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Jornal Vascular Brasileiro

Print version ISSN 1677-5449On-line version ISSN 1677-7301

J. vasc. bras. vol.7 no.4 Porto Alegre Dec. 2008

http://dx.doi.org/10.1590/S1677-54492008000400002 

ARTIGO ORIGINAL 

 

Publicações indexadas geradas a partir de resumos de congressos de angiologia e cirurgia vascular no Brasil

 

 

Winston Bonetti YoshidaI; Nicole França HolmoII; Gabriela Tieme CorreglianoII; Karina Marcellino BaldonII; Núbia de Souza e SilvaII

IProfessor adjunto, livre-docente, Departamento de Cirurgia e Ortopedia, Faculdade de Medicina de Botucatu, Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" (UNESP), Botucatu, SP.
IIAcadêmicas, 3º ano, Faculdade de Medicina de Botucatu, UNESP, Botucatu, SP.

Correspondência

 

 


RESUMO

CONTEXTO: Grande parte da produção científica apresentada em congressos não é publicada. Mesmo nos países do primeiro mundo, os números demonstram que essa perda é expressiva.
OBJETIVO: Dimensionar o número de artigos publicados e indexados em bases de dados nacionais e internacionais, a partir dos títulos e autores de temas livres ou painéis dos congressos brasileiros de cirurgia vascular de 2001 e 2003.
MÉTODOS: Foram pesquisados os 541 e 567 resumos apresentados, respectivamente, no XXXIV Congresso Brasileiro de Angiologia e Cirurgia Vascular, em 2001 e no XXXV Congresso de Angiologia e Cirurgia Vascular, em 2003. Foi realizada pesquisa computadorizada através dos seguintes instrumentos de busca: Scirus, Bireme, LILACS, SciELO, MEDLINE-PubMed e Biblioteca Cochrane, Google Acadêmico e índices remissivos e onomásticos do Jornal Vascular Brasileiro. Os artigos foram classificados em internacionais ou nacionais e em completos ou modificados.
RESULTADOS: Foram encontrados 21 (3,89%) e 49 (8,64%) artigos publicados, a partir dos congressos de 2001 e 2003, respectivamente. A média de publicação dos dois congressos foi de 6,32%.
CONCLUSÕES: Os números revelados nessa amostra revelam o quanto a publicação das pesquisas no Brasil é relegada a segundo plano. Muitos trabalhos deixam de ser publicados pela falta de prioridade e tradição em escrever, falta de tempo, empenho e de incentivo.

Palavras-chave: Pesquisa, resumos de reunião, autoria e co-autoria na publicação científica.


ABSTRACT

BACKGROUND: Great part of the scientific production presented in congresses is not published. Even in developed countries, figures show an expressive difference between presentations and publications.
OBJECTIVE: To evaluate the number of published and indexed articles, based on available national and international databases, searching for titles and authors of papers and panels from Brazilian vascular surgery congresses held in 2001 and 2003.
METHODS: Searches were performed on the abstracts presented on the XXXIV Brazilian Congress of Angiology and Vascular Surgery, in 2001, and XXXV Congress of Angiology and Vascular Surgery in 2003, respectively 541 and 567 presentations. A computerized search was performed using the following databases: Scirus, Bireme, LILACS, SciELO, MEDLINE-PubMed, Cochrane, Google Scholar and Jornal Vascular Brasileiro indexes. The articles were classified as national or international and as original or modified.
RESULTS: Twenty-one (3.89%) and 49 (8.64%) articles from the Brazilian Congresses of Vascular Surgery of 2001 and 2003 were found, respectively. The average publication rate of papers presented in both congresses was 6.32%.
CONCLUSIONS: The number of publications in this sample show how much research in Brazil is put aside. Many papers are not published because of lack of priority and tradition in writing, lack of time, effort and encouragement.

Keywords: Research, meeting abstracts, authorship and co-authorship in scientific publications.


