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Arquivos do Instituto Biológico

On-line version ISSN 1808-1657

Arq. Inst. Biol. vol.79 no.4 São Paulo Oct./Dec. 2012

https://doi.org/10.1590/S1808-16572012000400008 

ARTIGO CIENTÍFICO

 

Incidência e aspectos histopatológicos da infecção por Helicobacter spp. em gatos da Cidade de Recife, Pernambuco, Brasil

 

Incidence and pathological aspects of infection by Helicobacter spp. In cats from the city of Recife, Pernambuco, Brazil

 

 

J.S. Macêdo*; F.S. Mendonça; K.R.L. da Silva; M.E.G. de Barros; J. Evêncio-Neto

Universidade Federal Rural de Pernambuco, Departamento de Morfologia e Fisiologia Animal, Rua Dom Manoel de Medeiros s/nº, CEP 52171-900, Recife, Brasil. E-mail: evencioneto@pq.cnpq.br

 

 


RESUMO

O presente trabalho objetivou investigar a prevalência da bactéria Helicobacter spp. em gatos da Cidade do Recife, Pernambuco. As amostras de estômagos analisadas foram colhidas de 119 gatos sem raça e idade definida, sendo 56 machos e 63 fêmeas. Para pesquisa de Helicobacter spp., foram realizados os métodos de teste rápido da urease e exames histopatológicos. As análises pelo teste rápido da urease mostraram que em 82,35% das amostras foi detectada reação positiva para Helicobacter. Na análise histopatológica, verificou-se que em 59,66% das amostras (71/119) apresentaram lesões. Essas lesões consistiram em infiltrado linfoplasmocitário com folículo linfoide, microabcessos, necrose, hipotrofia; em 40,34% das amostras (48/119) não foram observadas alterações histológicas. Conclui-se que gatos oriundos da Cidade de Recife, Pernambuco< apresentam alta incidência de infecção por Helicobacter spp. Infiltrado difuso de células linfoplasmocitárias foram as alterações histopatológicas mais frequentes observadas na mucosa gástrica de gatos infectados por Helicobacter spp.

Palavras-chave: Helicobacteriose, urease, gastrite, bactéria, felinos.


ABSTRACT

The present study aimed to investigate the incidence of the bacterium Helicobacter spp. in cats from Recife, Pernambuco State, Brazil. Stomach samples were collected from 119 cats, without distinction between race or age, the breakdown by sex being 56 males and 63 females. The urease quick test and histopathological examination using both hematoxilin-eosin (HE) and Giemsa stain were performed. The urease quick test showed positive results for Helicobacter in 82.35% of the samples. The histopathology revealed an alteration in 59.66% (71/119) of the samples, such as lymphoplasmocitic infiltration with a lymphoid foliculum, microabscess, necrosis, and hypotrophy, while in 40.34% of the samples (48/119) no alterations were observed. It was concluded that the cats from the city of Recife, State of Pernambuco, Brazil, presented a high incidence of infection with Helicobacter spp. Diffuse infiltrate of lymphocytes cells was the most frequent histopathological change observed in the gastric mucosa of cats infected with Helicobacter spp.

Key words: Helicobacteriosis, urease, gastritis, bacterium, cats.


 

 

INTRODUÇÃO

Bactérias do gênero Helicobacter têm sido observadas desde o final do século XIX (BIZZOZERO, 1893), infectando o estômago de humanos e espécies animais como cães, gatos, furões, suínos, algumas espécies de macacos (Hermanns et al., 1995), tigres e onça parda (CATTOLI et al., 2000).

A importância dessa bactéria tem sido descrita na patogenia da gastrite, da úlcera gástrica e duodenal (BLASER, 1990; COVER; BLASER 1995; QUEIROZ et al., 1998) e, mais recentemente, como agente indutor do carcinoma gástrico no humano (MORGNER, 2000; CASTRO et al., 2003). Vários estudos têm demonstrado correlação entre a presença de Helicobaceter pylori no homem e outras doenças, como trombocitopenia autoimune, nefropatia membranosa, polineuropatias imunes agudas, doença cardíaca isquêmica (GASBARRINI; FRANCESCHI, 1999), carcinoma hepático (AVENAUD et al., 2000), colangite esclerosante primária e cirrose biliar primária (NILSSON et al., 2000), e também em doença coronariana (DANESH et al., 1999).

A prevalência da infecção por Helicobacter spp. em humanos difere sobretudo com a área geográfica, com a idade, com a raça e com o estado sócio econômico. De acordo com a área geográfica, a infecção mostrou ser mais prevalente em países subdesenvolvidos, numa taxa igual ou superior a 7% de infecção, em oposição aos países industrializados, onde 40% das pessoas ou menos estão infectadas. A infecção pela bactéria tem correlação inversa com o padrão sócio-econômico e nos países em desenvolvimento, como o Brasil, a colonização do estômago humano pela H. pylori é disseminada (VALLE; BIZINELLI 1993; SOUTO et al., 1998).

