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Arquivos do Instituto Biológico

versão On-line ISSN 1808-1657

Arq. Inst. Biol. vol.80 no.4 São Paulo  2013

https://doi.org/10.1590/S1808-16572013000400011 

Scientific Communication

Animal Parasitology

Fasciola hepatica em ovinos, caprinos e bubalinos em municípios do sul do Espírito Santo

Fasciola hepatica in sheep, goats and buffaloes in southern municipalities of Espírito Santo state

Milena Batista Carneiro1  * 

Danielle Porcari Alves2 

Dirlei Molinari Donatele3 

Olavo dos Santos Pereira Júnior4 

Isabella Vilhena Freire Martins3 

1Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) - Seropédica (RJ), Brasil

2Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) - Alegre (ES), Brasil

3Departamento de Medicina Veterinária, Centro de Ciências Agrárias, UFES - Alegre (ES), Brasil

4Departamento de Zootecnia, Centro de Ciências Agrárias, UFES - Alegre (ES), Brasil


RESUMO

O objetivo deste trabalho foi registrar a presença de Fasciola hepatica em ovinos, caprinos e bubalinos em dez municípios do sul do Espírito Santo e relacionar fatores determinantes da doença na região. Um total de 34 propriedades de ovinos, caprinos e bubalinos foi visitado coletando-se amostras fecais dessas espécies para procedimento da técnica de sedimentação. Um total de 58 (13,68%) amostras de ovinos, 76 (21,78%) amostras de caprinos e 10 (23,81%) amostras de bubalinos foram positivas para ovos de F. hepatica. Todos os moluscos coletados foram identificados como pertencentes à espécie Lymnaea columella. Notou-se que os municípios da região sul do Espírito Santo apresentam altas taxas de F. hepatica em ovinos, caprinos e bubalinos, tornando essa região um grande foco de dispersão da parasitose, e que a ocorrência de casos anteriores de fasciolose nas propriedades ficou caracterizada como fator de risco epidemiológico para a doença.

Palavras-Chave: epidemiologia; fasciolose; ruminantes

ABSTRACT

The aim of this study was to record the presence of Fasciola hepatica in sheep, goats and buffaloes in ten southern municipalities of the Espírito Santo state and to relate determinant factors of the disease in this region. A total of 34 properties in sheep, goats and buffaloes was visited by collecting fecal samples of these species to the sedimentation procedure. A total of 58 (13.68%) samples of sheep, 76 (21.78%) samples of goats and 10 (23.81%) samples of buffaloes was positive for F. hepatica eggs. Molluscs collected were all identified as Lymnaea columella. We noted that the municipalities in the south of Espírito Santo have high rates of F. hepatica in sheep, goats and buffaloes, which makes this region a major focus of dispersal of the parasite, and that the occurrence of previous cases of fascioliasis in the properties was characterized as an epidemiological risk factor for the disease.

Key words: epidemiology; fasciolosis; ruminants

O trematódeo Fasciola hepatica (LINNAEUS, 1758) parasita o fígado e as vias biliares de muitas espécies de animais domésticos e selvagens, bem como de humanos (DITTMAR; TEEGEN, 2005. A epidemiologia da fasciolose está vinculada a fatores climáticos, de manejo, topográficos, além da presença no ambiente de moluscos do gênero Lymnaea, necessários para a ocorrência do ciclo do parasito (FOX et al., 2011). Segundo OLIVEIRA (2008), o conhecimento dos principais fatores epidemiológicos relacionados à dispersão e à prevalência da fasciolose é importante, pois delimita focos da parasitose e favorece a formulação de programas estratégicos para prevenção e controle da doença.

Os primeiros relatos de fasciolose surgiram no sul do Estado do Espírito Santo a partir do ano de 1995 e atualmente a doença tem se tornado um problema econômico importante para os produtores da região e possivelmente para todo o Estado do Espírito Santo (GONÇALVES, 2008). O objetivo deste trabalho foi registrar a presença de F. hepatica em ovinos, caprinos e bubalinos em dez municípios do sul do Espírito Santo e relacionar fatores determinantes da fasciolose na região.

