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Jornal Vascular Brasileiro

versão impressa ISSN 1677-5449versão On-line ISSN 1677-7301

J. vasc. bras. vol.13 no.3 Porto Alegre jul./set. 2014

http://dx.doi.org/10.1590/jvb.2014.036 

Desafio Terapêutico

Tratamento de aneurisma de aorta sacular justarrenal com Multilayer Flow Modulator: relato do primeiro caso realizado em Hospital Público no Brasil

Rodrigo Gibin Jaldin 1  

Marcone Lima Sobreira 1  

Regina Moura 1  

Matheus Bertanha 1  

Jamil Víctor de Oliveira Mariaúba 1  

Rafael Elias Farres Pimenta 1  

Ricardo de Alvarenga Yoshida 1  

Winston Bonetti Yoshida 1  

1Universidade Estadual Paulista – UNESP, Faculdade de Medicina de Botucatu, Botucatu, SP, Brasil

RESUMO

O tratamento endovascular de aneurismas de aorta abdominal (AAA), envolvendo a saída das artérias renais e viscerais, constitui ainda um importante desafio. Diversas técnicas foram desenvolvidas ao longo do tempo para contornar as dificuldades oferecidas por esta situação, destacando-se as endopróteses fenestradas ou ramificadas, as técnicas envolvendo próteses paralelas, como Chaminé, Periscópio e Sanduíche, e, mais recentemente, a utilização da modulação de fluxo por stent multicamadas Multilayer. Apresentamos um caso de AAA sacular complexo justarrenal e com alto risco cirúrgico pela avaliação cardiológica e por apresentar via aérea difícil, em decorrência de laringectomia total por antecedente de neoplasia de laringe. Devido à facilidade técnica do uso do Multilayer, à presença de doença obstrutiva crônica aorto-ilíaca, à estenose ostial renal e ao diâmetro limitado da aorta suprarrenal, descartaram-se as opções envolvendo endopróteses fenestradas/ramificadas ou técnicas envolvendo próteses paralelas, pela necessidade de diversos acessos para a execução. Diante do dilema imposto, apresentamos este caso como desafio terapêutico e com uma opção de tratamento bem sucedida, em curto prazo.

Palavras-Chave: aorta; aneurisma aórtico; procedimentos endovasculares

INTRODUÇÃO

O tratamento endovascular de aneurismas de aorta abdominal (AAA), envolvendo a saída das artérias renais e viscerais, constitui ainda um desafio importante, principalmente em pacientes com alto risco operatório. Várias técnicas alternativas à cirurgia convencional foram desenvolvidas ao longo do tempo para contornar as dificuldades desses casos, destacando-se as cirurgias híbridas ou debranching1, as endopróteses fenestradas ou ramificadas2, a técnica da chaminé ou 'snorkel', periscópio ou ainda a técnica de sanduíche3, e, mais recentemente, do stent modulação de fluxo por stentmulticamadas4-14. Apresentamos um caso de paciente com muito alto risco operatório cardiológico e com múltiplas comorbidades, portador de AAA sacular justarrenal. Devido a esse quadro, a cirurgia convencional seria arriscada; ademais, possuía antecedente de laparotomia e enterectomia segmentar por isquemia mesentérica. Devido à presença de limitação de acesso vascular por doença obstrutiva aorto-ilíaca crônica e por pescoço hostil, em razão de esvaziamento cervical, laringectomia e irradiação cervical, além de estenose ostial da artéria renal esquerda, as opções de endopróteses ramificadas e fenestradas ou envolvendo próteses paralelas, eram cercadas de problemas técnicos de execução. Diante do dilema imposto, apresentamos este caso como desafio terapêutico e com uma opção de tratamento bem sucedida.

