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Revista de Odontologia da UNESP

On-line version ISSN 1807-2577

Rev. odontol. UNESP vol.45 no.2 Araraquara Mar./Apr. 2016  Epub Jan 26, 2016

https://doi.org/10.1590/1807-2577.10315 

Artigos Originais

Análise da contaminação microbiológica de diferentes dentifrícios

Microbiological contamination evaluation of different dentrifices

Letícia Selbach de OLIVEIRAa 

Luciana Grazziotin ROSSATOa 

Charise Dallazem BERTOLa 

aUPF – Universidade de Passo Fundo, Passo Fundo, RS, Brasil


Resumo

Introdução

A avaliação microbiológica em produtos de higiene pessoal constitui uma etapa importante no que se refere à segurança do usuário e à qualidade do produto, visto que a carga microbiana elevada pode acarretar problemas de saúde, especialmente em pessoas imunocomprometidas.

Objetivo

Verificar o cumprimento das exigências acerca da qualidade microbiológica de cremes e géis dentais adquiridos comercialmente.

Material e método

Realizou-se a contagem de bactérias e fungos viáveis totais e pesquisa dos patógenos E. coli, Salmonella sp., S. aureus e P. aeruginosa em 21 amostras.

Resultado

Das amostras analisadas, 52,0% apresentaram crescimento microbiano e 28,6% e 0,21% apresentaram contaminação fúngica e bacteriana, respectivamente, acima dos limites descritos na Farmacopeia Brasileira para preparações de uso tópico (máximo permitido 2 × 102 UFC/g de bactérias e 2 × 101 UFC/g de fungos). Nenhuma amostra apresentou os patógenos pesquisados E. coli, Salmonella sp., S. aureus e P. aeruginosa.

Conclusão

Estes resultados indicam que muitos produtos disponíveis no mercado apresentam qualidade inadequada, demonstrando falhas no controle de qualidade. Para prevenir esta situação, faz-se necessária fiscalização rigorosa e adoção de medidas regulamentadoras e educacionais aliadas ao seguimento das Boas Práticas de Fabricação pelas indústrias fabricantes.

Descritores:  Contaminação microbiológica; controle de qualidade; cremes dentais; géis dentais

Abstract

Introduction

Microbiological evaluation in personal care products is important to guarantee user safety and product quality since microbial contamination elicits health problems especially in immunocompromised patients.

Objective

To verify the compliance with the requirements regarding the microbiological quality of creams and dental gels acquired commercially.

Material and method

Microbiological contamination was performed through total bacterial and fungal viable count and research of E. coli, Salmonella sp., S. aureus and P. aeruginosa in twenty-one samples.

Result

52.0% of sample presented microbial growth, and 28.6% and 0.21% presented fungal and bacterial contamination, respectively, exceeding the limits described in Brazilian Pharmacopoeia for topical preparations (maximum allowable 2 × 102 CFU / g of bacteria and 2 × 101 CFU / g yeast). None of the researched pathogens E. coli, Salmonella sp., S. aureus and P. aeruginosa were found.

Conclusion

These results indicate that many products available in the market present inadequate quality, demonstrating quality control failures. Rigorous inspection and adoption of regulatory and educational measures aligned with the compliance of Good Manufacturing Practices by manufactures are needed to prevent this situation.

Descriptors:  Microbiological contamination; quality control; toothpastes; dental gels

INTRODUÇÃO

A higiene bucal é a melhor forma de manter a saúde, prevenir e reduzir o biofilme dental, a remineralização dentária, as cáries, as placas, a halitose, as doenças bucais e as periodontais1-4. As infecções periodontais aumentam o risco de doenças cardiovasculares, especialmente infarto do miocárdio e cerebrovasculares, bem como a endocardite bacteriana5,6.

Os dentifrícios são utilizados para realizar a higiene bucal e é fundamental que estes produtos apresentem qualidade, eficácia e segurança para o usuário. São classificados como produtos grau 2, pois possuem indicações específicas e suas características exigem comprovação de segurança e/ou eficácia, bem como cuidados, modo e restrições de uso7.

A contaminação microbiana é um problema que afeta tanto a segurança do usuário quanto a qualidade química e física do produto, inviabilizando sua comercialização8,9 pois acarreta em alterações, como quebra da estabilidade, alteração do pH e das características organolépticas (cor, odor, sabor e textura), e inativação das substâncias ativas e excipientes da formulação10. Produtos farmacêuticos constituem uma fonte rica em nutrientes para o crescimento de microrganismos devido às suas composições. Produtos contendo matérias-primas de origem natural e com elevado teor de água são os que apresentam maior susceptibilidade à contaminação9.

