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Revista Brasileira de Educação Física e Esporte

Print version ISSN 1807-5509

Rev. bras. educ. fís. esporte vol.26 no.1 São Paulo Jan./Mar. 2012

http://dx.doi.org/10.1590/S1807-55092012000100004 

ARTIGOS ORIGINAIS - BIODINÂMICA

 

Reprodutibilidade do VO2Máx estimado na corrida pela frequência cardíaca e consumo de oxigênio de reserva

 

Reliability of VO2Max estimated in treadmill running by heart rate reserve and power output

 

 

Tony Meireles Santos; Bruno Ferreira Viana; Alberto Souza Sá Filho

Universidade Gama Filho

Endereço

 

 


RESUMO

Objetivou-se comparar os efeitos de utilização da frequência cardíaca máxima medida (FCpico) vs. predita (FCPredita) na estimativa do VO2Máxem esteira pelo método de FC e VO2 de reserva. Dezoito homens (27,5 ± 7,1 anos, 73,7 ± 12,6 kg, 174,8 ± 10,2 cm) realizaram na primeira visita um teste progressivo máximo para determinar a FCpico. Nas duas visitas seguintes foram realizados os testes aeróbios submáximos em esteira com estágio de 6 min a 75% da FC de reserva. O VO2Máx foi estimado pelo uso conjunto das equações de FC, VO2 de reserva e equação de corrida do ACSM. Não foi observada diferença significativa (teste t) entre as estimativas de VO2Máx a partir da FCpredita e FCpico. O coeficiente de correlação intraclasse e erro típico da medida utilizando FCpredita e FCpico foram 0,89, 2,43 mL.kg-1.min-1 (5%) e 0,83, 2,43 mL.kg-1.min-1 (4,9%), respectivamente. O uso da abordagem estimada para determinação da FC máxima mostrou-se adequado para a determinação do VO2Máx com um pequeno erro típico da medida.

Unitermos: Frequência cardíaca; Teste de exercício; Desempenho; Endurance.


ABSTRACT

The objective was to determine the reliability of the VO2Max estimate on a treadmill using the measured (HRpeak) vs. the predicted (HRpredicted) maximum heart rate (HR). Eighteen men (27.5 ± 7.1 years, 73.7± 12.6 kg, 174.8 ± 10.2 cm) performed, in the first visit, a progressive test to determine the HRpeak. In the two following visits, submaximal aerobic tests were performed on a treadmill with a 6 min at 75% HR reserve. VO2Max was estimated by means of the equations of HR, VO2 reserve and the ACSM running equation. The intraclass correlation coefficient and the typical error of measurement using HRPredicted and HRpeak were 0.89, 2.43 ml.kg-1.min-1 (5%) and 0.83, 2.43 mL.kg-1.min-1 (4.9%), respectively. There was no significant difference (t test) between the estimates of VO2Max from the HRpeak and HRpredicted. The use of the HRpredicted was considered appropriate for VO2Max estimation, with a small typical error of measurement.

Uniterms: Heart rate; Exercise test; Performance; Exercise tolerance; Aerobic.


 

 

Introdução

A medida do consumo máximo de oxigênio (VO2Máx) em teste ergoespirométrico é considerada padrão ouro para quantificar a potência aeróbia máxima, indicada na monitoração de atletas, ativos, assintomáticos e enfermos. Em inúmeras situações este procedimento é impraticável (HALL, FIGUEROA, FERNHALL & KANALEY, 2004), sendo necessário e recomendado utilizar estratégias indiretas para sua determinação, como as estimativas baseadas nas equações preditivas em teste de esforço máximo ou submáximo (ACSM, 2010). Diversos protocolos submáximos foram propostos para estimar o VO2Máx (CHATTERJEE, CHATTERJEE & BANDYOPADHYAY, 2005; CHURCH, KAMPERT, WILKINSON, DUNN & BLAIR, 2001; CINK & THOMAS, 1981; DALLECK, VELLA, KRAVITZ & ROBERGS, 2005; FITCHETT, 1985; SWANK, SERAPIGLIA, FUNK, ADAMS, DURHAM & BERNING, 2001), utilizando em geral o comportamento da frequência cardíaca (FC) em resposta à potência produzida em exercício (ASTRAND & RYHMING, 1954; CINK & THOMAS, 1981; FITCHETT, 1985; SWAIN, PARROTT, BENNETT, BRANCH & DOWLING, 2004).

