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Biota Neotropica

On-line version ISSN 1676-0611

Biota Neotrop. vol.12 no.4 Campinas Oct./Dec. 2012

https://doi.org/10.1590/S1676-06032012000400018 

INVENTORIES

 

Mariposas Arctiinae (Lepidoptera: Erebidae) do estado de Santa Catarina, Brasil

 

The Arctiinae moths (Lepidoptera: Erebidae) of Santa Catarina state, Brazil

 

 

Viviane Gianluppi FerroI,1; Isis Maria de Holanda ResendeI; Marcelo DuarteII

IDepartamento de Ecologia, Instituto de Ciências Biológicas, Universidade Federal de Goiás – UFG, CP 131, CEP 74001-970, Goiânia, GO, Brasil
IIMuseu de Zoologia, Universidade de São Paulo – USP, Av. Nazaré, 481, CEP 04263-000, São Paulo, SP, Brasil

 

 


RESUMO

Uma lista de espécies foi preparada com base no exame de 2.772 espécimes depositados em 10 coleções brasileiras. Um total de 499 arctiíneos foi registrado em 30 municípios, sendo 1,4% dessas espécies endêmicas do estado de Santa Catarina. As localidades mais ricas em registros de espécies foram Joinville, São Bento do Sul, Seara e Brusque. Apenas 15 noites de amostragens foram realizadas no século 21. A floresta estacional decidual foi extremamente subamostrada no que diz respeito às mariposas Arctiinae em comparação com os outros tipos de vegetação encontrados no estado de Santa Catarina. Para um diagnóstico mais abrangente da riqueza e composição de espécies de mariposas Arctiinae no estado de Santa Catarina, visando estratégias de conservação de habitats e táxons vulneráveis, são necessárias amostragens em muitos municípios do estado, especialmente em áreas de floresta estacional decidual e de campos.

Palavras-chave: Mata Atlântica, Brasil, inventário faunístico, composição de espécies, lista de espécies.


ABSTRACT

A list of species was prepared by examining 2,772 specimens deposited in 10 Brazilian collections. A total of 499 arctiines were recorded in 30 municipalities, 1.4% of these species are endemic to the state of Santa Catarina. The most species-rich localities were Joinville, São Bento do Sul, Seara, and Brusque. Only 15 nights of samplings were performed in the 21st century. The deciduous forest has been extremely subsampled with respect to Arctiinae moths compared to the other types of vegetation found in the state of Santa Catarina. For a more comprehensive diagnostic of the species richness and composition of Arctiinae moths in Santa Catarina state, aiming conservation strategies of vulnerable habitats and taxa, samplings are needed in many municipalities in the state, especially in areas of deciduous forest and grasslands.

Keywords: Atlantic Forest, Brazil, faunistic inventory, species composition, species list.


 

 

Introdução

Erebidae é a segunda maior família de Noctuoidea (Zahiri et al. 2011) e compreende espécies que, no passado, pertenciam a grupos taxonômicos com status de família (Lymantriidae e Arctiidae). Apesar dos avanços recentes na área da Sistemática molecular, os erebídeos ainda são pouco estudados em aspectos taxonômicos. A filogenia proposta para essas mariposas, com base em sequências de DNA de oito genes de 237 espécies (Zahiri et al. 2012), estabele 18 subfamílias: Scoliopteryginae, Rivulinae, Anobinae, Hypeninae, Lymantriinae, Pangraptinae, Herminiinae, Aganainae, Calpinae, Hypocalinae, Eulepidotinae, Toxocampinae, Tinoliinae, Scolecocampinae, Hypenodinae, Boletobiinae, Erebinae e Arctiinae.

Arctiinae tem ampla distribuição geográfica e é em geral facilmente reconhecida pela coloração viva dos adultos e pela densa cobertura de cerdas das larvas. Compreende quase 11.000 espécies (6.000 para a região neotropical sensu Heppner 1991) distribuídas nas tribos Arctiini, Lithosiini, Syntomini e Amerilini (ver também Zahiri et al. 2012). Para o Brasil, são registradas 1.391 espécies de Arctiini e Lithosiini: 94 espécies no Pantanal, 116 nos Campos Sulinos, 145 na Caatinga, 753 na Amazônia (Ferro & Diniz 2010), 723 no Cerrado (Ferro et al. 2010) e 1.193 na Mata Atlântica (Ferro & Melo 2011).