O risco de infecção associado aos produtos deve ser avaliado considerando-se a finalidade de uso, as condições sob as quais o produto será utilizado, a população exposta, a frequência e o tempo de exposição. Em indivíduos saudáveis, o contato com produtos contaminados, normalmente, não representa sérios problemas. Entretanto, em pacientes imunodeficientes (leucemia, diabetes, AIDS) ou de extrema idade (crianças ou idosos), pode ocorrer infecção. A indução de uma infecção depende de fatores, como a quantidade de microrganismos disponível e o seu grau de patogenia. Para preparações tópicas, inóculos de 106 Unidades Formadoras de Colônias (UFC) são necessários para produção de processos infecciosos (pus) em pele íntegra, mas apenas 102 UFC são suficientes quando a pele apresenta-se traumatizada ou sob oclusão11-13. Os organismos frequentemente encontrados em produtos farmacêuticos são os patogênicos oportunistas e incluem Pseudomonas, enterobactérias, Flavobacterium e Staphylococcus11.

Para a obtenção de um produto de qualidade microbiológica adequada, torna-se necessário garantir que a carga microbiana seja a menor possível, de acordo com os limites legalmente permitidos, além da ausência de microrganismos patogênicos9. Diante do exposto, este trabalho objetivou avaliar a contaminação microbiológica de dentifrícios por meio da contagem de microrganismos viáveis totais e a pesquisa de patógenos, verificando o cumprimento das regulamentações de qualidade.

MATERIAL E MÉTODO

Amostras

Foram adquiridas, comercialmente, 18 cremes (A1-A18) e três géis dentais (A19-A21) para uso adulto, de diferentes marcas e fabricantes (n = 21 amostras, um exemplar de cada dentifrício).

Todas as formulações apresentaram flúor (monofluorfosfato de sódio) como ingrediente ativo, além de outros compostos auxiliares na atividade antimicrobiana, como, por exemplos: menta, menta e acerola, menta e própolis, eucalipto, cálcio, juá e hortelã, extratos vegetais e bicarbonato de sódio, limoneno e alantoína.

Contagem de Microrganismos Viáveis Totais

Na contagem de microrganismos viáveis totais, foram utilizadas 10 g de cada amostra diluídos em neutralizante universal (lecitina, tween 80, tiossulfato de sódio pentaidratado, L-histidina, peptona pancreática, cloreto de sódio, fosfato monopotássico, fosfato dissódico, água), até as concentrações de 1:10, 1:100 e 1:1.000. As análises para cada diluição foram efetuadas em duplicata. As amostras foram semeadas em profundidade (Pour Plate), onde 1 mL de cada diluição foi adicionado em placas de Petri, seguido da adição de 15 mL de ágar soja-caseína e ágar Sabouraud-dextrose liquefeito (à temperatura de 40 °C), para a contagem de bactérias e fungos, respectivamente. As placas foram incubadas a 35 °C ± 1 °C por cinco dias e, a 25 °C ± 1 °C por sete dias, para a contagem de bactérias e fungos, respectivamente14. Os meios de cultura foram preparados conforme as especificações dos fabricantes. Todos os meios de cultura e vidrarias utilizadas foram esterilizados em autoclave (CS-Prismate) a 121 °C por 20 minutos. Todas as análises foram realizadas em capela de fluxo laminar (DELEO), acompanhadas de controle ambiental e dos meios de cultura, a fim de garantir que a contaminação avaliada procedesse unicamente das amostras.

Pesquisa de Patógenos

Cerca de 1 g de cada amostra foi enriquecido em caldo (contendo peptona de caseína, extrato de levedura, extrato de carne, cloreto de sódio, dextrose, fosfato dipotássico, fosfato monopotássico, tween, água) a 35 °C por 48 h. Após esse período, pelo método de semeadura em superfície, foram realizadas estrias do caldo contendo as amostras enriquecidas, com alça de platina, em meios de cultura seletivos Ágar Mc Conkey, Ágar verde-brilhante, Ágar Vogel-Johsons e Ágar cetrimida, para a pesquisa dos patógenos: E. coli, Salmonella sp., S. aureus e P. aeruginosa, respectivamente.

RESULTADO

Das 21 amostras de cremes e géis dentais, 57,0% apresentaram crescimento microbiológico de fungos e leveduras (Figura 1), sendo que, destas, 28,7% apresentaram contaminação fúngica acima dos limites estabelecidos, estando reprovadas no ensaio de contagem de microrganismos viáveis totais. Os cremes dentais A5 - A7 e A10 - A14, e o gel dental A21 não apresentaram crescimento fúngico.

Figura 1 Crescimento microbiológico de fungos e leveduras nas amostras de cremes e géis dentais. 

Das 21 amostras, somente a A1 (0,21%) apresentou crescimento bacteriano (3,16 × 102 UFC/g) acima dos limites permitidos pela Farmacopeia.

Em relação à pesquisa de patógenos nos meios seletivos, as amostras estavam isentas de contaminação, ou seja, não houve o aparecimento de colônias suspeitas dos patógenos E. coli, Salmonella sp., S. aureus e P. aeruginosa.

