SciELO - Scientific Electronic Library Online

 
vol.10 issue3Interventional procedures for cancer pain managementAnalysis of transplant rejection in rabbits aponeurosis author indexsubject indexarticles search
Home Pagealphabetic serial listing  

Services on Demand

Article

Indicators

Related links

  • Have no similar articlesSimilars in SciELO

Share


Einstein (São Paulo)

Print version ISSN 1679-4508

Einstein (São Paulo) vol.10 no.3 São Paulo July/Sept. 2012

http://dx.doi.org/10.1590/S1679-45082012000300007 

ARTIGO ORIGINAL

 

Isolamento e caracterização de células-tronco mesenquimais de filtros reutilizáveis e descartáveis de medula óssea

 

 

Glaziane Cordeiro de DeusI; Marilia NormantonII; Nelson HamerschlakIII; Andrea Tiemi KondoIV; Andreza Alice Feitosa RibeiroV; Anna Carla GoldbergII; Luciana Cavalheiro MartiII

IHospital Israelita Albert Einstein - HIAE, São Paulo (SP), Brasil
IIHospital Israelita Albert Einstein - HIAE, São Paulo (SP), Brasil; Programa de Pós-Graduação em Imunologia, Faculdade de Medicina, Universidade de São Paulo - USP, São Paulo (SP), Brasil
IIIServiço de Hematologia, Hospital Israelita Albert Einstein - HIAE, São Paulo (SP), Brasil
IVServiço de Banco de Sangue, Hospital Israelita Albert Einstein - HIAE, São Paulo (SP), Brasil
VServiço de Oncologia, Hospital Israelita Albert Einstein - HIAE, São Paulo (SP), Brasil

Autor correspondente

 

 


RESUMO

OBJETIVO: Comparar as células-tronco mesenquimais humanas obtidas de filtros de coleta reutilizáveis àquelas coletadas em filtros descartáveis e caracterizá-las utilizando os critérios da International Society for Cellular Therapy.
MÉTODOS: Foram isoladas células-tronco mesenquimais humanas de kits de coleta de medula óssea reutilizáveis e descartáveis, pela lavagem dos filtros com meio de cultura. As células isoladas foram caracterizadas de acordo com os critérios estabelecidos pela International Society for Cellular Therapy, por meio das técnicas de citometria de fluxo, diferenciação in vitro e citoquímica.
RESULTADOS: As amostras foram obtidas de filtro descartável (n=3) e reutilizável (n=3). Todas as amostras obtidas de filtros descartáveis produziram células-tronco mesenquimais, e todas as células-tronco mesenquimais humanas derivadas de medula óssea preencheram os critérios estabelecidos pela International Society for Cellular Therapy.
CONCLUSÃO: Este estudo mostrou que as células-tronco mesenquimais também podem ser obtidas de kits de coleta reutilizáveis (que permanecem em uso em vários centros, no mundo inteiro), para serem empregadas em pesquisa como uma fonte alternativa e ética.

Descritores: Células-tronco mesenquimais; Medula óssea; Filtração; Equipamentos descartáveis; Reciclagem


 

 

INTRODUÇÃO

A fonte que foi melhor caracterizada para obtenção de células-tronco adultas é a medula óssea, que contém uma população heterogênea de células, incluindo células-tronco e progenitoras hematopoéticas.

Além desses tipos de células, a medula óssea também contém um subconjunto de células não hematopoiéticas com potencial multilinhagem. Essas células-tronco são chamadas "células estromais de medula" ou "células-tronco mesenquimais humanas" (hMSC)(1).

As hMSC são células primitivas provenientes da camada mesodérmica germinativa, que dão origem ao tecido conjuntivo, células do músculo esquelético e células do sistema vascular(2,3).

Em 2006, o Comitê de Células-Tronco Mesenquimais e Teciduais, da International Society for Cellular Therapy (ISCT), propôs um critério mínimo para caracterização das hMSC(4).

