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Revista de Odontologia da UNESP

On-line version ISSN 1807-2577

Rev. odontol. UNESP vol.44 no.6 Araraquara Nov./Dec. 2015  Epub Oct 06, 2015

http://dx.doi.org/10.1590/1807-2577.1065 

Artigos Originais

Perfil epidemiológico de pacientes atendidos em um Serviço de Controle da Dor Orofacial

Epidemiological profile of patients treated in an Orofacial Pain Service

Alana Moura Xavier Dantas a   * 

Elis Janaina Lira dos Santos a  

Raíssa Marçal Vilela a  

Luciana Barbosa Sousa de Lucena a  

aUFPB - Universidade Federal da Paraíba, João Pessoa, PB, Brasil

Resumo

Introdução

A Disfunção Temporomandibular (DTM) se manifesta clinicamente como diversos problemas envolvendo a musculatura mastigatória, as articulações temporomandibulares e/ou suas estruturas associadas. Atualmente, essas disfunções apresentam elevada prevalência na população e afetam a qualidade de vida de seus portadores.

Objetivo

Descrever as principais características e os sinais e sintomas de pacientes atendidos em um serviço especializado de Dor Orofacial.

Material e método

A pesquisa foi realizada no Ambulatório do Serviço de Controle da Dor Orofacial do Hospital Universitário de uma universidade federal, contendo uma amostra de 236 fichas de pacientes atendidos no período entre 2005 e 2011. Realizou-se a coleta de dados contidos na ficha clínica específica do serviço, elaborada pelos próprios pesquisadores com base no RDC/TMD e no Índice Anamnésico Simplificado de Fonseca. A ficha clínica foi elaborada de acordo com a realidade deste ambulatório e dos seus pacientes, para facilitar o diagnóstico destas desordens. Em seguida, foi procedida a análise descritiva dos dados.

Resultado

Entre os pacientes atendidos, houve predomínio do gênero feminino, faixa etária entre 41 a 60 anos, grau de escolaridade Ensino Médio completo, vínculo empregatício e encaminhamento por cirurgiões-dentistas. A presença de dor diária com intensidade 5 e dor do tipo pulsátil, e o cansaço muscular foram as características mais prevalentes.

Conclusão

De acordo com os resultados obtidos, pode-se concluir que as mulheres procuram mais o serviço especializado e que os pacientes com DTM normalmente possuem elevados níveis de tensão e dor, sendo necessário um tratamento multidisciplinar.

Descritores:  Epidemiologia; dor facial; articulação temporomandibular; músculos mastigatórios

Abstract

Introduction

The Temporomandibular Disorders (TMD) are manifested clinically as many problems involving the masticatory muscles, temporomandibular joints, and / or associated structures. Currently, these disorders have a high prevalence in the population and affect the quality of life of their bearers.

Objective

Describe the main features, signs and symptoms of patients treated at a specialized service of Orofacial Pain.

Material and method

The study was conducted in a Service of Orofacial Pain located at a University Hospital the sample consisted of 236 patients' records treated between 2005-2011. Data was collected in specific clinical record, developed by the researchers and based on the RDC/TMD and also Fonseca's Simplified Index. The clinical record was constructed in accordance to the clinic's reality and its patients, to facilitate the diagnosis. Then was performed a descriptive data analysis.

Result

Among the patients treated most patients were female; aged 41-60 years; high school education level; with employment and most part was referred by dentists. The most prevalent characteristics were daily pain with intensity level 5, throbbing pain and muscle fatigue.

Conclusion

According to the results, it can be concluded that, women seek more specialized service and that patients with TMD usually have high levels of stress and pain, both with intensity level 8, requiring a multidisciplinary approach.

Descriptors:  Epidemiology; orofacial pain; temporomandibular joint; masticatory muscles

INTRODUÇÃO

Os objetivos da Epidemiologia são proporcionar uma base científica para a análise de fatores etiológicos, prevenir e controlar doenças, e fornecer informações sobre a avaliação das necessidades e a demanda para o tratamento de uma doença1.

Uma condição bastante desconfortável para qualquer indivíduo é conviver com processos dolorosos. A dor prejudica a função física e mental, e resulta em tratamentos onerosos, perda de tempo, redução da produtividade e da qualidade de vida2,3. O estresse psicológico é implicado como um fator no aparecimento e na progressão de várias condições crônicas em que a dor é o principal sintoma4.

No contexto da dor orofacial, a Disfunção Temporomandibular (DTM) é um termo que abrange vários problemas clínicos, que envolvem a musculatura mastigatória, as articulações temporomandibulares (ATM) e/ou estruturas associadas5. Os sintomas mais comuns da DTM incluem mialgias, dor de cabeça, desconforto ou disfunção articular, otalgia, zumbidos, tonturas ou dores no pescoço6-9. Ruídos articulares são prevalentes e os portadores podem apresentar estalidos, crepitação ao abrir ou fechar a boca6. No diagnóstico da DTM, podem ser diagnosticadas alterações dentárias, como desgaste dos dentes e sobremordida profunda7.

