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Jornal Brasileiro de Patologia e Medicina Laboratorial

Print version ISSN 1676-2444

J. Bras. Patol. Med. Lab. vol.48 no.2 Rio de Janeiro Apr. 2012

http://dx.doi.org/10.1590/S1676-24442012000200012 

RELATO DE CASO CASE REPORT

 

Tumor neuroendócrino primário de mama: relato de três casos e revisão de literatura

 

Primary neuroendocrine carcinoma of the breast: case report and literature review

 

 

Mariana Novaes PinheiroI; Jurandyr Moreira de AndradeII; Liane RapatoniIII; Alfredo Ribeiro SilvaIV; Daniel Guimarães TiezziV; Hélio Humberto Angotti CarraraVI; Fábio Eduardo ZolaVII; Harley Francisco de OliveiraVIII; Fernanda Maris PeriaIX

IOncologista clínica formada pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (HCFMRP/USP)
IIProfessor titular do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da FMRP/USP
IIIMédica assistente da Divisão de Oncologia de Oncologia Clínica do HCFMRP/USP
IVProfessor do Departamento de Patologia e Medicina Legal da FMRP/USP
VProfessor do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da FMRP/USP
VIProfessor do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da FMRP/USP
VIIMédico assistente da Divisão de Oncologia de Oncologia Clínica do HCFMRP/USP
VIIIProfessor do Departamento de Clínica Médica da FMRP/USP
IXProfessora do Departamento de Clínica Médica da FMRP/USP

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

Os tumores neuroendócrinos primários de mama (TNPMs) são incomuns e não há consenso quanto a tratamento e prognóstico. No presente trabalho, foram revisados os diagnósticos de 1.184 pacientes com câncer de mama atendidos no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (HCFMRP/USP), identificando três casos que preenchiam os critérios de TNPM, segundo classificação estabelecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2003. Foram avaliados os achados clinicopatológicos e imuno-histoquímicos e as terapias realizadas, buscando caracterizar os padrões histopatológicos e de comportamento distintos dos carcinomas convencionais de mama.

Unitermos: Câncer de mama, Carcinoma neuroendócrino, Achado clinicopatológico, Análise imuno-histoquímica


ABSTRACT

Primary neuroendocrine breast carcinomas (NECs) are uncommon. Moreover, there is no consensus as to its treatment and prognosis. In this study, the diagnoses of 1,184 cases of breast cancer treated at Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto/Universidade de São Paulo (HCFMRP/USP) were reviewed. Three among them fulfilled the criteria for primary NEC according to the classification established by the World Health Organization (WHO) in 2003. Clinicopathological, immunohistochemical features and treatments were assessed in order to characterize histopathological and distinct patterns of conventional breast carcinomas.

Key words: Breast cancer, Neuroendocrine carcinoma, Clinicopathological study, Immunohistochemistry


 

 

Introdução

Os tumores neuroendócrinos primários de mama (TNPMs) representam aproximadamente 2% a 5% dos tumores da mama(20). Inicialmente descritos em 1963, somente em 2003 a Organização Mundial da Saúde (OMS) definiu a necessidade de expressão de marcadores neuroendócrinos em mais de 50% das células tumorais para o diagnóstico definitivo de TNPM(20). Os subtipos histológicos identificados foram sólido, de pequenas células, de grandes células, celular mucinoso, carcinoide atípico e carcinoma ductal neuroendócrino in situ (NE-DCIS)(20). Alguns carcinomas de mama expressam áreas de diferenciação neuroendócrina, < 50% das células, porém sem impacto no prognóstico(12, 21).

As características histológicas dos TNPMs são semelhantes às encontradas nos tumores neuroendócrinos do trato gastrointestinal e pulmonares, sendo obrigatório investigar e excluir o tumor primário extramamário e demonstrar um componente in situ na mama(5, 8).

Não há tratamento padrão estabelecido. Apesar de relatos sugerirem comportamento agressivo, o prognóstico em estágios precoces e lesões in situ pode ser melhor que no do carcinoma ductal de mama(6, 7, 22).

