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Acta Scientiarum. Agronomy

On-line version ISSN 1807-8621

Acta Sci., Agron. (Online) vol.32 no.3 Maringá July/Sept. 2010

http://dx.doi.org/10.4025/actasciagron.v32i3.3415 

PRODUÇÃO VEGETAL

 

Teor e composição química do óleo essencial de Hyptis marrubioides Epl., Lamiaceae em função da sazonalidade

 

Content and chemical composition of Hyptis marrubioides essential oil in function of seasons

 

 

Priscila Pereira BotrelI; José Eduardo Brasil Pereira PintoI,*; Vany FerrazII; Suzan Kelly Vilela BertolucciI; Felipe Campos FigueiredoIII

ILaboratório de Cultura de Tecidos e Plantas Medicinais, Departamento de Agricultura, Universidade Federal de Lavras, Cx. Postal 3037, 37200-000, Lavras, Minas Gerais, Brasil
IIDepartamento de Química, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil
IIIInstituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sul de Minas Gerais, Muzambinho, Minas Gerais, Brasil

 

 


RESUMO

Os óleos essenciais são princípios odoríferos armazenados em células especiais da planta. O óleo essencial no gênero Hyptis é usado como anestésico, antiespasmódico, anti-inflamatório e pode induzir aborto em doses elevadas. O objetivo deste trabalho foi avaliar a influência da sazonalidade no teor e composição do óleo essencial de Hyptis marrubioides. O delineamento experimental foi inteiramente casualizado, com quatro tratamentos (inverno, primavera, verão e outono) e seis repetições, totalizando 60 plantas. O óleo essencial foi extraído por hidrodestilação, em aparelho de Clevenger. A análise qualitativa do óleo essencial foi por cromatografia em fase gasosa (CG/EM). Na estação do verão, as folhas das plantas de H. marrubiodes apresentaram os maiores teores de óleo essencial. Nas demais estações, os teores de óleo essencial obtidos foram semelhantes entre si. Os componentes majoritários no óleo essencial foram os monoterpenoides α-tujona e β-tujona. As concentraηões relativas dos picos correspondentes à β-tujona não apresentaram diferenças consideráveis nas quatro estações. Os sesquiterpenoides oxigenados (cedrol e cariofilenol) e não-oxigenados (α-copaeno, α-cariofileno, germacreno D e cadaleno) foram encontrados em menores quantidades no óleo essencial, entretanto observam-se diferenças quantitativas ao longo das estações.

Palavras-chave: óleo essencial, avaliação sazonal, CG-EM.


ABSTRACT

Essential oils are odorous principles stored in special plant cells. The essential oil in the Hyptis genus is traditionally used as an anesthetic, antispasmodic, anti-inflammatory, and can induce abortion in high doses. The purpose of this work was to evaluate the influence of seasons in essential oil content and chemical composition of species H. marrubioides. A completely randomized complete design was used with four treatments (winter, spring, summer and autumn) and six replications, totaling 60 plants. The essential oil was obtained by hydrodistillation with a Clevenger apparatus. The qualitative analysis of the essential oil was performed by gas chromatography (GC/MS). In summer, plant leaves showed higher essential oil content. In the other seasons, essential oil content was similar. The major compounds in the essential oil were monoterpene α-thujone and β-thujone. The peak relative concentrations of β-thujone did not show considerable difference among the seasons. The oxygenate sesquiterpenoids (cedrol and caryophyllenol) and not oxygenate (α-copaene, α-caryophyllene, germacrene D and cadalene), were found in lower quantity in the essential oil; however, quantitative differences were observed over the seasons.

Key words: essential oils, seasonal evaluation, GC/MS.


 

 

Introdução

O gênero Hyptis Jacq. (Lamiaceae) inclui cerca de 300 espécies, de ampla ocorrência na América tropical. Estas espécies são bastante aromáticas e frequentemente são usadas no tratamento de infecções gastrintestinais, cãibras e dores, bem como no tratamento de infecções de pele (HARLEY, 1988). Estudos recentes têm mostrado atividades biológicas importantes relacionadas ao gênero Hyptis, tais como atividades antifúngica (OLIVEIRA et al., 2004) e antibacteriana (SOUZA et al., 2003), dentre outras.

Os óleos essenciais secretados neste gênero têm importante ação farmacológica, como anestésico, antiespasmódico, anti-inflamatório, além de abortivo em doses elevadas.

A composição dos metabólitos secundários nas plantas é resultado do balanço entre sua formação e sua transformação, que ocorrem durante o crescimento, em decorrência principalmente de três fatores: genéticos, ambientais e técnicas de cultivo (CASTRO et al., 2002).

