SciELO - Scientific Electronic Library Online

 
vol.78 issue4Normal values for the Rhinoplasty Outcome Evaluation (ROE) questionnaireHair cell alteration prevalence rates in students of a school in Distrito Federal author indexsubject indexarticles search
Home Pagealphabetic serial listing  

Services on Demand

Article

Indicators

Related links

  • Have no similar articlesSimilars in SciELO

Share


Brazilian Journal of Otorhinolaryngology

Print version ISSN 1808-8694

Braz. j. otorhinolaryngol. vol.78 no.4 São Paulo July/Aug. 2012

http://dx.doi.org/10.1590/S1808-86942012000400016 

ORIGINAL ARTICLE

 

Reprodutibilidade dos métodos radiográficos para avaliação da adenoide

 

 

Murilo Fernando Neuppmann FeresI; Helder Inocêncio Paulo de SousaII; Sheila Márcia FranciscoII; Shirley Shizue Nagata PignatariIII

IMestrado (Doutorando em Otorrinolaringologia e Cirurgia de Cabeça e Pescoço da Universidade Federal de São Paulo)
IIOrtodontista (clínica particular)
IIIDoutora (Professora e chefe da Disciplina de Otorrinolaringologia Pediátrica da Universidade Federal de São Paulo)

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

Embora a avaliação radiográfica da hipertrofia de tonsila faríngea tenha sido constantemente debatida, há ainda carência de estudos que testem a confiabilidade da maioria dos parâmetros radiográficos existentes.
OBJETIVO: Verificar a reprodutibilidade intra e interexaminadores de vários métodos destinados à avaliação da tonsila faríngea. Forma de estudo: Estudo de série, metodológico e transversal.
MATERIAL E MÉTODO: Quarenta crianças de ambos os sexos, de 4 a 14 anos, foram selecionadas mediante apresentação de queixas de obstrução nasal ou respiração oral, com suspeita de diagnóstico de hipertrofia de tonsila faríngea. Radiografias do cavum faríngeo e telerradiografias ortodônticas foram obtidas e, posteriormente, avaliadas por dois examinadores por meio de instrumentos de avaliação quantitativos e categóricos.
RESULTADOS: Todos os parâmetros quantitativos de ambas as modalidades radiográficas apresentaram excelente reprodutibilidade intra e interexaminadores. Dentre os parâmetros categóricos de avaliação da radiografia de cavum, observou-se desempenho relativamente melhor de C-Kurien, C-Wang, C-Fujioka e C-Elwany sobre C-Cohen e C-Ysunza. Em relação aos sistemas destinados à classificação da telerradiografia, C-McNamara apresentou maior reprodutibilidade que C-Holmberg.
CONCLUSÃO: A maioria dos instrumentos apresentou reprodutibilidade adequada. No entanto, novas investigações ainda devem ser realizadas com o intuito de determinar a capacidade de cada parâmetro em relação sua acurácia e viabilidade.

Palavras-chave: raios x, reprodutibilidade dos testes, tonsila faríngea.


 

 

INTRODUÇÃO

A avaliação da hipertrofia da tonsila faríngea pela radiografia craniana lateral vem sendo debatida por anos1-4. Mesmo assim, as opiniões acerca da utilidade deste exame ainda são diversas.

Esta divergência de opiniões é, dentre outros fatores, resultante da ausência de estudos que avaliem um número considerável de parâmetros simultaneamente, da diversidade das amostras investigadas e da aplicação de metodologias muito variáveis, quando não questionáveis5. Dentre estas falhas, destaca-se a frequente ausência de testes de confiabilidade da maioria dos parâmetros radiográficos5.

A reprodutibilidade constitui-se um requisito essencial para se determinar a qualidade de um parâmetro de avaliação. Portanto, esta pesquisa foi desenvolvida com o intuito de verificar a reprodutibilidade intra e interexaminadores de vários parâmetros radiográficos destinados à avaliação da tonsila faríngea e via aérea nasofaringeana.

 

MATERIAIS E MÉTODOS

Trata-se de um estudo metodológico transversal, aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da instituição em que foi realizado (protocolo nº 0181/08).

