa; Júlia Lins Luz; Elizabete Captivo Lourenço

Laboratório de Diversidade de Morcegos, Instituto de Biologia, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro - UFRRJ, CP 74507, CEP 23890-000, Seropédica, RJ, Brasil

 

 


RESUMO

O objetivo deste trabalho é apresentar a primeira listagem de morcegos de um fragmento na região Noroeste do Estado do Rio de Janeiro, no município de Miracema. Foram realizadas nove noites de capturas utilizando redes de neblina e buscas por abrigos para o registro dos morcegos. Um total de 678 capturas e recapturas de 29 espécies foi registrado. A espécie mais frequente foi Platyrrhinus lineatus, seguido por Carollia perspicillata e Desmodus rotundus. Várias espécies deste levantamento são dignas de nota, como Natalus stramineus, Micronycteris hirsuta e Lophostoma brasiliense, espécies raramente relatadas para o estado. Apesar do reduzido esforço de coleta, uma elevada riqueza foi alcançada, com mais de 90% das espécies esperadas para a região. Neste trabalho foi obtida uma riqueza considerável de Phyllostominae (duas espécies de carnívoros e quatro de catadores insetívoros). Nas regiões norte e noroeste do estado 32 espécies já foram registradas.

Palavras-chave: Chiroptera, diversidade, inventários, riqueza.


ABSTRACT

The objective of this work is to present the first listing of bats collected in a fragment in Paraíso do Tobias located in the municipality of Miracema, Northwest of the Rio de Janeiro State. Nine nights of samplings were performed with mist nets and complemented with roosts search. A total of 678 captures and recaptures of 29 species were recorded. Platyrrhinus lineatus was the most abundant species, followed by Carollia perspicillata and Desmodus rotundus. Several species recorded, such as Natalus stramineus, Micronycteris hirsuta, and Lophostoma brasiliense, are rare in the Rio de Janeiro State. Despite the reduced sampling effort, we obtained a high richness, with more than 90% of the expected species. We obtained a considerable number of Phyllostominae (two carnivores and four predominantly gleaners insectivorous). In the areas north and northwest 32 species are now recognized.

Keywords: Chiroptera, diversity, inventories, richness.


 

 

Introdução

Apesar do Rio de Janeiro ser um dos estados brasileiros melhor amostrados quanto à fauna de morcegos (Bergallo et al. 2003, Esbérard 2004a, Esbérard & Bergallo 2005, Peracchi & Nogueira 2008), muitas áreas e ambientes ainda carecem de informações (Esbérard & Bergallo 2005, Peracchi & Nogueira 2008), como as restingas, mangues e florestas estacionais semideciduais (Bergallo et al. 2009, Oprea et al. 2009). A maior parte dos levantamentos publicados foi realizada próximo à capital, pela facilidade de acesso, com ênfase às florestas ombrófilas densas em altitudes inferiores a 500 m (Esbérard & Bergallo 2005). Em médias (500 a 1.000 m) e altas (>1.000 m) altitudes pouco se conhece (Esbérard 2004a).

Para as regiões mais setentrionais do Estado do Rio de Janeiro somente Modesto et al. (2008a) apresentaram uma lista preliminar de mamíferos, incluindo morcegos, coletados em Santa Maria Madalena. Nesta região também são poucos os relatos sobre morcegos, destacando-se Esbérard et al. (1998) que, ao descrever aspectos da biologia de Lonchorhina aurita Tomes, 1863, utilizaram espécimes coletados em uma caverna situada em Cantagalo.

