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Revista Dor

versão impressa ISSN 1806-0013

Rev. dor vol.13 no.1 São Paulo jan./mar. 2012

http://dx.doi.org/10.1590/S1806-00132012000100011 

ARTIGO ORIGINAL

 

Ação da fluoxetina sobre a dor aguda em ratos submetidos à constrição do nervo ciático*

 

 

Luis Eduardo Guimarães SalinasI; Marcos Francisco Dias MartinsI; Adriana Aparecida de Souza dos SantosII; Oscar César PiresIII; Elton ConstantinoIV; Irimar de Paula PossoV; Naira Correia Cusma PelógiaVI

IGraduando do Curso de Medicina da Universidade de Taubaté. Taubaté, SP, Brasil
IIAluna do Curso de Ciências Biológicas da Universidade de Taubaté. Taubaté, SP, Brasil
IIIProfessor Assistente Doutor de Farmacologia da Universidade de Taubaté. Taubaté, SP, Brasil
IVProfessor Assistente de Anestesiologia da Universidade de Taubaté. Taubaté, SP, Brasil
VProfessor Titular de Farmacologia da Universidade de Taubaté. Taubaté, SP, Brasil
VIProfessora Assistente Doutora de Fisiologia da Universidade de Taubaté. Taubaté, SP, Brasil

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Os inibidores seletivos da recaptação de serotonina como a fluoxetina, têm sido apontados como alternativa ao uso dos antidepressivos tricíclicos para o tratamento da dor crônica, pela menor incidência de efeitos colaterais. O objetivo deste estudo foi estudar o efeito da serotonina na modulação da dor aguda, pela administração de fluoxetina, por meio do teste da formalina, em ratos, anteriormente submetidos à constrição do nervo ciático.
MÉTODO: Foram estudados 24 ratos Wistar, machos, com peso médio de 300 g, distribuídos em 5 grupos: 1. Controle sem tratamento; 2. Constrição do nervo ciático; 3. Constrição do nervo ciático tratados com 5 mg.kg-1.dia de fluoxetina, por via oral durante 15 dias; 4. Constrição do nervo ciático tratados com 5 mg.kg-1 de reserpina, por via oral a cada 72h e com 5 mg.kg-1.dia de fluoxetina por via oral, durante 15 dias; 5. Constrição do nervo ciático tratados com 5 mg.kg-1 de reserpina por via oral em intervalos de 72h, durante 15 dias. Todos os animais foram submetidos ao teste da formalina modificado após os tratamentos especificados.
RESULTADOS: A resposta na fase I, na fase intermediária e na fase II do teste da formalina não foi alterada pela constrição do ciático. O tratamento com reserpina ou fluoxetina não interferiu com as fases I e intermediária do teste da formalina nos grupos submetidos à constrição do ciático. O número de elevações da pata na fase II do teste da formalina aumentou nos animais tratados com fluoxetina e diminuiu nos animais tratados com reserpina. Nos animais tratados com a associação reserpina e fluoxetina houve redução do número de elevações da pata em comparação com os animais tratados apenas com a fluoxetina.
CONCLUSÃO: O tratamento com fluoxetina aumentou a sensação dolorosa após estímulo agudo em ratos submetidos à constrição do ciático, evidenciando ação algogênica do fármaco neste modelo experimental.

Descritores: Dor, Fluoxetina, Neuropatia, Reserpina, Teste da formalina.


 

 

INTRODUÇÃO

Os fármacos que inibem a captação de 5-hidroxitriptamina (5-HT), os inibidores seletivos da captação de serotonina (ISRS) não interferem em outros neurotransmissores além da serotonina1. A fluoxetina, o protótipo do grupo, é um inibidor seletivo da captação da serotonina no córtex cerebral, neurônios serotoninérgicos e nas plaquetas. Não inibe a captação de outros neurotransmissores, não tendo afinidade pelos receptores adrenérgicos, muscarínicos, colinérgicos, H1-histamínicos, serotonínicos ou dopamínicos2.

O cloridrato de fluoxetina tornou-se um dos antidepressivos mais utilizados no tratamento de alguns transtornos neurológicos devido a sua importância farmacológica e terapêutica, além de relativa ausência de reações adversas graves; e baixo potencial de abuso. As reações adversas mais comuns relacionadas à fluoxetina, mesmo em doses terapêuticas, são: boca seca, sudorese, cefaleia, diarreia, sonolência e insônia3.