Em revisão da literatura de 2010, Wei et al. documentaram apenas cinco séries de casos classificadas segundo os critérios diagnósticos da OMS, a maior delas com 74 pacientes(4, 10, 11, 14, 17, 22, 25).

No presente estudo, foram revisados os diagnósticos de 1.184 casos de câncer de mama atendidos no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (HCFRMP/USP), identificando três casos que preenchiam os critérios de TNPM. Foram avaliados os achados clinicopatológicos e imuno-histoquímicos e as terapias realizadas, buscando caracterizar padrões histopatológicos e de comportamento distintos dos carcinomas convencionais de mama.

 

Relato dos casos

Caso 1

Mulher de 59 anos de idade com queixa de descarga papilar. O exame físico evidenciava dois nódulos palpáveis no quadrante superior medial (QSM) da mama direita, medindo 1,2 cm cada, sem linfonodos palpáveis. A mamografia apresentou assimetria focal em QSM e microcalcificações esparsas. Exames de estadiamento sem evidências de doença sistêmica.Diagnosticou-se carcinoma neuroendócrino intraductal na biópsia excisional, seguida de controle local, com mastectomia associada à biópsia de linfonodo sentinela. Foram identificados na histologia múltiplos focos residuais de carcinoma papilífero in situ, variante sólida neuroendócrina medindo 1,5 cm, moderadamente diferenciado e sem comprometimento em amostra linfonodal. O estádio clínico (EC) foi TisN0M0 = 0(2). Realizou-se tamoxifeno; paciente permaneceu sem evidência de doença, com seguimento de 39 meses.

Caso 2

Mulher de 67 anos de idade com nódulo em QSM da mama esquerda medindo 3,6 cm, sem linfonodos palpáveis. A mamografia evidenciou nódulo parcialmente circunscrito, medindo 4 cm. Exames de estadiamento sem evidências de doença sistêmica. A punção biópsia aspirativa sugeria malignidade. Foi submetida à mastectomia com biópsia de linfonodo sentinela, identificando carcinoma neuroendócrino invasivo, moderadamente diferenciado, medindo 4 cm, sem metástase linfonodal. EC: T2N0M0 = IIA(2). Realizou-se quimioterapia (seis ciclos de 5fluoracil, epirrubicina e ciclofosfamida [FEC75]), seguida do uso de tamoxifeno adjuvante. Após 24 meses do diagnóstico inicial, apresentou recidiva em plastrão e axila esquerda, submetendo-se ao esvaziamento axilar, encontrando seis gânglios acometidos. Em seguida, foi realizada radioterapia de plastrão e fossa supraclavicular e feito o uso de letrozol, por 14 meses, até o óbito decorrente de causa não relacionada ao câncer, com sobrevida global de 38 meses.

Caso 3

Mulher de 45 anos de idade, com nódulo de 5 cm entre os quadrantes externos da mama direita, sem linfonodos palpáveis. Exames de estadiamento sem evidências de doença sistêmica. Realizaram-se dois ciclos de quimioterapia neoadjuvante (esquema 5fluoracil, adriamicina e ciclofosfamida [FAC]) e mastectomia com esvaziamento axilar à direita. Diagnosticado tumor neuroendócrino, moderadamente diferenciado, medindo 3 cm com 5 linfonodos acometidos pelo neoplasia de 40 avaliados. EC: T2N2M0 = IIIA(2). Devido a comorbidades graves, foram realizadas quimioterapia adjuvante com a combinação de ciclofosfamida, metotrexate e fluoracil (CMF) (seis ciclos) e radioterapia em plastrão e fossa supraclavicular, seguidas de hormonioterapia com tamoxifeno por cinco anos. Onze anos após o diagnóstico, apresentou metástases pleurais/ósseas, tratadas com paclitaxel paliativo seguido de letrozol. Foi realizada radioterapia antiálgica nos arcos costais e no ombro esquerdo e feito o uso de ácido zoledrônico. Após progressão de doença óssea, foi introduzido exemestano. Devido a sucessivas progressões, pulmonares, hepáticas e do sistema nervoso central (SNC), outros esquemas de quimioterapia foram utilizados, como capecitabina e gencitabina + cisplatina. Com sobrevida global de 169 meses, evoluiu para óbito devido à neoplasia.

