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Jornal Vascular Brasileiro

Print version ISSN 1677-5449

J. vasc. bras. vol.12 no.3 Porto Alegre June/Sept. 2013

http://dx.doi.org/10.1590/jvb.2013.038 

Artigos Originais

Comparações preliminares entre a histologia virtual ultrassonográfica in vivo e os achados histopatológicos da placa carotídea produto de endarterectomia

Fábio Hüsemann  Menezes1 

Thiago do Carmo  Silveira2 

Sandra Aparecida Ferreira  Silveira

Sérgio Xavier  Salles-Cunha

Konradin  Metze3 

Ana Silvia Carvalho de  Menezes4 

1Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP, Faculdade de Ciências Médicas, Departamento de Cirurgia, Campinas, SP, Brasil

2Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP, Faculdade de Ciências Médicas, Campinas, SP, Brasil

5Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP, Faculdade de Ciências Médicas, Departamento de Anatomia Patológica, Campinas, SP, Brasil

6Laboratório de Patologia Menezes, Campinas, SP, Brasil


RESUMO

CONTEXTO:

A doença aterosclerótica da carótida extracraniana é uma das principais causas evitáveis de acidente vascular cerebral isquêmico (AVCi), sendo este a segunda causa mais comum de morte nos países desenvolvidos. Nos grandes estudos sobre a cirurgia carotídea, a indicação estava embasada fundamentalmente no grau de estenose arterial. Analisar somente o grau de estenose, entretanto, não revela todas as características da placa, na medida em que a morfologia e a composição da placa complementam a avaliação da doença carotídea avançada e são fundamentais para a análise e o acompanhamento da maioria das placas carotídeas tratadas clinicamente.

OBJETIVO:

Correlacionar a caracterização dos componentes da placa de ateroma pela histologia virtual ultrassonográfica (HVUS) com a histologia.

MÉTODOS:

As imagens pré-operatórias obtidas por ultrassonografia transcutânea de 12 placas de ateroma de bifurcação carotídea foram submetidas a um programa de computador, o qual correlacionou os níveis de cinza com os prováveis componentes da placa da bifurcação carotídea (HVUS). Estes achados foram correlacionados com o exame anatomopatológico das placas coletadas pela cirurgia de endarterectomia.

RESULTADOS:

O coeficiente de correlação de Pearson para os conteúdos de lipídeos e músculo/tecido fibroso foram, respectivamente, R=0,83 para gordura e R=0,91 para músculo/tecido fibroso. Quanto ao cálcio e ao sangue, foram R=0,05 e R=0,19, respectivamente.

CONCLUSÕES:

O presente trabalho corrobora a literatura demonstrando que a histologia virtual computadorizada baseada em ultrassonografia transcutânea apresenta boa correlação com os achados da histologia quanto ao conteúdo da placa. Maiores estudos para a padronização da técnica e o aperfeiçoamento do programa de análise permitirão maior uso clínico deste método.

Palavras-Chave: aterosclerose carotídea; histologia; ultrassonografia

ABSTRACT

BACKGROUND:

Extracranial carotid artery atherosclerosis is a major preventable cause of strokes, the second most common cause of death in developed countries. The degree of arterial lumen stenosis is the basis for surgical indications, but does not provide information about other plaque aspects. Studies in the literature suggest that the morphological characteristics of the plaque and its composition should also be included in the assessment of this disease.

OBJECTIVE:

Investigate the correlation between atherosclerotic plaque composition defined by computer-assisted analysis of ultrasound images (virtual histology - USVH) and conventional histology.

METHOD:

The images of twelve plaques, obtained during preoperative ultrasound scanning, were analyzed by computer, and the grey scale images were correlated with the plaque components and subsequently compared with the histological findings of the analysis of the endarterectomy specimens.

RESULTS:

The amount of lipids and fibromuscular tissue were strongly correlated in the two tests (R=0.83 and 0.91). There were no significant correlations with amount of blood or calcium (R=0.05 and 0.19).

CONCLUSION:

This study confirmed the usefulness of noninvasive USVH. Further technical improvements and software developments may promote the clinical application of this method.

