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Jornal Vascular Brasileiro

versão impressa ISSN 1677-5449

J. vasc. bras. vol.8 no.4 Porto Alegre dez. 2009

http://dx.doi.org/10.1590/S1677-54492009000400004 

ARTIGO ORIGINAL

 

Prevalência da doença arterial obstrutiva periférica em doentes com insuficiência renal crônica

 

 

José Aderval AragãoI; Francisco Prado ReisII; Roberto Ribeiro Borges NetoIII; Marina Elizabeth Cavalcanti de Sant'Anna AragãoIV; Marco Antonio Prado NunesV; Vera Lúcia Corrêa FeitosaVI

IProfessor adjunto, Anatomia Humana, Universidade Federal de Sergipe (UFS), Aracaju, SE. Professor adjunto III, Anatomia Humana, Universidade Tiradentes (UNIT), Aracaju, SE. Doutorando, Curso de Pós-Graduação em Angiologia e Cirurgia Vascular, Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), São Paulo, SP
IIProfessor titular, Neuroanatomia, UNIT, Aracaju, SE. Coordenador, Laboratório de Morfologia e Biologia Estrutural, Instituto de Tecnologia e Pesquisa, UNIT, Aracaju, SE
IIIAcadêmico de Medicina, UFS, Aracaju, SE
IVMédica, Serviço de Segurança e Medicina do Trabalho, Prefeitura Municipal de Aracaju, SE
VProfessor assistente, Anatomia, UNIT, Aracaju, SE. Doutorando, Curso de Pós-Graduação em Angiologia e Cirurgia Vascular, UNIFESP, São Paulo, SP
VIProfessora associada, Departamento de Morfologia, UFS, Aracaju, SE

Correspondência

 

 


Resumo

Contexto: A doença arterial obstrutiva periférica tem sido reconhecida como um sensível marcador de aterosclerose sistêmica e preditora de eventos cardiovasculares. Apesar da alta prevalência da doença cardiovascular, há poucos estudos sobre a doença arterial obstrutiva periférica em pacientes com insuficiência renal crônica em tratamento hemodialítico.

Objetivo: Determinar a prevalência de doença arterial obstrutiva periférica em pacientes com insuficiência renal crônica em uma clínica de referência para tratamento hemodialítico no estado de Sergipe.

Métodos: Trata-se de um estudo transversal, realizado no período de junho a novembro de 2008, em uma clínica de referência para tratamento de pacientes com insuficiência renal crônica. Foram caracterizados como portadores de doença arterial obstrutiva periférica os pacientes que apresentavam índice tornozelo-braquial (ITB) ≤ 0,9.

Resultados: De uma população de 239 pacientes com insuficiência renal crônica, foram avaliados 201. Destes, 28 (14%) apresentavam insuficiência arterial periférica com ITB ≤ 0,9. A idade variou de 24 a 82 anos, com média de 52 anos. A hipertensão e a dislipidemia foram os fatores de risco mais frequentes. Dos pacientes com doença arterial obstrutiva periférica, 89% eram dislipidêmicos, 71% hipertensos e 29% tinham coronariopatias.

Conclusão: A prevalência de doença arterial obstrutiva periférica em doentes com insuficiência renal crônica foi de 14%.

Palavras-chave: Insuficiência renal crônica, doença arterial obstrutiva periférica, índice tornozelo-braquial.


 

 

Introdução

A doença arterial obstrutiva periférica (DAOP) é um processo patológico gradual, sintomático ou assintomático, de redução do fluxo sanguíneo. Em consequência desse processo, menos oxigênio é levado aos tecidos, podendo-se chegar até a oclusão de artérias dos membros inferiores. Esta doença constitui uma das principais causas de morte no mundo ocidental1-6.

A DAOP está associada a fatores de risco (FR) como idade, tabagismo, diabetes melito (DM), hipertensão arterial sistêmica (HAS), dislipidemia e sedentarismo, que contribuem para o desenvolvimento generalizado e progressivo de placas ateroscleróticas. Dentre esses fatores, a DM e o tabagismo merecem destaque, pois cada um deles parece implicar no aumento de três a quatro vezes do risco para o desenvolvimento da DAOP7-10. Recentemente, outros fatores têm sido considerados: a hiper-homocisteinemia, o fibrinogênio, a elevação da proteína C reativa (PCR) e a insuficiência renal crônica (IRC)11-19.

Há uma elevada prevalência de doenças cardiovasculares em pacientes com IRC que resulta em mortalidade cerca de 10 vezes maior quando comparada à da população geral20. Vinuesa et al.21 encontraram prevalência de 32% da DAOP em renais crônicos pré-dialíticos, utilizando como método diagnóstico o índice tornozelo-braquial (ITB). Hiatt11, Selvin & Erlinger12 e Leibson et al.22, utilizando o mesmo método diagnóstico, mostraram prevalência que variou de 4,3 a 26% na população geral.

