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Jornal Brasileiro de Pneumologia

Print version ISSN 1806-3713On-line version ISSN 1806-3756

J. bras. pneumol. vol.33 no.5 São Paulo Sept./Oct. 2007

http://dx.doi.org/10.1590/S1806-37132007000500011 

ARTIGO ORIGINAL

 

Variáveis relacionadas à iniciação do tabagismo entre estudantes do ensino médio de escola pública e particular na cidade de Belém - PA*

 

 

Denise da Silva PintoI; Sandra Aparecida RibeiroII

IMestre pelo programa de Pós-graduação em Epidemiologia do Departamento de Medicina Preventiva. Universidade Federal de São Paulo/Escola Paulista de Medicina, São Paulo (SP) Brasil
IIProfessora Associada do Departamento de Medicina Preventiva. Universidade Federal de São Paulo/Escola Paulista de Medicina, São Paulo (SP) Brasil

Correspondência para

 

 


RESUMO

OBJETIVO: Analisar as variáveis relacionadas à iniciação do tabagismo entre adolescentes estudantes de nível médio de uma escola particular e outra pública, na cidade de Belém-PA, em 2005.
MÉTODOS: Para a coleta de dados, foi utilizado um questionário não identificado, de autopreenchimento, com 27 questões fechadas, sobre experimentação de cigarro, fumo habitual, acesso à compra de cigarros, motivo para a experimentação do fumo, autopercepção sobre o seu rendimento escolar, diálogo sobre tabagismo no ambiente familiar e nível sócio-econômico. Participaram do estudo 1520 estudantes, sendo 724 (47,6%) da rede particular e 796 (52,4%) da rede pública.
RESULTADOS: A média de idade dos estudantes foi de 16,5 anos. Dos 1520 estudantes, 669 (44%) referiram ter experimentado cigarro e 11% faziam uso habitual de cigarros. A proporção de experimentadores na escola pública foi de 51,2% e na particular foi de 36,7% (p = 0); a de fumantes habituais foi 14,6% na escola pública e de 7% na particular (p = 0). As associações encontradas para iniciação e uso atual de cigarro em ambas as escolas foram: curiosidade, presença de pessoas fumantes no convívio social do adolescente, não ter sido elogiado por não fumar, e se considerar um aluno regular ou ruim. Não houve associação entre experimentação e fumo atual com classes sociais nas duas escolas, exceto para experimentadores das classes A e B na escola particular.
CONCLUSÕES: A variável mais importante para fumo entre os estudantes foi a curiosidade. A experimentação e uso habitual de cigarro foram mais freqüentes na escola pública que na particular.

Descritores: Tabagismo; Fatores epidemiológicos; Estudantes.


 

 

Introdução

O tabagismo é considerado um dos mais importantes problemas de saúde pública do mundo atual, sendo uma das principais causas preveníveis de morte. A Organização Mundial de Saúde afirma que o tabagismo deve ser considerado como uma pandemia, uma vez que cerca de 5 milhões de indivíduos no mundo vão a óbito a cada ano por doenças relacionadas ao tabaco.(1)

A dependência da nicotina ocorre com o uso regular de tabaco, e adolescentes fumantes têm alta probabilidade de se tornarem adultos fumantes. Diversos estudos já demonstraram que é na adolescência que se encontra o grupo de maior risco para a iniciação do tabagismo. Desta maneira, considera-se que é nos anos de transição entre o ensino médio e superior que o jovem inicia, desenvolve e consolida seu comportamento tabagista.(2-5)

No estudo padronizado pelo Centers for Disease Control and Prevention, realizado no período de 1999 a 2005, junto a 750 mil jovens de 13 a 15 anos de idade em 131 países, observou-se que 9% dos adolescentes fumavam, com diminuição gradativa das diferenças entre os gêneros, principalmente nos países americanos e europeus, onde o estudo apontou não haver diferenças entre meninos e meninas quanto ao consumo tabágico.(6)