Amostra

Quarenta crianças (n = 40) de ambos os sexos, com idade variando de 4 a 14 anos, foram selecionadas do Ambulatório de Otorrinolaringologia Pediátrica da instituição em que se realizou a pesquisa. Para que fossem incluídos no estudo, os pacientes deveriam apresentar queixas de obstrução nasal e/ou respiração oral, com suspeita de diagnóstico de hipertrofia de tonsila faríngea. As crianças que possuíam síndromes ou más formações foram excluídas. Foram também excluídos os indivíduos que apresentassem infecção aguda do trato respiratório no momento do exame, ou história prévia de adenoidectomia. Todos os responsáveis pelos sujeitos da pesquisa formalizaram a sua participação mediante assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, conforme exige o Comitê de Ética em Pesquisa da Instituição em que foi realizado o estudo.

Métodos de registro

Radiografia de cavum faríngeo (RC)

Inicialmente, as crianças selecionadas foram submetidas à RC, que foi realizada por um único profissional especialista em Radiologia, em um único centro especializado. Todas as tomadas radiográficas foram realizadas em um mesmo aparelho, com a distância foco-filme de 140 cm, e fatores de exposição de 70 kV, 12 mA por 0,40 a 0,64 segundos. Para tal, o paciente se posicionou em pé, com postura ereta, de forma que o plano de orientação de Frankfurt estivesse paralelo ao solo e o feixe central de raios-x fosse direcionado para a região da nasofaringe. À criança foi dada a instrução de que, no momento do registro, realizasse inspiração pelo nariz, com a boca fechada, e os dentes em oclusão. O filme utilizado foi de tamanho 20 cm x 25 cm, da marca Kodak®, que, após a exposição, foi automaticamente revelado de maneira padronizada. Os exames que demonstraram evidente elevação do palato mole ou significativa rotação de cabeça foram descartados, e os sujeitos retirados da amostra.

Telerradiografia ortodôntica lateral (TR)

Na própria ocasião, a TR foi obtida pelo mesmo operador. O mesmo padrão se repetiu em relação aos fatores de exposição, posicionamento do paciente e orientações a estes dadas. Desta vez, no entanto, um dispositivo designado cefalostato foi utilizado, cujo objetivo é garantir que haja posicionamento adequado e reprodutível da cabeça do paciente no momento da tomada radiográfica. O feixe central dos raios-x foi direcionado à região do meato acústico externo. Tanto o filme quanto seu método de revelação e os critérios de exclusão destes registros seguiram os parâmetros já descritos para RC.

Ambos os exames radiográficos (RC e TR) foram identificados por códigos numéricos, como forma de impedir o reconhecimento da identidade dos pacientes pelos examinadores que, assim, ignoravam o quadro respiratório e queixas iniciais. Posteriormente, dois examinadores independentes realizaram os traçados das estruturas anatômicas e posterior avaliação de cada uma delas. Os referidos avaliadores eram distintos daqueles profissionais responsáveis pelo recrutamento da amostra ou pela realização do exame. O examinador principal (Examinador 1) realizou as mensurações radiográficas (Quadros 1 e 2, Figuras 1 e 2) por duas vezes em períodos distintos, com intervalo de 30 dias entre eles, o que permitiu medições e classificações realmente independentes.

 

 

 

 

 

 

 

 

Os traçados e posteriores mensurações foram realizados sobre folhas de papel do tipo Ultraphan, com auxílio de negatoscópio, régua, esquadro e paquímetro digital da marca StarretTM (modelo 799A-8/200), com precisão de 0,01 mm. As grandezas que envolviam cálculos de área (Avan6); (Ad/Nf 7) foram medidas com auxílio de software ImageJ, disponível para download (http://rsbweb.nih.gov/ij/download.html), após escaneamento do traçado cefalométrico.

