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Biota Neotropica

Print version ISSN 1806-129XOn-line version ISSN 1676-0611

Biota Neotrop. vol.11  supl.1 Campinas Jan./Dec. 2011

http://dx.doi.org/10.1590/S1676-06032011000500013 

INVENTÁRIOS

 

Checklist das Spermatophyta do Estado de São Paulo, Brasil

 

Checklist of Spermatophyta of the São Paulo State, Brazil

 

 

Maria das Graças Lapa WanderleyI,*; George John ShepherdII; Suzana Ehlin MartinsI; Tiago Egger Moellwald Duque EstradaIII; Rebeca Politano RomaniniI; Ingrid KochIV; José Rubens PiraniV; Therezinha Sant'Anna MelhemI; Ana Maria Giulietti HarleyVI; Luiza Sumiko KinoshitaII; Mara Angelina Galvão MagentaVII; Hilda Maria Longhi WagnerVIII; Fábio de BarrosIX; Lúcia Garcez LohmannV; Maria do Carmo Estanislau do AmaralII; Inês CordeiroI; Sonia AragakiI; Rosângela Simão BianchiniI; Gerleni Lopes EstevesI

INúcleo de Pesquisa Herbário do Estado, Instituto de Botânica, CP 68041, CEP 04045-972, São Paulo, SP, Brasil
IIDepartamento de Biologia Vegetal, Instituto de Biologia, Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP, CP 6109, CEP 13083-970, Campinas, SP, Brasil
IIIPrograma Biota/FAPESP, Departamento de Biologia Vegetal, Instituto de Biologia, Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP, CP 6109, CEP 13083-970, Campinas, SP, Brasil
IVUniversidade Federal de São Carlos - UFSCar, Rod. João Leme dos Santos, Km 110, SP-264, Itinga, CEP 18052-780, Sorocaba, SP, Brasil
VDepartamento de Botânica - IBUSP, Universidade de São Paulo - USP, Rua do Matão, 277, CEP 05508-090, Cidade Universitária, Butantã, São Paulo, SP, Brasil
VIDepartamento de Ciências Biológicas, Universidade Estadual de Feira de Santana - UEFS, Av. Transnordestina, s/n, Novo Horizonte, CEP 44036-900, Feira de Santana, BA, Brasil
VIIUniversidade Santa Cecília - UNISANTA, R. Dr. Oswaldo Cruz, 266, Boqueirão, CEP 11045-907, Santos, SP, Brasil
VIIIDepartamento de Botânica, Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS, Campus do Vale, Av. Bento Gonçalves, 9500, IV, prédio 43432, Porto Alegre, RS, Brasil
IXNúcleo de Pesquisa Orquidário do Estado, Instituto de Botânica, CP 68041, CEP 04045-972, São Paulo, SP, Brasil

 

 


RESUMO

O projeto Flora Fanerogâmica do Estado de São Paulo tem se dedicado a inventariar a flora paulistana há quase 20 anos. Conta com a atuação de mais de 200 colaboradores, a maioria do próprio estado, além de pesquisadores de outros estados e do exterior. Desde 2001, foram publicados sete volumes com as monografias de 151 famílias, contendo 3.237 espécies em 722 gêneros. Este projeto foi o ponto de partida para o conhecimento da diversidade das espécies de espermatófitas do estado de São Paulo. A apresentação do checklist neste momento é oportuna por constituir a produção de uma listagem das espécies com identificações certificadas pelos especialistas, além de conter a referência de uma coleção de herbário para a maior parte dos táxons (material-testemunho) ou referência à bibliografia em que a espécie é citada como ocorrente, de forma nativa ou subespontânea, no estado. Dessa forma, é aqui apresentada a listagem das espermatófitas do estado de São Paulo, com 7.305 espécies, distribuídas em 1.776 gêneros e em 197 famílias (segundo Cronquist 1981) ou então 195 (segundo o APG III). Em relação à flora do Brasil, com 31.728 espécies de espermatófitas, o estado São Paulo compartilha de 23% dessas espécies. As famílias mais representativas são Orchidaceae (797 espécies), Asteraceae (676 espécies), Fabaceae (513 espécies), Poaceae (500 espécies), Myrtaceae (304), Rubiaceae (265 espécies) e Melastomataceae (253 espécies) que, juntas, somam 3.308 espécies e constituem mais de 45% do total de espécies de espermatófitas do estado. Considerando a grande diversidade vegetal brasileira, parcialmente expressa em um estado, depreende-se a grande importância da continuidade dos estudos florísticos no Brasil, país provavelmente detentor da maior diversidade vegetal do planeta.

Número de espécies:No mundo: 270.000; No Brasil: 31.728; Em São Paulo: 7.305.

Palavras-chave: fanerógamas, biodiversidade vegetal, flora.


ABSTRACT

The Phanerogamic Flora of São Paulo State project has been dedicated to create an inventory of the flora for 20 years. More than 200 collaborators are involved, mostly from the State of São Paulo, with the contributions of researchers from other states and from abroad. Since 2001, seven books with monographs of 151 families were published, dealing with 3,237 species within 722 genera. This project was the starting-point of the gathering of information about the diversity of spermatophytes of the State of São Paulo. The current checklist, at this point, presents an updated and virtually complete list of species, all certified by specialists. It also contains references to scientific collections for most of the taxa (vouchers) or to bibliography referring to the natural or subspontaneous occurrence of the species in the State. The list now contains 7,305 species distributed in 1,776 genera and in 197 spermatophyte families (according to Cronquist 1981) or 195 (according to APG III). 23% of the 31,728 species of spermatophytes listed in the Flora of Brazil occur in São Paulo State. The most representative families are Orchidaceae (797 species), Asteraceae (676 species), Fabaceae (513 species), Poaceae (500 species), Myrtaceae (304), Rubiaceae (265 species) and Melastomataceae (253 species), which, altogether, accumulate 3,308 species and constitute 45% of total species of spermatophytes in the state. The wealth of the Brazilian plant diversity, partially expressed in São Paulo, shows how important is the continuity of floristic studies in a country that is very likely to hold the largest plant diversity in the planet.

Number of species: In the world: 270.000; In Brazil: 31.728; In Sao Paulo State: 7.305.

Keywords: phanerogams, plant biodiversity, flora.


 

 

Introdução

As Spermatophyta são, sem dúvida, a linhagem mais diversificada entre as plantas vasculares, com cerca de 270.000 espécies atuais e maior diversidade nas angiospermas, com aproximadamente 257.000 espécies (Judd et al. 1999). O Brasil, um país essencialmente tropical, de dimensão continental e com variados tipos de formações vegetais, é mundialmente reconhecido por sua expressiva diversidade vegetal. Em função dessa riqueza, e pelas lacunas no conhecimento da flora brasileira, as estimativas do número de espécies de angiospermas são bastante contrastantes na literatura, com referências que vão desde 30 mil a 55 mil espécies, sendo este último número apresentado por Giulietti et al. (2005).

