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Jornal Brasileiro de Pneumologia

versão impressa ISSN 1806-3713

J. bras. pneumol. v.34 n.12 São Paulo dez. 2008

http://dx.doi.org/10.1590/S1806-37132008001200014 

RELATO DE CASO

 

Doença de Kikuchi-Fujimoto*

 

 

Rogério Gastal XavierI; Denise Rossato SilvaII; Mauro Waldemar KeisermanIII; Maria Francisca Torres LopesIV

IProfessor Associado. Departamento de Medicina Interna, Faculdade de Medicina, Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS - Porto Alegre (RS) Brasil
IIMédica Pneumologista. Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS - Porto Alegre (RS) Brasil
IIIProfessor. Serviço de Reumatologia, Hospital São Lucas, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul - PUC-RS - Porto Alegre (RS) Brasil
IVMédica Patologista. Anatpat Laboratório Patologia, Hospital Moinhos de Vento, Porto Alegre (RS) Brasil

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

A doença de Kikuchi-Fujimoto é caracterizada por febre e linfadenopatia, geralmente cervical. Esta doença acomete principalmente mulheres jovens. Pode ser confundida com linfoma, metástase de adenocarcinoma e tuberculose. Relatamos dois casos da doença de Kikuchi-Fujimoto. No primeiro caso, uma paciente de 28 anos havia tratado tuberculose há um ano e apresentava quadro clínico e histológico compatível com a doença de Kikuchi-Fujimoto. A segunda paciente, de 58 anos, recebeu tratamento inicialmente para granulomatose de Wegener e, posteriormente, para tuberculose. O exame histopatológico com estudo imunohistoquímico permitiu estabelecer o diagnóstico da doença de Kikuchi-Fujimoto nos dois casos. Após o diagnóstico definitivo, ambas foram tratadas sintomaticamente e melhoraram clinicamente dentro de um mês. Posteriormente, a segunda paciente desenvolveu lúpus eritematoso sistêmico.

Descritores: Febre; Linfonodos; Doenças raras; Tuberculose dos linfonodos; Linfadenite histiocítica necrosante; Lúpus eritematoso sistêmico.


 

 

Introdução

A doença de Kikuchi-Fujimoto (DKF), também conhecida como doença de Kikuchi ou linfadenite histiocítica necrosante, é rara, usualmente de curso benigno e de causa desconhecida.(1) Foi inicialmente descrita em 1972 no Japão em mulheres jovens com febre e linfadenopatia cervical.(2) A patogênese é pouco entendida, mas pensa-se que seja uma reação hiperimune induzida por diferentes estímulos antigênicos ou um processo auto-imune no qual a apoptose exerce papel importante.(3) A maioria dos pacientes tem menos de 40 anos e são previamente hígidos, com uma razão homem:mulher que pode chegar até 1:4 em alguns estudos,(1) ou aproximar-se em ambos os sexos.(4)

O início da doença é agudo ou subagudo, evoluindo entre duas e três semanas.(5) A forma de apresentação mais freqüente é a linfadenopatia cervical (74% a 90% dos casos) ou supraclavicular. As adenopatias têm geralmente um tamanho inferior a 3 cm, de consistência firme e às vezes dolorosa à palpação. A linfadenopatia generalizada ocorre em uma minoria (5% dos casos). O envolvimento extranodal é raro, mas já descrito nos rins, fígado, trato gastrointestinal, tireóide, paratireóides, adrenais e medula óssea.(6) O diagnóstico da DKF é feito através da biópsia de linfonodo. Esta deve ser feita para excluir condições mais graves que podem causar confusão, como linfoma, tuberculose e doença de Kawasaki.(1)

Embora existam diversas publicações com relatos de casos na literatura internacional(7-12) e algumas apresentações referidas em congressos nacionais,(13,14) não há casos semelhantes publicados em nosso meio.

 