A Mata Atlântica é a segunda maior floresta úmida do Novo Mundo. A maior parte dela localiza-se em território brasileiro, estendendo-se para o leste do Paraguai e nordeste da Argentina (Tabarelli et al. 2005). No Brasil, a Mata Atlântica está distribuída por mais de 3.300 km ao longo da costa, entre as latitudes 4 e 32º S (Tabarelli et al. 2005). No passado, este bioma ocupava aproximadamente 1,3 milhões de km2 (Morellato & Haddad 2000). Atualmente, restam menos de 100 mil km2 de vegetação (7,7% da área original) localizados em fragmentos pequenos e isolados (Gascon et al. 2000). Estes fragmentos continuam sofrendo forte pressão antrópica, principalmente através do corte ilegal de árvores, urbanização, agropecuária e invasão de espécies exóticas (Tabarelli et al. 2004). Apesar da grande redução de área, existem 8.000 espécies de plantas e 567 espécies de vertebrados endêmicos no bioma, sendo este incluído entre os hotspots de conservação da diversidade (Myers et al. 2000). A maioria (91,2%) das espécies de lepidópteros oficialmente ameaçadas de extinção no Brasil ocorre na Mata Atlântica (Freitas & Marini-Filho 2011).

O estado de Santa Catarina (SC) apresenta uma das maiores áreas de vegetação remanecente de Mata Atlântica do país (2.210.061 ha, 23% da área com vegetação nativa do bioma no Brasil) (Fundação... & Instituto... 2011). Apesar disso, praticamente não existem artigos sobre a lepidopterofauna de SC (ver Carneiro et al. 2008), em especial sobre as espécies com atividade noturna. Contudo, existe uma grande quantidade de material depositado em coleções. Sabe-se que os dados originados de coleções tendem a ser enviezados (em favor de espécies de insetos grandes, coloridas e de interesse dos naturalistas e de sítios mais acessíveis de coleta) (Ferro & Diniz 2008) e, portanto, seu uso é problemático em estudos sobre riqueza de espécies (Hortal et al. 2008). Apesar disso, o uso de dados de coleções é bem menos problemático em estudos sobre a composição de espécies (Ferro & Melo 2011). Esse tipo de dado também é bastante útil para dar uma primeira visão do estado de conhecimento da composição de espécies em escalas mais amplas, especialmente se as espécies estudadas compreendem organismos muito diversos e pouco amostrados, como as mariposas Arctiinae e os demais insetos, e se estas ocorrerem em regiões com elevada taxa de desmatamento, como a Mata Atlântica. Este trabalho tem como objetivo apresentar uma lista das espécies de mariposas Arctiinae de Santa Catarina, considerando o material depositado em coleções brasileiras com histórico de pesquisadores e naturalistas que coletaram no sul do país, além de fornecer uma primeira visão geral sobre a composição de Arctiinae nesse estado e indicar áreas prioritárias para a realização de futuros inventários. A lista foi construída a partir da compilação de dados de 2.772 indivíduos depositados em dez coleções brasileiras. Esta é a primeira lista dessas mariposas para o estado de Santa Catarina. Esperamos que os resultados de nosso estudo sirvam de base para estudos sobre a conservação de lepidópteros na Mata Atlântica de Santa Catarina e de outros estados brasileiros.

 

