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Revista Ciência Agronômica

Print version ISSN 0045-6888On-line version ISSN 1806-6690

Rev. Ciênc. Agron. vol.41 no.1 Fortaleza Jan./Mar. 2010

http://dx.doi.org/10.5935/1806-6690.20100019 

Artigo Técnico

Aspectos qualitativos da água do Rio Poty na região de Teresina, PI1

Qualitative aspects of the water from Poty River at Teresina, Piaui State, Brazil

Lisânea Mycheline Oliveira Damasceno1 

Aderson Soares de Andrade Júnior2 

Nildo da Silva Dias3  * 

José Luis Duarte Franco4 

Ênio Farias de França e Silva5 

2Tecnóloga em Meio Ambiente, UFCG, Brasil, lisaneadamasceno@hotmail.com

3Pesquisador da Embrapa Meio-Norte, Brasil, aderson@cpamn.embrapa.com

4Departamento de Ciências Ambientais da UFERSA, BR 110 - Km 47, Costa e Silva, Mossoró-RN, Brasil, 59625-900, nildo@ufersa.edu.br

5Embrapa Meio-Norte, Teresina-PI, Brasil

6Departamento de Tecnologia Rural, UFRPE, Recipe-PE, Brasil, enio.silva@dtr. ufrpe.br


Resumo

O presente trabalho objetivou monitorar e avaliar a qualidade da água do Rio Poty, em Teresina (PI) para fins agrícolas em períodos extremos de temperatura e de precipitação. Coletaram-se amostras de água no rio em 10 pontos georreferenciados, da curva do conjunto residencial São Paulo (zona sudeste) até sua foz no Rio Parnaíba (zona norte), em um percurso aproximado de 23,7 km, de junho a dezembro de 2004. Determinou-se as variáveis físico-químicas: CEa, RAS e pH, além das concentrações de Cl-, HCO3-, CO3 2-, Na+, Ca2+ e Mg2+. Os maiores valores da CEa (0,26 dS m-1) e da RAS (1,90 mmolc L-1)0,5 foram registradas no mês de outubro, devido ao baixo índice pluviométrico, período seco e eventual poluição antrópica. Pelo Teste de Kruskal-Wallis, constataram-se oscilações nas concentrações de HCO3- (1,68 a 1,91 mmolc L-1) ao longo dos pontos amostrais. O carbonato de sódio residual (CSR) indicou que a água é apropriada para fins agrícolas (< 1,25 mmolcL-1).

Palavras-chave Recursos hídricos; Efluentes Domésticos; Irrigação

Abstract

The water quality of the Poty River was evaluated to agricultural purposes at Teresina, Piaui State, Brazil in periods of extreme temperatures and precipitation. Samples of water were collected in the river in 10 georeference points, at the São Paulo Residential curve (southeast zone) until the mouth in the Parnaíba River (north zone), in an approximate course of 23.7 km, from June to December 2004. Were determined the physicochemical variable ECw, SAR and the pH, besides the concentrations of Cl-, HCO3 -, CO3 2-, Na+ and Ca2+. The largest values of ECw (0.26 dS m-1) and the SAR (1.90 mmolc L-1)0,5 were registered in the month of October, due to the low index of rains, dry period and eventual human pollution. The Kruskal-Wallis test verified oscillations in the concentrations of HCO3- (1.68 to 1.91 mmolc L-1) along the sampled points. The RSC indicated that the water is adequate for agricultural purposes (<1.25 mmolcL-1).

Key words Water resources; Domestic effluent; Irrigation

Introdução

Estima-se que 83% da superfície do Piauí encontram-se sobre terrenos sedimentares, onde se podem destacar os aqüíferos Serra Grande, Cabeça e Poty-Piauí (SEMAR, 2003). A disponibilidade hídrica superficial na microbacia do Rio Poty é de aproximadamente 3,8 bilhões de m3 com uma extensão total referente a 52.370 km2, sendo 38.797 km2 localizados no Estado do Piauí. A microbacia é formada, sobretudo, pelo Rio Poty que nasce no Estado do Ceará; sendo um dos maiores efluentes do Rio Parnaíba e possui como principais afluentes pela margem esquerda, os rios Berlangas e Sambito e, pela margem direita, os rios Canudos e Capivara (ANA, 2004). O potencial irrigável é de 92.900,00 ha e a disponibilidade hídrica para esta prática agrícola é da ordem de 771 m3 s-1 (MARVEL FILHO, 1995).

