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Revista Ciência Agronômica

versão impressa ISSN 0045-6888versão On-line ISSN 1806-6690

Rev. Ciênc. Agron. vol.46 no.4 Fortaleza out./dez. 2015

http://dx.doi.org/10.5935/1806-6690.20150073 

Zootecnia

Grão integral processado e coprodutos da soja em dietas para frangos de corte

Processed whole grain and soybean byproducts in diets for broiler chickens

Elvania Maria da Silva Costa 2   *  

Agustinho Valente de Figueirêdo 3  

Miguel Arcanjo Moreira Filho 4  

Mabell Nery Ribeiro 2  

Vânia Batista de Sousa Lima 2  

2Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal, Centro de Ciências Agrárias, Universidade Federal do Piauí, Campus Universitário Ministro Petrônio Portella, Ininga, Teresina-PI, Brasil, ellvania@hotmail.com, mabell_nery@hotmail.com, vania_vet06@hotmail.com

3Departamento de Zootecnia, Centro de Ciências Agrárias, Universidade Federal do Piauí, Teresina-PI, Brasil, agustinhov@yahoo.com.br

4Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal, Universidade Federal do Maranhão, Centro de Ciências Agrárias e Ambientais, Chapadinha, Maranhão-MA, Brasil, miguel_arcanjomf@hotmail.com


RESUMO

Objetivou-se avaliar o desempenho, rendimentos de carcaça e cortes nobres, porcentagem de gordura abdominal e viabilidade econômica em rações para frangos de corte no período de 22 a 42 dias de idade, alimentados com dietas contendo óleo de soja degomado, soja integral extrusada e soja semi-integral extrusada. Foram utilizados 360 frangos de corte, em um delineamento inteiramente casualizado, com quatro tratamentos (ração controle; ração com adição de óleo de soja degomado; ração com adição de soja integral extrusada; ração contendo soja semi-integral extrusada), cinco repetições e 18 aves por boxe. Na fase de 22 a 33 dias de idade, as aves alimentadas com rações contendo soja semi-integral extrusada, apresentaram o menor ganho de peso e índice de eficiência produtiva. No período de 22 a 42 dias de idade, aquelas que receberam a ração controle e ração contendo óleo de soja degomado obtiveram melhor conversão alimentar. Aos 42 dias de idade, os frangos alimentados com a ração controle, tiveram maiores pesos absolutos da carcaça e menor porcentagem de gordura abdominal. Em rações para frangos de corte no período de 22 a 42 dias de idade, a utilização da soja integral extrusada aumenta a gordura abdominal, e a soja semi-integral extrusada prejudica a conversão alimentar, com menor peso absoluto de carcaça e margem bruta. O uso do óleo de soja degomado proporciona melhor conversão alimentar e menor custo de produção das aves, o que viabiliza sua inclusão em rações para estes animais.

Palavras-chave: Avicultura; Extrusão; Óleo

ABSTRACT

This study aimed to evaluate the performance, carcass and prime-cut yield, percentage of abdominal fat and economic viability of feed for broiler chickens, for a period of from 22 to 42 days of age, fed diets containing degummed soybean oil, extruded whole soybean and extruded semi-whole soybean. Three hundred and sixty broilers were used in a completely randomised design with four treatments (control feed; feed with added degummed soybean oil; feed with added extruded whole soybean, feed containing extruded semi-whole soybean), five replications and 18 birds per pen. From 22 to 33 days of age, birds which were fed diets containing extruded semi-whole soybean showed the lowest weight gain and productive efficiency index. From 22 to 42 days of age, those who received the control diet and the diet containing degummed soybean oil achieved better feed conversion. At 42 days of age, the chickens fed the control diet had higher absolute carcass weight and a lower percentage of abdominal fat. In diets for broilers from 22 to 42 days of age, the use of extruded whole soybean increases abdominal fat, while extruded semi-whole soybean affects feed conversion, with a lower absolute carcass weight and lower gross margin. The use of degummed soybean oil results in better feed conversion and lower bird production costs, making it viable for inclusion in diets for these animals.

Key words: Poultry farming; Extrusion; Oil

INTRODUÇÃO

No Brasil, a alimentação de frangos de corte é realizada com dietas formuladas contendo milho e farelo de soja. Considerado o principal ingrediente protéico, o farelo de soja apresenta baixo conteúdo em óleo (1,45%) (ROSTAGNO et al., 2011), assim, para o ajuste energético, o óleo de soja refinado é comumente utilizado, aumentando, contudo, o custo das rações. Neste contexto, surge a preocupação de muitos avicultores em buscar fontes alternativas capazes de substituir, parcial ou totalmente, o farelo de soja e o óleo de soja refinado nas rações dos animais.