A preocupação mundial com a conservação da biodiversidade acarreta uma demanda urgente de seu conhecimento, o que tem levado o Brasil a implantar ações que estimulem levantamentos florísticos no País. A Estratégia Global para a Conservação de Plantas (GSPC), assumida pelo Brasil na Convenção sobre a Diversidade Biológica (CDB), tem como um de seus objetivos o incremento do conhecimento e da conservação das plantas. A primeira meta é a elaboração de uma listagem acessível das plantas de cada país, visando à obtenção de um panorama completo da flora mundial.

Nesse aspecto, o Brasil teve um grande avanço ao publicar o "Catálogo de Plantas e Fungos do Brasil" (Forzza et al. 2010a), cujos dados indicam um total de 40.982 espécies, com destaque para as fanerógamas, que somaram 31.182 espécies (31.156 angiospermas e 26 gimnospermas). O Catálogo incluiu ainda 1.521 espécies de briófitas, 1.176 de pteridófitas, 3.495 de algas, além de 3.608 de fungos. Esse levantamento foi produto de uma demanda do Ministério do Meio Ambiente (MMA) e resultou de um trabalho coletivo desenvolvido por mais de 400 taxonomistas, realizado durante o ano de 2009, sob a coordenação do Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Os dados obtidos foram, em parte, provenientes da integração de listas já publicadas ou disponibilizadas por projetos ou por especialistas nos diferentes grupos. Após serem revisados e atualizados por especialistas convidados, os nomes dos táxons foram inseridos em um sistema apropriado de banco de dados gerenciado pelo Centro de Referência em Informação Ambiental (CRIA). Os números resultantes são importantes não só porque fornecem uma visão geral da grandeza da diversidade vegetal brasileira, mas também por estabelecerem horizontes mais claros para direcionar novas pesquisas na área da taxonomia e de estudos florísticos. Os resultados também evidenciam a carência de dados referentes a algumas regiões do Brasil e coleções de herbários de vários grupos. Ainda existe um grande número de nomes considerados sinônimos, que demandam melhor investigação e análise de materiais-tipo, para alcançar circunscrições taxonômicas mais aprimoradas. Confirma-se a forte necessidade de estimular um maior esforço de coletas botânicas, aumentando o conhecimento da variabilidade morfológica e distribuição geográfica de muitos táxons, e também de reforçar a manutenção, informatização e autenticação das coleções depositadas nos herbários. Este trabalho vem sendo constantemente revisado, sendo que sua versão mais recente da Lista de Espécies da Flora do Brasil aponta para 31.702 espécies de angiospermas (Forzza et al. 2012) e 26 de gimnospermas (Souza 2012) ocorrentes no Brasil.

 

Breve Histórico

O interesse pela grande riqueza natural da flora e da vegetação brasileiras levou, no passado, vários naturalistas europeus a percorrerem o país coletando plantas e animais. Esses exemplares foram depositados, na grande maioria, em coleções de museus e jardins botânicos da Europa e serviram de base para a elaboração da "Flora Brasiliensis", editada e publicada pelos botânicos Carl F. P. von Martius, August W. Eichler e Ignatz Urban (Martius et al. 1840-1906). Trata-se do trabalho mais completo sobre as plantas brasileiras como um todo, apesar da desatualização nomenclatural de vários táxons. A obra pode ser considerada uma referência para os estudos taxonômicos das espécies de fanerógamas de todas as famílias botânicas ocorrentes no país. Na "Flora Brasiliensis" foram descritas cerca de 23.000 espécies, das quais mais de 5.500 eram novas para a ciência.

O estado de São Paulo foi pouco visitado pelos naturalistas e botânicos que percorreram o Brasil em diferentes períodos, quando comparado com outros estados do Sudeste, como Rio de Janeiro e Minas Gerais. Segundo Joly (1950), esse dado é facilmente notado pelo pequeno número de coleções de São Paulo citadas na "Flora Brasiliensis", feitas principalmente por Riedel, e, em menor escala, por Saint-Hilaire e Martius.

No final do século XIX, foi criada a Comissão Geografica e Geológica do Estado de São Paulo, que realizou coletas em diferentes regiões do estado, destacando-se a participação dos botânicos Alberto Loefgren e Gustaf Edwall, que trouxeram notáveis contribuições ao conhecimento da flora estadual. Deve-se destacar a importância do trabalho de Loefgren (1896) sobre a distribuição de algumas espécies de fanerógamas, realizado em uma época em que boa parte da flora de São Paulo estava intacta. Com base nos registros levantados, esse autor detectou a escassez de coletas no estado e deu início ao Herbário da Comissão Geográfica e Geológica do Estado de São Paulo. Ali foram reunidas coleções de várias regiões, inclusive da capital, estando grande parte desse acervo sediado até hoje no Herbário do Instituto de Botânica (SP). Posteriormente, Usteri (1911) publicou a primeira flora do município de São Paulo, incluindo várias áreas atualmente urbanizadas.

Na sequência cronológica, destaca-se o trabalho de Frederico C. Hoehne (1938) que apresentou um plano para a elaboração da "Flora Brasilica". Empenhado em seu projeto, realizou numerosas coletas, incluídas no acervo do Instituto de Botânica, e publicou uma série de trabalhos envolvendo descrições de paisagens e novidades taxonômicas. A "Flora Brasilica" (1940-1968), produzida nos moldes da "Flora Brasiliensis", foi publicada pelo Instituto de Botânica até o fascículo 12, contando com a colaboração de abnegados botânicos brasileiros e estrangeiros e trouxe importantes contribuições, principalmente na família Orchidaceae.

Nos últimos 25 anos tem havido um grande esforço, tanto em São Paulo como em outros estados brasileiros, para melhorar o conhecimento da flora, destacando-se o aumento contínuo do número de estudos taxonômicos e florísticos. Apesar desse avanço, na maioria dos estados, a comunidade científica vinha questionando a necessidade imprescindível e urgente de ações visando à formação de taxonomistas, de programas de coletas e de conservação das coleções existentes no país, além da flora atualizada do Brasil.

Essas questões foram levantadas e discutidas principalmente durante os Congressos anuais promovidos pela Sociedade Botânica do Brasil (SBB), considerando inclusive a situação em que se encontrava a conservação ambiental no Brasil, onde a flora era reconhecida como a de maior número de espécies, mas ao mesmo tempo, a que estava entre as menos conhecidas e mais ameaçadas do planeta. Em 1991, a SBB recomendou que a atualização dos dados da Flora Brasileira fosse realizada por estados. Em 1992, na Assembleia Geral da SBB, no Congresso Nacional de Botânica, realizado em Aracaju, Sergipe, foram consolidados e aprovados os princípios para a elaboração da Flora do Brasil, que previa, além do estudo da vegetação, o desenvolvimento de ações voltadas à formação de recursos humanos e à criação de programas de expedições botânicas nos diferentes ecossistemas existentes no país.

