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Jornal Brasileiro de Patologia e Medicina Laboratorial

Print version ISSN 1676-2444

J. Bras. Patol. Med. Lab. vol.47 no.5 Rio de Janeiro Oct. 2011

http://dx.doi.org/10.1590/S1676-24442011000500006 

ARTIGO ORIGINAL ORIGINAL PAPER

 

Prevalência de bacilos Gram-negativos não fermentadores de pacientes internados em Porto Alegre-RS

 

Prevalence of non-fermenting Gram-negative bacilli among inpatients from Porto Alegre-RS

 

 

Bruno DeliberaliI; Kendi Nishino MyiamotoII; Carlos Hugo Del Priore Winckler NetoIII; Rafael Silvio Remus PulcinelliIV; Alzira Resende do Carmo AquinoV; Bruno Stefanello VizzottoVI; Roberto Christ Vianna SantosVII

IEspecialista em Análises Clínicas; farmacêutico bioquímico
IIMestre em Biologia Celular e Molecular; biomédico
IIIMestre em Ciências Farmacêuticas; farmacêutico bioquímico
IVEspecialista em Microbiologia Clínica; farmacêutico bioquímico
VMestra em Biologia Celular e Molecular; farmacêutica bioquímica
VIMestre em Ciências Farmacêuticas; professor auxiliar do Centro Universitário Franciscano (UNIFRA)
VIIDoutor em Biologia Celular e Molecular; professor adjunto do UNIFRA

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

INTRODUÇÃO: Os bacilos Gram-negativos não fermentadores (BGNNF) são frequentemente associados às infecções hospitalares. Além da alta incidência, esses microrganismos possuem resistência a diversos antimicrobianos.
OBJETIVO: Analisar a prevalência e o perfil de resistência de BGNNF.
MÉTODOS: Foram analisados 14.971 laudos de pacientes em um hospital privado de Porto Alegre-RS, no período de maio de 2006 a março de 2008, sem distinção de sexo e idade.
RESULTADOS E CONCLUSÃO: Foram isoladas 326 amostras de BGNNF. As espécies mais prevalentes foram: Pseudomonas aeruginosa (65,03%), Acinetobacter baumannii (16,56%) e Stenotrophomonas maltophilia (9,5%). Outras espécies apresentaram índices inferiores a 5%. Os microrganismos foram isolados de diversos sítios infecciosos. Os materiais biológicos que apresentaram maior positividade para esses microrganismos foram o aspirado traqueal (38,34%), o escarro (18,71%) e a urina (15,95%). A resistência bacteriana mostrou-se mais expressiva a tetraciclinas (89,57%) e sulfametoxazol/trimetoprima (79,75%). Os antimicrobianos mais ativos foram polimixina B, com 100% de sensibilidade, e piperaciclina/tazobactam, com 75,2% de sensibilidade.

Unitermos: Bacilos Gram-negativos não fermentadores, Pseudomonas aeruginosa, Antimicrobianos


ABSTRACT

INTRODUCTION: The non-fermenting Gram-negative bacilli (NFGNB) have been widely associated with nosocomial infections. Not only are these microorganisms highly prevalent but they are also highly resistant to NFGNB.
OBJECTIVE: To assess the prevalence and resistance profile of non-fermenting Gram-negative bacilli.
METHODS: 14.971 patient reports from a private hospital in Porto Alegre, Rio Grande do Sul, from May/2006 to March/2008 were analyzed.
RESULTS AND CONCLUSION: Three hundred twenty-six samples of non-fermenting Gram-negative bacilli were isolated. The most prevalent species were Pseudomonas aeruginosa (65.03%), Acinetobacter baumannii (16.56%), and Stenotrophomonas maltophilia (9.5%). Other species showed rates lower than 5%. The microorganisms were isolated from several infectious sites and the biological materials that showed higher positivity were the following: tracheal aspirate (38.34%), spittle (18.71%) and urine (15.95%). Bacterial resistance was higher with tetracyclines (89.57%) and sulfamethoxazole/trimethoprim (79.75%). The most active antimicrobials were polymyxin B and piperacillin/tazobactam with 100% and 75.2% sensibility, respectively.

