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Jornal Brasileiro de Pneumologia

Print version ISSN 1806-3713

J. bras. pneumol. vol.37 no.3 São Paulo May/June 2011

http://dx.doi.org/10.1590/S1806-37132011000300003 

ARTIGO ORIGINAL

 

A tuberculose na infância e na adolescência é difícil de diagnosticar?*

 

 

João Carlos Coelho FilhoI; Marwal Araújo CaribéII; Simone Castro Couto CaldasIII; Eduardo Martins NettoIV

IMédico Patologista. Laboratório de Patologia, Fundação José Silveira, Salvador (BA) Brasil
IIMédica Pediatra. Instituto Brasileiro para Investigação da Tuberculose - IBIT - Fundação José Silveira, Salvador (BA) Brasil
IIIEnfermeira Pesquisadora. Instituto Brasileiro para Investigação da Tuberculose - IBIT - Fundação José Silveira, Salvador (BA) Brasil
IVProfessor de Bioestatística. Universidade Federal da Bahia - UFBA - Salvador (BA) Brasil

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

OBJETIVO: Determinar a sensibilidade do sistema de escore proposto pelo Ministério da Saúde do Brasil em 2002 para o diagnóstico de crianças e adolescentes com suspeita de tuberculose.
MÉTODOS: Entre 1997 e 2007, 316 crianças e adolescentes (0-14 anos de idade) com diagnóstico de tuberculose pulmonar no Instituto Brasileiro de Investigação da Tuberculose, em Salvador (BA), foram incluídos no presente estudo retrospectivo. Foram revisados os prontuários médicos e as radiografias de tórax dos pacientes, e os escores foram calculados.
RESULTADOS: A maioria dos sujeitos (80,4%) tinha história de contato domiciliar com adultos com BAAR positivo nos últimos dois anos. O teste tuberculínico foi negativo em 11 sujeitos (3,5%). Conforme o sistema de escore, 251 (79,4%) muito provavelmente tinham tuberculose (escores > 40), 63 (19,9%) possivelmente tinham tuberculose (escores entre 30 e 35) e 2 (0,7%) pouco provavelmente tinham tuberculose (escores < 25). A sensibilidade desse sistema de escore foi de 99,3%, com um ponto de corte de 30.
CONCLUSÕES: Em nossa amostra, a sensibilidade do sistema de escore foi alta para o ponto de corte selecionado. Com um ponto de corte de 40, 20% dos sujeitos não teriam sido tratados. Portanto, escores entre 30 e 35 são críticos para a definição diagnóstica. Uma avaliação clínica judiciosa deve prevalecer para a decisão de tratar esses pacientes. Com um ponto de corte de 30, 30% dos indivíduos com outras patologias seriam tratados para tuberculose. Isto enfatiza a necessidade de melhores métodos diagnósticos para a tuberculose.

Descritores: Tuberculose/diagnóstico; Epidemiologia; Técnicas e procedimentos diagnósticos.


 

 

Introdução

A tuberculose é um problema de saúde significativo no Brasil, país que foi classificado como um dos vinte países do mundo com as maiores taxas de incidência da doença. Em 2009, o Programa Nacional de Controle da Tuberculose relatou 85.000 casos de tuberculose (aproximadamente 45 casos por 100.000 habitantes) à Organização Mundial da Saúde (OMS).(1) Entre 2005 e 2009, a incidência diminuiu 2,9% por ano.(1) No Brasil, 7% dos casos relatados afetaram crianças ou adolescentes (0-14 anos de idade); no estado da Bahia,(2) estima-se que essa proporção seja ainda maior, com 15-20% dos casos afetando crianças ou adolescentes.(3) Devido à dificuldade do diagnóstico, acredita-se que se trata de uma subestimativa da real prevalência da tuberculose. O diagnóstico é complexo, pois muitas vezes os resultados para BAAR são negativos.(4)

