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Revista de Odontologia da UNESP

versão On-line ISSN 1807-2577

Rev. odontol. UNESP vol.46 no.2 Araraquara mar./abr. 2017  Epub 13-Mar-2017

http://dx.doi.org/10.1590/1807-2577.13416 

Original Articles

Avaliação in vitro da influência da lima patência na manutenção do comprimento de trabalho

In vitro evaluation of the influence of patency file in maintaining the working length

Jaqueline Alves Yamaji BARROSOa 

Joana Yumi Teruya UCHIMURAa 

Marcos Sergio ENDOa  * 

Nair Narumi Orita PAVANa 

Alfredo Franco QUEIROZa 

aDepartamento de Odontologia, Centro de Ciências da Saúde, UEM – Universidade Estadual de Maringá, Maringá, PR, Brasil

Resumo

Objetivo

Este trabalho teve como objetivo avaliar a influência da lima patência na manutenção do comprimento de trabalho (CT) durante o preparo coroa-ápice, utilizando o sistema oscilatório em canais artificiais de acrílico.

Material e método

Foram utilizados 30 cubos de acrílico: a) grupo 1 (n=10): sem a lima patência e preparo no CT (CT=16 mm); b) grupo 2 (n=10): com a lima patência K#10, comprimento de patência de 17 mm e preparo no CT; c) grupo 3 (n=10): sem a lima patência, uso de uma lima K#10 em 16 mm para recapitulação e preparo no CT. Água destilada foi utilizada como solução irrigadora. O resultado foi analisado estatisticamente pelos testes de Levene e Kruskal-Wallis (p≤0,05), pelos quais se tornou possível observar a perda do comprimento de trabalho após a instrumentação, em diferentes abordagens, em relação à lima patência.

Resultado

Os resultados obtidos demonstraram que houve diferença estatisticamente significante entre os grupos 1 e 3 quando comparados ao grupo 2; entretanto, ao comparar-se o grupo 1 com o grupo 3, estes apresentaram semelhanças estatísticas. O grupo 2 foi o único que conservou o CT após a instrumentação em 16 mm, enquanto os grupos 1 e 3 apresentaram uma perda de até 2 mm do CT.

Conclusão

Conclui-se que a lima patência em 1 mm além do CT mostrou-se eficaz na manutenção do seu comprimento durante o preparo do canal radicular.

Descritores:  Endodontia; lima de patência; patência apical

Abstract

Objective

This study aimed to evaluate the influence of patency file in maintaining the working lenght (WL) for the crown-down preparation using oscillating system in artificial canals of acrylic.

Material and method

Thirty acrylic cubes were divided: a) Group 1 (n=10): without patency file and it were prepared in CT (CT=16 mm); b) Group 2 (n=10): with the patency #10 K-file, patency length of 17 mm and it were prepared in CT; and c) Group 3 (n=10): without patency file, using a #10 K-file in 16 mm for recapitulation and it were prepared in CT. Distilled water was used as irrigating solution. The results were statistically analyzed by the Levene and the Kruskal-Wallis test (p≤0.05), where it observed the loss of WL after instrumentation in different approaches to patency file.

Result

The results showed a statistically significant difference between groups 1 and 3 compared to group 2, however the group 1 be compared in relation to these 3 showed statistical similarities. Group 2 was the one who saved the WL after instrumentation in 16 mm, while group 1 and 3 showed a loss of up to 2 mm WL.

Conclusion

It was concluded that the patency file at 1 mm beyond the WL was effective in maintaining its length during root canal preparation.

Descriptors:  Endodontics; patency file; apical patency

INTRODUÇÃO

No preparo do canal radicular, especificamente em seu terço apical, pode acidentalmente ocorrer a compactação de raspas de dentina, bem como de fragmentos pulpares, que causam bloqueio deste conduto1,2 e, consequentemente, a perda no comprimento de trabalho (CT)3,4. Tal fato ocorre durante o tratamento endodôntico, especialmente com profissionais menos experientes, e causa a formação de um tampão apical1. Para evitar tais problemas, é necessário que o canal seja preparado em toda a sua extensão, respeitando a sua anatomia e a trajetória original. O forame deve se manter patente durante todo o preparo do canal, o que, além de remover as substâncias necróticas suspensas, favorecerá a ação na região apical, pois irá permitir a atuação das substâncias irrigadoras sobre as bactérias que subsistam no meio, inclusive nas ramificações apicais3,5.

