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Arquivos do Instituto Biológico

On-line version ISSN 1808-1657

Arq. Inst. Biol. vol.79 no.4 São Paulo Oct./Dec. 2012

http://dx.doi.org/10.1590/S1808-16572012000400010 

ARTIGO CIENTÍFICO

 

Vulnerabilidade para a ocorrência de fasciolose na área experimental do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Espírito Santo, IFES, Alegre, ES

 

Vulnerability to the occurrence of fasciolosis in the experimental area of the Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Espírito Santo, IFES, Alegre, ES, Brazil

 

 

D.F. FreitasI; I.V.F. MartinsII; V.O. TulerIII; G.M.A.D.A. dos SantosIV; A.R. dos SantosV

IPrograma de Pós-Graduação em Ciências Veterinárias da Universidade Federal do Espírito Santo. CP 16, CEP 29500-000, Alegre, ES, Brasil. E-mail: dfnaweb@hotmail.com
IIPrograma de Pós-Graduação em Ciências Veterinárias da Universidade Federal do Espírito Santo
IIIFaculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Alegre, Alegre, ES, Brasil
IVPrograma de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas da Universidade de Vila Velha. Vila Velha, ES, Brasil
VPrograma de Pós-Graduação em Ciências Florestais da Universidade Federal do Espírito Santo

 

 


RESUMO

Um estudo de vulnerabilidade para fasciolose foi conduzido na área experimental do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Espírito Santo, IFES - Campus de Alegre, Espírito Santo. O Sistema de Informação Geográfica (SIG) foi utilizado para a geração de um Modelo Digital de Elevação (MDE) a partir do melhor interpolador para a área do estudo. A partir da análise do melhor interpolador, foi gerada a imagem matricial de declividade que foi reclassificada com o objetivo de discriminar apenas o intervalo representativo da classe matricial de: a) relevo plano da área de estudo (0 a 4%), convertida do formato matricial para o formato vetorial de polígono. Sobre a composição colorida normal e falsa-cor da imagem do satélite Geoeye com resolução espacial de 50 cm, foram fotointerpretadas as classes vetoriais poligonais de: b) várzea, c) corpos d'água e d) pastagem. Sobre essas 4 imagens vetoriais poligonais foi aplicada a função distância em linha reta (straight line) e a padronização linear (função Fuzzy). Após a atribuição dos pesos estatísticos de cada classe vetorial poligonal, foi utilizada a função denominada calculadora matricial (raster calculator) para geração do modelo matemático estatístico: vulnerabilidade da ação ambiental à fasciolose. O interpolador Topo to Raster foi o mais adequado neste estudo para geração do MDE. O mapa de declividade permitiu demonstrar que as áreas de coletas estudadas estão inseridas em locais que apresentaram índices baixos de declividade. Percentuais de 25 e 31% foram encontrados em áreas de altíssimo-alto risco e de alto-médio risco, respectivamente.

Palavras-chave: Fasciola hepatica, SIG, mapas de vulnerabilidade.


ABSTRACT

A study of vulnerability to fasciolosis was conducted in the experimental area of the Instituto Federal de Ciência e Tecnologia do Espírito Santo – Campus Alegre, Espírito Santo, Brazil. The Geographic Information System was used to build a digital elevation model based on the best interpolator for the study area. From the analysis of the best interpolation, the matrix slope image was generated which was reclassified in order to discriminate only the range representative of the matrix class of: a) flat terrain of the study area (0-4%), converted to vector polygon format. On the composition of normal color and false-color imaging of the Geoeye satellite with 50 cm resolution, photointerpreting was used to establish the vector polygon classes of: b) floodplain, c) water bodies and d) pasture. The (straight line) distance function and linear patterning function (fuzzy function) were applied on these 4 vector polygon images. After the allocation of the statistical weights of each vector polygon class, the raster calculator function was used to generate the statistical mathematical model: vulnerability of the environmental action to fasciolosis. The Topo to Raster interpolation was the most appropriate digital elevation model. The slope map made it possible to show that the collection areas studied are located in places with low rates of slope. Percentages of 25 and 31% were found in areas of highest/high risk and medium-high risk respectively.

Key words: Fasciola hepatica, GIS, vulnerability maps.


