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Jornal Brasileiro de Pneumologia

On-line version ISSN 1806-3756

J. bras. pneumol. vol.30 no.3 São Paulo May/June 2004

https://doi.org/10.1590/S1806-37132004000300009 

ARTIGO ORIGINAL

 

Traqueostomia percutânea no doente crítico: a experiência de uma unidade de terapia intensiva clínica*

 

 

Marcelo Park; Leonardo Brauer; Ricardo Reis Sanga; André Carlos Kajdacsy-Balla Amaral; José Paulo Ladeira; Luciano Cesar Pontes de Azevedo; Leandro Utino Taniguchi; Luiz Monteiro da Cruz-Neto

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

INTRODUÇÃO: A traqueostomia é um procedimento realizado freqüentemente na terapia intensiva. Nas duas últimas décadas o procedimento percutâneo vem sendo cada vez mais utilizado.
OBJETIVO: Descrever nossa experiência, em uma unidade de terapia intensiva clínica.
MÉTODO: Levantamento retrospectivo de nosso banco de dados prospectivo de 78 traqueostomias percutâneas realizadas desde janeiro de 2000 até julho de 2003. Foram utilizadas as técnicas de dilatação progressiva com velas múltiplas (36 pacientes) e com pinça fórceps (42 pacientes). Os dados são mostrados como número de ocorrência ou mediana com intervalos interquartis.
RESULTADOS: Nossospacientes tinham em média idade de 66 (43 a 75) anos e APACHE II com mediana de 16 (12 a 21), tiveram um período de ventilação mecânica com mediana de 14 (10 a 17) dias antes da traqueostomia, e 23% faleceram na unidade de terapia intensiva. As causas mais freqüentes de internação na unidade de terapia intensiva foram as encefalopatias agudas (45%), e o motivo que mais freqüentemente levou à indicação do procedimento foi o desmame difícil (50%), seguido do Glasgow Coma Score persistentemente abaixo de 8 (49%). Em 6 pacientes a broncoscopia não foi utilizada como guia. Ocorreram complicações em 33% dos procedimentos. As complicações mais comuns foram pequenas hemorragias, sem necessidade de transfusão de sangue. Nenhum paciente morreu devido à complicação do procedimento.
CONCLUSÃO: Em uma unidade de terapia intensiva clínica, o procedimento da traqueostomia percutânea a beira leito é factível e seguro.

Descritores: Traqueostomia/métodos. Insuficiência respiratória/terapia. Respiração artificial/métodos. Insuficiência respiratória/complicações.


 

 

Siglas e abreviaturas utilizadas neste trabalho:
UTI - Unidade de terapia intensiva
PEEP - pressão expiratória final positiva
ICU - Intensive Care Unit
APACHE II - Acute Physiology and Chronic Health Evaluation II

 

Introdução

A traqueostomia é um procedimento comum no ambiente da terapia intensiva1. Classicamente ela é realizada como um procedimento cirúrgico, mas há cerca de duas décadas a técnica habitual vem sendo substituída por manipulações simples que envolvem basicamente a punção e dilatação da traquéia e das partes moles adjacentes2-5. Algumas coletâneas e estudos mais elaborados têm mostrado a segurança e a factibilidade do procedimento percutâneo a beira leito6, 7, mesmo em unidades com características clínicas8.

A análise desta casuística visa a demonstrar a nossa experiência com a realização de traqueostomias percutâneas em uma unidade de terapia intensiva (UTI) clínica de um hospital escola terciário.

 

Método

Foram analisados os procedimentos realizados no período entre janeiro de 2000 e julho de 2003. A data inicial corresponde à introdução da metodologia da traqueostomia percutânea a beira leito em nosso serviço. Neste intervalo realizamos 78 procedimentos em pacientes internados nos 17 leitos da UTI Clínica do Hospital das Clínicas de São Paulo. Os dados foram recuperados de um banco de dados alimentado prospectivamente. Os procedimentos constituíam conduta habitual do serviço para o tratamento dos pacientes, e por isso o consentimento livre pós-informado não foi obtido.