Para minimizar o acúmulo de debris na região apical e a perda do CT, realiza-se a patência apical3,6-10. Esta manobra é justificada por razões mecânicas e biológicas, visto que o terço apical do canal radicular é mantido livre de debris pela utilização de uma lima de pequeno diâmetro através do forame apical, bem como tem o potencial de preservar a anatomia original do forame3,11.

Em 1989, Buchanan7 já definia a lima patência como um instrumento de pequeno diâmetro, como uma lima tipo K flexível, #10, #15 e/ou #20, levada passivamente através da constrição apical do canal radicular, sem alargá-lo. A patência apical tem, como objetivos: transmitir ao clínico, através da sensibilidade tátil, antecipadamente, a direção da curvatura do canal; levar a solução irrigadora em regiões profundas; evitar a ocorrência de acúmulo de raspas de dentina durante o tratamento, e minimizar a possibilidade de formação de degraus6,11.

Na concepção de Schilder12, a limpeza e a modelagem do sistema de canais radiculares são conseguidas pela dilatação e constante recapitulação, a fim de se criar um preparo cônico contínuo, regular, sem obstrução e sem degrau ou transporte apical. Um canal bem preparado requer que seu forame apical não seja transportado, rasgado, perfurado ou bloqueado. Assim, para obtenção de um forame patente, limpo e fácil de ser obturado, autores defendem a realização da patência apical6,13.

O propósito da patência apical é manter o acesso ao forame e evitar o bloqueio apical que altera o CT, podendo prejudicar o sucesso do tratamento endodôntico, principalmente nos casos de necrose pulpar e lesão periapical crônica. Alguns autores defendem que a limpeza mecânica do forame é desnecessária, porque eles acreditam que a irrigação e as medicações intracanais são capazes de fazer isso3. Entretanto, a literatura tem mostrado que, apesar de todos os esforços, raspas de dentina são compactadas inadvertidamente na porção apical do canal durante a instrumentação e formam um tampão de dentina2. O preparo do canal apical, sem dúvida, é crucial e, algumas vezes, difícil de ser devidamente atingido durante o tratamento. Este trabalho teve como objetivo avaliar a influência da lima patência na manutenção do comprimento de trabalho (CT) durante o preparo coroa-ápice, utilizando o sistema oscilatório em canais artificiais de acrílico.

MATERIAL E MÉTODO

Seleção das Amostras

Foram utilizados 30 cubos de acrílico pré-fabricados e padronizados (Dentsply International Inc., York, PA), com 17 mm de comprimento.

A obtenção do comprimento de trabalho (CT) foi verificada pela visualização direta da ponta da lima K#10 (Maillefer Instruments, Ballaigues, Suíça) na saída do cubo de acrílico, com auxílio de uma lupa. Após a retirada da lima K#10 do interior do cubo, realizou-se a mensuração desta com régua milimetrada e, assim, estabeleceu-se o CT, 1 mm aquém do comprimento total do cubo (CT=16 mm).

Divisão dos Grupos

As amostras foram encapadas por uma fita adesiva preta, mantendo a abertura lateral do canal artificial, na região apical. Recorreu-se a três formas distintas de preparo do canal com a técnica coroa-ápice e auxílio do sistema oscilatório (NSK, Tóquio, Japão), e em nenhuma delas realizou-se o pré-alargamento do terço cervical e médio. O contra-ângulo oscilatório foi empregado com quatro bicadas para cada lima (Maillefer Instruments, Ballaigues, Suíça) durante a instrumentação e, a cada troca de lima, o canal foi irrigado com 2 mL de água destilada. Um único operador realizou todos os procedimentos experimentais.

Os cubos foram divididos em três grupos:

    a. Grupo 1 (n=10): sem a lima patência. A instrumentação foi realizada na sequência de #40, #35, #30, #25, determinando a lima anatômica inicial (#20) no CT (16 mm) e a lima memória #25;

    b. Grupo 2 (n=10): com a lima patência (K#10) e comprimento de patência (CP) de 17 mm. A instrumentação foi realizada na sequência de #40, #10 (CP), #35, #10 (CP), #30, #10 (CP), #25, #10 (CP), determinando a lima anatômica inicial (#20) no CT (16 mm), intercalado com a lima #10 (CP) até a lima memória #25;

    c. Grupo 3 (n=10): sem a lima patência e recapitulação com lima K#10 no CT (16 mm). A instrumentação foi realizada na sequência de #40, #10 (CT), #35, #10 (CT), #30, #10 (CT), #25, #10 (CT), determinando a lima anatômica inicial (#20) no CT (16 mm), intercalado com a lima #10 (CT) até a lima memória #25.

