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ARS (São Paulo)

versão impressa ISSN 1678-5320

ARS (São Paulo) vol.8 no.15 São Paulo  2010

http://dx.doi.org/10.1590/S1678-53202010000100003 

Arte-educação e meio ambiente: apontamentos conceituais a partir de uma experiência de arte-educação e educação ambiental

 

 

Maria Christina de Souza Lima RizziI; Ana Cristina Chagas dos AnjosII

 

 


RESUMO

Este artigo apresenta algumas reflexões desenvolvidas ao longo de um trabalho de arte-educação e meio ambiente realizado no âmbito das ações do IPEH - Instituto de Pesquisas em Ecologia Humana, uma organização social sediada no município de Caieiras, entre 2006 e 2008: (1) "I Seminário de formação de professores em arte-educação ambiental". Curso semipresencial para educadores "Arte-Educação ambiental" (2006); (2) Oficina de Arte-Educação, curso semipresencial de Percepção ambiental e DVD Arte-Educação ambiental: construindo uma experiência com arte-educação (2007); (3) a publicação paradidática O rio pelos trilhos: introdução à história de Perus e Cajamar (2008).

palavras-chave: arte-educação; educação ambiental; interdisciplinaridade; arte contemporânea; meio ambiente; políticas públicas; educação patrimonial


ABSTRACT

The present article proposes reflections around some actions developed during a project on art education and environment put forward by IPEH (Human Ecology Research Institute), a social organization in the town of Caieiras (São Paulo, Brazil), from 2006 to 2008: (1) a teacher formation seminar on Environmental art-education and the semi-presential course for teachers "Environmental art-education" (2006); (2) an Art-Education workshop, a semipresential course on Environmental perception and the DVD Environmental art-education (2007); (3) the educational publication: O rio pelos trilhos: introdução à história de Perus e Cajamar (2008).

keywords: art education; environmental education; interdisciplinarity; contemporary art; environment; public policies; patrimonial education


 

 

Uma nova ética nascerá de uma nova ótica. Qual será essa ótica? Qual será essa dimensão seminal do humano, capaz de sustentar uma nova aventura histórica? De que ethos precisamos? Leonardo Boff, 19991

O IPEH, fundado em fevereiro de 1996, é uma organização da sociedade civil de interesse público cujos principais objetivos são:

-atuar em defesa do meio ambiente promovendo ações de proteção, conservação, preservação e recuperação;

-promover a harmonia entre os seres e o direito das futuras gerações a um meio ambiente ecologicamente equilibrado que lhes garanta uma sadia qualidade de vida;

-trabalhar, tendo como ferramenta a cultura em suas várias expressões, em prol do desenvolvimento da sensibilidade e da consciência humanas e de tudo que a isso estiver relacionado;

-promover congressos, simpósios, cursos, treinamentos, seminários, palestras, debates, pesquisas, mostras, exposições e manifestações culturais de qualquer natureza, isoladamente ou em convênio com outras entidades públicas ou privadas, com ênfase nas áreas de meio ambiente e ecologia, saneamento, recursos hídricos e cidadania2.

De acordo com o Instituto, a ecologia humana é o ramo da ciência que estuda as relações e as interações entres os seres e o seu meio ambiente natural e/ou construído.

O IPEH parte do princípio de que o universo é vida e de que todos os seres, animados ou inanimados, têm direito à preservação e continuidade de sua espécie, sob pena de comprometimento da vida de todos os demais, ressaltando que todos possuem um "valor existencial" que transcende valores utilitários. Considera que inexiste uma ciência social separada de uma ciência ecológica, pois não é possível estudarem-se os sistemas e processos humanos de maneira isolada dos sistemas ambientais.

Considera ainda que a peculiadaridade do ser humano cobra uma definição mais ampla do conceito de "meio ambiente", entendido como relativo não só a sistemas físicos, naturais ou biológicos, mas também a sistemas genuinamente humanos, gerados a partir da intencionalidade humana. Afirma que os problemas relativos à ecologia e ao meio ambiente são problemas sociais, devendo tal entendimento ser estendido a todo trabalho voltado a essas áreas.

