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Arquivos do Instituto Biológico

Print version ISSN 0020-3653On-line version ISSN 1808-1657

Arq. Inst. Biol. vol.82  São Paulo  2015  Epub Apr 28, 2015

http://dx.doi.org/10.1590/1808-1657000372013 

Scientific Article

Atividade de óleos e extratos vegetais sobre germinação carpogênica e crescimento micelial de Sclerotinia sclerotiorum

Activity of plant extracts on the carpogenic germination and mycelial growth of Sclerotinia sclerotiorum

Cláudia de Souza Zanella 1   *  

Walber Luiz Gavassoni 1  

Lilian Maria Arruda Bacchi 1  

Anelise Samara Nazari Formagio 1  

1Faculdade de Ciências Agrárias; Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) – Dourados (MS), Brasil.

RESUMO

A germinação carpogênica e o crescimento micelial de Sclerotinia sclerotiorum foram avaliados sob extratos metanólicos de Annona cacans, A. coriacea, A. crassiflora, A. dioica, A. sylvatica, Geophila repens, Guettarda viburnoides, Palicourea crocea, Schinus terebinthifolius e Trichilia silvatica, e sob as frações hexânica, hidrometanólica, clorofórmica e acetato de etila de A. cacans e óleo essencial de S. terebinthifolius. A concentração utilizada foi de 1.000 ppm para os extratos e de 100 ppm para as frações. Os extratos vegetais e as frações foram incorporados em meio ágar-água, que foi vertido em caixas gerbox com 20 escleródios. O crescimento micelial foi avaliado em óleo essencial de S. terebinthifolius, nas concentrações de 0, 100 e 1.000 ppm, incorporado ao meio BDA (Batata-Dextrose-Ágar). A germinação carpogênica apresentou-se menor sob os extratos de G. repens, P. crocea e S. terebinthifolius e sob as frações acetato de etila e clorofórmica de A. cacans. O número de apotécios formados por gerbox foi menor com o extrato de A. cacans. O crescimento micelial apresentou 10% de inibição na maior concentração do óleo essencial de S. terebinthifolius.

Palavras-Chave: escleródio; apotécio; mofo branco

ABSTRACT

Te efect of methanolic extracts of Annona cacans, A. coriacea, A. crassiflora, A. dioica, A. sylvatica, Geophila repens, Guettarda viburnoides, Palicourea crocea, Schinus terebinthifolius e Trichilia silvatica, and A. cacans hexane, ethyl etila, aqueous and chloroform fractions and the essential oil of S. terebinthifolius on mycelial growth and carpogenic germination of Sclerotinia sclerotiorum was evaluated. Te concentrations are 1,000 ppm for the extracts and 100 ppm for the fractions. To evaluate the germination, carpogenic, extracts and fractions were incorporated in agar-water that was poured into gerboxes where 20 sclerotia were distributed. To evaluate the mycelial growth, essential oil of S. terebinthifolius in concentrations of 0, 100 and 1,000 ppm was incorporated into the PDA and then poured into Petri dishes, to where pathogen mycelial discs were transferred. Extracts of G. repens, P. crocea and S. terebinthifolius and fractions ethyl acetate and chloroform of Annona cacans reduced the carpogenic germination of sclerotia of S. sclerotiorum and the extract of A. cacans reduced the number of apothecia formed. Mycelial growth showed 10% inhibition at the highest concentration of essential oil of S. terebinthifolius.

Key words: sclerotia; apothecium; white mold

INTRODUÇÃO

O fungo Sclerotinia sclerotiorum (Lib.) de Bary, agente causal da doença conhecida como mofo branco ou podridão de esclerotínia, pode infectar mais de 400 espécies de plantas entre monocotiledôneas e dicotiledôneas (Bolland; Hall, 1994). Este fungo está distribuído em todas as re-giões produtoras, sejam elas temperadas, subtropicais ou tropicais, e pode atacar culturas como batata, ervilha, feijão, girassol e soja.

A procura por vegetais e seus produtos livres de agrotóxicos é crescente, estimulando a busca por novas medidas de proteção das plantas contra as doenças. Dentro deste contexto, a atividade de compostos secundários presentes em extratos ou óleos essenciais de plantas medicinais pode se constituir em mais uma forma de controle alternativo de doenças em plantas (Stangarlin et al., 1999).

