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Jornal Brasileiro de Pneumologia

Print version ISSN 1806-3713

J. bras. pneumol. vol.32 no.6 São Paulo Nov./Dec. 2006

http://dx.doi.org/10.1590/S1806-37132006000600004 

ARTIGO ORIGINAL

 

Fatores prognósticos em complicações pós-operatórias de ressecção pulmonar: análise de pré-albumina, tempo de ventilação mecânica e outros*

 

 

Renata Cristiane Gennari BianchiI; Juliana Nalin de SouzaII; Carolina de Almeida GiacianiII; Neucy Fenalti HoehrIII; Ivan Felizardo Contrera ToroIV

IMestre pelo Departamento de Cirurgia da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP - Campinas (SP) Brasil. Docente do Curso de Fisioterapia do Centro Universitário das Faculdades Associadas de Ensino de São João da Boa Vista - UNIFAE - São João da Boa Vista (SP) Brasil.
IIFisioterapeuta, aluna especial do curso de mestrado do Departamento de Cirurgia da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP - Campinas (SP) Brasil.
IIIDocente do Departamento de Patologia Clínica da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP - Campinas (SP) Brasil
IVChefe da Disciplina de Cirurgia Torácica do Departamento de Cirurgia da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP - Campinas (SP) Brasil

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

OBJETIVO: Estabelecer a relação entre o estado nutricional pré-operatório, tempo de ventilação mecânica e outros fatores com complicações pós-operatórias gerais e complicações pulmonares pós-operatórias do paciente submetido a cirurgia torácica eletiva.
MÉTODOS: Foram estudados prospectivamente 71 pacientes submetidos a cirurgia eletiva de ressecção pulmonar. Os dados pré-operatórios incluíram sexo, idade, tabagismo, pré-albumina, linfócitos e índice de massa corpórea. Os dados intra-operatórios incluíram tipo e tempo de cirurgia e tempo de ventilação mecânica.
RESULTADOS: Houve complicações pós-operatórias relacionadas à baixa concentração de pré-albumina, tipo e tempo de cirurgia e tempo de ventilação mecânica. Também houve complicações pulmonares pós-operatórias por tempo de cirurgia e de ventilação mecânica em 22 pacientes (30,99%).
CONCLUSÃO: Neste trabalho, os resultados sugerem que concentração de pré-albumina, tipo e tempo de cirurgia, assim como o tempo de ventilação mecânica serviram como índices preditivos para complicações pós-operatórias em pacientes submetidos a cirurgia eletiva de ressecção pulmonar. Na análise das complicações pulmonares pós-operatórias, houve significância estatística no aumento dos tempos de cirurgia e de ventilação mecânica.

Descritores: Cirurgia torácica; Complicações pós-operatorias; Ventilação mecânica; Estado nutricional; Pré-albumina


 

 

INTRODUÇÃO

Quando se submete um paciente a uma cirurgia sob anestesia geral, mesmo que seja extratorácica, a função pulmonar sofre algum impacto. Na cirurgia torácica ele é indubitavelmente maior, podendo ocorrer complicações pós-operatórias (CPO) importantes.(1)

O tempo prolongado de anestesia, local da incisão, hipercapnia, dispnéia grave e idade avançada associada à doença cardiopulmonar de longa data também são considerados fatores de risco para complicações pulmonares,(2) além do tabagismo, obesidade e valores anormais de gases sangüíneos e espirometria.(3) O conhecimento do estado nutricional de um paciente é de fundamental importância na avaliação pré-operatória, já que a desnutrição implica aumento de riscos operatórios e pós-operatórios.(4) As medidas corpóreas gerais, como peso e altura, são avaliadas com facilidade e podem dar valiosas informações sobre o estado nutricional.(4) Também parece haver uma correlação entre as deficiências protéicas viscerais e morbidade.(5) Obter a avaliação laboratorial do estado nutricional,(5) usando métodos como concentração de pré-albumina e número de linfócitos, também pode ser importante.