De acordo com Ernest Callenbach, no livro Alfabetização ecológica3, os conflitos em torno das questões ambientais são muitas vezes discutidos em termos "práticos", mas o que na verdade a maioria dos debates ecológicos envolve são "conflitos de valores". Ele acredita que o movimento ambientalista baseia-se antes em valores estéticos e morais sobre o que é certo, cabível, belo ou satisfatório do que em argumentos econômicos ou científicos e que os conflitos de valores ocorrem tanto no íntimo de uma pessoa quanto entre as pessoas, apesar de nem sempre querermos reconhecê-los. Segundo Callenbach, há muitas vezes a possibilidade de entendimento mútuo e cooperação desde que compreendamos que, mesmo existindo em nossas cabeças, os valores têm consequências no mundo real.

A educação ambiental é considerada, pelo Conselho Federal de Educação, não uma disciplina a mais no currículo escolar, mas uma perspectiva de educação que deve permear todas as outras.

O pensar e o agir interdisciplinar se apoiam no princípio de que nenhuma fonte de conhecimento é, em si mesma, completa e que, pelo diálogo com outras formas de conhecimento, de maneira a se interpenetrarem, surgem novos desdobramentos na compreensão da realidade e sua representação.4

A Interdisciplinaridade, no campo da Ciência, busca "reencontrar a identidade do saber na multiplicidade de conhecimentos". Seu objetivo é superar a "visão restrita" do mundo e compreender a complexidade do homem e da realidade5.

A arte-educação contemporânea, representada pela Proposta Triangular do Ensino da Arte concebida por Ana Mae Barbosa, propõe a interdisciplinaridade como forma de construção de conhecimento e, quando realizada na sua plenitude, permite, inclusive, o trabalho transdisciplinar. Segundo a autora, o trabalho dos arte-educadores no sentido de despertar a consciência para o meio ambiente não é menos importante. Temos que nos aliar a outros especialistas - sociólogos, ecologistas, cientistas, geógrafos, bem como arquitetos, urbanistas, comunicadores, psicólogos sociais e antropólogos - na luta em busca do equilíbrio entre preservação e desenvolvimento, que conduz a uma melhor qualidade de vida e do meio ambiente natural. Os problemas do meio ambiente podem ser resolvidos apenas através de análise e decisões multidisciplinares. A educação ambiental somente terá sucesso se envolver um grupo multidisciplinar em processo interdisciplinar de ensino/aprendizagem6.

Nessa perspectiva foram realizados os trabalhos envolvendo arte-educação e meio ambiente relatados a seguir.

O IPEH atua na região do Vale do Juquery e Serra da Cantareira, localizada no segmento norte-noroeste da região metropolitana de São Paulo, que abrange os municípios de Mairiporã, Cajamar, Caieiras, Francisco Morato, Franco da Rocha e os bairros paulistanos de Anhanguera, Perus e Jaraguá/ Parada de Taipas.

A região apresenta uma população de cerca de 900 mil habitantes e é composta por importantes patrimônios, tanto naturais quanto arquitetônicos, como, por exemplo, o Parque Estadual da Serra da Cantareira e a Fazenda Juquery, com o patrimônio arquitetônico do antigo Hospital Psiquiátrico/ Complexo Hospitalar do Juquery, projetado por Ramos de Azevedo.

Os programas de educação e conservação ambiental e patrimonial "Chão verde terra firme" e "O rio pelos trilhos", financiados pelo Fundo Estadual de Recursos Hídricos (FEHIDRO) da atual Secretaria Estadual de Recursos Hídricos de São Paulo, são desenvolvidos na região desde 1997 pelo Instituto, em parceria com outras organizações da sociedade civil. Eles pretendem contribuir para a preservação das várzeas do rio Juquery, prevenir inundações em áreas urbanas, contribuir para a conservação de sítios históricos e para a revitalização de todo o patrimônio presente na região.