A composição nutricional da soja grão sem processamento apresenta proteína de alta qualidade e elevado valor energético (20% de extrato etéreo), além disso, reduz o custo de produção pela não ocorrência da extração do óleo (CARVALHO et al., 2008). Contudo, a soja grão para ser utilizada em rações de frangos de corte, há necessidade de processamento térmico adequado a fim de inativar os fatores antinutricionais, principalmente os inibidores de protease (SAKOMURA et al., 2004).

A extrusão é um dos processamentos mais importantes comercialmente, capazes de inibir os fatores antinutricionais contidos no grão de soja in natura. A adição de soja integral extrusada e semi-integral extrusada na alimentação de aves pode ser economicamente viável, dependendo da disponibilidade e custo dos grãos, além de possuir o potencial de diminuir os custos de produção pela redução da quantidade de óleos usados para suprir a energia das rações.

Dentro dessa perspectiva, tem-se também, o óleo de soja degomado, o qual é obtido após a remoção de fosfatídeos, proteínas e substâncias coloidais do óleo de soja bruto (DALLMANN et al., 2010). No entanto, são poucas as informações referentes à sua composição e valor nutricional, porém, sabe-se que, como solução alternativa, é utilizado em formulações de rações para frangos de corte, visando redução de custo.

A proposta de se estudar a inclusão do óleo de soja degomado e das sojas integral e semi-integral extrusadas em rações para frangos de corte, está centrada na perspectiva de se reduzir custos de produção do setor avícola bem como melhorar a qualidade do produto final.

Objetivou-se, avaliar a utilização do óleo de soja degomado, da soja integral extrusada e da soja semi-integral extrusada, quanto ao desempenho, rendimentos de carcaça e dos cortes nobres, porcentagem de gordura abdominal e à viabilidade econômica em rações para frangos de corte, no período de 22 a 42 dias de idade.

MATERIAL E MÉTODOS

O experimento foi executado no Setor de Avicultura do Departamento de Zootecnia (DZO), do Centro de Ciências Agrárias (CCA) da Universidade Federal do Piauí (UFPI), no município de Teresina/PI. As análises químicas e a determinação da energia bruta foram determinadas no Laboratório de Nutrição Animal (LANA) do DZO/CCA/UFPI e as análises do teste da atividade de urease e solubilidade da proteína em hidróxido de potássio (KOH) a 0,2% foram conduzidas na Embrapa Meio-Norte, localizada também no município de Teresina/PI.

Utilizou-se 360 frangos de corte, em lote misto (sendo 9 machos e 9 fêmeas por boxe) da linhagem Ross, no período de 22 a 42 dias de idade com peso médio inicial de 0,633,0 ± 6,33 kg, alojados em 20 boxes de 2,70 m2. O delineamento adotado foi o inteiramente ao acaso, consistindo de quatro tratamentos e cinco repetições, sendo 18 aves por unidade experimental. As aves foram vacinadas no incubatório contra as doenças de marek e gumboro.

Até aos 21 dias de idade, as aves foram criadas em galpão convencional de alvenaria, com dimensões de 6 m de largura por 10 m de comprimento, pé direito de 2,80 m de altura, cobertura com telhas de cerâmica, provido de lanternin, piso cimentado, cama de casca de arroz em torno de 5 cm, muretas laterais com 0,50 m de altura, sendo o restante fechado com telas de arame liso. As aves foram alimentadas com rações à base de milho, farelo de soja, óleo refinado de soja, fosfato bicálcico, calcário calcítico, sal, aminoácidos (L-lisina HCl e DL-metionina), suplemento vitamínico e mineral, visando atender às exigências energéticas e nutricionais em cada fase do ciclo produtivo, pré-inicial (1 a 7 dias de idade) e inicial (8 a 21 dias de idade), de acordo com as recomendações de Rostagno et al. (2011).

Aos 22 dias de idade, os animais foram transferidos para o galpão experimental de alvenaria, coberto por telhas de cerâmica, contendo lanternin, piso cimentado com divisórias entre os boxes, constituídas de telas de arame liso. A cama utilizada nos boxes foi de casca de arroz, com aproximadamente 5 cm de espessura. Foram utilizados comedouros tubulares e bebedouros pendulares, onde as rações e água eram fornecidas à vontade.