No Brasil, o V Levantamento Nacional sobre o Consumo de Drogas Psicotrópicas entre estudantes do ensino fundamental e médio da rede pública de ensino, em 27 capitais brasileiras, mostrou as seguintes prevalências para o consumo de tabaco entre os 48.155 estudantes pesquisados: 24,9% para uso na vida; 15,7% para uso no ano; 9,9% para uso no mês; 3,8% para uso freqüente e 2,7% para uso pesado. Porém, em comparação com o último levantamento, a experimentação na faixa etária de 10-12 anos sofreu queda, ficando em torno de 7%.(7)

Neste levantamento, os dados relativos a Belém, com uma amostra de 1558 indivíduos de 10 a 19 anos, apontaram uma prevalência de 23,7% para uso de tabaco na vida; de 16,1% para uso no ano; de 10,5% para uso no mês; de 3,5% para uso freqüente e de 2,2% para uso pesado. Entretanto, observa-se que estudos realizados em Belém do Pará, até o presente, consideraram apenas a freqüência do uso de drogas em geral entre os estudantes, sem levar em consideração os fatores que contribuem para a iniciação do tabagismo na população adolescente desta região.(7)

O presente estudo teve o intuito de analisar as variáveis relacionadas à iniciação do tabagismo entre adolescentes estudantes de nível médio de escola pública e particular na cidade de Belém, capital do estado do Pará. As seguintes associações foram verificadas: a influência de pais, irmãos e amigos tabagistas; a facilidade na aquisição de cigarros pelos adolescentes; a percepção pessoal do rendimento escolar; o diálogo sobre tabagismo no ambiente familiar e o nível sócio-econômico das famílias.

 

Métodos

Realizou-se um estudo transversal em duas escolas de ensino médio, uma pública e outra particular, localizadas na mesma área metropolitana da cidade de Belém do Pará.

Belém é a capital do estado do Pará, na região norte do Brasil, sendo este um dos 143 municípios que compõem este estado atualmente. Comporta uma população de 1.280.614 indivíduos, compreendendo cerca de 21% da população do estado. Sua população adolescente está estimada em 271.933 habitantes, o que representa cerca de 21,2% dos habitantes residentes no município.(8)

Participaram do estudo 1520 estudantes do ensino médio com até 19 anos de idade, sendo 796 (52,4%) da escola pública e 724 (47,6%) da escola particular, ao longo dos meses de agosto a novembro de 2005. Não foram incluídos no estudo 837 estudantes, por não terem fornecido o termo de consentimento livre e esclarecido, não estarem presentes na sala de aula no dia da entrevista ou por terem idade superior a 19 anos.

Para a coleta de dados, foi utilizado um questionário padronizado individual, não identificado, de autopreenchimento, com 27 questões fechadas, perguntando sobre experimentação de cigarro, fumo habitual, acesso à compra de cigarros, por qual motivo começou a fumar, tabagismo entre pais, irmãos e amigos, percepção do estudante sobre o seu rendimento escolar, diálogo sobre tabagismo no ambiente familiar e nível sócio-econômico.

O nível sócio-econômico dos escolares foi determinado pelo Critério de Classificação Econômica Brasil da Associação Nacional de Empresas de Pesquisa,(9) que leva em consideração o cruzamento de dados relativos ao grau de instrução do chefe de família e a posse de itens de bens de consumo e serviços do indivíduo. Utilizando um sistema de pontos, as classes foram estabelecidas a partir da seguinte pontuação: classe A, de 34 a 25 pontos; classe B, de 24 a 17 pontos; classe C, de 16 a 11 pontos, classe D, de 6 a 10 pontos; classe E, de 5 a 0 pontos.

Este questionário foi respondido por todos os escolares presentes em sala de aula no momento da visita, simultaneamente, de forma coletiva e sem a presença do professor.

