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Revista Dor

Print version ISSN 1806-0013On-line version ISSN 2317-6393

Rev. dor vol.17 no.2 São Paulo Apr./June 2016

http://dx.doi.org/10.5935/1806-0013.20160028 

ARTIGOS ORIGINAIS

Avaliação nociceptiva da associação entre exercício físico e fibrina rica em plaquetas em ratos Wistar submetidos ao modelo de compressão de nervo mediano

Jhenifer Karvat1 

Camila Mayumi Martin Kakihata1 

Ana Luiza Peretti1 

Giovanni Ribeiro Bernardino1 

José Luis da Conceição Silva2 

Gladson Ricardo Flor Bertolini3 

1Universidade Estadual do Oeste do Paraná, Departamento de Fisioterapia, Cascavel, PR, Brasil.

2Universidade Estadual do Oeste do Paraná, Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas, Cascavel, PR, Brasil.

3Universidade Estadual do Oeste do Paraná, Programa de Pós-Graduação de Biociências e Saúde, Cascavel, PR, Brasil.

RESUMO

JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS:

Fibrina rica em plaquetas é uma técnica nova e promissora na aceleração do reparo, com possíveis efeitos analgésicos, contudo, ainda há uma lacuna com relação à lesão nervosa periférica, bem como com a associação com exercícios físicos. Assim, o objetivo deste estudo foi avaliar os efeitos da fibrina rica em plaquetas associada a exercício físico sobre a nocicepção e o edema, em modelo experimental de compressão do nervo mediano.

MÉTODOS:

Foram utilizados 36 ratos, todos submetidos a compressão do nervo mediano e divididos em seis grupos: G1: sem manipulações adicionais; G2: compressão e tratado com fibrina rica em plaquetas; G3: compressão e tratado com natação livre; G4: compressão e exercício de caminhada em esteira; G5: natação livre + fibrina rica em plaquetas; G6: caminhada em esteira + fibrina rica em plaquetas. O modelo de lesão foi realizado com amarria do nervo mediano, com fio catgut 4.0 cromado. Para obtenção da fibrina rica em plaquetas, 1,5mL de sangue foi centrifugado e o coágulo de fibrina foi posicionado diretamente sobre a região da compressão. Os protocolos de exercício foram realizados durante 2 semanas, entre o 3º e 14º dias de pós-operatório. As avaliações nociceptivas e de edema ocorreram, respectivamente, pelo limiar de retirada de pata e pletismometria, nos momentos prévios à lesão, no 3º, 7º e 15º dias de pós-operatório.

RESULTADOS:

Não houve diferenças entre os grupos, apenas entre as avaliações, denotando que houve aumento da nocicepção e do edema, o qual perdurou ou foi decaindo, respectivamente, com o passar do tempo.

CONCLUSÃO:

O uso isolado ou associado da fibrina rica em plaquetas com exercícios físicos não produziu alterações na nocicepção e edema.

Descritores: Edema; Inflamação; Mensuração da dor; Terapia por exercício

INTRODUÇÃO

As plaquetas desempenham um papel crítico na regulação da angiogênese, pois são responsáveis pela ativação e liberação de citocinas e fatores de crescimento que induzem proliferação e ativação celular1. Além disso, concentrados plaquetários têm sido utilizados para acelerar o reparo tissular por conta do alto conteúdo de fator de crescimento derivado das plaquetas (PDGF), de fator de crescimento transformante beta (TGF-β), de fator de crescimento insulínico (IGF) e de fator de crescimento do endotélio vascular (VEGF)2.

A fibrina rica em plaquetas (FRP) é um biomaterial novo, autógeno podendo causar angiogênese, controle imune e aumento de células mesenquimais circulantes3. Ainda apresenta grande potencial para uso rotineiro na redução da dor e desconforto pós-operatórios (PO), sendo utilizada tanto para o reparo de tecidos ósseos quanto de tecidos moles4. Além disso, a FRP é fácil de usar e apresenta baixo custo. Existem controvérsias, entretanto, a respeito de seus resultados5,6, visto que há escassez de evidências acerca do tamanho de seus benefícios4, como por exemplo em casos de neuropatias periféricas. A neuropatia compressiva mais comum na extremidade superior é a síndrome do túnel do carpo (STC). Tal condição é responsável por custos substanciais para a sociedade, em termos de perda da capacidade produtiva do indivíduo e custos de tratamento7. STC é uma condição que afeta milhões de indivíduos, causando dor crônica, sensibilidade alterada e atrofia tenar8.