As florestas estacionais semideciduais caracterizam-se pela perda de folhas por até 50% dos indivíduos arbóreos do estrato superior na estação seca (Veloso et al. 1991). Essa formação florestal ocorria naturalmente em áreas sujeitas a um clima com duas estações definidas, uma chuvosa e outra seca (Ururahy et al. 1983 ). As florestas estacionais são compostas por quatro formações, conhecidas como aluvial, terras baixas, submontana e montana, de acordo com a altitude local (Veloso et al. 1991). A região noroeste fluminense está inserida na região fitoecológica da Floresta Estacional Semidecidual, que apresenta uma parcela muito pequena de sua área vegetada (10%) e essa vegetação encontra-se extremamente fragmentada, sendo que aproximadamente 50% dos remanescentes vegetais têm no máximo 100 ha (Fidalgo et al. 2009). A região não possui nenhuma unidade de conservação de proteção integral, e as poucas informações sobre mamíferos são ocasionais (Bergallo et al. 2009). Por isso, listagens da biodiversidade são de grande importância para essa região. Desta forma, o objetivo deste trabalho é apresentar a primeira listagem de morcegos de um fragmento florestal estacional semidecidual na região noroeste do estado no município de Miracema.

 

Material e Métodos

Paraíso do Tobias é um distrito do município de Miracema, no Vale do Paraíba do Sul, Estado do Rio de Janeiro. A vegetação original é de baixa e média altitude, com floresta estacional semidecidual (Ururahy et al. 1983). Atualmente essa vegetação se resume a pequenos fragmentos isolados (Fundação SOS Mata Atlântica 2008, Fidalgo et al. 2009), geralmente no topo dos morros, cercados por matriz composta principalmente por pastagens (Bergallo et al. 2009). O desmatamento nessa região foi realizado principalmente no fim do século XIX para transformar as áreas florestadas em plantações de café (Simonsen 1940, Bustamante 1971) e hoje, apenas cerca de 9% da floresta original é encontrada (Fundação SOS Mata Atlântica 2008). A área em questão é considerada como prioritária para conservação de relevância extremamente alta (Fundação SOS Mata Atlântica 2008).

Na atualidade muitas das grandes fazendas da região mostram-se improdutivas e algumas abandonadas. A Fazenda Prosperidade (Figura 1), localizada em Paraíso do Tobias, é uma das construções remanescentes do auge da produção cafeeira (Bustamante 1971). Atualmente está destinada a residência periódica dos proprietários e a criação de gado. Possui um pequeno fragmento de mata (menor que 100 ha), margeando parte do Ribeirão Bonito. Esse local foi escolhido para a realização do estudo após a Secretaria Estadual de Saúde ter informado a captura de várias espécies de morcegos não hematófagas no interior de construções.

Foram realizadas nove noites de coleta entre 1999 e 2002, sendo em uma noite amostrada uma gruta em propriedade vizinha à fazenda. Nas demais datas, as capturas foram realizadas junto à principal construção da Fazenda Prosperidade (21° 24' 16,20" S e 42° 04' 03,66" W, 629 m de altitude), no pomar e ao longo do Ribeirão Bonito. De 10 a 13 redes de 9 × 2,5 m foram usadas a cada noite, permanecendo abertas por toda a noite (total = 96 horas de trabalho longe de refúgios) totalizando 11.232 m2.h (Straube & Bianconni 2002). Para a avaliação de quão completo foi o inventário realizado utilizou-se o Estimador de Riqueza Chao 1 (Chao 1984), com o programa Species Prediction and Diversity Estimation software -SPADE (Chao & Shen 2009).

Foram realizadas inspeções nas construções humanas, incluindo manilhas na estrada de acesso à fazenda para localização de abrigos por oito dias. Os refúgios encontrados foram amostrados através de captura com puçá do tipo entomológico durante o dia ou com redes de neblina no anoitecer. Uma rede foi armada no acesso à gruta (uma noite, 4,5 horas de trabalho noturno) e duas redes foram armadas no acesso ao porão durante o período noturno para captura dos morcegos ao entrarem e saírem do refúgio (veja Mangolin et al. 2007). Somente os animais capturados enquanto abandonavam os refúgios, durante a noite, foram considerados como em refúgios.