O Rio Poty possui uma extensão total de 538 km, sendo considerado de regime perene, apenas 100 km, desde o Município de Prata do Piauí até o seu deságüe no Rio Parnaíba, na região de Teresina. Durante o trimestre mais seco do ano, o Rio Poty apresenta vazão média de 5,6 m3 s-1, com um regime intermitente de natureza torrencial, cuja vazão média anual é de 121 m3 s-1, com descarga máxima de 3.636 m3 s-1 e vazão mínima de 1,30 m3 s-1 (DAMASCENO et al., 2008).

O monitoramento da qualidade da água é um dos principais instrumentos de sustentação de uma política de planejamento e gestão de recursos hídricos, pois funciona como um sensor que possibilita o acompanhamento do processo de uso dos cursos hídricos, apresentando seus efeitos sobre as características qualitativas das águas, visando subsidiar as ações de controle ambiental (SILVA; EWEN, 2001). Os principais critérios a serem considerados na avaliação e adequabilidade de uma determinada água para fins de irrigação são a salinização e a sodificação, a alcalinização por carbonatos para o solo; além de aspectos tóxicos em relação a cloretos, sódio e boro, bem como, a alta concentração de sais de alta solubilidade que podem ocasionar obstruções no sistema de irrigação localizada (COELHO et al., 2006; DIAS et al., 2004).

Baseando-se no pressuposto acima, o objetivo do presente trabalho foi avaliar os aspectos qualitativos da água do Rio Poty para fins agrícolas, vista à necessidade para o planejamento da irrigação de diversas culturas no meio urbano e rural de Teresina. Especificamente, procurou-se monitorar as variáveis físico-químicas em 10 pontos amostrais georreferenciados em períodos extremos de temperatura e precipitação no trecho compreendido entre a curva do Residencial São Paulo (zona sudeste) e o encontro dos rios Parnaíba e Poty (zona norte), na região de Teresina.

Material e métodos

O estudo da qualidade da água do manancial foi realizado no trecho compreendido entre o meandro do Rio Poty, na região do conjunto residencial São Paulo (zona sudeste de Teresina) até a sua foz, no Rio Parnaíba (zona Norte), no período de junho a dezembro de 2004, em Teresina, PI.

A cidade de Teresina possui as coordenadas geográficas 05°05'21'' S; 42°48'07'' W e 74 m. Segundo a classificação internacional de Köppen, a região onde está inserida a microbacia do Rio Poty, possui clima do tipo Tropical quente e úmido, com chuvas de verão e outono (Aw'). Além disso, situa-se numa zona de latitude baixa e nos limites da área semi-árida do nordeste brasileiro (LIMA et al., 2002). O principal tipo de solo de Teresina é o Latossolo Amarelo Álico e Distrófico A moderado, de textura média.

Os pontos do monitoramento em um total de 10 (dez) foram distribuídos ao longo do rio e georreferenciados com GPS a fim de se obter as coordenadas geográficas que seriam utilizadas durante o monitoramento (Figura 1).

Figura 1 Região de estudo e pontos de coletas ao longo do rio 

Analisou-se durante o período de amostragem, a ocorrência de precipitações pluviométricas, as quais poderiam influenciar na qualidade das águas. As amostras de água destinadas para análises físico-químicas foram avaliadas para fins agrícolas. Para o acesso aos trechos do Rio Poty, firmou-se uma parceria com a SEMAR/PI (Secretaria Estadual do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos do Piauí).

Para a determinação dos parâmetros físico-químicos foram coletadas amostras de água do rio, utilizando-se um coletor de água de PVC com capacidade de 1000 mL, sendo estas armazenadas em garrafas plásticas de 500 mL e conduzidas ao Laboratório de Qualidade de Água da unidade da Embrapa Meio-Norte, na cidade de Parnaíba, PI, conforme procedimento recomendado pela EMBRAPA (1997). As variáveis físico-químicas analisadas foram o pH, Ca2+ (mmolc L-1), Ca2+ e Mg2+ (mmolc L-1), Mg2+ (mmolc L-1), Na+ (mmolc L-1), HCO3- (mmolc L-1), CO3 2- (mmolc L-1), Cl- (mmolc L-1), condutividade elétrica da água - CEa (dS m-1) e a razão de adsorção de sódio - RAS (mmolc L-1)0,5.

O Teste de Kruskal-Wallis a 1% de probabilidade foi aplicado para identificar a existência ou não de variações estatisticamente significativas nas concentrações dos íons, da CEa e da RAS em períodos extremos de temperatura e de precipitação (SIEGEL; CASTELLAN JÚNIOR, 2006).

Resultados e discussão

Na Figura 2, mostra-se os índices de precipitações pluviométricas durante os meses de coleta de água, fator preponderantes para a diluição de efluentes na água, sobretudo, em novembro e dezembro.