Consideraram-se como experimentadores todos aqueles estudantes que afirmaram já ter feito uso de cigarro ao menos uma vez na vida e como fumantes atuais todos aqueles estudantes que afirmaram estar fumando atualmente.(7,10,11) Os demais foram considerados não fumantes.

O estudo obteve aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal de São Paulo. Para a análise estatística foram realizados os testes do qui-quadrado (χ2) e o t de Student, sendo considerados significativos os valores de p < 0,05. Os dados foram analisados utilizando-se os programas estatísticos Epi Info 2002 e BioEstat 3.0.

 

Resultados

Dos 1520 estudantes incluídos no estudo, observou-se um predomínio do sexo feminino em ambas as instituições (61,6% na escola pública e 56,2% na escola particular), com idade variando entre 13 e 19 anos e média de idade de 17 anos (±1,26) para a escola pública e 16 anos (±1,02) para a particular. Houve uma maior freqüência das classes socioeconômicas C (55,8%) e D (18,5%) na escola pública e das classes A (31,6%) e B (56,8%) na particular.

A ocorrência da experimentação de cigarros foi de 44,7% (513 estudantes), sendo 52,1% na escola pública e 36,7% na escola particular (p < 0,001). A ocorrência do uso atual de cigarros foi de 11% (167 estudantes), sendo 14,6% na escola pública e 7% na escola particular (p < 0,001) (Figura 1).

 

 

Dos estudantes auto-referidos como experimentadores, as alunas do sexo feminino corresponderam a 59 e 53%, respectivamente, na escola pública e particular, valores que não foram significantemente diferentes dos estudantes do sexo masculino. O primeiro cigarro foi, com freqüência, conseguido com amigos, em ambas as instituições (59,2% na escola pública e 64,7% na particular).

Com relação aos fumantes atuais, não houve diferença estatística nas freqüências relatadas entre sexos, sendo 48,3% de fumantes do sexo feminino na escola pública e 51% na escola particular. Afirmaram fumar há mais de 12 meses 67,2% dos estudantes da escola pública e 62,7% da particular, sendo que 59,5% dos estudantes da escola pública e 39,2% da particular faziam uso de cigarro diariamente.

Relataram comprar pessoalmente os cigarros que consomem 83,6% dos fumantes da escola pública e 82,4% da particular. Considerando-se apenas os estudantes com menos de 18 anos de idade, 52,2% dos experimentadores e 68,7% dos fumantes atuais, nunca receberam recusa no momento da compra de cigarros por parte dos vendedores.

Os fumantes alegaram que a principal influência para o tabagismo atual foi devido a sua própria curiosidade (62,1% da escola pública e 73,1% da particular), seguido pelas influências de amigos, pais, irmãos e mídia (Figura 2).

 

 

No que concerne à relação entre experimentar cigarros e a ocorrência de diálogo sobre tabagismo no ambiente familiar, a Tabela 1 demonstra que aqueles estudantes cujos pais não conversavam sobre tabagismo em casa ou que afirmaram que os pais não ficariam aborrecidos se eles fumassem, não apresentaram diferenças em relação àqueles cujos pais conversam ou ficariam aborrecidos. Porém, estudantes que nunca foram elogiados por não fumar apresentaram uma taxa de experimentação de cigarro maior (razão de prevalência [RP] = 1,32; intervalo de confiança de 95% [IC95%]: 1,15-1,51) do que os que afirmaram já terem sido elogiados.

A Figura 3 mostra a relação entre fumantes atuais e não fumantes com a autopercepção do rendimento escolar, sendo que o fato do aluno fumar se associou significativamente ao fato dele se considerar um aluno ruim ou regular. Da mesma forma, também para os estudantes que apenas experimentaram cigarros, houve associação significativa com o baixo rendimento escolar na escola pública (RP = 1,46; IC95%: 1,23-1,72), mas não na escola particular (RP = 1,17; IC95%: 0,93-1,46).

