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Jornal Brasileiro de Patologia e Medicina Laboratorial

Print version ISSN 1676-2444On-line version ISSN 1678-4774

J. Bras. Patol. Med. Lab. vol.37 no.4 Rio de Janeiro  2001

http://dx.doi.org/10.1590/S1676-24442001000400009 

ARTIGO ORIGINAL
ORIGINAL PAPER

Recebido em 06/12/00
Aceito para publicação em 06/08/01

 

Estudo comparativo das alterações histológicas imediatas causadas pelo uso do laser de CO2 e do laser de erbium na pele de ratos wistar

Comparative study of histopathological abnormalities induced by CO2 and erbium laser on the skin of wistar rats

 

Lúcia de Noronha1
Ricardo Teles Schulz2
Vanessa Dello Monaco Martins3
André Auersvald4
Ruth Graf4

 

 

     unitermos

resumo

Laser CO2

Laser erbium

Pele

O presente estudo tem como objetivo analisar, do ponto de vista anatomopatológico, os efeitos térmicos encontrados na pele de ratos wistar após a aplicação do laser de CO2 e do laser erbium. Utilizaram-se oito ratos submetidos a tricotomia em toda a região toracodorsal. Selecionaram-se duas áreas separadas, as quais receberam a aplicação do laser. Na primeira foram realizadas duas passadas do laser de CO2 e na segunda, duas passadas do laser erbium. A área-controle correspondeu àquela imediatamente adjacente à área submetida ao laser. A análise microscópica da lesão causada pelo laser de CO2 revela lesão em forma de U, com ablação completa da epiderme em toda a sua extensão. A derme superficial apresenta degeneração do colágeno, correspondendo ao dano térmico residual, e a transição deste para a derme normal é bem demarcada. Na pele lesada com laser erbium observa-se também extensa área de pele lesada em forma de platô, com algumas pequenas áreas de pele não-lesada. Pode-se observar, ainda, dano do colágeno na derme superficial, porém mais discreto que aquele causado pelo CO2.

 

abstract

     key words

The aim of this paper is to analyses the histopathology of the termal effects on the skin of Wistar rats after the application of CO2 and erbium laser. Eight rats had their flanks shaved and two areas were selected for the use of the laser. The first area received two applications of CO2 laser, and the second area two applications of the erbium laser. The skin adjacent to the laser application site was used as a control area. The microscopic analysis of the injury caused by CO2 laser revealed a complete ablation of epidermis and an injury that looked like an "U" in shape. The superficial dermis presented a degeneration of the collagen that corresponded to the residual thermal injury, to normal dermis was sharply demarcated. The injury caused by erbium laser was observed as a plateau injured area with a few small normal areas. The collagen of the superficial dermis was also injured, however to a lesser degree as compared to CO2 laser effect.

CO2 laser

Erbium laser

Skin

 

 

Introdução

A ciência básica dos sistemas a laser foi descrita em 1916, quando Einstein propôs sua teoria de "emissão de radiação" espontânea e estimulada. A primeira demonstração prática da utilização do laser ocorreu em 1954, por Gordon et al. (6), estimulando a emissão de radiação através do espectro eletromagnético.

A utilização do laser em cirurgia dermatológica tomou força com a publicação da teoria da fototermólise seletiva, em 1983, por Anderson et al. (3), em que existem dois componentes básicos, sendo que no primeiro o comprimento de onda determina especificamente a absorção da energia no tecido, e no segundo o tempo de exposição do pulso limita especificamente a difusão térmica no tecido tratado. A arte da fototermólise seletiva continua a se desenvolver dentro da ciência, conforme a física aplicada do laser se expande.

O laser está indicado em tratamento de rugas de face e pescoço, tratamento do fotoenvelhecimento facial, cicatrizes traumáticas de face, seqüelas de acne e ressecção de lesões cutâneas.