Embora tenha havido avanços tecnológicos e tenham sido desenvolvidos novos e promissores testes para o diagnóstico da tuberculose - testes que além de serem fáceis de usar apresentam melhor sensibilidade - nenhum deles encontra-se prontamente disponível no Brasil.(5-13) Em 2002, em resposta à dificuldade em diagnosticar a tuberculose, o Ministério da Saúde do Brasil (MSB) aprovou o uso de um sistema de pontuação para facilitar a identificação e o tratamento de possíveis casos.(14,15) Em 2006, a OMS publicou um manual que comparava vários sistemas de pontuação para o diagnóstico e tratamento da tuberculose em crianças e adolescentes.(16) Em um estudo publicado em 2007, Sant'Anna & Hijjar(17) consideraram isso um grande avanço, pois as novas diretrizes apresentavam uma revisão meticulosa a respeito do diagnóstico e tratamento de pacientes pediátricos. De acordo com o sistema de pontuação da OMS, considera-se que indivíduos de 0-14 anos de idade "muito provavelmente tenham tuberculose" se apresentarem pelo menos três dos seguintes itens: sintomas crônicos que sugiram a presença de tuberculose; exame físico revelando sintomas que sugiram a presença de tuberculose; teste tuberculínico positivo; e radiografia de tórax que sugira a presença de tuberculose. Entretanto, com base em uma análise detalhada dos sistemas propostos por Edwards et al.,(18) Sant'Anna & Hijjar(17) não recomendaram o uso do sistema de pontuação da OMS no Brasil. O sistema de pontuação proposto pelo MSB apresentou melhor equilíbrio entre sensibilidade e especificidade (89% e 87%, respectivamente) que o sistema de pontuação da OMS. Além disso, Sant'Anna & Hijjar(17) constataram que o sistema brasileiro de pontuação era mais fácil de implementar em um cenário de assistência à saúde no Brasil, onde a coinfecção tuberculose/HIV é menos frequente que a relatada para países africanos.(17) De fato, outro grupo de autores constatou que o sistema de pontuação do MSB era também valioso em crianças e adolescentes portadores de HIV.(19)

O objetivo do presente estudo foi determinar a sensibilidade do sistema de pontuação do MSB para o diagnóstico da tuberculose em indivíduos de 0-14 anos de idade.

 

Métodos

Trata-se de um estudo retrospectivo. Entre 1997 e 2007, 4.297 casos de tuberculose foram tratados no Instituto Brasileiro para Investigação da Tuberculose (IBIT), em Salvador (BA). O IBIT apresenta uma taxa global de cura que se situa 85% acima do valor de corte para o bom atendimento a pacientes com tuberculose.

Dos 4.297 pacientes, 381 (9%) tinham 0-14 anos de idade. Dos 381, 56 (14%) foram excluídos por terem sido diagnosticados com tuberculose extrapulmonar. Portanto, a amostra inicial foi composta por 325 crianças e adolescentes com suspeita de tuberculose pulmonar. Todos os prontuários médicos e as radiografias de tórax foram revisados por um médico e uma enfermeira, ambos com mais de 20 anos de experiência, a fim de avaliar os pacientes de acordo com o sistema de pontuação do MSB.(15,17) Dos 325 pacientes, 9 foram excluídos por não apresentarem confirmação diagnóstica. Portanto, a amostra final do estudo foi composta por 316 crianças e adolescentes diagnosticados com a forma pulmonar da tuberculose. Foram coletados dados sobre o estado clínico e radiológico dos pacientes, as evidências de contatos domiciliares, os achados da radiografia de tórax, os resultados do teste tuberculínico e o estado nutricional.

Este protocolo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Maternidade Climério de Oliveira da Universidade Federal da Bahia.

 

Resultados

Dos 316 pacientes incluídos no estudo, 249 estavam na faixa etária de 0-9 anos e 67 estavam na faixa etária de 10-14 anos. A média de idade foi de 6,0 anos. Havia 176 indivíduos do sexo masculino (55,7%) e 140 do sexo feminino (44,3%). A Tabela 1 mostra a distribuição dos pacientes entre 1997 e 2007.

Constatamos que 205 pacientes (64%) apresentaram sintomas: febre, tosse, adinamia, produção de escarro, perda de peso ou sudorese durante mais de duas semanas. Os outros 111 pacientes (36%) eram assintomáticos (Tabela 2). Na radiografia de tórax, linfonodomegalia hilar ou padrão miliar estavam presentes em 187 casos (59,2%), e condensação ou infiltração durante mais de duas semanas estavam presentes em 110 (34,8%). Um paciente (0,3%) apresentou tuberculose brônquica, padrão radiológico normal e cultura positiva em amostra de LBA.

Dos 316 pacientes, 254 (80,4%) apresentaram histórico de contato domiciliar com um adulto positivo para BAAR nos últimos dois anos, e 267 (82,2%) apresentaram estado nutricional adequado (peso acima do percentil 10).

O teste tuberculínico foi negativo em 11 pacientes (3,5%). As características desses casos foram tuberculose disseminada, em 2; infecção por HIV com provável imunossupressão, em 1; cultura positiva para Mycobacterium tuberculosis, em 2 (1 dos quais foi diagnosticado com tuberculose brônquica); tratamento com corticoide para asma brônquica grave, em 1; presença de febre quando o teste foi realizado, em 1; anemia falciforme, em 1; teste tuberculínico positivo quando testado novamente no segundo mês de tratamento, em 1; e histórico de contato domiciliar e sintomas clínicos e radiológicos (que melhoraram após dois meses de tratamento) que sugeriam a presença de tuberculose, em 2. Dos 11 pacientes, 9 foram considerados curados na avaliação final. Um morreu devido a linfoma não controlado, e 1 abandonou o tratamento quatro meses mais tarde, apresentando melhora parcial dos sinais e sintomas.