As plantas têm a capacidade de produzir metabólitos secundários, como fenóis, ácidos fenólicos, quinonas, flavonas, flavonoides, taninos, cumarinas, terpenoides e alcaloides. Em muitos casos, essas substâncias atuam como defesa da planta contra micro-organismos, insetos e herbívoros. Cientistas de diversos campos têm investigado as atividades antimicrobianas das plantas demonstrando a ação inibitória a vários grupos de micro-organismos devido à produção de ftoquímicos (Cawan, 1999).

Extratos ou óleos essenciais de diversas espécies foram avaliados e tiveram seu efeito comprovado no controle de fungos ftopatogênicos, como é o caso do gengibre (Rodrigues et al., 2007), arruda, carqueja e manjericão (Stangarlin et al., 1999), Annona cacans e A. crassiflora (Lima et al., 2007), Annona sp. (Silva et al., 2008) e Schinus terebinthifolius (Lima et al., 2010), evidenciando o potencial do uso de extratos e óleos vegetais como alternativa aos fungicidas químicos.

Silva et al. (2008), ao testarem os extratos de folhas e do cerne e córtex da raiz e do caule da “fruta-do-conde" (Annonaceae), verificaram que o extrato hexânico do cerne do caule da planta foi ativo contra o crescimento micelial de S. sclerotiorum. Os autores sugerem que o princípio ativo contra o patógeno deve estar presente em maior concentração no cerne do caule do que nas demais partes da planta. Rodrigues et al. (2007) verificaram que o extrato aquoso de gengibre inibiu o crescimento micelial de S. sclerotiorum em 92,5%, e em quase 30% a produção de escleródios na concentração de 25%.

Diante do exposto, o objetivo deste trabalho foi avaliar a germinação carpogênica de escleródios de S. sclerotiorum sob diferentes extratos e óleos de espécies vegetais, assim como avaliar o crescimento micelial do patógeno sob diferentes concentrações do óleo essencial de S. terebinthifolius.

MATERIAL E MÉTODOS

Foram realizados dois experimentos, sendo o primeiro com cinco ensaios, para avaliar a germinação carpogênica, e o segundo com um ensaio para avaliar o crescimento micelial de S. sclerotiorum. Os experimentos foram conduzidos no Laboratório de Microbiologia Agrícola e Fitopatologia da Faculdade de Ciências Agrárias da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), no período de maio de 2010 a janeiro de 2012.

Obtenção, multiplicação e manutenção do inóculo

Os isolados de S. sclerotiorum foram obtidos em área naturalmente infestada pelo patógeno no município de Chapadão do Sul (MS). Os escleródios foram produzidos a partir da repicagem do micélio do fungo para erlenmeyers contendo discos de cenoura previamente autoclavados. Os frascos foram incubados a 25°C, em escuro pleno, por 30 dias. Após esse período, os escleródios formados foram retirados dos frascos, lavados em água corrente e armazenados a 5°C até a sua utilização nos experimentos.

Delineamento experimental e análise de dados

Os dados expressos em porcentagem foram transformados em arco seno da √(x+1)/100, e os demais dados, em √x+1. Foi realizada a análise de variância com o auxílio do progra-ma SISVAR (Ferreira, 2011), e as médias foram comparadas pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade. Os dados de germinação carpogênica foram submetidos à análise de regressão entre o tempo de incubação (dias), como fator independente, e a germinação carpogênica (%) como variável dependente para os extratos testados.

Espécies vegetais

Folhas das espécies vegetais Annona cacans, Annona crassiflora, Annona coriacea, Annona sylvatica e Trichilia silvatica foram coletadas próximo à cidade de Dourados (MS). As espécies Geophila repens, Palicourea crocea e Guettarda viburnoides foram coletadas no Parque Ivinhema, no município de Ivinhema (MS). Frutos, folhas e caules de Schinus terebinthifolius foram coletados no Horto de Plantas Medicinais da UFGD, no município de Dourados (MS). As espécies foram identifcadas pela professora Dr. Zefa Valdevina Pereira, e as exsicatas sob registro A. cacans (DDMS 3818), A. coriacea (DDMS 186), A. crassiflora (DDMS 4599), A. dioica (DDMS 4598), A. sylvatica (DDMS 4600), G. repens (DDMS 4467), G. viburnoides (DDMS 3520), P. crocea (DDMS 4448), S. terebinthifolius (DDMS 4602) e T. silvatica (DDMS 4662) encontram-se depositadas no Herbário da Faculdade de Ciências Biológicas e Ambientais (FCBA/UFGD).