Material e Métodos

A lista das espécies de Arctiinae foi baseada em indivíduos depositados em dez coleções brasileiras: Coleção Particular Vitor O. Becker (VOB), Camacan, Bahia; Universidade de Brasília (UnB), Brasília, Distrito Federal; Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), Manaus, Amazonas; Departamento de Zoologia (DZUP), Universidade Federal do Paraná, Curitiba, Paraná; Fundação Instituto Oswaldo Cruz (FIOC), Rio de Janeiro, Rio de Janeiro; Museu Paraense Emilio Goeldi (MPEG), Belém, Pará; Museu Entomológico Ceslau Biezanko da Universidade Federal de Pelotas (MECB), Pelotas, Rio Grande do Sul; Museu de Zoologia Prof. Adão José Cardoso (ZUEC), Universidade Estadual de Campinas, Campinas, São Paulo; Museu de Zoologia (MZSP), Universidade de São Paulo, São Paulo, São Paulo; Museu Nacional (MNRJ), Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Rio de Janeiro. Foram registrados os dados de coleta de todos os exemplares com ocorrência para o estado de Santa Catarina. A identificação das espécies foi feita por comparação com material depositado na Coleção Particular Vitor O. Becker (cujas identificações das espécies foram confirmadas através da comparação com os tipos) ou por meio das pranchas e descrições de Draudt (1916-1917); os nomes dos táxons seguem a bibliografia disponível (Hampson 1898, 1900, 1901, 1914, 1920, Dietz IV & Duckworth 1976, Watson & Goodger 1986, Dietz IV 1994, Bendib & Minet 1999, Piñas-Rubio et al. 2000, Piñas-Rubio & Manzano 2003, Simmons & Weller 2006, Cerda 2008, Pinheiro & Duarte 2010). Para os exemplares sem coordenadas geográficas e altitudes, foram usadas as coordenadas e altitudes das sedes dos municípios. O ruído causado pelo uso de coordenadas e altitudes das sedes dos municípios foi distribuído de forma semelhante para a maioria dos registros, já que cerca de 97% dos indivíduos não apresentavam as coordenadas exatas em suas etiquetas de coleta. As coordenadas geográficas e altitudes foram obtidas no sistema de informação "splink" (http://splink.cria.org.br/geoloc?criaLANG=pt), sendo também consultado o banco de dados de tipos do acervo do National Museum of Natural History, Smithsonian Institution, Washington, DC, USA (http://collections.nmnh.si.edu/search/ento/) para complementação da lista de espécies.

 

Resultados e Discussão

Nas dez coleções visitadas, foram observados 2.772 exemplares de Arctiinae com ocorrência para SC, pertencentes a 493 espécies (Tabela 1). Foram encontrados também registros de outras seis espécies no banco de dados de tipos depositados no National Museum of Natural History, Smithsonian Institution, totalizando 499 espécies com registro para o estado (Tabela 1); são elas: Cosmosoma arpi Dognin, 1924; Dycladia broteas Schaus, 1892; Ormetica pretiosa (Schaus, 1921); Pseudaethria cessogae Schaus, 1924; Symphlebia nigranalis (Schaus, 1915) e Leucanopsis austina (Schaus, 1941). Com exceção desta última (com registro para o município de Corupá), todas as demais espécies foram descritas com base em exemplares coletados em Joinville (http://collections.nmnh.si.edu/search/ento/). Dentre as coleções visitadas, as coleções MZSP, VOB, DZUP e MNRJ apresentaram o maior número de registros de espécies para o estado de SC.

O número de espécies registradas para SC representa cerca de 8% das espécies dos neotrópicos (Heppner 1991), 36% da fauna de Arctiinae registrada para o país (Ferro & Diniz 2010) e 42% da fauna registrada para a Mata Atlântica (Ferro & Melo 2011). A fauna de SC apresentou maior riqueza de espécies do que a do estado do Rio Grande do Sul (RS) (329 espécies, Ferro & Teston (2009), dados também baseados em mariposas depositados em coleções). Acreditamos que o maior número de espécies de Arctiinae em SC em relação ao RS deve-se, principalmente, a diferenças do histórico das amostragens nos dois estados (por exemplo, intensidade amostral e pesquisadores residentes nos estados). Cerca de 65% das espécies das subtribos Ctenuchina e Euchromiina amostradas em oito localidades do estado do Paraná (Marinoni & Dutra 1996) foram registradas em SC.

Oitenta e nove por cento dos indivíduos observados nas coleções brasileiras foram identificados em nível específico, 5% em nível genérico e 6% em nível de tribo. A grande maioria das espécies (89%) pertence à tribo Arctiini (Tabela 1). Essa predominância de Arctiini em relação à Lithosiini já havia sido verificada em outros trabalhos (Hilt & Fiedler 2006, Ferro & Diniz 2007, Ferro & Teston 2009, Ferro et al. 2010). Esse resultado pode ser explicado pelo fato de Arctiini ser um táxon mais diverso do que Lithosiini (Heppner 1991). Além disso, os principais taxonomistas de Arctiinae do Brasil (por exemplo, Lauro Travassos e Alfredo R. do Rego Barros) tinham como objeto de estudo as espécies de Arctiini. A explicação para esse interesse enviesado pelos Arctiini aparentemente está no fato das espécies serem maiores, mais robustas e mais conspícuas do que as de Lithosiini, despertando, assim, maior interesse dos naturalistas que coletaram lepidópteros no estado durante o século XX.

