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Scientiae Studia

versão impressa ISSN 1678-3166

Sci. stud. vol.1 no.4 São Paulo dez. 2003

http://dx.doi.org/10.1590/S1678-31662003000400001 

Editorial

 

 

Este número completa o primeiro volume de Scientiæ udia. No artigo inicial, o Professor Jean-Jacques Szczeciniarz presta uma homenagem a seu mestre Jean-Toussaint Desanti, falecido neste ano de 2003, propondo-se a tarefa ousada de expor a parte propriamente epistemológica do projeto de constituir uma ciência da idealidade matemática que empresta a terminologia conceitual à fenomenologia husserliana. Wilson Frezzatti, de sua parte, dedica-se à história da biologia no século XIX, analisando, em particular, as concepções de vida de Haeckel e de Nietzsche. Essa análise permite contrapor o mecanicismo físico-químico de Haeckel à concepção nietzschiana que, baseada na mecânica do desenvolvimento, visa dispensar, ao mesmo tempo, o recurso à teleologia e ao mecanicismo. O artigo de Valter Alnis Bezerra volta-se para o período da física do século XX que antecede o nascimento da moderna mecânica quântica. No artigo, o primeiro de uma série, o autor mapeia o desenvolvimento histórico e concei-tual da chamada antiga teoria atômica, programa de pesquisa que floresceu entre 1913 e 1925. Do ponto de vista epistemológico e historiográfico, essa teoria é interessante, entre outras razões, pelo seu caráter de transição - de um lado, ainda ligada a determinadas noções da física clássica e, de outro, já antecipando importantes conceitos da mecânica quântica.

No documento científico, Marcio Horta traduz e comenta o texto de 1855, no qual Alfred Russel Wallace defende uma concepção evolucionista ainda próxima da de Lamarck e, portanto, diferente daquela de evolução pela seleção natural das variedades melhor adaptadas que só viria a ser defendida no texto de 1858, publicado no número 2 de Scientiæudia. Este número publica também a nota crítica do Professor Fernando de Souza Barros que alerta para fatos recentes que mostram estar em curso a organização de um sistema de controle da informação científica que pode vir a prejudicar as pesquisas e os pesquisadores dos países emergentes, dentre eles o Brasil.

O número se encerra com a resenha de Claudemir Tossato que discute, a partir do livro de Ronaldo Mourão sobre Kepler, a questão das tensões geradas pelo copernicanismo entre a astronomia e a cosmologia.

Por fim, Scientiæ udia agradece aos Arquivos Visuais Emilio Segrè (http://www.aip.org/history/esva) do American Institute of Physics (College Park, MD, EUA) pela permissão para utilizar os retratos dos físicos Bohr, Sommerfeld, Kramers e Slater, bem como aos Amigos do Centro para a História da Física por tornar possível o uso das imagens.

 

Pablo Rubén Mariconda

editor responsável

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