 

 

INTRODUÇÃO

A fasciolose é uma doença causada por parasitos do gênero Fasciola (BORAY, 1969; OLIVEIRA; SPOSITO FILHA, 2009) e Fasciola hepatica é encontrada predominantemente em regiões de clima temperado e nas Américas, sendo a única espécie de ocorrência comprovada no Brasil, enquanto F. gigantica está presente em regiões tropicais da África e Ásia. Existe, ainda, uma sobreposição na distribuição das duas espécies na região Central Asiática e no Leste Africano (MAS-COMA et al., 2005).

QUEIROZ et al. (2002) descreveram que esses organismos são responsáveis por grandes perdas na economia e na pecuária mundial. Estes efeitos deletérios devem-se principalmente à condenação de um grande número de fígados e carcaças dos animais acometidos pela enfermidade.

No Brasil, os primeiros relatos da doença, ocorreram no Estado do Rio de Janeiro por volta dos anos 20 (LUTZ, 1921). Desde então, a fasciolose tem sido comumente registrada nas regiões Centro-Oeste (REY, 1958), Nordeste (SANTOS; VIEIRA, 1967), Sul e Sudeste (SERRA-FREIRE, 1995; CUNHA et al., 2007; OLIVEIRA et al., 2007; DUTRA et al., 2010).

A epidemiologia da fasciolose está diretamente associada a fatores climáticos, topográficos, vegetacionais, ao tipo de solo, pressão de pastejo e, principalmente, à presença de moluscos do gênero Lymnaea, hospedeiros intermediários, que atuam como facilitadores na disseminação da doença (MATTOS et al., 1997).

Vale ressaltar que os limites de distribuição da fasciolose não são estritamente fixos e podem flutuar de acordo com clima e outros componentes do meio ambiente (MALONE et al., 1998). Esta variação pode ser observada ao longo do tempo e do espaço geográfico.

Neste contexto, o Estado do Espírito Santo pode ser considerado um potencial criadouro, pois o clima quente e úmido e a topografia local muito acidentada contribuem de forma significativa para o desenvolvimento do parasito e do seu hospedeiro (BERNARDO et al., 2011).

Assim, a análise e a distribuição desta parasitose no espaço e no tempo por meio do SIG (Sistema de Informação Geográfica) são, de acordo com Hino et al. (2006), de fundamental importância para a epidemiologia da doença, uma vez que os estudos da variação espacial produzem um diagnóstico comparativo que pode ser utilizado na indicação dos riscos aos quais os animais podem estar expostos.

Tendo em vista a crescente disponibilidade de bases topográficas digitais aliadas ao uso da geotecnologia e o desenvolvimento de métodos automáticos para a extração de variáveis em ambientes computacionais, as superfícies reais podem ser trabalhadas em modelos que permitam representar de forma confiável as verdadeiras características do terreno em análise. Dentre estes, destaca-se o Modelo Digital de Elevação (MDE), definido por BURROUGH (1986) como qualquer representação digital de uma variação contínua do relevo no espaço, em que cada pixel da imagem matricial representa um valor de elevação.

FERNANDES; MENEZES (2005) descreveram diferentes formas de aplicação para os MDE's, das quais se inclui o cálculo de volumes, a construção de perfis e seções transversais, a geração de imagens sombreadas ou em níveis de cinza, o cálculo de áreas e distâncias em superfícies reais, além da elaboração de mapas de declividade.

Sabendo que a área em estudo possui moluscos hospedeiros intermediários e animais portadores da enfermidade, buscou-se, neste estudo, analisar a área para a ocorrência de fasciolose a partir de aspectos ambientais relacionados à ecologia e epidemiologia da doença para geração de um mapa de vulnerabilidade, utilizando diferentes interpoladores para obtenção de um MDE que melhor se enquadrasse na predição da vulnerabilidade para a Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Espírito Santo, IFES - Campus de Alegre, ES.

 

MATERIAL E MÉTODOS

Área de estudo

O campus do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Espírito Santo, IFES, situado no Município de Alegre, Sul do Estado do Espírito Santo, ocupa uma área de, aproximadamente, 6.400 km2, e está localizado geograficamente entre os meridianos 41º 27' 25" de longitude Oeste e entre os paralelos 20º 45' 50" de latitude Sul (Fig. 1). O clima recorrente na região é o mesotérmico úmido, sem estação seca pronunciada, que se caracteriza por temperaturas baixas no inverno com médias dos meses mais frios abaixo de 18º C (TOLEDO et al., 2009).

