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Scientiae Studia

Print version ISSN 1678-3166On-line version ISSN 2316-8994

Sci. stud. vol.7 no.2 São Paulo Apr./June 2009

http://dx.doi.org/10.1590/S1678-31662009000200010 

DOCUMENTOS CIENTÍFICOS

 

Apelo para que a psicologia seja uma "ciência natural"

 

 

William James (1842-1910)

 

 

No primeiro número deste periódico, o Professor Ladd1 usa meu Princípios de psicologia (1890) como um texto para certas reflexões críticas sobre o ponto de vista cerebralístico [cerebralistic] que está se tornando tão em voga na psicologia atual. Aprecio inteiramente o tom amável e pessoal do artigo, e admito que muitas das investidas têm relevância, mas, confesso, choca-me um pouco vir a saber que, em alguns particulares, meu livro tenha dado ao meu crítico tão falsa impressão das minhas crenças. Por exemplo, eu jamais aleguei, como o Professor Ladd parece pensar que faço, que a psicologia no seu atual estágio é uma ciência natural, ou de maneira exata uma ciência em absoluto. Na verdade, dificilmente a psicologia é hoje mais do que fora a física antes de Galileu, ou do que fora a química antes de Lavoisier. Trata-se de uma massa formidável de descrições, mexericos e mitos, incluindo, entretanto, material real suficiente para justificar em alguém a esperança de que, com boa vontade e discernimento dos interessados, seu estudo possa ser organizado a ponto de vir a ser digna do nome de ciência natural, em um dia não muito distante. Eu esperava que meu livro deixasse nos leitores uma impressão parecida com a minha própria. Ao tratar a psicologia tal como uma ciência natural, eu desejava ajudá-la a tornar-se uma. Contudo, aquilo que um livro pode ter dito, ou não dito, é um problema passageiro. Meus dois volumes são indubitavelmente bastante grosseiros; e desde a época em que o Professor Ladd escreveu seu artigo, é possível que minha posição geral tenha ficado mais clara no resumo deles, intitulado Psicologia: curso breve,2 recentemente publicado por Holt & Co. Por conseguinte, deixemos de lado aquele livro fatigante (Princípios) e voltemos à questão propriamente dita, pois é isso o que mais nos importa. O que devidamente significa alguém dizer que a psicologia deveria ser tratada de modo geral como uma "ciência natural"? Penso que posso estabelecer o que quero dizer; e ainda espero conseguir angariar para tal causa a simpatia de homens como o Professor Ladd, assim que o argumento seja colocado de maneira justa.

Para começar, o que é uma ciência natural? É um mero fragmento de verdade extraído de sua massa total em benefício exclusivamente de efetividade prática. Divide et impera. Toda ciência particular, no intuito de encontrar de todo seus próprios particulares, deve fazer um certo número de suposições convenientes e declinar de ser responsável por questões acerca das quais a mente humana continuará a indagar-se. Assim, a Física assume o mundo material, mas nunca tenta mostrar como nossa experiência acerca de tal mundo é "possível". Assume a interação dos corpos e a realização por eles de mudanças contínuas, porém sem a pretensão de saber como tais resultados podem dar-se. Dentre as coisas assim assumidas, então, as várias ciências encontram "leis" de sequências definidas; e dessa maneira são capazes de abastecer a filosofia geral com material propriamente ajustado e simplificado para suas tarefas ulteriores. Portanto, se a psicologia alguma vez conformar-se ao tipo das demais ciências naturais, ela também deverá renunciar a certas soluções finais, basear-se a si mesma no senso-comum usual, acatando de forma não-crítica dados tais como a existência do mundo físico, dos estados mentais, e do fato de que esses últimos chegam à cognição de outras coisas. O que vem a ser o "mundo físico" em si mesmo, como "estados mentais" podem absolutamente existir, e exatamente o que pode implicar "chegar à cognição", são questões adicionais inevitáveis; mas são o tipo de questão cuja responsabilidade recai sobre a filosofia geral, não sobre a ciência natural.