Desde a primeira descrição do uso de laser de dióxido de carbono (CO2) para o rejuvenescimento facial, em 1985, a sua utilização tem sido efetiva e amplamente difundida no rejuvenescimento facial, devido à lesão térmica que provoca. O objetivo da fotoablação é remover uma camada mais superficial de pele, isto é, tecido epidérmico e derme superficial papilar que sofreram alterações degenerativas pela ação crônica dos raios solares.

Este estudo tem como objetivo analisar, do ponto de vista anatomopatológico, os efeitos térmicos encontrados na pele de ratos wistar após a aplicação do laser de CO2 e do laser erbium.

 

Material e Métodos

Utilizaram-se oito animais (Rattus norvegicus albinus, Rodentia mammalia) machos, adultos, entre 90 e 110 dias de vida, com peso entre 200g e 300g, da linhagem wistar, sem doenças prévias, procedentes do Tecpar – Instituto Tecnológico do Paraná.

Regulou-se o aparelho de laser CO2 ultrapulsado (Ultrapulse 5000, Coherent Medical Lasers, Palo Alto, Califórnia, EUA) nos seguintes parâmetros: gerador de padrão computadorizado ativado; energia de 300mJ; velocidade de 200pps; padrão quadrado; tamanho 9 (0,9cm2) e densidade 6 (ou sobreposição de 30%).

O aparelho de laser Erbium:YAG (ESC Medical Systems Ltd., Yokneam Industrial Park, Israel) foi regulado segundo os parâmetros: energia de 1,5J/p, padrão quadrado, tamanho 4, fluência de 21,42J/cm2, sobreposição de 30%, tamanho do spot de 3mm, rate de 20pps.

Os animais foram mantidos vivos sob anestesia inalatória com éter sulfúrico, posicionados em decúbito ventral, sendo realizada a tricotomia em toda a região toracodorsal. Foram selecionadas duas áreas separadas de 1cm x 1cm, as quais receberam a aplicação do laser. Na primeira foram realizadas duas aplicações do laser de CO2 e na segunda, duas aplicações do laser erbium. A área-controle correspondeu àquela imediatamente adjacente à área submetida ao laser.

O material foi ressecado em tiras de 1cm x 0,5cm, envolvendo no seu maior comprimento 0,5cm de pele não-tratada (pele-controle) e 0,5cm de pele submetida a fotoablação. Estes fragmentos retangulares de pele foram fixados em formalina a 10% e, após 72 horas, cada peça foi dividida longitudinalmente ao meio, produzindo-se, assim, quatro fragmentos de 1cm x 0,25cm para cada rato estudado, dois após o uso do laser de CO2 e outros dois após o laser de erbium. O tempo decorrido entre a aplicação do laser e a fixação do material em formalina correspondeu a aproximadamente cinco minutos. Os fragmentos obtidos foram processados em autotécnico overnight e incluídos em parafina, certificando-se de que as faces dermoepidérmicas dos dois fragmentos ficassem voltadas para a face de corte do bloco.

As lâminas foram coradas com hematoxilina-eosina (HE), orceína para melhor visualização das fibras elásticas e tricrômico de Gomori para visualização das fibras colágenas.

Todos os preparados histológicos foram observados em microscópio tetraocular American Optical, e as alterações histopatológicas foram documentadas em fotomicrografias. As fotomicrografias foram tomadas em microscópio trinocular Olympus BH2 acoplado à máquina fotográfica Olympus C-35DA-2.

 

Resultados

A análise histológica da pele-controle mostra uma epiderme apresentando camada córnea espessa, camada granulosa única, camada espinhosa composta por seis a oito estratos de células pavimentosas e camada basal com apenas uma única camada celular. A membrana basal delicada limita inferiormente a epiderme e superiormente a derme, a qual apresenta poucas fibras elásticas e grande número de unidades pilossebáceas.