A prevalência de animais portadores com essas bactérias situa-se entre 70 e 100%, demonstrando a possibilidade dos animais de companhia servirem como reservatório para a transmissão de helicobactérias aos humanos (BOYANOVA et al., 2003). Em gatos, estudos demonstraram uma variação da prevalência de micro-organismos gástricos tipo Helicobacter que se situa entre 76 a 100% (OTTO et al., 1994; JALAVA et al., 1998; Neiger, 1998; Norris et al., 1999). Nessa espécie também ocorre doença gástrica que consiste em episódios intermitentes de vômito, às vezes com episódios agudos, que não responderam ao tratamento sintomático. Outros sinais não específicos incluem inapetência, anorexia, perda de peso e dor abdominal. Hematêmese e melena ocorrem se erosão e ulceração gástrica ou neoplasia estiverem presentes. A diarreia é incomum, a menos que o paciente tenha doença inflamatória intestinal (TAMS, 2005).

Dois aspectos são importantes nas pesquisas envolvendo Helicobacter spp. em animais domésticos. O primeiro atenta para a possibilidade desses animais serem portadores e transmissores dos micro-organismos para os humanos (RADIN et al., 1990; HANDT et al., 1994; OTTO et al., 1994; HANDT et al., 1995; FOX et al., 1995). O segundo relaciona-se com uma perspectiva em medicina veterinária, visando à importância clínica destes micro-organismos em cães e gatos, bem como a sua funcionalidade enquanto modelos animais da infecção por helicobactérias em humanos (RADIN et al., 1990; FOX et al., 1995; HANDT et al., 1995).

O objetivo deste trabalho é descrever a incidência de infecção por Helicobacter spp. na mucosa gástrica de gatos, oriundos da Cidade de Recife, Pernambuco, Brasil. Também são relatados os achados de necropsia e as alterações histopatológicas associados à essa infecção.

 

MATERIAL E MÉTODOS

Foram utilizados 119 estômagos de gatos sem raça definida, adultos, sendo 56 machos e 63 fêmeas, cedidos ao Laboratório de Histopatologia do Departamento de Morfologia e Fisiologia Animal pelo Centro de Vigilância Ambiental (CVA) da Cidade de Recife.

Ao exame macroscópico do estômago analisou-se a integridade da mucosa observando-se coloração, presença de lesões pré-ulcerativas e/ou ulcerativas, alterações circulatórias, presença de parasitas e outras alterações de superfície. Em seguida, coletaram-se fragmentos de estômago de cada animal para a realização do teste rápido de urease e exame histopatológico.

Para a realização do teste de urease utilizou-se kit comercial (Renylab Química e Farmacêutica), para detectação de H. pylori, contendo ureia e vermelho fenol. Fragmentos do estômago foram imersos em solução reagente e incubados em temperatura ambiente. O teste foi considerado positivo quando a solução adquiria tonalidade rosa, indicando presença da bactéria devido à liberação de amônia. A reação foi considerada positiva quando a viragem do indicador ocorreu entre 2 e 120 minutos, sendo fortemente positiva quando a viragem do indicador ocorreu entre 2 e 30 minutos. Quando a viragem do indicador ocorreu até 120 minutos, a reação foi considerada fracamente positiva e após 120 minutos as reações foram consideradas negativas.

Fragmentos de estômago (fundo, corpo e antro-pilórico) foram colhidos e fixados em formol a 10% tamponado com fosfato sódio a 4% por 24 horas, em seguida, foram desidratados em concentrações crescentes de álcool etílico, diafinizados pelo xilol e impregnados pela parafina líquida em estufa regulada à temperatura de 60º C e emblocados em parafina, segundo a metodologia preconizada por MICHALANY (1980). Na sequência, os blocos foram cortados em micrótomo do tipo Minot, ajustado para 4 mm. Os cortes assim obtidos foram transferidos para lâminas histológicas e, em seguida, mantidas em estufa regulada à temperatura de 46º C, durante 24 horas, para secagem. Quatro lâminas foram preparadas de cada animal e coradas por hematoxilina e eosina (H.E) (BARROS; MARQUES, 2003) e pela técnica de coloração do Giemsa (NELSON; COUTO, 2006) para posterior descrição morfológica. Para este fim foi utilizado um microscópio de luz, da marca Carl Zeis, com objetivas variando de 4 a 100 X.

Para a análise histopatológica foram analisados os seguintes parâmetros: 1. Análise quantitativa - presença de infiltrado inflamatório linfoplasmocitário na lâmina própria com ou sem formação de folículos linfoides; presença de neutrófilos em torno dos colos glandulares e fovéolas; perda dos componentes próprios da mucosa com rarefação e afastamento das glândulas e alargamento das fovéolas. 2. Alterações de natureza qualitativa - Alterações do epitélio superficial foveolar; degeneração, edema e congestão; presença de displasia, erosões, fibrose da lâmina própria, proliferação vascular e metaplasia pseudoantral (Bogliolo, 2006).