PARTE I – A SITUAÇÃO

Paciente do sexo masculino, com 62 anos de idade, ex-tabagista, hipertenso, com laparotomia prévia por isquemia mesentérica havia dez anos e antecedente de neoplasia de laringe tratada por laringectomia total, esvaziamento cervical e radioterapia. No seguimento pós-operatório de estadiamento da neoplasia, realizou tomografia de abdome, que evidenciou aneurisma sacular de aorta, imediatamente abaixo da origem das artérias renais. Apresentava queixa de claudicação intermitente de membro inferior esquerdo para 100 metros. Ao exame físico, mostrava apenas pulso femoral direito palpável em membros inferiores, sendo os demais, ausentes. O melhor índice tornozelo braquial (ITB) dos membros inferiores eram os tibiais posteriores, sendo 0,59 à direita e de 0,43 à esquerda. Os exames laboratoriais mostraram creatinina variando entre 1,2 e 1,4, sem outras alterações significativas. À avaliação cardiológica, foi classificado como moderado risco para evento cardiovascular, segundo as últimas recomendações de avaliação pré-operatória da Sociedade Brasileira de Cardiologia. Realizou-se Angiotomografia multi-slice com pós-análise em sistema Osirix, evidenciando aneurisma sacular intimamente relacionado à artéria renal direita, com trombo mural rechaçando a artéria renal direita superiormente, e localizado no nível da artéria renal esquerda; estenose ostial de artéria renal esquerda; oclusão de ilíaca comum esquerda e estenoses moderadas de ilíacas comum e externa à direita, além da identificação de diversas artérias polares renais e da artéria mesentérica inferior vicariante, emitindo circulação colateral para o eixo ilíaco-femoral esquerdo. O diâmetro transverso da aorta supracelíaca – landing zone para possível intervenção endovascular – mediu 25,8 mm; o diâmetro transverso da aorta na altura da origem da artéria renal direita (renal mais alta) mediu 19 mm; o diâmetro isolado da saculação era de aproximadamente 30 mm, e o diâmetro total da aorta na topografia do aneurisma sacular era de aproximadamente 50 mm. A extensão da lesão aneurismática medida foi de aproximadamente 35 mm, sendo a distância da renal mais baixa (renal esquerda) até a bifurcação aórtica de 102 mm e a extensão da artéria ilíaca comum direita, de aproximadamente 45 mm. Quanto às distâncias entre as artérias viscerais, foram obtidas as seguintes medidas: renal direita-mesentérica superior de 12,5 mm e mesentérica superior tronco celíaco de 9,5 mm (Figuras 1 e 2).

Figura 1 Angiotomografia evidenciando o aneurisma sacular logo abaixo da emergência da artéria renal direita. A) Corte transversal na altura do aneurisma, com medida dos diâmetros da saculação e total da aorta nesta topografia. B) Reconstrução de Angiotomografia em reformatação multiplanar coronal. Destaque para as artérias polares. 

Figura 2 Reconstrução de Angiotomografia em reformatação multiplanar coronal. A) Estenoses no eixo ilíaco direito, oclusão da artéria ilíaca comum esquerda e artéria mesentérica inferior vicariante. B) Medidas de extensões da aorta infrarrenal para programação pré-operatória. 

Diante deste quadro, algumas opções terapêuticas foram discutidas:

    1-. Cirurgia Híbrida;

    2-. Endoprótese fenestrada (comercial ou customizada);

    4-. Endoprótese ramificada;

    5-. Endopróteses Paralelas (Chaminé, Snorkels, Periscópio ou Sanduíche);

    6-. Multilayer Flow Modulator.

