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Coluna/Columna

Print version ISSN 1808-1851

Coluna/Columna vol.8 no.4 São Paulo Oct/Dec. 2009

http://dx.doi.org/10.1590/S1808-18512009000400012 

ARTIGO ORIGINAL ORIGINAL ARTICLE

 

Avaliação do efeito antinociceptivo do fentanil transdérmico no controle da dor lombar pós-operatória

 

Efficacy of fentanyl transdermal delivery system for acute postoperative pain after posterior laminectomy

 

Evaluación del efecto antinociceptivo del fentanil transdérmico en el control del dolor lumbar postoperatorio

 

 

Gabriela Rocha LaurettiI; Wilder TrevellinII; Anita Leocádia de MattosIII; Cláudia Cristiane Feracini RighetiII; Alexandre PacchioniII

IProfessora-Associada da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo - USP - Ribeirão Preto (SP), Brasil
IIPós-graduandos de Ortopedia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo - USP - Ribeirão Preto (SP), Brasil
IIIProfessora-Assistente da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo - USP - Ribeirão Preto (SP), Brasil

Correspondência

 

 


RESUMO

OBJETIVO: pacientes submetidos à laminectomia por via posterior geralmente reclamam de dor severa. A aplicação por via transdérmica de fentanil resulta em sua liberação contínua e poderia ser útil no controle da dor. Este estudo visou avaliar a eficácia do fentanil (F) transdérmico em dor aguda pós-operatória secundária à laminectomia por via posterior.
MÉTODOS: após aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa e consentimento adquirido, 24 pacientes foram distribuídos de forma aleatória e duplamente encoberta em dois grupos, sendo que 12 pacientes receberam o adesivo de F transdérmico (25 mcg/h) e outros 12 receberam o adesivo placebo. Todos os pacientes foram submetidos à laminectomia posterior, sob anestesia geral padronizada. Os adesivos transdérmicos foram colocados nos pacientes dez horas antes do início da cirurgia e removidos 24 horas após o término dessa. Cetoprofeno por via venosa foi administrado no início da cirurgia, dipirona estava disponível para analgesia de resgate, se necessário, a intervalos mínimos de seis horas.
RESULTADOS: os pacientes que receberam F transdérmico apresentaram redução de 60% no consumo de dipirona no período pós-operatório (p<0,05); e menor VAS para dor após a 12ª hora, o que se manteve até a 36ª hora de avaliação (p<0,02). Os parâmetros fisiológicos variaram dentro dos limites de normalidade e foram semelhantes entre os grupos. A incidência de efeitos adversos foi similar entre os grupos, sendo constatado apenas eritema local no Grupo F transdérmico (30 versus 5%, p<0,05).
CONCLUSÃO: o adesivo transdérmico de F associado ao cetoprofeno foi efetivo em controlar a dor pós-operatória após laminectomia por via posterior, com tolerância e segurança semelhante ao Grupo Placebo.

Descritores: Fentanila/uso terapêutico; Administração cutânea; Dor pós-operatória/terapia; Laminectomia


ABSTRACT

Objectives: patients who are submitted to posterior laminectomy often complain of severe pain that is difficult to treat. The transdermal application of the potent opioid fentanyl results in its continuous liberation and consequently could be useful in controlling the pain. This study evaluated the efficacy of transdermal fentanyl (F) delivery system for acute postoperative pain after posterior laminectomy.
METHODS: the study was approved by the local Ethic Committee and conducted in the Teaching Hospital. After the patient's consent, 24 patients were randomized to either transdermic F 25 mg/h (n=12) or transdermic placebo (n=12). All patients were submitted to posterior laminectomy under a standard general anesthesia. Transdermic systems were placed during 10 hours preoperatively and removed 24 hours later; 20 minute IV ketoprofen, 2.5 mg/kg was administered following traqueal intubation with propofol, alfentanil and atracurium. IV 20 mg/kg dipyrone act as rescue at a minimum six hours interval. Data was recorded for 36 hours.
RESULTS: the transdermic F Group showed 60% of reduction in the rescue dipyrone consumption (p<0.05); and displayed lesser VAS scores after the 12th hour, which was maintained until the 36th hour (p<0.02). All physiological parameters fluctuated within normal range and no differences were observed between the treatments. The incidence of adverse events was similar between the groups, there was local erythema in the transdermic F (30 versus 5%, p<0.05).
CONCLUSION: transdermic F combined with IV ketoprofen was effective in controlling postoperative pain after posterior laminectomy. Additionally, the safety and tolerability of this regimen were similar to the Placebo Group.

