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Arquivos do Instituto Biológico

On-line version ISSN 1808-1657

Arq. Inst. Biol. vol.79 no.3 São Paulo July/Sept. 2012

http://dx.doi.org/10.1590/S1808-16572012000300005 

ARTIGO CIENTÍFICO

 

Riqueza e composição de espécies de insetos visitantes florais de algodoeiro BT e não-BT*

 

Richness and diversity of flower-visiting insect species in BT and non-BT cotton

 

 

C.C. DutraII; C. MeottiIII; M.G. FernandesI; J. RaizerI

IUniversidade Federal da Grande Dourados, Rod. Dourados-Itahum, km 12, CEP 79804-970, Dourados, MS, Brasil. E-mail: carlacristina.dutra@gmail.com
IIPrograma de Pós-Graduação em Agronomia, UFGD
IIIPrograma de Pós-Graduação em Entomologia e Conservação da Biodiversidade, UFGD

 

 


RESUMO

O objetivo deste estudo foi verificar se existe diferença entre a comunidade de insetos visitantes florais do algodoeirogeneticamente modificado (Bt) e sua isolinha convencional (não-Bt). A pesquisa foi realizada em área de produção comercial no Município de Maracaju, MS, Brasil. A área amostral compreendeu dois campos, um de algodão não-Bt e outro de algodão Bt. As coletas dos insetos foram realizadas no período matutino com intervalo de três dias. Ao final da floração foram coletados 1.310 espécimes de visitantes florais, destes, 56,56% nas flores do algodoeiro Bt e 43,44% do não-Bt. Embora a abundância de insetos no cultivar Bt ter sido maior, a riqueza de espécies no cultivar não-Bt foi superior. Assim, apresentando diversidade de 73 espécies na cultivar Bt e 84 espécies na não-Bt. A riqueza de espécies variou entre os horários de coleta para ambos os tratamentos, entre os dias de floração onde no início e no final da floração, constatou-se a menor riqueza independentemente do cultivar de algodão. Por outro lado, a riqueza de espécies não variou entre os cultivares de algodão. Com relação à composição das espécies houve variação entre os horários de visitação, entre os tipos de algodão e também entre a interação, desses dois fatores. Também variou entre os dias de floração, mas não entre as classes da interação os dias e o tipo de algodão. Com base neste estudo, concluímos que houve diferença entre as espécies de insetos que visitaram as flores do algodoeiro Bt e sua isolinha convencional.

Palavras-chave: Algodão, análise de risco, Bacillus thuringiensis, plantas geneticamente modificas


ABSTRACT

This study aimed to verify the difference between flower-visiting insect communities in genetically modified cotton (Bt) and conventional cotton (non-Bt). The study was conducted in a commercial cotton field in the municipality of Maracaju, Mato Grosso do Sul, Brazil. The collections of flower visitors were performed every 3 days in the morning during the reproductive period of cotton and employed 2 treatments: Bt cotton and non-Bt cotton. By the end of flowering, 1,310 specimens were collected, 56.56% on Bt cotton flowers and 43.44% on non-Bt cotton flowers. Even though the abundance of collected insects on Bt cotton was higher, species richness in non-Bt was higher than Bt, with a diversity of 73 species on Bt cotton and 84 species on non-Bt. Species richness of flower visitors varied between sampling times for both treatments and between the days of flowering, therefore, the species richness was lower at the beginning and the end of flowering in both cotton cultivars. But the species richness did not vary between cultivars of cotton. Species composition of insects was different during the periods of flower visitation, between cotton cultivars as well as between the interaction of these two factors. There was also a variation between the days of flowering but not between days and cotton cultivars. Based on this study, it was concluded that there are differences between the species of insects that visit flowers of Bt cotton and non-Bt cotton.

Key words: Cotton, risk assessment, Bacillus thuringiensis, genetically modified plants


 

 

Texto completo disponível apenas em PDF.

Full text available only in PDF format.

 

AGRADECIMENTOS

Agradecemos aos taxonomistas da UFPR: Dr. Mário Antonio Navarro da Silva, Dra. Lucia Massutti de Almeida, Dr. Germano Henrique Rosado-Neto, Dra. Maria Christina de Almeida, à Mirian Morales Nunes, ao Geovan Henrique Correa, Paschoal Coelho Grossi e Bolívar Rafael Garcete Barret. Ao Dr. Alexandre Specht da Universidade de Caxias do Sul. E também a todos que colaboraram com o trabalho de campo.

 

REFERÊNCIAS

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Recebido em 9/3/11
Aceito em 26/5/12

 

 

* Apoio: Capes.

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