Existem estudos em que a ventilação mecânica (VM) e o tempo de cirurgia influenciam nas CPO. A VM é utilizada extensivamente durante a anestesia e em alguns casos após a mesma, para permitir a manutenção da função respiratória durante a intervenção cirúrgica, mas o seu uso prolongado pode levar a CPO. Apesar de ser considerada um método de suporte, a VM pode reduzir ou agravar a injúria pulmonar. Os altos picos de pressão inspiratória resultam em edema pulmonar, destruição alveolar, disfunção do surfactante e óbito.(6) Estima-se que complicações pulmonares são responsáveis por 24% dos óbitos que ocorrem no período de seis dias após a cirurgia.(7) Conceitualmente, complicações pulmonares pós-operatórias (CPPO) são definidas como anormalidades pulmonares que ocorrem no período pós-operatório, que produzem doença identificável ou disfunções que são clinicamente significativas e afetam de uma maneira desfavorável o curso clínico.(8) Atelectasia e pneumonia são as CPPO predominantes.(9-10) Além destas, o paciente ainda pode apresentar insuficiência respiratória aguda, síndrome do desconforto respiratório agudo e embolia pulmonar, além de fístula broncopleural.(11)

Neste estudo, o objetivo foi avaliar alguns índices nutricionais como pré-albumina e linfócitos, assim como o tempo de cirurgia e de VM, a fim de se identificar a influência destes fatores na morbidade pós-operatória.

 

MÉTODOS

Foi realizado um estudo de coorte prospectivo no Serviço de Cirurgia Torácica do Hospital de Clínicas da Universidade Estadual de Campinas, no período compreendido entre maio de 2002 e outubro de 2003.

Fizeram parte deste estudo 71 pacientes consecutivos submetidos a ressecção pulmonar, de ambos os sexos, que obedeceram aos critérios de inclusão. No período da coleta de dados, não houve modificação nos protocolos básicos de tratamento intra-operatório que pudesse interferir na evolução pós-operatória dos pacientes.

Foram considerados critérios de inclusão dos pacientes na pesquisa: cirurgia eletiva de ressecção pulmonar (pneumectomia, lobectomia, bilobectomia, segmentectomia, nodulectomia); idade igual ou superior a 18 anos; e pacientes informados sobre os objetivos da pesquisa que concordaram em acatar o termo de consentimento livre e esclarecido.

Foram considerados dentro dos critérios de exclusão os pacientes que não apresentaram todos os critérios de inclusão e aqueles que foram a óbito no intra-operatório.

A realização do presente estudo foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas sob parecer de número 231/2002.

Com relação às informações pré-operatórias, foram colhidos dados através do prontuário do paciente: sexo; idade; hipótese diagnóstica; tabagismo; pré-albumina e linfócitos (até cinco dias antes do pré-operatório); índice de massa corpórea; e morbidades correlatas, como diabetes mellitus, hipertensão arterial sistêmica, tabagismo, etilismo e/ou outras patologias. Todos os pacientes foram anestesiados pela mesma equipe e com os mesmos métodos anestésicos, com uso de ventilação seletiva.

Em relação aos dados intra-operatórios, foram registrados: tipo e tempo (em horas) de cirurgia torácica; tipo de incisão cirúrgica; e as complicações intra-operatórias, como hemorragia, hipotensão ou óbito.

No que concerne aos dados pós-operatórios, foi colhido o tempo de VM (em horas), desde a intubação até a extubação no centro cirúrgico ou na unidade de terapia intensiva, e também foi realizada a análise das complicações pós-operatórias gerais e a sua subdivisão em complicações pós-operatórias específicas: CPPO (insuficiência respiratória aguda, atelectasia, derrame pleural, síndrome do desconforto respiratório agudo, pneumotórax, dispnéia); complicações infecciosas pós-operatórias (pneumonia, tuberculose, nódulo infeccioso); complicações cardiovasculares pós-operatórias (tromboembolismo pulmonar, cor pulmonale, arritmia).

Para descrever o perfil da amostra segundo as diversas variáveis em estudo, foram elaboradas tabelas de estatística descritiva das variáveis contínuas e tabelas de freqüência das variáveis categóricas. Para comparar as variáveis categóricas com CPO e CPPO, foi utilizado o teste qui-quadrado, ou quando necessário, o teste exato de Fisher. Para comparar as variáveis contínuas com CPO e CPPO, foi utilizado o teste não paramétrico de Mann-Whitney, que compara os postos das observações. Para verificar quais fatores influenciaram nas complicações pulmonares, foi utilizada a regressão logística, através de análise univariada e análise multivariada pelo método de seleção stepwise.(12-13) O nível de significância adotado foi de 5%, ou seja, p < 0,05.

 

RESULTADOS

Obtiveram o diagnóstico de neoplasia pulmonar 63 pacientes e em 8 foi diagnosticado micetoma pulmonar. Eram do sexo masculino 44 deles (61,97%). A idade variou entre 19 e 77 anos, com média de 55,69 anos. O tabagismo estava presente em 24 pacientes (33,8%), ausente em 26 (36,62%) e havia 21 pacientes ex-tabagistas (29,58%).