Documentação Fotográfica e Análise Estatística

Com uma câmera fotográfica digital (Canon T3I) lente macro 100×, foram registrados slides fotográficos de cada etapa deste estudo. A análise estatística foi realizada utilizando os testes de Levene e de Kruskal-Wallis (p≤0,05).

RESULTADO

Foi utilizado o teste de Levene para verificar a normalidade dos dados, sendo estes não paramétricos. Desta forma, realizou-se uma análise descritiva dos dados com resultado em mediana e uma análise comparativa através do teste de Kruskal-Wallis (p≤0,05). Os resultados obtidos demonstraram que houve diferença estatisticamente significante entre os grupos, quando comparados ao grupo 2; entretanto, ao comparar-se o grupo 1 com o grupo 3, estes apresentaram semelhanças estatísticas. Na Tabela 1, observa-se que o grupo 2 foi o único que conservou o CT após a técnica de instrumentação em 16 mm, enquanto os grupos 1 e 3 apresentaram uma perda de até 2 mm do CT (Figura 1).

Tabela 1 Análise comparativa entre os grupos G1 (n=10), G2 (n=10) e G3 (n=10), e seus valores de mediana do comprimento obtido após o preparo do canal radicular 

Mediana
Grupo 1 14,0a
Grupo 2 16,0b
Grupo 3 14,5a

Teste de Kruskal-Wallis (p≤ 0,05).

a,bLetras diferentes indicam diferença estatística entre grupos.

Figura 1 Avaliação visual sobre a compactação de raspas e a perda do comprimento de trabalho. 

DISCUSSÃO

Os resultados do presente estudo confirmaram a importância do uso da lima patência no preparo de canais artificiais. Através da análise estatística do teste Kruskal-Wallis, foi possível verificar que o grupo 1 demonstrou resultados entre 14 e 18 mm, constatando que, em 80% (n= 8), houve compactação de dentina de 2 mm na região do terço apical, com um resultado insatisfatório, não atingindo o CT (16 mm). O grupo 2 com a técnica da lima patência, 1 mm além do CT, apresentou resultado constante de 16 mm em 100% dos casos, mostrando sucesso na manutenção do seu CT. E, no grupo 3, houve variação de 13 a 16 mm, observando bloqueio apical novamente; o resultado se tornou semelhante ao grupo 1 em 80% (n=8) das amostras, as quais obtiveram mediana de 14,5 mm, com compactação dentinária de 1,5 mm.

Os resultados finais do preparo dos canais artificiais foram comprometidos, pois houve o acúmulo de raspas e a perda do CT nas técnicas sem a utilização da lima patência. Em canais com necrose pulpar, em que se comprova a presença de micro-organismos, é imprescindível que o canal dentinário e cementário seja alcançado, com intuito de que a terapêutica seja eficaz3,14. Então, a patência apical confirma seu objetivo mecânico, na manutenção do CT, assim como sua finalidade biológica, pela limpeza apical que elimina a infecção estabelecida no canal cementário3. Outrossim, observou-se que a patência com a lima K#15 mostrou-se favorável na redução bacteriana no grupo em que aplicou-se a medicação intracanal15.

Uma das razões alegadas para a não utilização da patência apical é a possível extrusão de raspas ao longo do forame apical4,16-18, condição relacionada principalmente à dor pós-operatória19, além de causar injúrias aos tecidos periapicais20,21. O conceito da patência é controverso para alguns profissionais8. Entretanto, na prática, o que se observa é o não acúmulo de detritos, restos orgânicos infectados ou não, causado pelo preparo do canal. O acúmulo deste material permanecerá em contato com os tecidos periapicais, atuando como estimulantes imunológicos. Cailleteau, Mullaney11 relataram que este procedimento é ensinado em 50% das escolas de Odontologia nos Estados Unidos. Na outra metade, essa técnica não é ensinada, com o argumento de que a patência apical poderá deslocar os resíduos de dentina compactada contra o periápice, injuriando o ligamento periodontal, sem promover melhor reparação.

