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Jornal Brasileiro de Patologia e Medicina Laboratorial

versão impressa ISSN 1676-2444

J. Bras. Patol. Med. Lab. vol.48 no.5 Rio de Janeiro out. 2012

http://dx.doi.org/10.1590/S1676-24442012000500004 

ARTIGO ORIGINAL ORIGINAL PAPER

 

Prevalência de Chlamydia trachomathis em amostras endocervicais de mulheres em São Paulo e Santa Catarina pela PCR

 

Prevalence of Chlamydia trachomatis in endocervical samples by PCR in São Paulo and Santa Catarina

 

 

Marcos Edgar HerkenhoffI; Rodrigo GaulkeII; Luisa Lemos VieiraIII; Polyanna da Silva FerreiraIV; Ana Kelly PitlovancivV; Vanessa Rosália RemualdoVI

IMestrando em Ciência Animal (área de Genética) pela Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC); veterinário
IIGraduando em Biomedicina pelo Centro Universitário Leonardo da Vinci (UNIASSELVI/FAMEBLU); técnico em análises genéticas
IIIMestranda em Ciência Animal (área de Diagnóstico Molecular) pela UDESC; veterinária; revisora
IVMestranda em Ciência Animal (área de Virologia e Microbiologia) pela UDESC; veterinária; revisora
VMestrado em Biotecnologia pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC); responsável técnica do Genolab Análises
VIDoutora em Patologia Clínica pela Universidade de São Paulo (USP); diretora científica do Genolab Análises

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

INTRODUÇÃO: Nenhuma outra doença sexualmente transmissível (DST) tem mostrado frequência tão elevada quanto a infecção por Chlamydia trachomatis (CT). É frequente a detecção de mulheres portadoras de danos tubários causados por esse agente, determinando infertilidade permanente e as intervenções cirúrgicas não têm demonstrado sucesso em reparar esses danos. A reação em cadeia da polimerase (PCR) se mostrou mais sensível do que a cultura para a identificação de CT, principalmente em cervicite clamidiana nas mulheres. A PCR promove a detecção de sequências específicas de nucleotídeos para a CT.
OBJETIVO: Analisar a prevalência de infecções causadas pela CT em mulheres nos estados de São Paulo e Santa Catarina utilizando amostras endocervicais.
MATERIAIS E MÉTODOS Utilizaram-se para o presente trabalho amostras enviadas pelos laboratórios conveniados ao Genolab, pertencentes aos estados de São Paulo e de Santa Catarina. Foram consultados os resultados dos laudos de exames para CT oriundos do banco de dados do Genolab no ano de 2010. Para a obtenção e o isolamento do ácido desoxirribonucleico (DNA), utilizou-se a técnica de fenol-clorofórmio e para a amplificação do material genético, a técnica de PCR.
RESULTADOS: Obteve-se uma amostra de 287 indivíduos, e desse total 56,45% das mulheres eram positivas. A amostra que obteve o maior número de positivos foi o swab endocervical, com 75%.
CONCLUSÃO: As amostras biológicas provenientes do endocérvix apresentaram detecção eficiente da CT na população feminina. A alta prevalência salienta a importância no emprego do diagnóstico molecular, principalmente por este trabalho apontar esse aspecto.

Unitermos: Chlamydia trachomatis, PCR, Endocervical


ABSTRACT

INTRODUCTION: No other sexually transmitted disease (STD) has been as frequent as Chlamydia trachomatis (CT) infection. Tubal damage caused by this agent has been frequently detected among women. This infection causes permanent infertility. Furthermore, surgical interventions have not demonstrated success in repairing tubal damage. The polymerase chain reaction (PCR) has proved to be more sensitive than culture to the identification of CT mainly in women with chlamydial cervicitis.PCR promotes the detection of specific nucleotide sequences in CT.
OBJECTIVE: To analyze the prevalence of infections caused by CT in women in São Paulo and Santa Catarina states by use of endocervical samples.
MATERIAL AND METHODS: In this study we used samples from laboratories in São Paulo and Santa Catarina states, which are associated with Genolab. CT examination result reports from 2010 obtained from Genolab database were analyzed. The phenol-chloroform protocol was used to obtain and isolate deoxyribonucleic acid (DNA) and the (PCR) method was used to amplify genetic material.
RESULTS: We obtained a sample of 287 individuals, of which 56.45% were positive. Endocervical swab samples showed the highest positive results (75%).
CONCLUSION: Endocervical samples constituted an accurate detection of CT. The high prevalence emphasizes the importance of molecular diagnosis, which is also corroborated by this study.

Key words: Chlamydia trachomatis, PCR, Endocervical


 

 

Introdução

A Chlamydia trachomatis (CT) pode ser considerada o agente etiológico de conjuntivites e infecções respiratórias em pacientes com até um ano de vida. É também considerada uma doença sexualmente transmissível (DST) quando infecta e coloniza o trato sexual e genital. Sua real prevalência é desconhecida pelo provável fato de ser muitas vezes assintomática(18). É uma bactéria Gram-negativa e intracelular obrigatória. É o agente etiológico mais comumente associado às DSTs nos Estados Unidos(11).