Preparação, fracionamento e extração do óleo essencial das espécies vegetais

O material vegetal (folhas) das espécies foi desidratado em estufa de ar circulante à temperatura de 55°C e triturado em moinho de facas. O extrato metanólico foi obtido por maceração exaustiva com metanol. Os extratos foram submetidos ao particionamento líquido-líquido, com hexano, clorofórmico e acetato de etila, que, com posterior evaporação dos solventes em rota evaporador, resultaram nas frações hexânica, clorofórmica, acetato de etila e hidrometanólica. Para obtenção do óleo essencial, frutos de S. terebinthifolius foram submetidos à hidrodestilação em aparelho Clevenger por quatro horas (Gottlieb; Magalhães, 1960) O óleo essencial obtido foi lavado com hexano e seco com sulfato de sódio anidro.

Germinação carpogênica sob diferentes extratos vegetais

Para a avaliação da germinação carpogênica foram realizados cinco ensaios, em delineamento inteiramente casualizado, com 10 repetições e o número de tratamentos variando para cada ensaio, conforme descrito na Tabela 1.

Tabela 1 Ensaios realizados da germinação carpogênica de S. sclerotiorum sob extratos metanólicos (1.000 ppm) e frações obtidas a partir da partição dos extratos vegetais (100 ppm). 

Ensaio Tratamentos
1 Annona cacans
Annona coriacea
Annona sylvatica
Annona crassiflora
Annona dioica
Testemunha (somente ágar/água)
2 Annona cacans
Annona cacans - fração hexânica
Annona cacans - fração clorofórmica
Annona cacans - fração acetato de etila
Annona cacans - fração hidrometanólica
Schinus terebinthifolius
Fungicida (i.a. Procimidone na dose de 150 g/100 L)
Testemunha (somente ágar/água)
3 Trichilia silvatica
Geophila repens
Palicourea crocea
Guettarda viburnoides
Testemunha (somente ágar/água)
4 Palicourea crocea
Geophila repens
Guettarda viburnoides
Testemunha (somente ágar/água)
Fungicida (i.a. Procimidone na dose de 150 g 100 L-1)
5 Schinus terebinthifolius (caule)
Schinus terebinthifolius (folha)
Schinus terebinthifolius (óleo essencial)
Fungicida (i.a. Procimidone na dose de 150 g 100 L-1)

Os extratos e partições foram dissolvidos em tubos de en-saio contendo água esterilizada e autoclavada, na proporção de 0,5 g de extrato e 9,5 mL de água. Após agitação dos tubos em agitador Vortex para a dissolução dos extratos, a solução foi vertida em 490 mL do meio ágar-água e transferida para caixas tipo gerbox (11,5 × 11,5 × 3,5 cm). Vinte escleródios foram, então, distribuídos sobre o meio, após sua solidificação, e os gerbox foram incubados a 18°C com fotoperíodo de 12 h luz / 12 h escuro. A concentração final dos extratos e do óleo foi de 1.000 ppm, e das frações, de 100 ppm.

As avaliações iniciaram-se a partir da verificação da emissão de estipes. Foi enumerado o número total de escleródios com emissão de estipes e de apotécios, assim como o número total de estipes e de apotécios por unidade experimental. Com base no número de escleródios com apotécios, calculou-se a porcentagem de germinação carpogênica. Foi considerada ger-minação carpogênica a formação de apotécios pelo escleródio.

Crescimento micelial

sob diferentes extratos vegetais

Para a avaliação do crescimento micelial foi realizado um ensaio, em delineamento inteiramente casualizado, com 10 repetições. Os tratamentos constaram das concentrações de 0, 100 e 1.000 ppm de óleo essencial de S.terenbinthifolius, e o fungicida procimidone (150 g/100 L).