Key words: atherosclerosis; carotid; ultrasound; histology

INTRODUÇÃO

A doença aterosclerótica da carótida extracraniana é uma das principais causas evitáveis de acidente vascular cerebral (AVC), sendo este a segunda causa mais comum de morte nos países desenvolvidos, atingindo 4,5 a 5 milhões de óbitos por ano1 , 2. Cerca de 50% a 80% de todos os AVCs são isquêmicos1 , 3. Dentre estes, 15% a 50% dos acidentes isquêmicos decorrem da produção de êmbolos e trombos pela placa aterosclerótica localizada na bifurcação da carótida extracraniana1 - 6. Entretanto, nem toda placa com estenose acentuada se torna sintomática e resulta em AVC ou ataque isquêmico transitório (AIT), levantando o questionamento da indicação cirúrgica em pacientes assintomáticos7.

Os grandes estudos ACAS8, NASCET9, ECST10, ACST11 e CREST12 utilizaram-se do grau de estenose da carótida para a decisão sobre a indicação cirúrgica. Atualmente, a caracterização da estenose da carótida é feita por métodos de imagens, como ultrassonografia dúplex (US) e angiografia, seja esta por subtração digital (DAS), angiotomografia (CT) ou angioressonância magnética nuclear (RMN). Embora haja a possibilidade do estudo do conteúdo da placa de ateroma por vários destes métodos, a maioria dos autores busca nestes exames apenas as características da estenose anatômica da placa, sendo pouco discutidas a caracterização morfológica e a composição da placa3 , 5. Outras técnicas de imagem complementares, tais como a tomografia por emissão de pósitrons (PET) e a tomografia computadorizada por emissão de fóton único (SPECT), podem ser adjuvantes no seguimento da doença. Todavia, apesar de promissoras, são caras e com acesso limitado2 , 13 - 15.

Somente a análise do grau de estenose vem se demonstrando limitada na avaliação da estabilidade das placas, porque vários processos moleculares (inflamação, acúmulo de lipídeos, proteólise, apoptose, angiogênese e trombose, por exemplos) têm se mostrado, independentemente do grau de estenose, estar associados com a vulnerabilidade da placa, a qual se torna mais propensa a embolização e trombose (conceito de placa instável). Essa vulnerabilidade tem como características: ulcerações na placa; grande quantidade de lipídeos; pequena espessura da capa de fibrose entre o núcelo lipídico e a luz arterial; núcleos da placa com a presença de necrose, e a presença de hemorragia intraplaca. Por outro lado, placas com alto teor fibroso e mais calcificadas podem estar associadas a um menor risco de AVC (conceito de placa estável). Logo, características morfológicas das placas e sua composição devem ser um complemento na avaliação da doença aterosclerótica, somando-se ao conhecimento do estreitamento luminal3 , 13 , 16 , 17.

As características morfológicas das placas de ateroma que têm sido mais estudadas são: aspecto da superfície; ecogenicidade; distribuição do conteúdo da placa em relação à superfície e grau de heterogeneidade; volume da placa, e movimentação da parede arterial.

Em relação à ecogenicidade das placas, estas podem ser divididas em ecolucentes (predomínio de cores escuras) e ecogênicas (predomínio de cores claras), de acordo com a quantidade de lipídeos (atenuam os ecos e são mais escuras) ou de tecido fibroso (refletem mais ecos e são mais claras). A avaliação da ecogenicidade da placa é realizada de forma visual pelo ultrassonografista, que classifica a placa em uniformemente ecoluscente, predominantemente ecolucente, predominantemente ecogênica, uniformemente ecogênica, densamente calcificada e não classificável7. Também pode ser analisada a mediana da distribuição do valor do brilho dos pontos da imagem na escala de cinza, conhecida como Gray Scale Median (GSM), que expressa se a placa é mais ou menos ecogênica. A mediana da escala de cinza é o ponto médio do histograma gerado pelos píxeis da imagem ultrassonográfica e distribuído de acordo com o brilho ou ecogenicidade. Nicolaides18 considera que o valor que define uma placa ecogênica é o GSM maior do que 32, embora em trabalho mais recente tenha considerado o valor de corte para definir placas com alto teor lipídico em 1419. Outros autores sugerem um valor de corte muito mais alto para separar placas ecogênicas e ecolucentes, como 7420.