Diversos estudos sobre a utilização dos ISRS em modelos experimentais de dor em animais obtiveram como resultado uma provável interação destes fármacos com o sistema opioide endógeno ou potencialização do efeito analgésico mediado pelas vias serotoninérgicas e/ou noradrenérgicas4. Além disto, os ISRS podem atuar indiretamente sobre a dor, pois também promovem um modesto aumento nos níveis de endorfinas5.

O objetivo deste estudo foi estudar o efeito da serotonina na modulação da dor aguda, pela administração de fluoxetina, por meio do teste da formalina, em ratos anteriormente submetidos à constrição do nervo ciático.

 

MÉTODO

Após aprovação pelo Comitê de Ética em Experimentação Animal da Universidade de Taubaté (UNITAU), declaração de aprovação nº 003/2009, foram utilizados 24 ratos Wistar machos, pesando entre 300 e 350 g, fornecidos pelo Biotério da UNITAU e mantidos em número de 5 animais por compartimento no laboratório de Farmacologia da UNITAU, onde permaneceram por pelo menos 15 dias antes do início do experimento, para adequada adaptação, sendo permitido o acesso à ração balanceada comercial e água ad libitum. A luminosidade foi controlada com ciclo claro-escuro de 12h e temperatura ambiente de 22 ± 3º C (19º a 25º C). Para realização dos procedimentos experimentais foram obedecidas as Normas Éticas da International Association for Study of Pain (IASP), que regulam experimentos realizados em animais (Commitee for Research and Ethical Issues of the IASP, 1983). Somente animais com aspecto sadio foram utilizados na pesquisa.

Os animais foram aleatoriamente divididos em 5 grupos, de acordo com o tratamento farmacológico: 1. Grupo controle (C) – sem intervenção cirúrgica (n = 4); 2. Grupo constrição do ciático (CC) - os animais foram submetidos à constrição do nervo ciático (n = 6); 3. Grupo reserpina (CC + R) - os animais foram submetidos à constrição do ciático e tratados com reserpina (5 mg.kg-1) por via oral (VO) em intervalos de 72h, durante 15 dias (n = 4); 5. Grupo fluoxetina (CC + F) - os animais foram submetidos à constrição do nervo ciático e tratados diariamente com fluoxetina (5 mg.kg-1) VO, durante 15 dias (n = 4); 5. Grupo fluoxetina + reserpina (CC + FR) - os animais foram submetidos à constrição do nervo ciático e tratados com reserpina (5 mg.kg-1) VO em intervalos de 72h, durante 15 dias e com amitriptilina (5 mg.kg-1) VO, diariamente, durante 15 dias (n = 4).

Todos os animais, exceto os do grupo C, foram submetidos à constrição do nervo ciático, na pata direita, sob anestesia com halotano (3 vol %). O nervo ciático direito do animal foi exposto e um segmento de 5 a 7 mm foi dissecado. Quatro ligaduras com fio de sutura catgut cromado 4-0 tipo C, com intervalos de 1 mm entre si, foram realizadas ao redor do nervo6.

Após a constrição do nervo ciático e tratamento farmacológico, todos os animais, tratados e controles, foram submetidos ao teste para percepção da sensibilidade. O teste consiste no toque da região plantar da pata traseira direita (tratada) e esquerda (controle) dos animais com filamentos de espessura padronizada com uso de filamentos de Von Frey7. O levantar da pata ao toque indica sensibilidade. A espessura do filamento é anotada e os resultados são analisados estatisticamente. Os animais foram submetidos ao teste de Von Frey 15 dias após a constrição do ciático. Foram feitas duas medidas, em intervalos de 3 dias. Depois do teste de Von Frey, todos os animais foram submetidos ao teste da formalina modificado injetada na pata com a constrição do nervo ciático.

Teste da formalina modificado - antes do procedimento o animal foi colocado em uma câmara de vidro de 30 x 30 x 30 cm, por 15 minutos, para ambientalizar ao local de estudo. Atrás da câmara foi colocado um espelho, em ângulo de 45º, para facilitar a visualização das elevações de patas em todas as direções.

O teste consistiu na injeção de 50 µL da solução de formalina a 2% no dorso da pata traseira dos ratos produzindo resposta nociceptiva bifásica. Foi feita a contagem do número de elevações da pata durante 60 minutos. A fase I correspondeu ao número de elevações da pata durante os primeiros 5 min após a injeção. A fase II correspondeu ao número de elevações da pata durante a partir dos 21 até os 60 min após a injeção, e a fase intermediaria correspondeu ao número de elevações da pata dos 6 aos 20 min após a injeção. A fase I foi interpretada como sendo devida à ativação aguda dos nociceptores periféricos, enquanto a fase II como resultante da resposta infl amatória aguda ou pela sensibilização central. Ao período entre as duas fases da resposta nociceptiva foi identificado como fase de inatividade, e atribuído o envolvimento de um mecanismo antinociceptivo central8.