Para o controle de entrada dos raios solares e correntes de ar, foram utilizadas cortinas nas laterais do galpão. No período do dia, em que a temperatura ultrapassou a zona de termoneutralidade para as aves, considerada acima de 21 ºC para frangos adultos, de acordo com a União Brasileira de Avicultura (UBA, 2009), foram ligados ventiladores e nebulizadores visando amenizar o estresse por calor.

O monitoramento da temperatura e umidade relativa do ar foi realizado por meio de termohigrômetro digital, situado no centro do galpão à altura do dorso das aves, realizando-se as leituras diariamente nos horários de 08:00 e 16:00 horas. O programa de luz adotado foi o contínuo, 24 horas de luz natural+artificial, sendo, esta última, utilizando lâmpadas incandescentes de 60 W.

A ração controle foi formulada à base de milho e farelo de soja, aos demais tratamentos foram adicionados, óleo de soja degomado; em outro adicionou-se a soja integral extrusada e por fim, um último tratamento teve adição de soja semi-integral extrusada. Todas as rações foram formuladas visando atender às exigências energéticas e nutricionais em cada fase, crescimento (22 a 33 dias) e final (34 a 42 dias), segundo recomendações de Rostagno et al. (2011), sendo todas isonutritivas e isoenergéticas (Tabela 1).

Tabela 1 Composição percentual e calculada das rações experimentais para frangos de corte nas fases de crescimento (22 a 33 dias de idade) e final (34 a 42 dias de idade) 

Ingredientes 22 a 33 dias 34 a 42 dias
RC2 OSD SIE SSIE RC OSD SIE SSIE
Milho 66,86 67,22 65,03 60,93 71,30 69,15 67,45 66,32
Farelo de soja 26,11 26,06 15,46 2,03 22,45 22,81 10,48 1,47
Óleo de soja refinado 2,60 - - 0,72 2,40 - - 0,70
Óleo de soja degomado - 3,00 - - - 3,80 - -
Soja integral extrusada - - 15,63 - - - 18,00 -
Soja semi-integral extrusada - - - 32,52 - - - 28,30
Fosfato bicálcico 1,32 1,32 1,29 1,29 1,11 1,12 1,08 1,09
Calcário calcítico 0,87 0,86 0,86 0,83 0,77 0,77 0,76 0,74
NaCl 0,46 0,46 0,46 0,47 0,45 0,45 0,45 0,45
L-Lisina HCl 79% 0,36 0,36 0,30 0,23 0,38 0,37 0,31 0,27
DL-Metionina 99% 0,19 0,19 0,18 0,16 0,18 0,18 0,16 0,15
Premix mineral vitamínico1 0,40 0,40 0,40 0,40 0,40 0,40 0,40 0,40
Material inerte (Caulim) 0,85 0,13 0,39 0,43 0,58 0,96 0,91 0,12
TOTAL 100 100 100 100 100 100 100 100
Custo/ kg ração 1,22 1,17 1,20 1,19 1,18 1,14 1,17 1,15
-------------------------------------------------------- Composição calculada ---------------------------------------------------------
PB (%) 19,50 19,50 19,50 19,50 18,00 18,00 18,00 18,00
EM (kcal kg-1) 3100 3100 3100 3100 3150 3150 3150 3150
Extrato etéreo (%) 5,41 5,82 5,46 5,68 5,32 6,64 5,91 5,49
Ca (%) 0,73 0,73 0,73 0,73 0,64 0,64 0,64 0,64
P disponível (%) 0,34 0,34 0,34 0,34 0,30 0,30 0,30 0,30
Lisina digestível (%) 1,08 1,08 1,08 1,08 1,01 1,01 1,01 1,01
Metionina digestível (%) 0,43 0,43 0,43 0,43 0,40 0,40 0,40 0,40
Met. + cist. digestível (%) 0,78 0,78 0,78 0,78 0,73 0,73 0,73 0,73
Treonina digestível (%) 0,70 0,70 0,70 0,70 0,65 0,65 0,65 0,65
Triptofano digestível (%) 0,19 0,19 0,19 0,19 0,18 0,18 0,18 0,18
Valina (%) 0,84 0,84 0,84 0,84 0,78 0,78 0,78 0,78
Na (%) 0,20 0,20 0,20 0,20 0,20 0,20 0,20 0,20

1Composição/kg do produto em minerais e vitaminas: ácido fólico (min): 162,50mg; ácido pantotênico (min): 2600,00mg; biotina (min): 10,00 mg; clorohidroxiquinolina: 7500,00mg; cobre (min): 1996,00mg; colina (min): 71,59g; ferro (min): 11,25g; iodo (min): 187,47mg; manganês (min): 18,74g; monensina: 25,00g; niacina (min): 7000,00mg; salinomicina: 16,50g; selênio (min): 75,00mg; vit. A (min): 14000,50UI; vit. B1(min): 388,00mg; vit.B12 (min): 2000,00mg; vit. B2(min): 1000,00mg; vit.B6 (min): 520,00mg; vit. D3 (min): 300012,00UI; vit. E (min): 2500,00UI; vit. K3 (min): 300,00 mg; zinco (min): 17,50g.