As hMSC devem ser plástico-aderentes quando mantidas em condições padrão de cultura. Além disso, devem expressar os antígenos CD29, CD73, CD90 e CD105, e não expressar os antígenos CD34, CD45, CD14 e o antígeno leucocitário humano HLA-DR na superfície. Também devem ter o potencial para se diferenciarem em osteoblastos, adipócitos e condroblastos in vitro. Hoje em dia, a maioria dos estudos caracteriza as hMSC derivadas de medula óssea de acordo com esses critérios. No entanto, restam muitas perguntas não respondidas, como sobre a verdadeira natureza e a identidade das hMSC, incluindo sua localização, origem e capacidade multipotencial. Já se relatou o isolamento de hMSC a partir de vários tecidos, tais como medula óssea, tecido adiposo, fígado, músculo, fluido amniótico, placenta, sangue do cordão umbilical e polpa dentária(5-7).

Como as hMSC derivadas da medula óssea são as células mais utilizadas em estudos clínicos, essas células provavelmente serão a fonte usual em estudos posteriores. Além disso, elas são um controle importante para a determinação de outras possíveis fontes de hMSC.

As hMSC tem sido recuperadas de forma eficiente, independente do gênero do doador, a partir de aspirados de medula óssea de indivíduos saudáveis e também de pacientes com doenças e lesões graves. No entanto, as hMSC representam um tipo de célula extremamente rara, que corresponde a menos de 0,1% das células nucleadas em aspirados de medula óssea(8-10).

Para aplicações clínicas, a medula óssea é aspirada por uma agulha de punção na crista ilíaca posterior e coletada com kits descartáveis ou reutilizáveis que contêm meio de cultura suplementado com anticoagulante.

Por razões econômicas, os kits reutilizáveis de coleta de medula óssea são amplamente utilizados por vários centros, no mundo inteiro. Durante esse procedimento, o enxerto de medula óssea é filtrado e transferido para uma bolsa de transporte, principalmente para remover coágulos e partículas ósseas do material que vai ser infundido no paciente. O material que permanece no filtro normalmente é descartado.

Pelo protocolo padrão, as hMSC são isoladas a partir de amostras filtradas de medula óssea. Curiosamente, foi proposto que, no aspirado de medula óssea, também ocorre a formação de hematons, que são uma rede estromal, firmemente preenchida com células progenitoras hematopoiéticas e células pós-mitóticas diferenciadas. Como esses aglomerados têm mais de 50mm de diâmetro, eles provavelmente são removidos pelos kits de filtros descartáveis, cujos poros têm de 500 a 200µm. Os filtros reutilizáveis têm poros menores, de 250 ou 150µm(11). Dvorakova et al., Capelli et al., Sundin et al. e outros relataram o isolamento bem-sucedido de hMSC a partir de kits descartáveis de coleta de medula óssea, mas ninguém relatou ter conseguido isso a partir de filtros reutilizáveis(12-14).

Neste estudo, foram isoladas e caracterizadas hMSC remanescentes nos filtros de coleta de medula óssea, tanto descartáveis quanto reutilizáveis. Como a coleta de medula óssea de voluntários saudáveis para pesquisa é uma questão complexa, devido à morbidade do procedimento (uma vez que vários centros ainda usam kits reutilizáveis para a coleta de medula óssea dos doadores), este estudo apresenta os kits reutilizáveis como uma fonte alternativa de células para fins clínicos e de pesquisa.

 

OBJETIVO

Comparar as hMSC obtidas a partir de kits reutilizáveis e descartáveis, e caracterizá-las de acordo com os critérios da ISCT.

 

MÉTODOS

Coleta e isolamento de células

O procedimento para a obtenção de células a partir de filtro foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa do Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE), número do processo 10/1.412. Após a coleta para fins de transplante e a filtragem das células da medula óssea de voluntários saudáveis, o filtro foi lavado com 20mL de meio de cultura celular DMEM-LG (Gibco®, Carlsbad, CA) para recuperação das células que permaneceram retidas no interior do filtro juntamente de coágulos sanguíneos e pequenos fragmentos ósseos (Figuras 1 e 2). O filtro descartável utilizado apresentava dois tamanhos de poros, com 200 e 500µm (Fenwal, Lake Zurich, IL), e o reutilizável apresentava dois tamanhos de poro, com 150 e 250 Fenwal, tendo sido utilizado neste estudo o de 150 Fenwal (University of Washington, Seattle, WA).