Os morcegos capturados foram identificados em campo, usando chaves de identificação (principalmente Vizotto & Taddei 1973, Marques-Aguiar 1994, Emmons & Feer 1997). A nomenclatura das espécies seguiu Simmons (2005). Exemplares testemunhos foram depositados no Museu Nacional e na coleção de referência do Laboratório de Diversidade de Morcegos (Processo 1755/89 - IBAMA/SUPES/RJ), alojada na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro.

Os exemplares foram soltos no próprio local de captura e aqueles capturados após julho de 2000 receberam marcação composta por coleiras plásticas providas de cilindros coloridos, segundo código previamente estabelecido (Esbérard & Daemon 1999), exceção feita às espécies de Myotis que foram soltos após receberem furos no dactilopatágio ("punch-marking") (Bonaccorso & Smythe 1972).

 

Resultados

Foram obtidas 678 capturas e recapturas, representando 29 espécies de três famílias (Tabela 1), das quais 136 (21,32%) capturas foram realizadas diretamente em abrigos (Tabela 2). Um total de 296 morcegos (46,39% dos indivíduos) foram marcados e soltos e 40 (13,51% dos marcados) foram recapturados. Foi obtida a média de 5,08 indivíduos a cada hora de coleta noturna com redes e 61,00 indivíduos/noite. A eficiência de captura em redes foi de 0,05 capturas/m2.h. A riqueza indicada pelo estimador de Chao 1 foi 31,6 + 2,8 espécies. Baseado nesta estimativa, o inventário realizado teria sido capaz de registrar 91,8% da riqueza estimada para o local. A espécie mais frequente foi Platyrrhinus lineatus (E. Geoffroy, 1810) (146 exemplares - 22,9% dos exemplares), seguido por Carollia perspicillata (Linnaeus, 1758) (132 indivíduos - 20,7%) e por Desmodus rotundus (E. Geoffroy, 1810) (95 indivíduos - 14,9%).

 

 

Discussão

Em Paraíso do Tobias a espécie mais frequente foi P. lineatus, diferindo de outras localidades na Mata Atlântica no Sudeste do Brasil, onde C. perspicillata ou Artibeus lituratus (Olfers, 1818) tem sido as dominantes (Esbérard 2004a). No entanto, a diferença observada entre o total de capturas de P. lineatus e C. perspicillata neste trabalho foi pequena (11 capturas - 2,18% do total de capturas em redes), sugerindo que pode se tratar de um artifício do método de coleta. É provável que as redes tenham sido armadas involuntariamente próximas a um ou mais refúgios diurnos de P. lineatus, pois foi elevado o número de indivíduos dessa espécie encontrados refugiados em construção.

Estudos anteriores na região Norte do Estado do Rio de Janeiro apontam um predomínio de S. lillium acima dos 1.000 m de altitude (Modesto et al. 2008a) e de A. lituratus em vegetação de restinga (Luz et al. 2009). Modesto et al. (2008a) elaboraram uma listagem de espécies para o Parque Estadual do Desengano, na região norte do estado. Durante sete noites, com um esforço de coleta de 16.750 m2.h, com redes armadas entre 1.060 e 1.420 m de altitude, esses autores capturaram 116 exemplares de 15 espécies. Esses números são bem inferiores quando comparados com este estudo. No entanto, a altitude considerada por Modesto et al. (2008a) é muito mais elevada que a do sítio de coleta deste trabalho, o que pode estar interferindo nessas diferenças. Em Paraíso do Tobias, S. lillium foi a quinta espécie mais capturada e com uma abundância bem menor que C. perspicillata. A abundância de S. lillium tem relação positiva com a altitude, isto é, tem maior frequência de captura com o aumento da elevação, enquanto C. perspicillata tem relação negativa (Esbérard 2004a). Nascimento (2007), ao analisar os morcegos no Parque Nacional da Serra dos Órgãos, descreveu S. lilium como dominante nas maiores altitudes. Dias et al. (2008) e Esbérard (2004a) encontraram uma elevada riqueza de espécies de morcegos em altitudes médias (de 500 a 1.000 m) corroborando os resultados encontrados neste trabalho.