Um dos protocolos submáximos mais difundidos para estimativa do VO2Máx é o de ASTRAND e RYHMING (1954), caracterizado pela aplicação de uma carga constante, com duração de 6 min e medida da frequência cardíaca (FC) para posterior predição do VO2Máx (erro preditivo de 5,5% a 14,4%). Uma limitação desta abordagem é assumir uma suposta relação linear entre VO2 e FC (SWAIN, ABERNATHY, SMITH, LEE & BUNN, 1994) para a estimativa do VO2Máx. Há evidências de que a FC não apresenta um comportamento perfeitamente linear durante testes de intensidades crescentes (GIBSON, HARRISON & WLLICOME, 1979). Apesar de não consensual (CUNHA, FARINATTI & MIDGLEY, 2011), é sabido que a relação entre FCe VO2 apresenta melhor associação pelo método de reserva (%FCReserva e %VO2Reserva, respectivamente), possibilitando que a uma dada intensidade da FCReserva o indivíduo se encontre na mesma intensidade do VO2Reserva (SWAIN et al., 1998). Após a proposição do VO2Reserva, o mesmo grupo (SWAIN et al., 2004) validou o método para estimar o VO2Máx. Utilizando a equação metabólica para cicloergômetro(ACSM, 2010), os autores adotaram um estágio único com 6 min, conforme realizado previamente por ASTRAND e RYHMING (1954), acrescentando um aquecimento para o alcance da intensidade de teste a ≈70% da FCReserva. Foi reportado para a estratégia um erro preditivo de 4,0 mL.kg-1.min-1 (r = 0,894, p = 0,001), entendido como satisfatório se considerada a sua simplicidade metodológica e o baixo custo do teste.

Posteriormente, SANTOS (2007) adaptou para a esteira rolante, o protocolo originalmente sugerido em cicloergômetro, com a utilização do método validado por SWAIN et al. (2004) e a equação metabólica do ACSM (2010) para a corrida. Uma questão metodológica ainda não investigada reside na utilização da FC máxima pre-vista pela idade (FCMáx_Predita) para estimativa do VO2Máx. ROBERGS e LANDWEHR (2002) relataram que a FCpredita subestimava a máxima frequência cardíaca alcançada durante um teste progressivo máximo(FCpico, obtida) em teste incremental máximo, em 6 bpm e poderia estar associada a erro preditivo de 4,7 mL.kg-1.min-1 (8,3%) no VO2. Este erro poderia ser explicado pela ausência de uma relação linear perfeita entre VO2 e FC durante intensidades crescentes. Entretanto, até a presente data, não se conhece o impacto da utilização da FCpredita para a estimativa do VO2Máx, quando comparada à FCpico. Em última análise, diferenças entre FCpredita e FCpico poderiam ter efeito sobre a reprodutibilidade deste método de estimativa do VO2Máx.

Sendo assim, o primeiro objetivo do presente estudo foi determinar a reprodutibilidade da estimativa do VO2Máx adaptado para a esteira rolante. Acredita-se que a estratégia de predição do VO2Máx com base no VO2Reserva apresente reprodutibilidade satisfatória. Em complemento, objetivou-se comparar se o uso da FCpico vs. FCpredita infl uenciava a estimativa do VO2Máx. Acredita-se que a diferença entre os métodos de determinação da FCMáx resulte em diferenças significativas na estimativas do VO2Máx.

 

Métodos

Delineamento experimental

Foram realizadas três visitas com intervalo mínimo de dois e máximo de cinco dias entre elas. As visitas foram esquematizadas na FIGURA 1. A primeira consistiu na realização de um teste progressivo máximo para determinação da FCpico. Nas visitas dois e três, foram realizados os testes aeróbios submáximos para posterior determinação da reprodutibilidade da medida. Todos os testes foram realizados em um mesmo período do dia e com a temperatura entre 21 e 23º.