Key words: Non-fermenting Gram-negative bacilli, Pseudomonas aeruginosa, Antimicrobials


 

 

Introdução

Os bacilos Gram-negativos não fermentadores (BGNNF) constituem um grupo extremamente diverso(23), são estritamente aeróbios, não esporulados e se caracterizam pelo fato de serem incapazes de utilizar carboidratos como fonte de energia por meio de fermentação, degradando-os pela via oxidativa(1, 23, 26).

As infecções por BGNNF aumentaram no grau de importância em instituições hospitalares a partir da década de 1970, tendo como principais representantes Pseudomonas aeruginosa, Acinetobacter spp., Stenotrophomonas maltophilia e Burkholderia cepacia(3, 11, 5). Além disso, esses não fermentadores vêm apresentando sensibilidade diminuída a um grande número de fármacos(34). Essas infecções têm origem endógena ou exógena, dependendo de diversos fatores, como uso de substâncias imunossupressoras, utilização abusiva de agentes antimicrobianos de amplo espectro, procedimentos cirúrgicos prolongados e instrumentação mecânica inadequada(8, 10, 12). Esses microrganismos estão relacionados predominantemente com infecções hospitalares(14, 28).

O objetivo principal deste trabalho foi verificar a prevalência de isolamento e o perfil de resistência dos BGNNF em pacientes hospitalizados em um hospital privado de Porto Alegre-RS, no período de maio de 2006 a março de 2008.

 

Materiais e métodos

Realizou-se uma análise retrospectiva dos prontuários de registro do Laboratório de Microbiologia Clínica do Hospital Divina Providência de Porto Alegre no período de maio de 2006 a março de 2008. Foram utilizados laudos de pacientes hospitalizados sem distinção de sexo e idade. O presente trabalho foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos do Centro Universitário Franciscano (UNIFRA).

 

Resultados e discussão

Neste estudo foram analisados 14.971 laudos de pacientes e, embora não tenhamos feito distinção das unidades hospitalares em que esses pacientes se encontravam, pudemos verificar que os microrganismos citados anteriormente são importantes agentes causadores de infecções hospitalares, sendo patógenos oportunistas, como encontrado na literatura(20, 26, 35), e isso ocorre devido a alguns fatores como, por exemplo, a queda da imunidade dos pacientes e a utilização de procedimentos invasivos.

A frequência geral de BGNNF em nosso estudo foi de 326 (2,18%), conforme mostrado na Tabela 1. Embora esses dados sejam comparados com o número global de amostras analisadas e não somente com as culturas positivas, eles se aproximam do encontrado na literatura. Em estudo semelhante, Menezes et al.(26) demonstraram que a frequência para esses microrganismos foi de 9,4%.

 

 

A frequência de Pseudomonas aeruginosa apresentada em nosso estudo foi similar à relatada por Mimica et al.(27) e Frota et al.(17) e superior à encontrada por Menezes et al.(26). Menezes et al.(25), estudando culturas de ponta de cateter, também apontaram esse microrganismo como o mais comumente isolado entre os BGNNF. Além disso, vários pesquisadores têm estudado essa bactéria devido a sua alta frequência de isolamento, o que vem ao encontro do relatado em nosso trabalho(5, 14).

O estudo também mostrou grande similaridade com o relatado por Koneman et al.(23), cuja prevalência de Pseudomonas aeruginosa foi de 66% e de Acinetobacter baumannii, 7%, e que está em acordo com o descrito por Karloswky et al.(22) e Shah et al.(36), que destacaram esses patógenos como os não fermentadores mais isolados em espécimes clínicos hospitalares.