Métodos de análise

A confiabilidade dos métodos radiográficos foi determinada pela análise de reprodutibilidade intra e interexaminadores. A reprodutibilidade das variáveis radiográficas quantitativas foi mensurada por meio do cálculo do coeficiente de correlação intraclasse (CCI) e das diferenças médias entre pares de observações. A análise da confiabilidade das variáveis radiográficas categóricas foi realizada pelo cálculo do coeficiente kappa (k) e pela porcentagem geral de concordância entre observações pareadas, que inclui a ocorrência de concordâncsia ao acaso. O CCI foi interpretado de acordo com Weir et al.17, que classificam a confiabilidade como "baixa" (CCI < 0,20), "razoável" (0,20 < CCI < 0,40), "boa" (0,40 < CCI < 0,60), "muito boa" (0,60 < CCI < 0,80) ou "excelente" (0,80 < CCI < 1,00). O valor do coeficiente kappa foi interpretado de acordo com o critério estipulado por Landis & Koch18, por meio do qual a confiabilidade poderia ser caracterizada como "baixa" (k < 0,20), "razoável" (0,20 < k < 0,40), "moderada" (0,40 < k < 0,60), "substancial" (0,60 < k < 0,80) ou "quase perfeita" (0,80 < k < 1,00).

O nível de significância adotado para os testes estatísticos foi de 5% (α < 0,05). Todas as análises foram realizadas pelo programa computacional SPSS 10.0 para Windows.

 

RESULTADOS

Durante o recrutamento da amostra, 11 pacientes não se dispuseram a participar do estudo. Um paciente foi excluído por apresentar falhas em um dos exames radiográficos, cuja qualidade inadequada impedia que este pudesse ser apropriadamente avaliado.

Esta pesquisa incluiu 20 indivíduos do gênero feminino (50,0%) e 20 indivíduos do gênero masculino (50,0%). A idade média foi de 9,5 anos (4,1 a 14,3 anos; desvio-padrão: 2,4). Clinicamente, todos os pacientes tinham suspeita de hipertrofia de tonsila faríngea (40/40, 100,0%). A grande maioria dos pacientes queixava-se de respiração mista (19/40; 47,5%) ou exclusivamente oral (17/40; 42,5%).

Todos os parâmetros quantitativos de RC (Tabela 1) e TR (Tabela 2) apresentaram "excelentes" índices de reprodutibilidade, tanto na análise intra quanto interexaminadores.

 

 

 

 

Além disso, variações clinicamente insignificantes foram observadas na comparação de medidas pareadas realizadas por um examinador em duas ocasiões, ou por dois examinadores (Tabelas 3 e 4).

Dentre as variáveis categóricas de RC, C-Kurien obteve concordância "quase perfeita" nas análises intra e interexaminadores. Foram, ainda, alcançadas excelentes porcentagens de concordância para ambas as análises (intraexaminador: 90,0%; interexaminadores: 92,5%,) (Tabela 5).

C-Wang obteve concordância "quase perfeita" na análise intraexaminador, e "substancial" entre examinadores distintos. As porcentagens de concordância atingiram valores de 95,0% e 90,0%, respectivamente (Tabela 5).

C-Fujoka e C-Elwany demonstraram concordância kappa "substancial" para ambas as análises. Diferentes medições (C-Fujioka: 95,0%; C-Elwany: 90,0%) ou examinadores (C-Fujioka: 95,0%; C-Elwany: 92,5%) concordaram em parcela significativa das avaliações (Tabela 5).

C-Cohen obteve desempenho considerado "moderado", segundo índices kappa obtidos. As taxas de concordância atingiram 75,0% para ambas as análises intra e interexaminadores (Tabela 5).

Além de concordância "moderada" na análise intraexaminador, C-Ysunza obteve índice "razoável" entre examinadores distintos. A porcentagem de acerto variou de 65,0% (intraexaminador) a 42,5% (interexaminadores) (Tabela 5).

De acordo com a análise do coeficiente kappa, C-McNamara obteve concordância "quase perfeita", tanto para a análise intra e quanto interexaminadores (Tabela 6). A taxa de concordância foi de 97,5% entre observações, e de 95,0% entre examinadores distintos.

C-Holmberg demonstrou concordância "substancial" para a análise intraexaminador e "moderada" para a análise interexaminadores (Tabela 6). Além disso, este parâmetro apresentou as seguintes porcentagens de concordância - intraexaminador: 80,0%; interexaminadores: 57,5%.