Duas espécies foram capturadas por Modesto et al. (2008a), no Parque Estadual do Desengano, e que não foram amostradas em Paraíso do Tobias: Anoura geoffroyi Gray, 1838 e Lasiurus blossevillii (Lesson & Garnot, 1826).Várias espécies constantes deste levantamento são dignas de nota, como N. stramineus, M. hirsuta e L. brasiliense, raramente relatadas no estado (Esbérard et al. 1998, Esbérard 2004b, Nascimento 2007, Mangolin et al. 2007).

As comunidades satisfatoriamente ou bem amostradas no Rio de Janeiro em áreas de Mata Atlântica a baixa e média altitude apresentam 20 ou mais espécies (Esbérard & Bergallo 2005), podendo alcançar até 36 espécies (Esbérard et al. 2006, Lourenço et al. 2010). Em Paraíso do Tobias foram registrados 638 indivíduos, número esse que está acima da média dos verificados em levantamentos no Sudeste do Brasil (Reis et al. 1996, Falcão et al. 2003, Barros et al. 2006, Moratelli & Peracchi 2007, Nascimento 2007, Modesto et al. 2008b, Luz et al. 2009), porém abaixo do ideal para amostrar satisfatoriamente os Phyllostomidae no Rio de Janeiro, que é de 1.000 capturas (Bergallo et al. 2003). Embora reduzido, o esforço de coleta com redes longe de refúgios neste trabalho (oito noites), resultou em riqueza similar àquela obtida por Dias et al. (2008) na Reserva Biológica do Tinguá após 31 noites, com 655 capturas (28 espécies), e superior à riqueza obtida por Nascimento (2007) no Parque Nacional da Serra dos Órgãos, após a realização de 20 noites de coleta e obtenção de 16 espécies com 132 indivíduos. A riqueza em Paraíso do Tobias é quase o dobro da relatada por Modesto et al. (2008a) no Parque Estadual do Desengano, apesar de ter número de noites de coleta bastante próximo e esforço de coleta menor.

Neste trabalho foi obtida uma riqueza considerável de Phyllostominae (seis espécies), das quais duas espécies de carnívoros e quatro catadores insetívoros (Kalko et al. 1996), além de outros insetívoros aéreos (cinco Vespertilionidae e uma espécie de Natalidae). Listagens em altitudes médias e elevadas evidenciam uma diversidade mais elevada de insetívoros que em áreas de baixadas (Esbérard 2004a), incluindo Emballonuridae (Dias et al. 2008), Vespertilionidae (Nascimento 2007, Dias et al. 2008, Modesto et al. 2008a, b) e Molossidae (Esbérard et al. 1996). No entanto, a diversidade local de Phyllostominae é sempre reduzida, com uma a quatro espécies em cada levantamento e com capturas que geralmente variam de 0,1 a 5% (Esbérard 2004a). No presente inventário, esta diversidade representou 9,03% do total de indivíduos capturados e 5,94% das capturas em redes. A elevada riqueza e diversidade de Phyllostominae têm sido apontadas como um indicador do bom estado de conservação (e.g. Fenton et al. 1992). No entanto, conjuntos de fragmentos pequenos têm demonstrado que podem manter a mesma diversidade de áreas contínuas, incluindo os Phyllostominae e são, portanto, importantes para a conservação de morcegos na região. Para avaliar o efeito da fragmentação mostra-se desejável a análise da composição e da abundância relativa de espécies ao invés da riqueza e de índices de diversidade (Vieira et al. 2003). Mas tal análise só será possível quando um maior número de inventários na região estiver disponível.

