SciELO - Scientific Electronic Library Online

 
vol.34 número6Sibilância na infânciaPadrões de sibilância respiratória do nascimento até o início da adolescência: coorte de Pelotas (RS) Brasil, 1993-2004 índice de autoresíndice de assuntospesquisa de artigos
Home Pagelista alfabética de periódicos  

Serviços Personalizados

Journal

Artigo

  • texto em Inglês
  • Inglês (pdf) | Português (pdf)
  • Artigo em XML
  • Como citar este artigo
  • SciELO Analytics
  • Curriculum ScienTI
  • Tradução automática

Indicadores

Links relacionados

Compartilhar


Jornal Brasileiro de Pneumologia

versão impressa ISSN 1806-3713versão On-line ISSN 1806-3756

J. bras. pneumol. v.34 n.6 São Paulo jun. 2008

http://dx.doi.org/10.1590/S1806-37132008000600002 

ARTIGO ORIGINAL

 

Avaliação da rinussinusite bacteriana aguda em pacientes asmáticos com base em parâmetros clínicos, exame otorrinolaringológico e estudo de imagem*

 

 

Alecsandra Calil Moises FaureI; Ilka Lopes SantoroII; Luc Louis Maurice WeckxIII; Henrique Manoel LedermanIV; Artur da Rocha Correa FernandesV; Ana Luisa Godoy FernandesVI

IDoutora em Pneumologia. Departamento de Medicina, Disciplina de Pneumologia da Universidade Federal de São Paulo/Escola Paulista de Medicina - UNIFESP/EPM - São Paulo (SP) Brasil
IIProfessora do Programa de Pós-Graduação em Pneumologia. Departamento de Medicina, Disciplina de Pneumologia da Universidade Federal de São Paulo/Escola Paulista de Medicina - UNIFESP/EPM - São Paulo (SP) Brasil
IIIProfessor Associado de Otorrinolaringologia. Universidade Federal de São Paulo/Escola Paulista de Medicina - UNIFESP/EPM - São Paulo (SP) Brasil
IVProfessor Titular do Departamento de Diagnóstico por Imagem. Departamento de Medicina, Disciplina de Pneumologia da Universidade Federal de São Paulo/Escola Paulista de Medicina - UNIFESP/EPM - São Paulo (SP) Brasil
VProfessor Associado do Departamento de Diagnóstico por Imagem. Universidade Federal de São Paulo/Escola Paulista de Medicina - UNIFESP/EPM - São Paulo (SP) Brasil
VIProfessora Associada Livre Docente de Pneumologia. Universidade Federal de São Paulo/Escola Paulista de Medicina - UNIFESP/EPM - São Paulo (SP) Brasil

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

OBJETIVO: Avaliar os seios paranasais em pacientes com asma estável ou asma aguda para determinar a prevalência de rinossinusite bacteriana aguda.
MÉTODOS: Estudo transversal incluindo 30 pacientes com asma aguda (73% do sexo feminino) tratados na sala de emergência e 30 pacientes com asma estável (80% do sexo feminino) regularmente acompanhados em ambulatório. Todos os pacientes responderam a um questionário sobre sinais e sintomas respiratórios e foram submetidos a exame otorrinolaringológico e a radiograma e tomografia computadorizada de seios paranasais.
RESULTADOS: Com base no diagnóstico clínico, a prevalência de rinossinusite bacteriana aguda foi de 40% nos pacientes com asma aguda e de 3% nos com asma estável. O exame otorrinolaringológico e os exames de imagem isoladamente não foram úteis para a confirmação diagnóstica.
CONCLUSÕES: O exame otorrinolaringológico e o radiograma e a tomografia de seios paranasais por si só não foram úteis para o diagnóstico de rinossinusite bacteriana aguda. Nossos resultados confirmam a evidência de que o diagnóstico clínico de rinossinusite aguda deve ser dado com cautela.

Descritores: Asma; Sinusite; Radiografia; Tomografia computadorizada por raios X; Endoscopia.


