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Jornal Vascular Brasileiro

versão impressa ISSN 1677-5449versão On-line ISSN 1677-7301

J. vasc. bras. v.4 n.3 Porto Alegre set. 2005

http://dx.doi.org/10.1590/S1677-54492005000300017 

RESUMO DE TESE

 

Comparação da ultra-sonografia com a flebografia e a morfologia no trombo venoso recente - estudo experimental em cães

 

Comparison of ultrasonography with venography and morphology in recent venous thrombus - experimental study in dogs

 

 

Mariangela Giannini

Professora assistente da Disciplina de Cirurgia Vascular, Departamento de Cirurgia e Ortopedia, Faculdade de Medicina de Botucatu (FMB), Universidade Estadual Paulista (UNESP), Botucatu, SP

 

 

INTRODUÇÃO: O diagnóstico da trombose venosa profunda sintomática com o ultra-som é bastante acurado, enquanto que, na trombose venosa profunda recente e assintomática, ainda não está bem estabelecido.
OBJETIVO: O objetivo deste trabalho foi verificar a sensibilidade, especificidade e acurácia do ultra-som com a utilização do modo B, da compressão da veia com o transdutor, da imagem com harmônica de tecidos, avaliação de diâmetros da veia em relação à artéria, cor, power Doppler, curva Doppler e B flow, quando comparados com a flebografia e o exame morfológico da verificação cirúrgica, no diagnóstico da trombose venosa profunda recente em estudo experimental em cães.
MÉTODOS: Vinte cães foram divididos por sorteio em dois grupos: grupo controle e grupo com trombose. No grupo com trombose, a cava inferior foi exposta cirurgicamente, e a trombose foi induzida pela injeção de trombina em um segmento isolado, por 10 minutos, entre duas pinças cirúrgicas. No grupo controle, os animais foram submetidos aos mesmos procedimentos cirúrgicos, sem a indução da trombose. O ultra-som foi realizado no pré- e pós-cirúrgico (2 horas após a indução da trombose). A flebografia foi realizada imediatamente antes do ultra-som pós-cirúrgico. Após o segundo ultra-som, foi realizada cirurgia para a verificação da presença ou não de trombo. Foram comparados os resultados do ultra-som com a flebografia e a verificação cirúrgica da presença do trombo.
RESULTADOS: Em todos os cães, os segmentos da cava inferior eram compressíveis com o transdutor. As relações do diâmetro da cava inferior com aorta foram maiores (P < 0,005) no grupo com trombose do que no grupo controle. O ultra-som com a utilização de imagem com harmônica, power Doppler, curva Doppler na respiração espontânea e B flow teve sensibilidade, especificidade e acurácia de 1. A flebografia apresentou sensibilidade de 90%, especificidade de 80% e acurácia de 85%, quando comparada com o exame morfológico do achado cirúrgico.
CONCLUSÕES: No diagnóstico da trombose venosa profunda recente, no modelo experimental utilizado, a compressão da veia com o transdutor não se mostrou eficaz. A relação do diâmetro de cava inferior com aorta, quando aumentado, pode sugerir a presença de trombose. A utilização, no ultra-som, de novos avanços tecnológicos aumenta a acurácia. A flebografia foi menos acurada que o ultra-som.

 

 

Correspondência:
Mariangela Giannini
Departamento de Cirurgia e Ortopedia. Faculdade de Medicina de Botucatu - UNESP
CEP 18618-970 - Botucatu, SP - Tel.: (14) 3811.6269/3811.6092 - Fax: (14) 3815.7428 - E-mail: marigiannini@uol.com.br

 

 

Orientador: Prof. Dr. Hamilton Almeida Rollo.

Apresentação: 04/05/2005 na Faculdade de Medicina de Botucatu - UNESP.

Banca examinadora: Prof. Dr. Hamilton Almeida Rollo (FMB - UNESP), Prof. titular Francisco Humberto de Abreu Maffei (FMB - UNESP), Prof. Dr. Fausto Miranda Jr. (Universidade Federal de São Paulo - UNIFESP), Prof. Dr. Carlos Alberto Engelhorn (Pontifícia Universidade Católica do Paraná - PUCPR), Prof. Dr. Domingos de Morais Filho (Universidade Estadual de Londrina - UEL).

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