2RC = ração controle; OSD = óleo de soja degomado; SIE = soja integral extrusada; SSIE = soja semi-integral extrusada

Os valores de composição química dos ingredientes utilizados para a formulação das rações foram obtidos de acordo com a Tabela de Rostagno et al. (2011); apenas para o farelo de soja adotou-se valor de proteína bruta (51,53% com base na matéria seca) determinado no LANA/DZO/CCA/UFPI e para o valor de energia metabolizável do óleo de soja degomado (7.244,00 kcal kg-1 com base na matéria seca) foi determinado por um ensaio de metabolismo conduzido anteriormente no DZO/CCA/UFPI.

O óleo de soja degomado, a soja integral extrusada e a soja semi-integral extrusada foram obtidos de empresas do comércio local. O controle de qualidade das sojas integrais processadas e do farelo de soja foi realizado pelo teste da atividade de urease, expresso por a diferença de pH e pela solubilidade da proteína em KOH a 0,2%, determinados de acordo com metodologia recomendada pela Associação Nacional dos Fabricantes de Rações (ANFAR, 1992).

Em cada fase (22 a 33 e de 34 a 42 dias de idade) pesaram-se as quantidades de rações fornecidas e as sobras para cada boxe, bem como as aves, para então avaliar o desempenho (consumo de ração, ganho de peso e conversão alimentar). Entretanto, o experimento foi avaliado nas fases de 22 a 33 e de 22 a 42 dias de idade, sem troca de aves; uma vez que as aves de cada tratamento permaneceram nos boxes até o final do experimento. O índice de viabilidade criatória (VC) foi obtido pela subtração de 100 pelo valor da mortalidade (%) observada, enquanto que o índice de eficiência produtiva (IEP), foi calculado pela equação 1, segundo Stringhini et al. (2006).

Aos 42 dias de idade, as aves foram pesadas após jejum alimentar de 8 horas, sendo escolhidas duas aves por boxe (1 macho e 1 fêmea) com peso vivo mais próximo da média de peso observado para o referido boxe, para posterior realização dos procedimentos normais de abate (atordoamento, sangria e depenagem), conforme preconizados pelo Regulamento de Inspeção Industrial e Sanitária dos Produtos de Origem Animal (BRASIL, 1980). As aves foram evisceradas, as carcaças (excluindo cabeça, pescoço e pés) e a gordura abdominal (tecido adiposo em torno da bursa de Fabricius, do proventrículo, da moela e da cloaca) foram pesadas, separadamente.

O rendimento de carcaça foi determinado pela relação entre o peso da carcaça eviscerada e o peso vivo das aves ao abate. Também foram determinados os rendimentos dos cortes nobres (peito, coxa e sobrecoxa) e da gordura abdominal, sendo pesados e seus rendimentos calculados em relação ao peso da carcaça eviscerada.

Os resultados foram submetidos à análise da variância e ao teste de Tukey para comparação das médias, ao nível de 5% de probabilidade, conforme os procedimentos GLM do logiciário estatístico SAS (2002).

A avaliação econômica das rações experimentais foi baseada nos dados de desempenho das aves. O preço do frango vivo/kg (R$ 3,70) e dos ingredientes das rações considerado foram os praticados no comércio local do município de Teresina/PI, em outubro de 2012. Os preços dos ingredientes utilizados na elaboração dos custos das rações foram: milho R$ 0,77; farelo de soja R$ 1,72; óleo de soja refinado R$ 3,45; óleo de soja degomado R$ 1,50; soja integral extrusada R$ 1,80; soja semi-integral extrusada R$ 1,60; fosfato bicálcico R$ 2,80; calcário calcítico R$ 0,27; sal R$ 0,28; L-lisina HCl R$ 13,0; DL-metionina R$ 19,0; premix mineral/vitamínico R$ 10,0; caulim R$ 0,40.