PARTE II – O QUE FOI FEITO

Optou-se pela correção endovascular do aneurisma em questão pela utilização do Multilayer Flow Modulator (MFM). O procedimento transcorreu sob anestesia raquidiana, dada a via aérea difícil do paciente. Através de pequena incisão transversa de 2 cm acima da prega inguinal, realizaram-se dissecção, exposição e controles proximal e distal da artéria femoral comum direita. Seguiu-se punção da artéria femoral comum direita segundo a técnica de Seldinger e cateterismo da mesma com introdutor 6F 11 cm. A aortografia com cateter de Pig Tail 5F em incidência Oblíqua Anterior Esquerda (OAE) de 20° evidenciou estenose crítica ostial da artéria renal esquerda (Figura 3), a qual demandava tratamento previamente ao implante do Multilayer, segundo as recomendações técnicas do fabricante (Instructions for Use - IFU). Para tanto, realizou-se troca de introdutor por introdutor aramado Flexor 6F 40 cm (Cook Medical), heparinização sistêmica e cateterismo seletivo da artéria renal esquerda em sistema coaxial com cateter Renal Double Curve (RDC) 5F, sob guia hidrofílico 0,035" 260 cm stiff (Terumo). Foi realizada a troca de fio guia por guia 0,014" 180 cm PT2 moderate support (Boston Scientific) e a pré-dilatação da lesão na artéria renal com balão Pacific Xtrem 4 × 20 mm (Medtronic). Posteriormente, foi realizado o tratamento da lesão através de implante de stent balão-expansível Hippocampus 5,5 × 15 mm (Medtronic), através da técnica convencional de tração do balão pós-liberação do stent para flair aórtico. Tratada a lesão renal, foi realizada a aortografia pré-tratamento por cateter Pig Tail centimetrado 5F e a passagem de guia extra-stiff 0,035" 300 cm E-wire(Jotec), seguida por retirada do introdutor e passagem do dispositivo de entrega do MFM (Figura 4). Um Multilayer Flow Modulator 28 × 100 mm (Cardiatis) foi liberado por mecanismo pull-back, desde a aorta supracelíaca até a porção média da artéria ilíaca comum direita proximal (Figura 5). Amalha do sistema MFM acomodou-se à parede aórtica em uma extensão total aproximada de 170 mm (alongamento), estendendo-se na aorta livre da doença aneurismática por aproximadamente 6 cm proximais e 9 cm distais à lesão. Houve limitação à abertura completa da extremidade distal do MFM na artéria ilíaca comum direita por compressão extrínseca exercida por placas calcificadas. Dessa forma, optou-se por balonamento de acomodação da extremidade distal do MFM com balão de baixa complacência Reef HP 8 × 60 mm (Medtronic), com recoil. Foi realizada então a angioplastia das lesões calcificadas da ilíaca comum através da liberação de stent balão-expansível Scuba 9 × 55 mm (Medtronic) com ovelap de aproximadamente 15 mm com o MFM (Figura 6). A aortografia de controle evidenciou redução imediata da opacificação do aneurisma sacular, sugerindo redução de fluxo para este, e ausência de complicações relacionadas aos tratamentos realizados (Figura 7). O paciente permaneceu em Unidade de Terapia Intensiva por 24h no pós-operatório, recebendo alta hospitalar no quarto dia de pós-operatório, sem qualquer intercorrência clínica no período. Realizou-se mapeamento duplex imediatamente na alta hospitalar, que não identificou fluxo aos modos Color e Doppler no saco aneurismático. Retornou após dois meses, assintomático, em vigência de dupla antiagregação plaquetária, com novo mapeamento duplex e angiotomografia, evidenciando exclusão efetiva do aneurisma sacular (Figura 8).

Figura 3 Aortografia pré-operatória em OAE 20° e angioplastia com stent da artéria renal esquerda. 

Figura 4 A) Multilayer Flow Modulator. B) Sistema de liberação do Multilayer Flow Modulator, que possui perfil 18F, corre em fio guia 0,035" e possui mecanismo de liberação tipo pull-back

Figura 5 Liberação do Multilayer Flow Modulator. A) Acomodação da extremidade proximal do stent (landing zone) na porção média da vértebra T12 (aorta supracelíaca). B) Extremidade distal do stent com limitação à abertura por compressão extrínseca de placas calcificadas na artéria ilíaca comum direita. 

Figura 6 Angioplastia para acomodação da extremidade distal do Multilayer Flow Modulator. A) Deformação do balão de baixa complacência provocada por placa intensamente calcificada. B) Dilatação efetiva da lesão. C) Liberação de stent balão-expansível desde o MFM, estendendo-se para a artéria ilíaca comum direita. 

Figura 7 Aortografias pré-tratamento e de controle final pós-tratamento. 