Trinta municípios do estado tiveram registro de coleta de Arctiinae (Tabela 2). Isso equivale a apenas 10% dos municípios de SC. Das quatro fitofisionomias de Mata Atlântica que ocorrem em SC, i. e. Floresta Ombrófila Densa, Floresta Ombrófila Mista, Floresta Estacional Decidual e Estepe (Fundação... & Instituto... 2011), a grande maioria dos municípios registrados em nosso estudo (29) estão situados em áreas de floresta ombrófila mista e de floresta ombrófila densa (Tabela 2). Apenas um município situado em área de estepe teve registro de coleta de Arctiinae e nenhum registro foi observado em área de floresta estacional decidual (Tabela 2). O número de registros de espécies por município variou de 1 a 274 espécies. De acordo com o material depositado nas coleções visitadas, o município com maior número de registros de espécies foi Joinville, seguido de São Bento do Sul (162), Seara (129) e Brusque (114) (Tabela 2).

O estado apresentou sete espécies (1,4%) endêmicas, das quais seis ocorreram em Joinville (Tabela 1). As espécies mais comumente encontradas no estado foram Dysschema hilarina (Weymer, 1914), Machadoia xanthosticta (Hampson, 1901) (presentes em oito municípios), Philoros rubriceps (Walker, 1854) e Paracles variegata (Schaus, 1896) (presentes em sete municípios) (Tabela 1). D. hilarina também foi frequente no RS (Ferro & Teston 2009).

Duzentos e vinte sete espécies (45,5%) foram registradas em apenas uma localidade (Tabela 1). Esse resultado indica que o esforço de coleta em SC ainda é baixo e que muitas espécies ainda podem ser descobertas no estado. A proporção de espécies raras em SC, definidas como aquelas com ocorrência em apenas um município, foi maior do que a encontrada no RS (33%, Ferro & Teston 2009) e na Mata Atlântica brasileira (25%, Ferro & Melo 2011).

Do levantamento realizado nas coleções brasileiras, foram totalizadas 340 ocasiões de coleta de Arctiinae em SC (Tabela 2). As coletas foram mais intensas nas décadas de 1950 e 1970. Apenas 15 ocasiões de coleta foram realizadas no século XXI.

Santos et al. (2008) indicaram que o estado de SC possui uma prioridade baixa para a realização de inventários de borboletas no Brasil. Contudo, isso não se aplica para o táxon investigado em nosso estudo. O estado está consideravelmente subamostrado com relação às mariposas Arctiinae. Isso pode ser verificado pela alta porcentagem de espécies raras, pelo baixo número de municípios e pelo baixo número de ocasiões amostrais em cada um deles, pela inexistência de coletas em áreas de floresta estacional decidual, pela escassez de amostragens realizadas nesse século e pela falta de trabalhos publicados com Arctiinae no estado, fato também ressaltado por Carneiro et al. (2008) para borboletas. É urgente investir em amostragens em novos municípios do estado, principalmente em áreas de floresta estacional decidual e de estepe, e reamostrar nos municípios com baixo esforço amostral, além de investir em pesquisa básica e na formação de pessoal para dar continuidade aos levantamentos faunísticos.

 

Agradecimentos

Ao Dr. Vitor O. Becker pelo empréstimo de bibliografia, pelo acesso à sua coleção, pela permissão do registro fotográfico e pelo auxílio nas identificações das espécies. Aos responsáveis pelas coleções visitadas por permitir o acesso às coleções, pelo apoio logístico e pela atenção dispensada. À doutoranda Lívia Rodrigues Pinheiro (Museu de Zoologia da USP) pela ajuda na busca de informações sobre mudanças nomenclaturais. À CAPES e ao CNPq pelo financiamento deste trabalho. À FAPESP (processos 2002/13898-0 e 2011/50225-3), à Pro-Reitoria de Pesquisa da USP (projeto 1) e ao CNPq (processo 563332/2010-7), pelos auxílios concedidos ao terceiro autor. Viviane Ferro e Marcelo Duarte participam da RedeLep (edital MCT/CNPq/MEC/CAPES/FNDCT – SISBIOTA – Brasil, processo 563332/2010-7). Aos revisores anônimos pelas contribuições prestadas.

 

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Recebido em 01/08/2012
Versão reformulada recebida em 01/10/2012
Publicado em 26/10/2012

 

 

1 Autor para correspondência: Viviane Gianluppi Ferro, e-mail: vgferro@yahoo.com

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