Todas as elevações da pata não relacionadas à marcha foram consideradas, independente do tempo que permaneceu elevada. A contagem foi realizada continuamente durante 60 min e a cada 5 min era anotado o número parcial de elevações.

Para análise estatística dos resultados obtidos, foi utilizada Análise de Variância para amostras independentes, seguida do teste de Bonferroni. Adotou-se o nível de significância menor que 5% (p < 0,05).

 

RESULTADOS

A constrição do nervo ciático não alterou a resposta na fase I, na fase intermediária e na fase II do teste da formalina. (Gráfico 1).

 

 

O tratamento com a reserpina, fluoxetina ou com a associação reserpina e fluoxetina não interferiu com as fases I e intermediária do teste da formalina nos grupos submetidos à constrição do ciático (Gráfico 2).

 

 

Na fase II do teste da formalina, o tratamento com fluoxetina aumentou o número de elevações da pata em comparação com o grupo sem tratamento. O tratamento com reserpina reduziu o número de elevações da pata em comparação com o grupo sem tratamento. Nos animais tratados com a associação reserpina e fluoxetina houve redução do número de elevações da pata em comparação com os animais tratados apenas com a fluoxetina (Gráfico 3).

 

 

DISCUSSÃO

Apesar do teste da formalina também provocar lesão tecidual e ativação da resposta inflamatória, a ligadura do ciático parece envolver mecanismos de plasticidade neuronal, que podem aumentar a sensibilidade dos nociceptores aos mediadores da resposta inflamatória aguda9, este fato não foi constatado no presente estudo, já que a resposta na fase I, na fase intermediária e na fase II do teste da formalina não foi alterada pela constrição do ciático, pois a resposta do grupo C e do grupo CC não diferiu.

O tratamento com reserpina ou fluoxetina não interferiu com as fases I e intermediária do teste da formalina nos grupos submetidos à constrição do ciático.

A primeira fase do teste da formalina está relacionada com a nocicepção8. O tratamento com reserpina manteve esta resposta. Estes resultados estão de acordo com os apresentados em estudo anterior, em que animais intactos, sem procedimento cirúrgico, tratados com reserpina, apresentaram padrão de resposta inalterado na primeira fase do teste, o que permitiu inferir que o fármaco não interfere com a transdução do sinal doloroso10. A reserpina não parece interferir com a transdução do sinal doloroso e com a via descendente inibitória da dor no modelo de constrição do nervo ciático.

A administração de fluoxetina não alterou o número das elevações da pata durante a fase intermediária do teste da formalina, na ausência ou na presença de reserpina, indicando que este fármaco não interfere com a resposta da via descendente inibitória da dor neste modelo experimental. Estes resultados indicam que, a depleção de noradrenalina, serotonina e dopamina pode não interferir com a transdução do sinal doloroso e tampouco com a antinocicepção central, características das fases descritas, neste modelo experimental.

Observou-se aumento do número de elevações da pata direita na fase II, após o tratamento com fluoxetina. Estes dados apontam para um efeito algogênico da fluoxetina, em condições agudas, com hiperalgesia pré-existente.

Descrições para a ação da fluoxetina na dor são conflitantes. A fluoxetina demonstrou ação antinociceptiva periférica no teste inflamatório da formalina e em modelo de dor neuropática, resultado diferente do observado no presente estudo11; em estudos realizados em modelos de camundongos Knockout para neurônios serotoninérgicos no tronco cerebral evidenciaram que o envolvimento da serotonina no mecanismo de ação de fármacos antidepressivos varia com o tipo de dor. O efeito analgésico dos ISRS durante teste térmico de dor foi muito reduzido ou ausente nestes camundongos, sugerindo que o bloqueio da recaptação da serotonina esteja envolvido no efeito analgésico agudo dos antidepressivos12. Em outro estudo, o efeito analgésico da duloxetina em modelos de dor persistente em roedores não foi afetado pela perda de neurônios serotoninérgicos, sugerindo um papel essencial da norepinefrina na analgesia induzida por antidepressivos em condições dolorosas crônicas13. Revisão que incluiu 59 estudos controlados aleatórios, o efeito analgésico de antidepressivos com placebo foi comparado em pacientes com neuropatia diabética e não foram encontradas evidências de que a fluoxetina fosse mais eficaz que o placebo para o alívio da dor14. Essa afirmação está de acordo com o resultado evidenciado na fase I e fase intermediária do presente estudo, porém diferente da fase II, já que nessa a fluoxetina aumentou a sensação dolorosa nos modelos experimentais, que apresentaram aumento no número de elevações da pata.