Para os cálculos da viabilidade econômica das rações, foram consideradas as seguintes variáveis primárias: consumo médio da ração (kg) (CMR), custo da ração (kg) (CR), ganho de peso médio (kg) (GPM), peso vivo médio (kg) (PVM) e preço do frango vivo (kg) (PFV). Com base nos valores observados para essas variáveis primárias, foram obtidos, conforme Togashi (2004), os seguintes indicadores econômicos: a) custo médio de arraçoamento (CMA) = CMR x CR; b) relação CMA/GPM; c) renda bruta média (RBM) = PVM x PFV; d) margem bruta média (MBM) = RBM - CMA. Estimou-se a margem bruta (MB), considerando-se: MB = (kg frango produzido x preço de venda do frango) - (preço da ração x ração consumida), envolvendo os preços dos ingredientes das rações.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Verificou-se que as temperaturas máximas observadas durante a maior parte do dia, ultrapassaram a zona de termoneutralidade das aves (Tabela 2), pois de acordo com a União Brasileira de Avicultura (UBA, 2009), a faixa de temperatura recomendada para frangos adultos é de 21 a 23 ºC, com umidade relativa entre 65 e 70%.

Tabela 2 Médias de temperatura e umidade relativa do ar no galpão durante a fase experimental 

Semana Temperatura (oC) Umidade relativa do ar (%)
Máxima Mínima Média
4a 37,90 ± 0,24 25,88 ± 0,26 28,92 ± 1,10 59,60 ± 5,02
5a 37,77 ± 0,56 25,24 ± 0,22 28,64 ± 1,40 53,15 ± 5,25
6a 37,27 ± 1,24 25,46 ± 1,08 29,11 ± 0,65 52,84 ± 5,56

A temperatura ambiente e a umidade relativa são elementos climáticos altamente correlacionados ao conforto térmico dos animais, uma vez que influenciam a perda de calor sensível e latente do corpo das aves. Em temperaturas acima de 21 ºC e umidade relativa do ar com valores superiores a 70%, a eliminação do calor corporal das aves por meio da respiração fica prejudicada, assim, a ave não consegue respirar suficientemente rápido para remover todo o calor que precisa dissipar de seu corpo (LAGANÁ, 2008). Este fator influencia diretamente sobre o consumo de ração, ganho de peso e a conversão alimentar dos animais, por isso, esses elementos físicos são considerados como de maior efeito no desempenho produtivo de frangos de corte.

Os valores da atividade de urease e solubilidade protéica em KOH (Tabela 3) do farelo de soja e da soja integral extrusada, mostraram-se dentro da faixa ideal de 0,05 a 0,30 unidades de pH, recomendada pela ANFAR (1985) para atividade ureática e de 75 a 90% para solubilidade protéica, segundo Lima et al. (2011).

Tabela 3 Controle de qualidade do farelo de soja e das sojas processadas 

Ingrediente Farelo de soja Soja integral extrusada Soja semi-integral extrusada
Atividade de urease (ΔpH)1 0,06 0,20 1,40
Solubilidade proteica (%) 85,80 82,04 99,37

11ΔpH = diferença de pH

De acordo com Lima et al.(2011), a atividade de urease está baseada na liberação de amônia da ureia pela ação da enzima urease presente na soja, e se a solução da atividade ureática causar uma mudança no pH em relação a solução branco padrão, indica que a soja foi subprocessada e que apresenta valores acima de 0,3. Caso a soja apresente valores abaixo de 0,05 unidades de pH não haverá mudanças no pH da solução, isto indica que a soja foi superprocessada. A solubilidade protéica indica o percentual de proteína disponível para absorção pelo animal, sendo que valores abaixo de 75% demostram que a soja foi superaquecida, fato que diminui o valor nutricional da soja pela formação da reação de Maillard, e acima de 90%, houve subprocessamento da soja, em que continuam ativos os inibidores de tripsina, podendo levar à redução na digestibilidade protéica das aves.

Os valores obtidos para a soja semi-integral extrusada, para esses parâmetros de controle de qualidade, demonstraram que o processamento térmico, ao qual esse alimento foi submetido para inativar os fatores antinutricionais, foi inadequado, indicando que houve subaquecimento do alimento durante o processamento.

Na fase de crescimento (22 a 33 dias) os tratamentos não interferiram (P>0,05) o consumo de ração, a conversão alimentar e a viabilidade criatória das aves, no entanto, influenciaram (P<0,05) o ganho de peso e o índice de eficiência produtiva. No período final (22 a 42 dias de idade), não houve efeito (P>0,05) dos tratamentos sobre o desempenho produtivo, porém, a conversão alimentar foi afetada (P<0,05) (Tabela 4).

