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Coluna/Columna

Print version ISSN 1808-1851

Coluna/Columna vol.12 no.3 São Paulo  2013

http://dx.doi.org/10.1590/S1808-18512013000300007 

ARTIGO ORIGINAL ORIGINAL ARTICLE ARTÍCULO ORIGINAL

 

Descompressão intradiscal lombar percutânea para tratamento de dor discogênica

 

Descompresión percutánea de disco lumbar para tratar el dolor discogénico

 

 

Jonas Lenzi de AraujoI; Pedro Grein Del SantoroI; Henrique MotizukiI; Xavier Soler i GraellsI; Ed Marcelo ZaninelliII; Marcel Luiz BenatoI

IGrupo de Patologia da Coluna Vertebral do Hospital das Clínicas da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Curitiba, PR, Brasil
IIServiço de Cirurgia da Coluna Vertebral do Hospital do Trabalhador da Universidade Federal de Paraná (UFPR), Curitiba, PR, Brasil

Correspondência

 

 


RESUMO

OBJETIVO: Relatar a segurança e os desfechos clínicos de procedimentos de descompressão intradiscal percutânea em pacientes com dor discogênica nos quais houve falha do tratamento conservador. Procedimentos cirúrgicos minimamente invasivos são uma tendência de tratamento.
METODOS: Estudo retrospectivo com descrição dos desfechos clínicos de pacientes tratados com NucleoplastyTM e DeKompressorTM, com seguimento de 5 anos.
RESULTADOS: Trinta e quatro (n = 34) pacientes foram submetidos a descompressão intradiscal com seguimento mínimo de 5 anos, 21 obtiveram resolução do quadro álgico, 8 foram submetidos a artrodese intersomática lombar, um foi submetido a discectomia cirúrgica e 4 apresentam dor lombar residual. Não ocorreram eventos adversos.
CONCLUSÃO: Foi demonstrada a mesma segurança obtida em outros trabalhos que também avaliaram o uso da zona triangular de segurança para procedimentos percutâneos. O índice de sucesso com o procedimento percutâneo assemelha-se a outros estudos mais recentes publicados em uma metanálise. A realização de estudos comparativos, prospectivos e controlados será útil para definir melhor a efetividade dos procedimentos percutâneos.

Descritores: Deslocamento do disco vertebral; Descompressão; Disco intervertebral; Dor lombar.


RESUMEN

OBJETIVO: Informe de la seguridad y los resultados clínicos de los procedimientos de descompresión intradiscal percutánea en pacientes con dolor de origen discal que fracasó el tratamiento conservador. Tratamientos quirúrgicos mínimamente invasivos son una tendencia está OK.
METODOS: Estudio retrospectivo que describe los resultados clínicos de los pacientes tratados con NucleoplastyTM y DeKompressorTM, con un seguimiento de 5 años.
RESULTADOS: Treinta y cuatro (n = 34) pacientes fueron sometidos a descompresión intradiscal y evaluados por período de 5 años, 21 tuvieron la resolución del dolor, 8 se sometieron a artrodesis lumbar intersomática, un paciente fue sometido a una discectomía quirúrgica y 4 tienen dolor lumbar residual. No hubo eventos adversos.
CONCLUSIÓN: Se ha demostrado el mismo grado de seguridad alcanzado en otros estudios que también evaluaron el uso de la zona triangular de seguridad para procedimientos percutáneos. La tasa de éxito con el procedimiento percutáneo es similar a otros estudios publicados en un reciente meta-análisis. Los estudios comparativos, prospectivos y controlados serán útiles para definir mejor la eficacia de los procedimientos percutaneous.

Descriptores: Desplazamiento del disco intervertebral; Descompresión;  Disco intervertebral; Dolor de la región lumbar.


 

 

INTRODUÇÃO

A dor lombar é um sintoma muito prevalente e incapacitante, sendo o segundo motivo de consultas em serviços de Pronto Atendimento. Estudos inferem que até 80% da população apresenta ao menos um episódio de dorsalgia durante a vida.1-6 Almeida aferiu como 15% a prevalência de lombalgia em pesquisa realizada em Salvador (Bahia, Brasil).7 Quando estratificada, esta prevalência acentuou-se  nas faixas etárias mais elevadas.

Kuslich et al.8 identificaram diversas causas de lombalgia. A dor discogênica é muito frequente e resulta de uma complexa interatividade de processos bioquímicos e biomecânicos. Ocorre a liberaçãode mediadores químicos pró-inflamatórios que realizam a quimiotaxia e proliferação celular. Este processo pode geraruma desorganização da arquitetura intradiscal com manutenção da superfície externa do ânulo fibroso. Posteriormente surge o abaulamento do disco cuja manifestação na doença degenerativadiscal representa a falência mecânica de suporte do ânulo fibroso em relação ao núcleo pulposo. Pressões intradiscais aumentadas somadas à baixa complacência discal são responsáveis pelas queixas álgicas. A lesão e irritação do gânglio dorsal regional devido ao processo inflamatório local pode ser responsável pela cronificação da dor lombar.