Se existe alguma ciência natural de posse de um objeto de estudo bem diferenciado e contrastado com todos os demais, esta é a Psicologia. Mas por mais que nossa autoconsciência, nossa liberdade, nossa habilidade de conceber universais, e tudo o mais, possa nos associar com o Infinito e o Absoluto, ainda assim resta um aspecto de nosso ser, até mesmo de nossa vida mental, que se encontra completamente dentro da esfera da história natural. Nossos estados conscientes, ao constituírem a vida interna de pessoas individuais que nascem e morrem, são eventos temporais surgindo no curso ordinário dos eventos naturais e, ademais, as condições de seu acontecimento ou nãoacontecimento, de um momento para o outro, certamente situam-se em grande parte no mundo físico. E não apenas isso; os estados mentais são eventos de tão grande importância prática que, para nós, o controle do resto da natureza física chega a parecer insignificante, se comparado à proeza do controle daquelas condições [mentais] em larga escala. Todas as ciências naturais visam predição e controle práticos e, em nenhuma outra, isso é mais o caso do que na psicologia atual. Vivemos cercados por um enorme número de pessoas definitivamente interessadas no controle dos estados mentais e incessantemente ansiosas por um tipo de ciência psicológica que as ensine a agir. O que todo educador, todo diretor de presídio, todo médico, todo sacerdote e todo superintendente de asilo pedem à psicologia são regras práticas. Tais pessoas pouco ou nada se importam com o terreno filosófico fundamental do fenômeno mental, mas importam-se imensamente com o aperfeiçoamento das ideias, disposições e condutas dos indivíduos particulares que se encontram sob seus encargos.

Em decorrência do que pode ser chamado de estudo biológico da mente humana, pelo menos houve o aparecimento de um grande volume de material norteador de uma concepção que, em alguma medida, já satisfaz as necessidades daquelas pessoas. A teoria das vias cerebrais baseada sobre a ação reflexa, isto é, a concepção do indivíduo humano como uma massa organizada de tendências à reação muscular e mental sobre seu ambiente, que pode ser tanto preservativa quanto destrutiva, não somente auxilia aqueles homens a analisar seus casos, bem como frequentemente os conduz à terapêutica correta quando a perversão se instala. Tais pessoas ainda não sabem se tal concepção poderá ajudá-los muito mais do que isso, mas mesmo assim elas nutrem grandes esperanças. Junto com os fisiologistas e naturalistas, elas já formam um grupo de trabalhadores cheios de entusiasmo e confiança mútua, e estão inundando a psicologia com tão farto material acerca da natureza humana, que a vida inteira de trabalho de um estudante pode ir facilmente mantendo-se a favor dessa maré. Os "pesquisadores psíquicos",3 embora por ora mantidos no gelo, também conquistarão inevitavelmente o reconhecimento que suas obras merecem, e talvez façam a mais importante de todas as contribuições para o empreendimento. Mas, como eu já salientei, poucas dessas pessoas têm alguma aptidão ou gosto por filosofia geral; elas têm quase tão pouco quanto os filósofos puros-sangues [pure-blooded] têm pela descoberta de fatos particulares.