Figura 2 Médias pluviométricas durante o monitoramento, em Teresina, PI 

De acordo com o teste de Kruskal-Wallis, houve diferenças significativas dos valores do pH entre os meses de coleta, sendo que os valores médios de pH, ao longo do curso do rio variaram de 7,38 a 7,63, sendo este último registrado no ponto P01 (Curva do Residencial São Paulo). No mês de outubro houve maior valor de pH (7,76), sendo que o ponto P01 contribuiu para esta elevação do pH (8,09), entretanto, de forma atípica, devido à ausência de lançamentos de esgotos à montante. Este aumento, provavelmente, ocorreu devido à localização do ponto amostral estar situado em uma área de banco de areia (coroa) que se forma no período seco, assim, sendo este utilizado para pesca e lazer, ações antrópicas que contribuem para o despejo de resíduos sólidos e líquidos no manancial.

Ainda em relação à Tabela 1, o mês de julho apresentou o menor valor de pH (7,26) na água do Rio Poty, seguido desse, aparece o mês de dezembro com baixo valor de pH, em que as precipitações foram maiores, elevando a lâmina d'água, favorecendo, sobretudo, a diluição dos efluentes no manancial (Figura 2). Este parâmetro é muito importante, pois segundo Toledo e Nicolella (2002), o pH em abastecimento de água é significativo, porque afeta o processo de tratamento de água e pode contribuir para a corrosão das estruturas hidráulicas e do sistema de distribuição.

Tabela 1 Valores mensais e quinzenais do pH na água do Rio Poty, no período de junho a dezembro de 2004, em Teresina, PI 

Ponto Amostral Período de Monitoramento
Junho Julho Agosto Setembro Outubro Novembro Dezembro Médias
1ª Quinzena 2ª Quinzena
P01 7,58 7,32 7,50 7,93 8,09 7,67 7,48 7,44 7,63
P02 7,89 7,32 7,54 7,57 7,69 7,55 7,62 7,36 7,57
P03 7,84 7,27 7,37 7,87 7,67 7,56 7,78 7,34 7,59
P04 7,80 7,26 7,37 7,86 7,65 7,55 7,69 7,30 7,56
P05 7,80 7,26 7,38 7,58 8,40 7,53 7,32 7,24 7,56
P06 7,69 7,21 7,36 7,75 7,68 7,59 7,34 7,24 7,48
P07 7,70 7,22 7,15 7,42 7,43 7,53 7,45 7,11 7,38
P08 7,61 7,22 7,34 7,60 7,60 7,49 7,71 7,20 7,47
P09 7,72 7,27 7,36 7,45 7,84 7,54 7,58 7,27 7,50
P10 7,77 7,26 7,35 7,73 7,57 7,44 8,00 7,28 7,55
Médias 7,74a 7,26e 7,37cd 7,68a 7,76a 7,55b 7,60cb 7,28de

Médias seguidas de letras diferentes diferem entre si pelo Teste de Kruskal-Wallis a 1% de probabilidade

Segundo Ayers e Westcot (1991), os valores do pH observados durante o monitoramento, encontram-se dentro da faixa de normalidade, para fins de irrigação (6,5 a 8,5), ressaltando-se que a água pode ser utilizada, sem restrição em sistemas de irrigação, devido à baixa amplitude desses índices, evitando riscos de desequilíbrio nutricional às culturas. Segundo os autores, não há restrição de uso de águas com pH abaixo de 7,0; entretanto, valores de pH na faixa de 7,0 a 8,0 podem apresentam restrição de uso de ligeira a moderada em irrigação localizada, pois pode causar problemas de obstrução dos emissores por precipitação química. Deve-se ressaltar que, as obstruções causadas pelas precipitações químicas de produtos como sulfato de cálcio se produzem gradualmente, sendo de difícil localização.

Os precipitados químicos podem ser produzidos quando as condições iniciais da água são modificadas, como pH, temperatura, ocorrência de íons incompatíveis e, sobretudo, a evaporação da água nos emissores após cada irrigação, o que aumenta a concentração dos sais dissolvidos que se precipitam ao superar o limite de solubilidade.

Conforme a Tabela 2 observa-se que o teor de sódio variou de 0,91 a 1,21 mmolc L-1, ao longo do curso do rio; com oscilação de 0,91 a 1,15 mmolc L-1 nas amostras pontuais das águas na curva do Residencial São Paulo até a ponte Wall Ferraz (P01 a P03), com ligeira queda no ponto seguinte (1,13 mmolc L-1), provavelmente em função dos lançamentos de efluentes. As maiores concentrações foram observadas nos pontos P05 e P06, respectivamente, 1,18 e 1,21 mmolc L-1, decaindo a partir deste, até o ponto final (0,99 mmolc L-1).