 

DISCUSSÃO

RC

Conforme resultados obtidos, as variáveis quantitativas apresentaram excelente reprodutibilidade entre examinadores. Estudos anteriores já relatavam resultados similares para A/N13,19, PA19 e AA19. Os demais parâmetros quantitativos (TF, CA, CA/PM, e OVA), mesmo que não investigados previamente, também demostraram, de acordo com os dados desta pesquisa, excelente confiabilidade interexaminadores. Em relação à análise intraexaminador, este estudo atestou, pela primeira vez, excelentes índices de reprodutibilidade para todos os instrumentos investigados. Portanto, considera-se que o uso dos parâmetros quantitativos por pesquisadores ou clínicos de formação na área possa ser realizado com adequada confiabilidade.

Menos uniformidade, entretanto, foi observada em relação aos parâmetros categóricos de avaliação de RC. Neste caso, índices diversos de reprodutibilidade foram notados, e variaram de razoáveis a quase perfeitos.

O instrumento C-Kurien apresentou o melhor desempenho dentre todos os sistemas de classificação testados. Os excelentes índices de reprodutibilidade observados, aliados à presença de um critério de classificação objetivo e confiável (PA) em que se baseia, conferem plena confiabilidade à utilização deste instrumento.

C-Wang também apresentou reprodutibilidade bastante satisfatória, mesmo que aplicado mediante impressões subjetivas do examinador. Este desempenho talvez esteja relacionado ao fato de uma eventual indução dos examinadores em classificarem sistematicamente casos duvidosos em indivíduos de hipertrofia "não óbvia". Portanto, mesmo que confiável, este instrumento de avaliação deve ser utilizado com a devida cautela por examinadores que por ele optarem.

Reprodutibilidade satisfatória também foi observada para C-Fujioka e C-Elwany, cujos critérios de categorização se baseiam ambos no valor de A/N. Recomenda-se a utilização confiável destes instrumentos em casos nos quais a caracterização da via aérea nasofaringeana deva ser realizada de maneira simplificada (categorias dicotômicas) e objetiva.

C-Cohen, apesar de ter apresentado confiabilidade intraexaminador apenas moderada, foi tido como instrumento reprodutível por Souki20. Kolo et al.21 também notaram excelentes índices de concordância entre um otorrinolaringologista e um radiologista (k = 0,8182; porcentagem de concordância, 82,35%). Contudo, quando a concordância foi aferida entre dois otorrinolaringologistas, foram observadas marcas mais modestas (k = 0,6696; porcentagem de concordância, 74,51%)21, que se assemelharam aos índices de reprodutibilidade aqui coletados.

Dentre todos os parâmetros classificatórios, porém, o pior desempenho observado referiu-se a C-Ysunza. Ainda que estudos prévios tenham documentado concordâncias entre examinadores em até 77,5%11 e 90,0% das avaliações4, os índices de concordância aqui registrados foram menores. De acordo com Maw et al.11, este tipo de avaliação é altamente dependente da experiência do examinador; e as avaliações de Ysunza et al.4 foram realizadas por profissionais com vários anos de experiência. Tendo em vista a necessidade de experiência para a aplicação deste instrumento, e os baixos índices de reprodutibilidade aqui constatados, os autores desta pesquisa reforçam a necessidade de treinamento para a aplicação de C-Ysunza, ainda que o mesmo apresente concordância substancial na análise intraexaminador.

TR

De acordo com os dados coletados, todos os parâmetros quantitativos investigados apresentaram excelente reprodutibilidade intraexaminador. Estes resultados, de alguma forma, concordam com dados já reportados20,22-24, que demonstraram variações intraexaminador estatística e clinicamente insignificantes. Mesmo que a literatura ortodôntica tenha demonstrado que parâmetros como Avan20, Pm-ad121,24, Pm-ad222,23, ad1-Ba22,24, ad2-S022,23, Pm-Ba22,24, e FS20,24 tenham satisfatória confiabilidade intraexaminador, outras variáveis, como PtV-Ad, e Ad/NP, também se provaram suficientemente confiáveis em relação às análises intraexaminador.

Não foram encontrados estudos que aferissem a confiabilidade interexaminadores destas variáveis radiográficas. Porém, os resultados aqui obtidos indicam que há concordância satisfatória também entre examinadores. Isto confirma o fato de que métodos de avaliação quantitativos são confiáveis, o que, a princípio, credencia-os para uso prático.