 

Histologia e imuno-histoquímica

Foram revisados os diagnósticos de 1.184 casos de câncer de mama, tratados no HCFMRP/USP, entre 1º de janeiro 2000 e 31 de julho de 2010, separados os casos morfologicamente compatíveis com TNPM e reclassificados como tal, segundo os critérios da OMS de 2003. A avaliação incluiu outros marcadores relacionados, como receptor para estrógeno (RE), receptor para progesterona (RP), receptor tipo 2 do fator de crescimento epidérmico humano (HER2), antígeno carcinoembrionário (CEA), citoqueratinas 7 e 20 (CK7, CK20), calponina e Ki-67 (Tabela).

 

Discussão

Os TNPMs foram inicialmente descritos há mais de 40 anos, mas os critérios precisos para diagnóstico histológico foram determinados apenas em 2003, segundo a classificação da OMS(20), justificando a falta de uniformidade quanto ao diagnóstico e ao tratamento encontrados em diversos trabalhos publicados.

Diferente dos subtipos histológicos especiais de carcinomas de mama (tubular, mucinoso e cribiforme), os TNPMs não apresentam comportamento biológico bem caracterizado. Alguns estudos sugerem melhor prognóstico(10, 14, 25), outros não demonstram diferença(11, 17) e alguns ainda caracterizam pior prognóstico(22). Em recente estudo, Weigelt et al. demonstraram que o carcinoma celular mucinoso, variante do TNPM, possui características moleculares distintas do carcinoma ductal(23). O carcinoma de pequenas células, outra variante do TNPM, demonstra prognóstico muito pior que outras histologias(12, 15, 16, 24).

O NE-DCIS foi descrito pela primeira vez em 1985(3). Kawasaki et al. realizaram estudo de caso-controle avaliando 294 casos de carcinoma ductal in situ (DCIS); destes, 6,8% eram NE-DCIS(7). Concluiu-se que NE-DCIS apresenta menor grau nuclear e na classificação de Van Nuys, maior escore de expressão de RE e RP e menor expressão de HER2 que os não NE-DCIS(6, 7).

Os TNPMs subtipo sólido caracterizam-se histologicamente pela disposição das células tumorais em ilhas sólidas, separadas por estroma fibrovascular. Ocasionalmente, observa-se arranjo polarizado das células tumorais pelo lúmen, assemelhando-se a rosetas, com grânulos eosinofílicos e tendência a formar paliçadas periféricas ou ilhas tissulares em um clássico padrão carcinoide-like(10) (Figura 1).

Nos três casos descritos, duas pacientes apresentavam menos de 60 anos de idade ao diagnóstico. Todas com tumores de diâmetro inferior a 5 cm, axila negativa ao exame clínico e ausência de metástases, configurando estádios clínicos iniciais. O estádio inicial aliado a outros fatores prognósticos, como grau de diferenciação, expressão de receptores hormonais e HER2, e o fato de tratar-se de variante subtipo sólido dos TNPMs (melhor evolução) favoreceram melhor evolução clínica dos casos. Outro critério não encontrado nesses casos, mas correlacionado com melhor prognóstico nos TNPMs, foi a diferenciação mucinosa(18, 22).

Nos casos apresentados, houve 100% de positividade para enolase neurônio-específica (NSE), positividade difusa para sinaptofisina (SNF) em dois casos, além de positividade moderada para cromogranina (CRM) em um caso, confirmando o diagnóstico de TNPM (Figuras 2 e 3).