Tabela 2 Valores mensais e quinzenais de sódio (Na+) na água do Rio Poty, no período de junho a dezembro de 2004, em Teresina, PI 

Ponto Amostral Período de Monitoramento
Junho Julho Agosto Setembro Outubro Novembro Dezembro Médias
1ª Quinzena 2ª Quinzena
P01 1,07 0,78 1,07 1,07 1,07 1,07 0,58 0,58 0,91
P02 0,97 0,78 1,07 1,16 1,75 1,07 0,39 0,68 0,98
P03 0,97 0,78 1,07 1,16 2,81 1,36 0,49 0,68 1,16
P04 0,97 0,78 1,07 1,16 2,72 1,16 0,58 0,68 1,14
P05 1,26 0,78 1,07 1,16 2,72 1,26 0,49 0,68 1,18
P06 1,26 0,78 1,16 1,26 2,72 1,16 0,58 0,78 1,21
P07 1,26 0,87 1,26 1,16 1,55 1,46 0,78 0,87 1,15
P08 1,16 0,87 1,16 1,26 1,46 1,46 0,87 0,87 1,14
P09 1,26 0,87 1,16 1,36 1,26 1,36 0,97 0,78 1,13
P10 1,16 0,78 1,07 1,16 0,87 1,07 1,07 0,78 0,99
Médias 1,13b 0,81c 1,12b 1,19b 1,89a 1,24b 0,68d 0,74cd

Médias seguidas de letras diferentes diferem entre si pelo Teste de Kruskal-Wallis a 1% de probabilidade

Na Tabela 2, verifica-se que o mês de outubro apresentou maior média do teor de sódio (1,89 mmolc L-1), destacando-se nos pontos P04 a P06, provavelmente, em função da alta concentração deste íon contida nos lançamentos domésticos nestes pontos, que associado ao período seco da região, dificulta a diluição daqueles compostos na água. As menores concentrações ocorreram nas amostragens da segunda quinzena de novembro e dezembro, respectivamente, 0,68 e 0,74 mmolc L-1, devido à diluição dos sais no período de maiores precipitações (Figura 2).

Apesar das alterações ocorridas, o teor de sódio na água encontra-se dentro da normalidade para fins de irrigação (0 e 40 mmolc L-1), podendo ser usada sem problemas de infiltração da água do solo, já que a estrutura deste solo permaneceria inalterada (AYERS; WESTCOT, 1991). Além disto, a água é recomendada às culturas que utilizam sistemas de irrigação por superfície e aspersão.

De acordo com os dados da Tabela 3, os valores de bicarbonato (HCO3-), ao longo do curso do rio variaram de 1,68 a 1,91 mmolc L-1, sendo verificado que em todos os pontos amostrados, a água encontra-se com grau de restrição de uso, ligeira e moderada para determinadas culturas. Observou-se que houve aumento gradual do HCO3-, de julho até a primeira quinzena de novembro (1,40 a 2,20 mmolc L-1), sendo registrada a maior concentração na segunda quinzena de novembro (2,23 mmolc L-1). Esse incremento ocorreu em função do período seco que aumenta a evaporação das águas e reduz a capacidade de diluição dos efluentes lançados. Cabe ressaltar, que no período em que o teor de HCO3-, é maior do que mmolc L-1, a água de irrigação apresenta deficiência de zinco em cultura como o arroz inundado, embora o HCO3 - não seja um íon tóxico, conforme afirma Ayers e Westcot (1991).

Tabela 3 Valores mensais e quinzenais do bicarbonato (HCO3-) na água do Rio Poty, no período de junho a dezembro de 2004, em Teresina, PI  

Ponto Amostral Período de Monitoramento
Junho Julho Agosto Setembro Outubro Novembro Dezembro Médias
1ª Quinzena 2ª Quinzena
P01 1,66 1,49 1,50 1,67 2,37 2,42 1,82 2,10 1,88
P02 1,55 1,39 1,49 1,85 2,38 2,29 1,54 1,98 1,81
P03 1,62 1,47 1,57 1,90 2,36 2,26 2,01 2,12 1,91
P04 1,49 1,38 1,54 2,46 2,27 2,34 1,30 1,86 1,83
P05 1,19 1,39 1,56 1,89 2,23 2,26 1,29 1,70 1,69
P06 1,46 1,38 1,60 2,38 2,24 2,36 1,46 1,81 1,84
P07 1,60 1,37 1,54 1,84 2,10 2,17 1,68 1,73 1,75
P08 1,44 1,34 1,52 1,91 2,14 2,23 1,86 1,69 1,77
P09 1,51 1,38 1,62 1,90 2,19 2,22 2,14 1,74 1,84
P10 1,58 1,40 1,64 1,68 1,72 1,76 2,07 1,62 1,68
Médias 1,51d 1,40e 1,56d 1,95b 2,20a 2,23a 1,72c 1,83c