Portanto, deve-se reconhecer a existência de dois tipos de mentalidade completamente distintos, com suas necessidades distintas, ambas tendo legítimas transações com a psicologia; e a única questão há de ser a pergunta prática de como distribuir o trabalho de modo a desperdiçá-lo o mínimo, obtendo o máximo de resultados eficientes. De minha parte, não me desfaço das minhas expectativas de que algum dia a filosofia geral nos auxiliará com concepções racionais do mundo. Todavia, quando olho à minha volta e vejo que quase toda vida nova na psicologia recente tem vindo de biólogos, médicos e pesquisadores psíquicos, sinto como se a coisa temerária a se fazer fosse impedir seus impulsos de constituir uma ciência a seu próprio modo, como um ramo da biologia; e sinto ainda que a sabedoria consiste, não em se forçar sobre eles considerações dos aspectos mais metafísicos da consciência humana, mas, pelo contrário, em resgatar cuidadosamente de suas mãos esses aspectos, encaminhando-os aos especialistas em filosofia, aos quais já pertencem os aspectos metafísicos da física. Se houvesse então, depois de um suficiente arejamento do assunto, um amplo consenso sobre qual tipo de problema na psicologia é metafísico, e sobre qual tipo de problema na psicologia é análogo aos da ciência natural, e se a palavra "psicologia" pudesse então ficar restrita a recobrir, tanto quanto possível, os últimos e não os primeiros, uma psicologia assim entendida poderia seguramente ser delegada aos cuidados dos homens interessados em fatos, dos experimentadores de laboratório e dos biólogos. Nós certamente precisamos de algo mais radical do que a velha divisão entre "psicologia racional' e "psicologia empírica", ambas tratadas pelo mesmo autor nas faces opostas do mesmo livro. Da parte do homem prático, nós precisamos de um honesto, completo e explícito abandono de questões tais como a alma, o ego transcendental, a fusão das ideias ou das partículas de estofo mental etc.; e, pela parte dos filósofos, de uma honesta e completa determinação em manter tais questões fora da psicologia, e tratá-las somente em suas mais amplas conexões possíveis, entre os objetos de uma revisão crítica de todos os elementos do mundo.

O Professor Andrew Seth, em seu mais recente discurso inaugural em Edimburgo, sobre a Posição presente das ciências filosóficas,4 colocou o ponto de maneira excelente. "A psicologia," diz ele, "tem se tornado mais científica e, desse modo, mais consciente de suas próprias metas e, ao mesmo tempo, de suas necessárias limitações. Cessando de colocar-se a si mesma à frente como filosofia, a psicologia tem entrado em um novo período de desenvolvimento como ciência; e assim fazendo ela tem desarmado o ciúme e, ainda mais rápido, conquistado a indiferença do filósofo transcendental." Por que o professor Ladd, por que qualquer outro "filósofo transcendental", não deveria estar satisfeito em ajudar a confirmar e a desenvolver uma tendência tão benéfica quanto essa? Em seu próprio livro sobre Psicologia fisiológica, o professor Ladd defende o reconhecimento daquele "ser real que opera de maneira a revelar forças sui generis de acordo com suas próprias leis", mas tal ente não desempenha qualquer parte orgânica no trabalho,5 provando ser apenas uma pedra no caminho de seus comentadores oriundos da biologia. Por que forçá-los a atentar para isso? Por que perpetuar um tipo de diz-que-diz donde os físicos e químicos há muito tempo emergiram, e donde a psicologia promete logo escapar, se deixada unicamente aos "fatos da experiência"?