Há interesse em classificar a placa de forma automatizada e objetiva, facilitando a avaliação e a identificação dos diferentes tipos de conteúdo, como do núcleo necrótico, da capa fibrosa, de áreas de hemorragia, etc. Para tanto, está sendo desenvolvido um programa de computador que procura identificar e quantificar em imagens, obtidas por ultrassonografia, o cálcio, os lipídeos, o tecido fibromuscular e o sangue na placa aterosclerótica carotídea, conforme o brilho dos píxeis da imagem, seguindo a classificação proposta por Lal et al.20 (Figura 1). O objetivo deste estudo é comparar em um estudo piloto inicial os achados da placa estudada in vivo e analisada pelo computador, com a análise anatomopatológica da mesma placa coletada por endarterectomia.

Figura 1 Imagens ilustrativas da classificação de uma imagem ultrassonográfica em modo B de acordo com o brilho dos píxeis e seguindo a recomendação de Lal et al.20. 

MÉTODO

Este estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa da Instituição recebendo o número 490/2010, segundo as normas do Ministério da Saúde (Conselho Nacional de Saúde. Resolução nº 196 de 10/10/96 sobre pesquisa envolvendo seres humanos. DOU 1996 Out 16; nº 201, seção 1:21082-21085). Doze pacientes foram informados do estudo e convidados a participar. Os dados dos pacientes estão contidos na Tabela 1. Após assinarem o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, foram submetidos à realização de uma ultrassonografia em Modo B da artéria carótida no pré-operatório (ultrassonografia in vivo), dentro da semana que antecedeu à cirurgia, sempre pelo mesmo examinador e no mesmo aparelho de ultrassonografia (Sonoline G40, tansdutor linear VF 10-5 MHz, Siemens Ltda., Munique, Alemanha), registrando-se em formato JPEG a imagem em corte longitudinal do ponto de maior estreitamento luminal produzido pela placa.

Tabela 1 Dados epidemiológicos relativos aos pacientes estudados. 

Paciente Sexo Idade Sintomático Doença Cardíaca Doença Pulmonar Doença Renal Diabetes HAS Tabagismo
1 M 72 SIM X X X X X X
2 M 66 SIM NÃO NÃO NÃO NÃO NÃO ex-fumante
3 M 71 SIM NÃO NÃO NÃO NÃO SIM ex-fumante
4 F 75 SIM SIM NÃO NÃO NÃO SIM ex-fumante
5 M 75 SIM NÃO NÃO NÃO SIM SIM ex-fumante
6 M 81 SIM SIM NÃO NÃO SIM SIM nunca
7 M 79 NÃO NÃO NÃO NÃO NÃO NÃO ex-fumante
8 M 82 SIM SIM NÃO NÃO NÃO SIM ex-fumante
9 M 79 NÃO NÃO NÃO NÃO SIM NÃO ex-fumante
10 M 88 NÃO SIM NÃO NÃO NÃO SIM ex-fumante
11 M 65 SIM SIM NÃO NÃO NÃO SIM ex-fumante
12 F 78 NÃO NÃO NÃO NÃO NÃO SIM nunca

Na sequência, os pacientes foram submetidos à cirurgia de endarterectomia da bifurcação carotídea. Todas as cirurgias foram realizadas pela mesma equipe cirúrgica, com um mesmo padrão de técnica (anestesia geral, cervicotomia longitudinal, endarterectomia pela técnica de eversão parcial descrita previamente21 , 22). A placa foi removida em bloco, procurando-se mantê-la sem fragmentação ou significativa alteração de sua estrutura original.

A preparação das peças para a realização dos cortes histológicos foi realizada pelo Laboratório de Anatomia Patológica da Instituição, seguindo os padrões habituais (fixação em formol, descalcificação e inclusão em bloco de parafina). Os blocos foram cortados em cortes transversais, numa espessura de 3 a 4 mm, e corados com hematoxilina e eosina, e pela coloração de Masson.

O estudo histológico das lâminas foi feito por dois patologistas experientes, que desconheciam os resultados da ultrassonografia. Não foi realizada comparação interobservadores entre os achados dos dois patologistas, uma vez que os patologistas examinaram grupos diferentes de lâminas. Determinou-se o local de estudo avaliando-se visualmente os cortes transversais e selecionando-se o corte com o maior volume da placa e a maior estenose da luz arterial. As amostras de tecidos foram analisadas quanto a lipídeos, tecido fibromuscular, sangue e cálcio. Logo em seguida, as áreas delimitadas pelos patologistas foram planimetradas no programa DicomWorks(r) v1.3.5 (2001), que permitiu a quantificação da porcentagem de cada componente constituinte da placa em relação à área total.