Os tipos de ressecção pulmonar foram: bilobectomia em 3 pacientes (4,23%), lobectomia em 35 (49,3%), nodulectomia em 13 (18,31%), pneumectomia em 14 (19,72%) e segmentectomia em 6 pacientes (8,45%). O tipo de cirurgia também foi agrupado da seguinte maneira: lobectomia mais bilobectomia, nodulectomia mais segmentectomia e pneumectomia.

Não houve significância estatística de ocorrência de CPO e CPPO por idade, nem por número de linfócitos no nosso estudo.

As CPO ocorreram em 28 pacientes (39,44%), sendo que 22 apresentaram CPPO (30,99%).

Este estudo comparou CPO e CPPO com as variáveis categóricas (sexo, tabagismo e tipo de cirurgia). Também se fez a comparação com complicações intra-operatórias, complicações respiratórias intra-operatórias e complicações hemodinâmicas intra-operatórias, além de se comparar estas variáveis (CPO e CPPO) com as variáveis contínuas (idade, pré-albumina, linfócitos, tempo de cirurgia e tempo de VM, e índice de massa corpórea).

Em relação ao tempo de VM, 63 pacientes foram extubados no centro cirúrgico, 6 na unidade de terapia intensiva e em 2 pacientes não foi possível a identificação do momento da extubação.

Houve significância estatística (p < 0,05) na comparação entre as CPO por tipo de cirurgia: pneumectomia e outros (lobectomia, bilobectomia, nodulectomia e segmentectomia) (p = 0,01). Também existiu diferença estatisticamente significativa em: CPO por tempo de cirurgia (p = 0,004), CPO por tempo de VM (p = 0,01) e CPO por dosagem de pré-albumina (p = 0,009). CPPO por tempo de cirurgia (p = 0,003) e CPPO por tempo de VM (p = 0,04) também foram estatisticamente significativas. Os demais resultados (sexo, tabagismo, índice de massa corpórea, complicações intra-operatórias, complicações respiratórias intra-operatórias e complicações hemodinâmicas intra-operatórias) não tiveram significância estatística. As Tabelas 1 e 2 mostram os resultados mais importantes e as Tabelas 3 e 4 mostram a regressão logística das CPO e CPPO.

 

 

 

 

 

 

 

 

DISCUSSÃO

A maioria dos pacientes estudados foi submetida a ressecção do parênquima pulmonar devida a neoplasia. De acordo com alguns autores,(14) carcinoma de pulmão é a causa mais comum de óbito por câncer, tanto em homens quanto em mulheres nos EUA, apesar de a ressecção cirúrgica oferecer a melhor chance para a cura em pacientes com carcinoma não pequenas células de pulmão.

A incidência de CPPO após toracotomia e ressecções pulmonares é de aproximadamente 30%. Foi relatado que isto ocorre não só devido à remoção do tecido pulmonar, mas também por alteração do estado nutricional e alterações na mecânica da parede torácica pela toracotomia em si, além da anestesia e da VM.(15) A escolha dos índices nutricionais deste estudo deveu-se à facilidade para a sua realização, baixo custo financeiro e também porque são considerados bons índices preditivos de morbidade pós-operatória. Isto pode ser observado no estudo presente, o qual apresentou 30,99% de CPPO e uma taxa de 39,44% de CPO.

Neste estudo houve maior índice de complicações respiratórias relacionadas ao aumento do tempo de cirurgia. De acordo com alguns autores,(16) a pneumonia pós-operatória é a complicação mais comum em cirurgias com duração acima de quatro horas, independentemente do pulmão operado.

Vários outros autores têm confirmado que a idade-limite de 70 anos representa um fator de risco independente para ressecções pulmonares.(17) Por outro lado, alguns autores(18) chegaram à conclusão de que, para doença maligna em pacientes idosos, as ressecções pulmonares foram benéficas. Para outros,(19) pacientes idosos que gozam de um bom estado de saúde não têm um número aumentado de CPO e não devem ser excluídos de cirurgia somente com base na idade. Neste estudo, a idade dos pacientes não significou índice preditivo para CPO.