Tabela 4 Desempenho de frangos de corte, nas fases de 22 a 33 e de 22 a 42 dias de idade, alimentados com rações contendo grão integral processado e coprodutos da soja 

Parâmetros 22 a 33 dias de idade
RC1 OSD SIE SSIE CV (%)
Consumo de ração kg ave-1 1,521 a 1,472 a 1,517 a 1,533 a 11,91
Ganho de peso kg ave-1 0,801 a 0,779 ab 0,813 a 0,697 b 6,43
Conversão alimentar 1,90 a 1,89 a 1,86 a 2,20 a 12,25
Viabilidade criatória (%) 100,00 100,00 100,00 100,00 -
Índice de eficiência produtiva 351,31 a 343,47 a 364,25 a 264,01 b 12,43
  22 a 42 dias de idade
Consumo de ração kg ave-1 2,870 a 2,750 a 2,977 a 3,084 a 8,39
Ganho de peso kg ave-1 1,429 a 1,374 a 1,389 a 1,304 a 6,55
Conversão alimentar 2,00 b 2,00 b 2,14 ab 2,37 a 6,02
Viabilidade criatória (%) 97,78 a 95,56 a 100,00 a 98,89 a 5,45
Índice de eficiência produtiva 349,32 a 328,25 a 324,54 a 272,06 a 13,07

Médias seguidas pela mesma letra na linha, não diferem entre si pelo teste de Tukey (P>0,05),

1RC = ração controle; OSD = óleo de soja degomado; SIE = soja integral extrusada; SSIE = soja semi-integral extrusada; CV = coeficiente de variação

Os resultados obtidos quanto ao consumo de ração na fase de 22 a 33 dias de idade, foram semelhantes aos obtidos por Duarte et al. (2010), que utilizaram óleo de soja degomado em rações para frangos de corte, e não observaram diferenças para este parâmetro, quando comparado com outras fontes lipídicas. Por outro lado, Raber et al. (2008), trabalhando com aves no período de 21 a 34 dias de idade na região sul do país, obtiveram consumo de 2,200 kg ave-1 utilizando óleo de soja degomado (EM: 2.941 kcal/kg) em rações não isoenergéticas, valores estes superiores aos desta pesquisa (1,472 kg ave-1), para a mesma fase de criação, usando 3% de inclusão deste alimento que possui 7.244 kcal kg-1 de EM, sendo as rações isoenergéticas.

Na fase de crescimento, os tratamentos interferiram (P<0,05) no ganho de peso dos animais, onde as aves alimentadas com rações controle e contendo soja integral extrusada tiveram ganhos semelhantes entre si, e superiores em comparação à ração com soja semi-integral extrusada, porém, as aves que receberam a ração contendo óleo de soja degomado mostraram-se semelhantes aos demais tratamentos.

Os menores ganhos, para as aves alimentadas com a ração contendo soja semi-integral extrusada pode ser atribuído ao efeito residual das atividades dos inibidores de tripsina e quimiotripsinas contidos neste alimento. Possivelmente, a temperatura, o tempo e a pressão de extrusão utilizados, não foram suficientemente, capazes de inativar os fatores antinutricionais, pois os valores obtidos para o índice de urease e solubilidade protéica foram 1,40 ∆pH e 99,37%, respectivamente.

Ao avaliarem o efeito do processamento de extrusão em grãos de soja, Oliveira et al. (2005)verificaram que a temperatura de 125 a 140 ºC pode ser adotada, visando à utilização do grão extrusado em rações para frangos de corte na fase de crescimento (22 a 35 dias) sem causar prejuízos no desempenho das aves.

Na fase de 22 a 33 dias de idade, a conversão alimentar não diferiu (P>0,05) entre os tratamentos. Observou-se que a utilização da soja semi-integral extrusada, mesmo não tendo sido processada adequadamente, não influenciou na conversão alimentar das aves que receberam este ingrediente em sua alimentação.

Na fase de crescimento para a variável de viabilidade criatória, não foi verificado nenhuma mortalidade das aves durante esse período. Porém, houve efeito (P<0,05) para o índice de eficiência produtiva, em que aves recebendo ração com a adição de soja semi-integral extrusada apresentaram valores inferiores (264,01), quando comparados com as rações controle, com adição de óleo de soja degomado e com inclusão de soja integral extrusada.

Os tratamentos não influenciaram (P>0,05) o consumo de ração pelas aves durante o período final (22 a 42 dias) de criação. Resultados semelhantes foram obtidos por Garcia et al. (2000) ao avaliarem rações para frangos de corte formuladas com farelo de soja e soja integral extrusada.