 

 

Introdução

Os congressos, tanto nacionais quanto internacionais, reúnem a comunidade médica acadêmica em busca de conhecimento, atualização e aprimoramento, e são um meio extremamente eficaz de divulgação da ciência, importantes para a melhoria da prática médica1,2. As apresentações de trabalhos orais e a exposição de painéis nos congressos contribuem para disseminação de pesquisas nacionais e internacionais atualizadas, diretamente para os congressistas, ou eventualmente através da retransmissão dos conhecimentos por seus pares ou outros meios. Apesar de válida, a abrangência dessa divulgação fica limitada a uma pequena comunidade que participou da sessão do congresso e restrita a poucas salas, devido à concomitância de outras atividades no próprio evento. A subseqüente publicação do trabalho apresentado no congresso em revistas indexadas é importante e necessária para consolidar a qualidade da investigação científica e ampliar o alcance da informação, além de validá-la e torná-la duradoura1-5.

A construção do projeto de pesquisa a partir de uma idéia, aprovação ética, obtenção de financiamento, recolhimento de dados e a redação representam um árduo trabalho que precisa ser compartilhado pela comunidade. De fato, essa é uma obrigação do pesquisador para com a comunidade científica2.

A publicação amplia a disseminação do conhecimento, pois há maior exposição ao público que em qualquer sala de congresso; ela pode ser analisada com maior detalhe e tempo pelos leitores, valorizando o autor, sua instituição ou serviço, além do cumprimento do dever ético para com os responsáveis pelo estudo e seus participantes1. Artigos publicados podem ser citados por outros autores, melhorando o impacto das revistas e ensejando novas pesquisas e descobertas3.

Houve considerável avanço e crescimento da produção científica brasileira nas últimas décadas confirmado pelas publicações qualificadas pela indexação no Institute for Scientific Information (ISI, Filadélfia, PA, EUA). Entre os 30 países mais destacados da ciência mundial (responsáveis por 90% dessa produção), o crescimento do Brasil só foi menor do que o de alguns poucos países desse conjunto, que também tiveram crescimento excepcional: Coréia do Sul, Taiwan, China, Espanha e Turquia6.

No entanto, tais números poderiam ser consideravelmente maiores, uma vez que grande parte dos trabalhos médicos, principalmente os que são apresentados oralmente ou na forma de painéis em congressos não tem sido publicados, repousando nas gavetas dos autores7. Este aspecto, chamado de ciência perdida do terceiro mundo6, tem sido alvo de sucessivos editoriais. Na especialidade cirurgia vascular e angiologia não tem sido diferente. Observa-se grande interesse dos autores em apresentar sua produção científica como temas livres, mas o destino mais importante, que é a publicação, em geral não acontece. Tal problema não ocorre somente no Brasil. Essa perda tem sido mensurada para algumas especialidades em países do primeiro mundo, e os números são expressivos3. Na especialidade cirurgia vascular e angiologia no Brasil, tal tipo de pesquisa não foi encontrado na literatura.

Sendo assim, foi desenvolvido o presente estudo, com objetivo de dimensionar o número de artigos publicados, através de busca em bases de dados de indexadores nacionais e internacionais, a partir dos títulos e autores de temas livres ou painéis1 nos congressos brasileiros de angiologia e cirurgia Vascular de 2001 e 2003.

 

Métodos

Foram analisados os resumos que constavam nos anais do XXXIV Congresso Brasileiro de Angiologia e Cirurgia Vascular, realizado no ano de 2001 em Porto Alegre (RS), e nos anais do XXXV Congresso de Angiologia e Cirurgia Vascular, realizado de 5 a 10 de outubro de 2003 em Salvador (BA).

Para confirmar a publicação dos temas livres em revistas e livros, foi conduzida uma pesquisa computadorizada através das seguintes páginas de busca: Scirus, Bireme, LILACS, SciELO, MEDLINE-PubMed e Biblioteca Cochrane, Google Acadêmico e índices remissivos e onomásticos do Jornal Vascular Brasileiro. A procura não abrangeu a página de busca EMBASE devido à restrições de acesso, por não estar disponível em nossa instituição. A pesquisa foi feita entre março e dezembro de 2007, e foram incluídos artigos e capítulos publicados até dezembro de 2007. Foram utilizados para a pesquisa os títulos dos trabalhos apresentados nos congressos8. Para cada título encontrado, deveria constar parte dos autores que tiveram seu nome identificado no trabalho do congresso, sendo um deles o primeiro autor. Caso houvesse falta de um ou mais autores, ou ainda constassem novos autores, o título não era desconsiderado; era, porém, categorizado como trabalho modificado. Também foram categorizados como trabalhos modificados trabalhos com título ligeiramente modificado, mas com o resumo do trabalho e mesmo conteúdo. Foram considerados artigos completos aqueles que apresentavam título, autores e resumo idênticos. Os artigos foram classificados em duas categorias: internacional e nacional, podendo ser, ainda, completos ou modificados.