A análise microscópica da lesão causada pelo laser de CO2 em todas as três colorações utilizadas (HE, tricrômico de Gomori e orceína) revela um dano de ablação em forma de U, com lesão da epiderme em toda a extensão da aplicação do laser, apresentando áreas de lesão mais intensa da derme na profundidade do U e áreas de menor lesão nas bordas da aplicação do laser de CO2 (Figura 1). A lesão de ablação compreende toda a espessura da epiderme e parte da derme papilar. Este padrão provoca, portanto, toda uma extensão de pele submetida a ablação, porém com áreas de lesões variáveis, mais ou menos intensas (Figura 2).

 

 

 

 

Na pele lesada pelo laser erbium (Figura 3), o dano de ablação apresenta-se em forma característica de platô, com ablação completa da epiderme, e a derme apresenta uma lesão uniforme em toda a sua profundidade. Neste caso, a lesão compreende a epiderme e toda a derme papilar, além de pequena porção da derme reticular. No entanto, há intervalos de pele não-lesada ao longo da extensão da área onde aplicou-se o laser erbium (Figura 4).

 

 

 

 

Analisando-se o dano térmico residual (DTR) pelo laser de CO2 e pelo laser de erbium, nas três colorações utilizadas, observa-se a perda da afinidade tintorial normal das fibras colágenas pelos corantes, além da demarcação de duas zonas: a zona de coagulação, mais superficial, na qual as fibras estão completamente lesadas; e a zona de transição, mais profunda, onde há lesão apenas parcial das fibras colágenas. As fibras que apresentaram dano parcial apenas perderam a sua afinidade normal ao corante, enquanto as fibras colágenas que sofreram dano total também apresentaram uma modificação em sua morfologia, tornando-se amorfas. O laser de CO2 apresenta um DTR maior que aquele observado no laser erbium, com zonas de coagulação e de transição profundas e espessas. Já o laser erbium apresenta uma zona de coagulação mais delicada e uma zona de transição muito semelhante em espessura àquela causada pelo laser de CO2 (Figuras 5 e 6).

 

 

 

 

Nos cortes corados pela HE, as fibras colágenas perdem a sua afinidade tintorial pela eosina (rósea) para a hematoxilina, corando-se, portanto, em azul. A zona de coagulação apresenta-se bem definida nesta coloração, embora possa se visualizar muito pouco a zona de transição. Na coloração pela orceína, observa-se bem a zona de coagulação, e a zona de transição é mais bem visualizada que pela coloração de HE. As fibras colágenas, coradas habitualmente em amarelo, tornam-se escurecidas e acastanhadas após a utilização do laser. Nos cortes corados pela coloração de tricrômico de Gomori, tanto a zona de coagulação como a zona de transição são bem demarcadas. As fibras colágenas, coradas normalmente em verde, alteram-se para vermelho.

 

Discussão

A utilização do laser no tratamento do envelhecimento facial atinge, atualmente, grande popularidade em todo o mundo.

Os efeitos histopatológicos do uso do laser de CO2 na pele são bem conhecidos e documentados. O seu uso crescente em procedimentos dermatológicos cosméticos decorreu de sua grande precisão na ablação da pele, com pouca interferência no processo de recuperação do tecido, em comparação com processos de exfoliação química da pele. Basicamente, a propriedade deste laser de emitir séries controladas de pulsos de alta energia e curta duração permite menores tempos de exposição, irradiações maiores, com ablação mais precisa da área-alvo e dano tecidual periférico mínimo, como observado por Cotton et al. (4), em 1996.

Nanni et al. (9), em 1998, alertaram para o fato de que, apesar do entusiasmo com o uso do laser de CO2 para procedimentos como o rejuvenescimento cutâneo, este não é um procedimento inteiramente isento de riscos. Cicatrizes, mudanças de textura, alterações pigmentares, infecção e muitas outras complicações podem ocorrer com o uso de laser pulsado de CO2, mesmo quando manuseado pelo mais experiente operador de laser. Apesar disso, o laser de CO2 é um método seguro e efetivo de rejuvenescimento facial, quando operado por um médico treinado para tal procedimento (11).