O tipo de "fato da experiência" que em meu livro me proponho a condescender é o assim chamado "estado mental", em cuja existência não somente os homens comuns mas também os filósofos têm uniformemente acreditado. Quaisquer que sejam as conclusões que possam vir de um criticismo final acerca dos estados mentais, elas formam um tipo de objeto praticamente admitido, cujos hábitos de coexistência, sucessão e relação com as condições orgânicas formam um objeto de pesquisa inteiramente definido. Não podem ambos, filósofos e biólogos, virem a ser "psicólogos" sobre esta base comum? Pelo menos provisoriamente, não podem ambos passar sem perguntas ulteriores, e concordar que os estados mentais são o dado fundamental com o qual a psicologia deve se importar? A paz por longo tempo poderia reinar se os "monistas científicos" somente concordassem em nada dizer sobre a produção dos estados pela integração e fusão de "unidades psíquicas", e se os "metafísicos transcendentais" concordassem em nada dizer acerca de atos de entidades espirituais desenvolvendo-se de acordo com leis próprias e, em consequência dessa paz, um enorme despojo da guerra, composto de leis naturais, poderia ser colhido sem perda de tempo ou energia na recriminação e na disputa acerca dos princípios primordiais. Na verdade, meus próprios livros estão repletos de tais recriminações e disputas, mas esses episódios infelizes são na sua maioria incidentais no esforço de conseguir, de uma vez por todas, que o indiviso "estado mental" seja aceito por meus colegas como o dado fundamental de sua ciência. Ter proposto tal base útil para uma ação integrada na psicologia é, aos meus olhos, o principal serviço e originalidade do livro; e eu não consigo evitar minha esperança de que o Professor Ladd ainda possa sentir a força das considerações agora instadas. Não que já tenhamos hoje uma "ciência" das correlações entre os estados mentais e os estados cerebrais; mas sim que a averiguação de tais leis de correlação formam o programa de uma ciência bem delimitada e definida. Sem dúvida, quando tal ciência estiver formada, o corpo completo de suas conclusões será uma presa para as reflexões filosóficas, e a partir de então o "ser real" do Professor Ladd inevitavelmente estará com as melhores chances possíveis de obter seus direitos.

Uma grande razão para que o Professor Ladd importe-se tão pouco com a instauração da psicologia como uma ciência natural das correlações entre eventos mentais e cerebrais é que os estados do cérebro são coisas desesperadamente inacessíveis. Admito que qualquer relato exato acerca de estados cerebrais está longe de nosso alcance; e estou surpreso que o Professor Ladd tenha lido nas minhas páginas que a psicologia, entendida como ciência natural, deve visar exclusivamente um relato sobre estados cerebrais, como os [únicos] correlatos dos estados mentais. É bem verdade que nossos estados mentais estão imediatamente correlacionados com estados cerebrais; entretanto, mais remotamente, eles também estão correlacionados com muitos outros eventos físicos, por exemplo, com as correntes nervosas periféricas e com o estímulo físico que as ocasionou. Destas últimas correlações temos um extenso e ordenado corpo de conhecimento. E, afinal de contas, não estaremos exagerando o grau de nossa ignorância sobre os estados cerebrais? Não sabemos exatamente o que é uma corrente nervosa, isso é verdade; mas conhecemos uma boa porção sobre isso. Por exemplo, sabemos que a corrente nervosa segue uma via, e que consome uma fração de segundo nisso. Nós sabemos que, fisicamente considerado, nosso cérebro é somente uma massa de tais vias, e que as correntes aferentes devem de alguma maneira trilhar um caminho através dessa massa antes de sair. Sabemos ainda alguma coisa sobre a consciência "correlacionada" especificamente com vias particulares, por exemplo, que as vias do lobo occipital estão conectadas com a consciência de coisas visíveis. Ora, o valor provisório de tal conhecimento, inexato que seja, ainda assim permanece imenso. Ele esboça um programa inteiro de investigação e já define um proveitoso tipo de lei a ser averiguado. A saber, que a ordem temporal das correntes nervosas é o que determina a ordem temporal de coexistências e sucessões dos estados mentais com os quais estão relacionadas. Provavelmente o Professor Ladd não duvida da teoria das correntes nervosas dos hábitos motores; ele provavelmente não duvida de que nossa capacidade de aprender as coisas "de cor" deve-se precisamente à organização do córtex cerebral em sucessivos sistemas de descarga. Então, vê ele alguma razão radical do por quê a ordem temporal especial de "ideias" envolvidas em qualquer caso de "associação" não poderia ser explicada de maneira análoga? E se não, não poderia acontecer a ele admitir que a maioria das características marcantes de nossa faculdade da memória,6 de nossa percepção das coisas externas,7 de nossa sujeição à ilusão8 etc., são mais plausível e naturalmente explicadas por hábitos orgânicos adquiridos, estampados pela ordem das impressões sobre a matéria plástica do cérebro? Mas se ele admitir tudo isso, temos que os diagramas de vias-associativas, dos quais ele conserva uma opinião tão baixa, não seriam absolutamente desprezíveis. Eles representam o tipo de coisa que determina a ordem de nossos próprios pensamentos tão bem quanto aqueles diagramas das moléculas orgânicas feitos pelos químicos representam o tipo de coisa que determina a ordem de substituição quando novos compostos são formados.