 

 

Introdução

A rinossinusite é uma das doenças crônicas mais freqüentemente relatadas no mundo, sendo responsável por perda de produtividade e também por um número substancial de consultas médicas.(1) A causa mais comum da rinossinusite é a infecção viral comunitária que leva a sintomas respiratórios altos de duração autolimitada. Em 0.5 a 2% dos casos, a rinossinusite viral evolui para infecção bacteriana.(2)

A relação entre a rinossinusite e a asma é reconhecida há muito tempo. A interação entre a inflamação da membrana mucosa dos seios paranasais e a inflamação das vias aéreas inferiores tem sido freqüentemente estudada.(3,4) Há décadas, estudos têm relatado a elevada freqüência de achados radiológicos compatíveis com rinossinusite em pacientes com alergias respiratórias ou asma.(5,6) Além disso, investigações clínicas sugerem que a asma melhora após o tratamento médico ou cirúrgico da rinossinusite associada.(7-9)

Porém, há pouca informação específica para que se possa determinar se a doença respiratória alta contribui para a patogênese da asma ou se ela representa uma extensão de síndrome de doença inflamatória das vias aéreas.(10,11) Há uma tendência de abordagem unificada para o tratamento da rinossinusite alérgica e da asma.(12)

Na atenção primária, o diagnóstico de rinossinusite bacteriana aguda é difícil de se definir, sendo tipicamente baseado somente nos sintomas e no exame clínico. Essa prática leva a muitos diagnósticos falso-positivos e ao uso desnecessário de antibióticos, uma vez que os sintomas não são patognomônicos e podem se sobrepor aos de outros distúrbios respiratórios.(13)

O objetivo deste estudo foi descrever a apresentação clínica da rinossinusite bacteriana aguda e da exacerbação bacteriana da rinossinusite crônica em pacientes com asma estável ou asma aguda. Além disso, buscou-se determinar o valor diagnóstico dos achados obtidos no exame otorrinolaringológico e nos estudos de imagem por radiograma e tomografia computadorizada (TC).

 

Métodos

Trata-se de um estudo transversal envolvendo pacientes diagnosticados como portadores de asma de acordo com os critérios do Global Initiative for Asthma (GINA).(14) Os critérios de exclusão foram os seguintes: ser fumante ou ex-fumante com história de tabagismo de mais de 5 anos/maço; apresentar co-morbidades cardíacas, hepáticas ou renais; estar grávida ou amamentando; ter sido submetido à cirurgia sinusal; ter usado antibióticos nas 2 semanas anteriores ao recrutamento; e apresentar qualquer infecção do trato respiratório inferior no momento da admissão.

Os pacientes com asma aguda internados na unidade de emergência do Hospital São Paulo, o qual fica na cidade de São Paulo e opera sob os auspícios da Unidade Federal de São Paulo/Escola Paulista de Medicina, foram convidados a participar deste estudo. Além disso, pacientes com asma estável foram recrutados no ambulatório de asma, onde eram monitorados há pelo menos 6 meses. Todos os pacientes incluídos no estudo assinaram o termo de consentimento informado. O conteúdo do termo de consentimento foi aprovado pelo comitê de ética da instituição.

A asma aguda foi definida como episódios agudos ou subagudos de falta de ar, tosse, sibilância ou constrição torácica com agravamento progressivo. A gravidade foi definida de acordo com diretrizes do GINA.(14)

Após a avaliação clínica e a medida do pico de fluxo expiratório, todos os pacientes receberam 400 µg de fenoterol a cada 15 min até conseguirem continuar a avaliação com segurança.

Todos os pacientes foram avaliados sistematicamente quanto à presença dos seguintes sintomas: congestão facial; dor facial; obstrução nasal; secreção pós-nasal purulenta ou rinorréia purulenta; e hiposmia, anosmia ou cacosmia.

Os pacientes com asma estável encontravam-se sob tratamento contínuo de longo prazo envolvendo o uso diário de corticosteróides inalatórios. Nenhum tinha história de atendimentos de emergência ou hospitalizações por asma, nem havia apresentado infecções do trato respiratório superior nos últimos 30 dias, mudança no uso da medicação de manutenção nos últimos 30 dias, ou piora dos sintomas da asma nos últimos 15 dias.(14)

O diagnóstico clínico da rinossinusite bacteriana aguda baseou-se em critérios maiores e menores.(15,16) Os critérios maiores foram os seguintes: congestão facial; dor facial; obstrução nasal; secreção pós-nasal purulenta ou rinorréia purulenta; e hiposmia ou anosmia. Os critérios menores foram febre, odor fétido, dor dentária, dor de ouvido, dor de cabeça e tosse.(16)

A rinossinusite bacteriana foi definida clinicamente pela presença de pelo menos dois critérios maiores ou um critério maior e dois ou mais critérios menores. Quando os sintomas respiratórios altos duravam até 4 semanas, tratava-se de um caso de rinossinusite bacteriana aguda, mas se os sintomas fossem crônicos e tivessem piorado nas últimas 4 semanas, tratava-se de um caso de exacerbação da rinossinusite crônica.

