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Revista Dor

Print version ISSN 1806-0013On-line version ISSN 2317-6393

Rev. dor vol.17 no.2 São Paulo Apr./June 2016

http://dx.doi.org/10.5935/1806-0013.20160025 

ARTIGOS ORIGINAIS

Prevalência de dor em servidores públicos: associação com comportamento sedentário e atividade física de lazer

José Jean de Oliveira Toscano1 

Anna Cecilya Gomes Zefferino1 

Jamerson Bruno Cordeiro Felix1 

Cyro Rego Cabral Júnior1 

Diego Augusto Santos Silva2 

1Universidade Federal de Alagoas, Maceió, AL, Brasil.

2Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, SC, Brasil.

RESUMO

JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS:

Das ações habituais que refletem o estilo de vida dos que exercem função laboral administrativa, destaca-se o comportamento sedentário. O objetivo deste estudo foi associar a prevalência de dor com o comportamento sedentário e nível de atividade física de servidores públicos.

MÉTODOS:

A amostra foi constituída por 156 servidores públicos, de ambos os gêneros, média de idade de 39,8±12,3 anos, lotados em uma universidade federal do Nordeste do Brasil, que responderam a um questionário com variáveis relativas a dor, comportamento sedentário e prática de atividade física. Para análise descritiva foram expressos valores de média, desvio padrão, frequência absoluta e relativa. Empregou-se a análise de regressão para estimativas de razões de prevalências e intervalos de confiança de 95%. Na análise ajustada, todas as variáveis foram incluídas no modelo. Considerou-se significativamente associado ao desfecho um valor de p≤0,05.

RESULTADOS:

A prevalência de comportamento sedentário vendo TV foi de 24,4% e no trabalho foi de 88,5%. Aproximadamente 65% da amostra eram insuficientemente ativos fisicamente. A presença de dor foi reportada por 76,3% da amostra. Após ajuste pelo gênero, idade e atividade física, aqueles que passavam mais de duas horas por dia sentados à frente da TV e ficavam sentados no trabalho foram os subgrupos com maiores probabilidades de presença de dor (p<.0,05).

CONCLUSÃO:

Aproximadamente 8 em 10 trabalhadores reportaram dor musculoesquelética. Dos comportamentos investigados foi verificado que servidores que passavam muito tempo sentados tinham maiores probabilidades de reportar dor.

Descritores: Adultos; Atividade física; Comportamento sedentário; Dor musculoesquelética; Trabalhador

INTRODUÇÃO

Na forma aguda ou crônica, a dor é problema de saúde pública devido à alta ocorrência na população, alto custo e impacto negativo nos aspectos funcionais1. A presença da dor acarreta alterações nas atividades físicas, no sono, na vida sexual, modificações do humor, baixa autoestima, pensamentos negativos. Também altera relações familiares e está entre as principais causas de absenteísmo no trabalho2.

A população de trabalhadores é uma das mais acometidas pela dor aguda ou crônica e, por essa razão, estudos relacionados à dor devem ser conduzidos com o propósito de reforçar os resultados disponíveis e ampliar as evidências sobre a relação entre possíveis fatores determinantes desse desfecho3. Nesse sentido, do conjunto de ações habituais que refletem o estilo de vida do adulto contemporâneo, principalmente dos que exercem função laboral administrativa, destaca-se o comportamento sedentário, devido ao elevado número de horas sentadas a que tais trabalhadores são submetidos.

A diminuição dos níveis de atividade física e o aumento do tempo sentado tem ocasionado um complexo conjunto de relações entre gasto energético diário e saúde4. Os processos fisiológicos resultantes da ausência de contração muscular podem causar efeitos negativos em importantes mecanismos celulares e moleculares do organismo, incluindo a relação negativa da inatividade em músculos de membros inferiores na manutenção postural5.

A inatividade física e o comportamento sedentário são conceitos distintos. Indivíduos são considerados fisicamente inativos quando não atingem as recomendações atuais de atividade física6. O comportamento sedentário, por sua vez, é expresso pela proporção de tempo diário dispendido em atividades de intensidade inferior à 1,5 MET, especialmente, o tempo sentado7.

O profissional de saúde ao identificar o padrão existente no ambiente investigado pode propor ações mais efetivas para o controle da dor.

Sendo assim, o principal objetivo deste estudo foi estimar a prevalência de dor e verificar a associação entre esse desfecho com a prática suficiente de atividade física de lazer e o tempo prolongado de comportamento sedentário em servidores públicos de uma cidade do Nordeste do Brasil.