Executados em estreita interação com o calendário escolar e envolvendo a comunidade da região, os programas compartilham da ideia de que a construção de uma experiência de leitura, percepção e conscientização do patrimônio natural, paisagístico, arquitetônico, social e cultural, bem como o conhecimento e percepção de sua história podem motivar pessoas a se mobilizarem pelo desenvolvimento local e para a construção de políticas públicas em parceria com os poderes públicos. Consideram o espaço da escola fecundo para o exercício de debate e construção da cidadania.

A partir de 2006, o IPEH passou também a trabalhar com arteeducação e percepção ambiental nos programas desenvolvidos na região.

1. "I Seminário de formação de professores em arte-educação ambiental". Curso semipresencial para educadores "Arte-Educação ambiental" (2006).

O curso semipresencial de percepção ambiental foi denominado "Arte-Educação Ambiental".

Aberto no "I Seminário de formação de professores em arte-educação ambiental", no Centro Cultural de Caieiras, o curso foi realizado, de junho a novembro de 2006, por 130 professores de diversas disciplinas e áreas do conhecimento, oriundos das 79 escolas da rede pública estadual de ensino das cidades que compõem o Vale Juquery-Cantareira, graças a uma parceria com a Diretoria de Ensino da Região de Caieiras, no contexto da quarta edição do programa de educação e conservação ambiental "Chão verde terra firme".

O curso semipresencial procurou trabalhar a "leitura crítica de imagens de bens naturais e patrimoniais (culturais)" no processo de ensino e aprendizagem da educação ambiental. Apresentou a "leitura crítica", a partir de um diálogo com a arte-educação, como mais uma possibilidade, no trabalho pedagógico do professor, de compreensão e apropriação prática de conceitos de educação ambiental e patrimonial.

Nas atividades desenvolvidas foram apresentadas, lidas e discutidas imagens produzidas pelo artista Clovis França quando em suas viagens fotográficas. Imagens que apresentam, em conjunto, conteúdos naturais, culturais e sociais.

Assim, experiências, metodologias de trabalho, bem como os materiais e recursos educativos que desenvolvem a "leitura crítica" no processo de ensino e aprendizagem foram apresentados aos professores, tanto nas atividades presenciais quanto virtuais do curso.

Entendemos como leitura crítica de imagens e bens patrimoniais aquela que é realizada, com reproduções e/ou fontes primárias, levandose em conta os aspectos formais e compositivos, questões relacionadas às linguagens, questões de teoria da arte e da estética, questões relacionadas a valores humanos e sociais, os contextos históricos e culturais.

Os educadores participantes, que eram, em grande parte, professores de 5ª a 8ª séries do ensino fundamental, conheceram a Proposta Triangular de Ensino da Arte e elaboraram, a partir de práticas de percepção e leitura da paisagem, materiais didáticos, iniciativas ou propostas de projetos em educação e conservação ambiental, educação patrimonial e uso e manejo adequado do solo, os quais compuseram a última aula virtual do curso online, intitulada "Arte-Educação ambiental".

2. Oficina de Arte-Educação. Curso semipresencial de Percepção ambiental. DVD Arte-Educação ambiental: construindo uma experiência com arte-educação (2007)7.

A oficina de Arte-Educação foi realizada nos dias 06 e 07 de novembro de 2007, no Museu de Arte Contemporânea da USP, como parte das atividades do 3º Encontro Estadual dos Coletivos Educadores, Salas Verdes, Municípios Educadores Sustentáveis e demais parceiros estaduais, promovido pelo Programa de Formação de Educadores Ambientais do Departamento de Educação Ambiental do Ministério do Meio Ambiente, e abriu as atividades presenciais do curso semipresencial de Percepção ambiental "Arte-Educação ambiental: construindo uma experiência com arte-educação".

