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Revista Brasileira de Educação Física e Esporte

versão impressa ISSN 1807-5509versão On-line ISSN 1981-4690

Rev. bras. educ. fís. esporte vol.30 no.1 São Paulo jan./mar. 2016

http://dx.doi.org/10.1590/1807-55092016000100007 

APRESENTAÇÃO

Apresentação

Profa. Dra. Michele Viviene Carbinatto

Profa. Dra. Myrian Nunomura

A edição sobre “Ginástica” na Revista Brasileira de Educação Física e Esporte da USP foi concebida pela parceria entre a referida Escola e o IV Seminário Internacional de Ginástica Artística e Rítmica de Competição (SIGARC), realizado nos dias 2 e 3 de outubro de 2015, organizado pelos doutores Michele Viviene Carbinatto (EEFE/USP), Myrian Nunomura (EEFERP/USP), Eliana de Toledo (FCA/UNICAMP), Laurita Marconi Schiavon (FEF/UNICAMP), Marco Antônio Coelho Bortoleto (FEF/UNICAMP). O SIGARC é um evento de natureza científica que reúne estudantes de graduação e pós-graduação, treinadores esportivos, gestores e pesquisadores nacionais e internacionais cujo tema central de debate é a ginástica.

Essa edição ressoa a associação do IV SIGARC com a EEFE-USP e fortalece a divulgação de pesquisas científicas com foco para as ginásticas oficializadas pela Federação Internacional de Ginástica (FIG).

A distribuição dos artigos seguiu o escopo da revista. As sessões biodinâmica, sociocultural e comportamental-pedagógica foram contempladas pelos autores.

A lateralidade na ginástica artística é discutida por meio da percepção de treinadores experientes sobre o tema, pesquisa realizada na Universidade de Freiburg. A análise detalhada sobre a assimetria dos elementos descritos nos códigos de pontuação da ginástica artística feminina e masculina é contemplada por pesquisa da Universidade de Ljubljana e, por fim, os professores da Universidade Hildesheim, divulgam a análise minuciosa da rotação na ginástica.

A utilização de superfícies elásticas como componente essencial no treinamento e preparação de ginastas para o alto rendimento foi o foco de estudo da Universidade Estadual de Campinas. A ginástica rítmica é representada por colaboradores da Universidade do Porto, que examinaram a força explosiva de ginastas do alto rendimento.

É interessante observarmos estudos de campos com ginastas do alto rendimento do Brasil, como a relação entre insatisfação corporal, dados antropométricos e maturação de ginastas de ginástica artística feminina, pela equipe de pesquisadores da Universidade Federal de Juiz de Fora; a prevalência de lesões em ginastas da ginástica artística masculina orientado na Universidade Federal de Santa Catarina; e a análise biomecânica do movimento crucifixo nas argolas do campeão olímpico Arthur Zanetti, fruto de tese de doutorado defendida na Universidade de São Paulo. Esses estudos demonstram a cooperação entre universidade e os ginásios.

Pesquisadores da Universidade de São Paulo adotaram a revisão sistemática para a) confirmarem que não há interferência na estatura final adulta de ginastas brasileiras da ginástica artística feminina devido ao treinamento de alta intensidade (com repetição e impacto elevados) o que refuta hipóteses de eventuais prejuízos; e b) discorrerem sobre as variações cinemáticas do salto sobre a mesa na ginástica artística.

Investigadoras da Universidade de Campinas estudaram o apoio dos pais na carreira esportiva de ginastas brasileiras da ginástica artística que participaram em Jogos Olímpicos e confirmaram que os familiares são atores importantes para o alcance do alto rendimento esportivo. A análise das condições do treinamento no Estado mais representativo em Torneis Nacionais - São Paulo - foi o palco da pesquisa desenvolvida por meio da parceria entre Universidade Estadual de Campinas e Universidade Estadual Paulista.

A análise do código de pontuação da ginástica rítmica e as interconexões com componentes artísticos foram polemizadas no artigo cuja parceria ocorreu entre a Universidade Estadual de Campinas e Universidade de São Paulo e estão em consonância com a publicação da Universidade de Rennes, que aponta caminhos didáticos para a promoção daquele componente na modalidade.

Apesar de pesquisadoras da Universidade Estadual de Campinas focarem seus estudos na ginástica para todos, a contribuição do artigo extrapola esse campo e a proposta de fichas analíticas de coreografias também incitam reflexões nas demais modalidades ginásticas. A extrapolação às demais modalidades também é observada em outros textos, como a pesquisa desenvolvida na Universidade de São Paulo, que trata do contexto da formação do profissional em Educação Física e Esporte nas disciplinas sobre ginástica no Ensino Superior e de colaboradores da Universidade Federal do Triângulo Mineiro, que descreveram o estado da arte sobre ginástica nos periódicos nacionais de 2000 a 2015.

Concluímos essa edição especial com destaque aos festivais ginásticos. Envoltos por influências sociais, culturais e políticos, os festivais permeiam o congraçamento, firmam identidades nacionais e, atualmente, indicam opções para a prática esportiva no viés do prazer e do bem-estar.

Enfim, foi possível identificarmos o espectro da ginástica em suas manifestações diversas e interfaces com os campos distintos do conhecimento. Não obstante, esta edição confirmou a hegemonia da ginástica artística na ciência; a discussão sobre o componente artístico e a ginástica para todos em ascensão e, ainda, a exiguidade de trabalhos em outras modalidades ginásticas.

Profa. Dra. Michele Viviene Carbinatto
Profa. Dra. Myrian Nunomura

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