Posteriormente, submeteu-se a imagem ultrassonográfica à análise pelo computador, conjuntamente por dois membros da equipe que não haviam realizado a ultrassonografia; eles escolhiam visualmente a melhor imagem e o ponto de máximo estreitamento luminal para a quantificação dos componentes da placa aterosclerótica carotídea, seguindo a classificação de Lal et al.20. A seleção da imagem ultrassonográfica em corte longitudinal foi feita por critério de qualidade e representatividade da doença. Dentro de cada imagem longitudinal feita pelo ultrassom, delimitou-se um corte correspondente ao local do corte histológico por meio do critério visual do local de máxima estenose arterial, facilitado pela delimitação da área com fluxo pelo Doppler colorido. Cada corte escolhido foi analisado quanto à composição relativa de sangue, cálcio, gordura e tecido fibromuscular. Também foi calculada a mediana da escala de cinza (GSM) para cada corte.

Os dados obtidos foram tabulados em planilha eletrônica (Excel - Microsoft 2003) e submetidos à análise estatística, por meio do coeficiente de correlação de Pearson, do grau de concordância entre os achados pelo ultrassom e pela histologia quanto à composição da placa. A Figura 2 apresenta imagens ilustrativas de um caso estudado.

Figura 2 Imagem ilustrativa de um caso do presente estudo. A: observa-se a placa produto de endarterectomia tentando-se manter intacta a área a ser analisada pelo exame anatomopatológico. B: imagem da angiotomografia demonstrando o grau de estenose da carótida interna (seta branca). C1: área de máxima estenose luminal em corte longitudinal e a área da imagem selecionada para análise pela histologia virtual. C2: mesma área em corte transversal; observar a boa correlação de área da placa com a imagem da histologia. C3: localização da área de máxima estenose luminal com auxílio do Doppler colorido. 

RESULTADO

A Figura 3 apresenta um exemplo de análise pelo programa de computador de uma imagem ultrassonográfica da bifurcação carotídea. Após a padronização do ganho (atribui-se o valor zero para o sangue e o valor 200 para a adventícia arterial), é delimitada uma área da imagem e o programa calcula o valor do GSM e a classificação por cores de cada ponto dentro da imagem, segundo a classificação proposta. A Tabela 2 apresenta os achados percentuais para cada compontente da placa de ateroma em relação à análise de computador e ao achado anatomopatológico. Observa-se que a correlação de gordura e tecido fibromuscular mostrou-se significativa: R=0,82 e R=0,9 respectivamente. Diversamente, quanto ao cálcio e ao sangue, não se encontrou correlação significativa (R=0,04 e R=0,19, respectivamente). Observam-se ainda os valores de GSM variando de 20 a 69, sendo estes concordantes quanto às características das placas tanto na análise ultrassonográfica como pelo estudo histopatológico, uma vez que as placas cujos GSM eram mais baixos foram caracterizadas como mais lipídicas. O valor médio do GSM dos pacientes assintomáticos foi 52,3 e, para os pacientes sintomáticos, foi 33,9 (p=0,122); esses valores mostram-se consistentes com a literatura, na qual os pacientes assintomáticos apresentam valores de GSM mais altos, embora sem ter alcançado significado estatístico em razão do pequeno tamanho amostral.

Figura 3 A: Cálculo do GSM (mediana da escala de cinza) em área demarcada da placa de ateroma. B: Classificação do brilho dos píxeis na mesma imagem segundo a classificação de Lal et al.20; observar que o programa fornece o percentual de cada tipo de tecido esperado na imagem. 

Tabela 2 Achados (expressos em percentuais) em relação ao conteúdo da placa de ateroma estudados pelo anatomopatológico (AP) e avaliação da imagem ultrassonográfica pelo programa de computador (US). 