No ano seguinte, diante do primeiro edital de Projetos Temáticos da FAPESP, botânicos reunidos em São Luís do Maranhão consideraram a possibilidade de responder à chamada do edital, instalando-se o plano da flora do estado de São Paulo como projeto-piloto, seguindo as determinações da SBB, pelas boas condições técnico-científicas para o seu desenvolvimento.

Assim, os taxonomistas de São Paulo, considerando a infraestrutura de suas instituições e a disponibilidade de apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), propuseram, sob a coordenação do Prof. Dr. Hermógenes de Freitas Leitão Filho (UNICAMP) e das coordenadoras adjuntas Dra. Maria das Graças Lapa Wanderley (IBt) e Profa. Dra. Ana Maria Giulietti (USP), o projeto temático Flora Fanerogâmica do Estado de São Paulo (FFESP), aprovado em novembro de 1993, como Projeto Temático, pela FAPESP (Processo 93/0605-4).

Com o falecimento do professor Hermógenes, em fevereiro de 1996, o projeto passou a ser coordenado pelos pesquisadores Maria das Graças L. Wanderley (IBt), George J. Shepherd (UNICAMP) e Ana Maria Giulietti (USP/UEFS). Em 2002, o grupo foi acrescido do nome da Dra. Therezinha Sant'Anna Melhem (IBt) e, em 2009, a equipe de coordenação incluiu a bióloga Suzana Ehlin Martins (IBt), quando da publicação do volume 6. Atualmente participam do corpo editorial do projeto a MSc. Rebeca Politano Romanini (IBt), Dr. José Rubens Pirani (USP), Dra. Luiza Kinoshita (UNICAMP), Dra. Maria Margarida da Rocha Fiuza de Melo (IBt), Dra. Mizue Kirizawa (IBt) e a Dra. Inês Cordeiro (IBt). Alguns estudantes têm colaborado como assistentes de editoração em distintos volumes.

 

Flora Fanerogâmica do Estado de São Paulo

Iniciado em 1994, o projeto tem como sede principal o Instituto de Botânica, da Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo, e conta com a participação efetiva das seguintes instituições do estado: Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), onde também é desenvolvida parte das atividades de coordenação; Universidade de São Paulo (USP), Campi de São Paulo (IB), de Piracicaba (ESALQ) e de Ribeirão Preto (FFCLRP); Instituto Agronômico do Estado (IAC); Instituto Florestal (IF); Universidade Estadual Paulista (UNESP), Campi de Rio Claro, de Botucatu e de São José de Rio Preto e o Departamento de Parques e Áreas Verdes (DEPAVE) da Prefeitura do Município de São Paulo. Até o momento, o projeto conta com mais de 200 colaboradores, a maioria do próprio estado, além de pesquisadores de outros estados e do exterior, incluindo bolsistas do CNPq e da FAPESP.

A fase inicial do projeto Flora Fanerogâmica do Estado de São Paulo foi marcada pelo forte trabalho em equipe, contando com várias comissões, constituídas por pesquisadores e estudantes, cujo apoio foi fundamental para instalação da infraestrutura básica administrativa necessária para o desenvolvimento das atividades posteriores de pesquisas. Essa era uma experiência nova, uma vez que, até aquele momento, os projetos da área eram sempre individuais ou no máximo institucionais. Nos dois primeiros anos, os dados obtidos do levantamento dos acervos dos herbários permitiram a criação do Banco de Dados do projeto, onde estão registrados os táxons ocorrentes no estado, os dados do herbário com os respectivos locais de coleta e coletores. O levantamento preliminar feito nos herbários paulistas, baseado na análise de cerca de 160.000 exsicatas, detectou a ocorrência de cerca de 7.500 espécies distribuídas em 1.500 gêneros e 180 famílias nativas no estado de São Paulo. Esse banco permitiu a obtenção de uma amostragem dos prováveis nomes e número de espécies para cada família, da distribuição dos materiais nos acervos dos herbários paulistas e da distribuição geográfica das espécies. Tal compilação foi extremamente útil e vem sendo utilizada também para outros projetos de florística. Suas informações foram posteriormente complementadas com a listagem dos especialistas nas diferentes famílias, representando um recurso valioso que é utilizado por outros projetos similares.

A segunda fase do projeto diz respeito às expedições cientificas que se desenvolveram desde o primeiro ano, estendendo-se até 1998. O programa de coletas foi concebido como forma de preencher as lacunas existentes no estado de São Paulo, melhorar os acervos de seus herbários e atualizar os dados sobre a distribuição das espécies. O programa principal foi iniciado desde o primeiro ano, com maior concentração entre 1996-1997, com 143 expedições realizadas. Expedições posteriores ocorreram em virtude da necessidade de complementação de registros, detectadas pelos especialistas, em vários grupos de plantas. As expedições resultaram em cerca de 20.000 números de plantas, com aproximadamente 90.000 duplicatas, que foram distribuídas aos herbários do estado, levando a um acréscimo significativo de seus acervos.

Essas expedições também resultaram no reconhecimento de regiões carentes de coleta, assim como na obtenção de novas informações referentes à área de distribuição dos táxons e a citação de novas ocorrências para o estado. Foram obtidas novas coleções de espécies consideradas como possivelmente extintas, pois os registros anteriores datavam de mais de 30 e até 100 anos. A descoberta de novos táxons para a ciência, espécies não citadas anteriormente para o estado de São Paulo ou espécies só conhecidas pelos materiais-tipo ou espécimes clássicos, foram resultados que deram grande destaque ao projeto, tanto nacional como internacionalmente. A análise de espécimes coletados dentro do projeto também possibilitou o uso de materiais mais completos para as descrições e ilustrações dos táxons. Por outro lado, é significativa também a constatação de que diversas espécies coletadas no passado não foram reencontradas, apesar de haver sido feito um esforço nesse sentido; é possível que estejam extintas. Um grande número de espécies originalmente coletadas dentro da área hoje ocupada pela cidade de São Paulo se encontra nessa situação. Essas observações têm fornecido dados para decisões governamentais, como a revisão da listagem de Espécies Ameaçadas do Estado, a recente aprovação da criação do Parque Estadual Restinga de Bertioga e a criação da Reserva Municipal do Jaguaré no município de São Paulo.

Na terceira fase deu-se início à publicação das monografias, com previsão de publicação de 16 volumes, dentro das normas criadas por uma comissão de pesquisadores convidados. Os volumes seguem o sistema de classificação de Cronquist (1981) para famílias, com um número de espécies entre 400 e 500 por livro. Cada monografia contém descrições da família, dos gêneros e das espécies em ordem alfabética, com chaves de identificação dos táxons e ilustração de todos os gêneros referidos. A ocorrência de cada espécie no estado é representada em 35 quadrículas de 1º × 1º, ilustradas na contracapa de cada volume. São incluídos comentários taxonômicos, de uso econômico e de conservação.

Foram publicados até o momento sete volumes (Wanderley et al. 2001, 2002, 2003, 2005, 2007, 2009 e 2012) que apresentam as monografias de 151 famílias, incluindo 722 gêneros e 2.237 espécies, perfazendo 43% das 7.500 espécies estimadas para o estado de São Paulo. A publicação se destaca pelo alto padrão de qualidade científica e de publicação, o que a coloca entre as principais obras sobre sistemática de fanerógamas tropicais.