Médias seguidas de letras diferentes diferem entre si pelo Teste de Kruskal-Wallis a 1% de probabilidade

Ainda na Tabela 3, observa-se que a maior concentração de HCO3-, ocorram no ponto P03 (1,91 mmolc L-1); enquanto as menores concentrações de HCO3- ocorreram, sobretudo, no ponto P06 (após a ponte da Primavera) e P10 (foz do rio), em que ambas apresentaram 1,68 mmolc L-1. Apenas o mês de julho apresentou concentração de HCO3- menor do que 1,5 mmolc L-1, ou seja, sem restrição de uso para fins de irrigação (AYERS; WESTCOT, 1991). Apenas no mês de outubro foi verificada a presença de CO32- nos pontos P01 e P05 (0,15 e 0,14 mmolc L-1, respectivamente); sendo estes correlacionados aos valores elevados de pH (8,09 e 8,4 P01 e P05, respectivamente), comprovando que em um extrato de saturação ou água, a presença de quantidades tituláveis de carbonato indica que o pH deverá ser maior que 8,0. As concentrações de CO32- e HCO3- quando associados com cálcio formam o carbonato de cálcio (CaCO3), sal de baixa solubilidade, que ao precipitar-se retira da solução do solo parte do cálcio, proporcionando interferência no valor da RAS (ANDRADE JÚNIOR et al., 2006).

Na Tabela 4, observa-se que as concentrações de cloreto variaram de 1,46 a 1,70 mmolc L-1, não sendo constatado qualquer grau de restrição de uso da água quanto à toxidez de cloreto para os sistemas de irrigação localizado e aspersão (AYERS; WESTCOT, 1991). Entretanto, houve crescimento das concentrações de Cl- entre P04 e P08 (da ponte Frei Serafim até após o meandro e pedras submersas), em virtude dos despejos de esgotos lançados nestes trechos. No mês de outubro e na primeira quinzena de novembro houve as maiores concentrações deste elemento (1,74 mmolc L-1); isto ocorreu devido o período seco e, conseqüentemente, à maior evaporação das águas que não permitiu a maior diluição dos lançamentos domésticos, concentrando os sais. Verificou-se pequena alteração do Cl-, nos meses de junho, julho e setembro, respectivamente, (1,57; 1,54 e 1,56 mmolc L-1). No entanto, foi na segunda quinzena de novembro que ocorreu a menor concentração (1,17 mmolc L-1), devido ao aumento das precipitações no período anterior à amostragem.

Tabela 4 Valores mensais e quinzenais de cloreto (Cl-) na água do Rio Poty, no período de junho a dezembro de 2004, em Teresina, PI 

Ponto Amostral Período de Monitoramento
Junho Julho Agosto Setembro Outubro Novembro Dezembro Médias
1ª Quinzena 2ª Quinzena
P01 1,54 1,58 1,72 1,60 1,58 1,66 1,00 1,18 1,48
P02 1,40 1,52 1,68 1,70 1,54 1,70 0,92 1,22 1,46
P03 1,44 1,50 1,74 1,56 1,80 1,78 1,00 1,44 1,53
P04 1,42 1,54 1,72 1,34 1,88 1,72 1,02 1,38 1,50
P05 1,56 1,54 1,74 1,34 1,72 1,64 1,02 1,78 1,54
P06 1,68 1,64 1,76 1,52 1,74 1,74 1,36 1,66 1,64
P07 1,64 1,52 1,72 1,56 1,94 1,76 1,02 1,48 1,58
P08 1,78 1,56 1,80 1,70 1,88 1,96 1,30 1,64 1,70
P09 1,54 1,44 1,66 1,72 1,94 1,74 1,48 1,62 1,64
P10 1,70 1,52 1,70 1,58 1,42 1,66 1,56 1,46 1,58
Médias 1,57c 1,54cd 1,72ab 1,56c 1,74a 1,74b 1,17e 1,49d

Médias seguidas de letras diferentes diferem entre si pelo Teste de Kruskal-Wallis a 1% de probabilidade

Os valores de condutividade elétrica da água (CEa) ao longo do período de coletas são mostrados na Tabela 5. Observa-se que a CEa no mês de outubro foi a mais elevada do período (0,26 dS m-1). Além disso, verifica-se que neste mês, o ponto P07 contribuiu com o maior teor (0,29 dS m-1), devido à localização do ponto amostrado está à jusante da ETE Leste. A CEa aumentou de P05 até P09 (0,21 a 0,24 dS m-1), na área localizada após o lançamento de efluentes do Hospital do Meduna até a área de operação de dragas, no bairro Mocambinho e o menor valor foi observado no ponto P02 (0,20 dS m-1).