Nenhuma outra DST tem mostrado frequência tão elevada quanto a infecção por CT. É frequente a detecção de mulheres portadoras de danos tubários, por vezes irreversíveis, causados por esse agente, determinando infertilidade permanente. A intervenção cirúrgica, como as salpingoplastias e as salpingólises não têm demonstrado sucesso em reparar os danos tubáricos causados pela doença inflamatória pélvica (DIPA)(8, 19). Além disso, a infecção causada pela CT tem sido associada a complicações relacionadas com a reprodução e a saúde na população feminina, incluindo infertilidade e gravidez ectópica(13), sendo considerada o maior agente responsável por esse tipo de gravidez(28). A presença da CT está associada às alterações citológicas da cérvix uterina(21) e, segundo Mardh et al.(17), é o agente comum da salpingite aguda.

Em um estudo realizado na Polônia, a prevalência de CT em casos de abortos precoces foi alta. Isso implica, sobretudo, prevenção contra esse agente em mulheres que planejam engravidar e também nas que já estão grávidas(16). A prevalência desse agente também é alta em mulheres grávidas atendidas na Unidade de Terapia para Infecções Genitais na Universidade Estadual paulista (UNESP) e tem sido associada a muitos fatores de risco. Portanto, a sua triagem é extremamente importante para reduzir complicações obstétricas e neonatais(23). Além disso, a CT genital pode provocar dor durante a relação sexual, reduzindo a satisfação e a qualidade do sexo em mulheres jovens sexualmente ativas(4).

A infecção por esse agente é um cofator importante na transmissão do vírus da imunodeficiência humana (HIV), tanto no homem como na mulher(19). Em contrapartida, mulheres recentemente infectadas com HIV-1 e HIV-2 aumentam as chances de infecção por Neisseria gonorrhoeae e CT(33).

Um estudo realizado em Portugal demonstrou que a prevalência real de CT é desconhecida e o fato é atribuído à alta taxa de casos assintomáticos(18). Um outro estudo, realizado em Porto Rico, concluiu que existe uma falta de compreensão por parte da população quanto à infecção desse agente e isso tem mostrado uma verdadeira carência de conhecimento. Sem o entendimento necessário acerca desse agente, estudantes de medicina e médicos são incapazes de identificar a presença deste e, subsequentemente, educar seus pacientes sobre a prevenção e as complicações sérias dessa infecção. Isso tem uma implicação grave na saúde da mulher e esse conhecimento é importante para reduzir a taxa de pessoas infectadas(15).

A infecção desse agente constitui um sério problema para a saúde pública na América do Sul(1). Um estudo mostrou que existe a circulação desse agente até mesmo em populações indígenas da Amazônia brasileira(9). Outro trabalho indicou que a Alemanha possui uma prevalência desse agente muito semelhante a outros países(7), ou seja, a infecção causada por CT constitui um problema de saúde pública em todo mundo.

Abuso de álcool, uso incorreto de preservativos, hábitos sexuais e falta de conscientização (incluindo a natureza dos sintomas) são identificados como promotores para o desenvolvimento da infecção por esse agente e outras DSTs(20). Portanto, visto que é um agente com alta prevalência no mundo, faz-se necessário o emprego de metodologias de diagnóstico e monitoria adequada da CT(1). Entre a vasta gama de metodologias, a mais utilizada é a identificação por métodos sorológicos(9, 28), no entanto, é fundamental o emprego de metodologias da Biologia Molecular na identificação, principalmente pelo material genético, do agente, entre elas destaca-se a PCR(2, 6, 8, 10, 12, 22, 25, 27, 30-32), por possuir eficácia e sensibilidade de 100%, enquanto o imunoensaioenzimático, por exemplo, possui sensibilidade de 58,8% e especificidade de 100%(14).

O objetivo deste trabalho é estimar a prevalência da CT em mulheres no estado de São Paulo e Santa Catarina com amostras coletadas no endocérvix, oriundas de um laboratório de Análises Genéticas em Blumenau-SC, por meio da técnica de PCR.

 

Material e métodos

Obtenção e coleta do material

Utilizou-se para o presente trabalho amostras de swab e raspado endocervical enviadas pelos laboratórios conveniados ao Genolab, pertencentes aos estados de São Paulo e Santa Catarina. Foi recomendado que a coleta fosse realizada seguindo o manual de coleta Genolab 2010. Nesse manual, seguem as seguintes recomendações: amostras refrigeradas (4ºC em até três dias), nenhuma orientação no preparo do paciente e o material biológico deve ser colocado em tubos contendo solução salina. A coleta do material de raspado endocervical foi feita mediante ao uso de citobush. Coletou-se e avaliou-se a idade das pacientes. Não foi possível a coleta de outros dados relevantes para a análise, como paridade, parceiros sexuais, classe social, uso de contraceptivos ou vulnerabilidade para aquisição do agente, pelo fato desses dados não constarem nos laudos por se tratar de informações sigilosas entre médico e paciente.