Neste trabalho, houve a demonstração estatística de o tabagismo não ter influenciado nas CPO, embora a literatura mostre que o paciente tabagista tem maior chance de desenvolver CPPO.(20)

De acordo com o estudo realizado, houve significância estatística de CPO por alterações de pré-albumina, sendo que 43,75% dos pacientes tiveram complicações quando apresentaram pré-albumina baixa. Essas relações da pré-albumina são também demonstradas na literatura,(21) acentuando-se a ênfase que deve ser dada à avaliação desta proteína. Além disso, a literatura demonstra que a pré-albumina é a primeira proteína sérica a se alterar em condições de desnutrição aguda, assim como é a mais sensível a retornar ao nível normal após a reposição nutricional. O objetivo de determinar a sua concentração é medir indiretamente a massa protéica visceral. Esta proteína apresenta uma reserva corporal bastante pequena, assim como o tempo de meia-vida, de aproximadamente dois dias.(22) Portanto, deve-se ter cuidado ao se interpretar seus valores antes de se confirmar o diagnóstico de desnutrição protéico-calórica, já que em resposta a inflamações sistêmicas, tais como traumatismo ou sepse, seu nível de produção hepática diminui e sua concentração sérica cai rapidamente.(21) Por estas características, alguns autores(23) consideram essa proteína como sendo o melhor parâmetro de avaliação nutricional.

Vários estudos demonstram a relação entre CPO e baixo número de linfócitos. Para se complementar a avaliação em pacientes com suspeita de desnutrição protéico-calórica, devem-se determinar as proteínas séricas, como a pré-albumina, e avaliar o número de linfócitos.(21) Em relação ao presente estudo, a contagem de linfócitos não foi sensível o suficiente para predizer CPO, o que contradiz as publicações citadas. Já a pré-albumina se mostrou um índice nutricional preditivo de CPO, mas não de CPPO especificamente.

A expectativa de vida é diminuída em pacientes obesos, mas a mortalidade cirúrgica não é aumentada.(24) Estes pacientes, porém, têm um risco maior para complicações pulmonares.(24) Apesar desse fato, neste estudo, o índice de massa corpórea, o qual identifica obesidade, não se mostrou um índice sensível para predizer CPPO.

Neste trabalho, o tipo de cirurgia apresentou um índice preditivo eficaz para CPO, mas não para CPPO. Segundo alguns autores,(17) a mortalidade após pneumectomia é geralmente duas ou mais vezes maior que após lobectomia. Além disso, segmentectomia ou nodulectomia têm os menores riscos, e pneumectomia, o maior risco. Dessa maneira, existe uma relação clara entre a extensão da ressecção e morbidade e mortalidade pós-operatórias.(19)

Uma gama de efeitos adversos e complicações estão associadas à VM. Estas complicações ocorrem com grande freqüência e não são muito relatadas na literatura. Dentre os potenciais efeitos adversos, podem-se citar a diminuição do débito cardíaco, alcalose respiratória não intencional, aumento da pressão intracraniana e distensão gástrica. Complicações especificamente respiratórias também podem surgir, tais como pneumotórax, fístula broncopleural e o desenvolvimento de pneumonia nosocomial. Além disso, ainda existe o manuseio inadequado do ventilador mecânico, como o uso de parâmetros ventilatórios inadequados ou ar inspirado sem umidificação e aquecimento.(25)

Um estudo analisou retrospectivamente a incidência de complicações intra-operatórias e pós-operatórias imediatas em 65 pacientes com enfisema pulmonar submetidos ao transplante de pulmão. Concluiu-se que tempo de VM > 48 horas e hemorragia pós-operatória foram as variáveis que melhor indicaram óbito no pós-operatório imediato.(26)

Alguns autores realizaram um estudo retrospectivo com 508 pacientes, com o objetivo de investigar os fatores de risco para CPPO após cirurgia gastroduodenal. Concluíram que o tempo de VM a partir do intra-operatório contribuiu para o desenvolvimento dessas complicações.(27)

No presente estudo, o tempo de VM no intra-operatório demonstrou significância estatística tanto para CPO (28 pacientes; p = 0,0198), como para CPPO (22 pacientes; p = 0,0491). Apesar deste trabalho sugerir relação entre VM e CPO, ainda faltam estudos na literatura de CPO devido ao tempo de VM em ressecções pulmonares. Assim sendo, mais estudos são necessários para avaliar se um tempo maior de VM intra-operatória acarreta CPO.

 

AGRADECIMENTOS

Agradecemos aos funcionários do Hospital de Clínicas da Universidade Estadual de Campinas envolvidos na pesquisa e ao Dr. José Carlos dos Santos Junqueira pela importante ajuda, sem a qual este estudo não teria sido realizado.

 

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Endereço para correspondência:
Renata Cristiane Gennari Bianchi
Praça Ibrantina Cardona 58, Jardim Santa Helena
CEP 13806-031, Mogi Mirim, SP, Brasil
Tel: 55 19 3862-1606
Email: bianchirenata@hotmail.com

Recebido para publicação em 6/10/05. Aprovado, após revisão, em 3/3/06.

 

 

* Trabalho realizado no Hospital de Clínicas da Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP - Campinas (SP) Brasil.