O projeto Flora Fanerogâmica do Estado de São Paulo é uma das maiores contribuições em andamento para o conhecimento da diversidade da flora brasileira. O produto deste trabalho, como o das floras em geral, é fruto do esforço dos especialistas, que resulta em modernos tratamentos taxonômicos atualizados para as famílias e em descrições de táxons novos. Também gera dados para o conhecimento da ampla diversidade paulista, disponibilizando-os para serem utilizados em pesquisas de outras áreas da botânica. Nessa fase, quando mais de 50% das espécies já foram estudadas, das quais cerca de 40% já foram publicadas ou estão em vias de publicação, a elaboração de um checklist das espécies traduz um panorama bastante representativo da realidade numérica prevista para o estado. Além disso, permite o acesso a informações para os grupos taxonômicos cujos tratamentos ainda não foram finalizados.

 

Metodologia

A lista de espécies de Spermatophyta do estado de São Paulo teve sua origem no projeto Flora Fanerogâmica do Estado de São Paulo, porém os dados para os táxons já publicados foram revistos e atualizados pelos autores e os dados para os demais táxons foram obtidos através de fontes diversas, detalhadas a seguir.

Fontes consultadas para a elaboração da lista

Para a elaboração da lista de espécies das Spermatophyta do estado de São Paulo foram consultados os seis volumes já publicados e as monografias já entregues que comporão mais dois volumes do projeto Flora Fanerogâmica do Estado de São Paulo (FFESP). Outra importante fonte de dados foi o "Catálogo de Plantas e Fungos do Brasil" (Forzza et al. 2010a), cujos dados indicam um total de 196 famílias e 6.927 espécies de fanerógamas para o estado. Destaca-se ainda o efetivo trabalho dos especialistas que atualizaram e selecionaram para cada espécie um voucher de ocorrência em São Paulo. No caso das monografias já concluídas a escolha foi mais simples, mas para as famílias ainda não publicadas foi necessária a consulta do especialista a banco de dados, bibliografias e coleções de herbário.

As informações sobre os grupos taxonômicos presentes nas monografias da FFESP foram extraídas de arquivos digitais e incorporados a uma base de dados. Posteriormente a consolidação dessa base, foram compilados dados dos táxons constantes na "Lista de Espécies da Flora do Brasil" (Forzza et al. 2010b), selecionados através de consulta para famílias que ocorrem no estado de São Paulo ou na região Sudeste do país.

Reunidos os dados, cada especialista recebeu da equipe de coordenação três planilhas em formato digital por família. Na primeira foram relacionadas as espécies constantes concomitantemente nos arquivos da FFESP e da "Lista de Espécies da Flora do Brasil". Na segunda as espécies exclusivas da FFESP e na terceira, as espécies exclusivas da "Lista de Espécies da Flora do Brasil". Com essa abordagem, os especialistas puderam avaliar as semelhanças e diferenças entre as duas listas e julgar com mais segurança as espécies que realmente deveriam constar na lista das famílias que ocorrem em São Paulo. A "Lista da Flora do Brasil" foi utilizada exclusivamente como referência ficando os especialistas responsáveis por utilizar ou não as espécies contidas ali.

Cada uma das listas foi então revisada para a produção de uma lista única das espécies do estado. Nesse processo houve remoção ou adição de espécies e foram feitas correções e/ou atualizações de dados referentes às espécies listadas. Os dados essenciais para a lista aqui apresentada foram: Nome científico; Descritor; Voucher, indicando um espécime dessa espécie em coleção científica ou a referência bibliográfica da informação de ocorrência da espécie para o Estado, e o Nome de sua família, segundo o sistema Cronquist (1981) e o APGIII (2009). As listas revisadas foram então devolvidas à coordenação e incorporadas à base de dados da FFESP.

Os especialistas do projeto FFESP, na medida do possível, são os autores do checklist da Flora de São Paulo, mas devido aos avanços dos estudos taxonômicos das espécies de São Paulo novos autores foram integrados nesta etapa da pesquisa. Os autores do checklist da Flora de São Paulo não são, necessariamente, os mesmos que contribuíram com a lista de espécies da Flora do Brasil e, pelos conceitos taxonômicos muitas vezes divergentes dos autores, as listas não são necessariamente coincidentes. Somado a isto, no checklist da Flora de São Paulo procurou-se evitar a citação de espécies não nativas, o que contribuiu para diferenciar a composição de espécies nas diferentes listas.

Quando espécies que não constavam na lista previamente gerada para o estado de São Paulo, porém eram referidas para o estado na lista de espécies da Flora do Brasil, não foram excluídas pelo autor para a lista de São Paulo, estas foram incluídas no checklist por uma decisão do corpo editorial. Os táxons acrescentados são então acompanhados da referência ao autor responsável pelo grupo na lista de espécies da Flora do Brasil, no campo "voucher/ref. bibl." Em alguns casos não foi possível obter voucher ou referência bibliográfica porque os grupos ainda não haviam sido efetivamente trabalhados, porém os nomes foram mantidos pelos autores e a decisão dos mesmos acatada pela comissão.

Trabalhos provenientes de dissertações de mestrado e de teses de doutorado foram fundamentais para a elaboração de uma lista mais acurada, com atualizações e mudanças taxonômicas importantes efetuadas. Como exemplo, pode-se citar a monografia da família Poaceae, publicada no volume um, em 2001. Para essa família, assim como para diversas outras, novas espécies, novas ocorrências e mudanças taxonômicas foram apresentadas, enriquecendo os dados da flora paulista.

Para a elaboração do checklist destaca-se, além da colaboração dos autores das famílias, o trabalho de organização de uma equipe convidada pelo Projeto. Essa equipe teve o papel importante de apoiar a coordenação na coleta, atualização e revisão de dados das listagens de espécies, sendo a maioria dos membros, responsáveis por monografias do FFESP.

 

Resultados e Discussão

Comentários sobre a lista, riqueza do estado de São Paulo

A vegetação do estado de São Paulo é muito diversificada. Fatores como clima, relevo, solo e o histórico de ocupação, atuais e pretéritos, são determinantes na variação dessa vegetação. A Floresta Atlântica ocorre nas encostas acidentadas da Serra do Mar, em solos derivados de granitos e gnaisses e sem estações secas e úmidas bem definidas. As Florestas Estacionais Deciduais ou Semideciduais distribuem-se a partir do limite da Floresta Atlântica para o oeste, sobre solos mais ricos, terrenos mais planos e com estação seca mais pronunciada. No contato entre essas formações tem-se uma vegetação de transição. O Cerrado ocorre em regiões quentes e secas do estado, especialmente no norte e nordeste. Em regiões mais altas, especialmente na Serra da Mantiqueira, tem-se a Floresta de Altitude, entre 1.200 e 2.000 m, e o Campo de Altitude em áreas situadas acima dos 2.500 m. Outros tipos de vegetação ocorrem em menor escala, especialmente na região costeira, incluindo restinga, vegetação de dunas arenosas e manguezais. Por estas características São Paulo apresenta uma vegetação e uma flora bastante peculiar, algumas vezes com elementos da flora do sul e do norte do Brasil, sendo uma área de transição em alguns aspectos.