 

RESULTADOS

Os resultados das avaliações macroscópicas e microscópicas estão apresentados nas Tabelas 1 e 2. Das 119 amostras de estômago, 51 amostras (42,86%) não apresentaram alterações e 68 amostras (57,14%) apresentaram alterações que consistiram em hiperemia de mucosa, úlceras (Fig. 1A), hemorragias petequiais, hipertrofia e atrofia de pregas gástricas (Fig. 1B). Histologicamente, as alterações mais frequentes em cortes corados pela hematoxilina eosina foram infiltrados de células linfoplasmocitárias, distribuídas na maioria das amostras de forma difusa, por vezes com a presença de folículos linfoides (Fig. 1C), microabcessos e necrose (Fig. 1D), hipotrofia epitelial, microabcessos e metaplasia epitelial (Fig. 1E). À análise microscópica, em 73,95% das amostras coradas por Giemsa, foram observadas bactérias helicoidais medindo entre 5 e 12 mm de comprimento, arranjadas isoladamente ou formando aglomerados no lúmen das glândulas gástricas, na camada de muco superficial ou no interior das fossetas gástricas (Fig. 1F).

Na análise da amostras pelo teste rápido da urease, 98 amostras (82,35%) apresentaram resultados positivos e 21 amostras (17,65%) apresentaram resultados negativos. A reação foi fortemente positiva em 100% das amostras positivas para este teste.

 

DISCUSSÃO

A confirmação diagnóstica dos casos aqui relatados foi baseada nos resultados do teste de urease, lesões macroscópicas características da enfermidade e principalmente na observação de bactérias helicoidais tipo Helicobacter similares aos descritos em outros casos de infecção por Helicobacter spp. em felinos. Os achados de necropsia relatados no presente trabalho são importantes para o diagnóstico presuntivo da doença já que outras bactérias helicoidais podem estar presentes na mucosa gástrica de felinos.

De acordo com MITCHELL et al. (2006), na gastrite crônica por Helicobacter spp. visualiza-se edema, hiperemia moderada a acentuada, podendo ainda ocorrer hemorragia (gastrite erosiva hemorrágica aguda) e úlceras. Esses foram achados constantes nos estômagos dos gatos do presente estudo. Atrofia glandular, fibrose e infiltrados linfocíticos são característicos das gastrites, principalmente daquelas que são originadas por H. pylori. São, além disso, consideradas como lesões comuns de um processo de infecção, em que existe um desaparecimento progressivo de bactérias e degradação da função gástrica (TUCCI et al., 2001). As lesões observadas neste estudo enquadram-se neste padrão histológico.

Lesões neoplásicas estão também relacionadas com a infecção por Helicobacter spp. e particularmente com atrofia do fundo gástrico, estimando-se um risco 4,5 vezes mais elevado de ocorrerem carcinomas nestes casos (TUCCI et al., 2001). Os MALTomas também foram relacionados com gastrite atrófica (Hiyama et al., 2001). Esses tipos de alterações não foram identificados nas amostras do presente estudo. No entanto, alterações como infiltração linfoplasmocitária foram identificadas. A formação de linfomas gastrointestinais surgem de processos que geram tecido linfoide associado à mucosa (MALT), que alberga as células precursoras dos linfomas e que, progressivamente, se transforma em células malignas (MORGNER et al., 2000). Assim sendo, e apesar de neoplasias gástricas como o linfoma serem raras em animais, é de alguma relevância investigar a possibilidade de desenvolvimento de MALTomas em gatos com este tipo de lesões histopatológicas.

O teste da urease é preconizado para a confirmação do diagnóstico em casos de helicobacteriose (MARSHAL; WARREN, 1983; EATON et al., 1996; CASTELLOTE et al., 2001). A técnica é sensível e específica já que todas as espécies de Helicobacter que habitam o estômago são produtoras de urease, apresentando-se, portanto, capazes de degradar a ureia em amônia, com consequente mudança do pH da solução e mudança da tonalidade do meio de inoculação (MARSHAL; WARREN, 1983; EATON et al., 1996; CASTELLOTE et al., 2001).

Utilizando-se do teste da urease e do exame histopatológico pelo método de coloração Giemsa para análise das amostras gástricas dos gatos, obteve-se um elevado resultado positivo em ambos os testes. Essa elevada incidência deve ser levada em consideração na adoção de políticas públicas para a prevenção da infecção por seres humanos. A forma exata pela qual ocorre a transmissão de Helicobacter spp. não é totalmente compreendida. O isolamento de H. pylori em saliva, placa dentária e nas fezes reforça a hipótese de transmissão oro-oral ou oro-fecal. Alguns relatos mostraram disseminação da bactéria por meio de equipamentos gastrointestinais contaminados em humanos (LANGENBERG et al., 1990; WILLIAMS, 1999).

 

CONCLUSÃO

Conclui-se que gatos oriundos da Cidade de Recife, Pernambuco, apresentam alta incidência de infecção por Helicobacter spp. Sendo a presença de infiltrado difuso de células linfoplasmocitárias a alteração histopatológica mais frequentemente observada na mucosa gástrica de gatos infectados.

 

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Recebido em 26/4/11
Aceito em 24/7/12

 

 

* M.V. Msc. Programa de Pós-Graduação em Ciência Veterinária, Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE).

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