Tabela 5 Valores mensais e quinzenais de condutividade elétrica (CEa) do Rio Poty, no período de junho a dezembro de 2004, em Teresina, PI 

Ponto Amostral Período de Monitoramento
Junho Julho Agosto Setembro Outubro Novembro Dezembro Médias
1ª Quinzena 2ª Quinzena
P01 0,23 0,21 0,19 0,25 0,24 0,22 0,14 0,16 0,21
P02 0,22 0,2 0,2 0,22 0,25 0,23 0,12 0,16 0,20
P03 0,22 0,22 0,22 0,24 0,28 0,25 0,15 0,18 0,22
P04 0,23 0,22 0,22 0,29 0,27 0,25 0,11 0,17 0,22
P05 0,22 0,22 0,22 0,24 0,27 0,25 0,11 0,18 0,21
P06 0,23 0,23 0,22 0,28 0,27 0,25 0,12 0,18 0,22
P07 0,24 0,22 0,22 0,25 0,29 0,26 0,17 0,19 0,23
P08 0,24 0,22 0,22 0,25 0,28 0,27 0,19 0,18 0,23
P09 0,24 0,23 0,22 0,25 0,28 0,26 0,22 0,18 0,24
P10 0,24 0,22 0,22 0,21 0,17 0,19 0,25 0,16 0,21
Médias 0,23c 0,22d 0,22d 0,25b 0,26a 0,24b 0,16f 0,17e

Médias seguidas de letras diferentes diferem entre si pelo Teste de Kruskal-Wallis a 1% de probabilidade

Com base no Teste Kruskal-Wallis, pode-se constatar que o maior valor da CEa foi registrada no mês de setembro (0,26 dSm-1), seguido dos meses de outubro e novembro (primeira quinzena), diferindo estatisticamente da CEa observada nos meses de novembro (segunda quinzena) e dezembro, período onde se constataram os menores valores médios de CEa entre os pontos de coleta (0,16 e 0,17 dS m-1, respectivamente) (Tabela 5). A concentração de sais na água é inversamente proporcional à vazão do rio, ou seja, com a redução da lâmina d'água, provocada pelas baixas precipitações, a diluição dos sais é dificultada, elevando-se seu teor. O uso de água com CEa 0,26 dS m-1 na irrigação das culturas pode prejudicar a permeabilidade do solo, além de retardar o crescimento radicular, se não houver um manejo adequado. Apesar dos baixos níveis de salinidade verificados ao longo dos pontos amostrais, a água utilizada na irrigação pode acarretar um processo de salinização, caso não se promova a lavagem de manutenção de sais no solo (AYERS; WESTCOT, 1991; DIAS et al., 2007; MEDEIROS et al., 2003; MEDEIROS et al., 2007; SILVA et al., 2008).

A CEa no mês de outubro apresentou-se com grau de restrição de uso moderado para irrigação, ou seja, um ligeiro aumento para 0,26 dS m-1. No entanto, para o restante dos períodos analisados a água pode ser usada normalmente em projeto de irrigação, sem nenhuma restrição. Esta água pode ser utilizada na irrigação de culturas sensíveis aos sais, sem que haja necessidade de práticas de manejo da água ou do solo, como por exemplo, as hortaliças: repolho, tomate, abobrinha e pimentão, além das frutas, como laranja, banana e videira.

Na Tabela 6, observou-se aumento no valor da RAS de P01 a P02 (0,92 a 1,06 mmolc L-1)0,5, com pequena variação nos demais pontos, exceção a um ligeiro aumento no ponto P06 (1,26 mmolc L-1)0,5. Verifica-se que o valor de CEa entre 0,20 e 0,70 e da RAS entre 0 a 3, indicou que ambas, conjuntamente avaliadas, apresentam grau de restrição de uso ligeira e moderada, detectado no período de junho até a primeira quinzena de novembro e, grau de restrição severa, em dezembro (AYERS; WESTCOT, 1991). Valores elevados de RAS, acima de 15 (mmolc L-1)0,5 podem causar problemas de permeabilidade no solo, caso não seja adotado um manejo adequado da irrigação. No presente estudo, a RAS apresentou baixa oscilação no período, exceção ao mês de outubro (1,90 mmolc L-1)0,5; sendo os menores valores da RAS registrados no período de maior índice pluviométrico, ou seja, na segunda quinzena de novembro e dezembro respectivamente iguais a 0,71 e 0,79 (mmolc L-1)0,5 não diferindo entre si.