O ITB é um método não invasivo, de baixo custo, de fácil execução, além de possuir alta sensibilidade e especificidade. Em condições normais, a pressão sistólica dos membros inferiores é igual ou ligeiramente superior a dos membros superiores. Na presença de uma obstrução arterial nos membros inferiores, capaz de provocar redução de pressão no leito distal à lesão, ocorre uma queda da pressão sistólica ao nível dos tornozelos e, consequentemente, redução dos valores do ITB. Um valor do ITB abaixo de ≤ 0,9 apresenta sensibilidade de 90 a 97% e especificidade de 98 a 100% para a detecção de estenoses arteriais que comprometam 50% ou mais da luz de um ou mais vasos de maior calibre dos membros inferiores9,13,18,23,24. Considerando o elevado índice de prevalência, a alta morbimortalidade e a influência que a DAOP pode exercer na sobrevida dos portadores de IRC, torna-se importante o diagnóstico precoce deste processo patológico.

Estima-se que a prevalência da DAOP seja em torno de 15 a 20% na população acima de 55 anos e que cerca de 70 a 80% dos pacientes com a doença sejam assintomáticos4. Entretanto, essa prevalência aumenta para 30 a 38% em 24% dos pacientes com idade superior aos 40 anos, portadores de IRC e submetidos a tratamento dialítico11,12,22,25-27. O objetivo do presente estudo foi determinar a prevalência da DAOP nos pacientes com IRC em tratamento hemodialítico.

 

Método

Trata-se de um estudo transversal, realizado no período de junho a novembro de 2008, em uma clínica de referência no tratamento hemodialítico de pacientes com IRC no estado de Sergipe. O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal de Sergipe, protocolo nº 3045.0.000.107-08.

Solicitou-se aos pacientes participar desta pesquisa 1 hora antes da sessão de hemodiálise, após leitura do termo de consentimento esclarecido e, concordando em participar, foram incluídos. Foram excluídos os pacientes menores de 18 anos de idade, índios, gestantes, amputados de membro superior ou inferior e com fistula arteriovenosa bilateral. Informações relacionadas a idade, sexo, doença coronariana, tabagismo, hipertensão arterial, tempo de hemodiálise, colesterol total (CT), colesterol de lipoproteína de alta densidade (HDL-c) e glicemia capilar foram coletadas através dos prontuários. Foram considerados como diabéticos pacientes com glicemia de jejum > 126 mg/dL ou em tratamento farmacológico; doentes coronarianos, os que possuíssem história pregressa positiva; tabagistas, aqueles em uso atual de cigarro; dislipidêmicos, os com elevação do CT ou diminuição do HDL-c; hipertensos, quando a pressão arterial (PA) fosse ≥ 140 x 90 mmHg ou estivessem em uso de medicação anti-hipertensiva. Para medida da pressão arterial sistólica (PAS) nos membros superior (artéria braquial) e inferior (artéria tibial anterior e/ou posterior), foram utilizados um esfignomanômetro e um Doppler vascular portátil com transdutor de 10 MHz de frequência (modelo DV 600®, WEM Equipamentos Eletrônicos, SP, Brasil). Foram caracterizados como portadores de DAOP aqueles pacientes que apresentavam o ITB ≤ 0,928,29.

 

Resultados

Foram relacionados 239 pacientes portadores de IRC em uma clínica de referência para tratamento hemodialítico no estado de Sergipe. Desses, 38 foram excluídos da pesquisa: dois menores de 18 anos, três que apresentavam amputação de membro inferior, oito porque tinham fístulas arteriovenosas em membros superiores e 25 que se recusaram a participar do estudo. O tempo de hemodiálise dos pacientes variou de 1 a 151 meses, com média de 33,72±29,72 meses.

Nos 201 pacientes avaliados, a idade variou de 18 a 86 anos, com média de 47,55±14,92 anos, sendo 129 indivíduos do sexo masculino. As presenças de hipertensão e dislipidemia foram elevadas independentemente do sexo (Tabela 1). Em 145 (88%) dos dislipidêmicos, os níveis de HDL-c foram baixos, sendo 90 (62%) indivíduos do sexo masculino e 55 (38%) do sexo feminino.

 

 

Os tabagistas, predominantemente do sexo masculino (76%), fumavam em média 19,8 cigarros por dia. A doença coronariana esteve associada com a hipertensão arterial em 75% dos casos (30/40) e, em 80% (32/40), com a dislipidemia. Entre os dislipidêmicos, 16% (5/32) eram portadores de hipertensão arterial e apresentavam CT > 200 mg/dL e 84% (27/32) tinham HDL-c < 40 mg/dL para os homens ou < 50 mg/dL para as mulheres.

A DAOP ocorreu em 28 (14%) dos 201 pacientes avaliados, sendo sete do sexo feminino e 21 do masculino. Todos esses pacientes apresentaram insuficiência arterial de grau variável e ITB ≤ 0,9. Em 148 (74%) dos demais pacientes o ITB foi normal, e em 25 (12%) esse valor foi > 1,4.

A idade dos portadores de DAOP variou entre 24 e 82 anos, sendo a média de 52,03±17,36 anos. A distribuição dos portadores de DAOP por FR segundo o sexo evidenciou que hipertensão e dislipidemia foram os mais frequentes (Tabela 2).