Sujeitos

Foi selecionada uma amostra composta por 18 homens assintomáticos, com idade entre 18 e 44 anos, aerobiamente ativos e que não faziam uso regular de qualquer droga ou estimulantes para o desempenho. Suas características estão descritas na TABELA 1. Foram excluídos da seleção indivíduos hipertensos, tabagistas, com história recente de lesão (ACSM, 2000). Todos os voluntários foram orientados a não se alimentar nas três horas que antecederam os testes, assim como não realizarem atividades físicas nas 24 h anteriores às avaliações. Todos os sujeitos consentiram formalmente sua participação no experimento a partir da assinatura de um termo de consentimento livre e esclarecido

Os procedimentos foram previamente aprovados pelo comitê de ética em pesquisa da Universidade Presidente Antônio Carlos - Barbacena (Protocolo # 092/06 - 27/04/06).

Procedimentos

Antropometria

Foram adotadas as normas da International Society for Advancement of Kinanthropometry - ISAK (NORTON & OLDS, 1996; ROSS, CARR & CARTER, 1999), sendo mensuradas massa corporal, estatura e dobras cutâneas (tórax, abdômen e coxa) com posterior cálculo de densidade corporal (SIRI, 1961) e percentual de gordura (JACKSON & POLLOCK, 2004).

Protocolo Progressivo Máximo

Para determinação da FCpico, a partir de uma velocidade de 5,0 km.h-1 e 1% de inclinação, foram administrados sucessivos incrementos de 1,0 km.h-1 a cada 2 min até a exaustão voluntária máxima. A FC e percepção subjetiva de esforço (PSE, CR 10) (BORG, 1998) foram registradas nos 10 s finais de cada estágio. A FCpico foi definida como a maior FC observada durante o teste.

Protocolo Submáximo

Após 6 min em posição supina para determinação da FC de repouso (FCReserva), os sujeitos iniciaram uma caminhada na esteira rolante a 5,0 km.h-1 com 1% de inclinação. Foram administrados incrementos de 1,0 km.h-1 a cada minuto até o alcance da intensidade mínima de 65% da FCReserva. Neste momento, a velocidade foi mantida por 6 min a fim de possibilitar o alcance do estado de equilíbrio. Caso a FC não ultrapassasse 70% da FCReserva até o terceiro minuto, um novo incremento de 1,0 km.h-1 era administrado e mantido por 6 min, objetivando-se alcançar uma intensidade dentre 70% e 85% da FCReserva.

A FC e a PSE foram registradas nos 10 s finais de cada minuto. A média de FC entre o 5º e 6º minutos da fase em estado estável foi utilizada para a estimativa do VO2Máx. O VO2Máx foi estimado utilizando a equação adaptada de SWAIN et al. (2004):

 

VO2Máx = [(0,2 x velocidade) + (0,9 x velocidade x inclinação)] ÷ [(FCCarga - FCRepouso) ÷ (FCMáxima - FCRepouso)] + 3,5

 

Onde:

VO2Máx - consumo máximo de oxigênio em mL.kg-1.min-1;

Velocidade - em m.min-1;

Inclinação - em valores centesimais;

FCCarga - média da FC entre o 5º e o 6º min em estado estável;

FCRepouso - FC após 10 min de repouso;

FCMáxima - maior FC alcançada durante protocolo progressivo máximo (FCpico) ou estimada pela equação 220 - idade (FCpredita).

Análise estatística

As características morfológicas e fisiológicas foram descritas pela média ± desvio padrão e intervalo de confiança para 95% (IC95%). A normalidade dos dados foi verificada pelo teste de Shapiro Wilk. A reprodutibilidade foi estabelecida pelo coeficiente de correlação intra-classe (CCI) e erro típico da medida (ETM) absoluto e relativo, utilizando a planilha proposta por HOPKINS (2009). O teste de correlação de Pearson foi utilizado complementarmente à análise de Bland-Altman para investigar a heterocedasticidade dos dados. Um teste t pareado foi usado na comparação entre as médias de VO2Máx determinados a partir da FCpico e FCpredita. Para as análises de correlação de Pearson e teste t, foi utilizado o "software" estatístico SPSS (v. 17, SPSS Inc., Chicago, USA) com nível de significância ajustado em P ≤ 0,05.