Placa Elemento estudado GSM
Sangue Cálcio Tecido Fibromuscular Lipídeo
AP US AP US AP US AP US
1 0 0 12,5 1,6 75,0 82,0 12,5 16,3 56
2 0 20,3 16,7 0,2 25,0 36,0 58,3 43,5 25
3 7,7 6,10 15,4 0 15,4 15,1 61,5 78,8 20
4 22,6 8,12 6,5 0,2 29,0 44,2 41,9 47,5 34
5 20,7 10,4 10,3 0 6,9 30,2 62,1 59,4 24
6 0 0,26 0 0,8 89,9 77,6 10,1 2 21,4 44
7 0 0 0 0 56,7 50,5 43,3 49,0 34
8 0 0 2 0 61,9 51,8 36,1 48,2 37
9 0 0 0 0 78,1 99,9 21,9 0,1 65
10 0 19,7 28,9 0 59,3 51,7 11,8 28,6 41
11 0 8,2 0 0 30,1 42,9 69,9 48,9 31
12 0 0 5,19 0 90,3 95,5 4,5 4,5 69
Coeficiente de Pearson 0,192737 0,046033 0,907354 0,828443

GSM: mediana da escala de cinza da imagem ultrassonográfica. A última linha expressa a correlação entre os achados da histologia e da avaliação pelo computador (Coeficiente de Pearson).

DISCUSSÃO

O presente trabalho piloto sugere uma boa correlação entre os achados da análise da ecogenicidade (histologia virtual) com os achados do exame anatomopatológico, demonstrando o potencial da técnica para o estudo da composição da placa de ateroma in vivo 20.

A quase totalidade dos estudos sobre histologia virtual foi realizada pela ultrassonografia intravascular20 , 23 e apresenta alta correlação entre as imagens do ultrassom e os componentes da placa de ateroma. As vantagens do estudo com a ultrassonografia dúplex convencional (transcutânea) são o baixo custo do exame e a sua natureza não invasiva, podendo ser repetida em estudos de acompanhamento de uma coorte populacional24, tanto para avaliar a intervenção medicamentosa como o efeito de mudanças nos hábitos de vida. Na medida em que o exame pode ser realizado antes de um procedimento cirúrgico, tem o potencial de auxiliar nas decisões clínicas. O conhecimento do conteúdo lipídico da placa de ateroma, assim como da localização do núcleo de lipídeo e da espessura da capa fibrosa, pode auxiliar nas decisões sobre a melhor conduta nos pacientes assintomáticos com estenoses maiores do que 70-80% do diâmetro da luz arterial25, o que constitui motivo de debate quanto à indicação cirúrgica nos dias de hoje. Este conhecimento também pode auxiliar na decisão de qual técnica utilizar para pacientes com estenoses críticas (cirurgia aberta ou angioplastia), uma vez que foi demonstrado que lesões com maior grau de estenose e placas de ateroma com maior conteúdo lipídico apresentam maior potencial de embolização cerebral durante o procedimento de angioplastia, mesmo com o uso de dispositivos de proteção cerebral do tipo filtros, os quais exigem que a lesão seja cruzada antes de serem liberados. Nestes casos, seria recomendável utilizar a cirurgia de endarterectomia ou dispositivos de proteção cerebral com bloqueio proximal ou reversão de fluxo pela carótida interna26. Outro uso potencial para os estudos da histologia da placa in vivo é a criação de tabelas de risco cardiovascular, à semelhança da utilização da espessura do complexo médio-intimal, especificamente voltado para o risco de acidente vascular cerebral25.

Um dos problemas encontrados neste estudo foi o fato de que a classificação proposta por Lal e colaboradores20 não avalia todas as estruturas histológicas, havendo 'intervalos' na escala de cinza que não foram atribuídos a nenhuma estrutura e chamados de default pelo programa. Encontrou-se, na maioria das placas, um percentual de até 50% de material não classificado. À histologia, observou-se grande quantidade de material amorfo (proteoglicanos e fibrina), o que poderia justificar o presente achado; note-se que é necessário classificar esse material amorfo e considerá-lo em estudos futuros.

Outro problema observado é que a histologia é avaliada em cortes transversais da placa e com espessura micrométrica; desta forma, não se permite uma avaliação global dos componentes da placa e sim um 'retrato' pontual da mesma. Tentou-se amenizar este problema escolhendo-se na imagem ultrassonográfica longitudinal o ponto que melhor corresponderia ao corte histológico. Se a placa for analisada como um todo na imagem longitudinal, ou mesmo na imagem transversal realizada em outro ponto da placa, os resultados não apresentam uma correlação tão positiva. Questiona-se, assim, se a histologia, na forma atual, seria mesmo o 'padrão ouro' ou se o ideal seria estudar o volume histológico tridimensional, à semelhança de uma reconstrução tridimensional de exames de imagem (tomografia).