O laser de CO2 provoca uma lesão térmica responsável pela remoção de uma camada mais superficial de pele, composta de tecido epidérmico e derme superficial papilar que sofreram alterações degenerativas. Por outro lado, o laser de Erbium:YAG é altamente absorvido pela água, sendo assim absorvido superficialmente na pele com uma propriedade de ablação mais precisa e menor lesão térmica em relação ao laser de CO2. Com isso, a cicatrização é mais rápida e o eritema menos evidente, desaparecendo mais rapidamente.

Yang et al. (14), em 1995, investigaram a ablação do laser de CO2 ultrapulsado em pele de coelhos. A avaliação histológica demonstrou que a epiderme e a arquitetura do colágeno na derme papilar encontravam-se homogeneamente destruídas logo após a ablação. Estes achados coincidiram com os do nosso estudo, apesar de este se utilizar de pele de rato. Encontramos uma epiderme totalmente ablada, juntamente com uma porção da derme papilar. O restante da derme papilar apresentava dano térmico residual, representado pela homogeneização das suas fibras colágenas e elásticas. Ainda com relação ao estudo de Yang, a ablação pelo laser ultrapulsado de CO2 removeu a pele dos coelhos precisamente e sem hemorragia, além de não haver formação de cicatriz. Se se comparar o laser de CO2 de pulsos curtos com o de ondas contínuas, não se observa uma diferença significativa no dano térmico pela análise histológica, ao menos quando esta é realizada logo após a ablação (11).

Weiss et al. (12), em 1999, utilizando laser de Erbium:YAG para rejuvenescimento em região periorbital em 50 pacientes com pele de tipos I-III de Fitzpatrick, com acompanhamento de até um ano, demonstraram um substancial efeito terapêutico, obtendo melhora de aproximadamente 75% na maioria dos pacientes, com um mínimo de efeitos colaterais. O laser de Erbium:YAG demonstrou ser seguro e eficiente. A avaliação histológica mostrou remoção completa da epiderme com uma a três passadas e, abaixo das áreas de perda epidérmica, houve uma pequena zona de dano térmico na derme papilar, representada por fibras coaguladas, o que coincidiu com a análise histológica do presente estudo.

De acordo com Kaufmann et al. (7), o laser de Erbium:YAG tem se mostrado um método ablativo eficaz, com dano térmico mínimo, devido à sua característica peculiar de absorção pela água tecidual, dez vezes maior que a do laser de CO2. A adição de laser Erbium:YAG seguindo o rejuvenescimento por laser de CO2 reduz a duração do possível edema, a formação de crosta e o prurido após a aplicação, em comparação com o uso isolado de laser pulsado de CO2 (8).

De acordo com a análise histológica de Adrian (1), em 1999, o laser de Erbium:YAG é capaz de verdadeiras ablações de tecido com um pequeno dano térmico residual, em contraste com o laser de CO2, o qual vaporiza a água tecidual e está associado a significativa coagulação térmica tecidual. Isto pôde ser observado em nosso estudo, no qual o dano de ablação foi maior com o laser erbium. Já o DTR foi maior com o laser de CO2, pois a zona de coagulação é mais espessa, uma vez que este laser vaporiza a água com grande intensidade. Outra observação importante é que o laser de Erbium:YAG é capaz de efeitos ablativos teciduais precisos, o que também está em concordância com a lesão em platô observada em nosso estudo. Já o laser de CO2 provoca lesão menos precisa, em U, com diferentes profundidades de dano de ablação. Alster (2), em 1999, também observou, histologicamente, ablação epidérmica parcial após uma a duas passadas de laser Erbium:YAG em pele humana. Três passadas produziram total ablação epidérmica, sem dano residual mensurável na derme. Este estudo confirma as diferenças entre o laser de CO2 e o de Erbium:YAG, principalmente em relação à profundidade de ablação e aos efeitos teciduais. Enquanto os efeitos térmicos do laser de CO2 produzem uma zona relativamente abrangente de necrose coagulativa, afetando a homeostase e a retração do colágeno, o efeito tecidual fotomecânico do laser de Erbium:YAG resulta em menores difusão térmica, necrose coagulativa, homeostasia e retração colágena. Além disto, também observou-se no presente estudo que, quanto ao dano de ablação, o laser de CO2 provoca uma lesão heterogênea na profundidade, mas homogênea em sua extensão, pois não se observaram intervalos de pele não-lesada em meio às áreas de aplicação (Figura 1). Comparativamente, o laser erbium apresenta um dano de ablação diferente do provocado pelo laser de CO2, sendo heterogêneo em sua extensão e homogêneo na profundidade, ou seja, ocorrem intervalos de pele não-lesada em meio às áreas de aplicação (Figura 3).