Após exaustão das terapias conservadoras, indicam-se procedimentos cirúrgicos àqueles que persistem com sintomatologia. Várias são as modalidades cirúrgicas, entre elas, há a estabilizaçao dinâmica, descompressão discal e artrodese intersomática, considerada procedimento padrão-ouro. Entretanto existe uma tendência para realização de cirurgias minimamente invasivas, que visam uma reabilitação precoce e minimizam a sobrecarga dos níveis adjacentes quando comparados à artrodese.

O objetivo principal da descompressão central nuclear é diminuir a pressão intradiscal. Teoricamente a contração do ânulo fibroso íntegro é responsável pelo retorno intradiscal de um núcleo pulposo herniado. Indica-se a descompressão intradiscal para o alívio de dor lombar discogênica e dor irradiada a membros devido a compressão radicular por hérnia discal.

Nucleoplastia (NucleoplastyTM. ArthroCare Co. EUA) é um procedimento minimamente invasivo que usa energia por radiofrequência bipolar para coblação. Neste processo, múltiplos eletrodos emitem uma fração da energia de um aparelho de radiofrequência convencional, resultando em ablação de moléculas orgânicas com baixa temperatura. A coblação demonstra ablação altamente localizada e controlada, minimizando danos aos tecidos adjacentes. 

Outro sistema de descompressão discal, o DeKompressorTM (Stryker Inst, EUA), baseia-se na introdução de probes canulados que realizam rotação e sucção para remoção do núcleo pulposo. Há séries publicadas que mostram resultados comparáveis ou melhores em relação à nucleoplastia.

Devido a alta prevalência da doença, o estudo visa avaliar a segurança e os desfechos clínicos de pacientes submetidos a descompressão intradiscal percutânea.

 

METODOLOGIA

Realizou-se um estudo longitudinal retrospectivo não randomizadoatravés dos prontuários de trinta e cinco pacientes portadores de discopatia lombar sintomática e que foram submetidos a Nucleoplasty™ e DekompressorTM no Serviço de Cirurgia da Coluna Vertebral do Hospital de Clínicas e Hospital do Trabalhador (Curitiba, Brasil) entre janeiro de 2005 a janeiro de 2006. Após o procedimento cirúrgico, o seguimento foi realizado por um período de sessenta meses em trinta e quatro pacientes.

O parâmetro analizado para identificamos como desfechos favoráveis foi o alívio da dor com retorno às suas atividades rotineiras. A necessidade de realização de outros procedimentos para resolução do quadro álgico ou presença de eventos adversos também foram desfechos destacados no estudo.

Os critérios de inclusão utilizados na relação dos pacientes foram a persistência de dor irradiada para os membros inferiores após a falha ao tratamento conservador, ausência de déficit neurológico, protusões discais contidas ao ânulo fibroso, altura discal preservada e seguimento clínico mínimo de sessenta meses após o procedimento. Não foi realizada discografia previamente às descompressões discais.  Na vigência de infecção, fraturas, tumores, hérnias não contidas ou procedimentos prévios na coluna lombar o uso da descompressão percutânea foi descartada.

Os procedimentos foram realizados no centro cirúrgico, guiados por intensificador de imagem, com técnica percutânea através da zona triangular de segurança, de acordo com o preconizado.

A análise estatística baseou-se em dados descritivos da amostra, sendo as variáveis contínuas descritas através de médias (± desvio padrão) e as variáveis categóricas em proporções.

 

RESULTADOS

Dos 35 doentes submetidos à descompressão discal percutânea no período estudado, apenas um foi excluído por fratura vertebral no quarto ano de seguimento.O resultado foi uma amostra de 34 pacientes. Desses, 10 (29,41%) são do sexo feminino e 24(70,59%) do gênero masculino. A idade média e respectivo desvio padrão foi de 38,06 (± 5,89).

A intervenção foi realizada nos níveis L3L4 em 6 (17,64%), L4L5 em 27 (79,41%) e L5S1 em 22 (64,7%) pessoas. Em 17 (50%) pacientes, apenas um nível foi descomprimido, dois e três níveis de descompressão foram realizados em 13 (38,24%) e 4 (11,76%) casos respectivamente.

Os desfechos clínicos observados revelaram que 21 (61,76%)  apresentaram resolução do quadro álgico com retorno às suas atividades cotidianas, apenas um (2,94%) paciente necessitou realizar discectomia cirúrgica com três meses de evolução e oito (23,53%) pacientes foram submetidos a artrodese lombar em um prazo médio de 31,28 meses (±18,24). (Figura 1) Não foram identificados eventos adversos na amostra estudada.