Tabela 6 Valores mensais e quinzenais da razão de adsorção de sódio (RAS) na água do Rio Poty, no período de junho a dezembro de 2004, em Teresina, PI 

Ponto Amostral Período de Monitoramento
Junho Julho Agosto Setembro Outubro Novembro Dezembro Médias
1ª Quinzena 2ª Quinzena
P01 1,24 0,85 1,19 0,91 0,97 1,03 0,70 0,60 0,94
P02 1,16 0,91 1,20 1,30 1,75 1,05 0,42 0,72 1,06
P03 1,03 0,90 1,17 1,28 2,86 1,31 0,45 0,72 1,21
P04 1,04 0,88 1,18 1,11 2,64 1,10 0,66 0,70 1,16
P05 1,22 0,90 1,15 1,27 2,70 1,22 0,53 0,69 1,21
P06 1,32 0,92 1,29 1,23 2,69 1,09 0,69 0,87 1,26
P07 1,32 1,04 1,38 1,28 1,58 1,39 0,85 0,92 1,22
P08 1,22 1,02 1,32 1,41 1,47 1,38 0,90 0,98 1,21
P09 1,27 1,04 1,26 1,52 1,27 1,34 0,92 0,83 1,18
P10 1,13 0,91 1,13 1,39 1,04 1,12 0,95 0,85 1,06
Médias 1,20b 0,94c 1,23b 1,27b 1,90a 1,20b 0,71d 0,79d

Médias seguidas de letras diferentes diferem entre si pelo Teste de Kruskal-Wallis a 1% de probabilidade

Na Tabela 7, verifica-se que a proporção de (Ca2+/Mg2+) variou de 0,59 a 0,99, ao longo do curso do rio. No período de junho a agosto, observa-se elevação de 0,84 a 0,92, reduzindo-se significativamente, no seguinte mês (0,71), devido, provavelmente, ao ligeiro aumento no nível da água, que provoca maior diluição dos íons. Verifica-se que a menor relação Ca2+/Mg2+ ocorreu na segunda quinzena de novembro (0,69), em virtude das elevadas precipitações. O ponto P06 apresentou a maior proporção Ca2+/Mg2+ dentre os pontos amostrados (0,99), enquanto que de forma temporal, o mês de agosto apresentou maior proporção.

Tabela 7 Média da relação Ca2+/Mg2+ na água do Rio Poty, no período de junho a dezembro de 2004, em Teresina, PI 

Relação Ca2+/Mg2+ Período de Monitoramento
Junho Julho Agosto Setembro Outubro Novembro Dezembro
1ª Quinzena 2ª Quinzena
Médias 0,84 0,90 0,92 0,71 0,87 0,78 0,69 0,80

Na Tabela 8, observa-se que o ponto P10 apresentou a menor relação Ca2+/Mg2+ (0,59), indicando um maior risco na RAS, segundo Ayers e Westcot (1991) que afirma ainda que a baixa proporção Ca2+/Mg2+ diminui a retirada do cálcio da solução do solo e seu conseqüente transporte, devido ao alto teor de magnésio (1,11 mmolc L-1) (Tabela 9), ocasionando redução no rendimento de culturas como a cevada, milho e beterraba açucareira.

Tabela 8 Média da relação Ca2+/Mg2+ na água do Rio Poty, ao longo do período de monitoramento, para todos os pontos amostrados ao longo do período de monitoramento 

Ca2+/Mg2+ Pontos amostrais
P01 P02 P03 P04 P05 P06 P07 P08 P09 P10
Médias 0,76 0,84 0,91 0,82 0,71 0,99 0,82 0,89 0,79 0,59

Tabela 9 Valores mensais e quinzenais de magnésio (Mg2+) na água do Rio Poty, no período de junho a dezembro de 2004, em Teresina, PI 