 

Resultados

A CCI entre o VO2Máx estimado nas visitas 1 e 2 utilizando a FC foi de 0,89, com ETMpredita absoluto de 2,43 mL.kg-1.min-1 ou o equivalente a 5,0%. Quando a estimativa do VO2Máx foi corrigida pela FCpico, foi observado uma CCI de 0,83 e um ETM absoluto de 2,43 mL.kg-1.min-1 (4,9%). A FCpredita (194,3 ± 3,7 bpm) e FCpico (191,6 ± 10,6 bpm) não apresentaram diferenças signi?cativas (p = 0,269). Por consequência, o VO2Máx também não apresentou diferenças quando estimado pela FCpredita (48,7 ± 5,3 mL.kg-1.min-1) e FCpico (48,2 ± 6,6 mL.kg-1.min-1).

A não significância da correlação de Pearson entre a diferença do VO2Máx nos dois testes realizados e a média do VO2Máx entre ambas as visitas sugere uma característica homocedástica para as estimativas utilizando a FCpredita (r = 0,126, p = 0,618) e FCpico (r= 0,033, p = 0,895). As representações gráfica de Bland-Altman (FIGURA 2) utilizando a FCpredita (A) e FCpico (B) confirmam a homocedasticidade dos resultados.

 

Discussão

Os achados do presente estudo demonstraram satisfatória reprodutibilidade da estimativa de VO2Máx para teste e re-teste utilizando tanto a FCpredita (CCI = 0,89, ETM = 5,0%), quando a FCpico (CCI = 0,83, ETM = 4,9%). Observou-se secundariamente que a utilização da FCpredita quando comparada aos valores estabelecidos pela FCpico, não influenciou a estimativa do VO2Máx.

Vários estudos já reportaram valores de reprodutibilidade da estimativa de VO2Máx para diferentes modalidades ou testes (CHURCH et al., 2001; MACSWEEN, 2001; FIGUEROA-COLON, HUNTER, MAYO, ALDRIDGE, GORAN & WEINSIER, 2000; SWANK et al., 2001; WALLMAN & CAMPBELL, 2007), contudo, a divergência na análise estatística limitou a comparação com os resultados do presente estudo. CHURCH et al. (2001) compararam o VO2Máx obtidos em testes de rampa no cicloergômetro realizados em diferentes dias em estratégia submáxima, objetivando alcançar 70% da FCpredita. As diferenças entre os dois testes não demonstraram significância estatística (p = 0,82), com CV de 9,8%. Já FIGUEROA-COLON et al. (2000) investigando 61 meninas pré-púberes em esteira rolante realizando testes máximos, reportaram um coeficiente de variação de 7,5%, não tendo sido informado o erro absoluto. Destaca-se que a abordagem estatística destes autores difere do ETM utilizado em nosso estudo.

Observou-se no presente estudo CCIs superiores a 0,80 na predição do VO2Máx, tanto para a FCpredita (0,89), quando utilizando a FCpico (0,83). Parte desta consistência deve-se à resposta da FC a esforços padronizados e controlados (temperatura, nível de hidratação, uso de estimulantes etc.). LAMBERT e LAMBERT (2009), testando a reprodutibilidade da resposta da FC a um protocolo submáximo escalonado e intermitente de corrida (4 x 2 min a 8,4/9,6/10,8/12 km.h-1 por 1 min de recuperação em repouso), observaram um CCI variando de 0,96 a 0,99, (CV = 1,3% a 2,4% para os estímulos e 2,4% a 8,1% para a recuperação) (LAMBERTS, LEMMINK, DURANDT & LAMBERT, 2004). Resultados semelhantes também foram observados para o ciclismo (CV = 0,9% a 3,0% para os estímulos e 1,5% a 9,5% para a recuperação (LAMBERTS & LAMBERT, 2009). Em complemento, LAMBERTS e LAMBERT, reportam ainda que a variabilidade da FC diminuiu conforme a intensidade do exercício aumentava, observando menor variação entre 85% e 90% da FC predita pela idade.