 

 

 

 

Isolamento de hMSC

A amostra de medula óssea obtida após filtração foi diluída (1:3) com tampão fosfato salino (PBS), sendo, em seguida, transferida para um tubo cônico de 50mL contendo 20mL de Ficoll/Hypaque (GE Healthcare) e centrifugada durante 30 minutos a 500g e 22ºC. Após a centrifugação, as células foram transferidas para outro tubo e, novamente, centrifugadas por 5 minutos a 500 g e 22ºC. O sobrenadante foi descartado, e as células foram ressuspensas com DMEM-LG (Gibco®, Carlsbad, CA) suplementado com soro fetal bovino (FBS) a 10% (Gibco®, Carlsbad, CA), a fim de conseguir uma concentração de 1x105cel/mL. Em seguida, as células foram cultivadas em frascos de 25cm2, mantidos em incubadoras umidificadas a 37ºC e 5% de CO2, para favorecer a fixação das hMSC no fundo do frasco.

Cultura e diferenciação das células

O meio foi trocado, pela primeira vez, após 48 horas de cultura e, dia sim dia não, depois disso. O frasco contendo as células foi verificado todos os dias por microscopia óptica, a fim de confirmar a aderência das colônias de hMSC. Após o estabelecimento de culturas de hMSC na quarta passagem, as células foram diferenciadas em adipócitos, osteoblastos e condrócitos.

A adipogênese foi induzida pela adição de meio adipogênico, constituído por Alpha-MEM (Gibco®, Carlsbad, CA) suplementado com FBS 10% (Gibco®, Carlsbad, CA), 1µm de dexametasona (Sigma, St Louis, MO), 100µg/mL de 3 -isobutil-1-metilxantina IBMX (Sigma, St Louis, MO), 10µg/mL de insulina (Sigma, St Louis, MO) e 100uM de indometacina (Sigma, St Louis, MO). O meio adipogênico foi trocado dia sim dia não, durante 3 semanas.

A diferenciação osteoblástica foi induzida pela adição de meio osteogênico, constituído por Alpha-MEM (Gibco®, Carlsbad, CA) suplementado com FBS 10% (Gibco®, Carlsbad, CA), 1µm de dexametasona (Sigma, St Louis, MO), 2µg/mL de ácido ascórbico (Sigma, St Louis, MO) e 10µm beta-glicerofosfato (Sigma, St Louis, MO). O meio adipogênico foi trocado dia sim dia não, durante 3 semanas.

A diferenciação em condrócitos foi induzida pela adição de meio condrogênico, constituído por Alpha-MEM (Gibco®, Carlsbad, CA) suplementado com FBS 10% (Gibco®, Carlsbad, CA), 1um de dexametasona (Sigma, St Louis, MO), 2ug/mL de ácido ascórbico (Sigma, St Louis, MO), 6,25ug/mL de insulina (Sigma, St Louis, MO), 10ng/mL de TGF-beta (Sigma, St Louis, MO). O meio condrogênico foi trocado a dia sim dia não, durante 3 semanas.

Métodos de coloração imunoistoquímica

Oil Red O

A diferenciação adipogênica foi demonstrada por coloração de gotículas lipídicas após 3 semanas de cultura. As células foram fixadas em paraformaldeído a 4% durante 30 minutos, lavadas, desidratadas em isopropanol a 60% por 2 a 5 minutos, e coradas com solução de Oil Red O a 0,5% (S-0625, Sigma) em isopropanol a 100%, previamente diluído em água.

Vermelho de alizarina

A diferenciação osteogênica foi avaliada com o corante vermelho de alizarina após 3 semanas de cultura. Para a coloração com vermelho de alizarina, as células foram fixadas em paraformaldeído a 4% durante 30 minutos, lavadas com água destilada, coradas com vermelho de alizarina (2g em 100mL de água destilada) em pH 4,2 (A5533, Sigma), durante 5 a 10 minutos e cuidadosamente lavadas.

Azul de toluidina

A diferenciação condrogênica foi avaliada por coloração com azul de toluidina após 3 semanas de cultura. Para o azul de toluidina, as células foram fixadas com etanol a 70% durante 1 minuto, etanol a 90% durante 1 minuto e etanol absoluto durante 1 minuto; em seguida, adicionou-se o azul de toluidina (1g de azul de toluidina, 1g de borato de sódio/100mL de água) (198161, Sigma).