 

 

Geração do Modelo Digital de Elevação (MDE)

Com o objetivo de determinar o melhor MDE para a área de estudo, inicialmente, foi utilizada uma imagem matricial de radar do satélite Shuttle Radar Topography Mission (SRTM) com resolução espacial de 90 m. Sobre esta imagem, foi aplicada a conversão do formato matricial para pontos vetoriais de altitude. Então, foi realizada a interpolação dos pontos de altitude pelos seguintes interpoladores: a) Triangular Irregular Network (TIN), b) Curvatura Mínima (Spline), c) Inverso do Quadrado da Distância (IQD ou IDW) e d) Topo to Raster.

De posse dos MDEs gerados, o melhor interpolador foi obtido pelo cálculo estatístico do menor IRN (Índice Residual Normalizado) por meio da média de 460 pontos que foram convertidos em formato raster, cada um correspondendo a um pixel de 100 m de resolução e a área coberta por 418 colunas e 502 linhas, como demonstrado na fórmula abaixo:

Em que,

IRN: Índice Residual Normalizado;

MEE: Média Escalar dos Erros;

reais: Média dos valores reais do conjunto de amostras.

A partir da análise do melhor interpolador, foi gerada a imagem matricial de declividade que foi reclassificada com o objetivo de discriminar apenas o intervalo representativo da classe matricial de relevo plano da área de estudo (0 a 4%). A classe supracitada foi convertida do formato matricial para o formato vetorial de polígono.

Sobre a composição colorida normal e falsa-cor da imagem do satélite Geoeye com resolução espacial de 50 cm, foram fotointerpretadas as classes vetoriais poligonais de várzea, corpos d'água e pastagem.

Sobre as 4 imagens vetoriais poligonais de relevo plano da área de estudo, várzea, corpos d'água e pastagem foi aplicada a função "distância em linha reta" (straight line) com o objetivo de encontrar a distância mais próxima, uma linha reta (imagem matricial de distância), a partir de cada célula para a origem mais próxima. Neste caso, quanto mais próximo (menor distância) da classe estudada, maior a probabilidade de ocorrência dos hospedeiros intermediários da fasciolose.

Foi aplicada padronização linear (função Fuzzy) sobre as imagens matriciais contínuas de distâncias objetivando-se padronizar os valores iniciais e finais entre 0 e 1, mantendo-se a proporcionalidade das imagens matriciais de distâncias geradas anteriormente.

Para representar de forma mais real as condições encontradas na área de estudo, os dados foram ponderados, utilizando-se o método AHP proposto por SAATY (1977), por meio da decisão do problema em níveis hierárquicos. Este método determina por meio da síntese dos valores dos agentes de decisão, uma medida global para cada alternativa, priorizando-as ou classificando-as ao finalizar o método (GOMES et al., 2004). Logo, foi utilizada a matriz de comparação par a par ou matriz de decisão, fazendo uso da escala fundamental de SAATY (Tabela 1). O método de elaboração da matriz faz uso de uma escala de comparação, em que se pode definir linearmente a hierarquia de importância entre os fatores pré-definidos: a) relevo plano da área de estudo, b) várzea, c) corpos d'água e d) pastagem.

 

 

Após a atribuição dos pesos estatísticos de cada classe vetorial poligonal, foi utilizada a função denominada calculadora matricial (raster calculator) para geração do modelo matemático estatístico para a Vulnerabilidade da Ação Ambiental à Fasciolose (VAAF) representado por:

Em que,

VAAF: Vulnerabilidade da ação ambientalà Fasciolose;

CA: Classe de corpos d'água;

V: Classe de Várzea;

D: Classe de declividade (0-3%);

P: Pastagem.

Com intuito de favorecer a interpretação espacial e temática da vulnerabilidade da ação ambiental à fasciolose, foi aplicada a função de reclassificação com intervalos definidos de 20% ou 0,2, totalizando 05 classes definidas como:

Classe 01 (0 – 0,2): altíssimo-alto risco;

Classe 02 (0,2 – 0,4): alto-médio risco;

Classe 03 (0,4 – 0,6): médio risco;

Classe 04 (0,6 – 0,8): médio-baixo risco;

Classe 05 (0,8 – 1,0): baixo-baixíssimo risco.

Finalmente, foram aplicadas técnicas de análise tridimensional sobre os mapas representativos dos resultados obtidos, conforme demonstrado pela Figura 2.