Foram selecionados 10 municípios da região sul do Espírito Santo e um total de 34 propriedades de ovinos, caprinos e bubalinos foi visitado. Tanto os municípios quanto as propriedades foram escolhidos após indicação da Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente, pelo Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal (IDAF-ES) e pela presença das espécies em estudo na propriedade. O tamanho mínimo da amostra (n) de cada espécie dentro dos municípios foi calculado segundo TOLEDO; OVALLE (1983); MORETTIN; BUSSAB (2003), com nível de confiança de 95%, erro amostral de 5% e considerando-se uma proporção de quota de 50%.

Entre março de 2008 e dezembro de 2009, foram coletadas amostras fecais de ovinos, caprinos e bubalinos, diretamente da ampola retal, de 10% dos animais de cada propriedade. As amostras de fezes foram identificadas individualmente e armazenadas em caixa isotérmica, sendo encaminhadas ao Laboratório de Parasitologia do Hospital Veterinário do Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal do Espírito Santo (HOVET CCA-UFES) para a realização da técnica McMaster (GORDON; WHITLOCK, 1939) e da técnica de sedimentação descrita por FOREYT (2005) e validada por MARTINS et al. (2008) especificamente para ovos de F. hepatica.

Em cada propriedade, foi realizada entrevista ao produtor ou responsável pela administração, com base em questionário pré-determinado, no qual as principais variáveis analisadas foram: presença de área alagada na propriedade, presença de bovino previamente positivo na propriedade, localização dos animais (confinados ou não confinados) e presença de casos anteriores de fasciolose na propriedade. Também foram coletados moluscos, sendo encaminhados ao Laboratório de Biotecnologia do CCA-UFES, para identificação segundo PARAENSE (1983).

O cálculo da prevalência foi realizado considerando-se o número de casos existentes sobre a amostra da população exposta ao risco de infecção. Foi verificada a possibilidade de associação de propriedades positivas para F. hepatica com a média dos valores de Ovos Por Grama de fezes (OPG), a presença ou ausência de áreas alagadas, presença ou ausência de bovinos positivos na propriedade, presença de animais confinados ou não confinados e presença ou ausência de casos anteriores de fasciolose na propriedade, relatados pelos entrevistados. As associações entre as variáveis foram avaliadas pelo teste do qui-quadrado - e, quando necessária, foi utilizada a correção de Yates - e pelo Fisher exato, com auxílio do programa Epi Info 2002 (CDC, 2008), considerando-se significativo quando p ≤ 0,05.

Nos 10 municípios estudados, foram coletadas 815 amostras de fezes sendo 424 de ovinos, 349 de caprinos e 42 amostras de bubalinos. Um total de 58 (13,68%) amostras de ovinos, 76 (21,78%) amostras de caprinos e 10 (23,81%) amostras de bubalinos foram positivas para ovos de F. hepatica (Tabela 1). Das 34 propriedades visitadas, 17 (50%) apresentavam animais positivos para F. hepatica. Dos moluscos coletados nas propriedades, todos foram identificados como pertencentes à espécie Lymnaea columella (PARAENSE, 1983).

Tabela 1 Número de amostras coletadas por espécie e amostras positivas para ovos de Fasciola hepatica em diferentes hospedeiros em municípios do sul do Espírito Santo. 