O ganho de peso das aves não foi influenciado pelas rações estudadas no período de 22 a 42 dias de idade. Observa-se que a presença de fatores antinutricionais contidos na soja semi-integral extrusada, as quais são responsáveis por inibir a ação de enzimas digestivas, não influenciaram negativamente esta variável, o que está de acordo com a afirmação de Sakomura et al. (2004), em que as atividades das enzimas amilase, tripsina e lipase exercem maior efeito entre a primeira e a segunda semana de idade dos frangos.

Resultados obtidos por Campello et al. (2010) para o desempenho de frangos de corte no período de 22 a 42 dias de idade alimentados com rações contendo soja crua, verificaram que é possível a substituição de até 20% da proteína da soja termicamente processada pela proteína da soja crua, e os resultados sugerem ainda que é possível a utilização de grãos de soja e seus subprodutos que, eventualmente, estejam fora dos padrões ideais do controle de qualidade, no que se refere aos níveis de atividade ureática, desde que esse material não seja utilizado como única fonte protéica, mas sim, como parte da proteína total da dieta.

No período final de criação das aves, os tratamentos influenciaram (P<0,05) a conversão alimentar, de modo que os frangos de corte alimentados com as rações controle e com óleo de soja degomado, apresentaram melhor conversão alimentar em relação ao obtido para a ração contendo soja semi-integral extrusada, porém para as aves alimentadas com ração com a soja integral extrusada, não diferiu dos demais tratamentos.

Os resultados para conversão alimentar da soja semi-integral extrusada indicam o aproveitamento menos eficiente da ração contendo este ingrediente, talvez pelo menor aproveitamento dos nutrientes em decorrência da inadequada inativação dos fatores antinutricionais. Assim, observou-se que a conversão alimentar apresenta relação direta com o processamento, pois a soja, dentro dos padrões de qualidade nutricional, favorece a redução dos fatores antinutricionais e a disponibilização de nutrientes para melhor ação enzimática (COSTA et al., 2006).

Os resultados de viabilidade criatória não foram influenciados (P>0,05) pelos tratamentos. Apesar da soja semi-integral não ter sido devidamente processada, isso não afetou a mortalidade das aves no período de 22 a 42 dias de idade. Da mesma maneira, os tratamentos não apresentaram diferenças (P>0,05) para o índice de eficiência produtiva.

Aos 42 dias de idade, as rações influenciaram (P < 0,05) os pesos absolutos da carcaça das aves, porém, para o peso vivo, cortes nobres e gordura abdominal, não apresentaram diferenças (P>0,05). Para o rendimento de carcaça e dos cortes nobres, não foram verificados diferenças (P>0,05), no entanto, a gordura abdominal foi influenciada (P<0,05) pelas rações (Tabela 5).

Tabela 5 Pesos absolutos (g) e rendimentos (%) de carcaça, cortes nobres e gordura abdominal de frangos de corte aos 42 dias de idade, alimentados com rações contendo soja integral processada e coprodutos da soja 

Variáveis RC1 OSD SIE SSIE CV (%)
---------------------------------------------------------- Peso Absoluto (kg) -----------------------------------------------------------
Peso vivo 1,998 a 1,994 a 1,961 a 1,837 a 5,37
Carcaça 1,439 a 1,398 ab 1,361 ab 1,296 b 5,44
Peito 0,465 a 0,428 a 0,434 a 0,409 a 8,93
Coxa 0,210 a 0,207 a 0,191 a 0,189 a 6,41
Sobrecoxa 0,229 a 0,212 a 0,209 a 0,201 a 7,83
Gordura abdominal 0,035 a 0,038 a 0,038 a 0,035 a 12,10
------------------------------------------------------------ Rendimento (%) ------------------------------------------------------------
Carcaça 72,05 a 70,11 a 69,48 a 70,28 a 2,06
Peito 32,45 a 30,65 a 32,00 a 31,64 a 6,21
Coxa 14,57 a 14,82 a 14,04 a 14,58 a 4,74
Sobrecoxa 14,65 a 14,48 a 15,35 a 15,57 a 8,99
Gordura abdominal 2,48 b 2,81 ab 3,06 a 2,77 ab 11,00

Médias seguidas pela mesma letra na linha, não diferem entre si pelo teste de Tukey (P>0,05),

1RC = ração controle; OSD = óleo de soja degomado; SIE = soja integral extrusada; SSIE = soja semi-integral extrusada; CV = coeficiente de variação

As aves alimentadas com rações contendo soja semi-integral extrusada, apresentaram os menores pesos absolutos de carcaça quando comparadas àquelas que receberam a ração controle, no entanto, os animais que consumiram rações contendo soja integral extrusada e óleo de soja degomado não diferiram entre si (P>0,05).