O presente checklist vem contribuir para o conhecimento da rica diversidade vegetal do estado. O levantamento inicial (1993-1996) dos acervos dos herbários paulistas realizado no início do Projeto "Flora Fanerogâmica do Estado de São Paulo" (FFESP) gerou uma listagem preliminar que continha cerca de 8.100 espécies. Essa listagem, entretanto, apresentava alguns nomes científicos grafados erroneamente, identificações incorretas, além de coleções indeterminadas. Paulatinamente as atualizações foram sendo efetuadas como fruto das pesquisas realizadas durante o desenvolvimento das monografias de famílias ocorrentes no estado. Os estudos florísticos e taxonômicos, incluindo os realizados pelo FFESP, permitiram o avanço para o maior conhecimento da flora paulista.

A apresentação do checklist neste momento é bem oportuna, com a produção de uma listagem das espécies com identificações certificadas pelos especialistas, além de conter a referência de uma coleção de herbário para cada táxon (material testemunho) ou referência à bibliografia em que a espécie é citada como ocorrente no Estado. A listagem é baseada, em parte, nos dados publicados nos sete volumes, contendo 151 famílias, 722 gêneros e 3.237 espécies, e é complementada em parte pelas informações atualizadas fornecidas pelos especialistas.

O esforço dos taxonomistas para a produção da lista foi notório, podendo ser exemplificado pelas listagens das famílias com grande número de espécies e cujas monografias ainda não foram publicadas na Flora de São Paulo. Dentre elas podem ser destacadas Orchidaceae (797 espécies), Asteraceae (676 espécies), Fabaceae (513 espécies) e Myrtaceae (304) que, juntas, somam 2.290 espécies e constituem mais de 31% do total de espécies de espermatófitas do estado. Os coordenadores e autores dessas famílias, e os de várias outras ainda não concluídas, realizaram um exaustivo e valioso trabalho em equipe e apresentaram listagens atualizadas, muitas vezes com novidades nomenclaturais e taxonômicas. Outra contribuição do checklist refere-se às monografias mais antigas, como Poaceae, que já apresentam necessidades de mudanças relevantes, tanto pela descoberta de novos táxons como pelas novas ocorrências, além das novas propostas taxonômicas que vem ocorrendo ao longo dos últimos anos nos diferentes grupos de plantas. No volume 1 da Flora de São Paulo, publicado em 2001, foram tratadas 458 espécies em 104 gêneros que, com a atualização no checklist, foram ampliados para 500 espécies em 120 gêneros. Estes resultados demonstram a importância em se criar um sistema que permita atualizações contínuas dos dados, considerando-se as constantes mudanças dos sistemas de classificação, pois os recentes dados obtidos nas análises moleculares tem tornado muito mais dinâmicas as classificações taxonômicas nos diferentes níveis hierárquicos em angiospermas e o conhecimento sobre a ocorrência das espécies e novas circunscrições taxonômicas são dinâmicos.

No checklist foram inventariadas 197 famílias segundo Cronquist (1981), 195 segundo o APG III (2009), distribuídas em 1.476 gêneros e 7.305 espécies (Tabela 1). Entre as 195 famílias (APGIII, 2009), 27 possuem 50 ou mais espécies e representam juntas 75% do total de espécies. As famílias mais representativas foram Orchidaceae, Asteraceae, Fabaceae (ou Leguminosae) e Poaceae, todas com 500 ou mais espécies, contabilizando 34% das espécies de espermatófitas do estado de São Paulo (Figura 1). Esses dados já eram esperados, pois as famílias Orchidaceae e Poaceae são amplamente distribuídas e citadas como as mais ricas entre as Monocotiledôneas no Brasil e no mundo (Giulietti et al. 2005, Shepherd 2003). Da mesma forma as Fabaceae e as Asteraceae são relacionadas entre as mais ricas Eudicotiledôneas (Giulietti et al. 2005, Shepherd 2003). Os dados deste estudo confirmam também a riqueza de outras famílias tradicionalmente citadas entre as mais ricas citadas para o Brasil, como Myrtaceae (304 spp.), Rubiaceae (265 spp.), Melastomataceae (253 spp.), Cyperaceae (185 spp.), Apocynaceae (182 spp.), Solanaceae (171 spp.), Bromeliaceae (166 spp.), Euphorbiaceae (154 spp.) e Malvaceae (151 spp.), entre outras (Figura 1).

Dados mais atualizados da Lista da Flora do Brasil apontam para 31.728 espécies de fanerógamas ocorrentes no Brasil sendo 31.702 espécies de angiospermas (Forzza et al. 2012) e 26 de gimnospermas (Souza 2012). Os dados estimados para as espermatófitas da região sudeste são de 15.556 espécies (Forzza et al. 2010a).

Segundo a Lista da Flora do Brasil (Forzza et al. 2012, Souza 2012), São Paulo apresenta 7.140 espécies de espermatófitas, enquanto que no checklist da Flora de São Paulo são mencionadas 7.305 espécies. Essas diferenças decorrem em parte dos diferentes conceitos genéricos e específicos adotados pelos especialistas que não foram sempre os mesmos nas duas listagens, bem como da inclusão ou não de espécies subespontâneas ou exóticas em ambas as listas. Além disso, destaca-se o detalhado trabalho dos especialistas, desenvolvido durante a preparação das monografias, mostrando a importância complementar dos dois trabalhos, a listagem e o tratamento taxonômico. A flora do estado de São Paulo, segundo os dados apresentados, representa cerca de 23% da diversidade das espermatófitas do Brasil e 47% da diversidade de espermatófitas da região sudeste do país (espécies não necessariamente endêmicas ao estado). Comparando os resultados aqui apresentados com as estimativas registradas no Catálogo de Plantas e Fungos do Brasil (Forzza et al. 2010a), o estado de São Paulo apresenta um menor número de espécies de espermatófitas em relação apenas ao estado de Minas Gerais (10.043 spp.). É importante ressaltar, entretanto que esses números não refletem necessariamente uma maior diversidade de espécies para esses estados, mas sim uma maior concentração de estudos e pesquisadores e, consequentemente uma melhor documentação da flora regional. A diferença entre o número de coletas por km entre as regiões do Brasil, estimada a partir de espécimes depositados em herbários, foi salientada por Giulietti et al. (2005), que na época era cerca de 18 vezes maior na região sudeste do que na região norte.