Ponto Amostral Período de Monitoramento
Junho Julho Agosto Setembro Outubro Novembro Dezembro Médias
1ª Quinzena 2ª Quinzena
P01 0,68 0,94 0,92 1,73 1,40 1,16 0,75 1,15 1,09
P02 0,43 0,83 0,86 0,98 1,08 1,09 1,13 1,00 0,93
P03 0,73 0,80 0,85 1,00 0,94 1,20 1,25 1,01 0,97
P04 0,74 0,84 0,82 1,23 1,20 1,24 0,96 1,16 1,02
P05 1,35 0,73 0,91 1,04 1,06 1,19 1,21 1,16 1,08
P06 0,83 0,71 0,82 1,08 1,10 1,30 0,86 0,51 0,90
P07 1,03 0,69 0,81 0,98 1,00 1,26 0,93 1,05 0,97
P08 0,93 0,73 0,73 0,85 1,01 1,26 1,04 0,90 0,93
P09 1,15 0,73 0,90 0,93 1,05 1,12 1,35 0,97 1,03
P10 2,00 0,75 1,00 0,85 0,79 1,15 1,43 0,92 1,11
Médias 0,99c 0,78d 0,86cd 1,07bc 1,06b 1,20ª 1,09ab 0,98b

Médias seguidas de letras diferentes diferem entre si pelo Teste de Kruskal-Wallis a 1% de probabilidade

Segundo Ayers e Westcot (1991), a baixa proporção Ca2+/Mg2+ indica que a água encontra-se com deficiência de Ca. Isto ocorre porque o Ca está completamente solúvel, variando até atingir o equilíbrio. Além disso, infere que há formação de precipitado como o CO3- e HCO3- na água, fato este verificado no monitoramento (Tabela 3).

Para a maioria dos parâmetros analisados, as concentrações para a estação chuvosa (Tabelas 1 a 10) foram inferiores àquelas registradas na estação seca. Essas diferenças se devem à diminuição do nível das águas do Rio Poty na estação seca, o que confirma os resultados obtidos por Oliveira et al. (1998) e Lobato et al. (2008) nas águas do Rio Mossoró (RN) e na Barragem Santa Rosa (CE), respectivamente. Enquanto que, Brito et al. (2005), não observaram variações significativas nas variáveis de qualidade das águas entre os períodos seco e chuvoso nas s águas da bacia hidrográfica do Salitre, BA.

Tabela 10 Valores mensais e quinzenais de cálcio (Ca2+) na água do Rio Poty, no período de junho a dezembro de 2004, em Teresina, PI 

Ponto Amostral Período de Monitoramento
Junho Julho Agosto Setembro Outubro Novembro Dezembro Médias
1ª Quinzena 2ª Quinzena
P01 0,81 0,72 0,69 1,04 1,00 0,99 0,63 0,75 0,83
P02 0,96 0,62 0,72 0,63 0,91 0,99 0,59 0,80 0,78
P03 1,06 0,69 0,80 0,65 1,00 0,94 1,09 0,78 0,88
P04 0,99 0,70 0,81 0,97 0,92 1,01 0,58 0,74 0,84
P05 0,80 0,75 0,80 0,65 0,96 0,94 0,48 0,76 0,77
P06 1,00 0,70 0,81 1,02 0,94 0,97 0,57 1,07 0,89
P07 0,80 0,72 0,85 0,68 0,94 0,94 0,73 0,74 0,80
P08 0,90 0,74 0,82 0,76 0,94 0,95 0,86 0,68 0,83
P09 0,82 0,69 0,80 0,67 0,92 0,92 0,87 0,77 0,81
P10 0,12 0,71 0,77 0,55 0,63 0,67 1,09 0,75 0,66
Médias 0,83b 0,70d 0,79bc 0,76d 0,92a 0,93ª 0,75d 0,78c

Médias seguidas de letras diferentes diferem entre si pelo Teste de Kruskal-Wallis a 1% de probabilidade

Conclusões

  1. Não houve grau de restrição do uso da água nas variáveis do pH (< 7), RAS, CEa, Na+, Cl-, entretanto, houve presença de CO3 2- em algumas amostras analisadas, deficiência de Ca2+ em relação ao Mg2+ e para o HCO3-, RAS conjunta com a CEa, houve grau de restrição de uso, ligeira e moderada para o uso na irrigação.

  2. O aumento da salinidade da água ocorreu nos pontos amostrais onde houve intervenção humana ao longo do curso do rio, principalmente pelo lançamento de efluentes domésticos.

  3. Os maiores valores de CE e RAS na água ocorreram nas amostragens da segunda quinzena de novembro e dezembro (períodos de maiores precipitações pluviométricas locais), diferindo estatisticamente entre os demais meses de coleta.

1Parte da monografia de graduação do primeiro autor apresentada ao CEFET-PI

Agradecimentos

À FAPEPI / CNPq pela concessão da bolsa e à Secretaria Estadual do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos do Piauí, pela disponibilidade da lancha e do gentil comandante Sr. Capivara.

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Recebido: 19 de Outubro de 2008; Aceito: 15 de Dezembro de 2009

* Autor para correspondência

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