O óleo essencial de S. terebinthifolius e o fungicida Procimidone foram homogeneizados no meio Batata-Dextrose-Ágar (BDA) e vertidos em placas de Petri. Após a solidifcação do meio, discos miceliais do patógeno com 0,3 cm de diâmetro, provenientes de cultura pura em meio BDA, foram transferidos para o centro das placas. As placas foram incubadas a temperatura de 25°C e fotoperíodo de 12 h luz / 12 h escuro. As avaliações, realizadas diariamente, iniciaram-se 24 horas após a incubação e foram encerradas 96 horas depois, mensurando-se o diâmetro das colônias em dois eixos ortogonais, com o auxílio de uma régua milimetrada. A inibição do crescimento do patógeno (%) foi obtida comparando-se o diâmetro médio, em cm, entre as colônias sob tratamentos e a testemunha, após quatro dias de incubação, por meio da fórmula: PIC = (diâmetro da testemunha-diâmetro do tratamento) / diâmetro da testemunha] × 100.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Germinação carpogênica sob diferentes extratos vegetais

Observaram-se que alguns dos extratos metanólicos avaliados afetaram a germinação carpogênica de S. sclerotiorum. No primeiro ensaio (Fig. 1), utilizando os extratos metanólicos de A. cacans, A. coriacea, A. crassiflora, A. sylvatica e A. dioica, apenas na avaliação realizada 43 dias após incubação (DAI) observou-se diferença na germinação carpogênica entre os tratamentos (Tabela 2), na qual a testemunha apresentou menor porcentagem de germinação carpogênica em relação à A. cacans, A. coriacea e A. dioica, 72, 75 e 71%, respectivamente. Entretanto, nas avaliações posteriores, a germinação carpogênica da testemunha aumentou (Fig. 1), igualando-se aos demais tratamentos. O extrato de A. cacans, aos 50 DAI, inibiu a emissão do número de apotécios em relação à testemunha e aos extratos de A. dioica e A. coriacea (Tabela 2).

Figura 1 Germinação carpogênica (%) de S. sclerotiorum sob extratos metanólicos (1.000 ppm) de diferentes espécies de Annonaceae em função do tempo (dias) após a incubação. 

Tabela 2 Germinação carpogênica e número de apotécios formados por unidade experimental de escleródios de S. sclerotiorum sob extratos metanólicos (1.000 ppm) de diferentes espécies de Annonaceae aos 43 e aos 50 dias de incubação, respectivamente. 

Tratamento GC (%) aos 43 DAI NAF aos 50 DAI
A. cacans 51,5 a 40,3 b
A. sylvatica 34,0 ab 67,0 ab
A. crassiflora 29,5 ab 53,7 ab
A. dioica 50,0 a 80,1 a
A. coriacea 58,5 a 79,6 a
Testemunha 14,5 b 79,9 a
CV (%) 46,9 22,6

Médias seguidas pela mesma letra nas colunas não diferem entre si pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade.

GC: germinação carpogênica; DAI: dias de incubação; NAF: número de apotécios formados; CV: coefciente de variação.

Embora não tenham apresentado efeito sobre a germinação carpogênica de S. sclerotiorum, extratos hexânicos de A. coriacea e A. crassiflora apresentaram inibição da germinação de uredósporos de Phakopsora pachyrhizi na ordem de 93,9 e 96,25%, respectivamente (Lima et al., 2007). O fungo Alternaria solani teve seu crescimento micelial inibido em 26 e 17,5%, quando exposto aos extratos hexânicos de A. crassiflora e A. coriacea, respectivamente (Marques et al., 2007). Entretanto, extratos etanólicos de A. crassiflora não apresentaram efeito no crescimento micelial de Fusarium solani, mesmo na maior concentração (Rêgo et al., 2011).

Apesar da presença de polifenóis nos extratos metanólicos de A. coriacea, A. crassiflora e A. sylvatica (Formagio et al., 2010), estes não apresentaram nenhuma ação na germinação carpogênica de escleródios de S. sclerotiorum, sugerindo que os compostos presentes nestes extratos, na concentração utilizada, não afetam o patógeno em questão. São escassos os trabalhos avaliando a germinação carpogênica de S. sclerotiorum, mas, ao avaliarem o crescimento miceliogênico do patógeno em meio BDA, Silva et al. (2008) verificaram que apenas o extrato de cerne do caule de Annona sp. inibiu o crescimento micelial do patógeno, enquanto os extratos de folha e raiz não apresentaram efeito sobre o fungo.