 

 

Na Tabela 2 pode-se observar a relação entre a experimentação de cigarros e o respectivo nível socioeconômico dos estudantes, segundo o tipo de escola. A experimentação associou-se significativamente aos níveis socioeconômicos A e B na escola particular (RP = 2,10; IC95%: 1,25-3,49); entretanto, não foi observada nenhuma associação com os diferentes níveis socioeconômicos na escola pública.

 

Discussão

A maioria dos estudos nacionais e internacionais sobre tabagismo na adolescência são de base escolar,(4,7,10-12) sendo poucos os estudos de base populacional.(13,14) Apesar de alguns autores afirmarem que estudos de base escolar fornecem subestimativas do problema, utilizar o ambiente escolar como fonte de dados favorece a operacionalização da pesquisa de campo, uma vez que possibilita uma coleta de dados programada e simultânea em diversas salas de aula, com o cumprimento de normas éticas, minimizando as possibilidades de perdas e os encargos financeiros na pesquisa.(14)

Para a coleta de dados foi utilizado um questionário individual, padronizado, de autopreenchimento e não identificado, sendo a aplicação deste tipo de instrumento o método padrão em estudos sobre tabagismo,(10) servindo para a observação tanto da freqüência de consumo, quanto dos fatores associados.

A proporção de adolescentes pesquisados que já experimentou algum cigarro na vida foi de 44,7%, sendo esta experimentação significativamente maior na escola pública. Este valor se mostrou distinto dos dados do último levantamento nacional sobre o uso de drogas psicotrópicas,(7) que mostrou uma prevalência de uso na vida de 23,7% para a amostra de Belém. Porém, quando observamos estes dados por faixa etária, no grupo de 16 a 18 anos, a prevalência de uso na vida foi de 35,9% e, no grupo com mais de 18 anos, esta foi de 41,4%, dados estes que se aproximam dos valores encontrados entre os estudantes do presente estudo, que em sua maioria estão entre as idades de 16 e 17 anos.

Levando-se em consideração a variável sexo, nota-se que a experimentação foi igual em ambos os sexos, assim como o fumo atual. Estes achados são consistentes com alguns estudos que demonstram, em séries históricas, o uso de tabaco cada vez maior entre as meninas, seguindo uma tendência já relatada em países desenvolvidos, nos quais as mulheres vêm apresentando taxas de experimentação e uso habitual de cigarros iguais ou maiores que as dos homens.(4,6,13)

O fato de ter conseguido o primeiro cigarro com seus amigos demonstra que o início do consumo tabágico está vinculado às relações sociais dos estudantes, onde a necessidade de se identificar com seus pares e fazer parte do grupo, associada à curiosidade, características inerentes à adolescência, são decisivas neste processo.

No que diz respeito à maior prevalência de tabagismo entre alunos da escola pública, os dados encontrados na literatura são controversos. Em um levantamento similar realizado na cidade de São Paulo,(15) mostrou-se que a proporção de alunos fumantes na escola pública e na particular foi a mesma, diferindo apenas quanto ao número de cigarros consumidos por dia.

Entretanto, em outro estudo foram apresentados dados semelhantes aos do presente estudo, mostrando que a prevalência de tabagistas entre adolescentes estudantes argentinos foi maior nas escolas públicas (14,6%) que nas particulares (11,4%).(16)

O hábito tabágico dos fumantes atuais revelou um predomínio do padrão de consumo diário, há mais de 12 meses, o que demonstra que os mecanismos de ação biológica da nicotina, com o estabelecimento da dependência química, já devem estar instalados nestes estudantes. Além disso, os mesmo afirmaram que a compra do cigarro é feita pessoalmente, demonstrando uma relativa autonomia em relação à manutenção do hábito.

O acesso facilitado à compra de cigarros também funciona como um incentivo à manutenção do hábito tabágico, pois torna o jovem "auto-suficiente" para adquirir cigarros no momento em que surge a necessidade biológica e/ou psicossocial.