 

 

A correlação entre os FR mostrou que existe uma forte associação entre hipertensão e coronariopatia. No geral, a dislipidemia foi o fator que apresentou maior associação com os demais fatores (Tabela 3). Dos 25 pacientes dislipidêmicos, cinco (20%) apresentaram níveis de CT > 200 mg/dL e 20 (80%) apresentaram níveis de HDL-c alterados, sendo < 40 mg/dL para os homens e < 50 mg/dL para as mulheres.

 

Discussão

A DAOP pode ser caracterizada como a manifestação da aterosclerose que incide sobre os membros inferiores e está associada ao aumento da morbimortalidade, limitação da capacidade funcional e piora da qualidade de vida dos pacientes. Sua prevalência depende dos critérios diagnósticos utilizados, sendo significativamente maior quando se utiliza o ITB do que quando estimada somente com base no sintoma de claudicação intermitente. O ITB, como marcador de DAOP assintomática, fornece informações importantes sobre aterosclerose subclínica, além de constituir um importante preditor de eventos cardiovasculares3,30,31.

Na maioria dos estudos epidemiológicos, a prevalência da DAOP variou de 3 a 10%, aumentando em cerca de 15 a 20% nos pacientes acima de 70 anos de idade32. Em nosso estudo, a prevalência de DAOP em pacientes com IRC em tratamento hemodialítico foi de 14%. Este resultado é semelhante aos obtidos por Hiatt11, Selvin & Erlinger12, Leibson et al.22 e Hasimu et al.33, que encontraram uma prevalência de 4,3 a 26%. Para Vinuesa et al.21, a presença de DAOP em renais crônicos pré-dialíticos foi de 32%.

Os FR mais frequentes, como idade avançada, DM, tabagismo, dislipidemia, hipertensão arterial, doença coronariana, implicados na DAOP são os mesmos relatados para a arteriosclerose coronária e carotídea, porém a ordem de importância desses fatores difere quando se trata de arteriosclerose periférica11,12,34. Vinuesa et al.21 e Selvin & Erlinger12 observaram que a idade avançada tem uma associação muito relevante na prevalência de DAOP. Achados similares foram descritos pelo estudo NHANES, que encontrou prevalência de DAOP maior que 15% em pacientes com mais de 70 anos de idade4. Em nosso estudo, a média de idade da população com DAOP foi de 52,03±17,36 anos.

Atualmente, tem sido recomendado investigar a relação de pacientes com DAOP e diabetes, pelo fato dessa associação possivelmente aumentar o risco de DAOP de 1,5 a 4 vezes25-27. No estudo de Framingham, esta associação foi de 20%35, enquanto para Murabito et al.14 chegou a 68,65%. No presente estudo, encontramos associação de 25% entre DAOP e diabetes.

O tabagismo foi apontado por Hiatt8 como FR importante para a ocorrência de DAOP. No presente trabalho, 18% dos pacientes com DAOP eram tabagistas. Para Gabriel et al.36, essa prevalência foi de 68,75%. Outros37-39 admitiram que aproximadamente metade dos pacientes com DAOP fossem tabagistas. Estes últimos autores destacaram ainda que essa associação possa ser cerca de duas vezes maior entre pacientes portadores de DAOP do que entre os de doença arterial coronariana (DAC).

Quanto ao perfil lipídico dos pacientes estudados com IRC associado à DAOP, foi observada taxa hipercolesterolêmica de 14%. Nos estudos NHANES e PARTNERS, essas taxas foram de 60 e 77%, respectivamente4,13. O nível do HDL-c encontrava-se baixo em 75% dos pacientes com DAOP em nosso estudo, o que também foi observado por Lima et al.40 e por Brandão et al.41, que encontraram níveis de HDL-c baixos em pacientes com DAOP.

A HAS é provavelmente o mais frequente FR cardiovascular encontrado entre pacientes com IRC em tratamento hemodialítico. A prevalência de hipertensão arterial nos pacientes portadores de DAOP foi de 71%. Este achado é semelhante ao de Mittal et al.42, em cujo estudo a prevalência foi de 70%, diferindo dos 86% relatados recentemente por Agarwal et al.43.

Em nossos pacientes com DAOP encontramos prevalência de 29% de coronariopatas, diferentemente da encontrada por Gabriel et al.36 e Sukhija et al.44, que relataram taxas de 90,76 e 98%, respectivamente, enquanto para Hasimu et al.33 a taxa foi de 25,4%.

 

Conclusão

Em uma clínica de referência para tratamento hemodialítico de pacientes com IRC, a prevalência de DAOP foi de 14% e os FR mais frequentes foram hipertensão arterial e dislipidemia.

 

Agradecimentos

Os autores agradecem ao Dr. Manuel Pacheco de Andrade, por permitir a realização desta pesquisa na Clinese, e à Professora Rute Santana Reis, pela revisão ortográfica e organização da tabulação dos dados.

 

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Correspondência:
José Aderval Aragão
Rua Aloísio Campos, 500
CEP 49035-020 - Aracaju, SE
Tel.: (79) 3255.1381, (79) 9989.6767
E-mail: jaafelipe@infonet.com.br

Artigo submetido em 07.04.09, aceito em 03.11.09.

 

 

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