Parece-me, finalmente, que um crítico do cerebralismo na psicologia deveria fazer uma destas duas coisas. Ele deveria rejeitá-lo em princípio e inteiramente, mas então também deveria estar disposto a descartar completamente resultados tais como, por exemplo, a moderna doutrina da afasia - uma coisa muito difícil de fazer, ou então ele deveria aceitá-lo em princípio e admitir cordialmente que, a despeito das presentes deficiências, temos aqui uma abertura imensa, por onde uma ciência formidável deve aparecer algum dia. Não precisamos pretender que já tenhamos uma ciência; mas podemos aplaudir aqueles que estão trabalhando por seu futuro e remover entraves metafísicos de seu caminho. Em síntese, podemos ter aspirações.

Jamais deveríamos duvidar de que a Humanidade irá continuar a produzir todos os tipos de pensadores de que ela necessita. Eu mesmo não duvido da "perseverança final" ou do sucesso dos filósofos. Se na psicologia, entretanto, surgisse a difícil escolha entre "teorias" e "fatos", entre uma ciência da mente simplesmente racional e uma meramente prática, não vejo como alguém poderia hesitar em sua decisão. O tipo de psicologia que poderia curar um caso de melancolia, ou afastar uma insana desilusão crônica, certamente deveria preponderar sobre o mais seráfico vislumbre da natureza da alma. E esse é o tipo de psicologia que as pessoas pouco ou nada afeitas à suprema racionalidade - a saber, biólogos, psiquiatras e pesquisadores psíquicos - estão certamente tendendo a ocasionar, quer os auxiliemos ou não.

 

 

Traduzido do original em inglês por Renato Rodrigues Kinouchi.
1 George T. Ladd (1842-1921), psicólogo e filósofo norte-americano, professor da Universidade de Yale, procedeu um exame crítico do Princípios de Psicologia, intitulado "Psychology as a so-called natural science", Philosophical Review, 1, p. 24-53, 1892 (NT).
2 Ver especialmente os capítulos intitulados "Introdução" e "Epílogo".
3 William James se refere aos pesquisadores dedicados ao campo da psychical research, o que atualmente pode ser comparado à parapsicologia (NT).
4 Blackwood, 1891.
5 Quero dizer que um tal ser é completamente infecundo de consequências particulares. Seu caráter é tão somente conhecido pelas suas reações sobre os sinais dados pelo sistema nervoso, e esses devem ser apanhados pela observação após o fato. Se ele pelo menos fosse sujeito a reencarnações sucessivas, como os teósofos dizem que o é, então poderíamos conjecturar sobre com qual tipo de corpo ele iria se unir em seguida, ou que tipos de pessoa ele já havia constituído previamente, e tais considerações poderiam ser grandes pontos conquistados. Mas ainda esses ganhos nos são negados, e o real ser é, para propósitos práticos, completamente supérfluo, e uma psicologia prática pode perfeitamente passar muito bem sem ele.
6 Tal como a necessidade de uma "dica"; as vantagens, para recordar, da repetição e da múltipla associação; o fato do esquecimento etc.
7 Que a ideia de todos os atributos das coisas surgem na imaginação, ainda quando somente poucos deles são sentidos etc.
8 Que, por exemplo, os mais usuais (e, portanto, prováveis) associados à sensação presente são mentalmente imaginados mesmo quando não estão presentes.

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