O dano térmico residual constitui-se histologicamente de duas zonas: a zona de coagulação, representada pelas fibras colágenas e elásticas completamente homogeneizadas, e a zona de transição, situada mais profundamente, na qual as fibras apresentam-se parcialmente lesadas. Analisando-se o dano térmico residual, o laser de CO2 provoca, em comparação com o laser erbium, um maior dano térmico, apresentando tanto a zona de coagulação como a zona de transição espessas. O laser de erbium provoca um menor dano térmico, com uma zona de coagulação pequena e uma zona de transição semelhante àquela observada no laser de CO2. Rubach et al. (10), em 1997, demonstraram remoção completa e uniforme de epiderme, com ablação da derme papilar, quando usou-se o laser de CO2 em 74 pacientes, com graus variáveis de efeitos térmicos, demonstrados pela coagulação de faixas colágenas da derme papilar, revelando um padrão amorfo à coloração por HE, em concordância com o nosso estudo. Utley et al. (13), em 1999, realizaram um estudo in vivo com análise histológica dos efeitos térmicos sofridos pelas estruturas epidérmicas e dérmicas, acompanhando o tratamento com laser de CO2 e laser de Erbium:YAG em dez pacientes, com seguimento de sete dias, e concluíram que as amostras nas quais foi aplicado laser de CO2 seguido por laser de Erbium:YAG e as amostras com aplicação somente de laser de Erbium:YAG tiveram, ambas, os menores dano colágeno e necrose térmica. Isto ocorreu, provavelmente, no primeiro caso, pela remoção parcial efetuada pelo laser de Erbium:YAG da necrose térmica que é induzida pelo laser de CO2. Outros autores relataram diminuição dos efeitos adversos quando se usa o laser de Erbium:YAG após o tratamento com laser ultrapulsado de CO2, contudo sem diferença notável no grau de melhora das rugas (5).

 

Conclusão

O laser erbium apresenta propriedades distintas do laser de CO2, provocando um dano mais uniforme em sua profundidade, sendo, portanto, mais preciso que o laser de CO2. A avaliação do dano térmico residual também demonstra melhores resultados com o uso do laser erbium, este apresentando menor dano tecidual adjacente ao local da aplicação, com menor área de necrose coagulativa que o laser de CO2.

 

Referências

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3. Anderson, R.R. et al. Selective phototermolysis: precise microsurgery by selective absorption of pulsed radiation. Science, 220: 524-7, 1983.         [ Links ]

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Endereço para correspondência

Lúcia de Noronha
Laboratório de Patologia Experimental
Pontifícia Universidade
Católica do Paraná
Rua Imaculada Conceição 1155
Prado Velho
CEP 80215-030 – Curitiba-PR
Cx. postal 16.210 – CEP 81611-970
Tel.: (41) 330-1597 – Fax: (41) 330-1621
e-mail: luno@uol.com.br

 

 

1. Professora assistente da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC/PR); mestre em Dermatopatologia.
2. Acadêmico do curso de Medicina e estagiário do Laboratório de Patologia Experimental da PUC/PR.
3. Acadêmica do curso de Medicina da Universidade Federal do Paraná.
4. Mestre em Cirurgia Plástica.

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