Como o tratamento com fluoxetina aumentou o número de elevações da pata na fase II do teste da formalina e houve redução com a reserpina, pode-se inferir que alterações na síntese/liberação de neurotransmissores, como serotonina, podem induzir adaptações na modulação central, que são manifestadas como alterações da sensibilidade. O aumento da resposta à formalina nos animais tratados com reserpina e fluoxetina aponta em favor desta hipótese.

A fluoxetina não demonstrou efeito sobre a dor causada em ratos da raça Wistar no teste de estimulação elétrica e térmica1, entretanto aumentou a resposta motora à dor induzida. Dados experimentais sugerem que a administração aguda de ISRS pode exacerbar um tipo agudo de dor. Além disso, o grupo fluoxetina apresentou maior número de elevações da pata em resposta à dor na fase II do teste da formalina, que é a fase inflamatória tendo, portanto, comportamento pró-inflamatório10. Essas conclusões estão de acordo com os resultados obtidos no presente estudo.

A ação da serotonina nos seus diversos subtipos de receptores é capaz de modular diferentes sinais, que dependem principalmente do tipo de receptor acoplado, número de receptores na célula, interação proteica, número e tipo de proteína G expressa nas membranas celulares10.

A ativação dos receptores 5-HT1A pode apresentar efeitos paradoxais, desencadeando tanto efeito analgésico quanto hiperalgésico. Este receptor pré-sináptico está amplamente distribuído no sistema nervoso central, bem como em tecidos periféricos, atuando principalmente por meio da ativação da proteína Gi/o que é inibitória, com inibição da adenilciclase, inclusive no hipocampo e neurônios corticais. A ação hiperalgésica seria decorrente da inibição parcial da liberação de opioides no corno dorsal da medula, diminuindo a modulação da dor pelo sistema inibitório descendente da dor. Isto se dá pelo bloqueio apenas na liberação de encefalinas, que em associação com as dinorfinas, ativaria o sistema opioide. Pode também, por meio da ativação da proteína Gi/o inativar os canais de cálcio voltagem-dependentes inibir a liberação de opioides. Por outro lado, foi demonstrado também que, os receptores 5-HT1A medulares mediam efeitos antinociceptivos, por interação com as vias descendentes do NMR10. Pode-se também associar a hiperalgesia encontrada em nosso estudo, na segunda fase do teste da formalina, com uma possível interação da serotonina com receptores do tipo 5-HT2, presentes em grande quantidade no córtex somatossensorial e pré-frontal. Este receptor está acoplado à proteína G, que por meio da ativação da fosfolipase C produz dois segundos mensageiros, que são diacilglicerol (DAG) e trifosfato de inositol (IP3). O DAG é um cofator de ativação da proteinocinase C, com facilitação da transmissão glutamatérgica em neurônios no corno dorsal da medula e o IP3 promove mobilização das reservas de cálcio, levando, assim, a hiperexcitabilidade dos motoneurônios e dos reflexos medulares10. Esses argumentos apresentam uma possível explicação para os resultados encontrados neste estudo10.

Dessa forma, a fluoxetina não tem influência na fase I e na fase intermediária do teste da formalina. Não obstante, na fase II do teste, o aumento dos níveis de serotonina, obtido pela administração de fluoxetina aos ratos, piorou a dor, o que ficou demonstrado pelo aumento do número de elevações da pata. Vale ressaltar que, quando se depletou a noradrenalina e a dopamina, administrando reserpina previamente à fluoxetina, obteve-se melhora da dor aguda, resultado que deve ser mais bem investigado em estudos futuros.

 

CONCLUSÃO

O tratamento com fluoxetina aumentou a sensação dolorosa após estímulo agudo em ratos submetidos à constrição do ciático, evidenciando ação algogênica do fármaco neste modelo experimental.

 

REFERÊNCIAS

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Endereço para correspondência:
Dra. Naira Correia Cusma Pelógia
Rua Ipanema, 100. Sapé I
12294-015 Caçapava, SP
E-mail: cusmapelogia@gmail.com

Apresentado em 03 de novembro de 2011.
Aceito para publicação em 27 de fevereiro de 2012.

 

 

* Recebido da Universidade de Taubaté. Taubaté, SP.