Vale aqui discutir qual metodologia será mais utilizada no futuro. Há a possibilidade de se utilizarem valores matemáticos obtidos dos dados de ecogenicidade de cada pixel da placa, como a mediana da escala de cinza (GSM), que é o valor mais utilizado atualmente. Outros parâmetros matemáticos - como a heterogeneidade da amostra, a distribuição dos píxeis ao longo de uma reta, o desvio padrão da distribuição dos valores em um histograma, etc. - poderiam oferecer outras informações objetivas a serem correlacionadas com a clínica e o prognóstico dos pacientes com doença carotídea19 , 27 , 28 , 29.

No presente estudo, também parece encontrar-se uma correspondência entre os valores de GSM e o teor de gordura (Tabela 2), de maneira que as placas com menores valores eram mais ricas em lipídeo (menos ecogênicas), sugerindo que a avaliação histológica está realmente correta e tem o potencial de trazer maiores informações do que simplesmente a mediana da escala de cinza. Maiores estudos devem ser realizados para averiguar o valor clínico da histologia virtual por ultrassonografia versus o valor simples do GSM.

A colorização dos componentes da placa de ateroma, demonstrados na imagem modo B em escala de cinza, tem o potencial de oferecer ao médico assistente (clínico ou cirurgião) uma imagem bem mais ilustrativa da doença intraplaca do que os exames atualmente apresentados, facilitando a identificação do núcleo lipídico ou necrótico, da espessura da capa fibrosa e das áreas de hemorragia. Também a evolução dos programas computacionais traz a possibilidade dos estudos tridimencionais da placa e do seu volume, e tem o potencial tanto de trazer a avaliação global da placa como localizar áreas de maior interesse.

Vale a pena salientar a dificuldade metodológica na perfeita correlação entre os achados pelo ultrassom e pela histologia da placa, uma vez que o ultrassom é realizado in vivo e as imagens analisadas, em todos os estudos clássicos, são apresentadas em corte longitudinal, por meio do qual se pode não necessariamente avaliar a pior parte da placa. Adicionalmente, a placa de ateroma é retirada por cirurgia, em que muitas vezes se secciona e se fragmenta a placa, além de se eliminarem os conteúdos intraluminais (sangue) que estão pressurizados no paciente, mas deixam de exercer pressão sobre a parede no estudo em bancada. Também, grande parte do conteúdo lipídico na forma 'mole' é eliminada durante a manipulação cirúrgica. Para a análise histológica ex vivo, a placa deve ser processada com a fixação em formol, descalcificada, fixada em parafina, cortada em espessura muito fina, sendo, na maioria dos estudos, em cortes transversais, 'colorida' utilizando-se solventes que retiram o conteúdo lipídico. Desta forma, diversos erros são introduzidos tanto na retirada e na preparação da placa como no sentido do corte em que as imagens são analisadas. O trabalho de Lovett e colaboradores13 sugere a padronização para o estudo anatomopatológico das placas de ateroma. No presente trabalho, tentou-se minimizar estes erros retirando-se a placa com o mínimo de ruptura da mesma e utilizando a imagem da lâmina de patologia como padrão, buscando na imagem ultrassonográfica a área em que haveria a mesma relação entre a luz/parede arterial e estudando um 'corte' desta região, em vez de toda a extensão da placa. Desta forma, conseguiu-se melhorar a correlação entre o conteúdo de lipídeos e de tecido fibromuscular entre as análises de histologia e ultrassonográfica. É interessante perceber que tanto o conteúdo de cálcio como de sangue na placa de ateroma são muito difíceis de serem avaliados, porque, no preparo da lâmina, estes são eliminados e devem ser interpretados pelo 'vazio' que deixam na imagem. Também na imagem de ultrassom, o cálcio gera sombra acústica, que impede a correta avaliação dos conteúdos da placa na área com ausência de ecos30.

A possibilidade de utilização de inteligência artificial para o estudo da placa de ateroma pode facilitar a rotina do médico assistente. O computador pode realizar análises totalmente automatizadas, com a identificação da artéria, da placa de ateroma e a sua análise, assim como pode o médico selecionar a área de interesse e o computador realizar a análise (análise semiautomática). Esta metodologia acelera o tempo do exame e sua interpretação, podendo tornar prática a análise histológica em exames de rotina em que já é avaliado o grau de estenose da artéria. Atualmente, a análise de histologia virtual é realizada por meio do pós-processamento de imagens armazenadas, mas o software poderia ser incorporado aos equipamentos de ultrassom já disponíveis no mercado. Outra área de importância para a disseminação do método é a padronização da metodologia do exame em si e o seu ensino por meio das sociedades envolvidas com a formação do médico ultrassonografista vascular.