Para a STC, a primeira opção de tratamento é o conservador, quando podem ser utilizados órteses, esteroide local e oral, além de recursos fisioterapêuticos, como exercícios físicos7. Existem indícios que a analgesia induzida pelo exercício seja decorrente, tanto da elevação do limiar de dor quanto do aumento do nível de opioides endógenos no sangue9.

Visto que são necessárias novas terapêuticas para o tratamento de neuropatias periféricas, o objetivo deste estudo foi avaliar os efeitos sobre a nocicepção e o edema da FRP associada a exercício físico em modelo experimental de compressão do nervo mediano.

MÉTODOS

Foram utilizados 36 ratos Wistar, machos, com peso médio de 363,4±59,6g, e idade 12±2 semanas, mantidos em fotoperíodo de 12h, 24±1 ºC, com água e ração ad libitum. Os animais foram divididos, aleatoriamente, em seis grupos, conforme o tratamento utilizado:

G1 (n=8) - submetido à compressão nervosa;

G2 (n=8) - compressão nervosa + FRP;

G3 (n=8) - compressão nervosa e natação livre;

G4 (n=8) - compressão nervosa e exercício de caminhada em esteira;

G5 (n=8) - compressão nervosa e natação livre + FRP;

G6 (n=8) - compressão nervosa e exercício de caminhada em esteira + FRP.

Protocolo de compressão do nervo mediano

Para realizar a compressão do nervo mediano, foi utilizado um modelo de amarria com fio Catgut 4.0 cromado, em 4 pontos, com distância aproximada de 1 mm, no nervo mediano, na região proximal ao cotovelo direito10. Para realizar o procedimento cirúrgico de compressão do nervo mediano, os animais foram anestesiados com solução de cloridrato de cetamina (85mg/kg) e cloridrato de xilazina (10mg/kg).

O modelo gera no animal sintomas dolorosos e diminuição da função motora, que se iniciam por volta do 3º dia e têm aumento da nocicepção por volta do 7º dia.

Protocolo para obtenção da fibrina rica em plaquetas

Para a preparação da FRP, foi retirado 1,5mL de sangue, via punção cardíaca, de cada animal11, que é um volume seguro segundo recomendação de Ehrenfest et al.12. Imediatamente após a retirada do sangue a amostra foi colocada em tubos estéreis (sem anticoagulante) tipo eppendorf para centrifugação, em 3000rpm, com força de aproximadamente 400G, durante 10 minutos. A FRP foi retirada da camada média da amostra centrifugada, entre a parte vermelha (abaixo) e o plasma (acima). O coágulo de fibrina foi posicionado, então, diretamente sobre o nervo mediano, na região da compressão, para os animais do G2, G5 e G6.

Protocolo de natação

Uma das formas utilizadas como tratamento dos animais foi a natação de baixa intensidade, sem sobrecarga. Para a realização desse protocolo, os animais foram colocados em um tanque de água, com capacidade para 200L, com profundidade de 60cm, e temperatura da água entre 30 e 32º C. Os animais, do G3 e G5, receberam o estresse de natação cinco dias antes da realização da cirurgia (como forma de habituação), interrompendo logo após o procedimento cirúrgico, reiniciando a partir do 3º até o 14º dia de PO de compressão do mediano, totalizando 12 dias de terapia. Tanto durante o treinamento, quanto durante o período de natação o tempo foi de 10 minutos/dia.

Protocolo de caminhada em esteira

Outra forma de tratamento foi a caminhada em esteira elétrica, adaptada para ratos, com velocidade de 10m/min, por 10minutos/dia para o G4 e o G6. E, de forma semelhante ao da natação, também foi realizado em um período de cinco dias de treinamento, prévio ao procedimento de compressão nervosa, e então novamente do 3º ao 14º PO.

Avaliação da nocicepção pelo limiar de retirada

A nocicepção foi avaliada pelo limiar de retirada do membro ao estímulo mecânico. O equipamento utilizado para realizar o teste de sensibilidade dolorosa foi o analgesímetro digital, tipo Von Frey, da marca Insight®. O equipamento consiste em um braço transdutor, com uma ponteira de polipropileno descartável, com capacidade de 0,1 a 1000g ligado a uma caixa amplificadora, medindo a pressão realizada sobre a superfície do animal.