MÉTODOS

O estudo se caracterizou como sendo transversal. A população alvo foi composta pelos servidores públicos da Universidade Federal de Alagoas - UFAL, Campus Maceió-AL, Nordeste do Brasil. A população do estudo foi composta por servidores lotados no prédio da reitoria da instituição, num total de 310 indivíduos. Para caracterizar a amostra foi determinado, por conveniência, que 50% dos servidores deveriam compor o estudo, sendo selecionados por meio de amostragem aleatória simples, onde em cada setor era feito o sorteio considerando o número de servidores naquele local. Foi feita uma visita prévia em cada um desses setores para agendamento do horário para coleta das variáveis de interesse. Houve sete recusas de participação em quatro setores, sendo substituídos por servidores do mesmo setor. Ao final, participaram deste trabalho 156 servidores de ambos os gêneros com média de idade de 39,8±12,3 anos.

A variável de desfecho foi dor crônica, sendo caracterizada como o relato verbal do indivíduo de que sente dor há mais de seis meses num mesmo local, usando um item dicotômico (sim ou não)8. Para localização da dor, foi colocado um mapa corporal para que indicasse as regiões dolorosas. A intensidade da dor foi verificada por meio de uma escala numérica graduada de zero a 10, onde zero significa ausência de dor e 10 significa a pior dor imaginável, sendo categorizada da seguinte forma: escores 1-4 (dor leve); 5-7 (dor moderada); 8-10 (dor intensa)9,10.

Em relação aos comportamentos sedentários, foram empregados dois indicadores: tempo sentado assistindo televisão e tempo sentado no trabalho; usualmente esses comportamentos são aqueles que ocupam a maior parte do tempo das pessoas e que apresentam melhores medidas no que diz respeito à validade e reprodutibilidade11. O tempo de assistência à televisão foi dicotomizado em baixo (≤2h) e elevado (>2h)12. No ambiente de trabalho as respostas foram categorizadas em tempo sentado: baixo (≤3,5h), moderado (3,6 a 5,5h) e alto (≥5,6h)13. Para identificar a prática de atividade física foi empregada a seção da atividade física de lazer do questionário internacional de atividade física (IPAQ) versão longa. Esse componente foi dicotomizado como atingindo ou não a recomendação de 150 minutos por semana de atividade física baseando-se nas questões do "international physical activity questionnaire" (IPAQ) de caminhada, pratica de atividade física de intensidade moderada ou vigorosa14.

O formulário com as variáveis de interesse foi aplicado sob a forma autoadministrada. A coleta foi realizada por dois avaliadores nos meses de novembro e dezembro de 2014. No momento da aplicação do instrumento um dos avaliadores ficava nas imediações do referido setor para resolução de algum tipo de dúvida no seu preenchimento. Os servidores que participaram desse estudo assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE).

Análise estatística

Os dados foram tabulados e analisados na planilha eletrônica SPSS versão 21. Inicialmente foi empregada a estatística descritiva com valores de média e desvio padrão para a idade, e frequência absoluta e relativa para as demais variáveis. Empregou-se a análise de regressão de Poisson com ajuste robusto de variância, bruta e ajustada, para estimativas de razões de prevalências e intervalos de confiança de 95%. Na análise ajustada, todas as variáveis foram incluídas no modelo, independentemente do valor de p da análise bruta. Termos de interação foram verificados entre todos os preditores, porém não se encontrou nenhuma interação entre as variáveis. Considerou-se significativamente associado ao desfecho um valor de p≤±0,05.

Este estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética da UFAL sob o registro de n. 37817114.1.0000.5013.

RESULTADOS

A média de idade dos 156 servidores investigados foi 39,9±12,4 anos. A maior parte dos servidores era do gênero feminino (60,3). A prevalência de comportamento sedentário vendo TV foi de 24,4% (>2h/dia) e a de comportamento sedentário no trabalho foi de 88,5% (>3,5h/dia). Aproximadamente 65% da amostra eram insuficientemente ativos fisicamente. A presença de dor foi de 76,3% (Tabela 1).

Tabela 1 Características da amostra investigada 

Variáveis n % (IC95%)
Gênero
Feminino 94 60,3 (32,2-47,7)
Masculino 62 39,7 (52,2-67,7)
Idade (média±DP) 156 39,8±12,3
Tempo sentado (TV)
≤2h/dia 118 75,6 (68,2-81,7)
>2h/dia 38 24,4 (18,2-31,7)
Tempo sentado (Trabalho)
≤3,5h/dia 18 11,5 (7,3-17,6)
3,6 a 5,5h/dia 34 21,8 (15,9-29,0)
≥5,6h/dia 104 66,7 (58,8-73,6)
Atividade física
Fisicamente ativo 55 35,3 (28,0-43,2)
Inativo fisicamente 101 64,7 (56,8-71,9)
Presença de dor
Não 37 23,7 (17,6-31,1)
Sim 119 76,3 (68,8-82,3)

IC = intervalo de confiança; DP = desvio padrão.