Keywords: Fentanyl/therapeutic use; Administration, cutaneous; Pain, postoperative; Laminectomy


RESUMEN

OBJETIVO: pacientes sometidos a laminectomía por vía posterior generalmente reclaman de dolor severo. La aplicación por vía transdérmica de fentanil resulta en su liberación continua y podría ser útil en el control del dolor. Este estudio visó evaluar la eficacia del fentanil (F) transdérmico en el dolor agudo postoperatorio, secundario a la laminectomía por vía posterior.
MÉTODOS: después de la aprobación por el Comité de Ética en investigación y consentimiento adquirido, 24 pacientes fueron distribuidos de forma aleatoria y duplamente ciegos en dos grupos, siendo que 12 pacientes recibieron el adhesivo de F transdérmico (25 mcg/h) y 12 pacientes recibieron el adhesivo de placebo. Todos los pacientes fueron sometidos a la laminectomía posterior sobre anestesia general estandarizada. Los adhesivos transdérmicos fueron colocados en los pacientes diez horas antes del inicio de la cirugía y removidos 24 horas después de haber terminado la misma. Cetoprofeno por vía venosa fue administrado por vía venosa en el inicio de la cirugía. Dipirona estaba disponible para analgesia de rescate, si era necesario, a intervalos mínimos de seis horas.
RESULTADOS: los pacientes que recibieron F transdérmico presentaron reducción de 60% en el consumo de dipirona en el periodo postoperatorio (p<0,05); y menor VAS para dolor después de la 12ª hora, lo que se mantuvo hasta la 36ª hora de evaluación (p<0,02). Los parámetros fisiológicos variaron dentro de los límites de normalidad y fueron semejantes entre los grupos. La incidencia de efectos adversos fue similar entre los grupos, siendo constatado únicamente eritema local en el Grupo F transdérmico (30 versus 5%, p<0,05).
CONCLUSIÓN: el adhesivo transdérmico de F asociado al cetoprofeno fue efectivo en controlar el dolor postoperatorio después de la laminectomía por vía posterior, con tolerancia y seguridad semejante al Grupo Placebo.

Descriptores: Fentanilo/uso terapéutico; Administración cutánea; Dolor postoperatorio; Laminectomía


 

 

INTRODUÇÃO

Os pacientes portadores de dor lombar crônica com indicação para a realização de artrodese da coluna vertebral, em geral, apresentam dor lombar crônica secundária ao processo de sensibilização central da medula espinhal1, o que reflete um estado de dor aguda pós-operatória intensa e contínua. Esses pacientes necessitam de analgesia pós-operatória eficaz para o controle da dor, visando à melhora da sua recuperação pós-operatória2,3. Os resultados preliminares de estudos sugerem que o opioide fentanil, administrado de forma transdérmica, no controle da dor de moderada a grave intensidade, proporciona alívio considerado e de modo mais constante, devido ao seu perfil farmacocinético. Este sistema transcutâneo permite o controle sistêmico mais regular por 72 horas4,5. Em adição, a associação do fentanil transdérmico com o anti-inflamatório não-esteroidal, ceterolaco, por via intramuscular, resultou em controle da dor eficaz em 94% dos pacientes, comparado a 23% do Grupo Controle que recebeu apenas ceterolaco6.

O objetivo deste estudo foi avaliar a eficácia da associação analgésica da administração, por via transdérmica de fentanil (25 Ug/hora), com a administração por via venosa de cetoprofeno (2,5 mg/kg a cada oito horas).

 

MÉTODOS

Após a aprovação da Comissão de Ética do Hospital, foram selecionados 20 pacientes com indicação cirúrgica de descompressão pela via posterior da coluna vertebral, e com cirurgias programadas em escala de rotina no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP-USP). O estudo foi prospectivo, aleatório e duplamente encoberto. Os pacientes foram divididos em dois grupos (n=10).

Os critérios de inclusão dos pacientes no estudo foram: idade acima de 21 anos, ambos os sexos, estado físico II de acordo com a American Society of Anesthesiology, ou seja, pacientes portadores de doença sistêmica controlada, não-incapacitante, em escala de rotina para realização de cirurgia na coluna, e com capacidade intelectual preservada para entender e aceitar o protocolo. Os critérios de exclusão incluíram quaisquer situações que contraindicassem a administração do fármaco analgésico, como o uso inadvertido de opioides ou outras drogas de adição, história de alergia descrita ao fármaco ou recusa do paciente.