Entre as iniciativas atuais que visam minimizar essas diferenças e aumentar o conhecimento sobre a diversidade das plantas no Brasil está o Sistema Nacional de Pesquisa em Biodiversidade (Sisbiota), CNPq, que tem entre suas metas ampliar o conhecimento da biodiversidade, direcionando grupos de pesquisa para o estudo dos diversos biomas brasileiros. Além disso, é necessário que se continue investindo no incremento das coleções, em estudos taxonômicos e na disponibilização das informações em sistemas que permitam a atualização constante dos dados, pois esses dados fornecem a base para as medidas de conservação dos biomas brasileiros.

Principais avanços relacionados ao programa BIOTA/FAPESP

O projeto Flora Fanerogâmica do Estado de São Paulo antecedeu o Programa BIOTA-SP (FAPESP), sendo ambos de atuações e objetivos distintos, mas complementares. Com as publicações, pela Flora de São Paulo, de várias monografias de famílias de fanerógamas ocorrentes no estado, foi possível dar início a uma integração mais eficaz entre as equipes envolvidas nestas duas ações sob patrocínio e apoio da FAPESP. Assim, o banco de dados do programa BIOTA-SP, de caráter científico e importante na sustentação de políticas públicas ambientais no estado de São Paulo, passou a contar com a contribuição de especialistas ligados ao FFESP. O Workshop "Áreas Continentais Prioritárias para a Conservação e Restauração no Estado de São Paulo" foi uma experiência importante no processo de integração, pois reuniu pesquisadores do BIOTA-SP, de ONGs do estado e especialmente os especialistas em diferentes grupos taxonômicos ligados ao FFESP, que foram divididos por grupos temáticos de acordo com a especialidade dos participantes. O Grupo de Fanerógamas desenvolveu as seguintes atividades: construção da base de dados sobre a ocorrência de espécies de fanerógamas no estado de São Paulo; definição de critérios e indicadores para a avaliação de áreas prioritárias para a conservação e restauração; e a limpeza dos dados de ocorrência única. A base de dados de ocorrência de espécies de fanerógamas para o estado de São Paulo foi obtida a partir das bases do SpeciesLink (2011, para registros de coleções de herbários), do SinBiota (2011, para dados de ocorrência disponibilizadas de projetos de pesquisa do Programa BIOTA-SP) e das monografias da Flora Fanerogâmica do Estado de São Paulo. Com base nesses dados foi processado, numa etapa anterior ao evento, o banco de dados disponibilizado para o Grupo de Fanerógamas durante o Workshop. Verificou-se a ocorrência de 7.826 espécies, das quais 523 são consideradas ameaçadas (nível estadual, nacional ou global). Em função do elevado número de espécies de fanerógamas registrado para São Paulo, foram definidos como alvos para a conservação as espécies ameaçadas e os registros únicos para o estado. Mas uma análise rápida desse banco de dados apontou a ocorrência de várias citações errôneas para os registros únicos (como a inclusão de espécies exóticas, erros ortográficos, sinônimos, famílias com nomes alternativos, espécies classificadas em família errada etc.). Sendo assim, a limpeza dos dados passou a ser uma tarefa essencial para a definição dos alvos de conservação. Coube ao Grupo de Fanerógamas analisar e corrigir possíveis erros para as espécies citadas como registro único. Esta foi uma importante ação conjunta realizada entre o BIOTA-SP e o FFESP, resultando na publicação de três mapas-síntese, outros mapas e o livro "Diretrizes para conservação e restauração da biodiversidade no Estado de São Paulo" (Rodrigues & Bononi 2008). A revisão da lista de espécies publicada pelo BIOTA-SP apresentou um salto de qualidade com esse apoio, passando a ser mais acurada e de aplicação mais segura, importante para o conhecimento e conservação da biodiversidade do estado de São Paulo.

O Projeto Flora Fanerogâmica do Estado de São Paulo e o ensino de Botânica

Um dos desdobramentos do projeto Flora Fanerogâmica do Estado de São Paulo foi o desenvolvimento de um projeto de ensino que visou à aplicação dos conhecimentos e experiências adquiridos, em escolas públicas de ensino fundamental e ensino médio do estado. Assim denominado, o Programa de Ensino do Projeto Flora Fanerogâmica do Estado de São Paulo, coordenado pela prof. Dra. Luiza Sumiko Kinoshita (UNICAMP), teve o apoio financeiro da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP).

Nesse programa foram aplicadas novas metodologias para o ensino prático de Botânica numa perspectiva interdisciplinar, visando a conscientização e a mudança de atitude do aluno na busca de uma postura crítica e ativa em relação aos problemas ambientais, como também dar subsídios para o desenvolvimento de materiais didáticos ao final do projeto. Para tanto, foram realizadas atividades conjuntas com os professores e os alunos das escolas participantes e pesquisadores da área de Botânica e Educação.

O Programa de Ensino da FFESP forneceu elementos de análise para três dissertações de mestrado na área de Educação, mas um dos produtos mais relevantes foi a publicação de um livro pela equipe de Campinas (Kinoshita et al. 2006) com apoio da FAPESP, já utilizado em cursos de licenciatura em Ciências Biológicas, o qual vem suprir informações sobre a flora paulista no ensino de Botânica sob a perspectiva interdisciplinar. Os textos apresentados no livro procuram relatar, de modo reflexivo, a construção de uma experiência pedagógica em uma escola pública de ensino fundamental na cidade de Campinas, SP. Como subprodutos, há ainda três encartes, que complementam o texto do livro, rico em imagens, muito úteis para a preparação de aula (Carmello-Guerreiro et al. 2006, Torres et al. 2006, Lima et al. 2006).

Uma análise geral e discussão das características de construção do Programa de Ensino da FFESP permitem elencar elementos para sua avaliação e extensão como modelo para outros projetos, tais como os propostos no âmbito do BIOTA-SP.

Principais grupos de pesquisa

No início do projeto FFESP, em 1993, a pesquisa em taxonomia de Angiospermas no estado de São Paulo estava relacionada especialmente aos herbários SP, SPF e UEC, e nesses dois últimos estavam sendo formados os mestres e doutores. Havia uma grande ênfase nos estudos de grupos dos campos rupestres e historicamente, as três instituições mantinham especialistas em famílias muito bem representadas nesse tipo de vegetação, que ocorre especialmente em Minas Gerais e Bahia. No SP havia especialistas em Bromeliaceae, Convolvulaceae, Euphorbiaceae, Malpighiaceae, Malvaceae, Moraceae, Orchidaceae, Urticaceae (incluindo Cecropiaceae) e Xyridaceae; no SPF havia especialistas em Eriocaulaceae, Rutaceae, Simaroubaceae e Velloziaceae e no UEC especialistas em Melastomataceae, Apocynaceae, Asteraceae e Leguminosae. Nenhuma dessas instituições possuía um programa de estudos das plantas de São Paulo como um todo, apesar do Instituto de Botânica ter, em andamento, as floras do Parque Estadual das Fontes do Ipiranga e da Ilha do Cardoso. A aprovação do projeto FFESP pela FAPESP foi um grande estímulo para que os pesquisadores e estudantes dessas três instituições se unissem aos pesquisadores de outras instituições de São Paulo, a maioria formada pela USP e UNICAMP, em torno de um só objetivo. Assim, houve um novo direcionamento nas pesquisas taxonômicas do estado visando à elaboração da Flora Fanerogâmica do Estado de São Paulo.