Do quantitativo de servidores que relataram dor (n=119) (Tabela 2), a maior parte apresentava comportamento sedentário excessivo no trabalho e em relação a assistir TV por dia (p=0,038) (p=0,034). A dor na coluna foi reportada por 63,0% daqueles que sentiam dor (p=0,010).

Tabela 2 Perfil das pessoas que relataram presença de dor 

Variáveis Presença de dor
n % (IC95%) Valor de p
Gênero
Feminino 72 76,6 (63,2-85,0) 0,910
Masculino 47 75,8 (66,8-84,1)
Idade (média± DP) 119 40,1 (12,2)
Tempo sentado (TV)
≤2h 86 72,9 (64,0-80,2) 0,038*
>2h 33 86,8 (71,1-94,6)
Tempo sentado (trabalho)
≤3,5h/dia 11 61,1 (35,4-81,7) 0,034*
3,6 a 5,5h/dia 31 91,2 (74,7-97,2)
≥5,6h/dia 77 74,0 (64,6-81,6)
Atividade física
Fisicamente ativo 41 74,5 (61,0-84,5) 0,707
Inativo fisicamente 78 77,2 (67,8-84,4)
Dor na coluna
Não 44 37,0 (28,6-46,1) 0,010*
Sim 75 63,0 (53,8-71,3)
Intensidade da dor
Fraca 32 26,9 (19,6-35,6) 0,153
Moderada 49 41,2 (32,5-50,3)
Intensa 38 31,9 (24,0-40,9)

IC = intervalo de confiança; DP = desvio padrão;

*p-valor ≤0,05 (teste Qui-quadrado para comparação de proporções).

Na análise bruta da associação entre presença de dor e as variáveis independentes da pesquisa foi encontrado que aqueles que passavam mais que duas horas por dia sentados à frente da TV tiveram maiores probabilidades de declarar a presença do desfecho. Os servidores que reportaram ficar sentados acima de 3,5h por dia no trabalho apresentaram maiores probabilidades de presença de dor. Após ajuste por gênero, idade e prática de atividade física, aqueles que passavam mais que duas horas por dia sentados à frente da TV (RP: 1,2; IC95%: 1,1-1,3), e que ficavam sentados no trabalho (3,6 a 5,5h/dia, RP: 1,2; IC95%: 1,1-1,4; ≥5,6h/dia, RP: 1,3; IC95%: 1,1-1,6) foram os subgrupos com maiores probabilidades de presença de dor (Tabela 3).

Tabela 3 Análise de regressão de Poisson com estimativas de razões de prevalência e intervalos de confiança de 95% da associação entre presença de dor e as variáveis independentes 

Variáveis Análise bruta Análise ajustada§
RP (IC95%) p-valor RP (IC95%) p-valor
Tempo sentado (TV)
≤2h 1,0 0,039* 1,0 0,021*
>2h 1,2 (1,1-1,2) 1,2 (1,1-1,3)
Tempo sentado (trabalho)
≤3,5h/dia 1,0 0,007* 1,0 0,005*
3,6 a 5,5h/dia 1,2 (1,1-1,5) 1,2 (1,1-1,4)
≥5,6h/dia 1,1 (0,9-1,2) 1,3 (1,1-1,6)
Atividade física
Fisicamente ativo 1,0 0,710 1,0 0,891
Inativo fisicamente 1,0 (0,9-1,1) 1,1 (0,9-1,2)

RP = razão de prevalência; IC = intervalo de confiança;

*p-valor <0,05;

§Análise ajustada por todas as variáveis, independentemente do valor de p da análise bruta.

DISCUSSÃO

Considerando que um dos principais motivos de afastamento em servidores públicos, tanto no Brasil como em países desenvolvidos como Inglaterra e Suécia, são as doenças do sistema osteomuscular e do tecido conjuntivo15-17, é necessário que as instituições públicas verifiquem as condições de saúde dos seus trabalhadores. Nos servidores investigados no presente estudo, foi encontrada uma prevalência de 76,3% de dor crônica. Em estudo com 505 servidores da Universidade Estadual de Londrina8, em sua maioria também do gênero feminino, foi encontrada prevalência também alta de 61,4% de dor crônica.

Na identificação de fatores determinantes, em estudo de base populacional realizado no Brasil, a proporção de sujeitos expostos a comportamentos sedentários nos cinco domínios investigados mostrou que o tempo assistindo TV e o tempo sentado no trabalho estão entre os três mais prevalentes18. Posturas estáticas mantidas por longos períodos e o uso frequente do computador são fatores comumente associados à tensão muscular, ao desconforto, à fadiga e às dores musculoesqueléticas, podendo evoluir para a redução da capacidade funcional e invalidez19. No presente estudo, o comportamento sedentário verificado por meio das variáveis de assistência à TV e o tempo sentado no trabalho se mostrou significativo entre os que relataram a presença de dor.