Os animais foram contidos manualmente e o filamento aplicado em duas regiões: na região da compressão nervosa e na palmar. A ponta de polipropileno foi aplicada perpendicularmente à área, com gradual aumento de pressão, e logo que o animal retirou o membro anterior direito, o teste foi interrompido para o registro do limiar de retirada. Houve um tempo de adaptação e treino dos animais de três dias. Sendo que as avaliações ocorreram previamente à lesão (AV1) e ao início do tratamento (3º PO - AV2), no 7º (AV3) e 15º (um dia após o final das formas de terapia - AV4) PO.

Avaliação do edema

Foi avaliada na região distal da compressão (distal ao punho) a formação de edema, o qual pode influenciar a evolução clínica do animal. Para tal fim, utilizou-se um pletismômetro (Insight®), sempre após a avaliação do limiar de retirada, nos mesmos dias. Ao 15º dia PO, findas as avaliações, os animais foram eutanasiados.

Análise estatística

Os resultados foram expressos e analisados por meio da estatística descritiva e inferencial. Foi analisada a normalidade dos dados, por meio do teste de Kolmogorov-Smirnov, e posteriormente foi utilizado a Análise de Variância misto, visando a diminuir a possibilidade de erros tipo II por excesso de testes; em todos os casos o nível de significância foi de 5%.

O projeto foi conduzido segundo as normas internacionais de ética em experimentação animal, e aprovado para realização pelo Comitê de Ética em Experimentação Animal e Aulas Práticas da entidade, sob protocolo número 05612 de 2012.

RESULTADOS

Observou-se que para a avaliação realizada da nocicepção, no local da compressão nervosa, houve diferenças significativas (F(2,3; 69,8)=49,8, p<0,001). As diferenças não ocorreram entre os grupos (p>0,05), mas sim entre as avaliações, sendo que AV1 foi maior do que as seguintes (p<0,001), bem como AV4 foi significativamente maior do que AV2 (p=0,038) e AV3 (p=0,002) (Tabela. 1).

Tabela 1 Média e desvio padrão do limiar de retirada do membro, quando a pressão (gf) ocorreu no local da compressão nervosa 

G1 G2 G3 G4 G5 G6
AV1 192,5±89,9 267,7±91,7 299,3±66,1 252,6±117,3 287,7±51,3 239,9±62,4
AV2* # 124,8±27,5 117,0±56,6 104,8±29,3 109,0±22,5 119,3±32,1 153,9±33,1
AV3* # 106,7±43,0 118,3±65,3 108,0±47,3 114,7±52,4 143,5±66,4 127,7±52,0
AV4* 116,2±70,8 167,5±119,0 155,5±90,2 193,8±138,0 173,5±93,3 193,4±115,0

*Diferença significativa ao comparar com AV1.

# Diferença significativa ao comparar com AV4.

Na a avaliação nociceptiva, na região palmar, também houve diferenças significativas (F(1,9; 55,9)=14,1, p<0,001). De forma semelhante ao observado na região da compressão, as diferenças não ocorreram entre os grupos (p>0,05), mas sim entre as avaliações, sendo que AV1 foi maior do que as seguintes (p<0,001) (Tabela 2). Com relação à avaliação realizada do edema houve diferenças significativas (F(3; 90)=11,3, p<0,001). Novamente, não houve diferenças entre os grupos (p>0,05), mas sim entre as avaliações, sendo que AV1 foi menor do AV2 (p=0,005), e AV2 foi maior do que AV3 (p=0,003) e AV4 (p<0,001) (Tabela 3).

Tabela 2 Média e desvio padrão, do limiar de retirada do membro, quando a pressão (gf) ocorreu na região palmar 

G1 G2 G3 G4 G5 G6
AV1 188,6±65,8 243,2±55,2 255,6±44,8 278,5±43,1 308,4±43,5 252,0±44,2
AV2* 235,5±70,9 175,4±44,7 203,9±59,9 205,8±30,2 154,8±30,5 202,7±52,1
AV3* 181,4±29,8 175,0±47,5 175,7±18,9 178,7±28,4 164,4±27,1 164,4±40,5
AV4* 176,2±51,0 189,9±106,5 184,9±92,9 162,7±80,8 161,3±47,7 208,0±88,1

*Diferença significativa ao comparar com AV1.