Os radiogramas de seios paranasais foram feitos com o paciente em pé (incidência de Waters, incidência de Caldwell e incidência lateral) e analisados quanto à presença de pólipos ou massa polipóide (espessamento mucoso focal), espessamento mucoso, nível líquido ou opacificação total dos seios paranasais.

A TC de seios paranasais foi realizada utilizando-se cortes coronais de 3 mm de espessura através da parte anterior do complexo sinusal, e, a seguir, utilizando-se cortes contínuos de 5 mm de espessura através da parte posterior. A TC axial foi realizada em plano orbitomeatal inferior utilizando-se cortes contíguos de 5 mm de espessura a partir do vértice do palato duro. Toda a cavidade nasal e todos os seios paranasais foram incluídos. Utilizou-se um algoritmo para osso, e os filmes foram avaliados utilizando-se uma largura de janela de 2000 unidades Hounsfield e um nível de janela de 100-400 unidades Hounsfield. Na TC, a presença de opacificação total dos seios paranasais ou de nível líquido em um ou mais seios foi considerada indicativa de rinossinusite bacteriana aguda ou de exacerbação da rinossinusite crônica.(13,15,16) As imagens foram avaliadas de forma independente por dois radiologistas, os quais estavam cegados quanto aos dados clínicos. Em caso de discordância, as imagens foram reavaliadas, e o diagnóstico final baseou-se no consenso. Utilizando-se a incidência de Waters, o espessamento mucoso dos seios maxilares foi medido como a menor distância da interface ar-mucosa até a parte mais lateral da parede dos seios maxilares. O espessamento mucoso foi descrito como a porcentagem de opacificação em relação ao volume total do seio.

Todos os pacientes responderam a um questionário padronizado sobre sintomas respiratórios altos e baixos, condição de controle da asma e medicações de manutenção. O exame físico, a endoscopia nasal e os radiogramas foram realizados no dia da inclusão, e a TC de seios paranasais foi realizada 2 dias após a admissão.

O questionário levantou informações sobre sintomas de obstrução nasal, dor dentária ou facial, secreção pós-nasal purulenta, hiposmia, anosmia, odor fétido, rinorréia purulenta, mal-estar, febre, tosse, dor de cabeça, edema facial, lacrimejação e espirros, e também sobre prurido faríngeo, auricular, ocular e nasal.

O exame otorrinolaringológico foi realizado após a aplicação de oximetazolina tópica. A endoscopia nasal foi usada para visualizar o meato médio. Se secreções eram observadas, um tubo Juhn-Tym Tap (Xomed Inc., Jacksonville, FL, EUA) era usado para coletar uma amostra para cultura aeróbica/anaeróbica e teste de sensibilidade.(17,18)

 

Análise estatística

O teste do qui-quadrado ou o teste exato de Fisher foi utilizado para comparar as variáveis categóricas entre os pacientes com asma estável e aqueles com asma aguda. Os testes t não pareados foram utilizados para analisar as variáveis numéricas. As estatísticas de kappa foram utilizadas para analisar a concordância interobservador. O nível de significância estatística adotado foi de 5%. A análise dos dados foi realizada utilizando-se o programa Statistical Package for the Social Sciences, versão 13.0 para Windows (SPSS Inc., Chicago, IL, EUA).

 

Resultados

O diagnóstico clínico de rinossinusite bacteriana aguda ou de exacerbação bacteriana da rinossinusite crônica foi feito em 12 (40%) dos pacientes com asma aguda e em apenas 1 (3%) dos pacientes com asma estável (p = 0,001; Figura 1). As características dos pacientes são mostradas na Tabela 1.

 

 

Os sintomas respiratórios altos e o diagnóstico clínico são apresentados na Tabela 2. Espirros e prurido (nasal e faríngeo) foram os sintomas mais comuns, e houve pouca diferença entre os pacientes com asma estável e aqueles com asma aguda quanto à prevalência desses sintomas. Sintomas respiratórios crônicos altos foram comuns em ambos os grupos. Os sintomas agudos da rinossinusite foram identificados em 40% dos pacientes com asma aguda, em comparação a apenas 3,3% daqueles com asma estável (p = 0,001).