Tendo em vista as análises de reprodutibilidade dos sistemas de classificação, este estudo observou excelentes índices de concordância intra e interexaminadores para a estratégia de categorização C-McNamara. Entretanto, C-Holmberg, que se baseia em impressões subjetivas, obteve desempenho inferior ao sistema objetivo referido (C-McNamara), principalmente no que se refere à reprodutibilidade interexaminadores.

Paradise et al.25, em sistema classificatório semelhante a C-Holmberg, obtiveram excelentes índices de reprodutibilidade (intraexaminador: k = 0,89; interexaminadores: k = 0,81). Souki et al.20, ao estudar reprodutibilidade intraexaminador deste mesmo parâmetro, não detectaram diferenças estatisticamente significativas entre medidas pareadas de um mesmo examinador. A presente pesquisa também revelou uma considerável porcentagem de concordância para as análises intraexaminador. Ainda assim, os autores desta pesquisa aconselham a utilização preferencial dos sistemas de classificação C-McNamara. A ausência de critérios definidos e objetivos para a utilização do método de avaliação C-Holmberg, o excessivo número de categorias, aliados ao fato de ter sido observada menor concordância entre examinadores distintos, devem inibir a aplicação deste método de avaliação em detrimento do outro (C-McNamara), mais simples, objetivo e confiável.

Além de reprodutibilidade, os métodos de diagnóstico devem incluir outros requisitos, tais como a viabilidade e acurácia. Por isso, novas investigações devem ser realizadas com o intuito de determinar a capacidade de cada parâmetro aqui estudado representar o que ele propõe. O instrumento ideal, se existente, é aquele que, além de confiável, seja acurado e prático.

 

CONCLUSÃO

Todos os parâmetros quantitativos, sejam estes mensurados em RC ou TR, apresentaram reprodutibilidade excelente e variações clinicamente irrelevantes.

Dentre os parâmetros categóricos de avaliação pela RC, observou-se desempenho relativamente melhor de C-Kurien, C-Wang, C-Fujioka e C-Elwany sobre C-Cohen e C-Ysunza.

Em relação aos sistemas destinados à classificação pela TR, C-McNamara apresentou melhores graus de reprodutibilidade do que C-Holmberg.

 

REFERÊNCIAS

1. Wang DY, Bernheim N, Kaufman L, Clement P. Assessment of adenoid size in children by fibreoptic examination. Clin Otolaryngol Allied Sci. 1997;22(2):172-7.         [ Links ]

2. Mlynarek A, Tewfik MA, Hagr A, Manoukian JJ, Schloss MD, Tewfik TL, et al. Lateral neck radiography versus direct video rhinoscopy in assessing adenoid size. J Otolaryngol. 2004;33(6):360-5.         [ Links ]

3. Kurien M, Lepcha A, Mathew J, Ali A, Jeyaseelan L. X-rays in the evaluation of adenoid hypertrophy: It's role in the endoscopic era. Indian J Otolaryngol Head Neck Surg. 2005;57(1):45-7.         [ Links ]

4. Ysunza A, Pamplona MC, Ortega JM, Prado H. Video fluoroscopy for evaluating adenoid hypertrophy in children. Int J Pediatr Otorhinolaryngol. 2008;72(8):1159-65.         [ Links ]

5. Feres MF, Hermann JS, Cappellette M Jr, Pignatari SS. Lateral X-ray view of the skull for the diagnosis of adenoid hypertrophy: a systematic review. Int J Pediatr Otorhinolaryngol. 2011;75(1):1-11.         [ Links ]

6. Handelman CS, Osborne G. Growth of the nasopharynx and adenoid development from one to eighteen years. Angle Orthod. 1976;46(3):243-59.         [ Links ]

7. Linder-Aronson S, Leighton BC. A longitudinal study of the development of the posterior nasopharyngeal wall between 3 and 16 years of age. Eur J Orthod. 1983;5(1):47-58.         [ Links ]

8. Jóhannesson S. Roentgenologic investigation of the nasopharyngeal tonsil in children of different ages. Acta Radiol Diagn (Stockh). 1968;7(4):299-304.         [ Links ]