O estudo foi realizado no Hospital das Clínicas da FMRP-USP. Na sala de recepção anestesiológica, após punção venosa, foi colocado o adesivo transdérmico de fentanil (F) (25 µg/hora (Grupo Fentanil, GF) ou adesivo placebo (Grupo Placebo, GP) sobre a pele adjacente ao músculo deltoide no membro superior dominante do paciente, aplicado entre 10 a 12 horas antes do início do procedimento cirúrgico. O adesivo foi retirado 36 horas após sua aplicação.

A técnica anestésica foi geral, endovenosa e inalatória, contendo fentanil endovenoso, 7 µg/kg; propofol endovenoso como agente hipnótico indutor, dose individualizada para o paciente; procurônio como relaxante neuromuscular; ratinitidina, 50 mg; sendo a anestesia mantida com a mistura inalatória contendo isoflurano (controlado individualmente pelo anestesista, a fim de manter os padrões vitais do paciente), oxigênio e óxido nitroso, em sistema semifechado. O cetoprofeno (2,5 mg/kg), por via venosa, foi administrado em 30 minutos, diluído em solução fisiológica, logo após a indução anestésica e mantido a cada oito horas, após, até o término da avaliação de 36 horas.

Os pacientes foram continuamente monitorizados com oximetria de pulso, capnografia, medidas de pressão arterial não-invasiva, e frequência de pulso como rotina. A hidratação e a reposição de fluidos foram realizadas a critério do anestesista.

Ao término do procedimento anestésico cirúrgico, o bloqueio neuromuscular foi antagonizado com atropina (25 µg/kg) e neostigmina (50 µg/kg), o paciente foi extubado e encaminhado à sala de recuperação anestesiológica. O paciente ficou monitorizado com oximetria de pulso contínua e controle das funções vitais, segundo rotina na sala de recuperação anestesiológica, onde permaneceu por 24 horas. Após a alta da sala de recuperação anestesiológica, o paciente foi encaminhado à enfermaria, onde seguiu a rotina desta. Dipirona (1 g EV) estava disponível como analgésico de resgate a intervalos mínimos de seis horas, se necessário, quando o paciente queixa-se de dor numericamente superior a 3 cm (EAN 0 a 10 cm). Na enfermaria, o paciente foi mantido monitorizado com oximetria de pulso por 12 horas.

A analgesia pós-operatória foi avaliada durante 36 horas. A dor foi classificada pela Escala Analógica Visual de 10 cm, sendo o extremo "zero" correspondente à ausência de dor, e "dez" correspondente à pior dor possível; a intervalos constantes de uma hora (por seis horas após o término da anestesia); e, após, a cada três horas durante 24 horas, e após 12 horas. Foi avaliado o consumo total de dipirona, por via venosa, durante o período pós-operatório. Durante o período pós-operatório, avaliou-se o grau de satisfação do paciente, e se o mesmo repetiria a técnica anestésica (muito insatisfeito; insatisfeito; satisfeito; muito satisfeito). Quaisquer efeitos adversos foram anotados e tratados.

Foi avaliado o grau de sedação, utilizando-se a Escala Analógica Visual de 10 cm, sendo o extremo "zero" correspondente à completamente acordado; e o extremo "dez" correspondente à completamente sedado, a intervalos constantes de uma hora (por seis horas após o término da anestesia); e após a cada três horas durante 24 horas, e após 12 horas. Foi avaliada a frequência respiratória em intervalos constantes de três horas durante as primeiras 24 horas, e após 12 horas. Foram anotadas quaisquer queixas dos pacientes durante o período pós-operatório, como náusea (EAN 10 cm) ou ocorrência de vômitos.

Análise estatística

A normalidade dos grupos foi avaliada pelo método de Shapiro Wilkins. A análise demográfica dos grupos foi avaliada pelo teste do χ2 (estado físico ASA) ou Mann-Whitney (demais). Utilizou-se o teste de Mann-Whitney para avaliar a duração da analgesia e o consumo de dipirona. A incidência dos efeitos adversos foi comparada pelo teste do χ2. Os valores da pressão arterial, do pulso e das escalas utilizadas foram comparados utilizando-se ANOVA bicaudal para medidas repetidas, e p<0,05 foi considerado significante. Os valores de p foram posteriormente corrigidos por testes post-hoc (Tukey Honest significance).

 

RESULTADOS

Todos os pacientes foram submetidos a cirurgias para descompressão da coluna lombar sob anestesia geral e inalatória padronizada, como já descrito. Os grupos foram demograficamente semelhantes em relação à classificação da "ASA" (sexo, peso, idade, estatura e tempo de cirurgia), com p>0,05 (Tabela 1), e consumo de fármacos analgésicos de forma regular (diclofenaco, tramadol, amitriptilina), na semana prévia ao procedimento cirúrgico (Tabelas 2 e 3; p>0,05).