A situação atual dos estudos florísticos, tanto no Brasil como no estado de São Paulo desde a fase inicial do projeto é bem distinta, tanto pelo ingresso de novos orientadores credenciados nos programas de pós-graduação já existentes, como pela expansão de novos cursos. Praticamente todos os taxonomistas doutores ligados às instituições paulistas são orientadores nos programas de pós-graduação da USP, UNICAMP e UNESP, além dos criados mais recentemente, como o do IBt. Nos diferentes cursos, diversos projetos de pós-graduação vêm desenvolvendo temas referentes a monografias de famílias ocorrentes no estado de São Paulo. Atendendo, dessa forma, um dos importantes objetivos do projeto, a formação de recursos humanos contribuindo para formar mestres e doutores em taxonomia de fanerógamas.

Na formação de recursos humanos destacam-se ainda os grupos de pesquisa registrados no CNPq, que contam com a participação de um grande número de bolsistas de produtividade em pesquisa. Os recursos financeiros obtidos pela FAPESP, CNPq, FINEP, CAPES e MMA foram fundamentais para dar continuidade aos trabalhos. Como exemplo pode ser mencionada a lista da flora fanerogâmica do país (Forzza et al. 2010b). Parte dos resultados foi utilizado e revisado para produzir o presente checklist da flora de São Paulo. Os dois produtos acima mencionados contaram com a importante colaboração dos pesquisadores paulistas.

Principais acervos

As coleções botânicas depositadas nos herbários constituem os principais documentos para o desenvolvimento dos trabalhos florísticos e taxonômicos, além de embasar estudos nas diversas áreas da botânica e da ecologia. Uma amostra de planta colhida em seu ambiente natural, constituída de estruturas vegetativas e reprodutivas (flores e/ou frutos), passa pelo processamento das técnicas de herbário (herborização e secagem) recebendo uma etiqueta com dados da localidade geográfica e dos coletores, fenologia e características gerais da planta e do ambiente. A amostra ou exsicata devidamente processada é incorporada ao acervo do herbário, passando a constituir um documento científico que será indefinidamente preservado.

Além de abrigar o acervo científico, o herbário possui uma estrutura dinâmica de trabalho, cuja equipe é formada pelo curador, o quadro de pesquisadores e o pessoal de apoio. A rotina de trabalho de organização e manutenção da coleção é acompanhada pelo intercâmbio entre os herbários e pelas atividades de pesquisa. As coleções de herbário são, sem dúvida, a principal fonte de dados do taxonomista, imprescindíveis em qualquer trabalho como monografias, floras, listas e inventários florísticos, trabalhos fundamentais para o conhecimento e conservação da biodiversidade.

A FAPESP forneceu os recursos financeiros que permitiram a melhoria da infraestrutura dos herbários, incluindo novos armários e equipamentos, como estereomicroscópios e computadores. Também possibilitou o extenso trabalho de campo por meio da liberação de recursos em diárias, material de consumo e serviços de terceiros, permitindo a incorporação de novos espécimes aos herbários paulistas. Essas ações foram complementadas pela aprovação de vários tipos de bolsas que incluíram desde Iniciação Científica e Aperfeiçoamento, até Mestrado, Doutorado e Pós-Doutorado, além de Apoio Técnico, ressaltando-se aqui também a relevante participação do CNPq. Muitos dos trabalhos desenvolvidos pelo FFESP fizeram parte de temas de dissertações de mestrado e teses de doutorado, defendidos nas instituições paulistas.

O panorama atual dos acervos dos herbários paulista é bastante distinto daquele ao início do projeto. Além dos 20.000 números de plantas dos primeiros anos desse trabalho, muitas outras coleções foram incorporadas ao longo dos últimos 10 anos, em boa parte resultante de excursões posteriores financiadas ou não pelo FFESP, visando à elaboração das monografias das famílias em estudo.

Apresenta-se a Tabela 2 atualizada (2011) dos acervos dos principais herbários paulistas que contribuíram e que foram beneficiados pelo FFESP

O Herbário sede do Projeto FFESP

O Herbário do Instituto de Botânica (SP) foi escolhido para sediar o projeto FFESP por ser o maior do estado, reunindo um rico acervo de representantes da flora paulista, além de estar entre os quatro maiores herbários brasileiros. Seu acervo atual, de 440.440 números de plantas, inclui, além das fanerógamas, outros grupos como algas, briófitas, pteridófitas e fungos, mas a maior parte do acervo corresponde às Angiospermas.

Além da importante tarefa de centralizar atualmente a coordenação do projeto, o Herbário SP conta com 15 pesquisadores e três funcionários de apoio técnico e 24 alunos de pós-graduação que contribuem de forma direta ou indireta com o projeto.

Do início do FFESP, em 1993, até 2007 o Herbário SP teve como curadora a Dra. Inês Cordeiro, que foi responsável pelo intenso intercâmbio entre os herbários, por receber e abrigar as novas coleções do FFESP e pela distribuição das duplicatas aos especialistas. Atualmente a curadoria está sob os cuidados da Dra. Maria Cândida Mamede, que dá prosseguimento a esses trabalhos.

Os Herbários SPF e UEC foram escolhidos como os principais na recepção das duplicatas, mas todos os herbários de São Paulo foram beneficiados com o projeto, o que promoveu um grande avanço para o desenvolvimento da taxonomia no estado.

Dentro da proposta geral do projeto, houve a previsão orçamentária tanto para as coletas como para as visitas a herbários paulistas, além dos herbários R, RB e HB no Rio de Janeiro e outros que apresentassem boa representatividade do grupo botânico em estudo. Esse benefício do projeto foi sem dúvida importante não apenas para a elaboração das monografias, como para o desenvolvimento de dissertações de mestrado, teses de doutorado e outros trabalhos em taxonomia que se desenvolviam em paralelo.

O projeto manteve recursos para estas atividades (coleta e visita a herbários) até aproximadamente 2006, quando novos aditivos da FAPESP foram concedidos e distribuídos entre os participantes, alguns dos quais souberam aproveitar muito essa excelente oportunidade.

Principais lacunas do conhecimento

O conhecimento da diversidade de fungos macroscópicos e de plantas do estado de São Paulo foi cuidadosamente avaliado por Joly & Bicudo (1998), enquanto que a biodiversidade das fanerógamas, sob diversas abordagens, foi analisada por Shepherd (1998), que registrou cerca de 626.000 espécimes cadastrados em 14 herbários paulistas, sendo os cinco maiores em ordem decrescente: SP, SPF, UEC, IAC e HRCB. Na ocasião, foram referidos 48 pesquisadores no projeto FFESP, incluindo pós-graduandos ou estudantes, em 10 instituições, como coordenadores e responsáveis por 138 famílias. Sete anos depois, foram apresentados novos dados por Shepherd (2005), como parte da avaliação do estado do conhecimento da biodiversidade brasileira. O número de herbários paulistas passou para 16, mas o número de exsicatas permaneceu praticamente o mesmo, conferindo um valor de cerca de 2,5 exsicatas por km2. Foram citados 58 taxonomistas de angiospermas em São Paulo, o maior número entre todos os estados brasileiros. O autor destacou o envolvimento de mais de 200 taxonomistas colaborando para o projeto FFESP, mostrando que mesmo nesse estado ainda haveria carência de especialistas em vários grupos.