Extração de DNA e amplificação

Para a obtenção e o isolamento do DNA, utilizou-se a técnica de fenol-clorofórmio(24). Para a amplificação do material genético de interesse, foi aplicada a técnica de PCR.

Análise dos laudos e análise estatística

Foram consultados os resultados dos laudos de exames para a detecção do agente CT, oriundos do banco de dados do Genolab, no período de um ano. Quantificaram-se, assim, amostras de 287 indivíduos.

 

Resultados

Obteve-se um total de 287 pacientes que solicitaram exame para CT enviando amostras endocervicais. Em relação à idade observada das pacientes (Figura), a média foi de 34 anos; a mediana demonstrou o mesmo valor, enquanto a idade apresentou a maior frequência (moda): 32 anos. Das 287 amostras, 56,45% eram positivas e 43,55% negativas quanto à detecção da CT. Desse total, 13,94% foram coletadas por swab, enquanto 86,06%, por raspado. Em relação às amostras coletadas por swab, 75% apresentaram-se positivas e 25%, negativas. Já as amostras coletadas com raspado, 53,44% eram positivas e 46,56%, negativas (Tabela).

 

 

 

 

Discussão

A idade das pacientes variou de 17 a 58 anos. A média e mediana foram de 34 anos e a moda foi de 32 anos. Até os 46 anos, todos os intervalos de classe se mostraram relativamente altos, no entanto, após essa idade as classes mostraram intervalos baixos (Figura). Isso demonstra claramente a falta de acompanhamento por parte das mulheres com idade um pouco mais avançada.

A amostra total mostrou prevalência extremamente alta. O trabalho de Arráiz et al.(1) apresentou prevalência de 13,7% para pacientes sintomáticas, 7,4% para assintomáticas e 10,4% no total, nos três casos com amostras coletadas por swab endocervical. Jenab et al.(10), com o mesmo tipo de amostra, mostraram prevalência de 21,25%. Patel et al.(22), em um trabalho realizado na Índia coletando-se, também, amostras do endocérvix por meio de swab, mostraram prevalência de 23%. Ramos et al.(23) apresentaram prevalência de 25,7% em uma amostra de endocérvix no Hospital Universitário da Universidade Estadual Paulista (UNESP). Santos et al.(25) mostraram prevalência de 20,7% na população de Manaus-AM também com amostras do endocérvix. Portanto, em comparação com os demais trabalhos, a prevalência de 56,45% encontrada no presente trabalho seria considerada bem alta, uma vez que no trabalho de Arráiz et al.(1) os valores encontrados apontam prevalência alta, sendo a PCR a técnica empregada em todos os trabalhos citados, bem como neste.

A técnica de referência para o diagnóstico desse agente ainda é o cultivo, que possui especificidade de quase 100%; no entanto, a sensibilidade não é muito boa(1, 3, 5, 29, 34, 35). Esse tipo de exame requer cultivo de linhagens celulares e estas são de alto custo e de difícil conservação, fazendo com que muitos laboratórios abandonem essa prática(1). Os testes de amplificação, como a PCR, são mais dispendiosos do que os demais testes não culturais, mas de menos custo do que a cultura, demonstrando sensibilidade e especificidade de quase 100%(26). Além disso, essa técnica pode ser utilizada como método de prevenção sem que o paciente possua alguma manifestação clínica, uma vez que ela detecta o agente antes que ele se reproduza a ponto de manifestar o quadro clínico(1, 26). A eficácia da técnica da PCR justifica seu emprego no presente trabalho.

As amostras coletadas por meio de swab mostraram prevalência muito maior (75%) do que as coletadas por meio de raspado (53,44%). Todavia, o total de pacientes com amostras coletadas por swab é muito inferior ao total coletado com raspado, mesmo assim, isso é forte indicativo de que o swab, assim como nos trabalhos anteriores(1, 10, 22, 23, 25), é mais eficiente do que o raspado na obtenção de material de melhor qualidade para o diagnóstico molecular, mesmo que possa parecer controverso.

 

Conclusão

Os valores apresentados neste trabalho mostram prevalência extremamente alta da CT nos dois estados, sendo a prevalência mais alta em Santa Catarina do que no estado de São Paulo. Visto que a CT afeta a qualidade da vida sexual da paciente e pode provocar problemas sérios à fertilidade, existe a necessidade de um controle epidemiológico mais eficaz nesses dois estados. Portanto, este trabalho salienta a importância de se realizar o diagnóstico laboratorial para esse agente, principalmente mediante o emprego da PCR como técnica, por esta ter mostrado sensibilidade e especificidade elevadas. O trabalho salienta também a necessidade de monitoramento mais rigoroso em mulheres com idade um pouco mais avançada para a detecção desse agente.

 

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Endereço para correspondência:
Marcos Edgar Herkenhoff
Rua Floriano Peixoto, 425 Centro
CEP: 89010-500 - Blumenau-SC

Primeira submissão em 27/11/11
Última submissão em 09/04/12
Aceito para publicação em 16/07/12
Publicado em 20/10/12

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