As indicações e os procedimentos das traqueostomias foram feitos pela equipe médica da UTI clínica. Os pacientes foram monitorados com eletrocardiograma contínuo, oximetria de pulso e pressão arterial a cada dois minutos ou de forma invasiva e contínua. No período peri e intra-procedimento a pressão arterial média foi mantida acima de 65 mmHg, com a pressão arterial sistólica acima de 90 mmHg, e a saturação periférica de oxigênio acima de 90%. A ventilação mecânica, com a finalidade de se evitar hipoventilação e/ou hipoxemia durante o procedimento, foi estabelecida: em volume controlado, com freqüência respiratória entre 10 e 15 inspirações por minuto, com volume corrente entre 6 e 10 ml/kg, com fluxo inspiratório entre 40 e 60 l/min. em rampa descendente, com pausa inspiratória entre 0,2 e 0,5 segundos, PEEP maior ou igual a 5 cmH2O, conforme necessário, e a fração inpiratória de oxigênio de1.Quanto aos níveis pressóricos na via aérea, o maior cuidado foi o de se manter a pressão de platô menor ou igual a 35 cmH2O, independentemente da pressão de pico. Os pacientes foram sedados com midazolam e fentanil e paralisados com pancurôneo. A hemodinâmica era estabilizada, quando necessário, com cristalóides.

Após esses passos, o paciente era devidamente posicionado com a cabeça em extensão com o apoio de um coxim entre as escápulas. A cânula oro-traqueal era tracionada até a região glótica, sob visualização broncoscópica ou por laringoscopia direta quando a broncoscopia não era utilizada, e o cuff re-insuflado com cautela. Quanto à técnica utilizada para o procedimento, foram usadas a dilatação progressiva com velas múltiplas como descrito por Ciaglia et al. 2, ou a técnica de dilatação com pinça fórceps, como descrito por Griggs et al. 3, a critério da equipe médica. A anestesia local era realizada com lidocaína a 2%, com vasoconstritor. O uso da broncoscopia como guia para a realização da traqueostomia era facultativo.

Não foram realizadas análises estatísticas. Os dados quantitativos são exibidos como medianas e intervalos interquartis, e os dados qualitativos são demonstrados como números de ocorrência e porcentagem.

 

Resultados

As características gerais dos pacientes, inclusive co-morbidades e seus diagnósticos de admissão, são mostradas na Tabela 1. A Tabela 2 sumariza os motivos da realização do procedimento. Quanto ao item desmame difícil, esta caracterização foi dada aos pacientes em que houve falha em duas tentativas de extubação, realizadas de forma seqüencial em um mesmo procedimento de desmame ventilatório, e aos pacientes em que houve falha em uma tentativa de extubação e que apresentavam alguma condição clínica limitante, como excesso de secreção traqueal e/ou nível de consciência rebaixado, mas com Glasgow Coma Score acima de 8 pontos, e/ou disfagia importante com aspirações freqüentes. Quanto ao nível de consciência, ele foi considerado insuficiente para proteção de vias aéreas quando o Glasgow Coma Score era persistentemente menor que 8 pontos.

 

 

 

 

Imediatamente antes do procedimento, 56 pacientes ventilavam em pressão positiva contínua em vias aéreas (CPAP) com pressão de suporte, 14 pacientes em ventilação mandatória intermitente sincronizada (SIMV) e 8 pacientes em ventilação com pressão controlada (PCV). A pressão expiratória final mediana usada foi de 8 (5 a 10) cmH2O e a fração inspiratória mediana de oxigênio foi de 0,30 (0,21 a 0,40). As técnicas utilizadas para o procedimento foram a dilatação progressiva com velas em 36 pacientes e a divulsão com pinça fórceps nos outros 42. Em 72 traqueostomias a broncoscopia foi usada como guia para o procedimento e para a revisão anatômica ao final do mesmo.