Da oficina, participaram educadores ambientais de Coletivos Educadores, Salas Verdes e Municípios Educadores Sustentáveis. Para a sua realização, contou-se com a parceria e apoio do Museu de Arte Contemporânea da USP (MAC-USP), do Museu de Arqueologia e Etnologia da USP (MAE-USP), do Conselho Comunitário de Saúde Dr. Franco da Rocha (CCSFR) e do Grupo Educacional Flamingo.

A oficina, que teve duração de oito horas, procurou, de um modo geral, refletir sobre a possibilidade de colaboração teórica, metodológica e procedimental da arte-educação na construção da percepção ambiental. Procurou discutir com os educadores ambientais participantes como a arteeducação pode colaborar no desenvolvimento da percepção ambiental da comunidade em relação ao seu patrimônio natural e cultural, e como os arte-educadores, lotados em museus, centros culturais e outras instituições, podem promover as diversas formas e práticas de leitura da paisagem e dos fenômenos naturais e socioculturais, atuando para a conscientização da população e mudança de postura no desenvolvimento de programas e projetos de educação, cultura, preservação do patrimônio ambiental e histórico, defesa de recursos hídricos, planejamento regional e desenvolvimento sustentável.

Na oficina e no curso semipresencial, os educadores ambientais participantes também foram apresentados à arte-educação e conheceram a Proposta Triangular de Ensino da Arte.

3. A publicação paradidática O rio pelos trilhos: introdução à história de Perus e Cajamar8 (2008).

A publicação paradidática O rio pelos trilhos é uma proposição complementar ao programa "O rio pelos trilhos", cuja execução foi finalizada pelo Instituto de Pesquisas em Ecologia Humana no começo de 2006.

Com distribuição gratuita dos exemplares para escolas, bibliotecas de dentro e de fora da região, entidades sociais, órgãos técnicos, segmentos dos poderes públicos, universidades etc., a publicação, além de compartilhar dos objetivos e metas do programa "O rio pelos trilhos", pretendeu realizar uma síntese e dar continuidade ao debate realizado junto a educadores, estudantes e lideranças de Perus e Cajamar. Objetivou ser uma obra-síntese das discussões ocorridas, marcada por uma especial preocupação em servir como suporte para o trabalho dos professores.

De perfil paradidático, a publicação é composta por material imagético - fotografias, gráficos, tabelas, reportagens, documentos históricos, como, por exemplo, os inventários de bens dos séculos XVI ao XIX -, visando à extensão, continuidade e consolidação das atividades realizadas em leituras críticas.

A publicação apresenta a história de Perus e Cajamar com foco nas contínuas transformações do meio ambiente pela ação humana, desde seu passado pré-colonial e colonial, passando pela formação dos núcleos pioneiros dessas localidades no começo do século XX, até seu passado mais recente dos anos 1960 e 1970 e os problemas ambientais de agora, tendo por objetivo revelar o processo de ocupação da sub-bacia do rio Juquery, no contexto da formação da região metropolitana de São Paulo, com destaque para:

1. Os estudos arqueológicos recentes sobre a ocupação indígena na região próxima ao Jaraguá;

2. A parada e pouso em Perus de tropeiros que vinham de Jundiaí e outras localidades da capital;

3. A mineração de calcário em Cajamar, a produção de cal e cimento e seus impactos na ambiência, as novas paisagens edificadas e os equipamentos da estrada de ferro Perus-Pirapora;

4. O movimento dos trabalhadores das minas de calcário, da estrada de ferro Perus-Pirapora e da fábrica de cimento, de Perus e Cajamar, sob mesmo patrão e mesmo sindicato, entre os anos 1950 e 1970; as greves operárias e o movimento contra a poluição em Perus nos anos 1970;

5. A industrialização da cidade de Cajamar, não mais focada no complexo produtor de cimento;

6. O "buraco de Cajamar";

7. A poluição do rio Juquery e afluentes;

8. As lutas ambientalistas dos anos 1990 e 2000;

9. O projeto de revitalização da região por intermédio de complexo eco/turístico/cultural - "Perus-Pirapora ferrovia-parque" - e o projeto "Mutirão da memória", da comunidade cajamarense.