De acordo com o sistema de pontuação do MSB (Tabela 3), 251 (79,4%) dos pacientes de nossa amostra muito provavelmente tinham tuberculose (escore: > 40), 63 (19,9%) possivelmente tinham tuberculose (escore: 30-35) e 2 (0,7%) pouco provavelmente tinham tuberculose (escore: < 25). Com um ponto de corte de 30, a sensibilidade do sistema de pontuação proposto pelo MSB foi de 99,3%.

 

 

Um dos pacientes cuja pontuação no sistema de pontuação do MSB foi < 25 era uma menina assintomática de 10 anos de idade com histórico de asma brônquica grave, acompanhada de perto por um pediatra. A radiografia de tórax mostrou condensação peri-hilar, e o teste tuberculínico foi negativo (o resultado foi positivo - 12 mm - quando a paciente foi testada novamente, três meses após o início do tratamento). A criança não apresentava histórico de contato com pacientes portadores de tuberculose. O outro era uma menina assintomática de 4 anos de idade com histórico de contato com um paciente com tuberculose nos últimos 2 anos; ela estava terminando o tratamento para linfoma de Hodgkin e tinha peso normal para a idade quando apresentou linfonodomegalia hilar na radiografia de tórax. O teste tuberculínico foi negativo. Três meses após o início do tratamento para tuberculose, a radiografia de tórax foi normal. Entretanto, ela morreu durante o segundo ciclo de tratamento para linfoma não controlado.

 

Discussão

O sistema de pontuação de tuberculose do MSB destina-se a crianças e adolescentes com resultados negativos para BAAR em contextos de atenção primária.(15) No IBIT, com um ponto de corte de 30, a sensibilidade desse sistema de pontuação foi de 99,3%, uma sensibilidade bastante elevada. Tais resultados são semelhantes àqueles encontrados por Sant'Anna et al. em dois estudos retrospectivos,(20,21) bem como àqueles relatados por Maciel et al.(22) em um estudo caso-controle aninhado. Se apenas os pacientes com pontuação > 40 tivessem sido considerados para tratamento, 20% dos pacientes não teriam sido tratados. No presente estudo, os pacientes com pontuação entre 30 e 35 pontos (20,3% da coorte) representaram uma população crítica para a confirmação diagnóstica. Em nossa experiência, uma avaliação clínica judiciosa deve prevalecer para a decisão de tratar esses pacientes. O valor preditivo negativo do sistema de pontuação proposto, com o baixo ponto de corte para tratamento (isto é, 30) e com a aceitação da sensibilidade de 70% proposta por Maciel et al.,(22) é problemático. Com esse ponto de corte, pelo menos 30% dos pacientes sem tuberculose (com outras patologias) receberá tratamento para tuberculose. Isso sublinha a necessidade de métodos melhores para o diagnóstico da tuberculose.

Outro aspecto importante abordado neste estudo foi a importância da presença de um contato domiciliar com tuberculose que pudesse ser identificado. Nesta coorte, 79,1% dos pais ou responsáveis revelaram a existência de um contato domiciliar com tuberculose ativa. No Brasil, a identificação de contatos domiciliares de pacientes com tuberculose precisa melhorar muito.(23) O Programa de Controle da Tuberculose no estado da Bahia relatou que apenas 8-25% dos contatos domiciliares de pacientes com tuberculose foram investigados entre 2004 e 2008. Isso é representativo do país como um todo, com achados similares em outros estados, como o Mato Grosso.(24) Além disso, a redução da taxa de incidência da tuberculose no Brasil, segundo a OMS, é de 2,9%, uma redução muito menor que a ideal, de 11%, obtida em outros países com melhor controle de tratamento e acolhimento mais eficiente de contatos.(25)

 

Agradecimentos

Os autores gostariam de agradecer à Srta. Choe Le Marchand, que contribuiu para a preparação deste manuscrito, e aos funcionários do IBIT/Fundação José Silveira seu apoio.

 

Referências

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Endereço para correspondência:
João Carlos Coelho Filho
Ladeira do Campo Santo, s/n, Federação
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Tel. 55 71 3504-5295. Fax: 55 71 3504 5273
E-mail: patologia@fjs.org.br

Recebido para publicação em 11/11/2010.
Aprovado, após revisão, em 11/3/2011.
Apoio financeiro: Nenhum.

 

 

* Trabalho realizado na Fundação José Silveira, Salvador (BA) Brasil.