Com base no exposto acima, observa-se suporte na literatura para o uso da FC como indicador preciso da resposta cardiovascular ao esforço, especialmente em cargas constantes submáximas (LAMBERTS & LAMBERT, 2009). Por consequência, sua utilização em conjunto com as equações metabólicas do ACSM, equações de reserva da FC e VO2, possibilitam uma acessível e confiável estratégia de monitoração longitudinal do VO2Máx. Comparando os resultados encontrados em nosso estudo à reprodutibilidade inter testes da mensuração direta do VO2Máx, observou-se resultados semelhantes, com média de erro entre 4 a 7% (BILLAT, RENOUX, PINOTEAU, PETIT & KORALSZTEIN, 1994; RENOUX, PETIT, BILLAT, & KORALSZTEIN, 2000). Deste modo, nossos resultados parecem indicar que a abordagem baseada no VO2Reserva possibilita reprodutibilidade compatível com a ergoespirometria, estando seu erro provavelmente associado à variabilidade biológica da medida e não a uma questão metodológica.

Quanto a utilização da FCMáx_predita, mesmo a literatura indicando um erro de predição de ± 11 bpm (ROBERGS & LANDWEHR, 2002), nosso estudo não detectou diferenças significativas entre a estimativa e a medida da FCMáx para a predição do VO2Máx, refutando nossa segunda hipótese testada. O CCI utilizando a FCpredita demonstrou ligeira superioridade (0,89) comparado ao modelo previsto pela FCpico (0,83). Contudo, essa superioridade não se confirmou com a medida do ETM absoluto e relativo para ambas as estratégias. Este resultado suporta a utilização de estratégias preditivas da FCMáx, podendo ser útil para indivíduos com baixa aptidão física ou intolerância a esforços de alta intensidade (ACSM, 2010; NOONAN & DEAN, 2000). No estudo original de validação do método de reserva para estimativa do VO2Máx, destaca-se que SWAIN et al. (2004) também utilizaram a FCpredita.

HALL et al. ( 2004) encontraram mínima diferença entre o VO2 estimado pelas equações do ACSM e o realmente medido, equivalendo a ≈1,1 mL.kg-1.min-1 (21 kJ ÷ 13 min ÷ 4,2 kJ por kCal ÷ peso corporal x 200 (ACSM, 2010)). Esta diferença é menor do que a sugerida pelas diretrizes do ACSM  (7%) (ACSM, 2000). Entretanto, RUIZ e SHERMAN (1999) encontraram uma superestimativa de 4,7 mL.kg-1.min-1 na determinação do VO2Máx, utilizando a equação preditiva do ASCM, em um teste progressivo máximo, que nesse caso, não utilizaria um alcance de um estado de equilíbrio metabólico. A análise conjunta destes dois estudos parece suportar o uso da equação utilizada em condição de estado estável, i.e. com 6 preditiva do ACSM para corrida somente quando min de duração (SWAIN et al., 2004).

 

Conclusão

O presente estudo apresenta evidências de que a nossa segunda hipótese de trabalho. Os achados estimativa do VO2Máx adaptada para a esteira rolan-reportados apresentam importante aplicação prátite garante adequada reprodutibilidade, tanto pela ca, considerando a possibilidade de não exposição utilização da FCpredita, quanto pela FCpico. Não foi dos sujeitos a esforços máximos para estimativa do observada influência entre a utilização da FCpredita VO2Máx, especialmente aqueles com baixa aptidão e FCpico na estimativa do VO2Máx, o que refutou cardiorrespiratória ou enfermos.

 

Agradecimentos

Os autores têm a obrigação de agradecer a Mary Lopes, Yara Cele e Leonardo Ribeiro pelo auxílio na coleta dos dados; e a Bruno Terra pela revisão do manuscrito.

Alberto Souza Sá Filho é financiado pelo CNPq (131248/2009-0) e Tony Meireles dos Santos pela FAPERJ (E­26/110.153/2010 e E-26/190.127/2010).

 

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Recebido para publicação: 18/05/2011 1a.
Revisão: 20/09/2011 2a.
Revisão: 16/11/2011
Aceito: 18/11/2011