O uso excessivo da cadeira pode ocasionar fadiga e sobrecarga nos elementos passivos articulares, ocasionando dessensibilização dos mecanoceptores teciduais e consequente redução ou eliminação da força estabilizadora profunda, aumentando a probabilidade de provocar alterações musculoesqueléticas20. Em revisão sistemática sobre a eficácia de ajustes ergonômicos nas cadeiras nos locais de trabalho para redução dos sintomas musculoesqueléticos, os autores concluíram que a quantidade, nível e qualidade das evidências são apenas moderados não podendo ser feitas recomendações fortes nesse sentido21. Parece que o estar sentado por tempo prolongado é o principal fator determinante a ser combatido, considerando que músculos auxiliares na manutenção da postura sofrem interferência metabólica e neural quando a contração muscular é reduzida22.

A região do corpo onde foi encontrada prevalência significativa de dor na população investigada foi a coluna vertebral (63%). A literatura reportou que a dor na coluna atinge com maior frequência trabalhadores que passam muito tempo na posição sentada23. Possível justificativa para essa situação é que essa postura pode ocasionar redução da mobilidade articular, além de fadigar os músculos extensores da coluna, comprometendo a estabilidade e o alinhamento da coluna vertebral. Tais distúrbios biomecânicos são considerados importantes fatores etiológicos para o desenvolvimento de dor lombar, aguda e crônica24. Níveis adequados de aptidão física (flexibilidade e força/resistência muscular) podem contribuir para a postura corporal durante as atividades laborais com economia de energia sem exceder o limite tolerável músculo-articular, podendo constituir um fator de proteção para dores na coluna25.

Quanto à intensidade da dor, estudo realizado com 74 pacientes no Hospital Universitário da Universidade Federal do Maranhão, Brasil, verificou que a maioria desses pacientes, em especial o grupo de trabalhadores relataram dor de intensidade moderada (52,6%), sendo que a atividade laboral aumentava a intensidade da dor26. Nos servidores do presente estudo, apesar de a maior prevalência de dor ter sido a de intensidade moderada, não houve diferença significativa com as outras intensidades da dor. De qualquer forma, independentemente da intensidade reportada pelos trabalhadores, tais dores devem ser evitadas.

O presente estudo não encontrou associação significativa entre a prática de atividade física de lazer e a presença de dor nos servidores investigados. Trabalho realizado em instituição de ensino superior, com amostra de características similares às deste estudo, também não constatou associação entre nível de atividade física e presença de dor musculoesquelética27. Possível justificativa para essa falta de associação pode ter sido o domínio da atividade física que foi investigado (lazer) que pode não ser a forma mais eficaz de captar a relação com a dor em trabalhadores que passam muito tempo sentados. Isso é reforçado porque há evidências que programas de exercícios físicos no ambiente laboral reduzem a ocorrência de dores musculoesqueléticas em trabalhadores28. Dessa forma, se o presente estudo investigasse o domínio da atividade física no trabalho, os resultados poderiam ser diferentes. A atividade física acarreta contração muscular que causa adaptações circulares e metabólicas benéficas para a musculatura esquelética e tecidos conectivos, contribuindo para melhora da postura estática e dinâmica, reduzindo o risco de lesões e incapacidades osteomusculares e metabólicas29-31.

Os resultados encontrados corroboram a literatura, ou seja, mesmo nas pessoas que praticam atividade física moderada a intensa durante o lazer, o tempo prolongado na posição sentada pode promover efeitos nocivos à saúde, como a presença de dor. Isso sugere que esse comportamento por si só representa um fator de risco em potencial para a saúde das pessoas, havendo necessidade de avaliar tanto os indicadores de comportamento sedentário quanto de prática de atividade física32,33.

CONCLUSÃO

Dos comportamentos investigados verificou-se que servidores que passavam muito tempo sentados (em casa e no trabalho) tinham maiores probabilidades de reportar dor. Estratégias de reduzir o tempo sentado, tanto no âmbito laboral quanto no lazer, devem ser elaboradas para tentar reduzir a prevalência de dor. Novas investigações acerca do papel causal de comportamento sedentário na saúde, em especial na dor musculoesquelética, são, portanto, necessárias.

Fontes de fomento: não há.

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Aceito: 26 de Abril de 2016

Endereço para correspondência: Av. Lourival Melo Mota, s/n - Tabuleiro dos Martins 57072-900 Maceió, AL, Brasil. E-mail: jean.toscano@hotmail.com

Conflito de interesses: não há

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