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Revista de Odontologia da UNESP

versão On-line ISSN 1807-2577

Rev. odontol. UNESP vol.44 no.2 Araraquara mar./abr. 2015

http://dx.doi.org/10.1590/1807-2577.1048 

Artigos Originais

Avaliação das condições periodontais e de higiene bucal em escolares com transtornos neuropsicomotores

Evaluation of periodontal conditions and oral hygiene in school children with neuropsychomotor disorders

Karen Silva Nasiloski a  

Ethieli Rodrigues da Silveira a  

João Batista César Neto b  

Lisandrea Rocha Schardosim a   *  

aFaculdade de Odontologia, UFPel – Universidade Federal de Pelotas, Pelotas, RS, Brasil

bFaculdade de Odontologia, USP – Universidade de São Paulo, São Paulo, SP, Brasil

RESUMO

Introdução

A doença cárie e as alterações periodontais são problemas frequentemente encontrados em pacientes com deficiência.

Objetivo

Avaliar as condições periodontais e de higiene bucal em escolares com deficiência neuropsicomotora matriculados em um centro de reabilitação.

Método

A pesquisa envolveu entrevista com os responsáveis e exame clínico do escolar, para registro do índice de placa e do índice de sangramento. Após o exame, foi realizada profilaxia profissional, orientação de higiene bucal e esclarecimento de dúvidas. Os dados foram observados por meio de estatística descritiva.

Resultado

A amostra foi constituída por 41 escolares com deficiência neuropsicomotora, com idades entre sete e 14 anos, sendo 20 do sexo feminino (48,8%) e 21 do sexo masculino (51,2%), e com idade média de 10,8 anos. A maioria dos pacientes tinha a figura da mãe como principal cuidador (85%). Observou-se que 71% dos escolares necessitavam de ajuda para realizar a higiene bucal e quase 40% dos cuidadores apresentavam dificuldade para realizá-la, principalmente pelo fato de o paciente “não abrir a boca”. Quase a totalidade dos escolares não usava fio dental. Constatou-se, ainda, que 87,2% apresentaram sangramento gengival à sondagem e que, em 84,7%, verificou-se índice de placa maior ou igual a ‘2’.

Conclusão

Concluiu-se que os escolares com deficiência neuropsicomotora incluídos neste estudo apresentaram condições periodontais e de higiene bucal insatisfatórias, demonstrando a necessidade de serem instituídas ações preventivas focadas na orientação aos pacientes e cuidadores, para a efetividade da higiene bucal.

Palavras-Chave: Higiene bucal; pessoas com deficiência; gengivite

ABSTRACT

Introduction

Caries and periodontal disease are problems frequently affecting patients with disabilities.

Objective

In this study we aim to evaluate the periodontal conditions and the oral hygiene in students with neuropsychomotor disorders enrolled in a rehabilitation center.

Method

Data collect was based in interview with the responsible and the scholar's clinical exam to register the plaque index and the bleeding index. After the clinical exam were performed professional prophylaxis, oral hygiene orientation and explanation of doubts.

Result

The sample consisted of 41 students with neuropsychomotor disabilities, with ages among 7 and 14 years, 20 females (48.8%) and 21 males (51.2%) with a mean age of 10.8 years. Most patients had the figure of the mother as primary caregiver (85%). It was observed that 71% of students need help in performing oral hygiene and nearly 40% of caregivers had difficulty doing it, in most of the cases because the patient "did not open his mouth". Almost the totality of the students doesn't use dental floss. It was also found that 87.2% had gingival bleeding and 84.7% had the plaque index greater or equal to 2.

Conclusion

It was concluded that disabled students included in this study had bad periodontal conditions and poor oral hygiene. It shows the need of preventive programs to guide themselves and the caregivers, seeking for effectiveness of oral hygiene.

Key words: Oral hygiene; disabled persons; gingivitis

INTRODUÇÃO

A doença cárie e as alterações periodontais são problemas frequentemente encontrados em pacientes com deficiência e a dificuldade em manter bons níveis de saúde bucal deve-se tanto ao comprometimento físico e/ou mental quanto às barreiras sociais que estes pacientes enfrentam1,2. Além disso, os antipsicóticos, antidepressivos tricíclicos e lítio, medicações amplamente prescritas para tratamentos psiquiátricos, têm notáveis efeitos anticolinérgicos, resultando em xerostomia crônica e maior risco para o desenvolvimento de cárie, gengivite, candidíase e lesões na mucosa bucal3,4.