A época em que uma droga é coletada é um dos fatores de maior importância, visto que a quantidade e, às vezes, até mesmo a natureza dos constituintes ativos não é constante durante o ano (GOBBO-NETO; LOPES, 2007).

Dentro dos parâmetros climáticos, temperatura atmosférica e precipitação têm sido apontadas como fatores que influenciam a composição e conteúdo de óleo essencial em várias plantas aromáticas. De acordo com Taveira et al. (2003) os principais compostos identificados no óleo essencial de folhas e caules de jaborandi (Pilocarpus microphyllus) foram 2-tridecanona, β-cariofileno, 2-pentadecanona, σxido de cariofileno e germacreno D e seus teores percentuais variaram com a estação, onde os maiores valores foram detectados principalmente na estação chuvosa.

Os principais constituintes químicos encontrados por Sales et al. (2007) em H. marrubioides, ao estudar a variabilidade química presente no óleo essencial desta espécie em duas localidades da região do cerrado brasileiro, foram: cariofila-4(14), 8(15)-dien-5β -ol, eudesma-4(15), 7-dien-1β -ol, óxido de cariofileno e (β)-cariofileno.

Poucas são as informações encontradas relatando estudos fitotécnicos com esta espécie, e determinar a época de colheita em função da produção de princípios ativos é fundamental no manejo de plantas medicinais. Assim, este trabalho tem como objetivo estudar a variação sazonal no teor e composição do óleo essencial em folhas de Hyptis marrubioides.

 

Material e métodos

Local e condições climáticas do experimento

O presente trabalho foi conduzido em Lavras, Estado de Minas Gerais, no Horto de Plantas Medicinais do Departamento de Agricultura/UFLA.

A extração do óleo foi feita no Laboratório de Cultura de Tecidos e Plantas Medicinais/UFLA; a análise da composição química, no Laboratório de cromatografia gasosa do Departamento de Química da UFMG.

O município de Lavras localiza-se na Região Sul do Estado de Minas Gerais. Situa-se a 21º14' de latitude Sul e 45º00' de longitude Oeste de Greenwich, a uma altitude de 918 m. Segundo a classificação de Köppen, o clima enquadra-se no tipo Cwa, temperado úmido, com verão quente e inverno seco (Tabela 1).

 

 

Propagação e cultivo

A propagação de Hyptis marrubioides foi feita por sementes e realizou-se a seleção das mudas mais vigorosas e uniformes antes do transplantio para o campo, em 24 de março de 2004, quando as plantas tinham 60 dias de idade. As parcelas experimentais foram constituídas de 15 plantas úteis, com seis repetições oriundas da amostragem composta dessas plantas. As quatro estações do ano constituíram as épocas correspondentes aos tratamentos. Utilizaram-se 36 plantas de bordadura e 60 plantas de área útil, totalizando 96 mudas de H. marrubioides. Após o plantio, foram sorteadas as 15 mudas que representariam cada época constituindo um delineamento inteiramente casualizado (DIC).

Os dados do teor de óleo essencial foram submetidos à análise de variância, e as médias foram comparadas pelo teste de Scott-Knott (p < 0,05).

Coleta e preparo das amostras

A colheita de folhas frescas foi realizada na metade do período de cada estação, iniciada 220 dias após transplantio, na estação da primavera, por volta das 10h da manhã. Foram coletadas folhas das porções médias dos ramos não-floridos das plantas, situados nas direções cardeais: N, S, L e O. As folhas foram secas em estufa de circulação forçada de ar a 40ºC. Para cada repetição, utilizaram-se 25 g de massa seca de folhas inteiras.

Extração do óleo essencial

A extração do óleo essencial foi realizada pelo método de hidrodestilação em aparelho de Clevenger, por um período de duas horas a partir da ebulição.

Para a purificação do óleo essencial, o hidrolato foi submetido à partição líquido-líquido em funil de separação, realizando-se três lavagens do hidrolato com três porções de 20 mL de diclorometano por meia hora cada. As frações orgânicas foram reunidas e secas com sulfato de magnésio anidro, deixando-o agir por 4h; posteriormente, o sal foi removido por filtração simples, e o solvente foi evaporado à temperatura ambiente, sob capela de exaustão de gases.

Diante da massa obtida, determinou-se o teor percentual do óleo essencial pela fórmula: T% = Massa do óleo (g) / 25 g x 100.