Houve, no total, 25 pacientes que apresentaram complicações diretamente relacionadas ao procedimento. Na Tabela 3 as complicações são apresentadas e classificadas segundo a técnica utilizada para a realização do procedimento. Entre os 6 procedimentos realizados sem o auxílio broncoscópico, houve 1 enfisema e 1 hemorragia. Em relação à resolução das intercorrências, as hemorragias eram localizadas e foram todas resolvidas com compressão. Em um paciente com hipertensão venosa sistêmica devida a embolia crônica agudizada de pulmão, a hemorragia foi devida a um plexo venoso cervical hipertrofiado, e optou-se pelo procedimento cirúrgico da traqueostomia com o uso de um eletrocautério. As fraturas de anéis traqueais foram apenas observadas pois não apresentavam desvios importantes, assim como os enfisemas de subcutâneo, pois não havia sinais de laceração da parede traqueal. Em uma paciente na qual o procedimento havia sido feito sem o auxílio broncoscópico, ocorreu o enfisema subcutâneo, o qual determinou a realização da broncoscopia diagnóstica. Os pacientes com dilatação difícil em geral tinham grande resistência oferecida pelas partes moles, e o auxílio de uma pinça para divulsionar esses tecidos foi o suficiente para resolver o problema. Quanto aos falsos trajetos, em um caso o sistema foi reposicionado com o auxílio da broncoscopia, mas em outro, como ocorreu um hematoma na parede anterior da traquéia, optou-se pela resolução cirúrgica. No Gráfico 1 são apresentadas as complicações durante o período de coleta de dados, com a discriminação do tipo de complicação por período.

 

Discussão

Este artigo visa a trazer ao conhecimento médico geral a experiência de uma UTI de características clínicas com o procedimento da traqueostomia percutânea a beira leito. Apesar de existirem pelo menos quatro técnicas diferentes para a realização da traqueostomia2-5, tivemos experiência apenas com duas delas.

A população descrita é representativa de uma UTI eminentemente clínica, mais idosa e freqüentemente com co-morbidades. A causa mais freqüente de internação na UTI foi o rebaixamento do nível de consciência devido a encefalopatias agudas, seguido por broncopneumonias que evoluíram com insuficiência respiratória (Tabela 1). A indicação mais freqüente para a realização das traqueostomias foi o desmame difícil (Tabela 2). Esta é uma questão bastante discutível pelo fato de não haver ainda um consenso sobre a realização das traqueostomias nos pacientes críticos1.

Em nosso serviço, a traqueostomia não é realizada de rotina, mas como uma forma de tornar mais segura a transferência precoce de determinados pacientes para uma unidade de cuidados intermediários ou para as enfermarias. A traqueostomia clássica, em nosso hospital, é realizada apenas no centro cirúrgico, por recomendação do grupo de controle de infecção hospitalar. O grande movimento do centro cirúrgico faz com que, por vezes, o tempo de espera para o procedimento anule a aparente grande vantagem resultante da traqueostomia, que é a saída precoce e segura da UTI. Já o procedimento percutâneo de traqueostomia é realizado a beira leito. Na nossa experiência, houve duas transformações do procedimento percutâneo para o cirúrgico, e este pode ser feito algum tempo após a decisão da modificação do método utilizado. Nesse contexto, a possibilidade de realizar o procedimento a beira leito faz com que a técnica percutânea seja de grande valia para o serviço.

O uso da broncoscopia para uma melhor orientação do procedimento é recomendado na literatura por tornar o procedimento mais seguro9-11, mas não é obrigatório 12. Em nossa experiência, apesar de ser factível, a traqueostomia percutânea sem a orientação broncoscópica acarretou algum grau de insegurança na equipe durante o procedimento. Sendo assim, temos optado por sempre realizá-la com o auxílio broncoscópico, conduta esta tomada em nosso serviço, mas não passível de generalização 10,11.