Citometria de fluxo

As células da quarta passagem foram usadas para a análise de marcadores de superfície celular. As células foram lavadas com PBS e, em seguida, separadas do plástico com TrypLE (Gibco®). As células obtidas foram coradas para CD14 (FITC), CD19 (APC), CD29 (PE), CD31 (PE), CD34 (PE), CD45 (PerCP-Cy5.5), CD73 (PE), CD90 (APC), CD105 (PE), CD106 (FITC), CD117 (PE), CD133 (APC), CD166 (PE), HLA-DR (PerCP-Cy5.5) e HLA-I (FITC) e os respectivos controles isotípicos (BD Biosciences, San Jose, CA; eBiosciences, San Diego, CA, EUA; Biolegend, San Diego, CA).

Após a coloração, os tubos foram incubados a temperatura ambiente durante 30 minutos, seguindo-se um passo de lavagem. As células sedimentadas foram novamente colocadas em suspensão, e as medições foram realizadas utilizando-se o citômetro de fluxo FACSAria (BD Biosciences, San Jose, CA). As análises foram conduzidas com o software FlowJo (Tree Star, OR).

 

RESULTADOS

Sucesso na obtenção de hMSC a partir do kit de coleta de medula óssea

Dentre as seis amostras, cinco produziram hMSC. O número médio de células mononucleares obtidas a partir do kit de coleta reutilizável foi de 1,5x106 (±0,9x106) e o do kit de coleta descartável foi de 50x106 (±43x106).

A amostra que não foi produziu hMSC foi a do filtro reutilizável, provavelmente devido ao baixo número de células obtidas. No entanto, todas as hMSC derivadas de medula óssea produzidas foram capazes de gerar grande número de células na passagem 4, acima de 1x107 (Quadro 1).

 

 

A caracterização por análise de citometria de fluxo mostrou que não existiam diferenças significativas no perfil dos marcadores de superfície entre as hMSC obtidas a partir de filtros reutilizáveis ou descartáveis (Figura 3).

Diferenciação das hMSC

As hMSC também foram caracterizadas por sua capacidade de se diferenciar em três linhagens celulares. Todas as cinco amostras obtidas a partir tanto de filtros reutilizáveis quanto descartáveis foram capazes de se diferenciar nas três linhagens.

Diferenciação adipogênica

As hMSC indiferenciadas (Figura 4A) foram cultivadas em meio adipogênico durante 21 dias, o que levou à formação de gotículas citoplasmáticas de lípides (Figura 4B). Para melhor visualização, as células foram coradas com Oil Red O, que cora as gotículas lipídicas no interior das células (Figura 4C).

 




 

Diferenciação osteogênica

As hMSC indiferenciadas foram cultivadas em meio osteogênico durante 21 dias, o que resultou na formação de uma matriz de cálcio (Figura 4D). Para melhor visualização, as células foram coradas com vermelho de alizarina, que cora o cálcio (Figura 4E).

Diferenciação condrogênica

As hMSC indiferenciadas foram cultivadas em meio condrogênico durante 21 dias, formando uma rica matriz de proteoglicanos (Figura 4F). Para melhor visualização, as células foram coradas com azul de toluidina, que cora proteoglicanos (Figura 4G).

 

DISCUSSÃO

A medula óssea é a fonte melhor caracterizada dessas células, sendo as hMSC o tipo celular utilizado na maioria dos estudos clínicos, incluindo aqueles sobre prevenção da doença do enxerto contra hospedeiro (DECH) por coinfusão de hMSC com células-tronco de medula óssea ou hematopoiéticas de sangue periférico. As hMSC estão também sendo testadas como tratamento da DECH, isoladas ou em combinação com a terapia com corticosteroides(15-17).

Além da prevenção e tratamento da DECH, as hMSC estão relacionadas a várias sugestões terapêuticas, como distúrbios neurodegenerativos, doenças cardiovasculares, diabetes tipo 1 e outros(18 -21).

Assim, os kits de coleta são uma fonte importante de células que irão proporcionar à comunidade científica a oportunidade de obtê-las e de esclarecer resultados conflitantes, como as implicações da variabilidade biológica e as diferenças de condições que podem afetar o resultado de terapias, sendo capazes de fornecer respostas a questões científicas e clínicas.