Os achados da endoscopia nasal foram semelhantes em ambos os grupos (Tabela 3). Secreção visível no meato médio foi observada em 6 pacientes, e amostras dessa secreção foram coletadas para análise. Os seguintes microorganismos foram identificados em cinco das seis amostras: Staphylococcus aureus, Haemophilus influenza, estafilococo coagulase-negativo (em duas amostras) e Corynebacterium.

Os achados de imagem apresentados na Tabela 3 mostraram que o espessamento mucoso de 25% ou menos foi a anormalidade de seios maxilares mais freqüente em ambos os grupos de pacientes com asma. Opacificação total dos seios paranasais e nível aéreo em um ou mais seios foram encontrados nas imagens de TC de 17 pacientes: 6 do grupo com asma estável e 11 do grupo com asma aguda.

Conforme mostra a Tabela 4, não houve concordância entre o diagnóstico clínico de rinossinusite bacteriana e o grau de anormalidades observado nos radiogramas de seios paranasais (kappa = 0,037) ou na TC de seios paranasais (kappa = 0,205). Dos 17 pacientes com nível líquido ou opacificação total na TC, 11 (6 do grupo com asma estável e 5 do grupo com asma aguda) não receberam diagnóstico clínico de rinossinusite bacteriana.

A concordância interobservador na interpretação da opacificação total e do nível líquido foi fraca para os radiogramas (kappa = 0,256) e boa para a TC (kappa = 0,735). A concordância radiograma/TC também foi fraca (kappa = 0,337). A TC permitiu uma melhor visualização do nível aéreo e da opacificação do que os radiogramas em ambos os grupos de pacientes.

 

Discussão

A prevalência da rinossinusite aguda, caracterizada por exacerbação da tosse, gotejamento pós-nasal, dor de cabeça, mal-estar, obstrução nasal, dor facial, hiposmia e prurido faríngeo, foi maior nos pacientes com exacerbação aguda da asma. Embora a prevalência de 40% observada entre esses pacientes possa aparecer alta, mostrou-se que a prevalência de sinusite bacteriana em pacientes adultos que procuram atendimento em clínicas otorrinoralingológicas varia de 50 a 80%.(19-21)

Nosso estudo confirma a alta prevalência de sintomas crônicos da rinossinusite em pacientes com asma estável e naqueles com asma aguda, sem nenhuma evidência de diferença estatística.

Apesar dos avanços tecnológicos, a confirmação clínica do diagnóstico de rinossinusite bacteriana aguda continua problemática.(12,16,22) Vários autores têm sugerido que, na identificação de pacientes com sinusite, sintomas e sinais são apenas moderadamente úteis em comparação a achados obtidos por aspiração/punção sinusal(23,24) ou a achados radiológicos e tomográficos compatíveis com sinusite.(25,26)

O padrão ouro para o diagnóstico de rinossinusite bacteriana aguda é a cultura positiva obtida de um aspirado de seio maxilar. Porém, esse procedimento é invasivo e não é recomendado como um teste de triagem na rotina da atenção primária. Outra limitação é a raridade da secreção do meato médio, mesmo quando se usa um procedimento (minimamente) invasivo, como a endoscopia nasal.(16,18) Isso foi confirmado, em nosso estudo, pelo fato de que somente 6 pacientes (5 no grupo com asma aguda e 1 no grupo com asma estável) apresentaram secreção no meato médio. Essa limitação pode prejudicar a validação da cultura positiva como padrão ouro para confirmar o diagnóstico de rinossinusite bacteriana aguda.(27)

Em todos os pacientes com asma avaliados, o achado mais comum dos estudos de imagem (radiograma e TC) foi o espessamento mucoso de 25% ou menos, um achado que não é diagnóstico de rinossinusite bacteriana aguda, uma vez que estudos mostram que há um leve espessamento da mucosa sinusal mesmo em indivíduos com resfriado comum,(28) e também em indivíduos assintomáticos.(29)

As características tomográficas e radiológicas típicas da rinossinusite bacteriana aguda são nível aéreo ou opacificação total em um ou mais seios.(26) Embora o radiograma possa ser menos caro do que outras modalidades diagnósticas, ele falhou em fornecer informações diagnósticas adequadas e também apresentou uma taxa menor de concordância interobservador do que a TC. Uma metanálise comparando os achados do radiograma aos da punção sinusal mostrou que o radiograma tem sensibilidade (73%) e especificidade (80%) moderadas para identificar a rinossinusite bacteriana.(30)

Há uma dissociação entre sintomas clínicos e achados de TC em asma, como foi evidenciado no presente estudo pelo fato de que, dos 17 pacientes nos quais a TC revelou nível aéreo ou opacificação total em um ou mais seios, 11 não receberam diagnóstico clínico de rinossinusite bacteriana aguda.