A publicação é também composta por pranchas com reproduções de obras de arte, para a apreciação crítica do meio ambiente através da arte e para a construção de uma olhar atento, investigativo e pesquisador, objetivando estabelecer um diálogo estético entre arte e meio ambiente, rompendo respectivas molduras disciplinares.

Entre as imagens apresentadas e lidas criticamente podemos destacar:

- Desmatamento de uma floresta, litografia de Johann Moritz Rugendas, 1821, pertencente à Coleção Biblioteca Nacional;

- Arredores de São Paulo no começo do século XIX, pintura de Henry Chamberlain, c. 1819-20 (disponível em: "www.klepsidra.net/");

- Fábrica de cimento, agosto de 1930 (Vista geral da Companhia de Cimento Portland), pertencente ao Acervo Alexandre Garcia/ Coleção Nelson Camargo do IFPPC - Instituto de Ferrovias e Preservação do Patrimônio Cultural.

A opção de priorizar a arte-educação em projeto de educação ambiental decorre do fato de não se considerarem diferentes das outras áreas de conhecimento e atuação os desafios para a arte-educação no presente: clareza de objetivos, adequação dos métodos aos objetivos, consciência e atuação ética, busca de qualidade estética. Principalmente porque a qualidade estética presente nos fazeres artísticos exige harmonia, inteireza e completude.

Vivenciar a qualidade estética é uma experiência que transborda para todas as áreas do ser e do conhecimento. Nesse sentido, a pessoa esteticamente "afinada" por suas referências pessoais e culturais torna-se mais atenta à percepção de si e do meio. Sabe como dar forma às sensações e ideias. Sabe discriminar, escolher, conceber e atuar.

Acreditando nessas ideias nos envolvemos com os professores desses municípios da Grande São Paulo. Atualmente, nos dedicamos a avaliar essas ações no sentido da criação de uma nova proposta de arteeducação ambiental em diálogo com a produção contemporânea de arte.

Na página ao lado, Henry Chamberlain, Vista próxima de São Paulo, c. 1819-20.

 

 

I Maria Christina de Souza Lima Rizzi é professora doutora do Departamento de Artes Plásticas da ECA-USP, desde 2006, no curso de Licenciatura. Participa como colaboradora e orientadora para Arte-Educação de projetos de EducaçãoAmbiental concebidos e implementados pelo IPEH
II Ana Cristina Chagas dos Anjos é mestranda em Arte-Educação na ECA-USP (bolsista CAPES), Graduada em Ciências Sociais pela PUC-SP, atualmente é educadora colaboradora do IPEH e pesquisadora integrante do Laboratório de Educação e Meio Ambiente TEIA/USP da FE-USP
1. BOFF, Leonardo. Saber cuidar. Ética do humano - compaixão pela terra. Petrópolis: Vozes, 1999, p. 28.         [ Links ]
2. Cf. "www.ipeh.org.br".
3. CALLENBACH, Ernest. Valores. In: STINE, Michael R.; BARLOW, Zenobia (Org.) Alfabetização ecológica: a educação das crianças para um mundo sustentável. São Paulo: Cultrix, 2006, p. 73.         [ Links ]
4. FAZENDA, 1979 apud LÜCK, Heloísa. Pedagogia interdisciplinar. Fundamentos teórico metodológicos. Petrópolis: Vozes, 1994, p. 63         [ Links ]
5. LÜCK, ibidem, p. 59-60..
7. Essa experiência foi relatada no texto Arteeducação e educação ambiental: relato de uma experiência na região metropolitana de São Paulo e seu desdobramento. In: RIGOTTI, Paulo Roberto (Org.). UNIARTE: textos escolhidos. Dourados, MS: UNIGRAN, 2009.         [ Links ]
8. ANJOS, Ana Cristina Chagas dos et alli. O rio pelos trilhos. Caieiras: IPEH, 2008.         [ Links ]

 

 

 

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