A legislação antitabágica brasileira,(17) que proíbe a venda de produtos fumígenos derivados do tabaco a menores de 18 anos, sob pena de detenção de seis meses a dois anos e multa para os vendedores, mostra-se inoperante, pois a maioria dos estudantes menores de 18 anos já compraram cigarros sozinhos.

De fato, a manutenção dos baixos preços dos produtos derivados do tabaco, ainda reforçada pela grande participação do mercado ilegal, além da venda de cigarros por unidade nas portas das escolas e em outros locais freqüentados pelos adolescentes, facilitam o acesso do jovem ao cigarro.

A questão econômica envolvida no consumo habitual de cigarros já foi avaliada por alguns estudos de mercado, indicando que um aumento real no preço dos cigarros reduz significativamente o tabagismo entre os jovens, sendo estes mais sensíveis às variações de preço que a população tabagista adulta.(3)

Quanto à influência dos pais no tabagismo dos filhos, há falta de consenso na literatura.(4,14,16-20) Alguns estudos mostram que este comportamento pode facilitar o tabagismo nos filhos, tanto pelo exemplo de comportamento quanto pela disponibilidade de cigarros no lar, facilitando o acesso do jovem ao cigarro, além de fornecer precocemente estímulos bioquímicos diretos aos receptores nicotínicos dos filhos, adquiridos de maneira hereditária.(2,21)

Da mesma forma, a presença de irmãos e amigos tabagistas esteve fortemente associada à experimentação e ao fumo atual dos estudantes. A influência de grupos de indivíduos fumantes com a mesma faixa etária do adolescente é particularmente forte nas fases iniciais de uso do tabaco, pois as primeiras tentativas de experimentar cigarros ocorrem freqüentemente com os irmãos e amigos, e estes podem prover expectativas, reforço e sugestões subseqüentes favoráveis à manutenção do hábito. Diversos estudos sobre tabagismo na adolescência são unânimes em apontar estas associações.(14-16,18,20-23)

A percepção pessoal do aluno em relação ao baixo rendimento escolar mostrou associação com a iniciação do tabagismo e fumo atual, pois o fato de se considerar um aluno regular ou ruim esteve presente de forma significante entre os experimentadores da escola pública. Estes achados concordam com um estudo de seguimento,(20) onde alunos que referiram uma performance escolar mediana ou abaixo da média em relação à sua turma estariam muito mais predispostos à gênese e manutenção do tabagismo.

O nível socioeconômico dos estudantes apresentou associações diferenciadas para a experimentação entre os alunos dos diferentes tipos de escola. Os níveis A e B revelaram-se associados de maneira significativa à experimentação somente na escola particular, não sendo observadas tais associações na pública, embora o número de experimentadores dos níveis C e D na escola particular tenha sido pequeno. Isto demonstra, junto com outros dados deste estudo, que muito provavelmente a experimentação na adolescência está mais ligada a padrões de grupo social do que ao nível socioeconômico.

Portanto, os resultados do presente estudo fornecem diversas informações a cerca de variáveis envolvidas na iniciação do fumo entre estudantes oriundos de diferentes realidades sociais na cidade de Belém. Estes achados podem instrumentar ações regionalizadas de prevenção e combate ao tabagismo, direcionadas à comunidade, à escola e à família, tendo como alvo os adolescentes.

 

Referências

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Correspondência para:
Denise da Silva Pinto
Travessa Humaitá, 1655, Bairro do Marco
CEP 66093-110, Belém, PA, Brasil
Tel 55 91 4009-2100. Fax 55 91 8151-0354
E-mail: denisefisio23@hotmail.com

Submetido em 4/1/2007
Aprovado, após revisão em 25/2/2007

 

 

* Trabalho realizado no Departamento de Medicina Preventiva da Universidade Federal de São Paulo/Escola Paulista de Medicina, São Paulo (SP) Brasil.

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