Apesar da necessidade de um acompanhamento odontológico adequado, a OMS (Organização Mundial da Saúde) relata que apenas 3% da população total de deficientes tem acesso aos tratamentos odontológicos. Corroborando com esta informação, estudos revelam que as crianças com comprometimento físico ou mental mais severo têm ainda menos acesso aos serviços odontológicos2,5. Isto ocorre devido à desinformação e à falta de comprometimento dos responsáveis, ao custo do tratamento, à presença de barreiras arquitetônicas, que dificultam o acesso aos serviços, e à ausência de capacitação profissional e grupos de estudo que discutam métodos facilitadores de prevenção e tratamento odontológico voltado para esses pacientes5,6,7.

Os programas de saúde bucal que são implementados para pacientes com deficiência visam à motivação para o controle mecânico efetivo da placa bacteriana. No entanto, quando estes pacientes apresentam alguma deficiência motora, podem tornar-se incapazes de realizar a higiene bucal sozinhos e os cuidadores devem assumir tal responsabilidade8. Segundo a literatura9,10, estes cuidadores têm atividades diárias acumuladas que, somadas com a ansiedade e a ideia pré-concebida de que cuidados odontológicos são impossíveis, podem levar ao adiamento ou mesmo ao esquecimento destas práticas. Agrava-se o fato de que, muitas vezes, profissionais de outras áreas, bem como escolas e centros de reabilitação, não estão atentos quanto à importância da saúde bucal e à necessidade de encaminhamento odontológico precoce4,11.

Estudos epidemiológicos e que avaliem as condições de saúde bucal desta clientela específica são fundamentais para sugerir estratégias preventivas e educativas adequadas. Dessa forma, o objetivo deste trabalho foi avaliar as condições periodontais e de higiene bucal em escolares de sete a 14 anos de idade, com distúrbios neuropsicomotores, matriculados em um centro de reabilitação.

MÉTODO

Foi realizado um estudo observacional do tipo transversal, envolvendo todos os escolares, entre sete e 14 anos de idade, matriculados no Centro de Reabilitação de Pelotas (CERENEPE), instituição filantrópica de referência no município, para a reabilitação de indivíduos com deficiência neuropsicomotora. O projeto de pesquisa foi previamente submetido ao Comitê de Ética em Pesquisa da Faculdade de Odontologia da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e aprovado para execução (Parecer nº 38/07). Previamente ao início da coleta de dados, foi realizado um estudo piloto, a fim de adequar a ficha para coleta de dados, e um treinamento teórico e prático. O treinamento prático foi realizado pela examinadora e por um pesquisador considerado padrão ouro em dez indivíduos com deficiência neuropsicomotora da mesma faixa etária do grupo de estudo. Os resultados dos exames eram comparados e, havendo discordância, a discussão era proposta. Os escolares que participaram do treinamento prático não fizeram parte da amostra.

As informações foram coletadas através de entrevista com o responsável e exame clínico do paciente, os quais foram conduzidos no consultório odontológico da instituição filantrópica.

Na entrevista com o responsável, foram coletados dados socioeconômicos, demográficos, história médica e odontológica do escolar. Após esta etapa, o exame clínico foi realizado na cadeira odontológica, sob campo seco e iluminação artificial. Pacientes pouco colaboradores foram estabilizados na cadeira por meio de contenção física, realizada pelos cuidadores e pelo anotador. A higiene bucal e as condições periodontais foram avaliadas empregando-se o Índice de Placa12 e o Índice de Sangramento13, respectivamente. Para o exame, optou-se por utilizar os dentes índices empregados e descritos no Índice de Löe, Silness12, sendo examinados os dentes 16, 12, 24, 36, 32 e 44 de cada criança. A sequência de exame seguiu essa mesma ordem. Cada dente índice foi seco com um jato de ar, por aproximadamente dez segundos, e visualizado com auxílio de iluminação artificial, para identificar placa e sangramento gengival espontâneo. Após tal verificação, a margem gengival dos dentes foi contornada pelo toque suave da extremidade romba da sonda periodontal (cerca de 0,5 mm de profundidade), para que fosse obtido o escore do índice de placa de cada face. O maior escore encontrado no exame foi considerado para a classificação do paciente, para ambos os índices O escore de placa foi atribuído de acordo com o descrito por Löe, Silness12, considerando-se a espessura da placa na área gengival das faces dos dentes, não levando em consideração a extensão da placa na coroa dos dentes. O escore ‘0’ é atribuído quando a área gengival do dente está livre de placa. No escore ‘1’, a olho nu, não se observa placa in situ, mas pode-se observar placa na sonda, quando esta é passada no dente. Já no escore ‘2’, a área gengival é coberta por uma camada de placa de espessura média, visível a olho nu. Por fim, no escore ‘3’, há forte acúmulo de placa na área gengival e na face do dente.