DISCUSSÃO

A maioria das amostras apresentava em sua composição compostos que apresentam atividade antimicrobiana comprovada, como, por exemplos, a menta e a hortelã (ambos do mesmo gênero Mentha)15,16, o eucalipto17,18, o própolis19,20, a acerola21, o juá22,23, extratos vegetais e minerais, como flúor24, cálcio25 e bicarbonato de sódio26. A eficácia de cremes dentais contendo antimicrobianos naturais contra biofilmes orais já foi comprovada27. Neste sentido, as composições das formulações analisadas apresenta potencial antibacteriano, prevenindo a contaminação por bactérias.

Em relação aos fungos, o número de estudos mostrando a eficácia antifúngica dos componentes presentes em cremes dentais é menor. Yigit et al.28 avaliaram o efeito de cremes dentais frente a espécies de Candida e observaram boa atividade, assim como Abirami, Venugopal29 e Adwan et al.30.

A Farmacopeia Brasileira,14 assim como as outras Farmacopeias, estabelece para produtos tópicos que entram em contato com a oromucosa e a gengiva, como os cremes e géis dentais, no máximo 2 × 102 UFC/g e 2 × 101 UFC/g para contagem de bactérias e de fungos/leveduras, respectivamente, além de ausência de Pseudomonas aeruginosa e Staphylococcus aureus em 1 g. Considerando-se estas especificações, pode-se dizer que 28,6% das amostras foram reprovadas, apresentando quantidade de fungos maior que a estabelecida. Entretanto, cita-se como limitação deste estudo o uso de apenas uma amostra de cada lote e estes resultados podem ter sido encontrados ao acaso.

A contaminação microbiana prejudica o consumidor e o produto, e ocasiona prejuízos para as indústrias farmacêutica, cosmética e alimentícia. Mesmo que os produtos apresentem em suas composições conservantes que previnem o crescimento microbiano, elevadas quantidades de microrganismos podem degradar a ação conservante, comprometendo a qualidade e a segurança do produto31. Ademais, produtos contaminados representam risco de infecção em pacientes imunocomprometidos11. Portanto, é fundamental evitar esta contaminação, incluindo cuidados, além da matéria-prima, com os ambientes, superfícies e pessoas, e com os equipamentos nas áreas de produção32.

Aproximadamente 200 espécies de fungos (Aspergillus, Penicillium e Fusarium) são toxinogênicas, pois produzem micotoxinas que podem ocasionar intoxicações. O substrato disponível e as condições do ambiente são determinantes para a produção de micotoxinas. As aflatoxinas são altamente tóxicas e carcinogênicas, tornando-se um contaminante preocupante em produtos farmacêuticos. Intoxicações e problemas, como alterações hepáticas, renais, circulatórias, digestivas e neuronais, podem ocorrer devido à ingestão destas substâncias33. Na literatura, não existem estudos relacionados à presença de micotoxinas em cremes e géis dentais, porém não se pode excluir a possibilidade de encontrá-las, já que em mais da metade das amostras analisadas observou-se o crescimento de fungos e leveduras.

A escovação é o método mais comum de higiene pessoal para a remoção de placa bacteriana e a promoção da saúde oral. As escovas de dente em uso tornam-se rapidamente fontes de contaminação por uma infinidade de microrganismos orais, incluindo bactérias, vírus e fungos34. Dessa forma, os cremes e géis dentais não devem promover esta contaminação microbiológica ou não devem se contaminar com os microrganismos presentes na escova dental, em virtude de aumentar o risco de infecção. Este trabalho foi realizado com os dentifrícios lacrados e, mesmo assim, observou-se contaminação, o que indica que, após o uso, essa contaminação tende a aumentar.

O seguimento das Boas Práticas de Fabricação, o controle da qualidade microbiológica e o conhecimento das principais fontes de contaminação durante o processo produtivo são imprescindíveis para garantir qualidade e segurança do produto12, que pode ser feito através da implantação de rotinas de limpeza e processos de desinfecção e esterilização, envolvendo os pontos críticos no fluxo de produção, sem excluir as pessoas que interagem com o processo8.

Os insumos farmacêuticos, os medicamentos e outros produtos sujeitos à vigilância sanitária devem atender às normas e especificações estabelecidas na Farmacopeia Brasileira14. Dessa forma, é importante um controle mais rigoroso na fabricação dos cremes e géis dentais, já que são produtos que entrarão em contato direto com a cavidade oral.

CONCLUSÃO

Estes resultados indicam falhas nas boas práticas de fabricação e no controle de qualidade das indústrias fabricantes, bem como demonstram a necessidade de controle e fiscalização rigorosa, com adoção de medidas regulamentadoras e educativas. Além disso, é necessário definir medidas adequadas de Boas Práticas de Fabricação, rotinas de limpezas e controle para garantir um bom nível de qualidade e segurança deste tipo de produto desde o preparo, a manipulação até o produto final.

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Recebido: 21 de Maio de 2015; Aceito: 28 de Outubro de 2015

CONFLITOS DE INTERESSE Os autores declaram não haver conflitos de interesse.

Charise Dallazem Bertol, UPF – Universidade de Passo Fundo, Campus I, Curso de Farmácia, Km 292, BR 285, Bairro São José, 99052-900 Passo Fundo - RS, Brasil, e-mail: charise@upf.br

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