No segundo ensaio, a inibição da germinação carpo-gênica apresentou-se maior com o extrato metanólico de S. terebinthifolius e de A. cacans, e suas frações acetato de etila e clorofórmica. Na avaliação realizada aos 78 DAI, a germinação carpogênica foi reduzida em 100, 94, 90 e 51% sob os extratos de fração acetato de etila de A. cacans, fração clorofórmica de A. cacans, extratos de S. terebinthifolius e de A. cacans, respectivamente (Tabela 3).

Tabela 3 Germinação carpogênica (%) de S. sclerotiorum sob extratos metanólicos (1.000 ppm) de Anonna cacans, Schinus terebinthifolius, frações (100 ppm) hexânica, acetato de etila, hidrometanólica e clorofórmica de Anonna cacans e fungicida Procimidone (150 g/100 L) aos 36, 45, 53, 60, 70 e 78 dias após incubação. 

Tratamento Germinação Carpogênica (%)
36 DAI 45 DAI 53 DAI 60 DAI 70 DAI 78 DAI
Annona cacans 0,0 b 0,0 b 1,0 b 5,0 bc 6,5 b 19,5 c
A. cacans – hexânica 1,0 ab 3,5 ab 8,5 ab 9,5 abc 20,0 b 35,5 b
A. cacans – clorofórmica 0,0 b 0,0 b 0,0 b 0,5 c 1,5 c 2,5 d
A. cacans – acetato de etila 0,0 b 0,0 b 0,0 b 0,0 c 0,0 c 0,0 d
A. cacans – hidrometanólica 10,0 a 18,0 a 32,5 a 34,0 a 64,0 a 83,5 a
S. terebinthifolius 0,0 b 0,0 b 0,0 b 0,0 c 0,0 c 4,0 cd
Procimidone 0,0 b 0,5 b 1,5 b 1,5 bc 2,0 c 2,5 d
Testemunha 1,0 ab 5,0 ab 9,5 ab 14,5 ab 30,0 b 44,0 b
CV (%) 44,1 93,0 79,6 70,1 40,5 38,7

Médias seguidas pela mesma letra nas colunas não diferem entre si pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade. DAI: dias após incubação; CV: coeficiente de variação.

O terceiro ensaio foi realizado com os extratos meta-nólicos de G. repens, P. croceae, G. viburnoides, T. silvatica. Os dois primeiros extratos inibiram em 100% a germinação carpogênica dos escleródios em todas as épocas de avaliação, diferindo-se da testemunha. A germinação carpogênica sob os extratos de G. viburnoides e T. silvatica foi menor que na testemunha somente na primeira avaliação, sendo que, nas demais avaliações, não houve diferença entre esses tratamentos e a testemunha (Tabela 4).

Tabela 4 Germinação carpogênica (%) de S. sclerotiorum sob extratos metanólicos (1.000 ppm) de Geophila repens, Guettarda viburnoides, Palicourea crocea e Trichilia silvatica, aos 28, 35, 43 e 50 dias após incubação. 

Tratamento Germinação Carpogênica (%)
28 DAI 35 DAI 43 DAI 50 DAI
Testemunha 1,4 a 22,3 a 23,2 a 24,5 a
Guettarda viburnoides 0,0 b 14,4 a 14,4 a 12,0 ab
Trichilia silvatica 0,0 b 11,0 ab 11,5 ab 13,5 a
Palicourea crocea 0,0 b 0,0 b 0,0 b 0,0 b
Geophila repens 0,0 b 0,0 b 0,0 b 0,0 b
CV (%) 28,8 65,2 65,0 61,6

Médias seguidas pela mesma letra nas colunas não diferem entre si pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade. DAI: dias após incubação; CV: coeficiente de variação.

No quarto ensaio, foram utilizados os extratos de P. crocea, G. repens, G. viburnoides, além do fungicida procimidone, sendo que o resultado do segundo ensaio se repetiu, com G. repens e P. crocea inibindo a germinação carpogênica em relação ao extrato de G. viburnoides e à testemunha (Tabela 5).

