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Brazilian Journal of Otorhinolaryngology

Print version ISSN 1808-8694On-line version ISSN 1808-8686

Braz. j. otorhinolaryngol. (Impr.) vol.75 no.3 São Paulo May/June 2009

http://dx.doi.org/10.1590/S1808-86942009000300001 

EDITORIAL

 

Epistaxe

 

 


Palavras-chave: epistaxe, sangramento nasal, terapia.


 

 

Estamos no aproximando do inverno, época do ano na qual algumas regiões do país apresentam condições climáticas caracterizadas por queda da temperatura e baixa umidade relativa do ar. Além disto, em certas cidades há o favorecimento ao acúmulo de poluentes na atmosfera. Conseqüência disto é que diversas doenças de vias aéreas superiores tornam mais freqüentes. Dentre elas podemos citar as infecções de vias aéreas, as rinites inflamatórias e epistaxe.

A hemorragia nasal representa uma das principais emergências otorrinolaringológicas. Estima-se que 60% da população, em algum momento da vida, apresentarão epistaxe, sendo que 6% necessitarão atendimento médico para seu controle e 1,6 a cada 100.000 serão hospitalizados.

As hemorragias nasais são classificadas em anteriores ou posteriores. A área de Kiesselbach, localizada na porção anterior do septo nasal e a porção anterior das conchas nasais anteriores são os sítios mais comumente envolvidos nas epistaxe anteriores. Por outro lado as posteriores originam-se de ramos da artéria esfenopalatina.

Apresentam diversas etiologias como trauma (digital ou da face), ressecamento da mucosa nasal, colocação de corpo estranho, inalação de agentes irritantes, rinossinusites infecciosas, tumores nasais ou de rinofaringe (nasoangiofibroma, pólipos, neoplasias etc.), alterações vasculares (teleangectasias), discrasias sangüíneas etc.

Três são objetivos básicos de seu tratamento. Devemos ter em mente o volume de sangue perdido, identificar o local da hemorragia e instituir a melhor terapêutica. Na grande maioria das vezes os tamponamentos nasais anteriores e/ou posteriores são suficientes para controlar o problema. Contudo, em algumas situações uma intervenção mais agressiva deve ser instituída.

Neste número da revista apresentamos um estudo realizado pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo onde são analisadas as causas e evolução de casos de epistaxe refratários ao tratamento com tamponamento nasal.

 

João Ferreira de Mello Júnior
Editor do Brazilian Journal of Otorhinolaryngology Prof. Livre-docente da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo

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