Este estudo forneceu evidências de que as hMSC podem ser obtidas a partir de kits reutilizáveis e descartáveis de medula óssea.

As hMSC foram isoladas por suas propriedades adesivas a plástico, cultivadas e expandidas após a semeadura. Na quarta passagem, as populações de células foram homogêneas na expressão de CD29, CD44, CD73, CD90, CD105 e HLA-I. Além disso, as hMSC tiveram expressão muito baixa ou negativa para todos os marcadores de células hematopoiéticas e progenitoras, tais como CD14, CD19, CD34, CD45, CD117, CD133 e HLA-DR; foram também negativas para os marcadores endoteliais CD31 e CD106. Este estudo mostrou que as hMSC derivadas de amostras obtidas a partir de kits de coleta reutilizáveis ou descartáveis são capazes de dar origem, por diferenciação in vitro, a três linhagens padrão de células mesenquimais: adipogênica, osteogênica e condrogênica. Essas culturas de células derivadas de filtro satisfazem totalmente o requisito mínimo para os marcadores de seleção positiva estabelecidos pela ISCT(4).

Apesar dos kits de filtros reutilizáveis apresentarem menor tamanho dos poros, que deveria reter um número maior de hematons, foi possível obter mais células com melhor eficiência a partir dos kits de filtros descartáveis. Isso provavelmente ocorreu devido ao fato de que esse tipo de filtro apresenta áreas maiores para lavagem. Outra possibilidade é o fato de que as MSC são plástico-aderentes e os kits de filtros descartáveis estão envoltos em plástico(22).

 

CONCLUSÃO

Este estudo mostrou evidências de que as hMSC podem ser obtidas a partir de kits reutilizáveis de coleta de medula óssea. As hMSC derivadas de kits reutilizáveis, mesmo com o número de células inicial inferior, foram capazes de gerar um número elevado de hMSC na quarta passagem, que, definitivamente, são utilizáveis em pesquisa como uma fonte muito ética.

 

REFERÊNCIAS

1. Friedenstein AJ, Deriglasova UF, Kulagina NN, Panasuk AF, Rudakowa SF, Luriá EA, et al. Precursors for fibroblasts in different populations of hematopoietic cells as detected by the in vitro colony assay method. Exp Hematol. 1974;2(2):83-92.         [ Links ]

2. Deans RJ, Moseley AB. Mesenchymal stem cells: biology and potential clinical uses. Exp Hematol. 2000;28(8):875-84.         [ Links ]

3. Bianco P, Gehron Robey P. Marrow stromal stem cells. J Clin Invest. 2000;105(12):1663-8.         [ Links ]

4. Dominici M, Le Blanc K, Mueller I, Slaper-Cortenbach I, Marini F, Krause D, et al. Minimal criteria for defining multipotent mesenchymal stromal cells. The International Society for Cellular Therapy position statement. Cytotherapy. 2006;8(4):315-7.         [ Links ]

5. Ding DC, Shyu WC, Lin SZ. Mesenchymal stem cells. Cell Transplant. 2011;20(1):5-14.         [ Links ]

6. Beyer Nardi N, Silva Meirelles L. Mesenchymal stem cells: isolation, in vitro expansion and characterization. Handb Exp Pharmacol. 2006;(174):249-82.         [ Links ]

7. Prockop DJ. Marrow stromal cells as stem cells for nonhematopoietic tissues. Science. 1997;276(5309):71-4.         [ Links ]

8. Kemp KC, Hows J, Donaldson C. Bone marrow-derived mesenchymal stem cells. Leuk Lymphoma. 2005;46(11):1531-44.         [ Links ]

9. Peng L, Li H, Gu L, Peng XM, Huang YS, Gao ZL. Comparison of biological characteristics of marrow mesenchymal stem cells in hepatitis B patients and normal adults. World J Gastroenterol. 2007;13(11):1743-6.         [ Links ]

10. Pittenger MF, Mackay AM, Beck SC, Jaiswal RK, Douglas R, Mosca JD, et al. Multilineage potential of adult human mesenchymal stem cells. Science. 1999;284(5411):143-7.         [ Links ]