Diversos outros métodos de estudo do conteúdo e da atividade da placa de ateroma vêm sendo desenvolvidos, como tomografia computadorizada, PET-CT, ressonância magnética nuclear e exames de cintilografia utilizando marcadores celulares3, mas o ultrassom, pela sua facilidade de realização e disponibilidade, com certeza terá papel fundamental na triagem destes pacientes.

Por fim, o programa em teste utilizado neste estudo apresenta algumas falhas de funcionamento, travando durante os estudos; dessa forma, a classificação apresentada não oferece a possibilidade de avaliar todos os tecidos. Por isso, abre-se espaço para seu aperfeiçoamento, com uma interface de trabalho mais fácil de ser utilizada e com maior discriminação dos componentes da placa. No meio médico, diversos autores estão trabalhando no aperfeiçoamento desta tecnologia visando à análise de placas de ateroma, trombos venosos, edema, parênquima renal e trombos no saco aneurismático, para controle após a correção endoluminal de aneurismas de aorta31 - 33.

CONCLUSÕES

Houve correlação entre a HVUS transcutânea in vivo da placa carotídea e a histologia pós-operatória na definição de regiões de lipídeos e tecidos musculares/tecido fibroso; não houve correlação na classificação de sangue ou cálcio. Uma escala de cores mais detalhada do que a utilizada no presente trabalho e o estabelecimento de uma padronização dos cortes ultrassonograficos e histológicos são recomendáveis para estudos adicionais e para o uso prático da HVUS tanto para a estiva de risco de AVC durante procedimentos endovasculares como para o seguimento clínico.

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*O graduando TCS tem o mesmo peso de autoria do trabalho de que o autor FHM.

**Todos os autores devem ter lido e aprovado a versão final submetida ao J Vasc Bras. O trabalho foi realizado na Clínica Privada da Dra. Sandra Aparecida Ferreira Silveira e no Hospital de Clínicas da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) O presente projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp em reunião plenária no dia 22 de junho de 2010, recebendo número 490/2010. O presente trabalho não foi registrado como ensaio clínico.

Recebido: 10 de Fevereiro de 2013; Aceito: 29 de Abril de 2013

Correspondência Fábio Hüsemann Menezes Rua Deusdeti Martins Gomes, 122 CEP 13084-723 - Campinas (SP), Brasil Fone: (19) 35219450 / Fax: (19) 32880202 E-mail: fmenezes@mpc.com.br

Informações sobre os autores FHM é professor assistente doutor na disciplina de Moléstias Vasculares do Departamento de Cirurgia da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). TCS é graduando da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). SAFS é doutora pela Universidade Estadual de Campinas, ultrassonografista vascular e clínica vascular. SXSC é doutor em Radiologia, técnico e consultor independente em Ultrassonografia Vascular. KM é professor assistente doutor do Departamento de Anatomia Patológica da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). ASCM é patologista responsável pelo Laboratório de Patologia Menezes.

Contribuições dos autores* Concepção e desenho do estudo: FHM, TCS, SXSC, SAFS, KM Análise e interpretação dos dados: FHM, TCS, SXSC Coleta de dados: FHM, TCS, KM, ASCM Redação do artigo: TCS, FHM, SXSC Revisão crítica do texto: FHM, TCS, SXSC, SAFS, KM, ASCM Aprovação final do artigo**: FHM, TCS, SXSC, SAFS, KM, ASCM Análise estatística: Não houve análise estatística neste estudo. Responsabilidade geral do estudo: FHM, TCS Informações sobre finaciamento: Houve financiamento do autor Thiago do Carmo Silveira - bolsa de iniciação científica pelo programa PIBIC/CNPq para alunos de iniciação científica da UNICAMP

Fonte de financiamento: Houve financiamento do autor Thiago do Carmo Silveira - bolsa de iniciação científica pelo programa PIBIC/CNPq para alunos de iniciação científica da UNICAMP.

Conflito de interesse: Os autores declararam não haver conflitos de interesse que precisam ser informados.

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