A maior dificuldade de limpeza do canal radicular encontra-se no terço apical, também conhecido como zona crítica apical. Esta região está em íntimo contato com os tecidos periapicais22 e o sucesso do tratamento endodôntico pode estar comprometido pela ocorrência da perda de CT, de degraus, zips e perfurações6,11. Em longo prazo, o tampão dentinário, nos casos de polpas necrosadas, infectadas por micro-organismos, poderá comprometer a reparação tecidual, dificultando o acesso pelo sistema imunológico23. Assim, considera-se, nesses casos de necrose pulpar, a importância do estabelecimento da patência apical, para evitar a perda do CT, eliminar a infecção presente no canal cementário24 e também proporcionar o alcance das soluções irrigadoras e da medicação intracanal nessa região livre de debris3,15. Por outro lado, nos casos de polpa vital, emprega-se a patência apical exclusivamente para prevenir a formação de raspas dentinárias compactadas no terço apical, formando um plug que interfere no CT; ademais o remanescente tecidual pulpar não tem potencial de reparação e pode tornar-se necrótica após o preparo e a obturação3.

Com o objetivo de realizar uma correta limpeza e modelagem dos canais radiculares, além de diminuir o tempo operatório e, consequentemente, evitar a fadiga do paciente e do profissional, sistemas automatizados foram introduzidos na Endodontia. Dentre esses sistemas, destacam-se os aparelhos automatizados de movimentos oscilatórios. Apesar disso, mesmo com os avanços das propriedades físicas das limas e diferentes técnicas de instrumentação, um dos problemas com que ainda nos deparamos é a formação do tampão apical de raspas de dentina25. A presença deste tampão poderá acarretar a perda do CT, assim como iatrogenias relacionadas à presença de degrau e perfurações. Assim, com a finalidade de reduzir esses possíveis riscos, a realização da patência apical mostra-se satisfatória3,7,11.

Durante a execução deste estudo, constatou-se que o sistema oscilatório pode promover a perda ou a diminuição da sensibilidade tátil do endodontista, necessitando assim de conhecimento anatômico e experiência para manuseio do mesmo. Fatores, como a anatomia complexa de canal radicular, têm se mostrado limitantes na penetração de soluções irrigadoras no terço apical. Estudos mostraram que a manutenção da patência apical com uma lima K#10 melhora o alcance dos irrigantes no terço apical de canais radiculares3,6,11,15. A irrigação é um fator crucial para o sucesso do preparo do canal radicular. Em nosso estudo, foi possível observar, através da transparência do canal artificial, que a solução irrigadora elimina raspas do terço apical, alcançando o forame artificial.

Cailleteau, Mullaney11 relataram, em uma pesquisa conduzida em 53 escolas de Odontologia nos Estados Unidos, que 24 dos correspondentes ensinam algum conceito de lima patência; 42% ensinam o uso da lima #10, 33% da lima #15 e 25% da lima #20. Em um estudo de Goldberg, Massone8, foi avaliado o transporte produzido no forame apical pelo uso de limas K#10, #15, #20 e #25 como lima patência; entretanto, os autores observaram que, quando uma lima #20 foi utilizada, a possibilidade de transportar o forame apical aumentou para 56,6% (17 dos 30 espécimes). De acordo com nossos resultados, foi possível verificar através da avaliação visual a perda do CT pelo acúmulo de raspas nos grupos sem o uso da lima patência. Utilizou-se sistematicamente uma lima K#10 para manter a patência apical, pois, sendo um instrumento de menor diâmetro, seu resultado mostrou-se satisfatório em 100% dos espécimes.

CONCLUSÃO

Conclui-se que o uso da lima patência em 1 mm além do CT mostrou-se eficaz na manutenção do seu comprimento durante o preparo do canal radicular.

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Recebido: 02 de Junho de 2016; Aceito: 25 de Novembro de 2016

CONFLITOS DE INTERESSE Os autores declaram não haver conflitos de interesse.

*Marcos Sergio Endo, Departamento de Odontologia, UEM – Universidade Estadual de Maringá, Av. Mandacaru, 1550, 87020-900 Maringá - PR, Brasil, e-mail: marcossendo@gmail.com

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