Os resultados demonstraram que a aplicação do fentanil transdérmico no período pré-operatório nos pacientes submetidos à descompressão, pela via posterior da coluna vertebral, resultou em analgesia semelhante entre os dois grupos quando avaliados até a 11ª hora pós-operatória, sendo que todos os pacientes requisitaram dipirona por via venosa como resgate (p>0,05). Entretanto, a partir da 12ª hora houve menor consumo de analgésicos de resgate e menor intensidade da dor no grupo que recebeu fentanil transdérmico, que foi mantido por um período de 36 horas (p<0,05), sendo esta diferença de consumo 60% menor para o GF, comparado ao GP. Em relação aos valores numéricos da EAN (0 a 10 cm) para dor, os valores de EAN foram semelhantes até a 12ª hora, permanecendo numericamente inferiores para o GF até a 36ª hora de avaliação (Figura 1; p<0,02).

 

 

Todos os parâmetros fisiológicos perioperatórios (frequência respiratória, pressão arterial não-invasiva, oximetria de pulso, grau de sedação) mantiveram-se constantes e semelhantes entre os dois grupos do estudo, nos tempos avaliados (p>0,05). A incidência de efeitos adversos, incluindo sedação e êmese, foi semelhante entre os grupos, com exceção do eritema no local de aplicação do adesivo transdérmico de fentanil (30% no GF, comparado a 5% no GP; p<0,05).

 

DISCUSSÃO

Apesar da utilização rotineira do fentanil por via transdérmica para o controle da dor crônica, a sua utilização por via transdérmica como adjuvante no controle da dor aguda pós-operatória somente recentemente despertou interesse.

No estudo atual, sua utilização por via transdérmica foi eficaz e confortável para o paciente. Os resultados demonstraram que a combinação de adesivos transdérmicos de fentanil (25 µg/hora) com a administração de 2,5 mg/kg do anti-inflamatório não-esteroidal cetoprofeno resultou em analgesia a partir da 12ª hora da aplicação do adesivo na população estudada, refletida pelo menor consumo de analgésicos de resgate após a 12ª hora de avaliação e valores numéricos (EAN) menores após a 12ª hora, o que permaneceu até a 36ª hora de avaliação no pós-operatório. Em relação aos efeitos adversos, foi observado apenas eritema local nos pacientes que receberam o adesivo de fentanil (30% dos casos), porém não foi necessário tratamento farmacológico ou retirada do adesivo, uma vez que houve boa tolerância por parte dos pacientes.

A combinação do fentanil com um anti-inflamatório foi baseada em dados da literatura. A analgesia do fentanil transdérmico ocorreu em 24% dos pacientes apenas, quando administrada de forma isolada, porém esta analgesia foi ampliada para 94% dos pacientes, quando associada ao anti-inflamatório ceterolaco, em pacientes sofredores de dor pós-operatória classificada como moderada a grave6. Em relação ao efeito analgésico, o tempo de aparecimento da analgesia está também de acordo com dados da farmacocinética do fentanil transdérmico7. A mensuração plasmática eficaz do fentanil foi observada após a 11ª hora de sua aplicação na forma transdérmica, sendo que seus valores de concentração acima da concentração mínima eficaz foram demonstrados por até 12 horas após a retirada do adesivo7. No presente trabalho não foram observados efeitos adversos sistêmicos, provavelmente devido à dose de fentanil aplicada (25 µg/hora). Outros autores que utilizaram 508 ou 75 µg/hora9 referiram prurido, êmese, sedação ou depressão respiratória. Entretanto, os dados do atual estudo demonstraram que a dose de 25 µg/hora associada ao cetoprofeno foi eficaz e não aumentou a incidência dos efeitos adversos nos pacientes avaliados.

Em conclusão, os resultados demonstram a segurança, analgesia e tolerância da combinação do fentanil transdérmico associado ao cetoprofeno por via venosa no controle da dor aguda pós-operatória na população estudada, estando esses resultados de acordo com estudos recentes10-12.

 

REFERÊNCIAS

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Correspondência
Gabriela Rocha Lauretti
Rua Maestro Joaquim Rangel, 644
CEP 14025-610 - Ribeirão Preto (SP), Brasil
Tel/Fax: (16) 3602-2211

Recebido: 5/11/2009
Aceito: 30/11/2009

 

 

Trabalho realizado na Clínica para o Tratamento da Dor do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo - USP - Ribeirão Preto (SP), Brasil.

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