Relato dos casos

Caso 1

Paciente feminina, de 28 anos, não-tabagista, com história de tratamento para pneumonia há um ano, procurou atendimento médico devido a discretos sintomas constitucionais e dor pleurítica em hemitórax esquerdo. A radiografia e tomografia de tórax evidenciaram consolidações bilaterais, com posterior escavação da consolidação em segmento posterior do lobo superior esquerdo (LSE). A baciloscopia do escarro foi negativa. O exame broncoscópico demonstrou mucosa brônquica do LSE hiperemiada e edemaciada, compatível com processo inflamatório. No lavado brônquico, a pesquisa de bacilo álcool-ácido resistente (BAAR) foi negativa e a cultura para Mycobacterium tuberculosis foi positiva (observação de crescimento de apenas duas colônias). Recebeu o esquema contendo rifampicina, isoniazida e pirazinamida (RHZ) por 6 meses, com melhora clínica e radiológica. Um ano após, consultou novamente com febre há três semanas, artralgias e aumento de linfonodos submandibulares. Os exames laboratoriais mostraram: hematócrito, 38,7%; hemoglobina, 13,1 g/dL; leucócitos, 2.180/mm3, com 569 linfócitos; velocidade de hemossedimentação (VHS), 27 mm; fator antinuclear (FAN) reagente (1:320), com padrão nuclear homogêneo; anti-DNA não-reagente; e fator reumatóide não-reagente. À radiografia de tórax, alterações de aspecto residual no LSE. Devido à história de tuberculose, foi reiniciado o tratamento com o esquema RHZ, que foi suspenso após o surgimento de rash cutâneo, com a substituição da pirazinamida por etambutol. O tratamento foi interrompido após 1 mês devido ao resultado da biópsia dos linfonodos: havia processo inflamatório xantogranulomatoso e necrosante, sem formação de granulomas e com extensa população de histiócitos xantomatosos (CD68 positivos); e pesquisa de BAAR e de fungos negativas. Os achados não foram sugestivos de tuberculose, sendo portanto considerada a possibilidade de DKF. A paciente foi tratada sintomaticamente, com melhora das artralgias e resolução da febre em 1 mês. Em 18 meses, não mais apresentou alterações clínicas, apresentando FAN não-reagente.

Caso 2

Paciente feminina, 58 anos, não-tabagista, iniciou com tosse, emagrecimento moderado, cansaço e dores articulares. Tinha antecedentes de asma na infância, com reinício após os 40 anos, que relacionava ao contato com tintas e solventes no trabalho. Uso inalatório diário de formoterol e budesonida 12/400 μg, com bom controle dos sintomas. A radiografia e tomografia de tórax mostravam consolidações bilaterais e algumas bronquiectasias em lobos inferiores (Figura 1). Os exames laboratoriais revelaram: hematócrito, 41,1%; hemoglobina, 13,7 g/dL; leucócitos, 8.970/mm3, com linfopenia (1.076 linfócitos); plaquetas, 285.000; FAN reagente (1:160), com padrão nuclear pontilhado; VHS, 56 mm; e proteína C reativa, 27,60 mg/L. Na época, suspeitou-se granulomatose de Wegener, pela presença no soro de antineutrophil cytoplasmic antibody (ANCA, anticorpo anticitoplasma de neutrófilos). Não foi notado comprometimento das vias aéreas superiores. Foi iniciada terapêutica com ciclofosfamida. Ainda no primeiro mês, foi notado um aumento do gânglio cervical anterior esquerdo. À biópsia do linfonodo, foi identificada linfadenite crônica granulomatosa com extensa necrose não-caseosa (Figura 2). A pesquisa de BAAR foi negativa. Pela suspeita de tuberculose, recebeu o esquema RHZ por 6 meses, apresentando melhora clínica. Entretanto, nos dois anos seguintes, persistiu com cansaço, dores articulares, episódios pneumônicos circunscritos e lesão oral na base da língua nos últimos 6 meses, fazendo uso temporário de corticosteróides sistêmicos e antibióticos (5 a 6 vezes, por 10 a 14 dias). Com o incremento desses sintomas, procurou novamente atendimento. Exames laboratoriais mostraram FAN 1:80, padrão nuclear homogêneo; anti-DNA não-reagente, linfopenia e VHS de 65 mm. A revisão do diagnóstico anatomopatológico confirmou linfadenite crônica granulomatosa com necrose e numerosos histiócitos vacuolados, presença de células gigantes tipo Langerhans e pesquisa de BAAR e de fungos negativas. Adicionalmente, foi realizado painel de imunohistoquímica: CD68 (KP-1) positivo (histiócitos xantomatosos) e mieloperoxidase negativa, sugestivo de DKF (Figura 2). Considerou-se então estar a paciente apresentando evolução combinada da doença (não diagnosticada há dois anos) com lúpus eritematoso sistêmico (LES), passando a ficar controlada pelo acréscimo de azatioprina oral (100 mg/dia) e prednisona (40 mg/dia) progressivamente descontinuada, com melhora clínica e dos exames laboratoriais e tomográficos, em 1 mês.

 

 

 

 

Discussão

Descrevemos dois casos de DKF. A incidência real desta doença é estimada entre 0,5% a 5% de todas as adenopatias analisadas histologicamente.(15) Em um estudo retrospectivo de 1.724 amostras de biópsias de linfonodos, a DKF foi encontrada em 36 casos.(16) Numerosos agentes infecciosos têm sido propostos como estímulos antigênicos, como vírus Epstein-Barr, herpervírus tipos 6 e 8, HIV, parvovírus B19, vírus parainfluenza, Yersinia spp. e toxoplasma.(1) Em nossa casuística, as duas pacientes apresentaram consolidações bilaterais, compatíveis com processo infeccioso ou inflamatório. Não foi identificado nenhum germe infeccioso, mas é possível que isso tenha sido o estímulo antigênico para o desenvolvimento da DKF.