 

Resultados

Dos 541 e 567 resumos apresentados no XXXIV Congresso Brasileiro de Angiologia e Cirurgia Vascular, realizado no ano de 2001, e no XXXV Congresso Brasileiro de Angiologia e Cirurgia Vascular, realizado no ano de 2003, foram publicados 70 artigos, ou seja, 6,32% dos temas livres apresentados. Os resultados por congresso e por tipo de publicação estão na Tabela 1.

 

Discussão

Foram escolhidos os congressos que ocorreram há 6 e 4 anos9, respectivamente, para amplificar a identificação de todos os resumos que foram publicados, integralmente ou alterados, na literatura vascular até o ano de 2007, então data da pesquisa. Esse intervalo mínimo de 4 anos permitiu aumentar a possibilidade de se encontrar alguma eventual publicação. Os congressos anteriores não foram objetos de interesse na pesquisa, pois, como mostram outras publicações, a maioria dos resumos é publicada como trabalho completo em até 5 anos após apresentação em congresso. Comparando artigos similares, o período de tempo observado para publicação variou de 3 a 5 anos5,8,10.

Foi utilizado para a pesquisa o título completo de cada artigo, pois o objetivo era encontrar o respectivo trabalho, e não apenas aqueles relacionados ao tema. Uma vez encontrado, analisou-se a composição autoral e a semelhança do título. A pesquisa baseada nos títulos completos dos artigos ao invés de palavras-chave foi escolhida com a finalidade de identificar os artigos relacionados aos temas e, ao mesmo tempo, focalizar os que se enquadrariam no propósito da pesquisa. Classificaram-se os artigos encontrados como completos ou modificados. O primeiro referiu-se aos trabalhos cujo título e autores eram idênticos tanto nos anais quanto no artigo publicado. No segundo grupo foram alocados os trabalhos que sofreram modificações, como retirada e/ou acréscimo de autores e/ou ligeira mudança no título.

Sprague et al. usaram como método de pesquisa o primeiro, segundo e último nome dos autores listados nos resumos e, quando múltiplas publicações de determinado autor foram encontradas, combinaram palavras-chave com os nomes dos autores para definir o artigo em questão11,12. Neste trabalho, quando não foram encontradas publicações, o primeiro autor era contatado via e-mail1 ou fax para esclarecer as razões pelas quais não houve publicação do artigo12. No presente trabalho também não se fez pesquisa em termos de causas da falta de publicação4, porque, além de dificuldades de comunicação com os autores, a amostra desta pesquisa foi expandida em relação à de Sprague et al.

Para ampliar a possibilidade de se encontrar os artigos, expandimos nossa busca nos indexadores LILACS, SciELO, Scirus, Biblioteca Cochrane, Google Acadêmico e Índices do Jornal Vascular Brasileiro, além do MEDLINE, diferentemente de outros trabalhos, que escolheram restringir a pesquisa a determinado indexador (normalmente MEDLINE Plus)1,4,5,8,10,11.

Os resultados encontrados no Brasil, frente aos encontrados nos EUA e em outros países, foram muito contrastantes. Em média, houve 48,5% de publicações entre os diferentes levantamentos da comunidade internacional4,8,9,11 (Tabela 2). No levantamento de Sprague et al.12, em particular, de 465 resumos da área de ortopedia pesquisados, 159 (34,2%) foram publicados, o que foi considerado pelos autores como um índice muito abaixo das expectativas. A produção brasileira de temas livres vasculares, embora fosse uma das maiores encontradas, resultou em escassas publicações (6,32%). É claro que não foi descartada a possibilidade de essa estatística estar subestimada, uma vez que alguns trabalhos podem ter sido publicados em jornais não indexados no sistema utilizado em nessa pesquisa4,ou não ter sido detectada pela busca nos indexadores. Entretanto, o contraste entre as freqüências foi marcante, percebendo-se claramente que as barreiras para publicação foram bastante acentuadas entre os angiologistas e cirurgiões vasculares no Brasil, refletindo claramente o descaso para com a preparação de artigos, em comparação à comunidade científica mundial.