Figura 8 Angiotomografia de controle pós-operatório de 60 dias, evidenciando o aneurisma sacular trombosado. A) Corte transversal imediatamente acima da origem da artéria renal esquerda, evidenciando discreta lâmina de contraste externamente ao MFM, formação de trombos no interior do saco aneurismático e discreta redução do diâmetro da saculação nesta topografia. B) Aneurisma sacular totalmente trombosado na altura da artéria renal esquerda, que possui stent pérvio no seu interior. C) Reconstrução de Angiotomografia em reformatação multiplanar coronal. 

DISCUSSÃO

Os AAA justarrenais ou envolvendo artérias viscerais, também chamados de tóraco-abdominais, são desafiadores em termos de tratamento. A cirurgia convencional, embora seja eficiente e durável15, estaria vinculada à maior invasividade com morbimortalidades importantes, principalmente em pacientes com alto risco operatório. O desenvolvimento contínuo dos materiais pela indústria levou o tratamento endovascular a estabelecer-se como técnica operatória alternativa importante nos AAA, principalmente nos pacientes com anatomia favorável. Entretanto, nos pacientes com anatomia desfavorável, como colo curto (<15 mm) ou justarrenal, ou com envolvimento de outros ramos viscerais, não cabia mais o padrão de desenho das próteses comerciais normais. A inventividade dos cirurgiões proporcionou a possibilidade de se implantarem ramos através de fenestras e ramos no corpo principal das endopróteses comerciais, e também o desenvolvimento de endopróteses ramificadas. As primeiras são eficientes, mas são trabalhosas e constituem técnicas experimentais ainda não claramente validadas (off-the-label)16. Já as endopróteses ramificadas têm o suporte da indústria, mas são caras e demoram muito tempo para serem confeccionadas (off-the-shelf) de acordo com a anatomia de cada paciente17. Alternativas menos caras, mais disponíveis e de maior facilidade de execução foram as técnicas de chaminés, snorkels e sanduíches3. Um dos maiores desafios desta técnica seria a forma de se evitarem pregueamentos (gutter) e vazamentos nas endopróteses com a presença das várias chaminés necessárias para se manter o fluxo sanguíneo nas artérias viscerais18,19.

Mais recentemente, surgiu um conceito novo no tratamento de aneurismas arteriais, com um stent autoexpansível multicamadas, não recoberto, com alta força radial, e fabricado a partir de fibras traçadas de liga de Cobalto (Phynox), denominado comercialmente como Multilayer Flow Modulator (MFM); esse stent teria por finalidade fazer um redirecionamento do fluxo sanguíneo, de modo a retirar a pressão de dentro do saco aneurismático e impedir sua ruptura5-8,10-12. A disposição tridimensional dos fios em camadas do MFM seria capaz de alterar o fluxo no interior do saco aneurismático de turbilhonar para laminar, subsidiando assim a formação de trombos organizados e estáveis no interior do saco. Os resultados de sucesso clínico – trombose do aneurisma, redução do aneurisma e perviedade dos ramos viscerais – ocorreram em cerca de 40% de aneurismas envolvendo artérias viscerais11,20. Embora haja relatos de reintervenção em cerca de 13,7% dos casos, incluindo ressecção intestinal e trombose em 8,3% dos casos, e ruptura do aneurisma21,22, aparentemente a técnica parece ser promissora20. Um fator limitante importante para o uso deste material é o seu custo, ainda extremamente alto em comparação com endopróteses convencionais, particularmente para os padrões de nosso país.

Apesar de ainda serem necessários resultados clínicos de maior significância para compreender as possíveis indicações desta técnica, alguns relatos e séries de casos publicados vêm fornecendo diretrizes de quando considerar ou não seu uso, não devendo a mesma ser utilizada indiscriminadamente naqueles pacientes que não possuam condições de serem tratados por outras modalidades23-25. O sucesso desta técnica depende de critérios estritos de indicações e condições, como: tratamento prévio de estenoses de ramos viscerais; extremidades do Multilayer devem repousar em artérias normais; sobreposição de stents com o de maior diâmetro dentro do de menor diâmetro com oversizing de 15% a 25% e com pelo menos 60 mm de extensão; mobilização mínima e sem rotação do dispositivo de entrega dentro da artéria, evitando-se angulações exageradas para evitar o risco de dobra e evitando-se forçar o mesmo em caso de resistência por estenoses ou calcificações; escolha do tamanho adequado de acordo com a recomendação fornecida pelo fabricante; cuidado na manipulação de cateteres e fios-guia dentro do saco aneurismático para evitar deslocamentos de êmbolos; cuidado na retirada do dispositivo de entrega para se evitar deslocamentos do Multilayer; dupla antiagregação plaquetária por pelo menos três meses. O Multilayer seria contraindicado em casos de fístula artério-venosa; deflúvio vascular insuficiente; histórico de problemas de coagulação; suspeita de infecção; aneurismas de arco aórtico; pseudoaneurisma, e aneurisma roto25. No presente caso, as indicações para o tratamento com Multilayer foram respeitadas e os resultados superaram as expectativas, como ficou demonstrado nos exames de imagem de seguimento precoce.