Os casos típicos ocorrem geralmente em mulheres jovens, como no caso da primeira paciente (28 anos). Entretanto, a idade dos pacientes pode variar de 6 a 80 anos.(1)

A febre é o sintoma inicial entre 30% e 50% dos pacientes. Também são encontrados como sintomas a fadiga, dores articulares, rash cutâneo, artrite e hepatoesplenomegalia. Entre os achados laboratoriais, são citados leucopenia, elevação da VHS e anemia. Sintomas sistêmicos são mais proeminentes com o envolvimento extranodal.(1) A primeira paciente desenvolveu rash cutâneo, atribuído inicialmente a um efeito adverso dos tuberculostáticos, não se podendo descartar que seja secundário à DKF.

A DKF tem algumas características em comum com o LES, como o sexo e a idade das pacientes, assim como as alterações histológicas, sendo considerada por alguns uma síndrome lupus-like.(1) Foi proposto que esta doença poderia ser uma manifestação do LES(6) ou evoluir para LES, justificando-se a vigilância destes pacientes através de testes imunológicos como o FAN. Os pacientes podem apresentar FAN, anti-RNP, anti-DNA e anticoagulante lúpico positivos.(17) Nossas duas pacientes apresentaram FAN reagente. A segunda paciente apresentou ANCA positivo no início do quadro. Não encontramos descrição de caso de DKF com ANCA positivo; entretanto, sabe-se que estes anticorpos podem estar presentes em diversas doenças auto-imunes como o LES, e a paciente que descrevemos evoluiu posteriormente para LES. Outras condições auto-imunes como a síndrome do anticorpo antifosfolipídeo, polimiosite, doença de Still, uveíte, esclerodermia, tireoidite, hemorragia pulmonar e doença pulmonar intersticial podem estar associadas com a DKF.(5,17)

Pode haver confusão diagnóstica com linfoma e metástase de adenocarcinoma.(18) O diagnóstico diferencial da DKF deve ser feito com LES, linfomas, adenocarcinoma, infecção por Yersinia spp., toxoplasmose, mononucleose, AIDS, vasculites e doença de Kawasaki.(19) Devido ao envolvimento multissistêmico e à resolução espontânea das linfadenopatias, a sarcoidose também pode entrar no diagnóstico diferencial.(19)

Alguns autores descreveram um caso de um paciente com DKF e tuberculose pulmonar concomitantes.(20) Na Índia, também há casos relatados. Porém, em países de alta prevalência para tuberculose, o diagnóstico concomitante deve ficar bem esclarecido.(1,16)

A DKF caracteriza-se histologicamente por gânglios com focos de necrose paracortical cercados de agregados de histiócitos.(6) São descritos três quadros histológicos: proliferativo, necrosante e xantomatoso, que corresponderiam a fases evolutivas ou seqüenciais, a diferentes agentes etiológicos ou mesmo a diferenças nas respostas inflamatórias dos pacientes.(18)

Alguns autores descreveram 25 casos de DKF. Desta série, dois pacientes haviam recebido quimioterapia para tratamento de linfoma, e dois pacientes foram tratados com tuberculostáticos antes do resultado da biópsia.(3) No segundo caso que relatamos, a paciente recebeu tratamento para granulomatose de Wegener e para tuberculose pulmonar antes do diagnóstico final. Como a terapêutica empírica pode ser potencialmente tóxica, é importante considerar a DKF no diagnóstico diferencial de linfadenopatias cervicais em mulheres jovens.

Não há tratamento efetivo. Os sinais e sintomas resolvem geralmente dentro de 4 meses.(5) Pacientes com sintomas mais graves ou persistentes têm sido tratados com corticosteróides. Deve-se fazer acompanhamento em longo prazo devido às recorrências da doença (em até 3% dos casos) e pela possibilidade de desenvolvimento de LES.(1,18) Nossa segunda paciente apresentou tal evolução em dois anos de acompanhamento.

A presença de febre e linfadenopatia cervical, especialmente em mulheres jovens, devem lembrar a possibilidade de DKF.

 

Referências

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Endereço para correspondência:
Rogério Gastal Xavier
Av. Soledade, 478
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Tel 55 51 3331-8664
E-mail: rxavier@terra.com.br

Recebido para publicação em 25/3/2008
Aprovado, após revisão, em 15/4/2008
Apoio financeiro: Nenhum

 

 

* Trabalho realizado no Departamento de Medicina Interna, Faculdade de Medicina, Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS - Porto Alegre (RS) Brasil.