As razões para poucas publicações, pesquisadas em Sprague et al. foram:

1) Falta de tempo para preparar o manuscrito (46,5%)4,9,11,12;

2) Estudo em andamento (31,0%)12,17;

3) O co-autor é que seria responsável pelo preparo (19,7%);

4) Co-autor não colaborativo (16,9%);

5) Publicação não é prioridade (12,9%)4,11;

6) Estudo limitado em casuística ou metodologia (12,7%)12,17;

7) Outros estudos similares já publicados (4,2%);

8) Recusa inicial e ressubmissão em outra revista (4,2%);

9) Resultados não importantes (1,4%)17;

10) Análise estatística impossível (1,4%);

11) Pouco interesse dos leitores (1,4%);

12) Versão diferente dos dados publicados (1,4%)11.

A alegação de falta de tempo é a mais freqüente e comum entre autores internacionais e deve ser, possivelmente, igual entre os brasileiros. Entretanto, a diferença em termos de número de publicações é muito expressiva, como se pode ver na Tabela 2. Não se pode dizer que os autores brasileiros tenham menos tempo que os americanos ou europeus, pois as atividades gerais de todos devem ser similares. Ainda tendo por base pesquisas internacionais, outra razão de falta de publicação seria pouco espaço ou o desinteresse das revistas indexadas pelos temas dos trabalhos4,11, ou, ainda, uma alta exigência de qualidade para os trabalhos a serem publicados e, comparativamente, um baixo índice de exigência nos congressos e encontros para apresentações4. Encontramos, ainda, em outros artigos mais motivos para falta de publicação: o fato de a análise estatística ser negativa9,17 ou, ainda, o fato de o autor nunca ter submetido sua pesquisa à publicação3.

Na verdade, o que falta entre os brasileiros é tradição, priorização e iniciativa para preparação de manuscritos para submissão às revistas. Dificuldades em análises estatísticas mais rebuscadas ou de redação científica podem se somar a essas limitações. O desapreço leva a atrasos nas publicações, em especial desta revista, o que dificulta sua indexação no MEDLINE. Isso cria um impasse perverso, em que para atrair mais artigos é preciso ter esse indexador e para ter o indexador é preciso ter mais artigos. Se acaso esta revista tivesse 48,5% (média da literatura) dos resumos dos dois congressos estudados no presente artigo e enviados para publicação, teríamos 528 submissões e possivelmente perto de 300 artigos aceitos, o que daria para compor 20 edições completas da revista (com 15 artigos/edição).

 

Conclusões

Diante do número de publicações encontrado nessa amostra, percebe-se como as pesquisas são descuidadas em nossa sociedade. No entanto, foi possível observar um aumento do número de publicações comparando-se o congresso do ano de 2003 em relação ao de 2001, talvez fruto da criação, amadurecimento e sucessivas campanhas por publicações promovidas pelo Jornal Vascular Brasileiro. Tais números ainda estão muito aquém do ideal, sugerem necessidade de trabalho árduo no sentido da conscientização dos colegas, mas vislumbram uma perspectiva de mudança, por enquanto insipiente, de maior reconhecimento da importância da publicação da pesquisa.

 

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Correspondência:
Winston Bonetti Yoshida
Departamento de Cirurgia e Ortopedia
Faculdade de Medicina de Botucatu (UNESP)
CEP 18618-970 – Botucatu, SP
Tel.: (14) 3815.7428
Email: winston@fmb.unesp.br

Artigo submetido em 11.06.08, aceito em 14.10.08.

 

 

Trabalho de iniciação científica realizado no Departamento de Cirurgia e Ortopedia da Faculdade de Medicina de Botucatu (UNESP), Botucatu, SP.
Não foram declarados conflitos de interesse associados à publicação deste artigo.

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