CONCLUSÃO

Diante de caso com alto risco operatório, a opção de tratamento com Multilayer Flow Modulator parece ser interessante, pela facilidade da intervenção e pelos resultados promissores verificados na literatura internacional. O MFM não deve ser visto como solução milagrosa para todas as patologias aórticas complexas e o implante criterioso deve ser altamente estimulado. Embora o presente caso não permita extrapolar nenhuma recomendação, o resultado obtido foi importante para o efetivo tratamento do paciente em questão. A tecnologia envolvida no MFM continua sob estudo e aguardase a realização de ensaios clínicos randomizados envolvendo diversos centros com grande volume de casos para aprimorar tecnicamente esta opção terapêutica e definir suas indicações precisamente.

Fonte de financiamento: Nenhuma.

O estudo foi realizado no Departamento de Cirurgia e Ortopedia da Faculdade de Medicina de Botucatu – Universidade Estadual Paulista (UNESP), São Paulo, Brasil.

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Recebido: 18 de Abril de 2014; Aceito: 15 de Maio de 2014

Correspondência Rodrigo Gibin Jaldin, Departamento de Cirurgia e Ortopedia, Faculdade de Medicina de Botucatu, Universidade Estadual Paulista – UNESP, Av. Prof. Montenegro, s/n – Distrito de Rubião Junior, CEP 18618-970 – Botucatu (SP), Brasil. E-mail: rgibin@fmb.unesp.br; rgibin@uol.com.br

Conflito de interesse: Os autores declararam não haver conflitos de interesse que precisam ser informados.

Informações sobre os autores

RGJ - Cirurgião Vascular e Endovascular do Hospital das Clínicas de Botucatu, Universidade Estadual Paulista (UNESP). Título de Especialista em Cirurgia Vascular, Angiorradiologia e Cirurgia Endovascular, e Ecografia Vascular com Doppler.

MLS, RM e MB - Professores Assistentes da Disciplina de Cirurgia Vascular e Endovascular da Faculdade de Medicina de Botucatu, Universidade Estadual Paulista (UNESP).

JVOM - Cirurgião Vascular do Hospital das Clínicas de Botucatu, Universidade Estadual Paulista (UNESP).

REFP - Médico da Disciplina de Cirurgia Vascular e Endovascular do Hospital das Clínicas de Botucatu, Universidade Estadual Paulista (UNESP).

RAY - Professor Colaborador da Disciplina de Cirurgia Vascular e Endovascular da Faculdade de Medicina de Botucatu, Universidade Estadual Paulista (UNESP).

WBY - Professor Titular da Disciplina de Cirurgia Vascular e Endovascular da Faculdade de Medicina de Botucatu, Universidade Estadual Paulista (UNESP).

Contribuições dos autores

Concepção e desenho do estudo: RGJ, MLS, RM, WBY

Análise e interpretação dos dados: RGJ, WBY

Coleta de dados: RGJ, REFP, JVOM, MB

Redação do artigo: RGJ, WBY, RAY

Revisão crítica do texto: RGJ, WBY, RAY, MLS

Aprovação final do artigo: RGJ, MLS, RM, MB, REFP, JVOM, RAY, WBY

Análise estatística: N/A

Responsabilidade geral pelo estudo: RGJ

*

Todos os autores leram e aprovaram a versão final submetida ao J Vasc Bras.

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