Após o registro das informações advindas do exame clínico, foi realizada profilaxia profissional dos dentes, foram oferecidas orientações de higiene bucal aos pacientes e cuidadores, e entregue um kit de higiene, contendo escova, dentifrício fluoretado e fio dental. Os pacientes com necessidade de tratamento odontológico foram encaminhados ao Projeto de Extensão “Acolhendo Sorrisos Especiais”, da Faculdade de Odontologia da UFPel. Os dados e as frequências absolutas e relativas foram registrados em uma planilha eletrônica do Microsoft Excel versão 2010, e observados por estatística descritiva.

RESULTADO

Dos 50 escolares com deficiência neuropsicomotora, 41 foram incluídos. Nove não foram incluídos devido à ausência do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido e/ou impossibilidade de realizar o exame clínico pela falta de colaboração do escolar. Em relação ao sexo, foram 20 pertencentes ao sexo feminino (48,8%) e 21, ao sexo masculino (51,2%), tendo idade média de 10,8 anos. A maioria dos pacientes tinha a figura da mãe como principal cuidador (85%). A distribuição da amostra de acordo com as características estudadas está apresentada nas Tabelas 1 e 2.

Tabela 1 Distribuição dos escolares com distúrbios neuropsicomotores de acordo com as características estudadas (n=41) 

Características n %
Tipo de Deficiência 41 100
Síndrome de Down 17 41,5
Deficiência Intelectual 14 34,1
Paralisia Cerebral 07 17,1
Outros 03 7,2
Medicação utilizada 41 100
Nenhuma 23 56,1
Anticonvulsivo 07 38,8
Neuroléptico 06 33,3
Antidepressivo 02 11,1
Outros 03 16,8

Tabela 2 Distribuição dos escolares com distúrbios neuropsicomotores de acordo com os hábitos de higiene bucal (n=41) 

Características n %
Higiene bucal 41 100
Sim 38 95,1
Não 03 4,9
Como é feita a higiene bucal 41 100
Não é realizada 3 7,3
Com ajuda do cuidador 27 71
Sozinho 11 29
Dificuldade para realizar a higiene bucal 41 100
Sim 16 39,1
Não 25 60,9
Tipo de dificuldade para realizar a higiene bucal 16* 100
“Não abre a boca” 13 81,3
“Não deixa” 03 18,7
Uso do fio dental 41 100
Sim 03 7,3
Não 38 92,7

*Incluídos apenas os que têm dificuldade para realizar a higiene bucal.

Em relação ao uso da medicação, verificou-se que 66,7% dos pacientes recebiam medicações de forma fracionada, sendo que 12 crianças faziam uso da medicação também durante a noite.

Os Índices de Placa e Sangramento, verificados em 39 escolares, estão dispostos nas Figuras 1 e 2, respectivamente. Em dois escolares, não foi realizado o exame clínico devido à impossibilidade de colaboração.

Figura 1 Distribuição dos escolares portadores de distúrbios neuropsicomotores de acordo com os escores do Índice de Placa (n= 39). 

Figura 2 Distribuição dos escolares portadores de distúrbios neuropsicomotores de acordo com o Índice de Sangramento (n= 39). 

DISCUSSÃO

Os pacientes com deficiência são considerados de risco para as doenças bucais1,2,14 e a Odontologia deve investir na busca de estratégias para identificar estes fatores e desenvolver medidas preventivas e educativas efetivas para minimizar a instalação das doenças.

A grande maioria dos escolares incluídos neste estudo é dependente de um cuidador para realizar a higiene bucal, sendo este cuidador representado pela figura da mãe em mais de 85% dos casos. Resultado semelhante foi encontrado por Campanaro et al.10, em que 88% dos cuidadores eram as mães. Assim, instruir a família, especialmente as mães, sobre dieta e higiene bucal adequadas, benefícios do tratamento odontológico precoce e dos retornos periódicos preventivos deve ser a primeira medida para assegurar a saúde bucal destes pacientes15,16,17. É preciso que a família entenda a importância do monitoramento da saúde bucal no consultório odontológico e da manutenção do vínculo entre profissional, paciente e família7,15,16. Se os cuidados com a saúde bucal forem instituídos precocemente e tiverem suporte dos pais, a necessidade de tratamentos odontológicos mais complexos pode ser reduzida18.

