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Jornal Vascular Brasileiro

versão impressa ISSN 1677-5449

J. vasc. bras. vol.12 no.1 Porto Alegre jan./mar. 2013

http://dx.doi.org/10.1590/S1677-54492013000100001 

EDITORIAL

 

Intentos do Jornal Vascular Brasileiro

 

 

Winston Bonetti Yoshida

Editor-chefe

 

 

Em 2013 iniciaremos as publicações em papel do J Vasc Bras em novo formato, com conteúdo mais compacto e menor tamanho que o formato anterior. Esta forma foi uma sugestão da Editora Cubo, já implementada pelo Jornal de Pneumologia (indexado Medline), com a finalidade de reduzir custos, consumo de papel (e árvores cortadas) e de ocupar menos espaço, mas sem perder a facilidade de leitura.

Abriremos também uma interface de comunicação entre leitores, revisores e editores através do Facebook do J Vasc Bras. As redes sociais são muito usadas por cientistas e por entidades científicas no mundo todo1, sendo consideradas importantes para divulgação de revistas e estimulantes para novas submissões. Nela colocaremos o conteúdo das edições vindouras, chamadas por artigos especiais, e comentários da nossa comunidade. O interesse é entregar rapidamente aos leitores a informação vascular, bem como criar um canal de comunicação entre eles e os autores, de modo a consolidar uma comunidade virtual interessada nas doenças vasculares e nas publicações deste jornal. Haverá também informações sobre congressos e espaço para troca de ideias sobre casos complexos, artigos publicados e novidades técnicas.

Outro objetivo, sempre presente e indispensável para consolidação de nosso jornal, é a indexação no Medline e ISI. O CNPq, por exemplo, já não concede auxílios financeiros para revistas fora do Medline. Tenho ressaltado, ao longo do tempo, e por diversas vezes, que o sucesso desta meta depende muito mais do esforço dos nossos autores e revisores, do que do trabalho dos editores2,3. Reitero que revisores e membros do Conselho Científico da SBACV devem dar o exemplo, publicando rotineiramente artigos nos J Vasc Bras. Porém notamos, ano passado, uma queda no número de submissões, resultado este inverso ao esperado, após os sucessivos apelos feitos por nós aos colegas ao longo dos anos. Deve-se ressaltar que, com este patamar de submissões, não vale a pena arriscar tentar a indexação em indexadores internacionais, pois a chance de sucesso seria nula. Desse modo, é oportuno se fazer uma reflexão sobre o futuro do J Vasc Bras e considerar se seria seu destino estagnar, como eterno depositário de parcos artigos de sua comunidade local e sem ambições de revista de prestígio internacional. Para tal limitado destino, seria necessário todo o investimento, infraestrutura montada e trabalho de editores e revisores?

Outro aspecto editorial muito importante, hoje em dia, é o fator de impacto da revista. Este é medido através do quociente entre número de citações do J Vasc Bras e número de artigos publicados em determinado período. Esta ferramenta bibliométrica é usada, hoje, internacionalmente para se avaliar a importância da revista. Na base de dados do Scielo, observamos que, nos últimos 3 anos, recebemos 14 citações para 110 artigos publicados, o que dá um fator de impacto de 0,1273. Em levantamento feito pela nossa secretária editorial, nas últimas duas edições, somente 19 dos 30 artigos publicados citaram pelo menos uma vez o J Vasc Bras. Estes 19 artigos contribuíram com o total de 19 citações ao nosso jornal (média de uma citação por artigo). No SCIMAGO, o fator de impacto atual do J Vasc Bras permanece em 0,15, há 3 anos. Para que o J Vasc Bras suba um degrau e atinja Qualis B2 na Capes, será preciso ter fator de impacto 0,90. Deve-se deixar bem claro que a prerrogativa de citar ou não um artigo é do autor do trabalho, e nossos autores são bastante pródigos em citar revistas internacionais mas econômicos em citar nossas revistas. O Prof. Pedro Puech-Leão chamou essa tendência de "Xenofilia - Síndrome de Caramuru", relativa a pouca valorização de brasileiros por brasileiros4.

Portanto fica claro que o crescimento do nosso jornal, de emergente para revista consolidada e madura, dependerá, fundamentalmente, dos nossos autores contribuintes. Embora haja ainda muito espaço para melhorar o processamento do jornal, a equipe de produção tem se esmerado em acelerá-lo ao máximo sem perder qualidade. O sistema de submissões Scholar-One, recentemente implantado, deverá contribuir bastante para facilitar o processo do jornal. Assim que o patamar de submissões e citações crescerem de forma significativa, e somente após isso, estaremos aptos a solicitar a indexação no Medline e ISI.

 

REFERÊNCIAS

1. Eperen LV, Maraincola FM. How scientists use social media to communicate their research. J Transl Med. 2011;9:199. PMid:22085450 PMCid:3231985. http://dx.doi.org/10.1186/1479-5876-9-199        [ Links ]

2. Yoshida WB . Jornal Vascular Brasileiro: 5 anos. J Vasc Bras. 2009;8:289-290. http://dx.doi.org/10.1590/S1677-54492009000400001        [ Links ]

3. Yoshida WB. Novo sistema de submissões do Jornal Vascular Brasileiro. J Vasc Bras. 2012;11:255. http://dx.doi.org/10.1590/S1677-54492012000400001        [ Links ]

4. Puech-Leão P. Xenofilia - Síndrome de Caramuru. [citado 2013 jan 24]. http://www.sbacvsp.org.br/medicos/boletins/bol032000.htm.         [ Links ]

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