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Jornal Brasileiro de Patologia e Medicina Laboratorial

Print version ISSN 1676-2444On-line version ISSN 1678-4774

J. Bras. Patol. Med. Lab. vol.45 no.4 Rio de Janeiro Aug. 2009

http://dx.doi.org/10.1590/S1676-24442009000400001 

NOSSA CAPA

 

Thomas Green Morton, o inventor da anestesia

 

 

 

As descobertas e invenções médicas transformaram a vida de várias civilizações, tornando-a possível com menos sofrimento e por muito mais tempo. Mas nada seria possível ou suportável se não fosse descoberta uma forma de vencer a dor, desafio que sempre se impôs como um objetivo para os estudiosos da ciência médica desde Hipócrates.

Por isso, não é possível falar das grandes invenções de medicina sem um capítulo generoso dedicado àquele que descobriu como era possível fazer uma cirurgia com anestesia geral. Isso aconteceu em 1846, na cidade de Boston, nos Estados Unidos, quando o dentista americano Thomas Green Morton, pela primeira vez, usou o éter para realizar uma cirurgia.

Isso aconteceu no anfiteatro cirúrgico do Massachusetts General Hospital e, embora Morton fosse dentista, estava ali porque tinha idealizado um aparelho inalador de éter. O artefato foi criado a partir das várias experiências de Morton com o uso do éter inalado para realizar extrações dentárias sem dor. Imaginando a possibilidade de uma cirurgia sem dor, o dentista solicitou autorização para experimentar seu aparelho numa cirurgia de maior porte. O paciente foi um jovem de 17 anos, de nome Gilbert Abbot, que tinha um tumor no pescoço. Junto ao cirurgião John Collins Warren, Thomas Green Morton, participou da cirurgia, considerada um sucesso e a primeira experiência concreta de anestesia geral.

Embora o primeiro passo dado em direção à descoberta de um modo de anestesiar os pacientes tivesse sido dado por Joseph Priestley, em 1773, com a descoberta do dióxido de nitrogênio (NO2), as demais experiências feitas com o método não surtiram o efeito desejado, colocando inclusive em risco a vida dos que participam dos experimentos.

Thomas Green Morton, em suas pesquisas, sempre buscou estudar formas de fazer uso de um anestésico que ajudasse no controle da dor, sem risco algum aos que o utilizavam. Consultou um professor de química, que lhe sugeriu o uso do éter sulfúrico. Os resultados foram tão profícuos quanto a certeza de que a ciência médica dava um gigantesco passo na direção da desconstrução de mais um importante paradigma.

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