Os três casos apresentavam componente intraductal, positividade para CK7 e negatividade para CK20, caracterizando o perfil imuno-histoquímico dos carcinomas mamários e reforçando a mama como sítio primário tumoral(1). Eles expressavam RE e RP, com exceção do caso 2, negativo para RP, e todos foram negativos para HER2, em concordância com a literatura. Extrapolando os achados clínico-histopatológicos, poderíamos inferir que eles pertencem ao subtipo luminal A dos carcinomas de mama(10, 19, 22). Houve, também, baixa expressão de Ki-67 em dois casos (1 e 3), demonstrando baixa proliferação celular e grau moderado de diferenciação celular em todos os casos, compatíveis com comportamento clínico menos agressivo.

Quanto ao tratamento realizado, seguiu-se o protocolo para carcinomas invasivos, incluindo cirurgia, radioterapia, quimioterapia e hormonioterapia. Essa abordagem está consoante com a literatura, com exceção de alguns relatos de casos de tumores de pequenas células, tratados com quimioterapia, contendo etoposide e cisplatina(1, 9). Não se definiu tratamento específico padrão que cause impacto clinicamente significativo na sobrevida global(22).

As três pacientes foram submetidas à mastectomia e à pesquisa de linfonodo sentinela (dois casos) ou esvaziamento axilar (um caso). A paciente do caso 2 foi a única a receber tratamento neoadjuvante contendo antraciclina e, devido à má resposta após dois ciclos, optou-se pela cirurgia. A dose de doxorrubixina utilizada nesse caso foi de 50 mg/m2, pouco abaixo da dose comumente utilizada (60 mg/m2) devido às comorbidades apresentadas, como hipertensão arterial, diabetes mellitus e obesidade.

Duas pacientes fizeram radioterapia adjuvante. A do primeiro relato, por apresentar tumor de EC = 0, recebeu apenas hormonioterapia, conforme protocolos atuais de tratamento. As outras pacientes apresentavam EC = IIA e IIIA, respectivamente, e receberam quimioterapia adjuvante, com um esquema contendo antraciclina (caso 2) e outro não (caso 3) pelo fato de a paciente já ter sido exposta a essa substância na neoadjuvância com pouca resposta.

As três mulheres receberam hormonioterapia com tamoxifeno. Duas delas também fizeram uso de letrozol paliativo após progressão da doença. A paciente do caso 2 fez uso de letrozol por 14 meses e faleceu sem evidência de doença neoplásica; a paciente do caso 3 recebeu terceira linha de tratamento hormonal com exemestano por progressão da doença após 12 meses de uso do letrozol. Ela utilizou exemestano por quatro meses até nova progressão de doença sistêmica, quando se optou por quimioterapia, recebendo, ao todo, três linhas de quimioterapia paliativa (paclitaxel, gencitabina + cisplatina e capecitabina). Foi a única paciente que recebeu quimioterapia paliativa e que realizou radioterapias óssea e cerebral paliativas.

O seguimento dos casos evidenciou que, mesmo nas pacientes com recidiva de doença local ou a distância, houve bom controle da doença com sobrevida global de 38 e 169 meses, demonstrando comportamento menos agressivo com boa evolução clínica, a despeito de fatores adversos da doença.

Em resumo, os TNPMs são entidades ainda pouco estudadas e conhecidas por sua raridade e pequeno número de casos abrangidos pelos estudos, a maioria retrospectivo. A falta de uniformidade quanto aos tratamentos empregados e as divergências apontadas na literatura quanto a evolução e prognóstico tornam o assunto um alvo para novas pesquisas e intervenções terapêuticas. A variante tipo sólido, foco principal deste trabalho, parece se comportar de modo menos agressivo, não se diferenciando de forma significativa dos outros tumores de mama quanto aos achados clínicos, e apresenta boa correlação diagnóstica entre a morfologia e os achados imuno-histoquímicos.

 

Referências

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Endereço para correspondência
Fernanda Maris Peria
Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto
Setor de Oncologia Clínica (Central de Quimioterapia)
Av. Bandeirantes, 3.900
Cidade Universitária – Monte Alegre
CEP: 14040-030 – Ribeirão Preto-SP

Primeira submissão em 12/10/11
Última submissão em 12/10/11
Aceito para publicação em 29/12/11
Publicado em 20/04/12

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