Possivelmente, os menores pesos obtidos para as aves alimentadas com a ração contendo soja semi-integral extrusada, se deve aos efeitos negativos dos inibidores das enzimas digestivas no aproveitamento da proteína deste alimento, e que consequentemente, aumenta a excreção de aminoácidos pelas aves. Provavelmente, a menor digestibilidade da ração contendo a soja semi-integral extrusada, possibilitou em uma menor síntese protéica orgânica e que resultou em um menor peso de carcaça das aves.

Quanto ao rendimento, verificou-se que as aves alimentadas com rações contendo soja integral extrusada apresentaram 23,38% mais gordura abdominal, em comparação àquelas que receberam ração controle, no entanto, os demais tratamentos mostraram-se semelhantes entre si (P >0,05). O maior percentual de gordura abdominal obtida para animais alimentados com ração contendo soja integral extrusada, pode ter ocorrido em função do maior teor de óleo nesse ingrediente (18,32% de extrato etéreo), (ROSTAGNO et al., 2011), apesar das rações terem sido balanceadas com o mesmo nível de energia.

Aves alimentadas com rações contendo óleo de soja degomado, segundo Duarte et al. (2010), apresentaram rendimento de carcaça de 80,51% e gordura abdominal de 1,46%, sendo o rendimento de carcaça superior em 14,83% e a gordura abdominal inferior em 48,04% ao valor obtido nesta pesquisa. Da mesma maneira, Lara et al. (2006), verificaram que o rendimento da carcaça e dos cortes (peito e coxa) de aves não foram influenciados (P>0,05) pela ração contendo óleo de soja degomado. No entanto, estes autores afirmaram que a porcentagem de gordura abdominal foi variável entre as fontes lipídicas, atribuindo isto ao nível de inclusão de lipídios na ração e ao grau de saturação dos óleos e das gorduras utilizadas.

A utilização do óleo de soja degomado e das sojas processadas por extrusão depende da disponibilidade de cada produto e do fator econômico envolvido. Assim, os dados de viabilidade econômica das rações experimentais no período de 22 a 42 dias de idade para frangos de corte encontram-se na Tabela 6.

Tabela 6 Índices econômicos das rações experimentais contendo grão processado e coprodutos da soja para frangos de corte, no período de 22 a 42 dias de idade 

Variáveis1 22 a 42 dias de idade
RC2 OSD SIE SSIE
Custo médio de arraçoamento (R$) 3,44 3,20 3,51 3,68
Relação CMA/GPM (R$ kg-1) 2,50 2,57 2,53 2,86
Renda bruta média (R$) 7,44 7,47 7,48 7,10
Margem bruta média (R$) 4,00 4,36 3,97 3,43

1Considerou-se o preço médio do kg dos ingredientes e do frango vivo, coletados em 15/10/2012

2RC = ração controle; OSD = óleo de soja degomado; SIE = soja integral extrusada; SSIE = soja semi-integral extrusada

De acordo com os resultados obtidos, observou-se que o custo médio do arraçoamento variou de R$ 3,20 a 3,68. Quanto ao custo médio de arraçoamento/ganho de peso médio, a utilização da soja semi-integral extrusada na ração para frangos de corte mostrou-se superior em 14,40% à ração controle. No tocante á renda bruta média, a ração com soja integral extrusada mostrou superioridade de 5,35%, à soja semi-integral extrusada.

Os resultados da análise econômica, em especial a margem bruta média, apontaram que, no período de 22 a 42 dias de idade, o óleo de soja degomado proporcionou melhor resultado econômico (R$ 4,36) e a soja semi-integral extrusada mostrou-se menos viável economicamente (R$ 3,43).

CONCLUSÕES

Em rações para frangos de corte no período de 22 a 42 dias de idade, a utilização da soja integral extrusada aumenta a gordura abdominal e a soja semi-integral extrusada prejudica a conversão alimentar, com menor peso absoluto de carcaça e margem bruta. O uso do óleo de soja degomado proporciona melhor conversão alimentar e menor custo de produção das aves, o que viabiliza sua inclusão em rações para estes animais.

AGRADECIMENTOS

À Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Piauí - FAPEPI pelo financiamento desta pesquisa.

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Recebido: 21 de Março de 2014; Aceito: 04 de Março de 2015

*Autor para correspondência

Parte da Dissertação de Mestrado da primeira autora apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal da Universidade Federal do Piauí

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