Além disso, a DTM aparece como uma das maiores causas de condições musculoesqueléticas resultantes de dor e disfunção, perdendo apenas para dor lombar crônica10. Estudos relatam que os níveis elevados de estresse psicológico, depressão ou ansiedade são fatores de risco para a DTM11,12. Os portadores de DTM, especialmente aqueles com uma condição de dor crônica, também se queixam frequentemente de distúrbios do sono. Assim, a avaliação e a melhoria da qualidade do sono podem ser uma consideração importante para o tratamento13.

Desde o início dos anos 1970, um grande número de investigações epidemiológicas foi realizado no campo da DTM14. Embora a epidemiologia da DTM tenha sido amplamente estudada, as taxas de prevalência reportadas variam, refletindo diferenças importantes em amostras, critérios e métodos utilizados para o recolhimento de informações15. Outros estudos demostram que os pacientes que procuram tratamento para os sintomas associados à DTM representam uma pequena proporção (aproximadamente, 2%) da população geral. Mais mulheres do que homens parecem procurar tratamento para sintomas de DTM e encontram-se predominantemente com idade entre 18 e 45 anos15,16.

Assim, o objetivo deste estudo foi descrever o perfil e os sinais e sintomas de pacientes atendidos no serviço especializado de Dor Orofacial da rede pública, em uma amostra da população urbana.

MATERIAL E MÉTODO

A pesquisa foi realizada no Ambulatório do Serviço de Controle da Dor Orofacial do Hospital Universitário Lauro Wanderley da Universidade Federal da Paraíba, em João Pessoa-PB, com uma amostra de 236 fichas de pacientes atendidos no período de 2005 a 2011.

A realização do estudo foi conduzida de acordo com a Resolução n.º 196/1996 do Conselho Nacional de Saúde do Brasil, sendo aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa do Hospital Universitário Lauro Wanderley da Universidade Federal da Paraíba.

Neste estudo, foi utilizada uma abordagem indutiva, com procedimento estatístico e técnica de pesquisa por documentação indireta, através da análise de prontuários.

Após a aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa, foi realizada, pelos próprios pesquisadores, a coleta de dados, através da ficha clínica específica do serviço. Esta teve como base o RDC/TMD e o Índice Anamnésico Simplificado de Fonseca et al.17, adaptados para a realidade do ambulatório. Os dados coletados foram referentes a características gerais dos indivíduos (gênero, idade, estado civil, profissão, grau de instrução e indicação para o serviço); presença e grau de severidade da DTM, em leve, moderada ou severa; presença e grau de tensão pela escala visual analógica (de 0 a 10); queixa principal; intensidade, frequência e tipo da dor ou disfunção.

A análise dos resultados foi realizada de forma descritiva (quantitativa) através do programa SPSS para Windows versão 17.0 e os resultados obtidos foram expostos por meio de tabelas.

RESULTADO

A distribuição quanto ao perfil epidemiológico dos pesquisados pode ser observada na Tabela 1, existindo predominância do gênero feminino, com porcentagem de 80%. A faixa etária de 41 a 60 anos foi a mais acometida pela DTM, com cerca de 38%, seguida da faixa etária de 21 a 40 anos, com 37%. Quanto ao estado civil, houve predominância dos solteiros, com 45%, seguidos de 41% de casados. Quanto à profissão, 44% tinham vínculo empregatício. A maior parte possuía nível de instrução Médio completo (22%), mas havia também com nível Superior completo (11%) e analfabeto (1%). A origem do encaminhamento dos pacientes, em sua maioria, foi de cirurgiões-dentistas (49,2%), mas também houve encaminhamento de médicos (13%), outros profissionais e acadêmicos de Odontologia (6%).

Tabela 1 Número e porcentagem dos pesquisados com relação a gênero, faixa etária, estado civil, profissão, instrução escolar e indicação dos pacientes atendidos no Serviço de Dor Orofacial 

Número de Pacientes Porcentagem
Gênero Feminino 188 80%
Masculino 48 20%
Faixa Etária Menor que 14 4 2%
15 a 20 21 9%
21 a 40 88 37%
41 a 60 90 38%
Maiores de 60 30 13%
Não informado* 3 1%
Estado civil Solteiro 105 45%
Casado
Divorciado
96
15
41%
6%
Não informado* 12 5%
Profissão Com vínculo empregatício 103 44%
Dona de casa 34 14%
Aposentado 16 7%
Estudante 50 21%
Desempregado 2 1%
Autônomo 6 2%
Não informado* 25 11%
Instrução Analfabeto 3 1%
Fundamental incompleto 38 16%
Fundamental completo 15 6%
Médio incompleto 19 8%
Médio completo 51 22%
Superior incompleto 18 8%
Superior completo 25 11%
Curso Técnico 3 1%
Não informado* 64 27%
Indicação Cirurgião-Dentista 116 49%
Fonoaudiólogo 2 1%
Médico 30 13%
Outros 27 11%
Acadêmico de Odontologia 13 6%
Não informado* 48 20%

*Não informado: o dado não constava na ficha por não preenchimento ou por paciente não saber informar.