Outras regiões do estado concentram um elevado número de levantamentos, podendo algumas delas ter mais de 3.000 capturas (Esbérard 2003, Esbérard & Bergallo 2005, Esbérard et al. 2006, Bolzan et al. 2010). Pelo menos 57 espécies de morcegos já foram registrados no litoral Sul do Rio de Janeiro em mais de 15.000 capturas (Bolzan et al. 2010) e mais de 54 já foram descritas na região metropolitana e central em mais de 18.000 capturas (Esbérard 2004a). Nas regiões norte e noroeste do estado menos de 800 capturas de morcegos foram realizadas com 32 espécies registradas (Esbérard et al. 1998, Modesto et al. 2008a, este trabalho). Devido ao reduzido esforço de coleta já empreendido nestas regiões, quaisquer comparações são meramente especulativas, embora há de se destacar a alta riqueza morcegos e elevada prevalência dos Phyllostominae.

É de grande importância a realização de outros inventários na região, amostrando especialmente áreas de florestas semideciduais o que deverá revelar uma composição de espécies mais realística para a região (Bergallo et al. 2009). Peracchi & Nogueira (2010) ressaltaram as principais lacunas do conhecimento de morcegos no Estado do Rio de Janeiro: áreas cársticas, manguezais, rios e riachos em áreas de baixadas e áreas com altitude superior a 500 m. Assim, inventários nas regiões norte e nordeste, que concentram as formações cársticas (Bergallo et al. 2009) e em altitudes medianas, mostram grande relevância e devem ser considerados de elevada prioridade em pesquisas futuras.

 

Agradecimentos

À A.P. Cifali, A.C. Duarte, A.G. Motta, V.M. Lins e L.F. Menezes-Junior por auxiliarem no trabalho em campo; à D. Dias (Laboratório de Mastozoologia - UFRRJ) por confirmar a identificação de parte do material testemunho; ao CNPq pela bolsa de produtividade em pesquisa para C.E.L. Esbérard (processo 301061/2007-6) e a FAPERJ pela Bolsa de Jovem Cientista; aos proprietários que liberam a realização destes procedimentos e apoiaram através de hospedagem e alimentação e para Dra. Phyllis C. Ronjim e Secretaria de Saúde de Miracema pelo apoio e informações cedidas.

 

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Recebido em 20/05/2010
Versão reformulada recebida em 25/09/2010
Publicado em 11/10/2010

 

 

*Autor para correspondência: Carlos Eduardo Lustosa Esbérard, e-mail: cesberard@superig.com.br

 

 

Apêndice

Apêndice 1. Espécimes-testemunho de morcegos depositados na Coleção de Referência do Laboratorio de Diversidade de Morcegos (LDM) e no Museu Nacional (MN): Anoura caudifer LDM 2482 e 2485; Carollia perspicillata LDM 2425 e 2450; Chrotopterus auritus LDM 3674; Chiroderma doriae LDM 2449 e 2450; Desmodus rotundus LDM 2795 e 2834, MN 51795 a 51804; Diphylla ecaudata LDM 2623; Eptesicus brasiliensis LDM 2398; Glossophaga soricina LDM 3137 e 3159; Histiotus velatus LDM 2437 e 2438; Lasiurus ega LDM 3163; Lonchophylla bokermanni LDM 2860; Micronycteris hirsuta LDM 3130; Myotis nigricans LDM 3147 e 3148; Myotis cf riparius LDM 3166; Micronycteris megalotis LDM 3552; Natalus stramineus LDM 2432; Platyrrhinus lineatus LDM 2481 e 2482; Platyrrhinus recifinus LDM 2824; Pygoderma bilabiatum LDM 3706; Sturnira lillium LDM 3153; Sturnira tildae LDM 4046; Trachops cirrhosus LDM 2442 e 2443, MN 51792; Tonatia bidens LDM 3139; Lophostoma brasiliense LDM 3129; Micronycteris minuta MN 51786 a 51791; Vampyressa pusilla LDM 3144 e 3145.

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