Municípios Espécies
Ovinos Caprinos Bubalinos
Total Positivos Total Positivos Total Positivos
Alegre 35 01 (2,86%) 52 12 (23,08%) 7 01 (14,29%)
Guaçuí 3 0
Muniz Freire 62 0 62 18 (29,03%)
Atílio Vivácqua 18 01 (5,56%) 12 01 (8,33%)
Cachoeiro de Itapemirim 82 25 (30,49%) 44 09 (20,00%)
Castelo 50 0 102 12 (11,76%)
Jerônimo Monteiro 33 17 (51,52%) 28 24 (85,71%) 15 07 (46,67%)
Mimoso do Sul 28 03 (10,71%) 17 0 15 02 (13,33%)
Presidente Kennedy 37 0 10 0 5 0
Muqui 76 11 (14,47%) 21 0
Total 424 58 (13,68%) 348 76 (21,84%) 42 10 (23,81%)

Estudos que relatam a frequência de F. hepatica nesses animais mostram resultados semelhantes aos do presente estudo, como SERRA-FREIRE; NUERNBERG (1992) em Santa Catarina, que relataram prevalências de 24,72, 16,92 e 15,66%, respectivamente em búfalos, ovinos e caprinos, MUNGUÍA-XÓCHIHUA et al. (2007), que, no México, encontraram prevalência de 24,5% para caprinos e de 19,4% para ovinos, e ainda RACIOPPI et al. (2007) e OLIVEIRA et al. (1994), que encontraram 28,5 e 18,89% de búfalos positivos em São Paulo e na Argentina, respectivamente. A semelhança dos resultados pode estar relacionada ao clima semelhante entre os locais de estudo, com ambiente favorável ao desenvolvimento do ciclo do parasito.

Com relação às propriedades, analisando amostras fecais por técnica de Hoffman em 12 propriedades de ovinos em 2 municípios do Paraná, QUEIROZ et al. (2002) encontraram amostras positivas para ovos de F. hepatica em 2 dessas propriedades. Os autores supõem que houve disseminação do hospedeiro intermediário, Lymnaea columella, em toda a área dos dois municípios por meio de enchentes e transporte por animais, ampliando a área de distribuição da fasciolose animal. A presença de fasciolose em propriedades de ovinos em seis dos dez municípios estudados também pode estar relacionada à disseminação do molusco por meio de enchentes que ocorrem anualmente na região. Além disso, a fonte de água da maioria das propriedades é proveniente do mesmo rio ou de seus afluentes, havendo possibilidade de disseminação do molusco pelas propriedades não contaminadas, o que amplia a área de ocorrência da doença.

A média de OPG foi calculada para ovos da família Strongyloidea, sendo de 595,15 para ovinos; 691,70 para caprinos e 31,67 para bubalinos. A presença de área alagada foi registrada em 17 (50%) propriedades, enquanto a presença de bovinos foi registrada em 20 (58,82%) das 34 propriedades visitadas. Dessas 20 propriedades, 12 (60%) foram positivas para ovos de F. hepatica. Quanto ao tipo de manejo dos animais, 1 (2,9%) propriedade mantinha os animais confinados. Nenhum desses fatores teve associação com propriedades positivas para F. hepatica (p > 0,05). Em contrapartida, observou-se que, das 34 propriedades visitadas, 5 (14,7%) relataram infecções anteriores por fasciolose. Após análise da possibilidade de associação, observaram-se que as variáveis propriedades positivas e presença de casos anteriores nas propriedades estão associadas (p < 0,05) (Tabela 2).

Tabela 2 Fatores associados ou não à ocorrência de Fasciola hepatica nas propriedades de municípios do sul do Espírito Santo. 

Fator testado Propriedades Valor p
Positivas Negativas
Área alagada Presença 14 12 0,68*
Ausência 3 5
Bovinos Positivo para F. hepatica 8 4 0,64*
Negativo para F. hepatica 4 4
Manejo Confinados 0 1 1,00*
Não confinados 17 16
Casos anteriores Presença 5 0 0,04**
Ausência 12 17

*Não há associação entre as variáveis (p > 0,05)

**há associação entre as variáveis (p < 0,05).

Dados da literatura não relacionaram valores de OPG com amostras positivas para F. hepatica. A possibilidade de associação poderia estar relacionada à imunidade do hospedeiro quando da alta infecção por outros helmintos, já que, em algumas propriedades de caprinos, constataram-se animais muito debilitados apresentando grande quantidade de ovos do tipo Strongyloidea e de F. hepatica.