Tabela 5 Germinação carpogênica (%) de S. sclerotiorum sob extratos metanólicos (1.000 ppm) de Geophila repens, Guettarda viburnoides, Palicourea crocea e fungicida procimidone (150 g/100 L) aos 30, 38, 45 e 52 dias após incubação. 

Tratamento Germinação Carpogênica (%)
30 DAI 38 DAI 45 DAI 52 DAI
Guettarda viburnoides 8,5 a 21,5 a 29,0 a 30,5 a
Palicourea crocea 0,5 b 2,5 b 2,5 c 3,5 c
Geophila repens 0,5 b 4,5 b 8,5 b 12,0 b
Procimidone 0,0 b 0,5 c 5,5 bc 11,0 b
Testemunha 1,5 ab 9,5 ab 20,0 ab 25,5 a
CV (%) 62,8 52,4 40,8 32,1

Médias seguidas pela mesma letra nas colunas não diferem entre si pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade.

DAI: dias após incubação; CV: coeficiente de variação.

Suffredini et al. (2006) consideraram o extrato da parte aérea de Palicourea guianensis uma fonte potencial de antibiótico a Staphyilococcus aureus e Enterococcus faecalis em razão da baixa concentração mínima inibitória a esses patógenos, demonstrando a atividade antimicrobiana do gênero. Entretanto, Jorge (2005) observou que o extrato bruto da planta P. crocea não foi ativo diante da S. aureus, Bacillus subtilis, Escherichia coli, Pseudomona aeruginosa e Candida albicans, pois a concentração mínima inibitória do extrato bruto foi maior que 1.000 mg/mL para todos os micro-organismos.

Extratos de Trichilia elegans e T. clausenii não apresentaram efeito no crescimento micelial de Colletotrichum gloeosoporioides, sendo que este último estimulou o crescimento do patógeno (Sierra-Hayer et al., 2009), corroborando os resultados do presente estudo, em que o extrato de Trichilia sp. não diferiu da testemunha nos dois ensaios em que foi testado.

O extrato de Guettada speciosa possui alcaloides, flavonoides, triterpenoides, carboidratos, taninos e fenóis que se mostraram efetivos na inibição de Aspergillus niger e Candida albicans (Thamizhvanah et al., 2010). Entretanto, para a germinação carpogênica do patógeno estudado no presente trabalho, esses compostos não apresentaram atividade inibitória.

No quinto ensaio foram utilizados óleo essencial e extratos de caule e folha de S. terebinthifolius. O óleo essencial teve comportamento semelhante ao fungicida na primeira avaliação, realizada aos 32 dias após a incubação (Tabela 6).

Tabela 6 Germinação carpogênica (%) de S. sclerotiorum sob extratos metanólicos, óleo essencial (1.000 ppm) de Schinus terebinthifolius e fungicida procimidone (150 g/100 L) aos 32, 40, 48 e 56 dias após incubação. 

Tratamento Germinação Carpogênica (%)
32 DA 40 DAI 48 DAI 56 DAI
Schinus terebinthifolius (caule) 27,5 a 83,0 a 91,3 a 92,5 a
Schinus terebinthifolius (óleo) 7,5 b 41,0 a 67,5 a 77,5 a
Schinus terebinthifolius (folha) 18,8 ab 43,0 ab 52,5 ab 56,3 ab
Procimidone 6,9 b 16,0 b 22,5 b 24,5 b
CV (%) 15,5 46,0 54,4 62,7

Médias seguidas pela mesma letra nas colunas não diferem entre si pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade.

DAI: dias após incubação; CV: coeficiente de variação.

Para infectar o hospedeiro, o fungo S. sclerotiorum necessita de uma fonte exógena de energia (Abawi; Grogan, 1979), que em muitas culturas são as fores (Steadman, 1983), por isso, a época do forescimento é crucial para o estabelecimento da doença. Ao estudarem a podridão de esclerotínia em plantas de colza, Young; Werner (2012) verifcaram que as pétalas das fores são a principal rota de infecção do patógeno. Desta forma, considerando que a janela de infecção pelo patógeno ocorre no forescimento, mesmo os extratos que inibem apenas temporariamente a germinação carpogênica, ou seja, no período de forescimento da cultura, têm potencial para controle da doença, pois, quando ocorrer a liberação de esporos pelo apotécio, o período de maior predisposição da cultura à infecção terá sido ultrapassado. Esse efeito foi observado neste trabalho, pois na primeira avaliação a germinação carpogênica sob o óleo de S. terebinthifolius foi baixa, semelhantemente à germinação carpogênica sob o fungicida. Somente na segunda avaliação, realizada aos 40 dias, é que houve aumento de apotécios neste tratamento em relação ao fungicida (Tabela 6).

