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Jornal Brasileiro de Pneumologia

versão impressa ISSN 1806-3713

J. bras. pneumol. v.33 n.3 São Paulo maio/jun. 2007

http://dx.doi.org/10.1590/S1806-37132007000300023 

DIAGNÓSTICO RADIOLÓGICO

 

Diagnóstico do caso da edição anterior

 

 

Dany JasinowodolinskiI; Gustavo de Souza Portes MeirellesII; Nestor L MüllerIII

IMédico Radiologista. Centro de Medicina Diagnóstica Fleury, São Paulo, (SP) Brasil
IIDoutor em Radiologia. Universidade Federal de São Paulo – UNIFESP – São Paulo, (SP) Brasil
IIIProfessor Catedrático de Radiologia. University of British Columbia, Vancouver, BC, Canadá

 

 

Infecção pulmonar pelo Pneumocystis jiroveci (P. carinii) em HIV positivo

 

 

Comentários

A pneumonia pelo Pneumocystis jiroveci (anteriormente conhecido como Pneumocystis carinii) é rara em indivíduos imunocompetentes, mas é causa freqüente de morbidade e mortalidade nos imunocomprometidos, especialmente naqueles infectados pelo HIV. Ocorre mais comumente com contagens de CD4 inferiores a 200 células por mm3. Sintomas comuns incluem dispnéia progressiva, tosse geralmente não produtiva e febre baixa. Pneumotórax é uma das complicações mais freqüentes.

Os achados radiográficos típicos são alterações intersticiais perihilares bilaterais que se tornam homogêneas e difusas com a progressão da doença. Outros achados são nódulos únicos ou múltiplos, pneumatoceles e pneumotórax. Derrame pleural e linfonodomegalias não são comuns. O melhor método de imagem é a tomografia computadorizada, preferencialmente a tomografia computadorizada de alta resolução (TCAR), que é mais sensível e específica que a radiografia simples. Os achados mais comuns na TCAR são opacidades em vidro fosco predominando nos lobos superiores, por vezes associadas a espessamentos septais, que progridem para consolidações acinares com a evolução da doença. Cistos são vistos em alguns pacientes. A detecção de um pequeno pneumotórax é mais fácil com a TC do que com a radiografia.

Neste paciente, a pneumonia pelo Pneumocystis jiroveci foi a manifestação inicial da síndrome da imunodeficiência adquirida, pois o paciente não sabia ser HIV positivo, e somente após a tomografia é que foi feita a hipótese diagnóstica, posteriormente confirmada.

 

Referências

1. Thomas CF Jr, Limper AH. Pneumocystis Pneumonia. N Engl J Med. 2004;350(24):2487-98.

2. Gruden JF, Huang L, Turner J, Webb WR, Merrifield C, Stansell JD et al. High-resolution CT in the evaluation of clinically suspected Pneumocystis carinii pneumonia in AIDS patients with normal, equivocal, or nonspecific radiographic findings. AJR Am J Roentgenol.1997;169(4):967-75.

 

Não tivemos acertadores no caso de Março/Abril de 2007