Assim como encontrado por Sacchetto et al.1, os resultados deste estudo demonstraram que o emprego de medicações de uso contínuo, tais como anticonvulsivos, neurolépticos e antidepressivos, faz parte da rotina de muitos pacientes com deficiência (44%), o que pode acarretar alterações na cavidade bucal. A hiperplasia gengival, a xerostomia e a hipersalivação são exemplos destes efeitos adversos. Ademais, muitos destes fármacos apresentam sacarose em sua formulação, predispondo ao desenvolvimento da doença cárie3,15,19,20. Neste contexto, verifica-se a importância de orientar os cuidadores quanto às alterações bucais decorrentes da medicação, seus efeitos deletérios na dentição e a importância da escovação após sua administração15,21.

Em relação ao índice de placa, verificou-se que 85% dos pacientes apresentaram uma quantidade de placa madura representativa (Figura 1). Outros autores14,18,22,23 também verificaram condições de higiene bucal insatisfatórias quando empregaram o IHOS e enfatizaram a necessidade de atenção odontológica mais efetiva para esses indivíduos. Constatou-se, ainda, que 87,2% dos pacientes apresentaram sangramento gengival espontâneo (Figura 2), o que indica um alto risco para doença periodontal mais severa na idade adulta, corroborando com outros estudos realizados24,25.

A literatura relata índices preocupantes sobre a qualidade da higiene bucal desta população8,26. No trabalho conduzido por Campanaro et al.10, apenas 10% dos cuidadores referiram realizar sem problemas a higiene bucal das crianças com deficiência sob sua responsabilidade. Neste trabalho, dentre as dificuldades relatadas pelos cuidadores para a realização da higiene bucal, destacou-se a limitação da abertura de boca (81,3%). O emprego de abridores de boca para uso domiciliar ainda é pouco divulgado e deve ser indicado para indivíduos com distúrbios neuropsicomotores pouco colaboradores27. Os abridores podem ser encontrados em diversos materiais, como monoblocos de borracha, metálicos e dedeiras27,28. Alguns autores6,29 ainda recomendam os abridores de boca fabricados manualmente, utilizando pet ou espátulas de madeira, visto seu baixo custo e praticidade. O uso destes instrumentos deve ser ampliado, considerando-se que, através da correta orientação, a família pode buscar a superação de dificuldades encontradas durante a higiene bucal de pacientes com deficiência.

Neste estudo, foi constatado que mais de 90% dos escolares com deficiência neuropsicomotora não utilizavam fio dental, corroborando com resultados encontrados em outros estudos semelhantes. Em Azrina et al.26, apenas sete dos 114 participantes utilizavam fio dental, assim como Sacchetto et al.1 verificaram que 70% dos pacientes referiram não possuir este hábito. O acesso do fio ao espaço interproximal pode ser facilitado com o uso do porta-fio dental, que consiste em duas hastes nas quais o fio é fixado. Seu uso é indicado para pacientes com deficiências motoras e deve ser estimulado com o intuito de facilitar esta etapa da higiene. Estudos demonstram que o porta-fio é eficaz, causa menos traumas aos tecidos gengivais e é mais aceito pelas crianças30.

As consequências da higiene bucal ineficiente de pessoas com deficiência não se limitam à cavidade bucal, visto que já está demonstrada a associação da higiene bucal inadequada com deterioração na saúde bucal e piora na qualidade de vida desta população31,32. Assim, todos estes dados evidenciam a importância de instituir programas de atenção à saúde bucal dirigidos aos pacientes com deficiência e suas famílias, a fim de promover ações preventivas efetivas, esclarecer dúvidas de pacientes e cuidadores, além de estabelecer vínculo entre profissional-paciente-família.

CONCLUSÃO

Constatou-se que as condições periodontais e de higiene bucal dos pacientes com necessidades especiais incluídos neste estudo são insatisfatórias, visto que foram encontrados quadros de alto índice de pacientes com placa e sangramento gengival espontâneo. Dessa forma, ações preventivas em saúde bucal focadas em orientação aos pacientes e cuidadores são fundamentais para a efetividade da higiene bucal.

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Recebido: 24 de Março de 2014; Aceito: 08 de Outubro de 2014

CONFLITOS DE INTERESSE: Os autores declaram não haver conflitos de interesse.

*AUTOR PARA CORRESPONDÊNCIA: Lisandrea Rocha Schardosim, Rua Gonçalves Chaves, 457, Centro, 96015-560 Pelotas - RS, Brasil, e-mail: lisandrears@hotmail.com

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