Em pacientes com sinusopatia de repetição ou sinusopatia complicada, a TC é tipicamente necessária para definir a anatomia dos seios antes da cirurgia e para orientar o diagnóstico e o manejo da rinossinusite de repetição ou crônica.(16,28,29)

A rinossinusite tem sido considerada um fator precipitante da asma aguda. Entre os pacientes com asma aguda avaliados no presente estudo, a prevalência de rinossinusite bacteriana aguda foi de 40%. Porém, a escassez de secreção do meato médio foi um obstáculo para a definição do padrão ouro para o diagnóstico da doença. Os achados da TC mostraram uma concordância pobre com o diagnóstico clínico de rinossinusite bacteriana aguda. Isoladamente, o exame otorrinolaringológico, assim como o radiograma e a CT de seios paranasais, foram pouco úteis para confirmar o diagnóstico. Esses resultados confirmam a evidência de que o diagnóstico clínico de rinossinusite bacteriana aguda deve ser dado com cautela.

 

Referências

1. Bhattacharyya N. Clinical and symptom criteria for the accurate diagnosis of chronic rhinosinusitis. Laryngoscope. 2006;116(7 Pt 2 Suppl 110):S1-S22.         [ Links ]

2. Youngs R. Sinusitis in adults. Curr Opin Pulm Med. 2000;6(3):217-20.         [ Links ]

3. Ponikau JU, Sherris DA, Kephart GM, Kern EB, Gaffey TA, Tarara JE, et al. Features of airway remodeling and eosinophilic inflammation in chronic rhinosinusitis: is the histopathology similar to asthma? J Allergy Clin Immunol. 2003;112(5):877-82.         [ Links ]

4. Bousquet J, Van Cauwenberge P, Khaltaev N; Aria Workshop Group; World Health Organization. Allergic rhinitis and its impact on asthma. J Allergy Clin Immunol. 2001;108(5 Suppl):S147-S334.         [ Links ]

5. Rossi OV, Pirilä T, Laitinen J, Huhti E. Sinus aspirates and radiographic abnormalities in severe attacks of asthma. Int Arch Allergy Immunol. 1994;103(2):209-13.         [ Links ]

6. Berman SZ, Mathison DA, Stevenson DD, Usselman JA, Shore S, Tan EM. Maxillary sinusitis and bronchial asthma: correlation of roentgenograms, cultures, and thermograms. J Allergy Clin Immunol. 1974;53(5):311-7.         [ Links ]

7. Slavin RG. Sinusitis in adults and its relation to allergic rhinitis, asthma, and nasal polyps. J Allergy Clin Immunol. 1988;82(5 Pt 2):950-6.         [ Links ]

8. Tosca MA, Cosentino C, Pallestrini E, Caligo G, Milanese M, Ciprandi G. Improvement of clinical and immunopathologic parameters in asthmatic children treated for concomitant chronic rhinosinusitis. Ann Allergy Asthma Immunol. 2003;91(1):71-8.         [ Links ]

9. Ragab S, Scadding GK, Lund VJ, Saleh H. Treatment of chronic rhinosinusitis and its effects on asthma. Eur Respir J. 2006;28(1):68-74.         [ Links ]

10. Naclerio RM, Baroody F. Understanding the inflammatory processes in upper allergic airway disease and asthma. J Allergy Clin Immunol. 1998;101(2 Pt 2):S345-S51.         [ Links ]

11. Vinuya RZ. Upper airway disorders and asthma: a syndrome of airway inflammation. Ann Allergy Asthma Immunol. 2002;88(4 Suppl 1):8-15.         [ Links ]

12. Ibiapina Cda C, Sarinho ES, da Cruz Filho AA, Camargos PA. Rhinitis, sinusitis and asthma: hard to dissociate? J Bras Pneumol. 2006;32(4):357-66.         [ Links ]

13. Gwaltney JM Jr. Acute community-acquired sinusitis. Clin Infect Dis. 1996;23(6):1209-23; quiz 1224-5.         [ Links ]

14. National Asthma Education and Prevention Program. National Asthma Education and Prevention Program. Expert Panel Report: Guidelines for the Diagnosis and Management of Asthma Update on Selected Topics--2002. J Allergy Clin Immunol. 2002;110(5 Suppl):S141-S219.         [ Links ]