Em relação às complicações, é válido ressaltar que nenhum paciente teve morte relacionada ao procedimento. As pequenas hemorragias ocorrem freqüentemente6, 8, e na nossa amostra também foi a situação adversa mais importante (Tabela 3 e Figura 1). Para definir um sangramento como significativo, fato que não ocorreu em nossos pacientes, alguns autores consideram a necessidade de transfusão ou presença de asfixia12, 13. Nas maiores séries de casos descritos na literatura, a dificuldade de dilatação, a extubação acidental e o falso trajeto não foram complicações freqüentes e nem sempre foram citados14. A fratura de anel traqueal, apesar de rara, pode ser relacionada a estenose endoscópica tardia da traquéia em até 89,5% dos casos11. Celulite e enfisema são pouco freqüentes mas podem ser extensos15, 16. Todas as complicações em nossa casuística foram de pequena monta e facilmente reparáveis, sem maiores conseqüências para os pacientes.

Um fato interessante em nossos casos foi a distribuição de complicações pelo tempo analisado. A incidência de eventos adversos foi alta no primeiro ano, caiu no segundo e terceiro anos e voltou a elevar-se no último ano (Gráfico 1). Nossas taxas de complicações estiveram em sua melhor fase entre 0% e 18%. São taxas de complicações que, de modo geral, excedem as descritas na literatura, que são entre 2,2 e 11%6, 8-12. Esse resultado pode ser devido a fatores determinantes peculiares: trata-se de um hospital escola e os procedimentos são realizados pelos residentes de terceiro ano de terapia intensiva; algumas complicações por nós descritas podem não ter sido consideradas por outros estudos, como a dilatação difícil e pequenas hemorragias6, 8-12, 14.

Nos nossos procedimentos não foram avaliados o tempo gasto nem o custo da traqueostomia. O tempo médio descrito na literatura varia de 7 a 10 minutos9, 17. Com relação ao custo, ele parece ser menor em comparação ao procedimento cirúrgico padrão, de acordo com estudos que avaliaram essa característica.

Por fim, reavaliando a nossa experiência de três anos e meio com o procedimento da traqueostomia percutânea a beira leito, seja pela técnica da dilatação progressiva com velas múltiplas, ou pela técnica da dilatação com a pinça fórceps, conclui-se que se trata de um procedimento factível e com poucas complicações sérias que possam trazer riscos maiores aos pacientes a ele submetidos.

 

Agradecimentos

Somos extremamente gratos a: Walquiria Barcelos de Figueiredo, Edzangela Vasconcelos Santos Barbosa, Natasha Dejigov Monteiro da Silva, Adriana Sayuri Hirota, Alessandra Mahieux, Sylas Bezerra Cappi, Fabiano Pinheiro, Idal Beer, Fabio Moreira, Vladimir Pizzo, Danilo Teixeira Noritomi, Patricia Forato Branquinho, Frederico Polito Lomar, Fabio Gusmão, Ariel Masseto, Adriano Machado, Alexandre Toledo, Julia Maria Coelho, aos residentes de primeiro e segundo ano de clínica médica do HCFMUSP e ao corpos de enfermagem e fisioterapia desta unidade, pelos cuidados prestados aos pacientes e pela ajuda, estímulo e companheirismo que fazem do cuidado ao doente crítico um prazer.

 

Referências

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Endereço para correspondência
Marcelo Park
Rua Francisco Preto, 46, bloco 3, apto 64, Vila Morse
CEP 05623 -010 São Paulo SP Brasil
Tel 55-11-3772 1568
E-mail mpark@uol.com.br

Recebido para publicação, em 10/9/2003.
Aprovado após revisão, em 12/2/2004.

 

 

* Trabalho realizado na Unidade de Terapia Intensiva - Disciplina de Emergências Clínicas do Hospital das Clinicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

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