É importante ressaltar neste artigo a diversidade de sítios infecciosos, ou seja, o tipo de material biológico no qual foram isolados esses microrganismos. A maioria dos BGNNF analisados foram isolados de aspirado traqueal (125; 38,3%), escarro (61; 18,7%) e urina (52; 15,9%).

Ainda encontramos cepas em lavado broncoalveolar (30; 9,2%), sangue (19; 5,8%), secreção de ferida operatória (11; 3,4%), secreção abdominal (6; 1,8%), ponta de cateter (6; 1,8%) e outros (secreção vaginal, líquido pleural, água de diálise, líquido peritoneal, secreção do braço direito, espermatozoide, líquido pélvico etc.), como pode ser visualizado na Tabela 2.

 

 

Com isso, pode-se perceber que a maioria das amostras foi isolada a partir do material do trato respiratório (68%). Esse fato também foi constatado por Menezes et al.(26), o que de certa forma já era esperado, uma vez que relatamos, em nosso estudo, grande quantidade de cepas isoladas de Pseudomonas aeruginosa, microrganismo comum em patologias respiratórias(13, 15, 35). Estudando esse patógeno, encontramos a maioria de cepas provindas do trato respiratório.

Nas patologias respiratórias também é muito frequente o isolamento de outros não fermentadores. Garcia et al.(20), estudando a Stenotrophomonas maltophilia, encontraram 70% de cepas do trato respiratório para esse bacilo e Coronas et al.(6),estudando indivíduos com infecção/colonização por Acinetobacter baumannii, relataram que 45% deles apresentavam enfermidade respiratória crônica.O trato urinário vem logo em seguida com 52 isolados (15,9%), sendo um pouco inferior ao encontrado por Menezes et al.(26) e Figueiredo et al.(15), este último, em relação a Pseudomonas aeruginosa.

Quando analisamos o perfil de resistência dos BGNNF, verificamos importantes índices de resistência diante de diversos antimicrobianos, como pode ser visto na Figura.

 

 

O antimicrobiano mais ativo foi a polimixina B com 100% de sensibilidade, embora tenha sido reportado apenas para amostras que apresentaram resistência a todos os outros antimicrobianos. Esse fato foi relatado em nosso país(2, 16, 18, 29, 32, 38) e é preocupante, visto que a perda de sensibilidade em curto espaço de tempo não corresponde à velocidade com que novos antimicrobianos podem ser lançados no mercado, deixando os pacientes expostos a infecções com poucas possibilidades de tratamento(7).

Outro antimicrobiano que apresentou grande atividade contra os não fermentadores foi a piperacilina associada ao tazobactam (75,2%), relato semelhante ao encontrado pelos pesquisadores do programa SENTRY(35), na América Latina, em relação a Pseudomonas aeruginosa, não se afastando também do que foi dito por Figueiredo et al.(15) para essa mesma bactéria.

Gentamicina, ceftriaxona e aztreonam obtiveram resultados de resistência intermediária, com 53,4% para a primeira e 55,2% para as últimas. Quase 50% dos isolados não fermentadores foram resistentes à cefepima, uma cefalosporina de quarta geração, justificando a preocupação mundial com relação à resistência a esses microrganismos.

Os carbapenêmicos são conhecidos como potentes agentes para o tratamento de infecções por Pseudomonas (24, 31, 33, 37), bactérias com aeruginosa e Acinetobacter spp.maior prevalência em nosso estudo. Isso foi comprovado, já que encontramos apenas 32,8% e 37,1% de isolados resistentes a imipenem e meropenem, respectivamente. Porém, nosso trabalho sugere aumento da resistência a esses fármacos, uma vez que no estudo com enfoque em imipenem, Freitas et al.(16) ressaltaram resistência de 16,3% pela Pseudomonas aeruginosa, índice semelhante ao encontrado pelo programa SENTRY no Brasil e na América Latina(35).

Em outro estudo recente, Bier et al.(4) detectaram resistência a carbapenêmicos mediada por carbapenemases da classe D (OXA-23) em isolados de Acinetobacter baumannii em Curitiba-PR.