A Tabela 2 apresenta informações relacionadas à presença de tensão emocional e à nota dada pelos pacientes para a intensidade da tensão. Em média, 84% dos pacientes relataram presença de tensão. Destes, 19% deram nota 5 à intensidade da tensão, 14% deram nota 8 e 11%, nota 10. O questionário, baseado no Índice Anamnésico Simplificado de Fonseca et al.17, revelou que 33% não tinham DTM, enquanto 64% apresentavam DTM.

Tabela 2 Número e porcentagem de pacientes com DTM, tensão emocional e sua Intensidade 

Número de Pacientes Porcentagem
Índice Anamnésico Simplificado de Fonseca et al. (1994) Não DTM 78 33%
DTM 151 64%
Não informado* 7 3%
Tensão emocional Sim 197 84%
Não 31 13%
Não informado* 8 3%
Intensidade da
Tensão emocional
0 31 13%
1 1 1%
2 3 1%
3 7 3%
4
5
7
45
3%
19%
6 17 7%
7 24 10%
8 32 14%
9 15 6%
10 25 11%
Não informado* 29 12%

*Não informado: o dado não constava na ficha por não preenchimento ou por paciente não saber informar.

A Tabela 3 apresenta os motivos pelos quais houve a procura pelo serviço da especialidade em DTM e dor orofacial, tendo prevalência a dor como queixa principal (44%), isolada de outros sintomas. Dentre estes, outros sintomas foram relatados, como: problemas auditivos e sons articulares; dificuldade de falar; travamento da mandíbula, e problemas de estética. Em uma escala visual analógica de 0 (nenhuma dor) a 10 (a maior dor já sentida), 16,9% atribuíram nota oito à queixa de dor. Em relação à frequência da dor, 48% relataram que esta aparecia diariamente.

Tabela 3 Número e porcentagem dos pesquisados referentes a queixa principal, intensidade e frequência da dor 

Número de Pacientes Porcentagem
Queixa principal Dor 105 44%
Dor e outros sintomas 99 42%
Sem dor, mas com outros sintomas 28 12%
Não informado* 4 2%
Intensidade da dor
(nota)
Sem dor 24 10,2%
1 1 0,4%
2 5 2,1%
3 4 1,7%
4 9 3,8%
5 26 11%
6 18 7,6%
7 32 13,6%
8 40 16,9%
9 15 6,4%
10 37 15,7%
Não informado* 25 10,6%
Frequência da dor Nenhuma 18 8%
Diária 114 48%
3 a 4 × na semana 31 13%
1 a 2 × na semana 22 9%
2 × no mês 10 4%
1 ×ao mês 12 5%
Não informado* 29 12%

*Não informado: o dado não constava na ficha por não preenchimento ou por paciente não saber informar.

Na Tabela 4, são demonstradas as características da dor mais relatadas pelos pesquisados no Serviço de Dor Orofacial. Essas características foram: pulsátil (24%), cansaço muscular (20%) e agulhada/pontada (12%). É importante ressaltar que, por se tratar de um serviço público com elevada demanda para um tempo curto de atendimento, nem todos os itens conseguem ser preenchidos, em sua totalidade, para todas as fichas.

Tabela 4 Número e porcentagem das características da dor relatadas pelos pesquisados 

Número de Pacientes Porcentagem
Característica da Dor Nenhuma 21 9%
Choque 15 6%
Pulsátil 57 24%
Queimação 20 9%
Adormecimento 10 4%
Cansaço muscular 48 20%
Agulhada/pontada 29 12%
Outra 6 3%
Não informado* 30 13%

*Não informado: o dado não constava na ficha por não preenchimento ou por paciente não saber informar.

DISCUSSÃO

O número de portadores de DTM nos últimos anos tem aumentado, afetando negativamente a qualidade de vida desses indivíduos; por isso, a necessidade de esclarecer quais as características e os fatores mais predominantes nesta condição, além de alguns estudos sugerirem que pesquisas relacionadas a gênero, idade e aspectos sociais, culturais e psicológicos contribuem para um melhor entendimento do problema18.