Apesar da ausência de associação, é sabido que a presença de área alagada na propriedade é considerada fator importante para a disseminação da fasciolose, para que haja um ambiente favorável ao desenvolvimento do molusco, completando o ciclo do parasito. A presença de animais positivos em propriedades sem áreas alagadas pode explicar a falta de associação, pois na região é comum o comércio de animais entre propriedades além do aluguel de pastos de outras propriedades para alocação dos animais. QUEIROZ et al. (2002) relacionaram a distribuição da fasciolose em 12 propriedades de 2 municípios no Paraná com a ocorrência das enchentes que disseminavam os moluscos entre as propriedades. PRITCHARD et al. (2005) relacionaram a emergência da fasciolose em bovinos com o aumento das chuvas de verão e ISSIA et al. (2009) relacionaram as altas ocorrências da doença em ovinos e caprinos à presença de área alagada. Ambos as situações estudadas permitem um favorável ambiente para o desenvolvimento do hospedeiro intermediário da F. hepatica.

GONÇALVES (2008) afirmou que a infecção de rebanhos bovinos, ovinos, caprinos e bubalinos pelo parasito no Estado do Espírito Santo ocorre por meio do transporte de animais parasitados e pela presença do hospedeiro intermediário em diversas bacias hidrográficas da região. A região sul do Espírito Santo caracteriza-se por fortes chuvas durante o verão, permitindo que, na maioria das propriedades, surjam áreas alagadas inexistentes ou que sejam ampliadas as áreas já existentes. Isso, associado ao clima quente da região, favorece o desenvolvimento do molusco, do ciclo do parasito e a disseminação da doença. Além da possibilidade de disseminação dos moluscos pelas enchentes que, por serem sazonais, podem justificar a falta de associação entre a presença de áreas alagadas e as propriedades contaminadas, já que as propriedades foram visitadas em diferentes épocas do ano.

HAMMAMI et al. (2007) mostraram altas prevalências de fasciolose em humanos (6,6%), além de bovinos (14,3%), ovinos (35%) e caprinos (68,4%) criados no mesmo pasto ou em regiões próximas. Os autores relataram a importância do papel desses hospedeiros na disseminação da parasitose. O fato de haver oito propriedades positivas com bovinos positivos confirma a importância da disseminação da fasciolose em propriedades que possuem várias espécies em pastos consorciados, porém, a falta de bovinos positivos não inviabiliza a instalação da enfermidade na propriedade.

Estudo sobre a prevalência da fasciolose no Irã mostrou que houve um declínio dos casos dessa parasitose em bovinos, ovinos e caprinos abatidos (ANSARI-LARI; MOAZZENI, 2006) devido ao clima e ao tratamento dos animais. No presente estudo, nenhuma propriedade com relato de casos anteriores de fasciolose realizou qualquer tratamento, confirmando a permanência do foco de infecção na propriedade e contribuindo para a disseminação da doença. Esse fato corrobora a associação entre propriedade positiva e relato de casos anteriores da F. hepatica.

Após este estudo, notou-se que os municípios da região sul do Espírito Santo apresentam altas taxas de F. hepatica em ovinos, caprinos e bubalinos, tornando essa região um grande foco de dispersão da parasitose. Apenas a ocorrência de casos anteriores de fasciolose nas propriedades ficou caracterizada como fator de risco epidemiológico para a ocorrência de F. hepatica em ovinos, caprinos e bubalinos em propriedades rurais dos municípios da região sul do Espírito Santo.

REFERÊNCIAS

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Recebido: 11 de Janeiro de 2012; Aceito: 17 de Outubro de 2013

*Autor correspondente: milenabatistacarneiro@hotmail.com

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