 

 

DISCUSSÃO

A utilização de procedimentos percutâneos surgiu como uma forte vertente para o tratamento das doenças  da coluna vertebral. Muitos estudos tem sido publicados sobre o tema, porém seus resultados nem sempre podem ser reproduzidos.

Matuoka et al.9 e Choi et al.10 estudaram a anatomia e a segurança da inserção de trocateres e catéteres intradiscais através da zona triangular de segurança (ZTS). Este é o sítio de introdução dos aparatos utilizados nas variadas técnicas, dentre elas a NucleoplastyTM e o DekompressorTM.

Choi e Basile Junior10 identificaram que o padrão das ZTS dos diferentes níveis vertebrais se diferenciavam entre si e se assemelhavam com as ZTS dos mesmos níveis das outras amostras. Os autores concluiram que as ZTS apresentavam morfologia semelhante a um triângulo retângulo nos níveis L2-L3 e L3-L4, com transição a morfologia obtusa nos níveis mais inferiores (L4-L5 e L5-S1). A área total da ZTS aumentava progressivamente quanto mais caudal o nível, com isso, admite-se cânulas maiores para acessar os discos mais inferiores.

Mesmo com o auxílio dos estudos anatômicos, as técnicas percutâneas não são livres de eventos adversos. Dano à medula espinhal, infecção, lesão vascular e até a morte são complicações precoces. Tardiamente pode ocorrer dor localizada no sítio cirúrgico, alteração biomecânica espinhal, aracnoidite adesiva, disfunção da raiz nervosa, mielocele e recorrência de prolapso discal.

A ausência de eventos adversos na série estudada, apesar de limitada, corrobora com dados obtidos por outros autores, evidenciando a segurança do uso da zona triangular de segurança para NucleoplastyTM, DeKompressorTM e outros procedimentos percutâneos.

Singh et al.11,12 apresentaram a eficácia clínica da nucleoplastia. Posteriormente o mesmo autor publicou uma série de 80 casos de nucleoplastia para o tratamento de hérnias discais lombares.13 Destes casos, 75% houve melhora dos escores que avaliavam a dor após 12 meses do procedimento. Alexandre et al.14 avaliaram como bom ou excelente o uso da nucleoplastia em 80,7% em seu estudo em 1390 pacientes.

Demonstrou-se neste trabalho uma efetividade semelhante a outros estudos.12,15-18 Ainda assim, os resultados estão abaixo dos resultados bons/razoáveis obtidos por Alexandre et al.14 e Choy et al.19 que chegaram a 80,7% e 78% de bons/excelentes resultados com discectomia percutânea respectivamente. Técnicas percutâneas demonstram melhores resultados em relação ao placebo, porém a discectomia cirúrgica é mais efetiva comparada às técnicas percutâneas.20-22

Gerges realizou uma metanálise selecionando 14 estudos de diferentes autores.22 Destes, o de maior seguimento foi o de Masala et al.23 com 18 (12-21) meses, obtendo taxa de sucesso de 79%.

Apesar de muitos trabalhos terem sido publicados a respeito das técnicas minimamente invasivas, não há consenso entre os autores. Não há evidencia clara em relação aos desfechos clínicos, tampouco há ensaios clínicos randomizados comparando-as aos métodos padrão-ouro.

 

CONCLUSÃO

Os benefícios da cirurgia minimamente invasiva no tratamento da dor lombar  discogênica são claros a curto prazo. Isso se justifica ao observar que o alívio dos sintomas são satisfatórios em uma fase mais precoce. Embora os resultados animadores propostos por outros autores com o uso da descompressão intradiscal percutânea não sejam fielmente reproduzidos, Gerges publicou em sua metanálise que 10 dos 14 trabalhos avaliados obtiveram índice de satisfação maior que 50%.

Há uma escassez de pesquisas com longo período de seguimento e pesquisas que comparem a evolução clínica após intervenção cirúrgica por técnica minimamente invasiva a procedimentos considerados padrão-ouro.

Embora os resultados precoces sejam satisfatórios, com o seguimento de 5 anos evidenciou-se a evolução da doença discal com a subsequente necessidade de realização de artrodese intersomática em 23,53% dos pacientes em um período médio de 31,28 meses (± 18,24) após a descompressão percutânea.

 

REFERÊNCIAS

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Correspondência:
Rua Eduardo Sprada, 1872
Curitiba, PR, Brasil - 81210-370.
jonaslenzi@gmail.com

 

 

Trabalho realizado pelo Grupo de Cirurgia da Coluna Vertebral do Hospital das Clínicas e Hospital do Trabalhador da Universidade Federal de Paraná - UFPR - Curitiba (PR), Brasil.
Todos os autores declaram não haver nenhum potencial conflito de interesses referente a este artigo.

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