9. Fujioka M, Young LW, Girdany BR. Radiographic evaluation of adenoidal size in children: adenoidal-nasopharyngeal ratio. AJR Am J Roentgenol. 1979;133(3):401-4.         [ Links ]

10. Crepeau J, Patriquin HB, Poliquin JF, Tetreault L. Radiographic evaluation of the symptom-producing adenoid. Otolaryngol Head Neck Surg. 1982;90(5):548-54.         [ Links ]

11. Maw AR, Jeans WD, Fernando DC. Inter-observer variability in the clinical and radiological assessment of adenoid size, and the correlation with adenoid volume. Clin Otolaryngol Allied Sci. 1981;6(5):317-22.         [ Links ]

12. Cohen D, Konak S. The evaluation of radiographs of the nasopharynx. Clin Otolaryngol Allied Sci. 1985;10(2):73-8.         [ Links ]

13. Elwany S. The adenoidal-nasopharyngeal ratio (AN ratio). Its validity in selecting children for adenoidectomy. J Laryngol Otol. 1987;101(6):569-73.         [ Links ]

14. Schulhof RJ. Consideration of airway in orthodontics. J Clin Orthod. 1978;12(6):440-4.         [ Links ]

15. Holmberg H, Linder-Aronson S. Cephalometric radiographs as a means of evaluating the capacity of the nasal and nasopharyngeal airway. Am J Orthod. 1979;76(5):479-90.         [ Links ]

16. McNamara JA Jr. A method of cephalometric evaluation. Am J Orthod. 1984;86(6):449-69.         [ Links ]

17. Weir JP. Quantifying test-retest reliability using the intraclass correlation coefficient and the SEM. J Strength Cond Res. 2005;19(1):231-40.         [ Links ]

18. Landis JR, Koch GG. The measurement of observer agreement for categorical data. Biometrics. 1977;33(1):159-74.         [ Links ]

19. Jeans WD, Fernando DC, Maw AR. How should adenoidal enlargement be measured? A radiological study based on interobserver agreement. Clin Radiol. 1981;32(3):337-40.         [ Links ]

20. Souki MQ. Estudo comparativo da telerradiografia em norma lateral da face e da fibronasoendoscopia na avaliação dos níveis de obstrução adenoidiana em pacientes respiradores bucais. [dissertação de mestrado]. Belo Horizonte: Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais; 2006.         [ Links ]

21. Kolo ES, Salisu AD, Tabari AM, Dahilo EA, Aluko AA. Plain radiographic evaluation of the nasopharynx: do raters agree? Int J Pediatr Otorhinolaryngol. 2010;74(5):532-4.         [ Links ]

22. Imamura N, Ono T, Hiyama S, Ishiwata Y, Kuroda T. Comparison of the sizes of adenoidal tissues and upper airways of subjects with and without cleft lip and palate. Am J Orthod Dentofacial Orthop. 2002;122(2):189-94.         [ Links ]

23. Vilella Bde S, Vilella Ode V, Koch HA. Growth of the nasopharynx and adenoidal development in Brazilian subjects. Braz Oral Res. 2006;20(1):70-5.         [ Links ]

24. Martin O, Muelas L, Viñas MJ. Nasopharyngeal cephalometric study of ideal occlusions. Am J Orthod Dentofacial Orthop. 2006;130(4):436e1-9.         [ Links ]

25. Paradise JL, Bernard BS, Colborn DK, Janosky JE. Assessment of adenoidal obstruction in children: clinical signs versus roentgenographic findings. Pediatrics. 1998;101(6):979-86.         [ Links ]

 

 

Endereço para correspondência:
Murilo Fernando Neuppmann Feres
Rua Afonso Celso, nº 982, apto. 12, Vila Mariana
São Paulo - SP. CEP: 04119-060

Este artigo foi submetido no SGP (Sistema de Gestão de Publicações) da BJORL em 19 de janeiro de 2012. cod. 9005
Artigo aceito em 26 de abril de 2012

 

 

Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), processo nº 08/53538-0. Modalidade: Auxílio regular à pesquisa
Universidade Federal de São Paulo