Comparando a atividade in vitro desses carbapenêmicos, vários autores demonstraram que o meropenem possui atividade contra Gram-negativos superior à do imipenem(9, 19, 30), fato que não foi confirmado na nossa pesquisa, visto que encontramos maior número de amostras resistentes a meropenem.

Por outro lado, os maiores níveis de resistência se expressaram a tetraciclinas (89,6%) e sulfametoxazol/trimetoprima (79,7%), fato também relatado por Menezes et al.(26) e que pode estar relacionado com o acesso facilitado a esses medicamentos, já que são fármacos baratos e de fácil aquisição, e o uso indiscriminado pode, por pressão, selecionar cepas resistentes. Hinrichsen(21) descreve que o uso frequente de determinado antimicrobiano é capaz de elevar proporcionalmente a resistência bacteriana a esse fármaco, e o hospital que faz uso de grandes quantidades de um antimicrobiano acabará apresentando, em um futuro próximo, problemas associados à resistência a esse fármaco.

 

Conclusão

Dos 14.971 laudos analisados, em 326 (2,18%) foram identificados BGNNF. Apesar da baixa prevalência com que aparecem na rotina, os BGNNF têm significativa importância pelo risco que proporcionam aos pacientes. Esses microrganismos podem expressar vários fatores de virulência como forma de defesa contra o hospedeiro, facilitando sua invasão e sua disseminação no organismo humano. Além disso, apresentam altas taxas de morbimortalidade e resistência aos antimicrobianos, restringindo a escolha terapêutica.

De acordo com a Tabela 1, a espécie bacteriana Pseudomonas aeruginosa foi o microrganismo com maior frequência, como já era esperado, o que demonstra ser um importante patógeno nosocomial. Entretanto, um dos resultados mais interessantes em nosso estudo foi a alta prevalência do gênero Acinetobacter, confirmando ser um microrganismo emergente no meio hospitalar.

Mediante a Tabela 2, podemos analisar que a maioria dos isolados em nossa pesquisa foi proveniente de material do trato respiratório. Isso se deve à grande prevalência de Pseudomonas aeruginosa e Acinetobacter sp., não fermentadores conhecidos por provocar infecções respiratórias.

Os antimicrobianos mais eficazes contra essas bactérias foram a polimixina B e a piperacilina associada ao tazobactam, representando ser boa alternativa terapêutica no tratamento dessas infecções. Também podemos concluir que os carbapenêmicos continuam sendo escolhas adequadas no tratamento dessas infecções, embora se tenha notado um acréscimo na resistência a esses antimicrobianos.

Os menos eficazes foram as tetraciclinas e o sulfametoxazol associado à trimetoprima, o que de algum modo é explicado pelo uso indiscriminado desses fármacos empírica e profilaticamente.

Nossos resultados destacam a importância de trabalhos como este para guiar a terapia e as medidas de controle de infecção, uma vez que existe variação dos padrões de resistência de país para país e mesmo entre diferentes hospitais em uma cidade. Assim, a criação de um sistema de monitoramento da resistência ajudaria muito na escolha da terapia empírica mais adequada.

Para que haja diminuição desses números de resistência no país e no mundo é preciso ainda que ocorra a implementação de sistemas de vigilância epidemiológica e de medidas de controle de infecção. Dessa maneira, esperamos que o nosso trabalho auxilie na adoção de políticas concretas com relação à utilização racional de antimicrobianos e no controle intra-hospitalar de infecções, reduzindo o aparecimento de microrganismos multirresistentes.

 

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Endereço para correspondência:
Roberto Christ Vianna Santos
Centro Universitário Franciscano - UNIFRA Laboratório de Microbiologia Clínica
Rua dos Andradas, 1.614
CEP: 97010-032 - Santa Maria-RS

Primeira submissão em 03/02/11
Última submissão em 12/04/11
Aceito para publicação em 05/05/11
Publicado em 20/10/11