Composição química do óleo essencial

A composição química dos óleos essenciais não pôde ser comparada estatisticamente pelo teste de Scott-Knott, pois foi analisada somente uma amostra composta, formada pelo agrupamento das repetições de cada tratamento.

As amostras foram analisadas por cromatografia em fase gasosa (Varian CP-3380), equipada com detector de ionização de chamas, coluna capilar SE-54, 30 m x 0,32 mm (Alltech, Deerfield, Tl, USA) e hidrogênio como gás de arraste (2 mL min.-1). A temperatura da coluna foi programada na faixa de 40ºC até 180ºC, com variação de 5ºC min. -1. As temperaturas do injetor e do detector foram mantidas a 250ºC. Foi injetado 1 µL de amostra no modo split (1 100-1). As concentrações relativas (%) correspondentes aos componentes do óleo essencial foram calculadas utilizando o software Varian Star 5.52. A identificação dos picos foi realizada por comparação dos índices de retenção, calculados a partir de uma série n-alcanos (C9 a C17), com dados de literatura (DAVIES, 1990).

A identificação dos componentes foi posteriormente confirmada utilizando cromatografia em fase gasosa Hewlett-Packard 6890, acoplada a um espectrômetro de massas Hewlett-Packard 5989A e programa MS Chemstation (HP), coluna capilar SE-54, 30 m x 0,32 mm (Alltech, Deerfield, Tl, USA) e hélio como gás de arraste (2 mL min.-1).

A temperatura da coluna foi programada para 40ºC (3 min.) até 180ºC, 5ºC min.-1. A temperatura do injetor, interface e a fonte de íons foram mantidas a 250ºC. Os espectros foram obtidos por impacto eletrônico (IE) a 70 eV. Os componentes foram identificados por comparação dos espectros de massa, obtidos com os espectros do banco de dados Wiley 138 e pelo site webbook.nist.gov.

 

Resultados e discussão

Teor de óleo essencial em folhas de Hyptis marrubioides

Houve diferença significativa nos teores de óleo essencial nas diferentes estações do ano.

O inverno foi a estação em que se obtiveram os menores teores de óleo, com uma redução equivalente a 36% em relação ao teor observado na estação do verão. No outono, a queda foi de 21,4% e, na primavera, de 16,6%. Apesar destas diferentes reduções nos teores de óleo, as estações do inverno, primavera e outono não diferenciaram estatisticamente entre si, em nível de 5% de probabilidade, pelo teste de Scott-Knott (Figura 1).

 

 

O início do florescimento da H. marrubioides se deu na estação da primavera e atingiu seu auge no verão. Na estação de outono, as folhas das plantas estavam entrando em senescência, fato que se agravou no inverno, quando a maioria das plantas estava praticamente sem folhas. Esta observação pode ajudar a explicar os resultados, visto que no inverno houve o menor teor de óleo essencial, pois quase não havia mais folhas na planta.

No verão, foi obtido o maior teor de óleo essencial, período em que as plantas se encontravam em pleno florescimento e com os ramos cheios de folhas. Acredita-se que este resultado pode estar sendo influenciado pelo maior comprimento dos dias de verão, que, consequentemente, traz melhores condições para o desenvolvimento vegetativo das plantas.

A redução dos teores de óleo, principalmente no inverno e outono, pode ser explicada pelo acionamento do mecanismo natural de fonte-dreno, que degrada metabólitos secundários e direciona seus compostos químicos para a manutenção do metabolismo primário (TAIZ; ZEIGER, 2004).

Segundo Reis et al. (2010), no verão, ocorreu menor produção de óleo essencial (0,29%) de arnica (Lychnophora pinaster), considerando que a região onde foi realizado o experimento foi a mesma deste trabalho, sendo caracterizada por verão quente. Isso mostra que o teor de óleo essencial em função da sazonalidade é bastante variável entre as espécies de plantas medicinais cultivadas sob o mesmo ambiente de cultivo.

Akrout et al. (2003), estudando a variação sazonal do óleo essencial de partes aéreas de Artemisia campestris L., concluíram que o rendimento de óleo essencial foi maior em agosto (1,2%) e menor em novembro (0,65%).

Análise da composição química do óleo essencial de Hyptis marrubioides

Na Figura 2, estão representados os cromatogramas do óleo essencial de Hyptis marrubioides referentes às quatro estações do ano, indicando apenas os componentes majoritários identificados.