15. Lanza DC, Kennedy DW. Adult rhinosinusitis defined. Otolaryngol Head Neck Surg. 1997;117(3 Pt 2):S1-S7.         [ Links ]

16. Meltzer EO, Hamilos DL, Hadley JA, Lanza DC, Marple BF, Nicklas RA, et al. Rhinosinusitis: Establishing definitions for clinical research and patient care. Otolaryngol Head Neck Surg. 2004;131(6 Suppl):S1-62.         [ Links ]

17. Vaidya AM, Chow JM, Stankiewicz JA, Young MR, Mathews HL. Correlation of middle meatal and maxillary sinus cultures in acute maxillary sinusitis. Am J Rhinol. 1997;11(2):139-43.         [ Links ]

18. Gordts F, Halewyck S, Pierard D, Kaufman L, Clement PA. Microbiology of the middle meatus: a comparison between normal adults and children. J Laryngol Otol. 2000;114(3):184-8.         [ Links ]

19. Williams JW Jr, Simel DL, Roberts L, Samsa GP. Clinical evaluation for sinusitis. Making the diagnosis by history and physical examination. Ann Intern Med. 1992;117(9):705-10.         [ Links ]

20. Varonen H, Savolainen S, Kunnamo I, Heikkinen R, Revonta M. Acute rhinosinusitis in primary care: a comparison of symptoms, signs, ultrasound, and radiography. Rhinology. 2003;41(1):37-43.         [ Links ]

21. Savolainen S, Pietola M, Kiukaanniemi H, Lappalainen E, Salminen M, Mikkonen P. An ultrasound device in the diagnosis of acute maxillary sinusitis. Acta Otolaryngol Suppl. 1997;529:148-52.         [ Links ]

22. Piccirillo JF. Clinical practice. Acute bacterial sinusitis. N Engl J Med. 2004;351(9):902-10.         [ Links ]

23. Berg O, Carenfelt C. Analysis of symptoms and clinical signs in the maxillary sinus empyema. Acta Otolaryngol. 1988;105(3-4):343-9.         [ Links ]

24. Hansen JG, Schmidt H, Rosborg J, Lund E. Predicting acute maxillary sinusitis in a general practice population. BMJ. 1995;311(6999):233-6.         [ Links ]

25. Mafee MF, Tran BH, Chapa AR. Imaging of rhinosinusitis and its complications: plain film, CT, and MRI. Clin Rev Allergy Immunol. 2006;30(3):165-86.         [ Links ]

26. Tezer MS, Tahamiler R, Canakçioglu S. Computed tomography findings in chronic rhinosinusitis patients with and without allergy. Asian Pac J Allergy Immunol. 2006;24(2-3):123-7.         [ Links ]

27. Slavin RG. Sinusitis: viral, bacterial, or fungal and what is the role of Staph? Allergy Asthma Proc. 2006;27(6):447-50.         [ Links ]

28. Gwaltney JM Jr, Phillips CD, Miller RD, Riker DK. Computed tomographic study of the common cold. N Engl J Med. 1994;330(1):25-30.         [ Links ]

29. Havas TE, Motbey JA, Gullane PJ. Prevalence of incidental abnormalities on computed tomographic scans of the paranasal sinuses. Arch Otolaryngol Head Neck Surg. 1988;114(8):856-9.         [ Links ]

30. Engels EA, Terrin N, Barza M, Lau J. Meta-analysis of diagnostic tests for acute sinusitis. J Clin Epidemiol. 2000;53(8):852-62.         [ Links ]

 

 

Endereço para correspondência:
Ana Luisa Godoy Fernandes
Disciplina de Pneumologia
Rua Botucatu, 740, 3º andar
CEP 04023-062, São Paulo, SP, Brasil
Tel/Fax 55 11 5904-2897
E-mail: analgf@terra.com.br

Recebido para publicação em 10/3/2007
Aprovado, após revisão, em 30/8/2007

 

 

Apoio financeiro: Alecsandra Faure é bolsista da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES).
* Trabalho realizado no Departamento de Medicina, Disciplina de Pneumologia da Universidade Federal de São Paulo/Escola Paulista de Medicina - UNIFESP/EPM - Hospital São Paulo, São Paulo (SP) Brasil.

Creative Commons License Todo o conteúdo deste periódico, exceto onde está identificado, está licenciado sob uma Licença Creative Commons