Os dados do presente estudo revelaram que as mulheres foram mais acometidas por DTM que os homens, corroborando com a literatura científica atual19,20. A ligação entre o gênero feminino e a DTM pode ser justificada pelas condições fisiológicas inerentes às mulheres, como a maior lassidão ligamentar e as condições hormonais, que as tornam mais sensíveis em momentos de tensão física e psíquica, além de dificultar a estabilidade da ATM21. Justifica-se também esse elevado número devido à busca maior do gênero feminino pelos serviços de saúde22. Pacientes de faixa etária adulta e com vínculo empregatício também apresentaram maior prevalência de DTM, sugerindo uma associação entre DTM e o exercício de profissões que exigem um maior esforço físico, com demanda muscular23.

A literatura é consensual quando considera o estresse como um evento sistêmico que pode influenciar a função mastigatória, relacionando que níveis aumentados de estresse, vivenciados pelo paciente, podem elevar a tonicidade muscular da cabeça e do pescoço, e aumentar o grau de atividade muscular parafuncional, através de bruxismo e apertamento dentário24. Martins et al.25, aplicando o questionário de Fonseca et al.17, obtiveram como resultado que a maioria dos indivíduos com DTM apresentava experiência tensional emocional e bruxismo. O estudo de Medeiros et al.26 também apresentou indivíduos portadores de DTM com alto grau de tensão emocional. Informações semelhantes foram apresentadas nesta pesquisa, com 83% considerados tensos moderados. Este índice elevado pode justificar o relevante número de pacientes acometidos pela disfunção, uma vez que os indivíduos têm sido constante e incisivamente expostos a estímulos causadores de desordens com cunho emocional.

A avaliação do impacto da DTM na qualidade de vida dessas pessoas necessita de notável atenção, em consequência do comprometimento físico e mental geralmente presente. Alguns pacientes com DTM têm características clínicas comuns com portadores de outros tipos de doenças crônicas, como níveis elevados de frequência e intensidade de dor, distúrbios comportamentais e psicológicos27. De fato, a dor é considerada o sintoma mais frequente nas DTMs e esse achado foi confirmado no presente estudo. Os resultados demonstraram que a dor esteve associada a estalidos, travamentos, zumbido, entre outros. O mesmo foi enfatizado no estudo de Figueiredo et al.28, em que eles encontraram como sinais e sintomas mais prevalentes: dor articular, seguida de mialgia; dificuldade de abertura bucal; otalgia; deslocamento da ATM; dor durante a mastigação, e ruído na ATM. Devido à praticidade clínica através de imagem, a mensuração da intensidade da queixa álgica através de escala visual de dor é o método que tem sido mais utilizado29. Broch et al.30 mensuraram esse parâmetro pelo questionário de Fonseca et al.17e encontraram um predomínio de grau elevado para severo em seus pacientes. Porém, quando avaliaram a dor pela escala visual analógica, prevaleceu o grau moderado, dado semelhante ao encontrado neste estudo, no qual os indivíduos com DTM relatam intensidade moderada de dor.

Os portadores de DTM, em geral, apresentam características comuns de dor mecânica, com um padrão de dor temporal, descrita como dor ritmada, periódica ou intermitente, o que sugere a percepção de intervalos entre os eventos dolorosos31. De forma adicional, o atual estudo demonstrou uma prevalência da dor do tipo pulsátil, seguida da dor com características de cansaço muscular e aguda (agulhada/ pontada). A frequência diária da sintomatologia também foi constatada.

Esses achados reafirmam a necessidade de estudos adicionais que possam contribuir para uma melhor compreensão do processo de desenvolvimento e progressão da doença, para que, desta forma, ocasionem o surgimento de alternativas para amenizar a sintomatologia, através de um plano de tratamento adequado e efetivo, o que contribuiria de maneira decisiva na qualidade de vida dos pacientes.

CONCLUSÃO

De acordo com os resultados obtidos e considerando-se as limitações do presente estudo, pode-se concluir que o gênero feminino prevalece em relação à busca de serviço especializado em dor orofacial e os pacientes atendidos no serviço apresentaram DTM e presença de tensão emocional elevada. Desta forma, sugere-se a realização de estudos adicionais, especialmente com amostras mais robustas, com o propósito de averiguar o perfil dos pacientes e as relações de causalidade entre DTM e fatores emocionais, visto a extrema importância clínica destes conhecimentos para compor um plano de tratamento eficaz.

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Received: May 21, 2014; Accepted: May 16, 2015

CONFLITOS DE INTERESSE: Os autores declaram não haver conflitos de interesse.

*AUTOR PARA CORRESPONDÊNCIA: Alana Moura Xavier Dantas, Rua Noberto de Castro Nogueira, 169, Jardim Oceania, Residencial Maria Clara, apt. 202, 58037-603 João Pessoa - PB, Brasil, e-mail: alana.mxd@hotmail.com

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