Tabela 3 Média e desvio padrão do edema do membro, por pletismometria (mL) 

G1 G2 G3 G4 G5 G6
AV1 1,56±0,30 1,66±0,26 1,47±0,24 1,34±0,24 1,39±0,46 1,29±0,21
AV2* 1,77±0,23 1,93±0,33 1,81±0,34 1,93±0,61 1,50±0,41 1,73±0,25
AV3# 1,60±0,57 1,39±0,43 1,56±0,13 1,33±0,25 1,32±0,54 1,39±0,35
AV4# 1,36±0,16 1,43±0,36 1,47±0,09 1,39±0,08 1,08±0,48 1,22±0,20

*Diferença significativa ao comparar com AV1.

#Diferença significativa ao comparar com AV2.

DISCUSSÃO

A FRP tem sido estudada e utilizada principalmente no campo odontológico, visto os efeitos na aceleração de reparo pela liberação de fatores de crescimento13, e também por apresentar fácil manuseio e preparo14. No presente estudo buscou-se abordar outras formas de seu uso, como lesões nervosas periféricas, contudo independentemente do grupo, o uso isolado ou associado da FRP com com exercícios físicos não produziu alterações na nocicepção e edema. Ausência de resultados positivos também foi observada em estudo que avaliou a FRP visando a cobertura de recessos gengivais na região central da mandíbula em 10 voluntários15. Fato também observado com relação à ineficácia na regeneração óssea de indivíduos com periodontite crônica16. Já outros autores relatam que a FRP foi eficaz na regeneração óssea em pacientes com defeitos ósseos intraorais após enucleação cística17.

Em trabalho utilizando a FRP associada ou não à cerâmica no reparo ósseo de calvária de coelhos, os autores relataram que a FRP tem um efeito positivo sobre a formação óssea quando usada sozinha ou em combinação2. Já outros autores buscando avaliar os efeitos da FRP na regeneração da inserção de manguito rotador de ratos submetidos à tenotomia bilateral e reparo do supraespinhoso, observaram que houve maior força tênsil nos animais submetidos à FRP. A característica do reparo, entretanto, foi compatível com tecido cicatricial fibrovascular, sugerindo um possível efeito inibitório da cura do manguito rotador18. Estudo avaliando o uso da FRP em cavidades decorrentes da extração de terceiro molar constatou que não houve diferenças no reparo do tecido ósseo, contudo, a redução da dor pode sugerir reparo de tecidos moles4. Porém, outro trabalho, também realizado com extração de terceiros molares, indicou melhora no edema, sem, contudo, redução da intensidade da dor19. Embora as médias de retirada do membro obtidas por G1 tenham sido menores do que as encontradas nos outros grupos, a análise estatística apontou inexistência de diferenças entre os grupos, apenas entre as avaliações.

Surgem diversas limitações do presente estudo, como por exemplo, a utilização da fração intermediária da FRP, que pode não apresentar a maior quantidade de fatores de crescimento disponíveis20; o tempo de centrifugação pode ter sido curto para potencializar a liberação de fatores de crescimento, conforme demonstrado em estudo recente que apontou vantagens de centrifugar por 12 minutos frente a 10 minutos21, além da avaliação de apenas dois sinais do processo de inflamação/reparo. Ainda, salienta-se que o uso de FRP, associada ou não a outras modalidades, ainda é uma técnica nova, com estudos in vitro22 e in vivo15-17 apresentando resultados contraditórios, necessitando assim de continuidade de experimentos com relação aos seus efeitos.

CONCLUSÃO

O uso isolado ou associado da FRP com exercícios físicos não produziu alterações na nocicepção e no edema, no modelo de compressão de nervo mediano.

Fontes de fomento: Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Aceito: 30 de Abril de 2016

Endereço para correspondência: Gladson Ricardo Flor Bertolini Rua Universitária, 2069 - Jardim Universitário 85819-110 Cascavel, PR, Brasil. E-mail: gladson_ricardo@yahoo.com.br

Conflito de interesses: não há

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