11. Blazsek I, Delmas Marsalet B, Legras S, Marion S, Machover D, et al. Large scale recovery and characterization of stromal cell-associated primitive haemopoietic progenitor cells from filter-retained human bone marrow. Bone Marrow Transplant. 1999;23(7):647-57.         [ Links ]

12. Dvorakova J, Hruba A, Velebny V, Kubala L. Isolation and characterization of mesenchymal stem cell population entrapped in bone marrow collection sets. Cell Biol Int. 2008;32(9):1116-25.         [ Links ]

13. Capelli C, Salvade A, Pedrini O, Barbui V, Gotti E, Borleri G, et al. The washouts of discarded bone marrow collection bags and filters are a very abundant source of hMSCs. Cytotherapy. 2009;11(4):403-13.         [ Links ]

14. Sundin M, Remberger M, Lönnies H, Sundberg B, Ringdén O, Le Blanc K. No increased trapping of multipotent mesenchymal stromal cells in bone marrow filters compared with other bone marrow cells. Cytotherapy. 2008;10(3):238-42.         [ Links ]

15. Lazarus HM, Koc ON, Devine SM, Curtin P, Maziarz RT, Holland HK, et al. Cotransplantation of HLA-identical sibling culture-expanded mesenchymal stem cells and hematopoietic stem cells in hematologic malignancy patients. Biol Blood Marrow Transplant. 2005;11(5):389-98.         [ Links ]

16. Le Blanc K, Rasmusson I, Sundberg B, Götherström C, Hassan M, Uzunel M, et al. Treatment of severe acute graft-versus-host disease with third party haploidentical mesenchymal stem cells. Lancet. 2004;363(9419):1439-41.         [ Links ]

17. Le Blanc K, Frassoni F, Ball L, Locatelli F, Roelofs H, Lewis I, Lanino E, Sundberg B, Bernardo ME, Remberger M, Dini G, Egeler RM, Bacigalupo A, Fibbe W, Ringdén O; Developmental Committee of the European Group for Blood and Marrow Transplantation. Mesenchymal stem cells for treatment of steroid-resistant, severe, acute graft-versus-host disease: a phase II study. Lancet. 2008;371(9624):1579-86.         [ Links ]

18. Kebriaei P, Isola L, Bahceci E, Holland K, Rowley S, McGuirk J, et al. Adult human mesenchymal stem cells added to corticosteroid therapy for the treatment of acute graft-versus-host disease. Biol Blood Marrow Transplant. 2009;15(7):804-11.         [ Links ]

19. Mazzini L, Mareschi K, Ferrero I, Miglioretti M, Stecco A, Servo S, et al. Mesenchymal stromal cell transplantation in amyotrophic lateral sclerosis: a long-term safety study. Cytotherapy. 2012;14(1):56-60.         [ Links ]

20. Williams AR, Hare JM. Mesenchymal stem cells: biology, pathophysiology, translational findings, and therapeutic implications for cardiac disease. Circ Res. 2011;109(8):923-40.         [ Links ]

21. Mabed M, Shahin M. Mesenchymal stem cell-based therapy for the treatment of type 1 diabetes mellitus. Curr Stem Cell Res Ther. 2012;7(3):179-90.         [ Links ]

22. Mageed AS, Pietryga DW, DeHeer DH, West RA. Isolation of large numbers of mesenchymal stem cells from the washings of bone marrow collection bags: characterization of fresh mesenchymal stem cells. Transplantation. 2007;83(8):1019-26.         [ Links ]

 

 

Autor correspondente:
Luciana Cavalheiro Marti - Centro de Pesquisa Experimental - Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein
Avenida Albert Einstein, 627/ 2oSS - Morumbi
CEP: 05652-901 - São Paulo (SP), Brasil
Tel.: (11) 2151-1353
E-mail: lmarti@einstein.br

Data de submissão: 6/3/2012
Data de aceite: 6/5/2012
Conflito de interesse: não há.
Fontes de financiamento: Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), protocolo 2011/010274, Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Hospital Albert Einstein (SBIBHIAE) e doadores particulares.

 

 

Estudo realizado no Hospital Israelita Albert Einstein - HIAE, São Paulo (SP), Brasil.