 

RESULTADOS E DISCUSSÃO

A análise dos resultados indicou o que interpolador Topo to Raster foi o mais adequado para geração do MDE devido ao seu menor IRN (Tabela 2). Os resultados obtidos nesse estudo estão de acordo com encontrados nos trabalhos realizados por PIRES et al. (2005), BARRAGÁN (2002) e ÁLVARES et al. (2001), que objetivaram avaliar a qualidade de diferentes métodos de interpolação, e classificaram o Topo to Raster como o método de interpolação mais apropriado para obtenção de MDEs. Uma vez que este método de interpolação proporciona uma superior exatidão das análises, pois ele possui a opção de utilizar a drenagem e outros atributos dos corpos de água suavizando e aumentando a sensibilidade dos modelos gerados. Isso demonstra claramente que, quando existe a necessidade de elaborar diferentes modelos a partir de um MDE, deve-se preferencialmente utilizar o interpolador Topo to Raster, a fim de se alcançarem resultados mais próximos da realidade.

Em relação ao mapa de declividade, a sua visualização permitiu demonstrar que as áreas de coletas estudadas encontraram-se inseridas em locais que apresentaram índices baixos de declividade (1 e 2%) (Fig. 3), sendo assim, classificadas como áreas de relevo plano à suavemente ondulado (EMBRAPA, 1979).

A declividade média de uma área influencia na distribuição da água entre o escoamento superficial e subterrâneo, dentre outros processos. A ausência de cobertura vegetal, a classe de solo, a intensidade de chuvas, dentre outros, associadas à maior declividade, conduzirão a uma maior velocidade de escoamento, menor quantidade de água armazenada no solo e resultarão em áreas constantemente alagadas, fator diretamente relacionado à manutenção dos hospedeiros intermediários da fasciolose. Este dado corrobora diversos autores, que correlacionaram em seus estudos a presença de moluscos hospedeiros em áreas de alagados com a disseminação da fasciolose (DE WAAL et al., 2007; PAZ-SILVA et al., 2007).

 

Fig. 4.

 

O gráfico do perfil topográfico confirmou que as áreas de coleta estão em áreas de menor declividade, porém, estas áreas podem ter variações no relevo (Fig. 5). Nota-se que as áreas de coleta dos moluscos encontram-se em regiões que apresentam um perfil topográfico com elevação inferior a 120 m, o que caracteriza um local de baixa altitude. Este resultado pode ser reforçado com outros estudos sobre a prevalência da fasciolose em locais de baixa altitude, pois sabe-se que, em diversos países, os problemas endêmicos de fasciolose estão geralmente associados a regiões de baixas altitudes (MAS-COMA et al., 2001). DUTRA et al. (2010) verificaram, na região Sul do Brasil, que municípios que se encontravam a níveis de até 154 m acima do mar apresentaram maiores índices de bovinos infectados com a fasciolose, demonstrando o fator altitude como altamente propício para o desenvolvimento da doença. FUENTES et al. (2001) relataram a existência de aéreas endêmicas isoladas de fasciolose humana no Altiplano Boliviano, com 3.800 a 4.100 m de altitude, mas MALONE et al. (1998) afirmaram que nesses casos o ciclo do parasito geralmente é mais longo do que nos demais locais de ocorrência.

Na análise da vulnerabilidade das áreas de coleta de moluscos, verificou-se que os locais com a presença de moluscos hospedeiros intermediários da fasciolose encontravam-se em locais de maior vulnerabilidade de risco, com percentuais que variam de 25 a 31% de áreas de risco para fasciolose hepática (Fig. 5). A razão de consistência (RC) foi 0,0244, considerada aceitável tendo em vista ser um valor menor que 10% (RC < 0,1).

A vulnerabilidade da área em questão está de acordo com DUTRA et al. (2010), que encontraram áreas de vulnerabilidade relacionadas a fatores ambientais no Sul do Brasil, o que ressalta ainda mais a importância de estudos como este, sobre as características de transmissão da doença no Estado do Espírito Santo.

 

CONCLUSÃO

A utilização do interpolador Topo to Raster foi o que melhor representou a área estudada para a geração do MDE na elaboração das áreas de vulnerabilidade ao risco da fasciolose.

As áreas de altíssimo-alto risco e de alto-médio risco delimitadas pelo estudo devem ser evitadas para o pastejo de animais, uma vez que estes locais são considerados áreas propensas ao desenvolvimento da fasciolose. Mesmo que o controle biológico dos moluscos ou a restrição dos animais seja realizado, este estudo demonstrou que outras áreas que apresentem características similares de uso da terra, topografia e declividade podem ser de risco para a fasciolose.

 

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Recebido em 30/8/11
Aceito em 22/10/12

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