O efeito estimulante da germinação carpogênica sob alguns extratos pode ser positivo do ponto de vista do manejo do mofo branco, pois estimular a germinação de escleródios sob culturas não hospedeiras, na entressafra ou evitando-se a fase mais vulnerável da cultura à infecção pelo patógeno, pode diminuir a incidência da doença.

Crescimento micelial

sob diferentes extratos vegetais

O crescimento micelial de S. sclerotiorum também foi avaliado nas concentrações de 0, 100 e 1.000 ppm do óleo essencial de S. terebinthifolius. Nas avaliações realizadas até 72 horas após a incubação, a maior concentração proporcionou inibição do crescimento da colônia. Entretanto, o fungo continuou a crescer, igualando-se à testemunha (0 ppm) na última avaliação (Fig. 2). A inibição do crescimento micelial foi de 10% na maior concentração (Tabela 7).

Figura 2 Diâmetro (cm) da colônia de S. sclerotiorum em meio de cultura BDA, sob diferentes concentrações de óleo essencial de S. terebinthifolius e fungicida Procimidone (150 g/100 L), após 24, 48, 72 e 96 horas de incubação. Médias seguidas da mesma letra em cada tempo de avaliação, não diferem entre si pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade. 

Tabela 7 Inibição do crescimento micelial (%) de S. sclerotiorum sob três concentrações de óleo essencial de S. terebinthifolius e fungicida Procimidone (150 g/100 L), após 96 horas de incubação 

Tratamentos Inibição (%)
0 ppm 0,0 c
100 ppm 0,0 c
1.000 ppm 10,0 b
Procimidone 100,0 a
CV (%) 32,1

Médias seguidas pela mesma letra nas colunas não diferem entre si pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade.

Esses resultados estão de acordo com outros trabalhos, em que o patógeno S. sclerotiorum não foi afetado pela utilização de óleo ou extrato de Schinus. Pansera et al. (2011a) observaram que o óleo essencial de S. terebinthifolius não controlou o crescimento micelial de S. sclerotinia em nenhuma das concentrações testadas, e Garcia et al. (2012) verifcaram que o extrato de S. molle inibiu somente 2,7% o crescimento micelial do fungo, não diferindo da testemunha.

Entretanto, o crescimento micelial de Colletotrichum gloeosporioides foi inibido em média em 20% nas concentrações de 3 e 4% do extrato de S. terebinthifolius quando comparado à testemunha, mostrando resultados efetivos na redução do desenvolvimento do patógeno (Lima et al., 2010). De acordo com Matos (1988), a mesma espécie botânica pode apresentar diferenças em sua composição química, em função de sua ocorrência em diferentes regiões. A análise cromatográfca do óleo essencial de S. terebinthifolius proveniente de frutos colhidos no horto de plantas medicinais da UFGD identificou predominân-cia de monoterpenos em sua composição, destacando-se como principal constituinte o β-pineno (Formagio et al., 2011), ftoconstituinte com ação inibitória em bactérias como Staphylococus aureus, S. epidermidis, Streptococcus pneumoniae e S. pyogenes (Leite et al., 2007). Portanto, sugerem-se que novos estudos sejam realizados utilizando outras concentrações do óleo proveniente de frutos para verifcar seu efeito sobre o patógeno.

CONCLUSÃO

Os extratos de A. cacans, G. repens, P. crocea e as frações clorofórmica e acetato de etila de A. cacans apresentaram atividade antifúngica na germinação carpogênica de S. sclerotiorum.

O óleo essencial de S. terebinthifolius na concentração de 1.000 ppm apresentou atividade antifúngica no crescimento micelial do patógeno.

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Received: May 13, 2014; Accepted: November 08, 2014

* Autor correspondente: clauzaza@gmail.com

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