 

 

Os dados obtidos das determinações qualitativas e quantitativas dos componentes principais presentes no óleo essencial de H. marrubioides estão apresentados na Tabela 2. Esses componentes representaram cerca de 75% da composição química do óleo nas estações. Não foi observada variação qualitativa na composição do óleo essencial de H. marrubioides ao longo das estações. Os componentes majoritários do óleo essencial de H. marrubioides, nas quatro estações, foram os monoterpenoides α-tujona e β-tujona. Os picos correspondentes à β-tujona nγo apresentaram diferenças consideráveis nas concentrações relativas (%) durante as estações do ano, ao contrário do que foi observado para os picos correspondentes à α-tujona, que apresentou concentração relativa de 26,7% no inverno e 11,1% na primavera, representando queda superior a 50% do componente nestas estações.

BLANK et al. (2007), estudando diferentes horários e épocas de colheita em folhas de citronela de java (Cymbopogon winterianus Jowitt), concluíram que a época seca reduziu o conteúdo de limoneno, citronelol, geraniol, e farnesol e aumentou o conteúdo de citronelal e o neral. Para esta espécie, a sazonalidade afetou significativamente a qualidade do óleo essencial.

Ao contrário de H. marrubioides, sesquiterpenos oxigenados foram os constituintes majoritários encontrados na maioria das populações de plantas de Hyptis suaveolens do Cerrado brasileiro, em estudos realizados por Azevedo et al. (2002).

Já o estudo de folhas de espinheira-santa (Maytenus aquifolium) por cromatografia gasosa acoplada à espectrometria de massas (CG-EM) demonstrou a presença de diversos triterpenos no óleo essencial (CORDEIRO et al., 1999). A friedelina e o friedelan-3-ol foram os triterpenos majoritários identificados.

Sales et al. (2007), estudando o óleo essencial de Hyptis marrubioides de caules e folhas (frescos, secos e inteiros ou em pedaços) coletados em duas localidades do Cerrado brasileiro, identificaram 26 compostos que representaram 96-99% dos constituintes voláteis. Sesquiterpenos oxigenados foram os principais grupos de constituintes na maioria das populações (52,9-93,2%).

A presença de sesquiterpenos oxigenados (cedrol e cariofilenol) e não-oxigenados (α-copaeno, α-cariofileno, germacreno D e cadaleno) também foi identificada no óleo essencial de H. marrubioides, que apresentou diferenças nas concentrações relativas durante as épocas avaliadas, com valores entre 1,6 a 9,8%.

Com exceção do cadaleno, os teores dos principais sesquiterpenos não-oxigenados identificados no óleo de H. marrubioides no presente trabalho apresentaram maiores concentrações relativas nas estações de verão e primavera. Destacam-se os valores de 9,8 e 9,2% obtidos para o α-cariofileno, respectivamente, no verão e na primavera.

Na estação da primavera, os teores de monoterpenos e sesquiterpenos apresentaram valores bastante próximos, no entanto, no inverno, o teor de monoterpenos dobrou em relação aos sesquiterpenos.

Experimentos com H. suaveolens em diferentes condições nutricionais, fotoperíodo e épocas de colheita indicaram interferências de fatores ambientais na composição química do óleo essencial desta planta (MARTINS et al., 2006). Já em H. marrubioides, pelo fato de haver apenas variações nas concentrações relativas (%) dos fitoconstituintes presentes no óleo, parece que as variações ambientais ocorridas durante as estações do ano são pouco expressivas para provocar variações qualitativas na composição do óleo.

Tais variações provavelmente estejam relacionadas ao ciclo fisiológico da planta, pois no inverno, período de baixa atividade biossintética, os sesquiterpenos totais (compostos de síntese mais complexa) apresentaram teor cerca de 22%, contra o valor de 54% de monoterpenos totais no mesmo período. Essa diferença estreitou durante as demais estações e, na primavera, a relação de monoterpenos e sesquiterpenos totais foi quase de 1:1.

Para atestar as hipóteses sobre os parâmetros que interferem na variabilidade da composição química do óleo essencial de H. marrubioides, sugere-se a realização de novos trabalhos levando-se em consideração os aspectos genéticos, fisiológicos e edafoclimáticos.

 

Conclusão

Não foram observadas diferenças qualitativas no óleo essencial de H. marrubioides ao longo das estações. Porém, diferenças nas concentrações relativas (%) foram observadas. O verão apresentou o maior teor de óleo; o inverno, no entanto, apresentou a maior concentração relativa (%) dos componentes majoritários α e β-tujona.

 

Agradecimentos

A Capes, CNPq e Fapemig, pelo fornecimento da bolsa e apoio financeiro.

 

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Received on May 15, 2008.
Accepted on July 22, 2008.

 

 


* Autor para correspondência. E-mail: jeduardo@ufla.br
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