Os números apresentados nesses trabalhos são favoráveis ao estado de São Paulo quando se compara com outros estados brasileiros, tanto em número de pesquisadores como de espécimes em herbários. Também são dignos de nota os recursos financeiros destinados para estudos de biodiversidade em São Paulo, tanto pela FAPESP como por órgãos de fomento federais, além de empresas da região. Mesmo assim, persistem algumas deficiências como as citadas abaixo:

1. Complementação das coletas em áreas de difícil acesso ou em áreas que estão sob grande impacto. Destacam-se as áreas limítrofes com os estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais, como a Mata Atlântica nos arredores de Ubatuba, os campos de altitude do Itatiaia e os cerrados do norte e noroeste do estado;

2. Investimento no repatriamento de dados e imagens de materiais-tipo e coleções clássicas de espécimes coletados em São Paulo, principalmente os de Riedel, Saint Hilaire, Selow e Martius. Nesse sentido é importante a continuidade do projeto do Herbário Virtual de Saint Hilaire estabelecido no IBt. Também, o REFLORA-CNPq será uma excelente oportunidade, começando pelos herbários do RBGKew (K) e de Paris (P). A extensão desse projeto ou a implantação de outros similares, em outros herbários europeus, possibilitará a inclusão de coleções importantes para a flora do estado de São Paulo como as feitas por Martius (M e BR), Riedel (LE, C, OXF) e Lund (C), siglas de acordo com Thiers (2010);

3. Continuidade nos investimentos de infra-estrutura dos herbários das várias instituições participantes do projeto FFESP, especialmente aquelas que estão ainda em implantação. Tais condições permitirão a realização de projetos taxonômicos que levem à publicação de trabalhos em revistas de impacto e formação de recursos humanos capacitados;

4. Desenvolvimento de mecanismos e interações que possibilitem a disponibilização para diversos setores dos resultados obtidos com o projeto FFESP;

5. Formação de recursos humanos em grupos onde o nosso conhecimento é insuficiente.

Perspectivas de pesquisa em botânica para os próximos 10 anos

A Sistemática, ciência fundamental para o conhecimento da biodiversidade, tem evoluído muito e além do tradicional emprego de múltiplas fontes de evidência, dispõe agora também de novos paradigmas pautados em métodos explícitos de análise. Nas duas últimas décadas, a sistemática vegetal teve avanços impressionantes, tanto pelo incremento de análises cladísticas como pela aplicação de técnicas moleculares. Análises da variação no genoma de cloroplastos e de segmentos do genoma nuclear incrementaram grandemente o entendimento da filogenia das plantas em todos os níveis taxonômicos. As modernas técnicas moleculares representam um recurso poderoso que, ao invés de ofuscar, aumenta a necessidade de conjuntos de dados não-moleculares, de botânicos que possam interpretá-los, e das maneiras de obtê-los, isto é, trabalho de campo, estudos florísticos, coleções de herbário, e os pilares da taxonomia básica, que são a morfologia e a anatomia. As sequências moleculares e os cladogramas são ferramentas que devem ser manipuladas pelo botânico que conhece as plantas para colocar as questões, estruturar a amostragem, selecionar os caracteres, incluindo quais genes analisar, e interpretar os resultados (Maddison 1996).

Nesse contexto, o panorama almejado para a próxima década no Brasil é de continuidade do desenvolvimento teórico e metodológico vigoroso da Sistemática como a ciência do estudo da biodiversidade, com fortalecimento de equipes de pesquisa botânica do país que permitam efetivo aprimoramento do nível dos estudos taxonômicos e do acesso facilitado a informações sobre biodiversidade. Estes poderão vir a sanar as enormes lacunas no estado de conhecimento da vegetação e flora antes mencionadas, e atenderão à crescente demanda por informações técnico-científicas de qualidade para a definição de estratégias e prioridades de conservação de áreas naturais, e para a adoção de medidas de controle e manejo ambiental. Monografias e floras são o meio mais eficiente de geração das informações e espécimes necessários para esses fins, assim como para pôr em prática as profundas reorganizações filogenéticas atualmente em curso (Pirani 2005).

No Brasil, muitos projetos florísticos de grande monta foram encetados, seja demarcados com base em unidades geopolíticas, seja baseados em ecossistemas, ou unidades de conservação ou unidades geográficas, incluindo-se aqui a Flora Fanerogâmica do Estado de São Paulo. Esses projetos têm o especial mérito de terem envolvido colaboração de numerosos pesquisadores e de terem, na maioria, constituído etapa marcante na formação de recursos humanos, e do grande volume de informação acumulada com todas as explorações florísticas, trazendo avanços no conhecimento da taxonomia e distribuição dos grupos tratados. O vasto arsenal de informações nas coleções de herbários apenas começa a ficar disponível em maior alcance, sob a forma digital, destacando-se a iniciativa do INCT do Herbário Virtual da Flora e Fungos do Brasil, em vigor desde o final de 2008.

Por outro lado, no plano das revisões taxonômicas, monografias e estudos filogenéticos, embora no Brasil também tenha havido crescimento e melhoria na qualidade, a produção foi bem menos expressiva, pelo menos até certo ponto como decorrência da maior dificuldade e maior demanda de tempo e de verba a conclusão desses tipos de trabalho, em relação aos de cunho florístico. Para que a pesquisa taxonômica no país passe para um nível mais aprimorado e alcance repercussão internacional, urge que se incorporem, ao labor do sistemata brasileiro, contínuos esforços visando à investigação sistemática de caráter mais abrangente e aprofundado, de preferência envolvendo emprego de filogenias (Pirani 2005). Deve ser valorizada aqui a forte diversificação das fontes de evidência taxonômica que efetivamente passaram a ser empregadas no país desde os anos 80, em crescente integração com outras áreas de pesquisa e usos de técnicas mais refinadas de microscopia eletrônica, citológicas, químicas e moleculares. É também muito promissor o fato de as novas gerações de mestres e doutores estarem majoritariamente imbuídas do paradigma cladista (Pirani 2005).

A continuidade e as próximas etapas da Flora Fanerogâmica de São Paulo permitem visualizar uma perspectiva de incremento de dados e de meios para se alcançar forte grau de aprimoramento da taxonomia praticada no país.

 

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Recebido em 24/02/2011
Versão reformulada recebida em18/03/2011
Publicado em 10/11/2011

 

 

* Autor para correspondência: Maria das Graças Lapa Wanderley, e-mail: gracaw@terra.com.br

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